Lição 13
21 a 26 de dezembro

A Expiação e a Harmonia Universal

Lição dos jovens 1342008


“Ouvi uma voz forte que vinha do trono, a qual disse: “Agora, a morada de Deus está entre os seres humanos! Deus vai morar com eles, e eles serão os povos dEle. O próprio Deus estará com eles e será o Deus deles. Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram” (Ap 21:3, 4).

Prévia da semana: O plano de Deus ainda está em movimento para eliminar o pecado. Nossa bendita esperança será cumprida.

Leitura adicional: O Grande Conflito, capítulo 40, p. 635-652


Domingo, 21 de dezembro

Introdução
Recebendo a vida eterna

1. Como Daniel descreve o triunfo final de Deus sobre as forças do mal? Dn 8:13, 14

Daniel usa o simbolismo do Dia da Expiação para descrever a consumação da obra redentora de Deus em Cristo. O templo celestial é o lugar em que Deus – pela mediação de Cristo – tem tratado do problema do pecado. Essa obra de mediação terminará pela final purificação cósmica do pecado e dos pecadores rebeldes – processo que se iniciou no fim dos 2.300 dias/anos.

2. Como a obra sumo-sacerdotal de intercessão e juízo do Antigo Testamento se cumpre na intercessão de Cristo? Hb 9:23

Havia um homem que foi a um rabi perguntar o que ele devia fazer para demonstrar arrependimento. O rabi lhe disse que pagasse todas as suas contas, vendesse todas os seus bens e voltasse. Depois que o homem fez isso, voltou ao rabi e perguntou se aquilo era tudo que ele tinha de fazer. O rabi respondeu: “Agora, escreva todos os seus pecados e maus atos num papel e entregue-o a mim.” Depois de o homem ter feito isso, o rabi começou a ler os pecados do homem em voz alta. O homem foi vencido pela vergonha e culpa. O rabi exclamou: “Como alguém poderia fazer tais coisas?”

O homem desmaiou, mas o rabi o reanimou e continuou lendo. Sete vezes isso aconteceu, até que o rabi finalmente terminou. Balançou a cabeça negativamente e disse: “Para pecados tão grandes como esses pode haver apenas uma expiação: a morte!” Mas o homem estava tão arrependido que disse: “Eu farei o que precisar ser feito.”

O rabi explicou como o homem teria de morrer pela antiga tradição. Ele teria de engolir uma mistura de chumbo e estanho derretido. O homem concordou com isso, e até obteve os itens que precisava e ajudou no derretimento do chumbo. Mas quando chegou a hora de bebê-lo, ele sentiu, em vez disso, o gosto de marmelada morna. Abriu os olhos surpreso, e ouviu o rabi dizer: “Agora se levante, pois você é outra pessoa. Tome esse dinheiro sobre a mesa e viva como um homem justo.”*

Nós somos o homem dessa história. Somos pecaminosos, e sabemos disso. Também sabemos que merecemos morrer por nossos pecados. Mas estaríamos tão dispostos quanto esse homem a sofrer tal pena pelos nossos erros? Conquanto Cristo tenha tomado essa pena sobre Si para que pudéssemos ser reconciliados com Deus, ainda precisamos fazer um sacrifício se desejamos ser salvos. Precisamos sacrificar nossa vontade, nosso desejo de ter o controle. Ao fazê-lo, como o homem da história, é possível que esperemos morrer algum tipo de morte horrível. Em vez disso, contudo, descobrimos que o que recebemos em troca é muito melhor do que qualquer coisa que pudéssemos produzir. Essa descoberta envolve a necessidade de ser recriados à imagem de Deus, ser capazes de viver de maneira justa com a ajuda do Espírito Santo, e a promessa da Nova Terra (Ap 21:3, 4).

*Lawrence Kushner, The Atonement. Adaptado.

Julaine Clunis | Ibaraki, Japão


Segunda, 22 de dezembro

Exposição
A promessa cumprida

3. Que esperança temos depois de passar pelo juízo? Hb 9:27, 28; 1Co 15:51-54

O cumprimento de nossa grande esperança em Cristo consiste, primeiramente, na transformação radical da natureza humana (1Co 15:53). Também seremos libertos de nossa mortalidade miserável. Em segundo lugar, o cumprimento de nossa esperança na segunda vinda consistirá em sermos libertados da presença do mal. Seremos restaurados às condições originalmente criadas por Deus para a raça humana. Terceiro, o cumprimento da esperança cristã na volta de Cristo consistirá em um acesso permanente, desimpedido e visível ao Salvador. (1Ts 4:17).

Finalmente, a consumação da esperança adventista na segunda vinda consistirá também em uma interação social harmoniosa. Esse será um momento de reunião, um reencontro. A separação dos nossos amados, provocada pelo poder da morte, termina pelo poder restaurador do Salvador (1Co 15:54-57). A esperança individual se funde com a esperança coletiva dos que, ao longo dos séculos, morreram em Cristo abraçando as promessas de Deus.

Antes de Jesus ir para a cruz a fim de adquirir nossa salvação, prometeu a Seus discípulos (e, por extensão, a nós) que iria “preparar lugar” para eles e que, quando estivesse tudo pronto, Ele voltaria para levá-los consigo. Essa foi toda a razão de Sua primeira vinda: unir-nos a Si e ao Deus que nos ama. Sua ressurreição e ascensão e suas conseqüências para os seres humanos foram o tema de todo sermão escrito em Atos. Pelo fato de Cristo ter morrido, ressuscitado e ascendido ao Céu, temos a promessa da ressurreição e de uma nova criação. A transformação do coração e da mente de uma pessoa é apenas o início do que será o resultado final de Sua expiação – a redenção cósmica. Esse é não apenas um conceito do Novo Testamento, mas uma promessa profetizada e esperada pelo povo de Deus desde Adão até hoje.

Procurando segurança; esperando salvação (Dn 8: 13, 14; Hb 9:23). As cerimônias e dias santos do santuário estavam entrelaçados com a própria existência dos antigos hebreus. Através de todos os eventos que giravam em torno do santuário, Deus Se revelava e definia Seu relacionamento com eles. O santuário e suas cerimônias prefiguravam Cristo e a redenção cósmica que uniria um planeta pecaminoso e pródigo com o restante de Sua criação.

Era isso que Daniel e os outros exilados consideravam enquanto viviam numa terra pagã sem santuário, sem dias santos, e sem uma cultura que refletisse a presença diária de Deus ou Suas promessas. O povo de Judá estava disperso por todo o Império Babilônico, e os babilônios afirmavam que haviam capturado o Deus deles e O substituído por seus deuses.

Enquanto Daniel continuava a adorar o Senhor que está em Seu santuário celestial, ele teve uma visão que lhe deu a segurança de que Deus ainda estava no controle do que acontecia, e de que Suas promessas não estavam esquecidas. A visão de Daniel não está limitada ao tempo em que seu povo receberia permissão para voltar a sua própria terra e reconstruir suas casas e o templo. Ela abrange toda a história da Terra. À medida que a visão se desdobra, ele tomou consciência de um conflito cósmico que não é travado nem vencido por reis humanos. Ele ouviu o juízo e a vindicação enquanto um santo fez a pergunta: “Quanto tempo durarão os acontecimentos anunciados por esta visão?”, e ele ouviu outro santo responder com o número “2.300 tardes e manhãs; então o santuário será reconsagrado” (Dn 8:13, 14, NVI). O santuário referido aqui não é um santuário físico na Terra, mas o santuário de Deus que será purificado quando o mal for finalmente eliminado de Sua criação e a harmonia universal for restaurada. Então, tudo o que nos separa dEle será removido, e seremos um com Ele para sempre!

O dia de ajuste de contas (Ap 20:1-4, 11-15). O Dia da Expiação não era uma ocasião para perdão de pecados individuais, mas para que o pecado fosse banido do acampamento do povo de Deus – para afugentar Azazel, a encarnação do pecado, para o deserto. Esses versos de Apocalipse 20 são eco da visão que Daniel teve e do juízo que ele ouviu (Dn 8:13, 14). São a realização cósmica de tudo o que era representado na cerimônia judaica do Yom Kippur, quando o templo era purificado e o sumo sacerdote bania Azazel para o deserto.

Quando nosso Rei retornar, Ele vindicará a Si mesmo Seu povo, que tem sofrido e morrido por sua fé. Ele reivindicará como Seus os que perseverarem fielmente, aguardando Sua volta. Ele intimidará Satanás e o acorrentará a este planeta que retornará ao seu estado pré-criado de caos, e é aí que Satanás será lançado.

O Noivo e Sua noiva (Ap 21:3, 4; 22:3-6). Como a “noiva de Cristo”, nós, a igreja, somos unidos ao nosso Noivo, para viver eternamente em Sua presença. Quando Ele nos une a Si, somos também unidos a todos os seres não-caídos de Seu Universo. Nós, que fomos exilados do resto da criação por causa do pecado, somos agora feitos um com eles numa grande festa de casamento no Céu, onde Cristo nos apresenta como Sua noiva. Já não há qualquer necessidade de símbolos, nem rituais, nem templo, porque estaremos na presença direta de nosso Rei-Redentor. O cristianismo consiste nisso; não em frias cerimônias religiosas e em legalismo, mas em íntimo relacionamento com um gracioso Rei que nos ama e que vive para nos unir a Si, e para restaurar a harmonia universal a toda a criação!

“Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor”, lemos em Apocalipse 21:4, e é difícil encontrar palavras mais felizes. Qualquer pessoa que tenha vivido anos suficientes neste planeta – e, também infelizmente, alguns que viveram só uns poucos anos – pode entender o significado da morte, da tristeza e, certamente, do choro e da dor. A vitória de Deus no grande conflito entre Cristo e Satanás significa o fim de todas essas coisas más, e uma eternidade em que viveremos para sempre felizes e livres, finalmente livres, da maldição do pecado.

Essa esperança em Cristo alimenta nossa fé a ponto de fazer arder o coração.

Jean Kellner | Rockville, EUA


Terça, 23 de dezembro

Testemunho
A multidão de remidos

4. Quando e como Deus lidará com o fenômeno do pecado em Suas criaturas rebeldes? 1Co 4:5; 6:3; Ap 20:1-4

A solução do problema do pecado acontece em fases devido ao interesse de Deus em esclarecer ao Universo Sua justiça. Em primeiro lugar, na Bíblia o milênio é um evento indispensável que levará a uma revelação cósmica da justiça de Deus, e resultará na plena reconciliação de todas as coisas na Terra e no Céu (Cl 1:20). O milênio indica que na segunda vinda o cosmos ainda não está pronto para a aniquilação dos pecadores impenitentes, de Satanás e de seus anjos caídos. O milênio fornece o tempo necessário para criar apoio universal à solução de Deus para o grande conflito. Segundo, o milênio é um tempo de reflexão e análise cósmica. Esse tempo será usado, tanto pelos remidos como por Satanás, revisando os resultados do grande conflito. Satanás e seus anjos terão tempo suficiente para pensar no que fizeram. Terceiro, a reflexão no Céu acontece no contexto do juízo dos ímpios (1Co 6:2, 3; Ap 20:4). Os remidos se unirão às cortes celestiais e participarão do exame da vida daqueles que persistiram em sua rebelião contra Deus. Eles poderão testemunhar o fato de que Deus fez tudo o que pôde para salvar os pecadores, e que os perdidos deverão, então, assumir a responsabilidade por suas decisões.

“Antes de entrar na cidade de Deus, o Salvador concede a Seus seguidores os emblemas da vitória, conferindo-lhes as insígnias de sua condição real. As fileiras esplendentes são dispostas em forma de um quadrado aberto ao centro, em redor de seu Rei, que Se ergue majestosamente muito acima dos santos e anjos e de cujo rosto irradia benigno amor a todos. Por toda a hoste inumerável dos resgatados, todos os olhares se acham fixos nEle, todos os olhos contemplam a glória dAquele cujo ‘parecer estava tão desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a Sua figura mais do que a dos filhos dos homens’. Sobre a cabeça dos vencedores, Jesus com Sua própria destra põe a coroa de glória. Para cada um há uma coroa que traz o seu ‘novo nome’ (Ap 2:17), e a inscrição: ‘Santidade ao Senhor.’ Em cada mão são colocadas a palma do vencedor e a harpa resplandecente. Então, ao desferirem as notas os anjos dirigentes, todas as mãos deslizam com maestria sobre as cordas da harpa, tirando-lhes suave música em ricos e melodiosos acordes. Indizível arrebatamento faz vibrar todo coração, e toda voz se ergue em grato louvor: ‘Àquele que nos ama, e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e Seu Pai; a Ele glória e poder para todo o sempre’ (Ap 1:5 e 6).

“Diante da multidão de resgatados está a santa cidade. Jesus abre amplamente as portas de pérolas, e as nações que observaram a verdade, entram. Ali contemplam o Paraíso de Deus, o lar de Adão em sua inocência. Então aquela voz, mais harmoniosa do que qualquer música que tenha soado aos ouvidos mortais, é ouvida a dizer: ‘Vosso conflito está terminado.’ ‘Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.’ ...

“Cumpre-se, então, a oração do Salvador por Seus discípulos: ‘Aqueles que Me deste quero que, onde Eu estiver, também eles estejam comigo.’ ‘Irrepreensíveis, com alegria, perante a Sua glória’ (Jd 24), Cristo os apresenta a Seu Pai como a aquisição de Seu sangue, declarando: ‘Eis-Me aqui, com os fiIhos que Me deste’” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 645, 646).

Vicki Redden | Sharpsburg, EUA


Quarta, 24 de dezembro

Evidência
Vantagens para ambas as partes

5. Como a Bíblia descreve a solução final para o problema do pecado no Universo? Ap 20:11-15; 22:3-6

A esperança bíblica abrange todo o Universo, e antecipa o momento em que a reconciliação obtida pelo sangue do Cordeiro alcançará dimensões universais. Isso acontecerá no fim do milênio, quando os ímpios serão restaurados à vida e Satanás se preparará para lutar contra Deus e Seu povo. Mas será justamente depois do milênio, quando todas as perguntas tiverem sido respondidas para a satisfação do remidos, que os inimigos de Deus serão confrontados com o registro de seus pecados e sua rebelião. Naquela ocasião, diante do trono de Deus, a justiça e o amor de Deus serão publicamente reconhecidos por todas as partes envolvidas, inclusive Satanás, seus anjos e os perdidos. Todos confessarão a justiça de Deus, reconhecerão o senhorio de Cristo e aceitarão a sentença divina pronunciada contra eles (Fp 2:9-11), admitindo assim que merecem morrer.

Grande parte de Deuteronômio reitera a aliança entre Deus e Israel: a lei de Deus e Suas promessas para a obediência e para a desobediência. Deuteronômio dá um exemplo de como Deus deseja Se relacionar com Seu povo. Conquanto Deus ordene um compromisso total de amor para com Ele e o amor ao próximo como a si mesmo (Mt 22:34-40), em troca promete abençoar-nos. Contudo, não só há bênçãos reservadas para nós. A guarda de Seus mandamentos, em si mesma, é para o bem geral de Seus seguidores (Dt 10:13).

O resumo que Deuteronômio faz da lei pode ser visto como um contrato legal. Contudo, são evidentes muitos exemplos de como Israel não honrou esse contrato. Não obstante, Deus permaneceu fiel. Podemos aprender com os erros de Israel.

Embora estejamos sob uma nova aliança, podemos aprender da antiga aliança, porque ela mostra os desejos de Deus em termos de como Seu povo deve se comportar. As leis em Deuteronômio muitas vezes têm como centro o mandamento “ame cada um o seu próximo como a si mesmo”. Por exemplo, leia Deuteronômio 5:20.

Contudo, a nova aliança tem a morte e ressurreição de Cristo como centro, habilitando o cumprimento dos princípios que a antiga aliança almejava comunicar (Rm 8:3, 4). Através do sacrifício expiatório de Cristo somos transformados, de maneira que podemos ter com Deus o tipo de relacionamento que Ele desejava ter com Israel. Além disso, podemos usar o exemplo histórico de Israel para ter sucesso em nossa aliança pessoal com Deus. Somos capazes de ver a fidelidade de Deus e, por nossa vez, iniciar uma humilde e fiel caminhada com Ele. Andemos de maneira digna da aliança, como Cristo tornou possível, usando a mensagem de Deuteronômio e a história de Israel para vivermos de acordo com a vontade de Deus.

Rowland Morgan | Surrey, Inglaterra


Quinta, 25 de dezembro

Aplicação
Felizes para sempre

6. Como Paulo descreve esse contraste? 1Co 13:9-13

Os remidos empregarão grande parte de seu tempo “a pesquisar os mistérios da redenção. Ao longo de toda a extensão da eternidade, esse assunto será continuamente aberto à sua mente” (Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, v. 7, p. 990). Nada trará mais alegria aos remidos que explorar o mistério de sua salvação, o significado da cruz de Cristo.

Imagine, se puder, celebrar o aniversário da encarnação de Cristo quando chegarmos ao Céu. Comemorar o primeiro advento à luz de haver acabado de experimentar o segundo advento assumirá um significado inteiramente novo. A fé será substituída pela vista. E o conceito de momento de louvor será elevado a um nível inteiramente novo!

Mas ainda não chegou aquela “noite de Natal”. Ainda não. Ainda estamos presos a este mundo, onde fé ainda é fé, e onde ainda estamos à espera desses “níveis inteiramente novos”.

Então, como podemos nos preparar para aquele evento? Aqui estão alguns pontos a ponderar. Prepare-se para uma nova entrada. Desde o Éden, a raça humana não vive do outro lado do pecado. A vida será diferente numa sociedade livre de pecado. Prepare-se! Vai ser muito melhor viver! Precisamos deixar Jesus nos encher para que o pecado seja expulso de nossa vida enquanto ainda estamos na Terra (1Jo 1:7; 2:1, 10). Então, considere estas dicas:

1. Pratique viver na presença de Deus (Salmo 139). Há áreas de nossa vida que obviamente incluem Deus. Mas, provavelmente, há áreas que julgamos “seculares”, nas quais não somos inclinados a incluí-Lo. Talvez devêssemos incluí-Lo conscientemente em todas as áreas e viver como se Ele estivesse bem ao nosso lado o tempo todo – porque na verdade Ele está!

2. Imagine o inimaginável (1Co 2:9)! Um ambiente sem pecado, sem histórias de partir o coração na hora do noticiário da noite, sem relacionamentos problemáticos, sem problema nenhum! Somente paz, contentamento, propósito, alegria que permeia cada célula de nosso corpo. Posso só imaginar.

3. Prepare-se para a festa (Ap 5:12; 19:9)! A maioria de nós não tem nenhuma idéia de quanto o pecado pesa sobre nós. Por isso, ter esse peso removido por causa do que Jesus fez por nós muito antes de termos nascido é algo com o qual nos relacionamos só teoricamente. Um amigo meu compreende isso. Ele perdeu a filhinha num acidente absurdo e depois, vários anos depois, perdeu a esposa com câncer. Ele conhece a dor como poucas pessoas que conheci. O peso é dolorosamente óbvio. Ele mal pode esperar que seja também removido. E mal pode esperar a festa de gratidão a um Deus que em breve endireitará tudo.

O que Jesus fez na cruz é incrível em sua simplicidade e em sua complexidade. Logo tudo irá terminar como nada jamais terminou! E então, nada mais haverá de errado, triste, injusto no mundo.

Jan Yakush | Smithsburg, EUA


Sexta, 26 de dezembro

Opinião
Pensamento incrível

Às vezes, achamos difícil compreender como Deus poderia ter decidido viver entre nós e morrer por nossos pecados. Muitos de nós freqüentemente questionamos o raciocínio de um ser todo-poderoso experimentar o tormento que caracteriza este mundo pecaminoso. Muitas pessoas até consideram uma forma de loucura Deus ter pensado ser necessário vir a este mundo demonstrar Seu amor e justiça.

Esse, contudo, é exatamente o ponto – o único ponto e o suporte crucial sobre o qual está centralizada a expiação de Cristo. Que embora devamos ser julgados pela maneira de vivermos a vida concedida a nós pelo Criador, Ele está qualificado a ser nosso juiz porque experimentou, em primeira mão, o que é viver num mundo de pecado, tormento, dor e morte. Isso me faz sorrir, embora me passem pela mente muitas perguntas que ninguém pode responder, não importa quão teologicamente versado seja.

A expiação demonstra a maior forma de jornalismo investigativo e de trabalho de detetive que o mundo já conheceu.

1. O pensamento de que Deus, em Cristo, desceria para experimentar em primeira mão o que é ser humano, demonstra que Ele está preparado para julgar-nos, não como simples expectador, mas como participante real de nossa vida de pecado na Terra. Que juiz humano, antes de sentenciar um réu, faria uma excursão para conhecer em primeira mão a privação social que o réu possa ter experimentado?

2. O pensamento de que Cristo demonstraria, então, a nós a maneira suprema de triunfar, apesar de se estar preso no pecado, é talvez a maior maravilha que o mundo conheceu.

3. O jornalismo investigativo, tão freqüente na Bíblia, mostra não apenas a diligência de Deus em ensinar-nos sobre os problemas que o pecado causa, mas também como resolver esses problemas por meio de nossa dependência dEle e da expiação que Ele fez por nós na cruz.

Dicas
  1. Olhe para fotos de comemorações em que você esteve presente. Afinal de contas, na Bíblia, a segunda vinda é muitas vezes visualizada como uma festa ou casamento. O que as pessoas parecem estar sentindo? Como você acha que isso se compara à volta de Cristo?
  2. Pesquise sobre os grupos de pessoas que precisam ser alcançados com o evangelho antes de Cristo voltar e explore o que você pode fazer a fim de apoiar os esforços para alcançá-los.
  3. Pense sobre a visão do mundo por vir apresentada em Apocalipse 22:1-3. Escreva um breve parágrafo sobre o que isso significa em sua própria vida.
  4. Ouça, cante ou toque uma canção que você gostaria de cantar para Cristo quando chegar ao Céu para expressar sua alegria por estar com Ele face a face.
  5. Celebre uma “festa ágape” em sua casa. Convide seus amigos, ou pessoas com quem você gostaria de fazer amizade ou com quem gostaria de melhorar suas relações. As “festas ágape” dos cristãos primitivos tinham o objetivo de ser um antegozo do Céu.

Simon Lammy | Ilhas Shetland, Escócia