LIÇÃO 2
5 a 12 de julho

“Tudo Para Com Todos”

Lição dos jovens 232008


“Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns” (1Co 9:22, NVI).

Prévia da semana: Se as pessoas não entenderem o que está sendo dito, não ouvirão. Paulo é um exemplo de como comunicar o cristianismo em diferentes ambientes e nos dá boas idéias de como tornar compreensível a mensagem do advento.

Leitura adicional: Atos dos Apóstolos, cap. 23, especialmente as páginas 236-242.


Domingo, 6 de julho

Introdução
Relevância cultural

Depois da experiência de Paulo na estrada de Damasco, alguns dos apóstolos não estavam convencidos de que ele era um verdadeiro discípulo (veja At 9:26). Naquela ocasião, Barnabé se ergueu para defender Paulo (vs. 27, 28). Barnabé era “homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé” (At 11:24), e foi de tremenda ajuda para Paulo no início de seu ministério.

1. Como a igreja começou em Antioquia? Qual foi o resultado dos esforços missionários? At 11:19-24

2. Por que Barnabé escolheu Paulo para ajudá-lo? At 11:25, 26

Em sua cultura, como se cumprimenta um amigo? Com um abraço caloroso? Com um beijo em ambas as faces? Com um aperto de mão casual? Com um aceno de cabeça? Com uma piscadinha de olho? Práticas como essas variam de cultura para cultura. O mesmo poderia ser dito de muitas outras áreas da cultura. Considere, por exemplo, cerimônias de casamento, escolhas alimentares, passatempos e entretenimentos.

Diferenças culturais precisam ser levadas em conta ao se pregar o evangelho a todo o mundo. O que poderia ser uma forma relevante de se apresentar o evangelho na Ásia poderia não funcionar em partes da Europa ou da África. Quando fui voluntário no Timor Leste, aprendi que era melhor pregar o evangelho para grupos do que para pessoas individualmente. Contudo, na Austrália, tenho muitos interessados que não gostam de estudos bíblicos em grupo. Tenho um amigo nos Estados Unidos que dá alguns de seus estudos bíblicos por telefone. E me contaram que em algumas culturas na África as mulheres e os homens não desejam estudar a Bíblia juntos.

Para partilhar o evangelho de maneira eficaz, é importante compreender preferências culturais e maneiras de pensar. Tem que ficar claro, porém, que não precisamos ser bêbados para ganhar os bêbados, nem criminosos para evangelizar ladrões e assassinos. Nem temos que ser Imãs para ganhar os muçulmanos. Em outras palavras, não temos que ser o que não devemos ser a fim de partilhar o evangelho de formas culturalmente relevantes.

Não podemos ficar esperando que as pessoas venham para a igreja e aceitem a Cristo como seu Salvador. Temos que levar Cristo às ruas e aos campos. Temos que levá-Lo para que Se sente debaixo dos coqueiros ou seringueiras, junto à praia e no deserto. Devemos levá-Lo a todas as pessoas, a despeito de sua formação cultural.

O apóstolo Paulo não só pregou aos gentios, mas também aos judeus. Pregou também aos romanos, aos efésios, aos coríntios, e às pessoas em muitos outros lugares. Certamente, ele teve que achar várias maneiras de apresentar a mesma mensagem relevante a diferentes culturas e circunstâncias. Talvez fosse isso o que ele tinha em mente quando escreveu que era “tudo para com todos” (1Co 9:22, NVI). Nesta semana, exploraremos como Paulo fez isso e aprenderemos como podemos adaptar seus métodos ao nosso tempo.

Mebzar Quinto | Melbourne, Austrália


Segunda, 7 de julho

Evidência
Perspectivas filosóficas

3. Faça uma rápida leitura de Atos 13:16-42. Em seu sermão, onde Paulo começou e onde terminou a breve recapitulação da história bíblica? A que autoridade ele apelou para provar que Jesus era o Messias?

4. Agora, leia Atos 14:8-18. Diferentemente de seu discurso aos judeus, que enfoque diferente Paulo usou para falar aos pagãos – que não acreditavam no Antigo Testamento?

Ao falar aos pagãos, Paulo não apelou às Escrituras como autoridade (ele mencionou o Antigo Testamento no verso 15, assim como poderia ter citado um poeta, e não como autoridade). Ao contrário, ele apelou para o mundo natural e a evidência que a natureza dá sobre um Deus Criador e assinalou a futilidade de adorar ídolos.

Atenas era o eixo cultural do mundo antigo. Famosa por seus filósofos e pensadores, a Grécia havia trazido sua civilização, seu saber e seus muitos deuses ao mundo romano. Quando Paulo entrou nesse clima de curiosidade intelectual, os filósofos estóicos e epicureus o desafiaram a defender sua teologia.

O pensamento estóico está baseado no conceito de que os seres humanos podem alcançar a felicidade e a perfeição alinhando-se com a razão e a lei natural. Através do autocontrole, da firmeza moral e do desprendimento emocional, os estóicos podem pensar claramente e viver sem ser afetados pelas correntes naturais da vida. O estoicismo era popular durante o tempo de Paulo entre as pessoas cultas do império greco-romano. Na filosofia estóica, Deus era a razão universal, o legislador natural e o provedor da ordem.

Em contraste, Deus era de pouco uso para os epicureus. Eles propunham que o mundo e tudo que ele contém aconteceu como resultado de movimentos fortuitos e de combinações específicas de átomos. Pelo fato de os epicureus acharem que o contentamento e a felicidade pessoal eram a coisa mais importante da vida, procuravam evitar a dor e o medo, promovendo ao mesmo tempo a virtude e o autocontrole. A amizade, o conhecimento e os prazeres simples assegurariam a satisfação, mas a condescendência exagerada poderia levar à insatisfação. Também não criam na vida após a morte. Provavelmente, foi por isso que os ouvintes de Paulo começaram a zombar quando ele descreveu a ressurreição de Cristo (At 17:32).

Como podia Paulo apresentar o evangelho de maneira relevante e atrativa para esses dois grupos de pessoas?

Ele fez o que muitos grandes oradores fazem. Falou-lhes primeiro a partir de seu próprio conhecimento e compreensão e então relacionou isso com o que ele queria que ouvissem. Paulo lhes falou no Areópago. Ele obviamente havia estado nos templos e sabia sobre o “deus desconhecido” e a profunda fascinação dos gregos pelo divino. Citou as palavras de seus poetas. Para os estóicos, ele começou com uma explicação da lei natural e do papel essencial de Deus na criação do Universo. O que ele disse tem sentido, e houve três reações: (1) os que zombaram, (2) os que ficaram intrigados, mas não fizeram nada, e (3) os que creram. Paulo pregou a todos para que alguns pudessem ser salvos – e assim foi.

Jarrod Stackelroth | Warburton, Austrália


Terça, 8 de julho

Exposição
Paulo prega ao mundo

Uma das experiências missionárias mais famosas de Paulo aconteceu em Atenas, onde viveram alguns dos maiores filósofos do mundo antigo, como Sócrates, Platão e Aristóteles. Mas veja que interessante: mesmo com toda a filosofia e todos os seus apelos à razão e à lógica, a cidade ainda “estava cheia de ídolos” (At 17:16, NVI). Que evidência de que, no seu âmago, a filosofia não pode responder às necessidades humanas básicas!

5. Na tentativa de alcançar aquelas pessoas, que abordagem Paulo adotou? Qual foi o resultado de seus esforços? At 17:18-34

Os epicureus ensinavam que a felicidade provém de uma boa vida com prazeres modestos. Os estóicos, por outro lado, insistiam com as pessoas que se contentassem com o que tinham. Juntos, filósofos estóicos e epicureus ouviram Paulo na praça e começaram a discutir com ele, chamando-o de “tagarela” (At 17:18).

“Eu me torno tudo” (1Co 9:22). Muitas pessoas fazem significativas mudanças na vida num momento ou noutro. Mas poucas chegam a fazer a mudança que Paulo fez. Ele era um destacado fariseu já no início da vida adulta. Então, mudou drasticamente, tornando-se cristão e unindo-se às pessoas que tinha perseguido e matado quando era fariseu.

Paulo era fabricante de tendas por profissão, teólogo por paixão, e pregador por necessidade. Sofreu naufrágios, foi aprisionado, espancado e apedrejado. Esteve em perigos relacionados a rios, bandidos, tempestades e pessoas de numerosos países e religiões – inclusive o seu próprio. Paulo sabia o que é ser exaltado e humilhado, amado e odiado, ouvido e ignorado. Paulo era um homem de extremos.

“Para todos” (1Co 9:22). Devido a suas origens e devoções, Paulo também tinha a facilidade de se misturar com muitos grupos de pessoas. Era um verdadeiro israelita e um cidadão romano. Fluente em ambas as línguas, também era capaz de se apresentar como ambas as coisas. Estudou a lei hebraica aos pés de Gamaliel, um famoso rabi, e foi trazido à fé cristã por uma visão do Cristo ressurreto. Paulo tinha ligações – romanas, judaicas e cristãs – e usava essas ligações com competência.

Paulo administrava bem sua familiaridade com as pessoas. Viajava extensamente, participava dos costumes locais, e falava inteligentemente sobre a religião, a política e o comércio local. Paulo tinha o costume de usar suas semelhanças com outros para transpor a distância entre eles. Fez três viagens missionárias e falou mais extensamente do que qualquer outro fundador da igreja cristã primitiva.

“A fim de poder, de qualquer maneira possível” (1Co 9:22). Quando o evangelho era suficiente, Paulo o proclamava. Contudo, quando ele podia ver que as pessoas do local precisavam de um estímulo filosófico, conectava-se a elas de maneiras com as quais até mesmo os cristãos de hoje se assustariam. Falando aos homens de Atenas, Paulo tomou o verso “também somos descendência dele” (At 17:28, NVI), da introdução da obra Phaenomena de Aratus – uma importante obra de um antigo poeta grego (de cerca do ano 315 a.C.) – e o aplicou a Jesus.

Como você acha que os líderes da igreja de hoje reagiriam a essa “citação errônea” no evangelismo? Você pode ter certeza de que Paulo foi atacado de todos os lados. Assim, sua autodefesa – de que ele estava disposto a usar “qualquer maneira possível” para cumprir a comissão do evangelho – era bem fundamentada.

“Salvar alguns” (1Co 9:22). Embora Paulo passasse muito tempo em proclamação pública, grande parte de seu sucesso como ganhador de pessoas se encontrava em relacionamentos pessoais. Ele nunca teria sido aceito nas fileiras dos apóstolos se não fosse por Barnabé, que o defendeu diante dos temerosos apóstolos e proclamou as obras, os sermões e a dedicação de Paulo como seguidor de Jesus. Se Barnabé não tivesse estado disposto a arriscar sua reputação e influência em favor de Saulo, “o matador de cristãos”, talvez Paulo, “o apóstolo”, nunca tivesse surgido.

Devido a Barnabé, Paulo foi aceito pelos líderes cristãos e se tornou seu defensor da fé. Ele conseguia falar com pessoas de todas as crenças. Usava sua influência e intelecto para enfrentar as maiores mentes de cada comunidade em que entrava, e ganhar-lhes o coração. Muitas vezes, Paulo permanecia numa localidade cerca de dois anos, desenvolvendo relacionamentos profundos com líderes locais e levando-os a Cristo e Sua igreja. Muitas das cartas de Paulo refletem esses relacionamentos, quando ele envia lembranças, por nome, a numerosas pessoas e lares.

“Tudo faço por causa do evangelho” (1Co 9:23). Paulo tinha um forte senso com relação a si mesmo. Ele se mantinha por conta própria enquanto ministrava, escrevia cartas com forte convicção (13 das quais estão incluídas no Novo Testamento), e obstinadamente proclamava sua posição como apóstolo. Contudo, quando estava presente entre as pessoas, pedia bem pouco para si mesmo e falava meigamente.

Ele possuía um senso ainda mais forte com relação ao evangelho – chegando por fim a ser morto em defesa de Cristo. Compreendia que todo o seu saber, liderança e sofrimento seriam inúteis se Jesus Cristo não fosse proclamado em toda mensagem, carta, apelo e ato. Paulo sabia o que devia fazer – o que desejava muito fazer – contudo, era interrompido em sua obediência por numerosas influências que o desviavam do alvo. O exemplo de Paulo nos permite ver o poder que o evangelho tem para nossa primeira conversão a Jesus e depois para nossa reconversão diária, ao colocarmos novamente nosso coração nas mãos do Salvador.

“A fim de tomar parte nas Suas bênçãos” (1Co 9:23). Paulo tirava sua força do exemplo de Cristo. Ele viu Jesus, “O qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz”, e viveu imitando-O. Os olhos de Paulo estavam sempre fixos no “Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12:2). Paulo sabia que um dia tomaria parte nas bênçãos do reino de Cristo.

David Edgren | Lilydale, Austrália


Quarta, 9 de julho

Testemunho
Tato nascido do divino amor

6. Examine o discurso de Paulo em Atos 17:18-34. Onde você encontra essas doutrinas básicas: criação, redenção e juízo? Como essa mensagem se assemelha à mensagem adventista?

Paulo não só conhecia a literatura pagã; ele citou partes dela de memória. Primeiramente, citou o poeta cretense Epimênides que escreveu: “Nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (v. 28). Em seguida, referiu-se ao pagão Cleanto, cujo poema de amor ao deus Zeus continha a linha “...porque dele também somos geração” (v. 28) (expressão similar é também encontrada nos escritos do poeta grego Arato). Em cada caso, Paulo tomou algo da cultura dos ouvintes e o relacionou com a verdade que desejava ensinar.

“Ao seu redor [de Paulo] reuniram-se poetas, artistas, e filósofos – intelectuais e sábios de Atenas, que a ele assim se dirigiram: ‘Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?...’

“Nesta hora de solene responsabilidade o apóstolo estava calmo e confiante. Tinha o coração possuído de importante mensagem, e as palavras que lhe caíram dos lábios convenceram seus ouvintes de que ele não era nenhum paroleiro. ... Com a mão estendida em direção ao templo apinhado de ídolos, Paulo esvaziou sua alma e expôs a falácia da religião dos atenienses. Os mais sábios dentre seus ouvintes ficaram admirados ao atentarem para a sua argumentação. Mostrou estar familiarizado com suas obras de arte, literatura e religião” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos,p. 236, 237).

“As palavras de Paulo contêm um tesouro de conhecimento para a igreja. Estava ele numa posição em que facilmente poderia ter dito qualquer coisa que teria irritado seus orgulhosos ouvintes, colocando-se a si mesmo em dificuldade. ... Mas, com o tato nascido do divino amor, cuidadosamente ele afastou-lhes a mente de suas divindades pagãs, revelando-lhes o verdadeiro Deus, para eles desconhecido” (Ibid., p. 241).

“Em cada esforço para alcançar as mais altas classes, o obreiro de Deus necessita de forte fé. As aparências podem parecer desoladoras, mas na hora mais escura, há luz do alto. A força dos que amam a Deus e a Ele servem será renovada cada dia. A mente do infinito está posta a seu serviço para que, ao executarem Seu propósito, não cometam erro. Mantenham esses obreiros firme até o fim o princípio de sua confiança, lembrando-se de que a luz da verdade de Deus deve brilhar em meio às trevas que envolvem nosso mundo. Não deve haver nenhum desalento em relação com o trabalho de Deus. A fé do consagrado obreiro deve resistir a cada prova que o alcance. Deus pode e está disposto a outorgar a Seus servos toda a fortaleza de que precisem e a dar-lhes a sabedoria que suas variadas necessidades imponham” (Ibid., p. 242).

Nathan Brown | Warburton, Austrália


Quinta, 10 de julho

Aplicação
Testemunha relevante

7. Qual foi a extensão do território coberto pelo ministério de Paulo? Rm 15:18-23. O que essa resposta nos diz sobre o significado do sucesso?

Paulo escolheu fundar novas congregações nas cidades estratégicas da região. Ele escolheu lugares que fossem importantes centros de transporte – estradas ou grandes portos marítimos – e importantes centros comerciais ou administrativos. Assim, ele deixou faróis estratégicos ao longo da área, planejando que novos grupos de crentes levassem as boas-novas para as áreas circundantes a esses centros.

Alister McGrath nos conta sobre o passatempo de seu amigo, que é colecionar selos. Seu amigo, ele diz, “é perfeitamente capaz de me dizer tudo que eu possa desejar saber sobre as marcas d’água dos selos emitidos durante o reinado da Rainha Vitória pelas ilhas caribenhas de Trinidad e Tobago. E embora eu não tenha dúvidas sobre a veracidade do que ele me diz, não posso deixar de sentir que aquilo é uma completa irrelevância para minha vida.”*

O cristianismo parece a mesma coisa para muitas pessoas. Elas não vêem necessidade de uma religião que tem mais de dois mil anos. Com relação ao cristianismo, o argumento não é tanto sobre a relevância do evangelho, mas sobre como o evangelho é apresentado. Uma olhada na igreja cristã primitiva pode nos ensinar muito sobre tornar a mensagem do evangelho relevante para as pessoas com quem temos contato.

1. Partilhe o evangelho com todos, não apenas com as pessoas que você acha que são as pessoas “certas”. O sacrifício de Jesus foi feito por todos (ver At 11:20).

2. Faça uma diferença estrondosa.Mesmo quando a perseguição era comum, corriam histórias sobre a propagação do evangelho. Comemore as transformações de vida (ver At 11:19-22).

3. Esteja preparado para enviar auxiliares.E lembre-se de aceitar ajuda de outros cristãos (ver At 11:22).

4. Os atos falam mais alto que as palavras.O que você faz e a maneira como trata as pessoas significa muito mais do que as palavras que você diz (ver At 11:24).

5. Faça planos para ficar por perto.Desenvolva relacionamentos (ver At 11:26).

6. Aprenda com o passado.Conhecer sua herança cristã ajuda você a orientar o presente (ver At 13:16-42).

7. Esteja familiarizado com o evangelho.Esteja preparado para debater (dialogar é melhor). Não há nada mais desagradável do que tentar ter uma discussão com uma pessoa que diz repetidamente: “Está na Bíblia” ou “Eu vivo pela fé”. É bom argumentar em favor do evangelho (ver At 17:18-34).

8. Pregue o evangelho, pregue o evangelho, pregue o evangelho (ver At 11:19-26; 13:16-42; 17:18-34).

*Alister McGrath, Intellectuals Don't Need God and Other Modern Myths (Grand Rapids, Mich.: Zondervan, 1993), p. 73.

Christine Miles | Dannemora, Nova Zelândia


Sexta, 11 de julho

Opinião
Tem a ver com amor

Há dezenas de bons membros de igreja e pastores que falam contra a necessidade de fazer quaisquer “ajustes” no “evangelho puro” a fim de alcançar as pessoas. Em minha igreja, porém, o “evangelho puro” não é nada senão amor; e a face do amor é nossa preocupação, nosso interesse, nosso esforço para salvar aqueles com quem entramos em contato. A maneira como amamos as pessoas deve variar. Como é dito no livro The Five Love Languages (As Cinco Linguagens do Amor), “as pessoas expressam e recebem amor de maneiras diferentes”.1

O pleno amor de Cristo precisa ser visto pelas pessoas no local de trabalho, nas ruas, nos clubes e em nossas igrejas. Não será suficiente espalhar só um pouquinho de Seu amor em lugares que achamos que Deus ou Sua igreja desaprovam. Jesus encontrou pessoas de todas e em todas as ocupações; e elas foram atraídas primeiro ao Seu amor e depois aos Seus padrões.

Rubel Shelly, da Igreja de Cristo de Woodmont Hills, em Nashville, Tennessee, Estados Unidos, pregou o seguinte: “A igreja que sobrevive, floresce e transforma vidas é a igreja que sabe como reagir ao tempo e ao local em que se encontra. Ela entende sua cultura e reage apropriadamente a ela. Não adota sua cultura, mas a compreende e a usa. Não se conforma a sua cultura, mas capacita seus membros a reagirem a esta com o coração compassivo e a mente perceptiva de Jesus Cristo.

“Numa história em quadrinhos retratando Nancy e Waldo, Nancy estava pulando corda e repetindo uma rima: ‘Um, dois, videogame depois, três, quatro, ter um mp4, cinco, seis, assistir DVDs...’ Waldo a interrompeu e disse: ‘Nancy, não é assim que a rima diz.’ Nancy respondeu: ‘Eu sei, mas essas coisas têm de ser atualizadas de vez em quando.’”2 Será que as igrejas não estão morrendo por não saberem o que a Nancy sabe?

Tornar-se “tudo para todos” (1Co 9:22) tem que ver com amor a todas as pessoas. A face do amor de Deus é na verdade o “evangelho puro”, não diluído, que persuade “todas as pessoas, no mundo todo, [a] que mudem o coração e a vida” (At 17:30, New Century Version).

Dicas

1. Escreva seu testemunho de várias formas para alcançar diferentes tipos de pessoas. Pratique o que você vai dizer e resuma-o, para que possa partilhar Jesus em menos de três minutos.

2. Entreviste pessoas nas vizinhanças de sua igreja. Elabore um questionário que faça perguntas como quem eles acham que Jesus é, o que eles crêem que o mundo vai enfrentar no futuro, e o que eles crêem que as pessoas precisam para ter verdadeira felicidade. Ofereça-lhes a oportunidade de participar de um pequeno grupo em sua igreja para ajudá-los a encontrar respostas para suas perguntas.

1. G. Chapman, The Five Love Languages (Strand, Sydney, 1994).

2. Ruth A. Daugherty, 2 de abril de 2006. “The Church and Xtreme Social Holiness Today.” Tirado em 12 de junho de 2007, de http://www.stpaulshelena.org/templates/System/details.asp?id=31435&PID=341673&Style=

Lynelle Laws | Taupo, Nova Zelândia