Lição 3
12 a 17 de outubro

A Queda em Pecado

Lição dos jovens 342008


“Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7:24).

Prévia da semana: Embora as coisas tenham parecido horríveis no jardim, Deus nos dá a oportunidade de escolher a submissão a Ele em lugar da submissão ao inimigo.


Domingo, 12 de outubro

Introdução
A liberdade vem da obediência

1. Que evidência bíblica, em Gênesis 1–3, apóia a idéia de que Adão e Eva se rebelaram contra Deus? (Veja, por exemplo, Gn 2:16, 17; 3:2, 3, 6)

Eles não só violaram abertamente um mandamento divino, mas, no processo da desobediência, trocaram sua lealdade. Eva ouviu o raciocínio do inimigo e o julgou mais confiável que a palavra explícita de Deus. Ela concluiu que o mandamento divino era muito restritivo, e que, a fim de alcançar seu potencial mais elevado, tinha que declarar independência de seu Criador. Isso foi rebelião. Adão ouviu a voz de sua esposa, de preferência à voz de Deus, e se uniu a ela na rebelião.

2. Quais foram alguns dos resultados imediatos do pecado, especialmente quando são entendidos como rebelião contra Deus? Is 59:2; compare com Gn 3:23, 24.

“Porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente” (Sl 84:11).

Ignace Paderewski (1860-1941) foi um dos maiores pianistas que já existiram. Quando ele entrava no palco, uma onda de silêncio caía sobre o auditório, um silêncio que durava até que ele saísse. Ninguém que ouvisse uma de suas execuções jamais a esquecia. Quando ele morreu, o mundo ficou de luto. Paderewski era capaz de produzir música tão doce quanto o mel recém-tirado da colméia, porque se submetia às leis da melodia, da harmonia, do ritmo, do tempo e do contraponto.

Será que Paderewski seria tão obediente a essas leis na sociedade de hoje – uma sociedade que geralmente não quer ter nada que ver com a lei? Ainda hoje, muitos cristãos acreditam que as leis de Deus foram cravadas na cruz e, como resultado, não precisamos mais obedecê-las.

Mas o que Jesus ensina quanto a esse assunto? Em Mateus 5:17, Ele diz: “Não pensem que vim abolir a Lei ou os profetas; não vim abolir, mas cumprir” (NVI).

Todo mundo sabe que, se não houvesse leis de trânsito, as estradas seriam caóticas e dirigir seria extremamente perigoso. Dirigir para o trabalho seria o mesmo que cometer suicídio. Os semáforos e sinais de trânsito existem para proteger tanto a nós mesmos quanto a outros motoristas. Os semáforos garantem que o tráfego se mova de maneira organizada e ordenada. Da mesma forma, os dez mandamentos de Deus não têm a função de impedir que desfrutemos a vida; ao contrário, existem para conservar-nos seguros e para ajudar-nos a desfrutar a vida ao máximo. Eles nos protegem e permitem que vivamos harmoniosamente com Deus e com nosso próximo. Deus não nos impediria de fazer nada que seja para o nosso bem. Se todos obedecêssemos a Suas leis, este mundo seria um lugar muito mais seguro e feliz.

Nesta semana estudaremos o que aconteceu e continua a acontecer como resultado de se negligenciar a lei de Deus.

Solwazi Khumalo | Pretória, África do Sul


Segunda, 13 de outubro

Exposição
Seres humanos caídos

3. De acordo com 2 Pedro 2:19 e Romanos 6:16, o que o pecado faz aos pecadores?

Na busca de autonomia, Adão e Eva trocaram o senhorio de Deus pelo senhorio escravizante e corruptor de Satanás. O pecado se tornou um poder universal, do qual não poderiam escapar sem ajuda (Rm 5:12).

4. De acordo com Romanos 3:9-18, qual é a verdadeira situação da humanidade sob o reinado do pecado?

A natureza, como também os seres humanos, existe em uma condição corrompida por causa do pecado. Foi necessária a manifestação de um poder externo à existência humana e à própria natureza, com a capacidade de redimir o mundo caído. Isso aconteceu por meio de Cristo.

Desligando-se de Deus (Gn 1–3). Quando Adão e Eva escolheram desobedecer a Deus, caíram de seu elevado status para uma posição de degradação e corrupção. Sua desobediência teve o mesmo efeito que tentar desafiar a lei da gravidade. Qualquer tentativa de violar essa lei ao pular de um edifício alto está fadada a resultar em graves ferimentos. Ao pecar, portanto, Adão e Eva feriram gravemente a si mesmos e a toda a humanidade.

Sendo o criador da vida, Deus nos deu leis que regulam essa vida. Essas leis, quando obedecidas, criam harmonia e bem-estar. Ele criou os seres humanos para que tivessem íntima comunhão com Ele. Portanto, Deus é uma realidade da qual a vida não pode ser desconectada.

O pecado tem a ver com tentativas de desconectar-se da realidade de Deus. O pecado pode ser definido de várias formas: (1) transgressão da lei de Deus ou iniqüidade (1Jo 3:4); (2) errar o alvo (Rm 3:23); e (3) qualquer “desvio da vontade conhecida de Deus, quer por negligência em fazer o que Ele ordenou especificamente, quer por fazer o que Ele especificamente proibiu”.* Mas, a despeito da maneira como definimos o pecado, ele degrada os seres humanos e os priva de sua dignidade, liberdade e valor dados por Deus. Daí a “queda” em pecado. A Bíblia mostra que os seres humanos estão numa situação sem remédio e que a única saída dessa situação é a expiação de Cristo.

Em Gênesis 1, lemos como Deus criou os céus e a Terra. É significativo que o relato da Criação tenha sido muitas vezes pontuado pela partícula modificadora “bom” (Gn 1:4, 10, 12, 18, 21, 25). Isso nos diz que não havia nada de errado com o que Deus criou.

Além disso, Deus coroou Sua obra ao criar os seres humanos à Sua própria imagem (Gn 1:26, 27). Após criar os seres humanos, Deus declarou que tudo que Ele fez era “muito bom” (Gn 1:31). Os seres humanos são especiais porque são criados à imagem de Deus. Ellen White descreve o ser criado à imagem de Deus como ter individualidade e a “faculdade... de pensar e agir” (Educação, p. 17). Os seres humanos devem refletir essa imagem de Deus vivendo de acordo com Sua lei, que é o transcrito de Seu caráter e “a norma pela qual o caráter e vida dos homens serão aferidos no juízo” (O Grande Conflito, p. 482).

Em Gênesis 2, vemos como Deus criou os seres humanos e fez provisão para eles. Foi para eles que Deus estabeleceu o sábado (Gn 2:1-3), o casamento e a família (Gn 2:18-25). A intrusão do pecado prejudicou tudo isso. De maneiras mais complexas, o pecado continua a deformar, distorcer e deturpar a vida humana, e não sem efeitos devastadores sobre a criação de Deus como um todo.

Gênesis 3 trata da queda em si, com suas trágicas conseqüências. A imagem de Deus está agora deformada e maculada. O relacionamento rompido com Deus causa relacionamentos rompidos dos seres humanos entre si e dos seres humanos para com o resto da criação. Por toda parte pode ser vista a devastação e miséria que vem com tudo isso.

O poder de curar os rompimentos (Rm 3:9-18; 5:10-21; 6:16; 2Pe 2:19). Paulo deixa claro que o pecado de Adão é também o pecado de sua posteridade. Assim, sofremos as conseqüências do pecado de Adão e de nosso próprio pecado (Rm 5:12). Ninguém pode escapar. Ninguém é livre. Ninguém entende. E ninguém tem qualquer vestígio de capacidade para fazer o que é correto. Todos são inclinados para o mal (Rm 3:9-18).

Além disso, Paulo salienta que os seres humanos são completamente impotentes para se libertarem da penalidade, do poder e da presença do pecado. Eles precisam de um poder fora de si mesmos. Deus proveu esse poder, e é dessa provisão que o evangelho trata. Os efeitos do pecado só são revertidos por Cristo através de Seu sofrimento (Rm 5:15-21). Essa é a natureza essencial da fé cristã: Deus, contra quem todos pecaram, tomou a iniciativa de reconciliar os seres humanos pecadores consigo mediante um incrível custo para Si mesmo.

Tanto Paulo quanto Pedro têm uma forma de mostrar como o pecado domina todos os seres humanos que não estão ligados a Cristo. Fora de Cristo, os seres humanos são escravos do pecado e totalmente depravados (Rm 6:16; 2Pe 2:19). Em Romanos 7:24 Paulo exclama: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” E qual é a resposta? Cristo. Ele sofreu ao máximo para efetuar a reconciliação e a reparação entre Deus e os seres humanos. Ele nos ama o suficiente para ser o próprio sacrifício pelo pecado. Atua para reverter e finalmente erradicar o pecado, não apenas daqueles que O aceitam, mas de todo o Universo. A promessa inicialmente feita em Gênesis 3:15 se cumpre nEle.

Pense nisto
  1. Por que tantas pessoas que professam fé em Cristo parecem viciadas em coisas que tornam a vida difícil para elas próprias e para outros?
  2. Você acha que é um agente moral livre? Explique sua resposta.

* Seventh-day Adventist Bible Dictionary, ed. rev., 1979, p. 1.042.

Zacceaus Mathema | Nairóbi, Quênia


Terça, 14 de outubro

Testemunho
Fuja do maligno

O pecado prejudicou a vida interior dos seres humanos. Os valores morais e espirituais que governam sobre o Universo de Deus não mais governam o coração humano natural. Os seres humanos sabem que existe algo errado com eles e desejam algo melhor. Às vezes, tentam fazer o que é bom e correto só para descobrir que não podem.

Moral e espiritualmente, a natureza humana é fraca. Os seres humanos não podem resistir ao poder do pecado e, como resultado, onde quer que exista um ser humano existe pecado e maldade. O fenômeno é tão universal que “não há justo, nem um sequer” (Rm 3:10).

“Se Eva tivesse evitado entrar em argumentação com o tentador, teria estado em segurança; mas arriscou-se a conversar com ele, e caiu vítima de seus enganos. É assim que muitos ainda são vencidos. Duvidam e argumentam com relação aos preceitos de Deus; e, ao invés de obedecerem aos mandados divinos, aceitam teorias humanas, que tão-somente disfarçam as armadilhas de Satanás. ...

“Eva cedeu à tentação; e, por sua influência, Adão foi levado ao pecado. Aceitaram as palavras da serpente, de que Deus não queria dizer o que falara; desconfiaram de seu Criador, e imaginaram que Ele estava a restringir-lhes a liberdade, e que poderiam obter grande sabedoria e exaltação, por transgredir Sua lei.

“Mas como compreendeu Adão, depois de seu pecado, o sentido das palavras: ‘No dia em que dela comeres, certamente morrerás’? Achou que elas significavam, conforme Satanás o tinha levado a crer, que ele deveria ser introduzido em condição mais elevada de existência? Nesse caso haveria, na verdade, grande bem a ganhar pela transgressão, e Satanás se demonstraria um benfeitor da raça. Mas Adão não achou ser este o sentido da sentença divina. Deus declarou que, como pena de seu pecado, o homem voltaria à terra donde fora tirado” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 531, 532).

“Depois que Adão e Eva desobedeceram a Deus, seus olhos se abriram para discernirem a sua loucura” (Ibid., p. 532), mas era tarde demais. A escolha de nossos primeiros pais mergulhou o planeta Terra no pecado; mas “Deus dará a vida eterna às pessoas que perseveram em fazer o bem e buscam a glória, a honra e a vida imortal” (Rm 2:7).

“Ao homem, a obra coroadora da criação, Deus deu o poder de compreender o que Ele requer, a justiça e beneficência de Sua lei, e as santas reivindicações da mesma para com ele; e do homem se exige inabalável obediência” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 52).

“No Juízo, os homens não serão condenados porque conscienciosamente creram na mentira, mas porque não acreditaram na verdade, porque negligenciaram a oportunidade de aprender o que é a verdade” (Ibid., p. 55).

As lições e advertências encontradas na Palavra de Deus são dadas para salvar-nos do engano e da destruição. “Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” (Sl 37:29). “Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os Seus servos O servirão” (Ap 22:3).

Teclah P. Khumalo | Pretória, África do Sul


Quarta, 15 de outubro

Evidência
Vida gratuita para todos

5. Como a morte entrou no mundo? O que provocou isso? Qual é a nossa única saída? Rm 5:10-21

A morte e o sofrimento vieram ao mundo como resultado do pecado. Ninguém nascido e criado neste planeta escapa à dor e ao sofrimento. A morte é tão poderosa que, mesmo antes de passarmos por ela, sentimos sua presença pela dor física, emocional e psicológica produzida pela doença, incerteza e medo. Como resultado, a qualidade da vida é debilitada e aparece a depressão. O fenômeno da doença, outro resultado do pecado, é descrito como algo que nos leva “à beira da sepultura”, fazendo-nos ser “contado[s] entre os que descem à cova” (Sl 88:3, 4, NVI). A incursão da morte sobre a existência humana diária é parte do sofrimento diretamente associado ao fenômeno do pecado.

Em sua carta aos romanos, Paulo se refere a si mesmo como apóstolo aos gregos e gentios e discute extensivamente o tópico da justiça pela fé. Talvez ele estivesse procurando salientar aos gregos e gentios que a vida eterna estava disponível por meio de Cristo não só para os judeus, mas para todos os que cressem nEle.

O homem através de quem o pecado entrou no mundo foi Adão (Gênesis 3). A queda de Adão marcou o início da espiral descendente da degeneração moral da humanidade. Desde então, os seres humanos têm herdado, involuntariamente, uma natureza pecaminosa “caída” (Sl 51:5). Ao longo de sucessivas gerações, os seres humanos parecem inventar mais formas de se rebelar contra Deus e Sua lei. O abismo entre o justo Deus e os seres humanos está aumentando a cada geração, à medida que os seres humanos continuam a se separar de seu Criador. Logo após a queda de Adão, seu próprio filho cometeu o primeiro assassinato (Gn 4:8). Os descendentes de Caim tinham total desconsideração pelo Senhor. Pelo tempo de Noé, a impiedade era tanta que Deus Se arrependeu de ter criado os seres humanos e precisou destruí-los (Gn 6, 7). A Terra parecia ter sido purificada, mas só por pouco tempo. A história da destruição de Sodoma e Gomorra devido a sua degeneração é mais uma prova de quão inclinados ao pecado os seres humanos são na realidade.

Hoje em dia, os resultados do pecado são evidentes para onde quer que olhemos. Há abundância de guerras e ameaças de terror. As pessoas se matam umas às outras por drogas; e em alguns países, motoristas irados atiram nos que se interpõem em seu caminho. Daí vem o desesperado clamor de Paulo por livramento, em Romanos 7:24.

Mas Deus tem uma saída. “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Rm 7:25). Cristo é nossa saída da difícil situação do pecado. Leia Romanos 5:6, 8, 19. A morte de Cristo resolveu o problema do pecado para sempre. Quando Ele disse na cruz: “Está consumado” (Mt 19:30), a vitória foi ganha. Agora podemos ser “reconciliados com Deus mediante a morte do Seu Filho” (Rm 5:10). O abismo entre nós e Deus foi abolido no Calvário.

Lucille-Nonhlanhla Mlalazi | Cidade do Cabo, África do Sul


Quinta, 16 de outubro

Aplicação
A solulção perfeita

6. Como o Senhor Se aproximou de Adão e Eva depois do pecado? Qual era o propósito das perguntas que Ele lhes fez? Gn 3:8-13

7. Qual é a reação de Deus diante do pecado? Ef 5:6. Como devemos entender a idéia da ira de Deus?

Devemos manter em mente várias coisas quando falamos da ira de Deus. Primeiro, a nossa ira é freqüentemente irracional e prejudicial. A ira de Deus não é afetada pelo pecado e seu principal objetivo é curar (Hb 12:6; Ap 20:15–21:1). Segundo, a ira de Deus contra o pecado humano testemunha que Ele nos leva a sério, que não nos ignora – mesmo quando nos rebelamos. O ato de ignorar as pessoas pode revelar desrespeito, até desinteresse. Ele reage ao nosso pecado, e assim fazendo, Deus nos diz que somos importantes para Ele. Terceiro, a ira não é um atributo permanente de Deus, mas Sua reação à presença irracional do pecado e do mal. Existe sempre uma razão para ela; o pecado provoca Sua ira (Dt 4:24, 25). Então, essa reação é momentânea, enquanto Seu amor dura para sempre (Is 54:8).

Algo em nosso coração clama por reconciliação com Deus sem tentarmos escapar da realidade de nossa condição pecaminosa. Felizmente, a Bíblia tem a solução perfeita para esse problema. O plano da salvação incorpora tanto a realidade crua de nossos pecados e da separação de Deus como a esperança de que Ele amorosamente nos chama para vivermos por meio da expiação que Ele fez para o pecado. Se verdadeiramente entendermos mesmo os conceitos básicos que estão por trás do sacrifício de Cristo e aplicarmos esses conceitos a nossa vida de maneira prática, poderemos na verdade passar cada segundo num relacionamento íntimo com Deus que inclui a sólida esperança de nossa salvação final.

Eis aqui algumas sugestões práticas para tornar essa idéia uma realidade em sua vida:

  1. Medite diariamente sobre o amor que Deus tem por você pessoalmente. “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).
  2. Encontre maneiras práticas de aplicar à sua vida o conhecimento desse amor. Faça a você mesmo perguntas como: Se Deus me amou o suficiente para morrer por mim, será que esse pecado que está me causando tanta culpa pode ser grande demais para impedir que Ele me ame intensamente?
  3. Quando você chegar a um ponto em que seus pecados o oprimem, escolha pedir perdão, jogar seu pecado e sua culpa sobre Deus e permanecer firme em Suas promessas de esperança. Permita que essa permanência firme seja uma constante condição do coração. “Portanto, cheguemos perto de Deus com um coração sincero e uma fé firme, com a consciência limpa das nossas culpas e com o corpo lavado com água pura. Guardemos firmemente a esperança da fé que professamos, pois podemos confiar que Deus cumprirá as Suas promessas. Pensemos uns nos outros a fim de ajudarmos todos a terem mais amor e a fazerem o bem” (Hb 10:22-24).

Melissa Blackmer | Burtonsville, EUA


Sexta, 17 de outubro

Opinião
Liberdade de escolha versus pecado

“Nossos primeiros pais não foram deixados sem avisos do perigo que os ameaçava. Mensageiros celestiais expuseram-lhes a história da queda de Satanás, e suas tramas para sua destruição. ... Foi pela desobediência às justas ordens de Deus que Satanás e seu exército caíram. Quão importante, pois, que Adão e Eva honrassem aquela lei pela qual somente é possível manter-se a ordem e a eqüidade!” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas,p. 52).

Satanás prometeu que, após comerem o fruto proibido, Adão e Eva não só continuariam a viver, mas seriam como deuses. Ele lhes prometeu o paraíso após o pecado. Assim, Satanás os levou a crer que eles teriam uma vida melhor ao desobedecer à lei de Deus. Contudo, ele próprio tinha sido expulso do Céu porque desejou ser como Deus. Agora, sabemos que ele foi um mentiroso desde o princípio (Jo 8:44).

Deus disse a Adão que, como resultado de sua desobediência, ele teria que trabalhar duro para comer (Gn 3:19). Em certo sentido, isso foi uma bênção, pois o trabalho manteria corpo e mente ocupados e fora de problemas. Além disso, a morte também entrou no mundo. Gênesis 4 fala sobre Abel, que foi morto não por Satanás, mas por Caim sob a influência de Satanás. Um povo rebelde proveio de Caim. Tão rebelde, que Deus teve que destruir Sua criação com um dilúvio mundial (Gn 6:7).

Por causa de Seu grande amor, Deus enviou uma advertência através de Noé antes do dilúvio. Depois dele, os seres humanos começaram a construir a Torre de Babel a fim de escapar a outro dilúvio mundial, muito embora Deus tivesse dado o arco-íris como sinal de que não faria isso novamente (Gn 9:11-16). Portanto, podemos concluir que eles estavam se preparando para pecar novamente.

À medida que as gerações passam, os seres humanos têm-se tornado cada vez mais pecaminosos. Paulo nos esclarece, em 2 Timóteo 3:1-9, a condição do mundo nos últimos dias. Então, por que Deus nos criou com liberdade de escolha? Por que é importante que O escolhamos em vez de escolhermos Satanás? Por que não estaríamos em condição melhor se fôssemos simplesmente marionetes?

Dicas
  1. Faça uma lista de maneiras por meio das quais as pessoas tentam resolver seus problemas à parte de Deus.
  2. Leia um dos evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas ou João) e sublinhe passagens que falem da solução de Deus para o problema do pecado.
  3. Pondere como e por que Adão e Eva foram enganados. Que truques retóricos a “serpente” aplicou neles? Que apelos “ela” fez nesses truques, e que verdades “ela” distorceu?
  4. Plante novas flores num lugar estéril de seu quintal para se lembrar de que Deus deseja nos redimir e recriar.
  5. Partilhe seu testemunho de como Deus o(a) tem abençoado, apesar de tudo tentar levar você para baixo.

Shandukani Mudziwa | Cidade do Cabo, África do Sul