| Lição 4 | 19 a 24 de outubro |
A Expiação e a Iniciativa Divina |

“E nos revelou o mistério de Sua vontade, de acordo com o Seu bom propósito que Ele estabeleceu e, Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos” (Ef 1:9, 10, NVI). |
Prévia da semana: Não precisamos entender perfeitamente a escolha de Deus de nos salvar. Ele só quer que aceitemos e creiamos que Ele proveu uma saída. Simplesmente precisamos decidir aceitá-Lo.
Domingo, 19 de outubro |
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| Morrer para o eu |
1. O que levou Deus a preparar a salvação para nós por meio de Jesus? Rm 5:6-8
2. Como Paulo diz que somos salvos? Que papel tem a lei na solução do problema do pecado? Rm 3:19-22
Por causa do pecado, é impossível aos seres humanos, pela obediência à lei, restaurar sua relação original com Deus (veja Rm 8:3; Gl 3:21). A lei não poderia nos salvar, assim como seria impossível devolver a vida a um cadáver empanturrando-o de alimento. Se algo fosse acontecer, o próprio Deus teria que tomar a iniciativa. E Ele o fez – pela revelação de Sua justiça, revelada em Jesus na cruz. |
Você já morreu para o eu? Cristo em Seu ministério fez o sacrifício supremo. Ele deu o exemplo que devíamos estar dispostos a seguir. Na seguinte história, vemos um homem que escolheu demonstrar seu amor pelas pessoas ao seu redor.
Na década de 1990, um sacerdote católico se mudou para uma nova paróquia na parte sul das Filipinas. Antes de chegar lá, o padre Giancarlo Bossi foi advertido de que estaria em grave perigo, porque havia vários muçulmanos que desaprovavam todas as religiões cristãs.
Contudo, o sacerdote de 57 anos fez o que achava que Jesus teria feito. Apesar do perigo, mudou-se para aquela região e partilhou as dificuldades da vida com seus paroquianos, bem como com seus vizinhos muçulmanos.
Parecia ao sacerdote que, no geral, os cristãos e muçulmanos daquela área estivessem convivendo bem. Então, em 10 de junho de 2007, o padre Bossi foi seqüestrado por alguns dos extremistas. Durante semanas, ninguém soube quem o havia capturado. Finalmente, o grupo militante MILF (Frente Moura de Libertação Islâmica) liberou fotos do missionário desaparecido.
Foi com sentimentos mistos que os paroquianos e o restante do país viram as fotos de Bossi no jornal. Por um lado, as pessoas sabiam que seu sacerdote estava, pelo menos, vivo. Por outro lado, conheciam a reputação brutal do MILF.
Finalmente, o governo decidiu enviar soldados do exército ao interior da selva para encontrar o cativo e libertá-lo. Portanto, um mês após seu seqüestro, a marinha filipina tomou de assalto a floresta onde achavam que ele estava sendo mantido cativo. Na altercação que se seguiu, um rebelde do MILF foi morto. Mas 14 soldados da marinha também foram mortos, dez deles decapitados.
O que aconteceria ao sacerdote agora? Duas semanas se passaram. Então, finalmente, cerca de um mês e meio após seu seqüestro, um ex-prefeito da província de Basilan negociou com o MILF a libertação do prisioneiro. O prisioneiro foi libertado, até sem resgate.
O que levou Bossi a se arriscar tanto foi o amor por suas “ovelhas”. Agora pense no que o amor de Jesus O motivou a fazer. E corresponda a esse amor.
Ron Reese | Canton, EUA
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| Cristo em vocês |
3. Qual é o significado do contraste que Paulo faz entre o fenômeno do pecado e a revelação da graça de Deus? Rm 5:20, 21
Na Bíblia, a graça é um aspecto do amor de Deus, e é estendida particularmente aos pecadores. O conceito bíblico de graça reafirma o fato de que a obra de reconciliação de Cristo nos alcança como um dom, uma salvação que não merecemos. |
Na Bíblia, vemos que o que todos nós precisamos ter é Jesus em nós. Mas como sabemos que alcançamos isso?
Alguns cristãos crêem que, ao comer o pão da comunhão, estão na verdade consumindo o corpo de Cristo. Também crêem que, quando bebem o vinho/suco de uva, estão bebendo o sangue de Cristo. Mas será que é dessa forma que conseguimos ter Jesus em nós? Em Apocalipse 3:20, Jesus nos diz: “Escutem! Eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa, e nós jantaremos juntos.”
Uma vez mais, pergunto: como Jesus entra em nós?
Alguns dizem que Ele está batendo à porta de nosso coração. Quando a Bíblia fala do coração, com freqüência está falando da sede de nossas emoções, a mente. E pelo fato de não haver uma porta literal no coração, deve haver uma forma de internalizar Seus pensamentos, Sua sabedoria, Suas verdades, a fim de que estas se tornem nossas. Consideremos algumas coisas que podemos fazer para conseguir isso. Primeiro de tudo, precisamos nos lembrar de algumas palavras de Jesus. Em João 14:15-18, Ele disse a Seus discípulos (e a nós): “Se vocês Me amam, obedeçam aos Meus mandamentos. Eu pedirei ao Pai, e Ele lhes dará outro Auxiliador, o Espírito da verdade, para ficar com vocês para sempre. O mundo não pode receber esse Espírito porque não O pode ver, nem conhecer. Mas vocês O conhecem porque Ele está com vocês e viverá em vocês. Não vou deixá-los abandonados, mas voltarei para ficar com vocês.”
Basicamente, isso é tudo o que podemos fazer. O resto é da alçada de Jesus e do Espírito Santo. Agora, ao você considerar as evidências e se entregar a Ele, eis aqui algumas perguntas para ponderar: (1) Você está atualmente separado(a) de Deus? (2) Qual é o desejo de Deus para você, pessoalmente? (3) Por que as hesitam em aceitar Jesus sendo que Ele anseia ser a solução para o pecado em nossa vida? O que você está esperando? Você tem as evidências. Por que não aceitá-Lo agora mesmo?
Naomi Ernst | Canton, EUA
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| O plano de Deus |
4. Quando foi instituído o plano de nos salvar? Ef 1:4; Cl 1:26, 27; 2Tm 1:8, 9; Tt 1:2
O Novo Testamento revela várias coisas sobre o mistério de Deus. Primeira, foi formulado “antes da fundação do mundo” (Ef 1:4). Isso significa que, muito antes de os seres humanos caírem em pecado, a Divindade elaborou um plano para lidar com essa calamidade. Segunda, esse mistério divino foi mantido “oculto dos séculos e das gerações” (Cl 1:26). Não só foi o plano detalhado antecipadamente, mas também foi determinado que seria posto em execução em um momento particular. Então, por muito tempo, ele permaneceu oculto dentro da Divindade. Terceira, o mistério está especificamente identificado com Cristo (Cl 1:27). Isso se refere ao mistério da pessoa de Cristo, Seu ministério, Sua morte, ressurreição e mediação em favor de uma raça humana pecadora. É fundamentalmente as boas-novas de salvação por meio de Cristo, o evangelho cristão (Ef 6:19). Quarta, esse mistério é definido mais adequadamente como o propósito de Deus de “unir, no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que existe no Céu e na Terra” (Ef 1:10, NTLH). O plano era restaurar, na pessoa de Cristo, a harmonia cósmica que fora arruinada pelo pecado. Quinta, o mistério secretamente formulado dentro da Divindade antes da criação do mundo agora se tornou conhecido na vinda de Cristo à história humana. |
A esperança da vida eterna (2Tm 1:8-11; Tt 1:1-4). Houve guerra no Céu. Lúcifer havia proclamado seu descontentamento. Quando lhe foi dada uma escolha, um terço dos anjos do Céu tomou o lado dele, e foi expulso do Céu. Mesmo antes disso, a Divindade havia preparado um plano para salvar a humanidade. Essa expiação, essa forma de trazer a humanidade de volta à unidade com Deus, é também conhecida como o plano da salvação.
Tito nos diz que essa esperança de vida eterna já existia antes do início do mundo. Devia ser uma forma de dar aos seres humanos uma segunda chance. Foi um presente que Deus nos deu antes de nascermos (Tt 1:2).
Escolhidos antes da criação (Ef 1:4, 5). “Antes de serem lançados os fundamentos da Terra, foi feito o concerto de que todos os que fossem obedientes, todos os que, por meio da abundante graça provida, se tornassem santos no caráter e sem culpa diante de Deus, apropriando-se dessa graça, seriam filhos de Deus” (Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, p. 403).
O plano era que Cristo faria uma expiação, um sacrifício, se a humanidade fosse desleal. Isso uniria com Deus aqueles que cressem. Os seres humanos tinham um lugar muito especial no coração de Deus, e “visto ser a lei de Jeová o fundamento de Seu governo no Céu assim como na Terra, mesmo a vida de um anjo não poderia ser aceita como sacrifício por sua transgressão” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 66). Portanto, Cristo Se tornou esse sacrifício.
O pecado reinou, mas agora reina a graça (Rm 5:20, 21). Uma definição de graça é “favor imerecido”. É receber uma reação amável quando você sabe que merece punição. É uma palavra tranqüilizadora quando você acabou de receber uma multa por excesso de velocidade. Satanás tem nossa “multa por excesso de velocidade”, e a está segurando como evidência de seu domínio sobre nós. Mas Jesus cobre essa multa com Sua expiação e Sua graça, de forma que é como se essa infração nunca tivesse existido.
“A graça é freqüentemente definida como favor imerecido – boa vontade que não merecemos. A graça é uma combinação do amor de Deus com Seu poder para salvar.”1
O mistério oculto, Cristo em vocês (Cl 1:25-27). É um mistério de Deus o fato de podermos ter Cristo em nós. É isso que Satanás não deseja que compreendamos. Esse plano de salvação foi revelado progressivamente, de forma que agora temos uma compreensão mais plena dele e do amor de Deus por nós. Esse plano, essa expiação, é para todos. É oferecida a todos, a despeito de idade, status sócio-econômico, educação ou situação financeira.
Pecadores por quem Cristo morreu (Rm 5:6-8). “O sacrifício de Cristo como expiação pelo pecado, é a grande verdade em torno da qual se agrupam as outras” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 315).
No santuário, os rituais, os móveis e as ofertas apontavam para Cristo. O pão sobre a mesa da proposição representava Cristo, o Pão da Vida. Ele sacia nossa fome, tanto física quanto espiritualmente. O candelabro representava Cristo, a Luz do Mundo. O cordeiro, no altar de sacrifício, representava Cristo, o Cordeiro que foi morto.
Enquanto os israelitas participavam diariamente do ritual do santuário, deviam aprender que Jesus Cristo é o centro do plano da salvação. Ele deve ser nosso exemplo e nossa razão para mudar. Ele é nossa esperança e conforto. É nosso Salvador, e morreu para nos salvar quando ainda éramos pecadores.
“Jeová não considerou completo o plano da salvação enquanto este estava investido apenas com Seu próprio amor. Colocou em Seu altar um Advogado vestido... cuja função é apresentar-nos a Deus como Seus filhos e filhas. Cristo intercede em favor de todos os que O recebem. Ele lhes dá poder de se tornarem filhos de Deus. E o Pai demonstra Seu amor por Cristo recebendo e acolhendo os amigos de Cristo como Seus amigos. Ele está satisfeito com a expiação feita. Ele é glorificado pela mediação de Seu Filho. Somos aceitos no Amado” (Ellen G. White, The Signs of the Times, 13 de agosto de 1902).
A justiça pela fé em Jesus (Rm 3:19-22). Embora muitas pessoas possam ter dificuldades a respeito do assunto da justiça pela fé, faríamos bem em lembrar que, a fim de praticarmos atos verdadeiramente cristãos, precisamos ter um coração verdadeiramente cristão, porque é do coração que vêm nossos pensamentos e atos. Precisamos, primeiro, pela fé, entregar o coração a Deus, deixar que Deus o transforme, e Ele produzirá Sua obra em nossa vida.
“Todas as energias humanas precisam ser exercidas no sentido de fazer a vontade de Deus. Não há salvação no esforço humano, mas toda pessoa cujo coração foi transformado pelo Espírito Santo alistará todos os seus poderes do lado de Deus, decide se colocar nas mãos de Deus para obter purificação e vitória, e atua plenamente com o Espírito para realizar Seus propósitos.”2 Um quadro perfeito disso no Antigo Testamento se encontra em Deuteronômio 5:15. Deus salientou para os israelitas que primeiro Ele os salvou, e depois lhes deu a lei.
Ao seguirmos os passos de Deus e nos aproximarmos mais dEle, descobrimos que “‘expiação’ é o programa completo de Deus para satisfazer nossas necessidades e nos reconciliar consigo mesmo”.3
1. Christian Beliefs, p. 231.
2. Ibid., p. 241.
3. God Cares, v. 1, p. 236.
Karen Pires | Ooltewah, EUA
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| Plano maravilhoso |
Deus poderia ter lidado com a rebelião humana de várias formas diferentes. Ele poderia ter destruído Adão e Eva imediatamente, e até mesmo o planeta inteiro. Ou também poderia ter decidido abandoná-los à própria sorte; isto é, tê-los deixado sozinhos para enfrentar os resultados inevitáveis do pecado, que os levariam à ruína eterna. Mas havia uma coisa que Ele não poderia ter feito: Ele não poderia ter ignorado a rebelião, fingindo que não havia acontecido nada e permitindo que seu relacionamento continuasse como antes. Por fim, o que Deus fez? Ele não os destruiu, não os abandonou e não os ignorou. Ao contrário, Ele pôs em execução Seu propósito eterno de salvação em Cristo. |
5. Que tema-chave é repetido, vez após vez, em todas as Escrituras? O que esse fato nos diz sobre o plano da salvação? Mc 10:45; Gl 1:4; 2:20; Ef 5:2; Tt 2:14
“O plano pelo qual poderia unicamente conseguir-se a salvação do homem, abrangia o Céu todo em seu infinito sacrifício. Os anjos não puderam regozijar-se ao desvendar-lhes Cristo o plano da redenção; pois viram que a salvação do homem deveria custar a indizível mágoa de seu amado Comandante. Com pesar e admiração escutaram Suas palavras ao contar-lhes Ele como deveria descer da pureza e paz do Céu, de Sua alegria, glória e vida imortal, e vir em contato com a degradação da Terra, para suportar suas tristezas, ignomínia e morte. Ele deveria ficar entre o pecador e a pena do pecado; poucos, todavia, O receberiam como o Filho de Deus. ... Quando Sua missão como ensinador estivesse terminada, deveria ser entregue nas mãos de homens ímpios, e ser submetido a todo insulto e tortura que Satanás os poderia inspirar a infligir. Deveria morrer a mais cruel das mortes, suspenso entre o céu e a Terra como um pecador criminoso. ... Deveria suportar aflição de alma, a ocultação da face do Pai, enquanto a culpa da transgressão – o peso dos pecados do mundo inteiro – estivessem sobre Ele.
“Os anjos prostraram-se aos pés de Seu Comandante, e ofereceram-se para ser sacrifício para o homem. Mas a vida de um anjo não poderia pagar a dívida; apenas Aquele que criara o homem tinha poder para o redimir. ... Tomando Ele sobre Si a natureza humana, Sua força não seria igual à deles, e deveriam eles ministrar-Lhe, fortalecê-Lo em Seus sofrimentos, e mitigar-Lhos. Deveriam também ser espíritos ministradores, enviados para ministrarem a favor daqueles que seriam herdeiros da salvação (Heb. 1:14). Eles guardariam os súditos da graça, do poder dos anjos maus, e das trevas arremessadas constantemente em redor deles por Satanás. ...
“Cristo assegurou aos anjos que pela Sua morte resgataria a muitos, e destruiria aquele que tinha o poder da morte. Recuperaria o reino que o homem perdera pela transgressão, e os remidos deveriam herdá-lo com Ele, e nele habitar para sempre. Pecado e pecadores seriam extintos, para nunca mais perturbarem a paz do Céu ou da Terra. ...
“Então, alegria, inexprimível alegria, encheu o Céu. A glória e bem-aventurança de um mundo remido sobrepujaram mesmo a angústia e sacrifício do Príncipe da vida. Pelos paços celestiais ecoaram os primeiros acordes daquele cântico que deveria soar por sobre as colinas de Belém: ‘Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens’ Luc. 2:14.” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 64, 65).
Nathan Ernst | Douglasville, EUA
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| Aos cuidados de quem? |
6. De acordo com os textos a seguir, o que Jesus “precisava” fazer a fim de cumprir Sua missão de salvação? Lc 4:43; 9:22; 17:25; 19:5; 22:37; 24:7; 24:26; 24:44
Na maioria dessas passagens, encontramos um verbo que pode ser traduzido como “é necessário”. Esse verbo expressa um aspecto muito importante da vida de Jesus. Toda a vida de Jesus estava orientada pelo que Ele precisava fazer a fim de realizar Sua missão (confira João 9:4 e Lucas 4:43). O ministério de Jesus era determinado claramente pela vontade de cumprir o plano de Deus para a salvação da raça humana. Cada aspecto de Sua vida era parte desse plano. |
A seguir estão algumas das formas pelas quais as pessoas pensam que são salvas.
Somente pelas obras. Ao longo da história, muitos têm ponderado sobre a questão da salvação e da expiação. Alguns resolveram deixar Deus fora da equação. Acham que seu destino está em suas próprias mãos. Sua religião é uma religião voltada para as obras.
Somente pela graça. Outros crêem que, uma vez tendo confessado seus pecados e aceitado a Jesus, o assunto está encerrado. Infelizmente, muitas dessas pessoas não têm mantido sua ligação com Cristo. Muitas ouvirão Suas palavras: “Afastem-se de Mim, vocês que estão debaixo da maldição de Deus! Vão para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos!” (Mt 25:41).
Somente pelo acaso. Também há aqueles que têm interpretado que a Bíblia diz que Deus já escolheu quem vai para o Céu. Então, eles decidiram parar de tentar, porque ou estão dentro, ou estão fora.
Agora, vamos analisar cada um dos enganos citados acima.
Somente pelas obras. Se as obras somente pudessem comprar a salvação de alguém, então por que Cristo teria Se sacrificado? Se as obras fossem tão necessárias assim, então os rigorosos judeus do passado não teriam nada com que se preocupar. Contudo, quando Cristo veio, censurou a mentalidade legalista deles (Mt 23:27, 28).
Somente pela graça. Alguns decidem usar a graça como amuleto. Não são diferentes dos hebreus do passado que levavam a arca da aliança para a batalha com eles (1Sm 4:1-10). Acham que podem deixar tudo com Deus. Mas, se realmente O amamos, então o poder de Sua graça tomará conta de nosso ser. Quando isso acontecer, os frutos de Sua graça irão naturalmente se apresentar nas obras de amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gl 5:22, 23).
Somente pelo acaso. João Calvino (1509-1564) desenvolveu a doutrina da predestinação. De acordo com ele, algumas pessoas foram destinadas para ser salvas e outras para se perderem. Essa crença parece ter-se enraizado cedo na cultura judaica. Em geral, os líderes da igreja no tempo de Cristo achavam que eram os ungidos. Cristo, contudo, deixou este mundo com a advertência de que a casa deles ficaria deserta (Mt 23:37, 38). Eles haviam cortado seus laços com a verdadeira espiritualidade e não pareciam saber disso. E, se o sabiam, não pareciam se importar.
Sylvia Reese | Canton, EUA
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| Nada conta, exceto a graça |
“Logo que a moeda no cofre cai, a alma do purgatório sai” era a enganadora frase usada pelo frade Johann Tetzel, em 1517, enquanto vendia indulgências a fim de levantar fundos para a Igreja Católica Romana. A conversa mole de Tetzel era só um exemplo de como nos idos de 1500 as pessoas achavam que podiam conseguir a salvação. Martinho Lutero falou contra essa e outras práticas que ensinavam que os cristãos podiam melhorar sua posição aos olhos de Deus pelo que faziam. Lutero e Tetzel viveram num tempo em que o catolicismo romano era a mais preeminente autoridade religiosa. A maioria dos que se intitulavam cristãos nunca havia lido a Bíblia e cria que, seguindo as tradições da igreja e praticando boas obras, podia ser salva. Lutero, contudo, começou a pregar a Sola Gratia – “somente pela graça” –, indo assim contra o que era popular para apontar novamente para as pessoas o ponto focal do evangelho: a graça salvadora de Deus.
Faz mais de 400 anos que Lutero falou contra a salvação pelas obras e iniciou a Reforma Protestante. Hoje em dia, quase todas as denominações protestantes oficialmente crêem que somos salvos pelo dom de Jesus, não por meio de nossas obras. Contudo, demasiadas pessoas na verdade não praticam essa crença. Parecem ser bons cristãos, e acham que estão fazendo tudo certo. Fazem tudo o que um “bom” cristão faz. Infelizmente, não são diferentes dos membros da igreja na época da Reforma. Muitas pessoas esquecem, no dia-a-dia, que nunca podemos ser “bons” por causa do que fazemos. Na verdade, Isaías diz que “todas as nossas boas ações são como trapos sujos” (64:6). Absolutamente, nada do que fazemos pode sequer começar a nos fazer parecer melhores aos olhos de Deus.
Só quando permitimos que Jesus Se coloque entre nós e Deus, e só deixando que Seu sangue nos limpe, podemos ser aceitáveis ao Altíssimo. Precisamos ser cuidadosos para não ficar tão ocupados em ser “bons cristãos” e em fazer as coisas que se espera que os “bons cristãos” façam, que nos esqueçamos de que nada que façamos conta, exceto a graça de Deus e Seu incrível sacrifício. Nossas boas obras não compram para nós a salvação nem nos fazem parecer melhores diante de Deus. Nossas boas obras só devem ser feitas porque fomos redimidos e fomos reunidos ao nosso Criador, e desejamos que todos conheçam e partilhem Seu amor.
Dicas |
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Amanda Ernst | Douglasville, EUA