Lição 6
2 a 9 de agosto

O Compassivo Salvador

Lição dos jovens 632008


“Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor” (Mt 9:36, NVI).

Prévia da semana: Jesus, o Salvador compassivo, odiava o pecado e amava os pecadores. Seu método de ministrar às pessoas nas multidões e individualmente deve ser um modelo para nosso testemunho hoje.


Domingo, 3 de agosto

Introdução
Heróis do cotidiano

1. De onde acorriam as multidões para ouvir Jesus? O que isso nos diz sobre a eficácia do ministério de Cristo? Mt 4:25; Lc 6:17

2. Quais eram alguns dos motivos que levavam as pessoas a ouvir Jesus? Mc 5:25-29; Jo 12:9; 6:15

Alguns tinham ouvido que Ele proferia palavras de vida, que falava com autoridade, e tinham fome de alimento espiritual. Outros estavam procurando a cura física para si mesmos ou para amigos ou familiares. Alguns queriam ver por si mesmos se Ele era o prometido que os libertaria do domínio romano. Outros, ainda, iam atrás das novidades.

Vinte e sete anos atrás, uma mãe sul-africana ficou preocupada com uma criança de rua que examinava minuciosamente os depósitos em busca de algum alimento na cidade de Kwa-Zulu Natal. O fato de sentir pena daquele menor abandonado que era deficiente levou-a a uma vida de trabalho humanitário. Daí em diante Mãe Leslie ofereceu sua casa para outras crianças abandonadas.

Seu cuidado deixava as crianças confortáveis; e elas encontravam amor e paz naquele lar. Quando sua casa se tornou pequena demais para acomodar mais crianças, Leslie conseguiu terras por intermédio do chefe local, e a inspiração dessa mulher de 60 anos deu origem a um centro comunitário que agora consiste de uma creche, um lar para idosos e uma escola com sete salas que leva seu nome. O centro atualmente abriga mais de 130 crianças abandonadas. Em 1999 ela recebeu a honrosa condecoração do presidente por seu trabalho humanitário. Embora lute com o diabetes e a cegueira parcial, Leslie – apelidada a Madre Teresa da África do Sul – se sente feliz em saber que seus esforços continuam a ajudar os marginalizados pela sociedade.

O bom samaritano ajudou um homem que havia sido atacado por assaltantes. Duas pessoas haviam passado pelo homem, que estava à beira da morte. Uma dessas era um sacerdote. Ele evitou o homem atravessando para o outro lado da estrada. E o levita que passou por ali também continuou sua viagem sem oferecer ajuda.

Finalmente, passou o samaritano. Quando ele viu o homem ferido, o coração se encheu de piedade. Usou seu óleo e seu vinho para aliviar as feridas do homem machucado.

Colocou-o em seu jumento, levando-o à hospedaria mais próxima, e combinou com o dono da hospedaria para que cuidasse dele. Até mesmo pagou a conta. Tanto o bom samaritano como Mãe Leslie não só elevam nossa base de conhecimento, mas constituem exemplos que podemos copiar, pois em todos os lugares há pessoas necessitadas.

Nesta semana estamos estudando sobre a compaixão de Cristo. Como Ele ministrou às pessoas da multidão, com seus vários graus de necessidade? De que forma Sua obra humanitária melhorou a situação espiritual de Seus súditos? Acima de tudo, o que podemos aprender da compaixão de Cristo com respeito à pregação do evangelho num mundo cheio de diferenças físicas, sociais, econômicas e culturais?

James Omondi | Nairóbi, Quênia


Segunda, 4 de agosto

Evidência
O lado "humano" de Cristo

3. Uma olhada nos seguintes textos revela outra característica do ministério de Cristo. Qual é ela? Que mensagem importante podemos aprender com respeito ao ministério dEle? Jo 3; 4; 9:1-7

O fundamento do ministério de Jesus era o contato pessoal. Ele “andava… de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus” (Lc 8:1).

Como Jesus Se tornou um Salvador tão compassivo? Para descobrir a resposta a esta pergunta, precisamos olhar para o “Sitz im Leben” – Sua verdadeira “situação de vida”.

Quando Jesus nasceu, o mundo estava em profundo pecado, e a comunidade na qual Ele cresceu era o que hoje poderíamos chamar de favela. Nazaré era conhecida por sua impiedade, e os habitantes dessa comunidade eram geralmente olhados desfavoravelmente por muitos (Jo 1:46). Assim, Jesus cresceu e viveu num lugar onde Seu caráter foi sem dúvida posto a prova. Contudo, a Bíblia diz claramente que, enquanto Ele crescia, desenvolvia grande capacidade mental e física. Ele permanecia calmo e paciente e exercitava compaixão sem sacrificar a integridade. Com mãos prestativas sempre prontas a servir os outros, a vida de Cristo revelava a graça da cortesia abnegada.

Também lemos que Jesus não recebeu educação com os rabis, que comumente reprimia as mentes jovens (ver O Desejado de Todas as Nações, p. 69). Em vez disso, “Sua mãe foi Seu primeiro mestre humano. Dos lábios dela e dos rolos dos profetas, aprendeu as coisas celestiais. As próprias palavras por Ele ditas a Moisés para Israel, eram-Lhe agora ensinadas aos joelhos de Sua mãe” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 70). Hoje em dia, a pesquisa científica mostra que, quando as crianças têm um bom relacionamento com a mãe, são mais capazes de mostrar compaixão para com os outros.*

Os evangelhos estão cheios de evidências quanto à natureza compassiva de Jesus. Leia uma dessas histórias em Marcos 5:35-42. Jesus nunca realizou um milagre para Seu próprio benefício. Ele sempre agia movido pela compaixão aos outros. As pessoas que Ele mais ajudou eram como as pessoas com quem Ele cresceu em Nazaré. Eram aqueles que os líderes religiosos de Seus dias consideravam imundos. Eram as pessoas que a sociedade polida tomava todas as precauções para evitar. Essa compaixão é a verdadeira compaixão, não maculada por motivos egoístas.

* Institute for American Values. Hardwired to Connect: The New Scientific Case of Authoritative Communities. (New York, NY: Institute for American Values, 2003), p. 26.

Rose Achieng | Huruma, Quênia


Terça, 5 de agosto

Exposição
O compassivo Salvador

A compaixão dirigia tudo o que Jesus dizia e fazia. Note quantas vezes os escritores dos Evangelhos dizem que Ele estava “cheio de compaixão” ou “teve compaixão”. Às vezes, isso significava condenar fortemente o pecado. Outras, Jesus falava severamente aos líderes religiosos, mas Ele sempre fazia isso com amor.

4. O que estes textos revelam sobre o perdão? Mt 18:21, 22; Lc 23:34; Jo 8:1-11; Ef 4:32; 1Jo 2:12

Com freqüência, Jesus comparava Sua graça ao perdão de uma grande dívida. Imagine se você devesse a um banco um milhão de reais, e a dívida fosse cancelada! Imagine como você se sentiria. É assim a graça de Deus. E a razão de essa dívida ter sido cancelada é que o próprio Jesus a pagou para nós. Ele também ensinou que aqueles que foram perdoados devem perdoar aos outros (Mt 18:21-34).

Um Salvador nos nasceu (Jo 3; 4). Séculos atrás, Isaías predisse um tempo de paz mundial e a vinda de um descendente de Davi que seria o Rei ideal (Is 9:6). A vinda de Cristo ao mundo sob a maldição do pecado devia tornar completo o plano da salvação. Era a intenção de Deus, através de Seu amor pelos seres humanos, reconciliar a humanidade consigo. Portanto, através de Seu único Filho, Cristo, o amor de Deus foi tornado conhecido a nós, a graça superabundou onde abundava o pecado, e a família da Terra e a família do Céu se uniram por laços indissolúveis. Ao olharmos para Cristo como a porta para nossa salvação e vida eterna, Ele nos capacitará a aceitar Sua mensagem e a crer que Deus é veraz. Aceitaremos o renascimento espiritual como parte de nós mesmos, e teremos fé que nos ajudará a reivindicar Suas promessas ao cumprirmos a comissão evangélica de Mateus 28:16-20.

Como Ele Se identificou? (Jo 1:14). Por causa da infindável maldade de Satanás, os seres humanos foram desviados do caminho correto que Deus havia planejado para eles no princípio. A natureza do mundo mudou radicalmente, demonstrando o efeito do pecado sobre um planeta outrora belo. O ódio surgiu entre irmãos, e o solo outrora fértil se tornou estéril, enquanto que algumas plantas começaram a produzir espinhos.

Contudo, vendo o fim desde o princípio, Deus não tardou em Sua obra de redenção. Olhou ao redor em todo o exército celeste. Quem podia pagar o preço para redimir a humanidade? Foi por essa razão que Cristo, o Deus encarnado, a luz do Céu e da Terra, concordou em descer em forma humana. Contrariamente às normas do mundo pecaminoso, Ele não tinha beleza para que as pessoas O desejassem. Pode ser difícil para nós imaginarmos como Cristo, com Sua posição no Céu, pudesse Se rebaixar ao nível mais baixo, suportar a dor que suportamos e enfrentar problemas como enfrentamos no dia-a-dia.

É interessante notar que é Seu caráter de simpatia, sacrifício próprio e serviço voluntário que provê um exemplo ideal para ajudar-nos a compreender o plano da redenção. Ele Se identificou conosco, seres humanos caídos; colocou-Se em nossa posição e suportou dor e sofrimento como nós suportamos. Isso significou que Cristo, sofrendo sob abuso e insulto, forneceu a razão fundamental para nossa obra de ministério. Seu modo de associação e Seu método de treinamento devem ser a marca de autenticidade de nosso serviço.

Perdão total (Ef 4:32; 1Jo 2:12). Se há algo difícil de fazer, para a maioria das pessoas, é perdoar. Muitos falam sobre o perdão repetidas vezes, mas deixam de praticá-lo. O perdão é parte do caráter de Deus. Ele mostra Seu perdão a nós através de Seu Filho Jesus Cristo. Verdadeiramente, se Deus fosse aplicar Sua lei à risca, nossos primeiros pais, que desobedeceram à Sua palavra no Jardim do Éden, teriam morrido no mesmo dia em que pecaram. A Bíblia registra que o próprio Deus disse: “Não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá” (Gn 2:17, NVI).

Contudo, nosso Pai do Céu perdoou toda a amargura, a paixão e a ira, e deu a Seus filhos uma segunda chance de viver. Cristo interveio na cena do perdão ao dar Sua própria vida, morrendo a segunda morte e ao carregar nossos pecados na cruz do Calvário. A capacidade de perdoar e esquecer não pode ocorrer em nossa vida se não adotarmos o estilo da Pessoa que deu origem a ela. Devemos entender que o perdão de qualquer pecado é consistente com a justiça de Deus e que somente através de Jesus a misericórdia de Deus nos foi mostrada. Mas a misericórdia não acaba com a justiça. A lei nos mostra o caráter de Deus, e nada na lei pode ser mudado para vir ao encontro do homem em seu estado caído. Deus não pode mudar Sua lei, mas podia Se sacrificar a Si mesmo em Cristo para nossa salvação. E isso foi o que Ele fez. Leia 2 Coríntios 5:19.

A fim de escapar dos planos maldosos de Satanás, precisamos imitar o perdão que Deus demonstrou a nós através de Cristo. Tornemo-nos ternos de coração e perdoemo-nos uns aos outros, assim como Deus perdoou nossos pecados por amor a Cristo.

Pense nisto
  1. Como cristão, de que forma você pode convencer os que não são de nossa fé a perdoar como Cristo perdoa?
  2. Pense numa pessoa que você teve dificuldades para perdoar. Depois, considere o perdão de Deus para com você. Ore para que Deus o ajude a perdoar essa pessoa.
  3. A lição de hoje declara que o caráter de simpatia, sacrifício próprio e serviço voluntário provê um exemplo ideal para nos ajudar a compreender o plano de redenção. Como?
  4. Considere como sua parte do mundo precisa compreender o caráter de Cristo. Como cristãos, devemos ser semelhantes a Ele. De que forma você pode mostrar aos outros como é o Salvador?

Tony Philip Oreso | Nairóbi, Quênia


Quarta, 6 de agosto

Testemunho
Agente de esperança

5. Quais são as surpreendentes implicações do fato de ter o Filho habitado entre nós? O que isso nos diz sobre o caráter de Deus? Ao dar sua resposta, pense no tamanho e na complexidade do Universo. Jo 1:14

Entre os séculos 18 e 19, surgiu uma idéia, um subproduto da revolução científica, chamado deísmo. Embora ensinasse que Deus nos criou, esse Deus – longe de se envolver em nossa vida diária – praticamente nos abandonou, para que vivêssemos como pudéssemos. De acordo com essa visão, o mundo seria como um relógio ao qual Deus deu corda e então o abandonou.

Mas esse deus não é o Deus da Bíblia, não é Jesus Cristo, que Se tornou um de nós, que viveu entre nós, que tomou sobre Si nossa humanidade e nessa humanidade morreu por nossos pecados, o Deus descrito em João 1:14.

Como nós, Cristo viveu num mundo cheio de desafios. Seu ambiente imediato era repleto de pessoas que não O compreendiam e não entendiam Sua obra. Ellen White escreveu que “com o limitado alcance, não podiam calcular a missão que [Ele] viera cumprir e, portanto, não eram capazes de simpatizar com Ele em Suas provações. Suas palavras rudes, destituídas de apreço, mostravam que não tinham a verdadeira percepção de Seu caráter, e não discerniam que o divino se confundia com o humano. ... Estas coisas tornaram espinhosa a vereda que Jesus devia trilhar. Tão penosos Lhe eram os mal-entendidos no próprio lar, que experimentou alívio em ir para onde os mesmos não existiam. ... Ninguém, entretanto, havia no mundo capaz de compreender-Lhe a divina missão, ou saber a responsabilidade que sobre Ele pesava pelo bem da humanidade. Muitas vezes só podia encontrar conforto em isolar-Se, e comungar com Seu Pai celeste” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 326).

Quaisquer que sejam as condições e circunstância que impeçam nossa obra, devemos permitir que o Espírito Santo cultive dentro de nós a compaixão de Cristo. “Os que são chamados a sofrer por amor de Cristo, que têm de suportar injustos conceitos e desconfianças, mesmo no próprio seio da família, podem encontrar conforto no pensamento de haver Jesus sofrido o mesmo. Ele é tocado de compaixão por eles. Convida-os a serem Seus companheiros, e a buscar alívio onde Ele próprio o encontrava - na comunhão com o Pai” (Ibid., p. 327).

Ellen White também nos assegura que “os que aceitam a Cristo como seu Salvador pessoal, não são deixados órfãos, suportando sozinhos as provações da vida. Ele os recebe como membros da família celeste; pede-lhes que chamem Pai a Seu próprio Pai. São Seus ‘pequeninos’, caros ao coração de Deus, a Ele ligados por ternos e indissolúveis laços” (Ibid).

Compreender as experiências de Cristo nos a ajuda a fortalecer-nos em nosso trabalho para Ele. Ele é nosso exemplo, nosso modelo, ao testemunharmos dEle em tudo o que fazemos.

David Onyango | Nairóbi, Quênia


Quinta, 7 de agosto

Aplicação
ABC do ministério de Cristo

Jesus sabia como Se comunicar com as pessoas. Sua mensagem era dirigida ao nível delas. Ele ilustrava Seus ensinos com objetos da natureza e artigos domésticos comuns. Mencionava moedas (Lc 15:8-10); agricultores semeando (Mc 4:26-29); fermento e farinha (Mt 13:33); ovelhas (Mt 18:12-14); figueiras (Mc 13:28-32) – e numerosos outros artigos com que as pessoas pudessem se relacionar.

6. Como esse fato nos ajuda a entender por que, talvez, Jesus usou essas imagens específicas?

Que ingrediente do caráter de Cristo garantiram-Lhe um ministério tão excelente? E o que podemos aprender de Seu caráter que pode ajudar-nos a ser bem-sucedidos?

1. Serviço sem fronteiras (Mt 28:19).A obra de Cristo não era limitada por fronteiras. Ele navegava pelas águas e andava por terra para realizar a obra que viera fazer. De Los Angeles a Manila, da África do Sul à Dinamarca, o evangelho precisa ser pregado em todo o planeta.

2. Simpatia e compaixão (Mt 9:36).Jesus tinha grande compaixão e simpatia por todas as pessoas. Ele era tocado profundamente pelas necessidades que elas sentiam. Fazia provisão para suas reais necessidades. Nós também precisamos de simpatia e compaixão para ajudar-nos a ministrar às pessoas da maneira como Cristo fazia. Não podemos verdadeiramente ganhar o interesse de uma pessoa até que tenhamos compartilhado de suas alegrias, tristezas, necessidades e desejos. As mesmas multidões aflitas e desamparadas ainda estão conosco em prisões, hospitais, regiões assoladas pela guerra e desastres naturais. Elas se encontram em todas as nossas cidades e vizinhanças. Será que elas vêem Cristo em nós?

3. Bondade social (Gl 3:28).Não podemos pregar o evangelho se desejamos escolher aqueles com quem iremos partilhá-lo. Os líderes religiosos do tempo de Cristo muitas vezes O acusaram de Se associar com “o tipo errado de pessoas”. Como Ele, precisamos estar dispostos a comunicar o evangelho a todos, a despeito de sua raça, cor ou credo.

4. Dependência de Deus e Sua Palavra (Hb 4:12).A fonte do poder de Cristo sempre proveio do Pai e Sua Palavra. Somente por meio dessa dependência Cristo pôde resistir ao poder da tentação. Portanto, “quando assaltados pela tentação, não olheis às circunstâncias, ou à fraqueza do próprio eu, mas ao poder da Palavra. Pertence-vos toda a sua força. ... Jesus repousava na sabedoria e força de Seu Pai celeste” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 123).

5. Disposição para assumir riscos (Lc 2:1-20).Num mundo dominado por Satanás, Cristo concordou em ser “Deus conosco” (Is 9:6, 7). Ele arriscou a vida por nossa causa, para que pudéssemos ter vida eterna. Em nosso ministério, precisamos estar dispostos a arriscar as coisas mais caras que possuímos por amor a Ele. Afinal de contas, Jesus diz: “Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por Minha causa a encontrará” (Mt 10:39, NVI).

Kepha Ayoma | Nairóbi, Quênia


Sexta, 8 de agosto

Opinião
Mais cura do que pregação

Pela forma como Cristo lidou com o cego de nascença, notamos que seu ministério não consistia apenas de pregação. Ele compreendia Seu ambiente e os perigos que prevaleciam em qualquer tempo e lugar. Também sabia com certeza que fora o pecado que causara todo o sofrimento do mundo. Portanto, dedicou a maior parte de Seu tempo a ministrar às pessoas e suas necessidades. Esse método deve servir de modelo para nosso testemunho hoje.

Em face da dificuldade, labuta, pobreza e degradação humana, há milhões de pessoas ansiando por simpatia e pequenos atos de bondade. “Em nossa própria família pode haver pessoas sequiosas de simpatia, famintas do pão da vida. Talvez haja crianças a serem educadas para Cristo. Há pagãos às nossas próprias portas. Façamos fielmente a obra que nos fica mais próxima. Depois, estendamos nossos esforços tão longe quanto a mão de Deus no-la indicar. A obra de muitos parecerá ser restringida pelas circunstâncias; mas seja onde for, se executada com fé e diligência, far-se-á sentir até às mais remotas partes da Terra” (Ellen White, O Desejado de Todas as Nações, p. 822).

Não importa onde você esteja, o que quer que você faça, ou onde você more, há algo que você pode fazer para atrair alguém para Cristo. Olhe ao redor, e você verá aqueles que contarão com você como ponte para encontrar o caminho até Ele. Se obedecermos à ordem de Cristo de ir a todo o mundo (Mc 16:15), levantaremos nossos olhos para as regiões distantes, nos revestiremos de Seu caráter, e derrubaremos a parede de separação do preconceito, assim como Ele fez em Seu ministério.

O Cristo que comunicou Sua vida aos doentes e aflitos, e que proclamou libertação aos cativos de Satanás é o mesmo Cristo que nos comissiona a ir ao mundo todo. Ele estará sempre conosco até o fim do mundo. Curemos o mundo de sua doença espiritual, bem como de suas doenças físicas. Essa é a essência da obra do evangelho – restaurar os doentes, os desamparados, os aflitos, apossar-nos da força de nosso Salvador como a força viva que traz transformação a todos.

Pense nisto
  1. Com base na lição desta semana, defina compaixão.
  2. Cristo exerceu compaixão em face de grandes desigualdades, especialmente a pobreza. Se alguém nasceu numa família rica e não sabe nada sobre o sofrimento, de que forma ainda pode ser compassivo(a)?

Dicas
  1. Leia todos os evangelhos e use determinada cor para marcar todos os versos que falam da compaixão de Cristo.
  2. Apóie um ministério de compaixão como patrocinar uma criança ou doar para um orfanato.
  3. Leia O Refúgio Secreto,de Corrie ten Boom (Ed. Betânia), perguntando a si mesmo o que deu aos ten Boom a coragem de ser compassivos e a capacidade de perdoar após serem aprisionados num campo de concentração.
  4. Envie um cartão encorajador a alguém que precisa de compaixão.

Florence Omosa | Nairóbi, Quênia