| Lição 7 | 9 a 14 de novembro |
A Expiação em Símbolos – Parte 2 |

“Então dissemos: ‘Vamos à casa de Deus, o Senhor; vamos adorá-Lo diante do Seu trono’” (Sl 132:7). |
Prévia da semana: O Dia da Expiação é algo positivo. É o início de uma eternidade com Deus.
Leitura adicional: O Desejado de Todas as Nações, capítulo 1, p. 19-26
Domingo, 9 de novembro |
![]() |
| Enviar/Apagar! |
1. Qual era o papel do santuário na experiência e na vida dos israelitas? Êx 25:8, 22; 29:42, 43; Sl 28:2; 132:7; 138:2
O sistema israelita de sacrifícios tinha seu centro e operação dentro do santuário, a habitação terrestre de Deus. O sangue, como expressão tangível de vida, pertencia a Deus, e deveria ser devolvido a Ele sobre o altar. No plano de salvação, a vida do animal representava a vida do pecador arrependido, e Deus aceitava a morte do animal inocente em lugar da morte do pecador. Tudo isso simbolizava a obra de Jesus, nosso Sumo Sacerdote real. |
Telefones celulares e salvação. Você pode ver qualquer conexão entre eles? Abhilasha, uma jovem índia universitária viu. No passado, ela zombava quando as pessoas lhe diziam que até uma oração sussurrada pode alcançar a Deus num instante. Ela descartava a oração como instrumento psicológico que tem o objetivo de acalmar nervos desgastados e não-educados. Então, o telefone celular chegou à Índia, e ela viu quão fácil era, para ela, falar com sua irmã nos Estados Unidos simplesmente apertando alguns botões. Isso a fez pensar. Se um telefone móvel pode ser tão eficaz, que dizer da tecnologia de Deus? Afinal de contas, o celular funciona com a energia de rádio criada por Deus. Se Deus alterasse as leis da energia de rádio, todos os celulares parariam de funcionar, ela pensou.
Você acha que é mais fácil hoje entender a expiação do que em qualquer tempo no passado? Ou mais difícil? Deus tem uma “tecnologia” maravilhosa para transferir nossa pecaminosidade para o santuário celestial. Isso pode ser feito apenas pelos méritos do sangue derramado de Cristo. Durante séculos, Deus tem transferido para o santuário celestial os pecados das pessoas.
Contudo, Deus tem um método maravilhoso pelo qual, no dia da expiação, Ele esvaziará o santuário de todos os pecados e os colocará sobre o diabo, o originador do pecado. Em outras palavras, Deus apagará inteiramente o problema do pecado. Nós, que pertencemos à geração dos computadores, devemos lembrar que isso se refere não meramente ao fato de o registro do pecado ser transferido. O que está sendo tirado, ou transferido, é a pecaminosidade em si, a doença que causou o pecado, a raiz.
Em termos simples, expiação significa reconciliação. O problema do pecado causou divisão entre Deus e os seres humanos. Então, ambos se tornaram incompatíveis. Reuni-los novamente é o propósito básico da expiação. Deus declarou esta idéia dizendo: “E farão um santuário para Mim, e Eu habitarei no meio deles” (Ex 25:8).
No Antigo Testamento, Deus nos deu vários símbolos para nos ajudar a compreender a expiação. Esses símbolos já passaram, mas seu valor educativo permanece. O pecado é um problema muito complexo e profundamente enraizado, para o qual os seres humanos não podem encontrar solução. Somente Deus pode. O santuário simboliza Sua maneira de dar fim ao problema do pecado. O serviço do santuário no Antigo Testamento apontava para o verdadeiro santuário no Céu onde Jesus está pleiteando em nosso favor para apagar nosso problema do pecado. O preço pago para apagar nossos pecados foi a crucifixão, o sangue, a vida de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
Parackal Placidus | Puno, Índia
![]() |
|
| Dia de reconciliação |
2. Por que era necessário haver um sacerdócio operando no templo? Nm 18:1-8
O papel fundamental dos sacerdotes era o de ser mediadores entre Deus e o povo. Em seu ministério de ensino, os sacerdotes representavam Deus diante do povo (Dt 33:10). Muito relacionado com esse papel estava o dever sacerdotal de esclarecer a vontade de Deus aos que buscavam a direção divina (Nm 27:21). Os sacerdotes também agiam como juízes no santuário. De fato, o mais elevado tribunal da Terra funcionava no santuário central (Dt 17:8-13; 21:5). Eles eram especialmente responsáveis por abençoar o povo (Dt 10:8; 21:5) e representá-lo diante de Deus. Em seu papel representativo, eles levavam consigo o povo à presença do Senhor (Êx 28:9-12, 29). |
O propósito do Dia da Expiação era remover do santuário os pecados que haviam sido colocados ali durante o ano. Essa obra era feita uma vez por ano – no décimo dia do sétimo mês. Levítico 16 ilumina esse evento especial:
O preparo do sumo sacerdote (Lv 16:1-4; Nm 18:1-8). O preparo do sumo sacerdote para o Dia da Expiação era intenso. Ele tinha que lavar não só as mãos e os pés, mas todo o corpo, para estar pessoalmente puro ao interceder pelo povo (Lv 16:4). Além disso, devia usar roupas específicas feitas de linho puro. “Como no cerimonial típico o sumo sacerdote despia suas vestes pontificais e oficiava vestido de linho branco dos sacerdotes comuns, assim Cristo abandonou Suas vestes reais e Se vestiu de humanidade, oferecendo-Se em sacrifício, sendo Ele mesmo o sacerdote, Ele mesmo a vítima. Como o sumo sacerdote depois de realizar essa cerimônia no santo dos santos, deixava este lugar e se apresentava ante a expectante multidão, em suas roupas pontificais, assim Cristo virá a segunda vez, trajando os mais alvos vestidos, ‘como nenhum lavadeiro sobre a Terra os poderia branquear’. Mc 9:3” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 33).
A ordem do serviço (Lv 16:5-22). Os dois bodes eram trazidos para a entrada do santuário no Dia da Expiação. Eram lançadas sortes “usando duas pedras, uma com o nome do Senhor, e a outra com o nome de Azazel” (Lv 16:8). O bode escolhido para o Senhor era morto como oferta pelo pecado. Depois disso, e para completar a expiação, seu sangue era espargido no propiciatório do Lugar Santíssimo, no altar de incenso do Lugar Santo, e no pátio.
O segundo animal era chamado bode emissário, e era trazido ao ritual após ter sido completada a expiação pelo santuário. O sumo sacerdote, então, colocava as mãos sobre a cabeça desse bode e confessava os pecados de todo o Israel; assim “passará para a cabeça do bode os pecados do povo” (Lv 16:21), era a instrução. Depois disso, o bode era levado ao deserto, onde era solto (v. 21, 22).
O significado do bode emissário (Lv 16:10). Não há unanimidade entre os teólogos quanto ao significado do bode emissário, principalmente porque “a maioria das versões deixam sem ser traduzida a palavra hebraica para bode emissário, ‘azazel’. ... Mas muitos eruditos modernos, juntamente com os judeus, afirmam que Azazel denota um espírito pessoal, ímpio, sobre-humano, e quase todos concordam que o significado de sua raiz é ‘alguém que remove’, ‘um removedor’, especificamente alguém que remove ‘por uma série de atos’”.1
“Aquele bode [emissário] levará sobre si todas as iniqüidades deles para terra solitária; e o homem soltará o bode no deserto” (Lv 16:22). Enquanto os israelitas assistiam o bode emissário partir, testemunhavam o último ato do drama – Satanás, com todos os pecados que havia instigado colocados “sobre a [sua] cabeça” (Sl 7:16), enviado para enfrentar sua sorte.2
O simbolismo do Dia da Expiação (Sl 28:2; 132:7; 138:2). No primeiro dia do sétimo mês ocorria o toque de trombetas, que devia chamar Israel para o Dia da Expiação dez dias depois (Nm 29:1). Os nove dias intermediários se tornavam dias de exame de coração, de preparo para o Dia da Expiação – o Dia do Juízo que selava seu destino. Eles criam que naquele dia era selado quem iria viver e quem iria morrer. Assim, para todos os propósitos práticos, era um dia de julgamento: “Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo” (Lv 23:29). Deus destruiria qualquer pessoa que fizesse alguma obra naquele dia (Lv 23:30).
O Dia da Expiação representava as três fases do juízo final:
1. A fase investigativa do juízo é prefigurada na remoção dos pecados do santuário. Ela se concentra nos nomes mencionados no Livro da Vida assim como o Dia da Expiação se concentrava na remoção dos pecados daqueles que iam à casa de Deus (Sl 132:7) e erguiam as mãos para o Seu santuário (Sl 28:2). Assim, a fé dos verdadeiros crentes e sua união com Cristo será reafirmada diante do universo leal.
2. A expulsão do bode emissário para o deserto simboliza a prisão milenar de Satanás neste planeta desolado, que começa no segundo advento e coincide com a segunda fase do juízo final, que ocorre no Céu (Ap 20:4; 1Co 6:1-3).
3. O acampamento limpo simboliza os resultados da terceira fase, ou fase executiva do juízo, quando o fogo destruir os ímpios e purificar a Terra (Ap 20:11-15; Mt 25:31-46; 2Pe 3:7-13).3
Após o juízo ter finalizado, o nome de Deus, Sua misericórdia e Sua verdade (Sl 138:2) serão revelados de forma plena.
Pense
nisto |
|
1. The SDA Bible Commentary, v. 1, p. 775.
2. Ibid., p. 778.
3. Adaptado de Nisto Cremos, p. 416.
Joy Kuttappan | Puno, Índia
![]() |
|
| A Trindade na expiação |
3. Leia Levítico 16:16, 17, 21, 30, 33, 34. Que ênfase específica você encontra nesses versos? Os pecados de quem estavam sendo expiados naquele dia, em contraste com o ritual diário (Lv 1:1-4)?
Os textos indicam a natureza abrangente da purificação porque o ritual estava lidando com todos os pecados de todo o povo. |
4. O que Deus esperava de Seu povo naquele dia? Lv 23:26-31
Por mais que o Dia da Expiação fosse um evento corporativo, envolvendo toda a nação, cada indivíduo tinha um papel a desempenhar em humilhar-se diante de Deus e entregar-se completamente a Ele. |
Se Cristo é uma verdadeira revelação do caráter de Deus, e se o plano da redenção de Deus em Cristo verdadeiramente consiste de nossa salvação, então precisamos responder corretamente à pergunta: Quem são Deus e Cristo a fim de serem capazes de conseguir a salvação para os seres humanos pecadores?
As seguintes conotações nos ajudam na compreensão da expiação como meio de estabelecer a salvação.
Primeiro, precisamos compreender a identidade do Senhor Jesus Cristo encarnado, crucificado e ressurreto como a segunda pessoa da Trindade.
Segundo, a crucifixão de Jesus não é primariamente a punição pelo pecado, mas a remoção do pecado para sua conclusão lógica. Da mesma forma, a ressurreição e ascensão de Jesus são essenciais para a expiação porque é a intenção de Deus em Cristo transformar e recriar nossa natureza humana caída, permitindo assim que participemos da vida ressurreta de Seu Filho.
Terceiro, a graça é mediada para os seres humanos redimidos de maneira trinitária: do Pai, através da intercessão do Cristo ressurreto, e por meio do Espírito Santo. O Espírito que torna presente para nós a humanidade do Cristo ressurreto recria nossa humanidade à imagem divina.
“Aqueles que têm Cristo habitando no coração farão as obras de Cristo. Estes têm direito a todas as promessas de Sua Palavra. Tornando-se um com Cristo, realizam a vontade de Deus e exibem as riquezas de Sua graça. ... Os servos de Deus cantarão: ‘Render-Te-ei graças, Senhor, de todo o meu coração; na presença dos poderosos Te cantarei louvores. Prostrar-me-ei para o Teu santo templo e louvarei o Teu nome, por causa da Tua misericórdia e da Tua verdade, pois magnificaste acima de tudo o Teu nome e a Tua palavra’ (Sl 138:1, 2). Portanto, não seja cultivada nenhuma aparência de orgulho ou importância própria, pois isto expulsará Jesus do coração, e o vácuo será preenchido com os atributos de Satanás” (Ellen G. White, Review and Herald, 1º de maio de 1913).
Benji Stephen | Puno, Índia
![]() |
|
| Sacerdócio todo-Inclusivo |
5. Como era tratado o bode vivo no Dia da Expiação? Que destino se dava a esse animal, em comparação com todos os outros usados no serviço do santuário? Lv 16:20-22
O “bode vivo” (Azazel) não era um meio de expiação, mas um veículo pelo qual o pecado e as impurezas eram levados ao deserto. Como sabemos isso? Primeiro, a transferência do pecado e da impureza para esse animal ocorria depois que o sumo sacerdote terminava o trabalho da expiação no santuário. Segundo, o bode não era oferecido como sacrifício, nem seu sangue era derramado para fazer expiação. Terceiro, embora ele “levasse” os pecados do povo, isso não significava que os levasse vicariamente, no sentido de um substituto, como Jesus. Nesse caso, o contexto mostra que o verbo significa “levar” para outro lugar, isto é, para “o deserto” (Lv 16:22). O bode para Azazel representava o poder adversário, um demônio, a fonte original do pecado e da impureza. |
Se acontecer de você visitar uma igreja adventista numa aldeia indiana, você provavelmente encontrará os calçados colocados do lado de fora da entrada da igreja. Isso se deve a conceitos que envolvem a santidade de um edifício de igreja. Leia Mateus 18:20. Porque o Senhor está no meio delas, as pessoas que moram na parte rural da Índia retiram os sapatos antes de entrar na igreja como sinal de respeito por Deus.
Havia uma expectativa singular ligada a qualquer sacerdote que entrasse no Lugar Santíssimo no Dia da Expiação. Era ali que Deus colocava Sua santidade especial, e as pessoas se preocupavam para que nada fosse feito incorretamente toda vez que um sacerdote entrasse nele. Nesse dia santíssimo, o sumo sacerdote, após oferecer incenso no Lugar Santíssimo, parava por um momento para fazer uma curta oração antes de voltar ao pátio onde as pessoas estavam esperando. O Mishna declara: “Ele não tornava a oração longa para não assustar Israel” (Yoma 5:1).
O santuário era considerado santo por causa da presença de Deus nele e porque ele representava Cristo e Sua salvação. Da mesma forma, Jesus veio habitar entre nós. “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e Lhe chamarão Emanuel’, que significa ‘Deus conosco’” (Mt 1:23, NVI).
Como crentes, muitas vezes duvidamos da fidelidade das pessoas que participam dos serviços de adoração. Isso ocorre porque esperamos que elas sejam santas. Devido a essa maneira de pensar, muitos membros de igreja ao redor do mundo estão em desavença uns com os outros. Devemos nos lembrar, porém, de que “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm 3:23, NVI).
Mas a boa notícia é que somos “geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas dAquele que ... [nos] chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).
Gauri Joy | Puno, Índia
![]() |
|
| A expiação e você |
6. Que idéias estão associadas com o verbo “fazer expiação” nas passagens seguintes? Lv 4:31; 16:18, 19, 30; 17:11
Em Levítico, embora os sacerdotes oficiassem nas cerimônias de expiação como mediadores, não eram eles que expiavam o pecado. Depois que a cerimônia era executada, Deus concedia o perdão (Lv 4:26). Expiação (limpeza ou purificação do pecado) é algo que Deus executa por Seu povo. É Ele quem faz “expiação pela terra do Seu povo” (Dt 32:43; veja também Sl 65:3; 79:9). Pela expiação, Deus permite que Seu amor flua para os pecadores. |
Como podemos experimentar um Dia da Expiação milhares de anos após os antigos hebreus o terem vivenciado? Eis aqui algumas sugestões:
1. Tire tempo para introspecção. Exatamente antes do Dia da Expiação, os judeus tinham dez dias para intenso auto-exame e arrependimento, a partir da Festa das Trombetas. Esses dias eram conhecidos como “Dias de Reverência” ou “Dias de Arrependimento”. Eram dias santos, uma temporada em que as pessoas avaliavam cuidadosamente sua vida, a fim de verificar se os pecados que haviam sido confessados e expiados durante o ano anterior haviam também sido abandonados. Se não, Deus concedia esses dez dias como última oportunidade para confessar e abandonar qualquer pecado que restasse. Da mesma forma, também precisamos examinar nossa vida antes do término do tempo da graça.
2. Suplique misericórdia pelo sangue de Jesus. O pecado desqualificava a congregação para se aproximar do Lugar Santíssimo, exceto por meio de um intermediário, o sumo sacerdote, que tipificava Jesus Cristo, nosso Sumo Sacerdote. O único requisito do sacerdote à santidade estava no sangue da vítima inocente que devia ser aplicado ao propiciatório. Da mesma forma, o sangue de Jesus é nosso único requisito para o perdão (Hb 9:22). Séculos mais tarde, ainda podemos experimentar o poder purificador de Seu sangue e misericórdia.
3. Fique constantemente alerta contra o maligno. Nosso Sumo Sacerdote Jesus é também a vítima sacrifical. Ele foi morto desde a fundação do mundo, e Se ofereceu por nossos pecados uma vez por todas (Hb 4:14; 7:27; 8:1; 9:12-15, 25, 26, 28; 10:10), tornando assim obsoleta a sombra – o sacrifício cerimonial anual – e dando-nos “confiança para entrar no santo dos santos ... por meio do véu, isto é, do Seu corpo” (Hb 10:19-22, NVI).
Um dos aspectos mais interessantes do Yom Kippur era o lançamento de sortes que selecionava dois bodes – um simbolizando o Senhor e o outro simbolizando Satanás, que, por ser a raiz de todo mal, carregava toda a culpa do povo. Esse bode era levado ao deserto, onde era abandonado. Da mesma forma, precisamos estar constantemente alerta contra o maligno, afastar-nos dele e abandoná-lo completamente.
T. I. Varghese | Puno, Índia
![]() |
|
| O imenso poder do sangue |
Satanás pode sussurrar: “Você é pecador demais para que Cristo o salve.” Conquanto você reconheça que é realmente pecador e indigno, pode enfrentar o tentador com esta declaração: “Pela virtude da expiação, eu reclamo Cristo como meu Salvador. Não confio em meus próprios méritos, mas no precioso sangue de Jesus, o qual me limpa” (Ellen G. White, Santificação, p. 90).
A expiação de Cristo inclui toda a família humana. “Ninguém, elevado ou humilde, rico ou pobre, livre ou servo, foi deixado fora do plano de redenção. ‘Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito.’... Esta é a grande lição prática que deve ser completa e inteligentemente aprendida” (Ellen G. White, Battle Creek Letters, p. 39).
Estamos vivendo no grande Dia da Expiação, e agora é tempo de que todos se arrependam diante de Deus, confessem seus pecados e, por fé viva, descansem sobre o mérito de um Salvador crucificado e vivo.
Jesus fez, em nosso favor, uma oferta pelo pecado. Quanta beleza essa ilustração revela no antigo serviço do santuário! A vítima era levada para ser morta. Então, o sangue era aspergido no propiciatório. O propiciatório não era nada mais do que a tampa sagrada da arca que continha as tábuas da lei e outros memoriais sagrados das antigas misericórdias de Deus. Ali estavam elas no Lugar Santíssimo, onde somente o sumo sacerdote podia entrar. E entrava uma vez por ano, no grande Dia da Expiação. Nesse dia memorável, os rituais sagrados do santuário culminavam na mais alta solenidade. Sacrificando um novilho por seus próprios pecados, o sumo sacerdote iniciava os serviços. Dois bodes eram levados à frente. Um bode era levado ao deserto para ilustrar que Deus remove nossos pecados quanto o oriente dista do ocidente. O outro bode era morto, e seu sangue era levado pelo sumo sacerdote ao Lugar Santíssimo e espargido sobre o propiciatório. Enquanto isso, a vasta congregação ficava do lado de fora, esperando receber o perdão através do sangue que simbolizava o sangue derramado do Redentor vindouro.
Era como se o mundo todo estivesse ao pé do Calvário, confessando seus pecados, enquanto Jesus levava a cruz até o topo, para ser pendurado nela, sangrar e morrer por nossos pecados.
Pense
nisto |
Defenda esta afirmativa: Se todo mundo na Terra tivesse rejeitado a expiação, ela ainda seria de infinito valor para o Universo como a mais gloriosa revelação do amor de Deus já feita. |
Dicas |
|
Shimna Benji | Puno, Índia