Lição 11
7 a 12 de junho

Administração

Lição dos jovens 1122009


“Porque aquele que tem muito receberá mais e assim terá mais ainda; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele” (Mt 25:29).

Prévia da semana: A fidelidade é vital ao discipulado. Priorize suas responsabilidades e valores e viva conforme o plano de Deus.

Leitura adicional: Malaquias 3:10; Mateus 19:16-21; Marcos 12:41-44


Domingo, 7 de junho

Introdução
Pastor ou mercenário?

1. Que mensagem básica sobre a mordomia existe nas palavras de Jesus? Mt 25:14-30

Realidade 1: todos nós temos talentos. Realidade 2: nem todos temos o mesmo número de talentos. A lição de Jesus é clara: a quantidade de nossos talentos não é o mais importante; o que fazemos com os talentos é o que importa. Realidade 3: alguns recusam usar seus talentos. Realidade 4: não usar os talentos é coisa séria. O “servo mau” não teve segunda chance. Ele foi lançado “nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes” (Mt 25:30, NVI).

Dois homens saíram certa manhã para cuidar de ovelhas. Um deles era pastor, o outro, mercenário. O pastor andou grande distância até encontrar um pasto com grama verde e viçosa no topo de uma colina. Deixou as ovelhas na sombra enquanto as vigiava. Ao meio-dia, levou o rebanho até o riacho para que tivessem água fresca para beber. Mais tarde, ocorreu um drama. Dois lobos atacaram o rebanho. O pastor afugentou os atacantes e levou o rebanho até um lugar seguro.

Do outro lado da aldeia, o mercenário levou suas ovelhas para o primeiro pasto que encontrou. A grama estava seca, e não havia água. Deixou as ovelhas no sol enquanto encontrava uma sombra para si mesmo, e dormiu. Pouco antes do cair da noite, foi acordado pelo balido das ovelhas que estavam sendo dispersadas por lobos. Ele pegou sua bolsa e saiu correndo, deixando o rebanho em perigo.

O que fez a diferença entre o pastor e o mercenário? De acordo com João 10:13, o mercenário fugiu porque era contratado, e realmente não se importava com as ovelhas. O pastor, como o mercenário, poderia ter sido empregado para tomar conta das ovelhas. Ambos eram administradores do rebanho. A diferença era que o pastor se importava com as ovelhas, e isso o tornou um bom administrador.

Nós também fomos apontados como administradores. Mas como, se não cuidamos de ovelhas? Essa pode ser sua pergunta se você mora em certas partes do mundo como as Antilhas. A verdade é que Deus espera que sejamos administradores de qualquer posse que Ele tenha nos dado. Nossa propriedade, talentos, tempo, saúde, relacionamentos, ambiente natural, e a verdade, nos são dados por Deus para que os administremos para Ele.

Como o bom pastor, devemos cuidar das posses com as quais Deus nos abençoou; e devemos usá-las para Seu serviço. Não devemos permitir que o diabo, o lobo-mor, ataque essas posses. Se não usarmos as coisas que possuímos para a glória de Deus, então somos meros mercenários – não tendo cuidado pelas coisas que fomos apontados para administrar.

Um dia o verdadeiro Dono de tudo pedirá contas das propriedades que nos confiou. Na lição desta semana exploraremos o que Ele requer de nós com respeito à nossa administração. Que possamos ser achados administradores fiéis quando nosso Senhor retornar, uma vez que “o que se exige de quem tem essa responsabilidade é que seja fiel ao seu Senhor” (1Co 4:2).

Bentley Chambers | St. Catherine, Jamaica


Segunda, 8 de junho

Exposição
Administração

2. O que os Evangelhos ensinam sobre o uso que Jesus fazia do tempo? Quais são alguns dos elementos a ser notados, além do Seu programa repleto de pregação e cura? Mt 4:23; Mc 1:29-31; Lc 4:16; Jo 2:1-11; Jo 12:2

Jesus trabalhava muito e estava completamente dedicado à Sua missão. Mas procurava não perder as bênçãos do sábado. Ele tinha tempo para Seu Pai, para Seus amigos, para lazer e boa alimentação. Essa administração do tempo (ou mordomia do tempo) se provará uma bênção a todos os que a praticarem.

A história da administração (Gn 1:26-30). A administração começou quando Deus criou Adão e Eva. No fim da Criação, Deus deu a Adão uma incumbência que, quando resumida, diz simplesmente: “Seja Meu administrador.” Adão devia administrar os negócios de Deus no jardim certificando-se de que as plantas e animais fossem cuidados. Em troca, eles proveriam alimento, abrigo e felicidade a Adão e Eva. Além disso, Deus estabeleceu um relacionamento íntimo com os seres humanos. Como resultado, somos agora administradores de nosso tempo, pois esse relacionamento só pode se desenvolver com base na quantidade de tempo que passamos com o Criador. Essa imagem e intimidade que Deus repartiu conosco são fundamentais para uma compreensão do espírito dinâmico da administração bíblica.

Há uma lei natural que declara que a cada ação corresponde uma reação igual e contrária. A sabedoria divina estabeleceu essa lei para que os seres humanos caídos pudessem ser restaurados à comunhão com o Pai. Essa lei torna a obra de beneficência, em todos os seus ramos, duplamente abençoada. As pessoas que dão aos necessitados abençoam a outros e são, elas próprias, abençoadas.

Foi Jesus que disse que se você fizer o bem ao menor desses pequeninos, você o fez a Ele (Mt 25:40, 45). Contudo, o que isso tem a ver com ser um administrador? Encaremos os fatos. Como você pode ajudar alguém se você próprio está em necessidade? Como pode evitar estar em necessidade se não for um bom administrador? Lembre-se de que um administrador gerencia as posses de seu senhor. Portanto, quando Deus nos abençoa com riqueza ou talento, e usamos isso para agradar a nós mesmos em vez de abençoarmos a outros, estamos sendo bons administradores?

Todas as coisas boas foram colocadas na Terra por Deus como expressão de Seu amor. Ele nos tornou Seus administradores, confiando que beneficiássemos a outros com esses recursos. Portanto, somos o meio através do qual Deus distribui Suas bênçãos ao mundo. Estamos distribuindo Seu amor? Ou o estamos retendo para nós mesmos, para nosso proveito egoísta? Através desse sistema de administração, nos tornamos unidos a Deus. Essa administração é a maneira mais fácil de ganhar pessoas para Cristo.

O impacto da administração (Mt 25:14-30). De acordo com Mateus 25:14-30, Deus conserva um registro de todos os seres humanos no mundo. Ele sabe que porção deu para cada pessoa administrar. Conhece cada oportunidade que tivemos para salvar uma pessoa e distribuir Seu amor. Quando chegar o dia do acerto de contas, Ele não usará de favoritismo para julgar, mas seremos julgados com base em nossa disposição de ser Seus fiéis administradores. Há alguns que afirmam ser administradores e que entrarão para a glória quando Cristo os abençoar. Contudo, conservam suas bênçãos para si mesmos e dizem: “Trabalhei duro para chegar até aqui”. Gabam-se de suas realizações e, como os fariseus do passado, acham que Deus tem que abençoá-los por seus esforços. Também há aqueles que, depois de terem feito a vontade de Deus, sentam-se esperando os elogios de outros; mas, quando não os recebem, reclamam sobre a ingratidão daqueles.

Os administradores fiéis, contudo, não reclamam crédito para si mesmos. Sabem que, sem os dons que lhes foram confiados, não haveria aumento. Sentem que, ao se desincumbirem fielmente de sua administração, simplesmente cumpriram seu dever. Sabem que os louvores não pertencem a eles, mas a Deus. Além disso, sabem que o capital pertence ao Senhor, e que somente por Seu poder foram capazes de negociá-lo com sucesso. Sem o capital confiado, sabem que estariam falidos por toda a eternidade.

Esses administradores consideram o trabalho para o Mestre como uma grande oportunidade. Estão dispostos a perder tudo por Sua causa, sabendo que ao perder estão na verdade ganhando um relacionamento mais forte com Ele, a vida eterna e uma coroa de justiça. Seguem nas pegadas dAquele que sacrificou tudo a fim de que recebêssemos tudo. “O espírito de liberalidade é o espírito do Céu. O abnegado amor de Cristo é revelado na cruz. Para que o homem pudesse ser salvo, deu Ele tudo quanto possuía, e em seguida Se deu a Si mesmo” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia, p. 14). O princípio da cruz é o princípio de dar. O sacrifício próprio é o verdadeiro fruto da vida cristã. Perpetuamos o amor de Deus manifestado em Cristo quando nosso coração se expande em amor aos outros que estão sem Deus e sem esperança. Ele nos deu salvação, mas não devemos guardá-la só para nós mesmos. Devemos administrá-la bem, e distribuí-la conforme Ele ordenar.

Quando isso for realizado, Cristo voltará e todos os administradores fiéis receberão sua justa recompensa. O que você está esperando receber?

Pense nisto
  1. Você está sendo um bom administrador?
  2. Que barreiras em sua vida o(a) impedem de ser um bom administrador?
  3. Como o assunto da administração afetou sua vida?

Talbert L. Knight | St. Catherine, Jamaica


Terça, 9 de junho

Testemunho
Administração, uma parte do plano de Deus

3. Como o cristão deve usar seu corpo? 1Co 6:19, 20. De que maneiras práticas podemos pôr essas palavras em ação?

A ideia básica é que não devemos “pecar contra nosso corpo”, porque não somos de nós mesmos. Primeiramente, fomos criados por Deus; em segundo lugar, Ele é nosso Redentor, aquele que nos comprou por elevado preço.

“Tudo quanto de bom há na Terra, aqui foi colocado pela dadivosa mão de Deus, como uma expressão de Seu amor ao homem. Os pobres são Seus, e Sua é a causa da religião. O ouro e a prata pertencem ao Senhor; e Ele os poderia fazer chover do Céu, se o quisesse. Mas em vez disso fez Ele do homem o Seu mordomo, confiando-lhe recursos não para que fossem acumulados, mas usados em benefício de outros. Deste modo torna o homem o meio pelo qual distribui Suas bênçãos na Terra. Deus planejou o sistema de beneficência, a fim de que o homem se pudesse tornar como seu Criador: de índole benevolente e abnegada, e ser finalmente co-participante de Cristo, da eterna, gloriosa recompensa” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia, p. 15).

“O amor expresso no Calvário deve ser reavivado, fortalecido e difundido entre nossas igrejas. Não devemos nós fazer tudo quanto podemos para tornar eficazes os princípios que Cristo trouxe ao mundo? Não nos devemos esforçar para estabelecer e tornar eficazes os empreendimentos de beneficência que agora são reclamados sem demora? Ao estardes perante a cruz, e verdes o Príncipe do Céu morrendo por vós, podeis fechar o coração, dizendo: ‘Não, não tenho nada para dar?’” (Ibid., p. 16).

Somos um povo chamado por Deus. Ele nos guia, e nós andamos pela fé. Buscamos compreender o que significa ser fiéis a Seu chamado. A administração deve ser vista dentro do contexto desse chamado. Deus está pronto a nos guiar a novos e dinâmicos ministérios, tanto dentro quanto fora de nossos muros.

Do ponto de vista puramente econômico, a administração é agnóstica, mecânica e humanística. Ela diz: “Eu pertenço a mim mesmo, e tudo o que tenho é meu.” Do ponto de vista cristão, contudo, a administração é uma questão teológica. Ela diz: “Eu sou de Deus, e tudo o que tenho é dEle. A administração é como gerencio os dons que Deus me deu e cuido deles: minha vida, meus relacionamentos e minhas posses.”

“Nossas posses, nesta vida, são limitadas, mas o grande tesouro que Deus oferece em Sua dádiva ao mundo é ilimitado. Compreende cada desejo humano e vai muito além de nossos cálculos humanos” (Ibid., p. 21). Contudo, por maiores ou menores que sejam nossas posses, lembremo-nos de que elas nos são apenas confiadas. Prestaremos contas a Deus pela maneira como usamos os dons e as capacidades.

Donovan Mitchell | St. Catherine, Jamaica


Quarta, 10 de junho

Evidência
Administradores fiéis

4. Que orientações dá a Bíblia sobre a administração das posses materiais? Lv 27:30; Dt 8:18; Sl 50:12; Ml 3:8-10; Mt 6:31; Mt 23:23

(1) Deus é o proprietário de tudo. (2) Deus tem o primeiro lugar em tudo o que temos e fazemos, inclusive no uso do dinheiro. (3) Deus espera que Seu povo Lhe devolva pelo menos dez por cento de sua riqueza. (4) Quanto mais dermos, mais seremos abençoados. Experimente isso e você verá por si mesmo a veracidade das palavras de que “mais bem-aventurado é dar que receber” (At 20:35).

Em Deuteronômio, o último livro da Lei, Israel se encontra prestes a entrar na Terra Prometida após 40 anos de vagueações sem objetivo. É aqui, durante seus estágios finais da vida, que Moisés instrui a nação a seguir a Deus de todo o coração na nova vida que está à frente. Inevitavelmente, ele dá ao povo um resumo final da lei, porque estava bem ciente de que dentro da nova terra os problemas do passado continuariam a surgir. Apesar de irem habitar numa terra descrita como transbordante de “leite e mel”, ele sabia muito bem que a ambição humana não seria apagada da noite para o dia. Portanto, aproveitou a última oportunidade para lembrar seu povo de viver com tolerância e com as mãos estendidas em relação aos pobres da terra (Dt 15:11).

Uma das maneiras mais interessantes pelas quais os primitivos israelitas deviam fazer provisão para os menos afortunados está relacionada à terra e à agricultura. Eles deviam deixar seus campos sem arar durante o ano sabático, dando assim aos pobres livre acesso à terra e à comida (Êx 23:10, 11). Talvez possamos questionar a justiça de se tomar o resultado do trabalho árduo de uma pessoa e dá-lo gratuitamente a outra. Contudo, a Bíblia adverte claramente que “aquele que tem muito receberá mais” (Mt 25:29). Assim, é o trabalhador diligente e bem-sucedido que é abençoado por sua generosidade para com seus companheiros menos afortunados. Contudo, a despeito das bênçãos secretas de Deus, o ato de dar em si dá ao trabalhador uma paz interior que é indescritível para a maioria da moderna sociedade secular. Quão diferente o mundo poderia ser hoje se seguíssemos o princípio de colocar os outros antes de nosso próprio ganho.

Conquanto essa verdade pareça simples, permanece o desafio para os cristãos modernos. Talvez o pensamento mais preocupante seja que cada um de nós precisa um dia dar contas pela maneira como atualmente partilhamos nossos recursos. Não é sábio pensar que não temos um papel a desempenhar em transpor o abismo entre a pobreza e nossas próprias bênçãos. Como Moisés disse aos israelitas primitivos: “Não foi com os nossos pais que ele fez essa aliança, mas foi conosco” (Dt 5:3). O mesmo acontece hoje.

Stephane Millien | New South Wales, Austrália


Quinta, 11 de junho

Aplicação
Nunca se é pobre demais para dar

5. O que deve caracterizar nossa espera pela segunda vinda de Cristo? Mt 24:42-46. O que esses versos significam para nós na vida prática?

Não devemos esperar de maneira ociosa, mas, como discípulos dedicados, devemos ser mordomos perspicazes sobre tudo o que nos foi dado.

Há aqueles dentre nós que atribuem sua infidelidade na administração cristã à pobreza. Contudo, precisamos compreender que a pobreza é uma oportunidade para que os filhos de Deus dependam dEle com devoção ainda maior. Apesar da pobreza em que possamos nos encontrar, Deus ainda espera que sejamos bons administradores com o pouco que temos.

Em 1595, Sir Walter Raleigh descobriu um lago de 114 acres na ilha de Trinidad. O aspecto mais interessante do lago era a quantidade de asfalto que ele continha. Ao longo dos anos, o lago deu de seus recursos para a pavimentação de muitas estradas. Quinhentos e dez anos se passaram, mas o lago continua a dar; e o tempo todo o nível do lago permanece o mesmo. Com quem podemos comparar esse lago? Você pode compará-lo com sua própria vida?

Se você não é rico de bens mundanos, eis aqui algumas formas por meio das quais você pode ser um bom administrador:

Dê seu tempo. A despeito de nossas riquezas mundanas ou falta delas, todos temos a mesma quantidade de tempo. Partilhe um pouco desse tempo com alguém que precisa de ajuda. Você é um bom mecânico? Talvez conheça uma pessoa aposentada que precise de ajuda com o carro. Você é uma boa cozinheira? Se sua cidade tem um abrigo para pessoas sem-teto, talvez você possa doar um pouco de seu tempo cozinhando lá. Outras organizações de serviço em sua cidade também podem precisar do tipo de ajuda que você pode dar.

Partilhe seus talentos. Em que você é bom? Que dons espirituais Deus lhe deu? Se você toca piano, será que não há uma divisão infantil em sua igreja que precise de pianista? Talvez você goste de ensinar. A escola sabatina está sempre precisando de bons professores.

Neste ponto todos os cristãos são ricos, porque Deus deu a todos os cristãos certos dons espirituais. Como você pode usar seus dons para glorificar o Senhor em Seu serviço?

Sendo fiéis administradores de nosso tempo e talentos, Deus nos considerará Seus servos fiéis. Se desejamos ser prósperos, se desejamos viver uma vida feliz, precisamos dar a Deus o que é dEle. Ele insta conosco: “Ponham-Me à prova, diz o Senhor dos Exércitos, e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las” (Ml 3:10, NVI).

Deixe Deus ser Deus. Prove-O hoje. Aprenda a viver em harmonia com Ele.

Kirth Rose | St. Catherine, Jamaica


Sexta, 12 de junho

Opinião
Embrulhado num guardanapo

Um guardanapo é útil no mundo da etiqueta. Se alguém está comendo provavelmente haverá resíduos deixados na boca ou próximo a ela que precisam ser limpos. Contudo, as pessoas têm utilizado o guardanapo de outras formas, tais como colocar nele um artigo de comida que não é tão agradável ao paladar. As crianças fazem isso quando não querem comer verduras. Quando usado dessa forma, o guardanapo se torna um item “perigoso”. Comer verduras pode nos ajudar a ser saudáveis, mas não se elas forem escondidas dos pais num guardanapo!

Será que estamos escondendo os dons espirituais que Deus nos deu para nossa saúde espiritual e para a saúde da igreja? Será que estamos enterrando esses dons que Ele tencionava usássemos em Seu serviço?

Ellen White escreveu: “Uma grande causa de fraqueza na igreja de ______ tem sido a de que, em vez de aumentar os seus talentos para a glória de Deus, embrulharam-nos num lenço e os enterraram no mundo.” (Testemunhos Para a Igreja,v. 4, p. 618, 619). Como as verduras que a criança acha ruins ao paladar, talvez vejamos nossos dons como sem importância em comparação com os dons de outras pessoas. Se uma criança não comer verduras, não será tão saudável como poderia ser. Da mesma forma, se não usarmos nossos talentos eles não se aperfeiçoarão, e não seremos tão espiritualmente saudáveis como poderíamos ser.

Ellen White também escreveu: “Conquanto alguns possam estar limitados a um talento, se exercitarem este único, ele aumentará. Deus valoriza o serviço segundo ‘o que qualquer tem e não segundo o que não tem’. 2Co 8:12. Se nós realizarmos os nossos deveres diários com fidelidade e amor, receberemos a aprovação do Mestre como se tivéssemos realizado uma grande obra. Devemos deixar de ansiar fazer grande serviço e negociar grandes talentos, enquanto temos sido responsabilizados somente por pequenos talentos e a realização de deveres humildes. Ao passar por alto os pequenos deveres diários e buscar responsabilidades mais elevadas, falhamos inteiramente em realizar a própria obra que Deus nos atribuiu” (Ibid., 619).

Dicas
  1. Identifique seus dons espirituais após ler 1 Coríntios 12 e Romanos 12.
  2. Anote o que acontece em todos os seus dias durante uma semana. Especifique como você usa seu tempo em sua rotina diária. Avalie seu gerenciamento do tempo à luz da administração cristã.
  3. Participe de algum projeto para ajudar pessoas menos afortunadas. Você pode ajudar na distribuição de sopa, pode dar aulas de reforço para uma criança, ou doar algumas peças de roupa.
  4. Elabore um orçamento e se comprometa a segui-lo. Não se esqueça de incluir seus dízimos e ofertas.
  5. Reescreva a parábola de Mateus 25:14-28 de modo a estar de acordo com os tempos modernos. Qual dos servos representa melhor você?

Diana Wright | Spanish Town, Jamaica