| Lição 1 | 28 de junho a 3 de julho |
Jesus e as Cartas Joaninas |

“E nós vimos e anunciamos aos outros que o Pai enviou o Filho para ser o Salvador do mundo” (1Jo 4:14). |
Prévia da semana: João enfrentou os falsos ensinos sem temor, destacando a verdade positiva do sacrifício e da intercessão de Jesus por nós. Nossa compreensão do que Jesus fez se refletirá em bons relacionamentos com outras pessoas.
Leitura adicional: Caminho a Cristo
Domingo, 28 de junho |
![]() |
| Desde o princípio |
Em 1o de julho de 2002, no espaço aéreo alemão, o voo 2937 colidiu com o voo 611. Todos os 71 passageiros a bordo desses dois aviões morreram. Entre os mortos estavam 45 crianças em idade escolar. Talvez o mais lamentável seja o fato de que ambas as aeronaves estavam equipadas com TCAS (da sigla em inglês para Sistema de Alerta e Prevenção de Colisão de Tráfego). Esse sistema de segurança foi planejado para transmitir e receber sinais de TCASs de aeronaves próximas e depois instruir cada piloto sobre como evitar a colisão.
Por algum erro, as duas aeronaves se encontravam em rotas de voo que se intersectavam. Operando dentro de circunstâncias lamentavelmente inadequadas, o controle de voo instruiu o voo 2937 a descer. Com pouco tempo para evitar a colisão, o voo 2937 seguiu as instruções do controle de tráfego aéreo. Essas instruções contradiziam diretamente as instruções do TCAS da aeronave para que ela subisse. O vôo 611 desceu segundo as instruções de seu TCAS, e as duas aeronaves colidiram a 35 mil pés de altura. É angustioso pensar como a tragédia poderia ter sido evitada se ambos os pilotos tivessem seguido as instruções de voo de seus TCASs. Eles haviam recebido as instruções mais confiáveis que tinham à disposição.
Em três curtas cartas à igreja em desenvolvimento, ouvimos o apóstolo João falar com a mesma urgência usada para advertir o piloto do voo 2937.
No tempo de João, como em nosso tempo, abundavam falsos ensinos, e o idoso apóstolo encorajava e admoestava apaixonadamente seus leitores, e até fazia a eles fervorosos apelos. Ele lhes lembrou que estava escrevendo como testemunha ocular; havia visto e tocado Jesus Cristo na carne (2Jo 7). Enfatizou que não estava escrevendo uma teologia nova, mas algo que eles haviam ouvido desde o princípio (1Jo 2:24). Lembrou-lhes ainda que essa mensagem enfatiza o amor de uns para com os outros e envolve o amor a Deus, que se manifesta na obediência a Seus mandamentos.
João deseja que todos os cristãos, em todos os tempos, compreendam que o que ele está escrevendo é fundamental para nossa caminhada com Cristo. “Por isso guardem no coração a mensagem que ouviram desde o começo. Se aquilo que ouviram desde o começo ficar no coração de vocês, então viverão sempre unidos com o Filho e com o Pai” (1Jo 2:24). Essa mensagem, que nos foi dada desde o princípio, é ainda mais vital do que as instruções dadas por qualquer TCAS. As lições deste trimestre se concentrarão nessa mensagem tão importante.
Mãos à Bíblia |
1. O mesmo estilo e vocabulário parecem indicar que o autor de 1, 2 e 3 João é o mesmo. O que essas três epístolas nos dizem sobre ele? Procure perceber algumas das palavras que ele usa para aqueles a quem se dirigiu nas epístolas. 1Jo 1:1-3; 2:1, 18; 4:4; 2Jo 1, 12; 3Jo 1, 13, 14 A semelhança íntima das frases e temas com o Evangelho de João, bem como o testemunho dos Pais da Igreja, revelam que o autor delas foi o apóstolo João. |
Gayle Hill | Medford, EUA
![]() |
|
| Somente Jesus |
Do ponto de vista literário e de oratória ela é perfeita: uma mensagem complexa escrita com palavras simples; uma mensagem urgente dada em tons suaves. Contudo, a verdadeira beleza de 1, 2 e 3 João é a fonte de sua credibilidade. Usando nada mais que sua experiência, João escreve três breves “memorandos internos” às igrejas de seu tempo – memorandos que foram fundamentais para redirecionar a igreja de volta a seu caminho cheio de propósito.
Denunciá-los (1Jo 1:1, 3, 5-10; 2:1-9). Compreender as cartas joaninas requer um conhecimento básico de gnosticismo. Durante a época de João, essa teologia se tornou tão disseminada que muitos membros da igreja estavam apostatando (1Jo 2:19).
Os gnósticos separam os seres humanos em duas metades distintas – a carne, que é má, e o espírito, que é bom. Isso leva a um questionamento das crenças cristãs:
1. Os gnósticos diziam não ser possível que Deus, o Espírito Perfeito, assumisse a carne, o supremo mal. Portanto, alguns acreditavam que Jesus não tinha qualquer humanidade em Si, e que Seu corpo era uma ilusão. Outros gnósticos acreditavam que a divindade de Jesus residiu em Seu corpo só entre Seu batismo e crucifixão.
João respondeu com uma forte defesa baseada na experiência pessoal. Seu alvo era denunciar o gnosticismo, provando que Jesus era simultaneamente divino e humano. Usando o pronome “nós”, João se referiu aos outros discípulos e a si mesmo como aqueles que ouviram, viram e tocaram Jesus (1Jo 1:1). Esses encontros de primeira mão com Jesus eram suficientemente recentes de se comprovar, porque havia mais de uma testemunha de Sua vida na Terra como homem e Deus encarnado. Muitos dos discípulos que andaram com Ele estavam vivos quando João escreveu, tornando possível que os crentes mais jovens experimentassem vicariamente a mesma coisa que eles haviam experimentado. João os convidou a fazer exatamente isso a fim de que fortalecessem sua fé (1Jo 1:3).
2. Os gnósticos escolhiam um dentre dois estilos de vida extremados. Alguns viviam uma vida hedonista, dizendo que, uma vez que só importa a bondade do espírito, o corpo pode fazer tudo o que quiser. Outros viviam uma vida ascética, dizendo que, já que o corpo é mau, deve-se negar a ele todo prazer.
João respondeu que corpo e espírito não podem ser separados; ambos são partes de uma pessoa, que deve dar contas de seus atos como uma unidade, um indivíduo. A única maneira de distinguir o mal do bem é notar a ausência ou a presença de Deus. Usando a conhecida analogia da luz (1Jo 1:5-10), João escreveu que há dois estilos de vida – um, da luz, que inclui o sangue purificador de Jesus e a comunhão com outros cristãos; o outro, das trevas, em que as escolhas são guiadas pelo eu, e que leva à destruição.
“Há uma prevalência do gnosticismo hoje na igreja moderna e na igreja emergente. Isto é, a crença de que os pecados que cometemos na carne não são realmente tão consideráveis assim, e não afetam significativamente nosso relacionamento com Deus ou com a eternidade. A ideia de que, conquanto os pecados da carne não sejam o desejável, também não afetam muito a eternidade, é apoiada pela ideia de que o que realmente importa é o que ‘cremos’ em nossa mente e ‘sentimos’ em nosso coração.
“Os gnósticos não acham que isto seja possível – fazer morrer o pecado e nos arrependermos do pecado quando ele se revela em nossa vida. Eles estão se esquecendo de que quando estamos em Cristo é como se tivéssemos morrido com Ele e tivéssemos ressuscitado com Ele em novidade de vida, tendo vitória sobre o pecado e a morte. Essa novidade de vida começa imediatamente e a vitória sobre o pecado está imediatamente à disposição e deve começar a produzir resultados. É sobre isso que João está falando. O que fazemos na carne, em e com nosso corpo, importa. Isso revela nosso coração e é um indicativo que mostra se verdadeiramente nos submetemos a Cristo, aceitamo-Lo como Salvador, e permanecemos apenas nEle.”*
Aceitá-Lo (1Jo 2:2). A resposta de João a toda a confusão causada pelo gnosticismo foi simples: olhe para Jesus. Primeiro, para enfatizar que Jesus é tanto divino quanto humano, João fala detalhadamente de Seu papel como nosso Advogado. Depois, chama a atenção para a vida e ensinos de Jesus que iluminam o que as pessoas têm conhecido e praticado ao longo de gerações.
João está dizendo: Eu dou meu testemunho em favor de Jesus, e você também pode fazê-lo! Simplesmente experimente-O, e você poderá ser uma testemunha pessoal. Sabemos que verdadeiro amor por Deus resulta em obediência (1Jo 1:5-7), mas a vida de Jesus na Terra mostra como o amor a Deus resulta em mais do que obediência à lei. Ele nos mostra como o amor entre Deus e os seres humanos é um relacionamento de três vias: o amor de Deus por nós é expresso em perdão; nosso amor por Deus resulta em obediência ao amor de Deus; o fato de Deus e nós partilharmos de um relacionamento íntimo resulta em amor por outros.
João mostra como o corpo e a natureza espiritual são interdependentes; como a fé resulta em atos; como a salvação não pode ser uma crença que é contradita por nosso estilo de vida. Essas epístolas defendem enfaticamente o resultado do incompreensível ato de amor divino ao permitir que Jesus Se tornasse homem e tomasse a cruz do pecado. Deus o fez para que pudéssemos usar Seu poder divino a fim de vencer o mal, de forma que pudéssemos viver divinamente apesar do pecado.
Um Jesus divino Se tornou plenamente humano para que pudéssemos ser “divinos”, sendo humanos.
*“Are you a modern-day gnostic? Maybe you know one.” Domingo, 27 de maio de 2007. Extraído em 14 de abril de 2008 de www.transformeddaily.com
Mãos à Bíblia |
2. Que assuntos principais João menciona em sua segunda epístola? 2Jo 1-3; 2Jo 4; 2Jo 5, 6; 2Jo 7-11; 2Jo 12, 13 Em 2 João, o apóstolo expressa gratidão porque os “filhos da senhora eleita” (membros da igreja) andam na verdade. Ele também menciona o amor e a obediência e, então, concentra seu discurso nos falsos mestres que já havia mencionado na primeira epístola. Ele emprega novamente a expressão anticristo. Na conclusão, João expressa o desejo de visitar membros daquela igreja. Ele também transmite saudações. Enquanto 1 e 2 João advertem contra os falsos mestres, 3 João mostra como se deve resolver problemas de liderança na igreja. |
Fylvia Fowler Kline | Medford, EUA
![]() |
|
| Luz e não trevas |
“O Senhor ama Seu povo, e deseja levá-los passo a passo para a frente, sob a bandeira da verdade, que é a mensagem do terceiro anjo. ... Nestes últimos dias temos o benefício da sabedoria e experiência dos séculos passados. Os homens de Deus, santos e mártires, fizeram confissão de sua fé, e o conhecimento de sua experiência e seu ardente zelo em favor de Deus são transmitidos ao mundo nos oráculos vivos. ... Este legado hereditário foi recolhido por testemunhas fiéis, para que a brilhante luz que sobre eles incide, em forma de conhecimento de Deus, iluminasse os que vivem nestes últimos dias; e enquanto apreciam esta luz, prosseguem para o recebimento de cada vez mais. ...
“A Fonte de toda a luz convida-nos ainda para absorver-lhe os raios. A luz não é colocada onde os seguidores de Cristo não possam obter os seus benefícios. Não é excluída do mundo, de modo que seu brilho não possa aumentar, cada vez mais claro e mais abundante, sobre todos os que aproveitaram bem a luz que Deus lhes deu.
“O povo de Deus, nestes últimos dias, não deve preferir as trevas à luz. Devem buscar a luz, esperar luz. ... A luz continuará a brilhar em raios mais e mais brilhantes, revelando cada vez mais distintamente a verdade tal qual é em Jesus, para que corações e caracteres humanos possam aperfeiçoar-se, e ser espancada a treva moral, que Satanás procura trazer sobre o povo de Deus. ... Ao nos aproximarmos do fim do tempo, haverá necessidade de mais profundo e mais claro discernimento, mais firme conhecimento da Palavra de Deus, uma experiência viva, e a santidade de coração e de vida que temos de possuir para servi-Lo” (Ellen G. White, Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 347).
Mãos à Bíblia |
3. João nos diz, repetidamente, por que escreveu sua primeira epístola. Quais foram os motivos? (a) 1Jo 1:4; (b) 1Jo 2:12-14; (c) 1Jo 5:13 Todas essas declarações são positivas e afirmativas. Porém, o contexto mostra que devem ser entendidas tendo em vista os sérios problemas existentes nas igrejas a que 1 João foi dirigida. Essa epístola faz declarações fortes sobre falsos mestres. Eles são chamados de anticristos. O termo é encontrado quatro vezes em 1 João e uma vez em 2 João. Além dessas aplicações, não é usado em nenhum outro lugar da Bíblia. Esses anticristos tinham ideias errôneas sobre Jesus Cristo, as quais afetavam o estilo cristão de vida. Naturalmente, João sentiu a necessidade de enfrentar esses ensinos, e fez isso de maneira poderosa e inflexível. |
Robin Lovelace | Central Point, EUA
![]() |
|
| Amor |
O trio de cartas escritas pelo apóstolo João aborda questões de sua época e retrata uma estrutura para o amor cristão num mundo pecaminoso. Podemos verificar a autoria dessas cartas porque a linguagem e o tom são muito semelhantes aos do Evangelho de João. Há frases e ideologias comparáveis em todos esses quatro livros, e há várias referências à experiência em primeira mão de João como testemunha ocular da vida, morte e ressurreição de Cristo (1Jo 1:1, 7; 4:9, 14; 2Jo 12; 3Jo 12).
Quando João escreveu as três cartas, já era um homem idoso, presumivelmente o último apóstolo vivo. Ele escreveu de Éfeso, uma cidade na província da Ásia. Éfeso (localizada na moderna Turquia) era um local ideal por causa de sua proximidade das sete igrejas da Ásia. Portanto, a correspondência podia ser facilmente enviada, através de amigos de confiança, a partir da encruzilhada que intersectava as igrejas.
João escreveu suas três cartas durante uma época tumultuada na igreja cristã. Jerusalém já havia sido subvertida pelos dominantes romanos anticristãos em 70 d.C. Indivíduos erroneamente esclarecidos tentaram introduzir conceitos incorretos sobre a encarnação e a ressurreição de Cristo. Essas falsas doutrinas e convicções penetraram na fé cristã primitiva. João tinha que tomar medidas decisivas!
Primeira João é uma resposta direta aos problemas mundanos que envolviam o povo de Deus. O tema, do começo ao fim, é o amor. Quando somos abraçados pelo amor de Cristo, refletimo-Lo perante outros. Também mostramos nosso amor aderindo a Seus mandamentos. João viveu uma vida de amor cristão. Muitas vezes se relata que ele dizia, quando estava velho demais para pregar: “Filhinhos, amem-se uns aos outros... se isso for feito, não é preciso mais nada.”*
Após lermos as três cartas, não podemos deixar de concluir que João emanava o amor de Cristo a outros. Ele desejava dar à igreja cristã primitiva conselhos para evitar as loucuras do pecado. Essas antigas palavras são aplicáveis e muito apropriadas hoje em dia. Ao ponderarmos na guerra, no ódio e nas muitas outras consequências do pecado, precisamos nos lembrar do dom de Jesus à humanidade (1Jo 3:16). Não receberemos Seu amor se não pudermos conceder esse amor à humanidade.
*F. F. Bruce, Bible Commentary (Grand Rapids, Mich., Zondervan Publishing, 1979), p. 1582.
Mãos à Bíblia |
4. Jesus é mencionado ao longo de 1 João. Ele é o personagem central desse livro. Quem é Ele, de acordo com a epístola? (a) 1Jo 1:1; (b) 1Jo 1:3; 4:15; (c) 1Jo 2:1; (d) 1Jo 2:22; (e) 1Jo 4:14 Talvez os membros da igreja e os falsos mestres concordassem sobre a natureza divina do Pai. Mas discordavam a respeito da humanidade e divindade do Filho. A questão era se Jesus “havia vindo em carne” (1Jo 4:2) ou não, e se era “o Cristo” (1Jo 2:22). Mesmo em nossos dias, alguns, inclusive cristãos, pensam que Jesus não passa de um ser humano maravilhoso. No entanto, João é claro: se você tem conhecimento sobre Jesus, mas não O aceita como Messias e Filho de Deus, então você não pode manter um relacionamento de salvação com Deus, o Pai. |
Tonya Mechling | Medford, EUA
![]() |
|
| Não deste mundo |
As três epístolas de João transcendem gerações. Falam a uma igreja em turbulência – perdida, confusa e abundante em hipocrisia. Elas tranquilizam uma igreja jovem que precisa desesperadamente de conselho e que espera fervorosamente a vinda do Senhor. Trazem a esperança da salvação àqueles que permanecem em Cristo e refletem Seu amor. Falam às três igrejas em Corinto. Falam à igreja adventista hoje.
João nos mostra o modo em que nós, como igreja, devemos agir. Não devemos amar “de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (1Jo 3:18). Contudo, ele fala de pessoas que agem de maneira contrária. É fácil nos tornarmos desiludidos em um ambiente onde as pessoas dizem que estão na luz, mas odeiam seu irmão ou irmã (1Jo 2:9). É frustrante quando vemos falhas na mesma igreja e nos mesmos membros de igreja em que buscamos apoio espiritual.
Como podemos permanecer focados em Cristo e Seu evangelho apesar de todas as distrações que há ao nosso redor? Em suas cartas, João nos mostra como:
1. Não somos deste mundo. Quando encontramos coisas feias nesta vida, precisamos nos lembrar de que elas não vêm de Deus (1Jo 2:16). Muito embora essas coisas possam ser evidentes em nossa própria igreja, não fique desanimado. Isso não é um verdadeiro reflexo de Deus, mas do mundo.
2. Cristo é nosso Advogado. Todos nós falharemos em nossa caminhada com Deus. É da nossa natureza fazer isso. E quando o fazemos, que bênção é saber que Jesus está diante do Pai em nosso favor (1Jo 2:1). Deus nos ama tanto que nos chama de Seus filhos e filhas (1Jo 3:1).
3. Devemos amar acima de tudo o mais. O infinito amor de Deus se manifestou no dom de Seu Filho. Como cristãos, é nosso dever refletir esse amor em tudo o que fazemos (1Jo 4:11). E é esse amor que dá a esperança e a certeza sobre as quais está baseada nossa fé. Ele nos capacita a olhar para além da mesquinhez deste mundo, à salvação e à eternidade com nosso Criador (1Jo 4:17, 18).
Mãos à Bíblia |
As epístolas de João não só mostram Jesus sob perspectivas diferentes, dizendo que Ele existe desde o princípio (1Jo 1:1), veio em carne (1Jo 4:2), e permaneceu justo, puro e sem pecado (1Jo 2:1; 3:3, 5); como também enfatizam Seu ministério. Quem é Jesus e o que Ele faz são questões profundamente relacionadas. Negar Sua divindade ou humanidade também significa negar Seu ministério como Salvador e Senhor. 5. O que João nos diz sobre o ministério de Jesus? Que promessas temos por causa do que Jesus fez ou está fazendo por nós agora? (a) 1Jo 1:7; (b) 1Jo 3:8; (c) 1Jo 3:16; (d) 1Jo 5:18 |
Jezaniah Fowler Kline | Medford, EUA
![]() |
|
| O fio comum |
O interesse em reality shows vem da ideia que, porque não há um roteiro, não se sabe o que vai acontecer. A verdade é que, se você assistir a vários desses shows (mas não vale a pena o esforço), começa a distinguir o mesmo padrão. Tudo começa ótimo, com alguns estranhos numa casa, todo mundo sendo bonzinho e amigo, mas é só eles se sentirem à vontade para você começar a ver as rachaduras abertas por nossa natureza humana.
Esse foi um problema dentro da igreja primitiva. Tudo tinha começado ótimo com novos membros, novas ideias, e uma nova mensagem a partilhar. Mas as pessoas estavam começando a se sentir à vontade. Logo as rachaduras estavam começando a aparecer nessa nova família. João declara em 1 João 1:6: “Se dissermos que mantemos comunhão com Ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade”. Esses novos crentes estavam colocando suas necessidades na frente de Deus e de outras pessoas. João os lembrou de que se eles odiassem seus irmãos e irmãs, andariam em trevas. Ele escreveu a uma respeitada senhora para que tivesse cuidado com os que estão no mundo, enganando os fiéis seguidores de Deus. A terceira carta foi escrita para seu amigo de confiança Gaio, encorajando-o a continuar mostrando hospitalidade aos obreiros itinerantes que estavam sendo maltratados por um líder da igreja.
O fio comum em todas as cartas se encontra em 1 João 4:7 e 8: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” É como se ele estivesse tentando dizer: “Quando você ama seus irmãos e irmãs como a si mesmo, isso preenche as rachaduras abertas por nossa natureza humana.”
E aqui está o problema com 1, 2 e 3 João e os reality shows. Se seguíssemos o conselho de João e nos amássemos uns aos outros como Deus nos ama, não haveria nenhuma das coisas de mau gosto que as pessoas estão dispostas a fazer só para ser vistas. Muitas vezes fico pensando se aqueles que gostam de usar em seu veículo adesivos mostrando João 3:16 também pudessem colocar 1 João 4:7 e 8 do outro lado. Esse, sim, seria um reality show que valeria a pena assistir!
Mãos à obra |
1. Pense numa ocasião em que você tentou contar a um amigo algo incrível que você viu ou experimentou. Seu amigo acreditou prontamente no que você estava dizendo? Ou considerou aquilo fantástico demais para ser verdade? Compare isso com o desafio enfrentado pelos apóstolos ao descreverem sua experiência com Jesus para aqueles que nunca O tinham visto. 2. Faça um desenho ou cartaz sobre o que Jesus significa para você, sem usar palavra alguma. 3. Observe, na natureza, evidências de que Deus é amor. Partilhe suas observações com sua unidade da Escola Sabatina nesta semana. 4. Asse um bolo para sua unidade da Escola Sabatina, no qual você tenha escrito referências bíblicas ao amor de Deus encontradas em 1, 2 e 3 João (ver, por exemplo, 1 João 1:9; 2:5; 3:1; 4:7; 2 João 3; 3 João 6; etc.). 5. Pense em algumas maneiras criativas por meio das quais você pode partilhar o amor de Deus com as pessoas que o cercam. |
Cynthia Ward | Medford, EUA