| Lição 13 | 20 a 25 de setembro |
Luta pelo poder |

“Imite o que é bom e não o que é mau. Quem faz o bem é de Deus, e quem faz o mal nunca viu Deus” (3Jo 11). |
Prévia da semana: Desde o tempo de João, tem havido crises de liderança na igreja. Somos chamados a apoiar a liderança e dar bom exemplo para os que nos conhecem.
Leitura adicional: Caminho a Cristo, p. 77-83
Domingo, 20 de setembro |
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| Qual dos pais? |
Mariah, a menina de 13 anos, estava sentada, aturdida, na sala do juiz. Tudo o que ela conseguia ouvir era a atormentadora pergunta dele: “Qual dos pais?” O casal Gregory havia estado casado por quase 15 anos. Ambos estavam empregados e proviam um estilo de vida confortável para a única filha. Iam a parques de diversões, praias e muitos outros locais de férias, o que, na mente de Mariah, solidificava seu conceito de laço familiar forte e impenetrável.
Mas, de repente, o mundo de Mariah desabou. Seus pais estavam buscando o divórcio, e os dois queriam Mariah. Os pelos de seus braços estavam arrepiados, indicando medo e desconforto. Ela então começou a voltar à realidade, e ouviu o juiz dizer: “Eu sei que isto é difícil para você. Mas preciso da sua ajuda para decidir o melhor lugar para você viver. Qual dos pais?” Ela estava no meio de uma luta por poder. Foi naquele momento que Mariah ouviu as palavras de encorajamento de sua avó: “Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em Ti” (Is 26:3). Ela sabia que sua única saída era confiar em Deus. E então orou: “Deus, eu amo meus pais e acho que é realmente injusto que eu tenha que tomar uma decisão tão difícil. Então, estou dependendo de que o Senhor me envie uma resposta.”
Nesse momento, um meirinho entrou na sala e sussurrou algo ao ouvido do juiz. A testa do juiz se franziu enquanto ele assimilava a informação fornecida. Enquanto o meirinho saía da sala, surgiu um sorriso na face do juiz. “Jovenzinha, seus pais decidiram ficar juntos e assistir a sessões de aconselhamento, mas enquanto isso você vai morar com seus avós.”
Muitos de nós já passamos por algum tipo de provação envolvendo luta pelo poder. Pode ter sido uma luta pelo poder entre você e um gerente no trabalho, ou entre você e um de seus pais, ou entre você e seu cônjuge. E todos nós estamos envolvidos na suprema luta pelo poder entre o bem e o mal, entre Cristo e Satanás. Felizmente, essa é uma luta pelo poder que é ganha para nós quando escolhemos a Cristo, pois Deus nunca nos abandonará, mesmo em meio à mais formidável luta pelo poder.
Tire tempo agora para ler 3 João. Note as lutas pelo poder sobre as quais João escreveu. Ao estudar o resto da lição desta semana, pense sobre como essas lutas são manifestas em sua vida e como Deus está ajudando você a vencê-las.
Mãos à Bíblia |
1. Que informações temos sobre Gaio em 3 João 1-4? 2. Como cristãos, o que significa amar uns aos outros? Como demonstramos esse amor? Veja 1 Coríntios 13. |
David Allen Jacobs | Helena, EUA
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| Poder |
Lutas pelo poder (Is 14:13, 14). Sandra e o marido contendiam numa calorosa discussão quando o conselheiro perguntou: “Vocês querem ser felizes, ou vocês querem estar certos?”
A tensão parecia chegar ao auge quando os membros da igreja exigiam ou uma explicação ou a renúncia do pastor, que, embora fiel, estava agora sendo acusado.
O gerente, pálido, diz ao empregado: “Ou é do meu jeito, ou rua!”
Dois colegas de classe dividem dolorosamente seu dormitório em partes iguais, cada um desafiando o outro a “cruzar a linha”.
Um pai idoso recusa dar liberdade ao filho adulto, ignorando a necessidade de independência, autonomia e respeito daquele filho.
Algum desses cenários lhe parece incrivelmente familiar? Talvez sim, ou talvez não; mas essas são o que os autores contemporâneos definem como lutas pelo poder.
A retórica é mais ou menos esta: se eu não posso fazer você ver as coisas do meu modo, se eu desejo algo que você tem, se sinto uma necessidade exagerada de defender o que é meu, ou se você não quer fazer as coisas do meu jeito, então, apesar de sua resistência, isso vai lhe custar algo. A essa altura, a pessoa decide aplicar poder, negar amor ou decretar alguma consequência punitiva. Inicia-se uma luta pelo poder.
A igreja não é imune (3Jo 9). As lutas pelo poder são endêmicas em todas as facetas da vida. Podem ocorrer em relacionamentos ou no emprego, na sala de aula, dentro das famílias ou também em nossa vida espiritual. Na verdade, nossa sociedade hoje está infestada da necessidade de poder. “Um traço comum e quase adorado da existência humana é o poder. Poder para manipular. ... Poder para fazer as coisas acontecerem. Poder para obter o que desejo. Poder para conseguir que você faça o que eu quero”, diz Steven Haley.
A estarrecedora realidade, contudo, é que a igreja não está imune a essa doença. Do púlpito ao banco (e eu poderia acrescentar: de volta do banco ao púlpito), as lutas pelo poder surgem sorrateiramente. Como isso acontece? E que solução a Bíblia oferece?
Primeiro vamos definir o que é poder. O dicionário de Webster define poder como “uma pessoa ou coisa que tem grande influência, força ou autoridade”. Então, onde entra a luta? O poder só se torna uma luta quando passa de influência a manipulação direta.
O poder é expresso em termos relacionais. Se examinarmos a Bíblia, encontraremos muitos exemplos positivos de poder usado corretamente. Contudo, também encontramos muitos exemplos de luta pelo poder. É mais ou menos confortador saber que não somos os únicos a experimentar essas provações. Romanos 15:4 afirma isto, lembrando-nos que “tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança”.
Portanto, olhemos para algumas histórias da Bíblia a fim de descobrir como nossos predecessores espirituais lidaram com essa questão.
Moisés esteve dolorosamente próximo das lutas pelo poder. Números 16 nos leva de volta a um dia em que três homens lideraram uma rebelião. Vemos que as lutas pelo poder podem acontecer quando alguns estão insatisfeitos com a liderança. Começou com Coré, o líder daquele movimento. Ellen White escreve que “era homem de habilidade e influência. Embora designado para o serviço do tabernáculo, descontentara-se com sua posição, e aspirara à dignidade do sacerdócio” (Patriarcas e Profetas, p. 395). Ela prossegue dizendo que ele “finalmente concebeu o ousado plano de subverter tanto a autoridade civil como a religiosa” (Ibid.). Pela sua dureza de coração, os rebeldes acabaram sendo destruídos.
O que podemos aprender desta luta pelo poder?
Lição 1: o orgulho e a ambição abrem a porta à inveja e à luta pela supremacia. (Ver Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 403, 404.)
Lição 2: persistir numa luta pelo poder não vale a pena e não resulta em lucro. Saul perpetrou uma luta pelo poder entre si próprio e Davi. Primeiro Samuel 24:4-8 realça o clímax de uma distorcida perseguição de gato e rato e uma luta entre esses dois homens. A luta de Saul pelo poder é de certa forma um paradoxo. Sendo que ele já era rei, tinha o poder do rei. Então, para que lutou tanto? Perdeu seu próprio destino real por desobedecer a Deus num teste anterior com os amalequitas. Sua escolha acabou afetando seu destino espiritual.
Com Saul, podemos aprender o seguinte:
Lição 3: suas lutas foram alimentadas pelo ciúme. Ele via Davi como uma ameaça porque Davi era dotado do que ele havia perdido: favor de Deus.
Lição 4: é melhor obedecer do que sacrificar (1Sm 15:22). Não vale a pena sacrificar seu relacionamento com Deus pela gratificação temporária do poder.
E, por último, mas não menos importante, encontramos sábio conselho e consolo oportuno para nós em 1 Pedro 5:2 e 3. Aqui o apóstolo encoraja a liderança: “Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho” (NVI). Em João 13:1-12, a Bíblia claramente nos dirige a servir a outros e a controlar a nós mesmos. Nosso dever espiritual nos leva a fazer a nós mesmos a pergunta: “O que estou disposto a sacrificar por Cristo? Como Deus usa Seu poder para me salvar, me redimir e me amar?”
Em última análise, isso não tem que ver com quem podemos controlar, mas com quem nos controla. Quem é realmente a pessoa influente em nossa vida? É Jesus Cristo?
“‘Não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito’, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4:6, NVI).
Mãos à Bíblia |
3. Qual era o costume de Gaio e de sua igreja para com os estrangeiros? 3Jo 5-8. Que lição importante existe para nós nesse texto? No tempo de João, alguns missionários itinerantes pregavam gratuitamente o evangelho e precisavam de algum alimento e um lugar para passar a noite. Ao contrário dos heréticos, esses missionários eram pessoas dedicadas a Deus em todos os sentidos. Gaio os apoiava e lhes oferecia hospitalidade. 4. Leia Apocalipse 14:6. Quem é esse anjo, e quão abrangente é sua missão? Devemos ter consciência de nosso chamado para apoiar o trabalho de anunciar o evangelho em todos os lugares do mundo, qualquer que seja nossa posição e nosso papel. |
Paula Louise Thompson | Helena, EUA
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| Amor versus poder |
É evidente que a principal causa da luta pelo poder dentro da igreja é a falta de amor em nível individual. Contudo, uma conscientização do amor de Deus por nós individualmente e uma extensão desse mesmo amor a nossos irmãos e irmãs ajuda a resolver essas lutas pelo poder.
“Depois da descida do Espírito Santo, quando os discípulos saíram para proclamar um Salvador vivo, seu único desejo era a salvação dos perdidos. Rejubilavam-se na doçura da comunhão com os santos. Eram ternos, prestativos, abnegados, voluntários em fazer qualquer sacrifício pelo amor da verdade. Em seu contato diário entre si, revelavam aquele amor que Cristo lhes ordenara” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 547).
“Mas gradualmente se operou uma mudança. Os crentes começaram a olhar os defeitos uns dos outros. Demorando-se sobre os erros, dando lugar a inamistoso criticismo, perderam de vista o Salvador e Seu amor. Tornaram-se mais estritos na observância de cerimônias exteriores, mais estritos no tocante à teoria que a prática da fé. Em seu zelo para condenar a outros, passavam por alto próprios erros. Perderam o amor fraternal que Cristo lhes ordenara, e, o que é mais triste, não tinham consciência dessa perda. Não reconheceram que a felicidade e a alegria lhes estavam abandonando a vida, e que, havendo excluído o amor de Deus do coração, estariam logo andando em trevas” (Ibid., p. 548).
“Não é a oposição do mundo o que mais ameaça a igreja de Cristo. É o mal abrigado no coração dos crentes que acarreta suas mais graves derrotas, e mais seguramente retarda o progresso da causa de Deus. Não há maneira mais certa de debilitar a espiritualidade que acariciar a inveja, a suspeita, a crítica e as vis desconfianças. Por outro lado, o mais forte testemunho de haver Deus enviado Seu Filho ao mundo é a existência de harmonia e união entre os homens de variados temperamentos que compõem Sua igreja” (Ibid., p. 549).
“Os que nunca experimentaram o amor terno e cativante de Cristo não podem guiar outros à fonte da vida. ... Para ter êxito em seus esforços devem os obreiros cristãos conhecer a Cristo; e para conhecê-Lo, precisam conhecer Seu amor” (Ibid., p. 550, 551).
Mãos à Bíblia |
5. Leia Marcos 9:35. Que importante princípio cristão existe nesse verso? Mais importante, como colocá-lo em prática? 3Jo 9, 10 6. Qual era o problema com Diótrefes? Pelas poucas informações que temos, qual era a atitude dele para com a liderança da igreja? 3Jo 9, 10. Veja também Is 14:13, 14; Mt 12:37; 18:3-6; Fp 2:3. Diótrefes procurava firmar-se como o único líder da congregação ou, pelo menos, manter o controle. Rejeitava arrogantemente a autoridade do apóstolo João e de outros. Diótrefes havia ido além e caluniado João. Essa era uma atitude perigosa, porque parece que Diótrefes queria agir de maneira independente dos líderes da igreja em âmbito maior. |
Alecia Salmon | Miami, EUA
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| Borbulhando acusações |
Por que Diótrefes estava tão agitado? Não sabemos exatamente qual era a questão doutrinária, mas será que o fato de que Diótrefes se opunha ao apóstolo do amor não nos diz nada? Os atos de Diótrefes também revelam sua falta de compreensão sobre o corpo de Cristo, a igreja e o ministério e, assim, sobre o meio da graça e até sobre a verdadeira fé.
Diótrefes estava proferindo contra os membros da igreja “palavras maliciosas” (verso 10). A palavra grega traduzida como “proferir” significa “borbulhar”, subentendendo muita espuma e ar quente, e que Diótrefes estava acusando João sem qualquer base na verdade. Além disso, interferia com aqueles que desejavam ajudar os irmãos, e os expulsava da igreja. A falsa natureza do ministério de Diótrefes é que ele vê o cargo público como o de um chefe. A congregação, para ele, não é manifestação visível da santa igreja cristã, mas meramente uma organização – seus subordinados.
De que forma João podia lidar com essa situação? Provérbios 26:4 diz: “Não responda ao insensato com igual insensatez, do contrário você se igualará a ele” (NVI). João não podia se rebaixar ao nível de Diótrefes e acusá-lo, pois isso daria credibilidade ao mexerico de Diótrefes. Contudo, Provérbios 26:5 diz: “Responda ao insensato como a sua insensatez merece, do contrário ele pensará que é mesmo um sábio” (NVI). João não podia deixar Diótrefes continuar livremente em sua rebelião, porque isso destruiria a igreja nascente. Responder ou não responder? Essa era a questão!
João declarou: “Se eu for, chamarei a atenção dele para o que está fazendo.” João não iria lutar com Diótrefes pela supremacia. Em vez disso, iria apresentar os atos de Diótrefes e deixá-los falar por si mesmos. Toda vez que surgem falsas acusações e falsos mestres, a melhor defesa contra eles é a verdade.
Às vezes, podemos com segurança escolher não responder. Contudo, muitas vezes teremos que nos levantar e enfrentar a oposição. Porém, mesmo nesse caso, não precisamos descer ao nível de contra-acusações e ataques pessoais, e não temos de dar credibilidade à especulação viciosa (ou alimentá-la) tentando explicar situações. Quando confrontados com uma luta pelo poder, sempre devemos permanecer em alto nível, não importa quão grande a tentação de descer o nível.
Mãos à Bíblia |
7. Que conselho deu João a Gaio e aos outros membros da igreja? 3Jo 11. Que advertência temos sobre um líder da igreja que age contrariamente aos princípios de Cristo? 8. O que sabemos sobre Demétrio? 3Jo 12 Demétrio foi um cristão gentio. Ele sustentou o apóstolo João e pode ter sido um de seus associados e um dos missionários itinerantes. Talvez o princípio mais importante que podemos tirar desse verso sobre Demétrio seja o poder da influência. Leia novamente o verso. Quem podia testemunhar sobre a “fidelidade” de Demétrio? Esse testemunho vinha de muitas direções. A lição é que, se vivermos de maneira cristã, se formos fiéis, os outros saberão. A pergunta é: Que tipo de testemunho estamos dando? |
Geoffrey Marshall | Kingston, Jamaica
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| Quem está no comando? |
A luta pelo poder é uma característica normal, embora pecaminosa. Basta olhar para um bebê, e você perceberá que ele nasceu com a necessidade de estar no controle. Um bebê chora quando deseja algo, e não vai parar de chorar até obtê-lo. Quando crianças, gostamos de argumentar, porque desejamos que todo mundo aceite nossas ideias. Como adultos, gostamos de provar nosso ponto de vista para mostrar que todas as outras pessoas estão erradas. Como Sansão, gostamos de ter poder sobre os nossos pais. Embora os pais dele fossem contra seu casamento com Dalila, ele o levou avante. Esse casamento mais tarde acabaria levando-o à morte.
Você já esteve numa situação em que duas ou mais pessoas desejavam assumir o controle? Já foi uma das pessoas que desejavam o controle? Todos passamos por nossos próprios episódios que evidenciam nossa necessidade de controle. Quer seja no local de trabalho, na escola ou em interações sociais do dia-a-dia, os conflitos envolvendo a necessidade de poder parecem estar em toda parte. Como podemos lidar com essas lutas pelo poder? Eis aqui algumas ideias:
Elimine a teimosia. Defenda a busca de um acordo. Toda vez que estão num conflito, as pessoas tendem a pensar sobre si mesmas, muitas vezes adotando mentalidade do tipo “ou você faz do meu jeito ou cai fora”. Quantas vezes você já forçou algo e conseguiu que as coisas fossem feitas do seu jeito? Será que o seu jeito era o melhor? Ou a situação acabou num desastre? Precisamos aprender que a teimosia leva ao desastre. Nosso jeito é cheio de imperfeições que muitas vezes deixamos de reconhecer. É importante eliminarmos nosso egoísmo e pensarmos nos outros. Fazer isso vai acalmar a mania da luta pelo poder.
Pare. Aperte o botão de pausa. Durante uma discussão, com frequência as pessoas dizem coisas das quais depois se arrependem. Pode parecer estranho parar para avaliar a situação durante uma discussão, mas pode resultar em algo positivo. Apertar o botão de pausa permite-nos considerar nossos atos e suas consequências, fornecendo assim uma perspectiva mais lógica que limita o conflito.
Volte-se para a Bíblia. Ore sobre o assunto. Não há escassez de lutas pelo poder na Bíblia. Ler e compreender esses exemplos pode nos dar novas ideias sobre como lidar adequadamente com nossas próprias lutas pelo poder. Além disso, a oração é importante para nos ajudar a encontrar uma saída para qualquer luta. A oração ajuda a aclarar a mente, permitindo que reavaliemos o foco e a situação de maneira cristã. Para assumir o controle de nossa vida, precisamos primeiro entregar esse controle da vida a Deus.
Mãos à Bíblia |
9. De acordo com o texto bíblico, como a igreja deve ser governada? Mc 10:42-44; At 6:1-7; 15:6, 22-25; 1Tm 4:14; Tg 5:14 O Novo Testamento se opõe ao caos e à anarquia na igreja. O próprio Jesus enfatizou que a igreja precisa de liderança, mas deve ser liderança servidora. |
Veniisa Williams | Teaneck, EUA
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| Tem que ser do meu jeito! |
Questions on Doctrine (Questões Sobre Doutrina, lançado em março em língua portuguesa pela CPB) foi um livro publicado pela Igreja Adventista em 1957. Ele apresenta respostas de líderes da igreja a perguntas feitas por certos escritores cristãos. O livro foi aclamado como um importante passo para apresentar o adventismo numa luz mais “positiva”, e foi o catalisador que ajudou o adventismo a se tornar mais aceitável na comunidade cristã mais ampla.1 Alguém pensaria que essa seria uma ocasião para regozijo. Infelizmente, esse não foi o caso.
O teólogo adventista M. L. Andreasen discordou da posição do Questions on Doctrine sobre a natureza de Cristo e Sua expiação, e começou uma campanha contra o livro e contra o adventismo por promover uma “visão errônea”. Isso promoveu divisões na igreja, e os efeitos dessa divisão continuam até hoje, quando vários ministérios independentes competem com o ramo oficial da igreja adventista.
Desejo olhar para três áreas com as quais creio que se poderia ter lidado de maneira diferente:
1. A liderança errou em não ter convidado o Dr. Andreasen para fazer parte do processo de revisão do livro. Não quiseram ter nada que ver com ele e o deixaram à margem, quando ele teria muita contribuição a dar. Mesmo com suas discordâncias, um convite aberto teria promovido a boa vontade.
2. O Dr. Andreasen errou em buscar fazer as coisas a seu próprio modo, não importando o preço. Suas convicções eram fortes, e lhe foi doloroso ver sua igreja tomar uma direção que ele considerava errada. Contudo, o que mais lhe importava era a maneira como via as coisas. Conquanto alguns possam dizer que sua raiva era justificada por ter sido desconsiderado, seus métodos divisivos não beneficiaram ninguém.
3. Em vez de facilitarem a discussão, alguns membros traçaram linhas de batalha. Embora, antes de sua morte, o Dr. Andreasen tenha se reconciliado com a igreja com respeito a seus métodos, a luta entre seus seguidores e a igreja continua até hoje.
João falou sobre o desejo de Diótrefes de ser o “primeiro”. Foi esse desejo que levou Lúcifer à rebelião; e ele está por trás de quase todas as divisões. Contudo, essa também pode ser a razão da queda daqueles que talvez estejam no lado correto, por se apegarem a seus métodos incorretos. Toda vez que surge uma luta pelo poder, precisamos nos lembrar de que “o poder não faz com que o indivíduo esteja certo”3 e de que “a resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira” (Pv 15:1).
Mãos à obra |
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Stuart Marshall | Kingston, Jamaica