Lição 3
12 a 17 de julho

Andando na Luz

Lição dos jovens 332009


“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9).

Prévia da semana: Só existe uma solução para o problema do pecado, e essa é Jesus. Ele é capaz e está disposto a nos perdoar, tão-somente se estivermos dispostos a confessar os pecados.

Leitura adicional: O Maior Discurso de Cristo, capítulo 4


Domingo, 12 de julho

Introdução
A verdadeira luz

É incrível como me acho em Teu favor. Embora injustamente abandonada, e depois de todos os erros tolos que cometi, e do fato de que, ocasionalmente, acho conforto na sombra do pecado, ainda me queres como Tua filha. Eu pouco entendia que Teus olhos ainda estão sobre mim, mesmo quando estou andando cegamente em meio às circunstâncias que desejarias que eu evitasse. E, muitas vezes, através daquele vácuo de trevas chego à luz. Pois realização é só tornar a verdade real e a verdade é quem e o que Tu és. Portanto, quando finalmente encontro a estrada iluminada, sei que não estou sozinha, pois ando na verdade, ando na Luz. E tudo isso inevitavelmente significa que ando Contigo.

Você já se viu tão envolvido numa conversa enquanto dirigia ou andava, que acabou num local totalmente desconhecido? Isso já me aconteceu várias vezes. O que torna essa situação irônica é que pode ocorrer não só no sentido literal, mas também no espiritual. Quantas vezes nos vemos no caminho errado, longe da luz de Deus, bem em frente ao pecado, sem entender ou perceber como chegamos lá?

É tão fácil sentir-se à vontade na escuridão e permanecer lá, mas como 1 João 1:5 diz, “Deus é luz, e não há nEle nenhuma escuridão”. Então como voltamos para a Luz e, subsequentemente, para a Verdade que se encontra nessa Luz? Em João 8:12, Jesus afirma: “Eu sou a luz do mundo; quem Me segue nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida.” Ah, se tomássemos nosso sistema de GPS celestial (a Bíblia) e seguíssemos a Jesus em nossa mente e coração de volta até a estrada da verdade e da luz! Só então teremos uma compreensão melhor do que significa andar na luz e nos desviar da escuridão do pecado.

Mãos à Bíblia

1. Que lição João quis ensinar ao dizer que “Deus é luz”? 1Jo 1:5. Veja também Sl 27:1; 36:9; Mt 4:16; Jo 3:19; 8:12; 12:46; 1Tm 6:16.

A palavra luz é usada em referência tanto a Jesus como ao Pai. A luz é a glória de Deus, e aponta para Ele como aquele que traz salvação. A imagem enfatiza também o conceito de verdade e revelação. E, especialmente em nosso contexto imediato, destaca Suas qualidades morais de justiça, santidade e perfeição (veja também 1 João 2:9).

2. Por que João não se contenta em dizer que Deus é “luz”, mas acrescenta que “não há nEle treva nenhuma”?

Acrescentando essa frase, o apóstolo destaca a perfeição de Deus nos termos mais fortes possíveis e Sua separação do pecado. Deus é pura santidade, bondade e justiça. Ele é, de certo modo, tão oposto ao pecado quanto as trevas são à luz.

Aiyana Davison | Loma Linda, EUA


Segunda, 13 de julho

Exposição
Deixe a luz dEle brilhar!

Aversão à luz (Jo 3:19; 8:12). É um fato científico e biológico que, quando você permanece no escuro por muito tempo, seus olhos se acostumam a ele. Torna-se fácil locomover-se na escuridão e fazer as coisas nas sombras. É também um fato espiritual que quando você permanece em escuridão espiritual por muito tempo, torna-se completamente acostumado a agir de maneira menos que piedosa. Toda a humanidade nasceu na escuridão do pecado. Davi declarou: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51:5). Essa é uma declaração sobre a realidade essencial de toda a humanidade.

Todos nascemos debaixo da escura cobertura do pecado, e nos é quase impossível reconhecer, e muito menos apreciar, a “luz da justiça”. Isso pode explicar por que os judeus da época de Jesus e todos nós, hoje, achamos difícil apreciar o fato de que Deus nos enviou a Luz, que é Seu Filho, Jesus Cristo. Amamos a escuridão porque ela é tudo o que sempre conhecemos. Mas o perfeito amor não quis nos deixar viver na escuridão! O Pai nos enviou Seu filho, a Luz, para que pudéssemos ver como estamos vivendo e como poderíamos estar vivendo (Jo 8:12). Jesus veio para nos salvar da escuridão do perpétuo e eterno pecado e para nos levar a um novo modo de vida. Ele veio para acender a “luz”, a fim de que pudéssemos vê-Lo como Ele realmente é.

A luz do amor (Jo 3:17, 19). Um dos maiores desafios que temos é aceitar a luz do amor de Deus. Na compreensão de João, a razão pela qual nosso Pai celestial enviou a Luz foi por causa de Seu amor por nós. Esse amor radical desafia nosso raciocínio humano. Lutamos para acreditar que a Luz não foi dada para nos condenar. Contudo, as Escrituras nos dizem que Deus nos enviou a Luz não para nos condenar, mas para nos salvar (Jo 3:17). A única condenação que recebemos é a que trazemos sobre nós mesmos ao amar nossas más obras mais do que amamos Aquele que veio salvar-nos delas (Jo 3:19). O que nos coloca em perigo é tanto nosso pecado quanto nossa resistência a Cristo. A razão pela qual os judeus do tempo de Jesus O rejeitaram é a mesma pela qual frequentemente rejeitamos Seu amor hoje. Mas a Luz de Deus nunca pode ser apagada. Seu amor e misericórdia estão à disposição de todos os que quiserem crer nEle. Nenhuma obra má pode vencer Seu Amor.

A luz da confissão (Rm 3:10-20; 1Tm 1:15; 1Jo 1:5-2:2). A escuridão do pecado nos engana e nos faz pensar que estamos vivendo melhor do que realmente estamos. Se você esteve na escuridão por tempo suficiente, pode locomover-se com algum grau de sucesso. Mas quando as luzes são acesas, você pode ver coisas que não podia ver antes. A verdade é que todos pecamos e continuamos a pecar (Rm 3:10-20). Jesus nos ajudou a ver nossa necessidade dEle quando veio a este mundo e nos mostrou Seu exemplo sem pecado e Seu perfeito amor.

A confissão e o arrependimento são a maneira como aceitamos Jesus e Seu perdão. A palavra “confessar”, no grego, significa “concordar”. Portanto, João está dizendo em 1 João 1:9 que se concordarmos com Deus que pecamos e que Ele é quem pode nos purificar, Ele nos perdoará. A confissão não é só uma declaração dos pecados que você cometeu. É concordar que você precisa de um Salvador e que Cristo é o único que pode purificar você de seus pecados e rebelião. Paulo confessou a Timóteo que ainda era um pecador (1Tm 1:15). Essa humilde confissão indicava sua compreensão da necessidade de confissão e arrependimento consistentes. Nunca podemos abandonar o pecado até acendermos a Luz sobre ele e reivindicarmos a Luz em quem e o que ela é. Jesus nos promete, através de Seu servo João que, se confessarmos, Ele nos perdoará e purificará. Afinal de contas, foi isso que Ele veio fazer.

A luz e a lei (Rm 3:19, 20; 1Jo 2:1, 2). A lei nos mostra como evitar andar na escuridão. Mostra como uma pessoa que está em Cristo deve aspirar a viver. Deus nos deu a lei para nos dar conhecimento de nosso pecado, mas nunca podemos ser justificados pela lei. E a lei também não deve ser o foco de nossa atenção. Toda vez que tivermos fixação por seus requisitos ficaremos desanimados por não conseguir guardá-la. Abandonar a escuridão do pecado não é um legalismo fanático que deixa a pessoa obcecada por cumprir a lei. Lembre-se: nossa justiça é como trapos imundos (Is 64:6). Mas, se confiarmos no Salvador, nossa vida será redimida da morte eterna, e brilharemos como a luz do caráter de Cristo, que é exemplificada na lei. Não podemos satisfazer às exigências da justiça, mas graças a Deus temos um Advogado que nos defende e que brilha mais que nosso pecado. Aceite Seu amor. Confie em Seu caráter. Ele é a luz do mundo!

Mãos à Bíblia

3. Quais são algumas das afirmações que João, nos versos 6, 8 e 10, tenta contradizer? Que falsas declarações estavam sendo feitas, e o que tinham em comum?

Muitas pessoas afirmam manter comunhão com Deus, mas, em realidade, andam nas trevas. Em contraste (v. 7), andar na luz traz consigo a verdadeira comunhão. Andar nas trevas significa viver em pecado. No verso 8, ele parece estar lidando com a crença de que os seres humanos não são pecadores, ensino contrário à mais básica doutrina cristã.

4. Por que a declaração de João, no verso 10, é tão importante? Quais são as implicações se dissermos que “não pecamos”?

Note a progressão nestes versos. No verso 6, as pessoas estão mentindo. No verso 8, elas tornam Deus um mentiroso. Obviamente, João entende a realidade e a seriedade do problema do pecado para a humanidade.

C. Wesley Knight | Riverside, EUA


Terça, 14 de julho

Testemunho
"Para Sua maravilhosa luz"

“Na manifestação de Deus a Seu povo, a luz fora sempre um símbolo de Sua presença. ... Deus é luz; e nas palavras: ‘Eu sou a luz do mundo’, Cristo declarou Sua unidade com Deus e Sua relação para com toda a família humana. Fora Ele que, no princípio, fizera com que ‘das trevas resplandecesse a luz.’ 2 Co 4:6. Ele é a luz do Sol, e da Lua, e das estrelas. Era Ele a luz espiritual que, em símbolo e tipo e profecia, brilhara sobre Israel. Mas não somente para a nação judaica fora dada essa luz. Como os raios solares penetram até aos mais afastados recantos da Terra, assim a luz do Sol da Justiça resplandece sobre toda alma. ‘Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo.’ ... ‘A todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus’” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 464).

“Cristo não encontra súditos já habilitados para o Seu reino, mas Ele os qualifica pelo Seu divino poder. Os que morreram [estavam mortos – N.T.] em ofensas e pecados são revividos para a vida espiritual. ... Cristo atrai-os para Si mediante invisível poder. Ele é a luz da vida, e os inspira com o Seu Espírito. Ao serem atraídos para dentro da atmosfera espiritual, veem que eles têm sido feitos o divertido objeto das tentações de Satanás, e que têm estado sob o seu domínio; mas quebraram o jugo das concupiscências carnais, e recusaram ser servos do pecado. ... Contemplando a Jesus, obedecendo as Suas ordens, cresceram no conhecimento de Deus e de Jesus Cristo a quem Ele enviou. Assim tornam-se mudados em sua imagem de caráter para caráter, até que ficam distintos do mundo, e deles pode ser escrito: ‘Vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz...’. 1 Pe 2:9 e 10 (Ellen G. White, Maravilhosa Graça [MM 1974], p. 50).

Mãos à Bíblia

De acordo com 1 João 5:17, o pecado é injustiça ou mau procedimento. É o afastamento da vontade de Deus. E esse afastamento leva à morte espiritual.

5. 1 João 1:7 e 9 contém promessas divinas a respeito da solução para o problema do pecado. Quais são elas e como podemos torná-las uma realidade em nossa vida?

O perdão dos pecados se tornou possível graças à morte de Cristo. Porque transgredimos a lei e, portanto, merecemos a morte, Ele morreu em nosso lugar e nos libertou da condenação eterna. Ainda mais, Seu sangue nos purifica de todo pecado. Porém, do nosso lado, a confissão dos pecados é necessária. A palavra confessar, em 1 João 1:9, pode significar admitir e também reconhecer. O texto não menciona a quem os pecados precisam ser confessados. Certamente, Deus está envolvido, porque na parte seguinte do verso, ouvimos que se os pecados forem confessados, Deus é fiel e justo e perdoará nossos pecados.

Anikah H. Salim | Loma Linda, EUA


Quarta, 15 de julho

Evidência
O diescurso de João sobre a Luz

A primeira epístola de João foi originalmente escrita em grego antigo pelo mesmo apóstolo que escreveu o evangelho de João. Primeira João foi escrita para refutar a heresia que declarava que Jesus não veio “em carne” (1Jo 1:1), mas como um “espírito”. Primeira João também define como os cristãos devem discernir os verdadeiros mestres: por sua ética, sua proclamação de Jesus em carne, e por seu amor. Primeira João 1 começa declarando que Cristo é a luz e nosso antídoto para o pecado.

Em vários lugares do Antigo Testamento, Deus é comparado à luz (Sl 27:1; 36:9). Além disso, o tema da luz/escuridão está presente em vários lugares em todo o Novo Testamento (Ef 5:8; 2Co 6:14). Quando João diz que não há escuridão nenhuma em Deus (1Jo 1:5), está sendo mais do que poético. Está apresentando um argumento teológico e filosófico, e este argumento é o seguinte: neste mundo encontramos o bem e o mal, a escuridão e a luz. Assim como não podemos remover a escuridão sem acrescentar luz, não podemos remover o mal sem fazer o bem.

João nota que não há comunhão na escuridão (1Jo 1:7). Isso ocorre porque as pessoas na escuridão não podem ver umas às outras. Se você andar na escuridão, você é sua própria autoridade, e tudo o que você faz é beneficiar a si mesmo. Aqueles que andam na escuridão estão inerentemente encerrados em si mesmos. Não é possível que pessoas egoístas construam uma comunidade, porque o egoísmo e a comunidade são conceitos contraditórios.

Quando andamos na luz, representamos a Deus no mundo. Qualquer comunidade que confesse uma coisa e aja de maneira contrária está enganando a si mesma. Se as pessoas sabem que Deus é luz, mas agem de maneira escura, minam a própria verdade da qual testificam. João insiste neste assunto construindo uma série de declarações paralelas começadas por “se nós”. Se, por exemplo, dizemos que temos comunhão enquanto andamos nas trevas, estamos mentindo. Essa linguagem direta aponta para a falta de sinceridade e hipocrisia entre os membros da comunidade. Como comunidade de Deus, precisamos nos lembrar de que a luz e a escuridão não têm nada a ver uma com a outra. As duas coisas não se sobrepõem; não podemos nos apegar a nosso pecado e também andar com Deus.

Mãos à Bíblia

6. Em 1 João 2:1, o apóstolo pede que não pequemos. Como devemos entender essa advertência?

João se dirige aos crentes com carinho e intimidade, chamando-os de “filhinhos” e contando-lhes uma razão para escrever sua epístola: Eles devem renunciar completamente ao pecado. Ao fazer isso, ele não está sugerindo que é possível uma existência completamente sem pecado, mas está pedindo que os cristãos se afastem de qualquer ato definido de pecado.

7. Por que João equilibra a advertência para não pecar com a frase “Se... alguém pecar”? Veja também 1Rs 8:46; Rm 3:10-20; 1Tm 1:15.

Esse é um claro reconhecimento da realidade do pecado na vida dos cristãos. Até mesmo cristãos consagrados e sinceros podem cometer pecados.

Carlene O. Fider | Loma Linda, EUA


Quinta, 16 de julho

Aplicação
Andando em direção à Luz!


Quando algumas pessoas têm uma experiência de quase-morte, elas creem ver uma luz brilhante, e creem que se escolherem ir para longe da luz irão viver, mas se escolherem andar em direção à luz, a cena seguinte será seu funeral. Contudo, a verdade é esta: devemos seguir a Cristo, a Luz do mundo. Neste caso, precisamos andar em direção à luz a fim de viver. O que significa seguir a Cristo na prática?

Mantenha seus olhos nEle. Você já seguiu o carro de um amigo para um lugar desconhecido? Você precisou manter os olhos fixos no carro dele. Quando ele virava, você virava. Quando ele parava, você parava. Você fez isso porque não queria se perder. Da mesma forma, estamos seguindo nosso caminho neste mundo. Não queremos nos perder, por isso precisamos manter os olhos em Cristo (Jo 8:12).

Mantenha-se ligado a Ele. É difícil seguir alguém em quem você não confia. Da mesma forma, se não temos um relacionamento real com Cristo, não podemos nos sentir seguros ao segui-Lo. Precisamos nos manter ligados a Ele ao passar tempo com Ele cada dia. Josué 1:8 fala sobre meditar na Palavra de Deus dia e noite. É assim que chegamos a conhecer a Cristo, a Luz em direção à qual estamos andando.

Despache sua bagagem. Se você já viajou de avião, pode apreciar a satisfação de ter todas as bolsas despachadas. Você não tem que ficar fazendo esforço para tirar suas malas do bagageiro acima do banco quando chega ao seu destino, e você não tem que se preocupar em ficar arrastando suas malas pesadas pelo aeroporto. Quando seguimos a Cristo, Ele nos chama a depor nossos fardos. Podemos ser livres se tomarmos Seu jugo. Pense em quão mais fácil e mais rápido podemos nos locomover quando não estamos carregando pesos. Jesus está nos convidando a despachar nossas malas com Ele e viajarmos livremente (Mt 11:29, 30).

Não desista. Como cristãos, estamos intimamente familiarizados com a luta. Experimentamos fracassos e derrotas. Apesar de tudo isso, precisamos perseverar. Provérbios 24:16 declara que os justos são distintos dos injustos em sua reação à calamidade. Os justos se levantarão ainda que caiam sete vezes. Nosso Deus é tão gracioso que, quando caímos, Ele nos levanta e nos ajuda a começar novamente.

Mãos à Bíblia

Jesus é nosso justo advogado, e intervém em nosso favor. A justiça foi atribuída a Deus o Pai em 1 João 1:9 (leia). É atribuída ao Filho em 1 João 2:1 (leia também), e é por causa de Seu caráter justo que Ele pode interceder por nós. Nosso perdão está garantido porque, por meio de Sua morte sacrifical, Jesus efetuou propiciação, ou expiação. Isso significa que Ele pagou a dívida que tínhamos e que jamais poderíamos pagar. João também descreve Jesus como sacrifício e intercessor. No contexto do testemunho do Novo Testamento, isso significa que Jesus viveu entre nós sem pecado, morreu na cruz, ressuscitou e ascendeu ao Céu, onde intercede em nosso favor.

Kimone A. Powell | Loma Linda, EUA


Sexta, 17 de julho

Opinião
A abordagem em três etapas

Alguns cristãos acreditam que confessar seus pecados é suficiente. Mas Cristo nos encoraja a abandoná-los também. A teoria é mais fácil que a prática? Não, na verdade. Sim, isso requer esforço, mas nada que valha a pena ser alcançado vem com facilidade.

Toda pessoa que é amada deseja ser conquistada e sentir-se como a menina dos olhos de seu (sua) pretendente. A pessoa deseja saber que seu (sua) pretendente está disposto(a) a andar uma milha extra para deixá-la feliz e satisfeita. Esse é o tipo de dedicação que Cristo deseja que tenhamos por Ele. Não diga simplesmente que O ama. Demonstre-o.

Para fazer isso precisamos seguir três regras: Primeiro, pratique as palavras de João 8:12, e siga a Cristo. Durante Sua estada aqui na Terra, Ele nunca pecou. Realizou esse feito aparentemente impossível confiando em Seu Pai para todas as Suas necessidades. Ao ser tentado por Satanás no deserto, Ele orou. Ao alimentar os cinco mil, Ele orou. Ao enfrentar Seus executores, Ele orou. 1 Tessalonicenses 5:17 nos aconselha a orar sem cessar.

A segunda regra está em Lucas 17:5. “Os apóstolos pediram ao Senhor: Aumente a nossa fé.” A fé não é tangível, e embora definida na Bíblia, ainda é um conceito com o qual muitos lutam. É difícil compreender como a fé opera e como captar sua realidade de difícil compreensão, mas sem ela “é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). Há numerosos relatos bíblicos de pessoas que expressaram fé. Quando Deus disse a Gideão que lutasse contra os filisteus com apenas 300 homens, ele descansou na fé. Quando Deus disse a Moisés que ele, um pastor de ovelhas, de voz vacilante, devia tirar os filhos de Israel do cativeiro do Egito, ele seguiu avante com fé. Quando o tio de Ester lhe disse que fosse perante o rei sem ser convidada, ela demonstrou fé.

Depois de você ter orado pelo que deseja, e depois de ter expressado sua fé em Deus, aja de acordo com ela. Essa é a terceira regra. Não fique sentado esperando que Deus carregue você. Levante-se e se mexa! Envolva-se. Trabalhe para o Mestre. Demonstre o quanto você O ama fazendo o que é necessário para abandonar o pecado. Isso pode exigir mudanças em seus hábitos e alterações em seu estilo de vida, mas no fim valerá a pena.

Mãos à obra
  1. Pense em maneiras práticas através das quais você pode iluminar a escuridão ao seu redor com a luz do amor de Deus.
  2. Escreva um poema sobre como a luz de Jesus afeta seu coração e o mundo ao seu redor.
  3. Parafraseie Mateus 5:14-16 usando figuras modernas.
  4. Examine seu coração à luz de 1 João 1:9.
  5. Pesquise como a mente interpreta o que os olhos veem. Pense sobre o que isso lhe diz a respeito do Criador e quais aplicações espirituais que você descobriu.

Carla Fider | Loma Linda, EUA