| Lição 4 | 19 a 24 de julho |
Andando na Luz: Guardando Seus Mandamentos |

“Se obedecemos aos mandamentos de Deus, então temos certeza de que O conhecemos” (1Jo 2:3). |
Prévia da semana: O verdadeiro conhecimento de Deus traz como resultado comunhão viva com o Senhor e relacionamentos amorosos dentro do contexto dos mandamentos divinos.
Leitura adicional: Marcos 12:28-34; John Bunyan, O Peregrino
Domingo, 19 de julho |
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| O lado mais brilhante |
Nem sempre é fácil fazer a coisa certa. O mundo de hoje oferece tantas opções para nos desviar do plano de Deus, fazendo com que cogitemos e até questionemos se o que estamos fazendo é necessário para nossa salvação. O maligno busca nossos pontos vulneráveis e tira vantagem de nossas falhas humanas ao trabalhar nossa mente para que se afaste cada vez mais da luz de Deus. Felizmente, servimos a um Deus que está bem ciente dos fardos que enfrentamos e que promete não colocar sobre nós mais do que podemos suportar. Leia 1 Coríntios 10:13.
Os cuidados deste mundo podem nos impedir de ver o que Deus tem reservado para nós. Eles podem nos deixar sentindo-nos esgotados e cheios de dúvidas. Com essa dúvida vem um sentimento de solidão e desigualdade, levando-nos a um caminho escuro. É nessa encruzilhada que temos de decidir que caminho tomaremos. A estrada que parece difícil e cheia de obstáculos não nos atrai em nosso estado de confusão e fadiga. Nossa mente, submissa à vontade de Satanás, faz com que temamos o pensamento de mais dificuldades, mais dor, mais tumulto e luta. Portanto, com pensamentos cansados e a alma derrotada, tomamos a estrada que oferece mais deleites e prazeres mundanos (uma estrada que requer pouco de nossa devoção, mas tudo de nossa mente e espírito), não sabendo que no fim dela há um abismo de lamentação e uma vida inteira de tristeza, um fim que não promete nada senão destruição e total separação de nosso Senhor e Salvador. “Há caminhos que parecem certos, mas podem acabar levando para a morte” (Pv 14:12).
A estrada menos viajada é a estrada que devemos tomar, a estrada que purifica e nos torna prontos para a salvação. As provas pelas quais passamos, os obstáculos que vencemos, a solidão que suportamos, tudo é um processo no qual nosso coração, mente e espírito é refinado para o Mestre. Deus prometeu nunca nos deixar sozinhos; e Ele deseja que a amizade seja um apoio em nossa caminhada cristã. “Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1Jo 1:7).
Mãos à Bíblia |
“Conhecimento” (gnosis) era uma palavra muito importante na religião dos primeiros séculos depois de Cristo. Provavelmente, no segundo século, foi transformado em uma heresia chamada gnosticismo. No gnosticismo, havia pouca preocupação com o comportamento moral. A ênfase estava na experiência mística e mitos fantasiosos sobre Deus e a natureza da humanidade. A salvação era obtida através desse conhecimento secreto, e não por um relacionamento de fé com o Senhor. 1. Qual é o conceito do Novo Testamento sobre o conhecimento? Mt 13:11; Jo 17:3; Rm 3:20; 1Co 8:1; 1Jo 4:8 No Novo Testamento, conhecer ou conhecimento tem um significado teórico e teológico. Porém, também descreve relacionamentos. Conhecer a Deus significa manter um relacionamento íntimo com Ele. A obediência, o amor e o afastamento do pecado apontam para a existência desse relacionamento. |
Michael Martell | Silver Spring, EUA
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| Odiar a família? |
Lucas afirma que seu livro é um “relato ordenado” que ele mesmo investigou cuidadosamente (Lc 1:3, NVI). Mas qualquer leitor comum pode achar que a linguagem áspera de Jesus em Lucas 14:26 é qualquer coisa, menos algo cuidadosamente investigado e coerente com o resto de Seus ensinos. A palavra que pode causar essa aparente contradição é “odeia” ou “aborrece” (ARA). Por que o mesmo Jesus que ensinou Seus discípulos a amar até seus inimigos Se contradiria pedindo-lhes que odiassem seus parentes mais próximos a fim de segui-Lo?
A palavra grega miso, traduzida como “odiar” ou “aborrecer”, não deve ser interpretada no sentido comum. Essa palavra remonta a uma palavra aramaica que significa “amar menos”. Esse texto também pode ser entendido à luz de Mateus 10:37, em que Jesus diz: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a Mim, não é digno de Mim” (NVI).
J. Willcock acrescenta uma nova nuança à interpretação desse texto quando declara que odiar ou aborrecer, em Lucas 14:26, não pode significar que devemos amar nossos parentes e amigos com menos afeição. Isso também seria oposto aos ensinos de Jesus. Ele alude ao ponto de que não pode haver limites ao amor ágape que Jesus chama Seus seguidores a dedicarem ao próximo. Willcock acredita que a chave para se compreender esse texto está na frase “[aborrece] ainda a sua própria vida”. Para ele, não devemos “odiar” a nós mesmos no sentido literal da palavra, mas odiar o fato de estarmos em rebelião contra Deus e Sua vontade. Assim, os discípulos de Cristo podem amar seus parentes e desejar-lhes todas as boas coisas da vida, mas odiar o que é egocêntrico neles, que os afasta de Cristo e da vontade de Deus.
Deus revelou Sua vontade geral a nós através de Seus mandamentos. Ele também dirige nossos caminhos de acordo com Sua vontade específica em situações particulares da vida diária. O ódio ao eu e a preferência de Cristo acima de tudo o mais têm que começar com a obediência a Seus mandamentos, e depois com a busca de Sua vontade específica. Não há atalhos. O jovem rico (Lucas 18) guardava os mandamentos, mas deixou de obedecer à vontade específica de Deus. Vem a nós a pergunta: “Estamos guardando os mandamentos de Deus, mas deixando de perguntar Sua vontade específica a ser cumprida em nossa vida?”
Mãos à Bíblia |
2. Para João, qual era a evidência externa de que uma pessoa conhece a Deus? Que mais João diz sobre esse assunto? Jo 14:15, 21; Jo 15:10; 1Jo 3:22, 24; 5:3; Ap 12:17; 14:12 3. Como o ato de guardar a lei revela a realidade do conhecimento que temos de Deus? Como uma coisa se relaciona com a outra? Se você ama alguém, vai agir da maneira apropriada. Um homem que ama verdadeiramente a esposa não vai enganá-la. Ele pode professar dia e noite seu amor, mas se seus atos não revelam esse amor, empregando as palavras de João, ele é “um mentiroso”. |
Sylvester Paulasir | Beltsville, EUA
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| Sinal de boa saúde |
Necessidade urgente (1Jo 1:1-7). O princípio de 1 João ecoa o princípio do evangelho de João. Ambos os livros começam com a Encarnação. A Palavra evangélica (Jo 1:1) que se tornou carne (Jo 1:14) é uma referência óbvia a Jesus Cristo. A Palavra da vida em 1 João Se tornou audível, visível e tangível. Jesus Se tornou ser humano e nos revelou a vida divina. A Palavra da vida encarnada deixou uma impressão tão profunda em João e seus associados que eles não puderam deixar de proclamar alegremente essa vida (1Jo 1:4). Essa vida – a vida eterna escondida em Jesus – é tão potente que cria comunhão com Deus o Pai, com Seu Filho Jesus Cristo e com outros cristãos (verso 3).
A Palavra da vida revela que Deus é luz e que não há nEle qualquer vestígio de escuridão (1Jo 1:5). Assim, se procurarmos comunhão com Deus e com outros cristãos, precisamos deixar para trás a vida de escuridão e andar na luz. Note como o texto não aconselha ficar parado na luz, mas, sim, andar na luz, prosseguindo com a vida sob os raios iluminadores e restauradores da luz. Se andarmos na luz, nos valemos do poder purificador (justificador e santificador) do sangue de Jesus (verso 7). Não há necessidade mais urgente que um ser humano tenha do que ser libertado da condenação e do poder do pecado. Quando nossos pecados estão perdoados, estamos prontos a receber tudo o mais que Deus tem a oferecer.
Um teste (1Jo 2:3-6). Depois que ficamos sabendo como Deus perdoa nossos pecados, é-nos apresentado um teste. Esse teste envolve a obediência aos mandamentos de Deus. As pessoas que conhecem a Deus e têm comunhão com Ele confirmam esse conhecimento e comunhão por meio da obediência. Essa declaração aparentemente simples de 1 João 2:3 é cuidadosamente desenvolvida nos versos 3 a 6. Aqui, João enfatiza que a obediência aos mandamentos de Deus é um sinal de nosso relacionamento com Cristo.
A comunhão com Deus afeta o coração de diferentes maneiras. O coração de um cristão chega a conhecer a Deus (verso 3) por meio de uma comunhão de coração para coração. O coração do cristão acolhe a Deus e tudo o que é real aos olhos de Deus (verso 4). O coração do cristão é empregado no aperfeiçoamento do amor de Deus (verso 5). A expressão “o amor de Deus” é ambígua. Pode se referir tanto ao amor que Deus tem por nós quanto ao amor que temos por Deus. Finalmente, o coração de um cristão permanece em Deus (verso 5). Todas essas realidades espirituais formam o alicerce da vida interior de um cristão e produzem obediência. Portanto, precisamos conservar em mente que a obediência aos mandamentos de Deus não é algo que fazemos por nós mesmos. Não guardamos os mandamentos meramente porque queremos. A obediência é sinal de uma nova realidade espiritual dentro de nós. É sinal de que Deus reina em nosso coração. É sinal de saúde.
A resposta ao teste (1Jo 2:5-11). A seguir, João enfatiza que a obediência em si é também complexa e multifacetada. Ele deseja que pensemos na obediência de formas mais abrangentes e cristocêntricas. Os que guardam os mandamentos não devem se concentrar exclusivamente nos Dez Mandamentos ou outros imperativos explícitos da Bíblia. Ao contrário, devem guardar toda a Palavra de Deus (1Jo 2:5). Quando quer e onde quer que chegue a Palavra de Deus, um cristão deve acolhê-la. Assim, todos os que desejam obedecer a Deus devem desenvolver uma atitude de abertura e humilde atenção à Palavra de Deus (Mt 4:4).
Contudo, João levanta ainda mais o padrão ao declarar que obediência é andar como Jesus andou (1Jo 2:6). A resposta à pergunta: “Que tipo de vida obediente confirma que estamos andando na luz?” sempre deve ser esta: “O tipo de vida obediente que reproduz a obediência de Cristo.”
1 João 2:7-11 menciona um exemplo específico dos mandamentos que indica se temos comunhão com Deus e andamos na luz – o antigo/novo mandamento para amarmos nosso próximo. João afirma que o cristão que não ama seus irmãos está numa situação grave. Apesar das aparências e da profissão de fé, essa pessoa não só ainda está andando na escuridão, mas essa escuridão se traduziu em cegueira (verso 11). Quem quer que odeie seu irmão e irmã não pode ver e não pode encontrar o caminho para a luz. A vida de ódio é de fato uma vida perigosa. Mas não devemos nos resignar a viver dessa forma, porque “a escuridão está passando, e já está brilhando a verdadeira luz” (verso 8). Já somos imensamente abençoados porque “o Deus que disse: ‘Que da escuridão brilhe a luz’ é o mesmo que fez a luz brilhar no nosso coração. E isso para nos trazer a luz do conhecimento da glória de Deus, que brilha no rosto de Jesus Cristo” (2Co 4:6).
Mãos à Bíblia |
Quando enfrentamos determinadas situações, devemos pensar no que faria Jesus e tentar fazer o mesmo. Precisamos descobrir como Jesus viveu e, diariamente, devemos comparar nossa conduta com a dEle. 4. Quais são algumas de suas histórias favoritas sobre Jesus? Isto é, que histórias realmente falam ao seu coração sobre o tipo de pessoa que era Jesus? Até que ponto você se assemelha a Ele nessas áreas? Às vezes, as pessoas pensam em Jesus como Salvador e Substituto, apenas, e não em Jesus como seu Senhor e exemplo. João aceitava Jesus tanto como Salvador quanto como exemplo. Em 1 João 1:7, é mencionado o sangue purificador de Cristo, que aponta para Sua morte na cruz em nosso lugar. De acordo com 1 João 2:2, Jesus é o sacrifício pelos nossos pecados. Ele foi nosso substituto. Mas, nos versos que estamos estudando nesta semana, surge o outro aspecto – Jesus viveu uma vida exemplar. Devemos seguir Seus passos. |
Bogdan Scur | Takoma Park, EUA
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| A extensão da obediência |
Andar na luz tem muito a ver com o amor que demonstramos uns pelos outros. O amor é uma ação que é resultado de nossa obediência a Deus.
“Supremo amor por Deus e desinteressado amor mútuo – eis o melhor dom que nosso Pai celestial pode conceder. Este amor não é um impulso, mas um princípio divino, um poder permanente. O coração não consagrado não o pode criar ou produzir. Ele somente é achado no coração em que Jesus reina. ‘Nós O amamos a Ele porque Ele nos amou primeiro.’ 1Jo 4:19. No coração renovado pela graça divina, o amor é o princípio que regula a ação. Ele modifica o caráter, governa os impulsos, controla as paixões e enobrece as afeições. Este amor, acariciado na alma, ameniza a vida e derrama influência enobrecedora ao redor” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 551).
Tentar amar através de nossos próprios esforços abre a porta ao perigo. “Há os que professam possuir santidade, que se declaram santos do Senhor, que reclamam como um direito a promessa de Deus, ao mesmo tempo que recusam obediência aos mandamentos de Deus. Esses transgressores da lei reclamam tudo quanto é prometido aos filhos de Deus; mas isto é presunção da parte deles, pois João nos diz que o verdadeiro amor a Deus se revelará na obediência a todos os Seus mandamentos” (Ibid., p. 562, 563).
Como cristãos, devemos ser cuidadosos em não só “professar” nossa obediência aos mandamentos de Deus, porque a Bíblia nos diz que há apenas um caminho para saber se você está em harmonia com Deus: “Aquele, entretanto, que guarda a Sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nEle: aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou” (1Jo 2:5, 6).
Em última análise, o verdadeiro amor por Deus se revelará no caminho em que você escolher andar. “Se estivermos em Cristo, se o amor de Deus estiver no coração, nossos sentimentos, pensamentos e ações estarão em harmonia com a vontade de Deus. O coração santificado está em harmonia com os preceitos da lei de Deus” (Ibid., p. 563).
A obediência e o amor se unem de maneira bela quando nos lembramos de conservar Cristo no centro de nossa vida!
Mãos à Bíblia |
Depois de destacar a importância da obediência aos mandamentos (1Jo 2:3, 4), João introduz, nos versos 7 e 8, a ideia de um “novo mandamento”. Qual é ele? A resposta se encontra em João 13:34, em que aparece a mesma expressão: “novo mandamento”. 5. Procure entender no capítulo 13 de João o que é esse “novo mandamento”. Depois de ter mostrado aos discípulos o que significa servir, isto é, executar a humilde tarefa de lavar os pés de alguém, Jesus deu Seu “novo mandamento”. Seus discípulos deviam amar uns aos outros assim como Jesus os amava. |
Makeeya Hazelton | Takoma Park, EUA
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| Como se manter na Luz |
A Bíblia é cheia de histórias e exemplos de pessoas que enfrentaram dificuldades, mas que ainda assim permaneceram fiéis aos mandamentos de Deus. Alguns de nós podemos cair na armadilha de descartar essas histórias como não sendo aplicáveis aos tempos modernos. No entanto, Deus inspirou pessoas a escrever essas histórias por alguma razão. Cabe a nós aprendermos delas e aplicá-las a nossa caminhada diária com Deus.
Então, o que você está esperando? “O propósito da vida é uma vida de propósito.”* Inicie sua caminhada com Deus da maneira certa, ao seguir os seguintes passos:
Trace um plano de ação. Para ser bem-sucedido em qualquer coisa, você precisa ter um plano. Decida o que você quer alcançar em seu relacionamento com Deus e determine o que irá ajudá-lo a chegar lá.
Crie um bom ambiente. Embora vivamos num mundo de pecado, ainda podemos controlar como nosso ambiente nos afeta. Fique longe da multidão secular. O rádio, a TV e mesmo os amigos podem nos distrair muito de andar na luz. Como você espera seguir uma dieta se constantemente passa pelo drive-thru do McDonald’s? Se fizermos um esforço, Deus nos conduzirá pelo resto do caminho.
Comunique-se. Comunique-se. Comunique-se. Lembre-se de que isso não é só uma viagem, é um relacionamento! E todos os relacionamentos requerem constante comunicação saudável. Nosso bom amigo Daniel tinha um regime saudável que lhe permitiu construir um forte laço com Deus. Daniel 9 ilustra como essas habilidades de comunicação se fortaleceram como resultado das práticas saudáveis.
Não se preocupe com questões sem importância. Deixe o Espírito Santo acalmar você e enchê-lo(a) com a paz e felicidade que você precisa. Como Ele pode fazer isso? Não permitindo que a tensão nos vença. Deus só pode ajudá-lo(a) se você deixar. Essa é uma regra difícil de aplicar, mas os resultados finais valem a pena para ser comemorados por toda a eternidade!
Mãos à Bíblia |
6. Resuma o que João diz nestes versos: 1Jo 2:9-11 7. O ódio a um irmão é uma declaração forte. Preferimos dizer que estamos irritados ou ofendidos; mas as Escrituras aplicam o verbo odiar a situações que não usaríamos comumente hoje. Como é usado o verbo odiar, e como deve ser entendido nos textos a seguir? Mt 6:24; 24:9, 10; Lc 14:26; Jo 3:20 Na Bíblia, ódio não se aplica apenas ao que hoje podemos chamar de ódio, mas também a dar preferência a uma pessoa e não a outra ou a negligência de alguém. Em outras palavras, você não precisa menosprezar alguém para revelar “ódio”, como às vezes é entendido na Bíblia. |
* www.followyourdreams.com/purpose.html (extraído em 1o de maio de 2008)
Erica Aranda | Beltsville, EUA
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| Crescimento em Deus |
Quer tenhamos nascido numa família cristã praticante ou tenhamos nos tornado cristãos mais tarde, todos começamos a vida espiritual como bebês em Cristo. Portanto, fico confuso quando cristãos “maduros” repreendem severamente cristãos que ainda são “novos”. Por que não abordá-los com compreensão e genuíno desejo de guiá-los, em vez de condená-los?
A existência desses cristãos “maduros” antagônicos não é nova. No tempo em que Cristo estava na Terra, os fariseus e saduceus se gabavam de sua dedicação em exaltar as tradições dos profetas e sacerdotes do Antigo Testamento. Assim, consideravam-se melhores do que os crentes comuns. Os fariseus, em particular, se achavam tão bons que detestavam se associar com “pecadores comuns”. Essas atitudes espirituais de superioridade parecem contrastar grandemente com o conselho de 2 Pedro 3:18, do qual podemos deduzir que o crescimento na graça e conhecimento de Deus é contínuo, e não um ato a ser realizado até que seja alcançado um nível suficiente para garantir a complacência espiritual.
Os perigos da complacência no crescimento espiritual de alguém são abordados em Lucas 7:36-50. Nesses versos, uma mulher pecadora decidiu visitar Jesus quando ficou sabendo que Ele estava num jantar na casa de um fariseu local. Quando chegou, ela chorou aos pés de Jesus, lavou-Lhe os pés com lágrimas e os ungiu com unguento de um vaso de alabastro que havia trazido consigo. O fariseu ficou contrariado com o fato de uma tão grande pecadora como aquela tocar em alguém como Jesus, que as pessoas criam que poderia ser um profeta. Conhecendo os pensamentos do fariseu, Jesus declarou que a sinceridade da mulher para com Ele era maior que a sinceridade do fariseu. Ele se contentou em apenas convidar Cristo para uma refeição em sua casa, mas a mulher pecadora esteve disposta a se humilhar e derramar seu coração perante Ele. Ficou evidente quem foi o crente imaturo naquele dia.
Portanto, não nos tornemos estagnados em nosso crescimento espiritual. Ao contrário, tenhamos sempre um coração humilde e uma mente receptiva, a despeito do ponto em que estejamos em nossa caminhada com Cristo.
Mãos à obra |
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Daniel Alexander Granderson | Gaithersburg, EUA