Lição 4
18 a 23 de outubro

Trombeta, Sangue, Nuvem e Fogo

Lição dos jovens 442009


“Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois, Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado” (1Co 5:7, NVI).

Prévia da semana: Os filhos de Israel eram ciranças espirituais, e Deus lhes deu muitos exemplos concretos de Seu cuidado e direção. Em nossa fase da história e desenvolvimento, embora dependamos mais fortemente nas Escritouras e do Espírito Santo, Deus ainda usa muitas experiências sensoriais para nos alcançar.

Leitura adicional: Patriarcas e Profetas, p. 374–386


Domingo, 18 de outubro

Introdução
Código Vermelho

O Ano Novo lunar é um importante festival chinês. Segundo a lenda, um monstro surgia toda véspera do Ano Novo chinês e matava muitas pessoas. Isso aconteceu durante muito tempo, até que um imortal chegou e ensinou às pessoas que o monstro tinha medo da cor vermelha e de barulhos altos. No Ano Novo seguinte, as pessoas mataram seus animais e borrifaram ou esfregaram o sangue no batente das portas.

Quando o monstro viu o sangue vermelho, fugiu correndo. Hoje em dia, os chineses colocam papel ou pano vermelho no batente das portas e soltam fogos de artifício no Ano Novo. Na véspera do Ano Novo, as famílias se reúnem para comer peixe e galinha, que são servidos inteiros.

Deus instruiu os israelitas a matar um cordeiro e borrifar o sangue nos batentes das portas no dia anterior ao da sua libertação do Egito. Foi o sacrifício da Páscoa do Senhor. Eles deviam comer o cordeiro após assá-lo no fogo (Êx 12:9). Deviam comer seu cordeiro pascal prontos para correr e lutar (Êx 12:11). A Páscoa do Senhor significou a libertação dos israelitas da perseguição e escravidão por parte dos egípcios.

Antes de partirem de seu acampamento no Sinai, os filhos de Israel comemoraram seu primeiro aniversário de Páscoa em liberdade. Deus não queria que se esquecessem de sua miraculosa redenção da escravidão egípcia. Em sua marcha tribal de três dias, a nação tinha sido guiada por Deus, numa coluna de nuvem e de fogo. A nuvem os conduzira em direção ao leste e ao norte no deserto de Parã.

Jesus Cristo, nosso Cordeiro pascal, nos libertou da escravidão do pecado. A Ceia do Senhor é a Páscoa cristã. A exemplo dos israelitas após terem comido o cordeiro pascoal, recebemos instruções para pregar o evangelho e para vigiar e orar, a fim de não entrarmos em tentação (Mt 26:41). Como os israelitas no deserto de Parã, devemos seguir Suas instruções sem nos preocuparmos com o que nos acontecerá. A chave é confiar nEle, nosso sábio Pai.

Nesta semana, estudaremos sobre a Ceia do Senhor, uma lembrança de Seu sacrifício e do que precisamos fazer em Seu nome.

Mãos à Bíblia

1. Que lições podemos tirar da instituição da Páscoa? Pense, por exemplo, em obediência, graça, redenção, fé e juízo. Nm 9:1-5; Êx 12:1-29

Os israelitas foram chamados a se lembrar da noite de sua libertação especial do Egito e a salvação que Deus havia preparado para eles.

2. Como os seguidores de Jesus devem comemorar a Páscoa hoje? Lc 22:15, 19, 20. De que essa cerimônia deve nos lembrar?

“A ordenança da Ceia do Senhor foi dada para comemorar a grande libertação operada em resultado da morte de Cristo. [...] É o meio pelo qual Sua grande obra em nosso favor deve ser conservada viva em nossa memória” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 652, 653).

Daniel Saputra | Palembang, Indonésia


Segunda, 19 de outubro

Evidência
Direção celestial para a viagem

“Números é o livro do teste. Números (em latim numeri, em grego arithmoi) tem esse nome porque os israelitas foram contados duas vezes (capítulos 1 e 26); a primeira vez no início da viagem, a segunda vez no fim de 38 anos de vagueações no deserto. Números é um livro sobre o período no deserto, cobrindo o tempo desde o segundo mês do segundo ano após o êxodo do Egito até o décimo mês do quadragésimo ano.”1

Nesta semana, estamos estudando Números 9 e 10. Esses capítulos falam sobre o preparo dos israelitas para sua viagem até a Terra Prometida. Em Números, Deus deu diretrizes estritas para os israelitas. “Ele desejava que tivessem um estilo de vida diferente das nações ao seu redor. Desejava que fossem pessoas santas. Deus estava preparando o povo, tanto espiritual quanto fisicamente, para receber a herança.”2

Também estamos nos preparando para entrar na terra prometida do Céu. Deus também nos dá diretrizes estritas para que tenhamos uma vida pura na igreja. Esta é nosso “acampamento”. Deus está nos preparando ao purificar e santificar nossa vida para podermos receber a herança celestial.

Números 9:15 e 16 retrata como Deus protegeu os israelitas em sua viagem à Terra Prometida. “Uma coluna de nuvem de dia e uma coluna de fogo à noite guiava e protegia os israelitas enquanto viajavam pelo deserto. A nuvem e o fogo não eram meramente fenômenos naturais; eram o veículo da presença de Deus e a evidência visível de que Ele acompanhava e dirigia Seu povo.”3

Deus também deu as trombetas de prata para orientar a direção. A coluna de nuvem e de fogo eram visíveis, enquanto as trombetas tornavam conhecida a intenção do Senhor de forma audível.

Antes de entrarmos no Céu, precisamos seguir a direção de Deus para conhecer Sua vontade em nossa vida. Pela direção do Espírito Santo de dia e à noite, Ele revelará Sua vontade em nossa vida ao nos dirigirmos para nossa terra prometida.

1. Merrill F. Unger, Unger’s Bible Handbook: An Essential Guide to Understanding the Bible, 1st edition (Chicago: Moody Press, 1967), p. 121.
2. New Living Translation: Life Application Study Bible (Wheaton, Ill.: Tyndale House Publishers, Inc., 1996), p. 196, 197.
3. Ibid., p. 211.

Mãos à Bíblia

3. Como a manifestação da presença de Deus revelava ao povo a vontade de Deus, pelo menos no que se refere ao movimento? Nm 9:15-23

A existência da nuvem durante o dia e da coluna de fogo à noite também era um lembrete muito poderoso para eles da presença permanente de Deus. De acordo com Números 9:16, “assim era de contínuo: a nuvem os cobria, e, de noite, havia aparência de fogo”. Não importava onde eles estivessem, que provas eles enfrentassem, com que inimigos eles se encontrassem, lá – pairando no céu – estava um marcador visível da presença de Deus entre eles.

Fritz e Joice Manurung | Jakarta, Indonésia


Terça, 20 de outubro

Exposição
A Páscoa ou a Ceia do Senhor?

Jesus é o verdadeiro sacerdote de Deus. Não precisamos de ninguém mais que cumpra o mesmo propósito. O cordeiro sacrifical era apenas um prelúdio do sacrifício de Jesus na cruz por nossos pecados. É por isso que Jesus é chamado o Cordeiro de Deus: “No dia seguinte João viu Jesus aproximando-Se e disse: Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29, NVI).

Hoje em dia, quando muitos cristãos celebram a Ceia do Senhor, estão celebrando a Páscoa. A Ceia do Senhor comemora, como a Páscoa o fazia, o sacrifício de Jesus como “Cordeiro de Deus”. O pão asmo representa Seu corpo, e o vinho representa Seu sangue.

“Embora possa ser compreendida e praticada em diferentes formas por diversos cristãos, a Ceia do Senhor é de importância central para todos os crentes. O rito instituído na última ceia de Cristo é chamado por diferentes nomes, geralmente intercambiáveis: Eucaristia, ação de graças pelas boas dádivas de Deus; Comunhão, enfatizando o companheirismo com Cristo; e Ceia do Senhor, denotando a origem do ritual.”*

“No décimo quarto dia do mês, à tarde, celebrava-se a Páscoa, comemorando as suas cerimônias solenes e impressionantes o livramento do cativeiro do Egito, e apontando ao futuro sacrifício que libertaria do cativeiro do pecado. Quando o Salvador rendeu Sua vida no Calvário, cessou a significação da Páscoa, e a ordenança da Ceia do Senhor foi instituída como memorial do mesmo acontecimento de que a Páscoa fora tipo” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 539).

A Ceia do Senhor no Antigo Testamento (Êx 12:1-29; Nm 9). O Senhor instituiu a Páscoa exatamente antes de libertar os israelitas do Egito. Tinha o objetivo de prefigurar o Cordeiro de Deus, que livraria Israel do cativeiro do pecado.

Moisés instruiu os israelitas a matar um cordeiro pascal e a pintar o batente de suas portas com o sangue do cordeiro. Naquela noite, o anjo do Senhor mataria todos os primogênitos do sexo masculino da casa que não tivesse o sangue do cordeiro (Êx 12:21-24).

“A Páscoa apontava para o passado, ao livramento dos filhos de Israel, e também era um tipo, apontando para o futuro a Cristo, o Cordeiro de Deus, morto para a redenção do homem caído. O sangue salpicado sobre os batentes das portas prefigurava o sangue expiatório de Cristo, e também a contínua dependência que o homem pecaminoso tem dos méritos desse sangue para ser protegido do poder de Satanás e para alcançar a redenção final. Cristo comeu a ceia pascoal com Seus discípulos imediatamente antes de Sua crucifixão, e na mesma noite instituiu a ordenança da Ceia do Senhor, para ser observada em comemoração de Sua morte. A Páscoa havia sido observada para comemorar a libertação dos filhos de Israel do Egito. Havia sido tanto comemorativa quanto típica. O tipo havia encontrado o antítipo quando Cristo, o Cordeiro de Deus sem mácula, morreu sobre a cruz. Ele deixou uma ordenança para comemorar os eventos de Sua crucifixão” (Ellen G. White, Spirit of Prophecy, v. 1, p. 201).

A Ceia do Senhor no Novo Testamento (Lc 22:14-20). Os cristãos comemoram a Páscoa de um modo especial, que é seu próprio. Contudo, há um significado diferente para essa observância especial. No Novo Testamento, Jesus é retratado como o Cordeiro Pascoal a ser sacrificado a fim de nos libertar da escravidão do pecado. Para os cristãos, então, a Ceia do Senhor é um memorial e um tributo a Jesus pelo que Ele sofreu em nosso favor. Os adventistas do sétimo dia seguem os rituais da última Ceia que Jesus ordenou a Seus discípulos.

Nos versos seguintes, lemos sobre a primeira Ceia do Senhor: “E lhes disse: ‘Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes de sofrer’. ... Tomando o pão, deu graças, partiu-o e deu aos discípulos, dizendo: ‘Isto é o Meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de Mim’. Da mesma forma, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, derramado em favor de vocês’” (Lc 22:15, 19, 20, NVI).

Sobre a importância da Ceia do Senhor, lemos que “a salvação dos seres humanos depende de uma contínua aplicação do sangue purificador de Cristo em seu coração. Portanto, a Ceia do Senhor devia ser observada mais frequentemente que a Páscoa anual. Esta solene ordenança comemora um evento muito maior do que o livramento dos filhos de Israel do Egito. Esse livramento era um tipo da grande expiação que Cristo efetuou pelo sacrifício de Sua própria vida para a redenção final de Seu povo” (Ellen G. White, The Signs of the Times, 25 de março de 1880).

* Commentary Reference Series, v. 12 – SDA Theology, p. 595.

Mãos à Bíblia

4. Qual era o propósito do toque das trombetas? Que lições espirituais podemos tirar do uso das trombetas? Nm 10:1-10

O Senhor usava essas trombetas a fim de lembrar a Israel sobre Sua presença e cuidado. Tanto pela vista (a nuvem e o fogo) como pelo som (as trombetas) eles tinham lembretes especiais da direção e presença de Deus entre eles. Hoje, não temos a nuvem, o fogo nem as trombetas de prata para nos lembrar sobre a direção e presença de Deus. Mas temos a revelação do que Deus fez por nós por meio de Jesus, que nos dá a certeza de Seu amor e cuidado.

Henky Wijaya | Malang, Indonésia


Quarta, 21 de outubro

Testemunho
"Eis o Cordeiro de Deus"

“A Páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado. O cordeiro sacrifical representava ‘o Cordeiro de Deus’, em quem se acha nossa única esperança de salvação. Diz o apóstolo: ‘Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós’ (1Co 5:7). Não bastava que o cordeiro pascal fosse morto, seu sangue devia ser aspergido nas ombreiras; assim os méritos do sangue de Cristo devem ser aplicados à pessoa. Devemos crer que Ele morreu não somente pelo mundo, mas que morreu por nós, individualmente. Devemos tomar para nosso proveito a virtude do sacrifício expiatório” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 277).

“A salvação dos homens depende de uma contínua aplicação do sangue purificador de Cristo em seu coração. Portanto, a Ceia do Senhor não devia ser observada só ocasionalmente ou anualmente, mas com mais frequência que a Páscoa anual.... Esta solene ordenança comemora um evento muito maior do que o livramento dos filhos de Israel do Egito. Esse livramento era um tipo da grande expiação que Cristo efetuou pelo sacrifício de Sua própria vida para o livramento final de Seu povo” (Ellen G. White, Spirit of Prophecy, v. 3, p. 228).

“O exemplo de Cristo proíbe exclusão da ceia do Senhor” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 658). Por quê? Porque (a) “por Seu Santo Espírito, Cristo ali está para pôr o selo à Sua ordenança. Está ali para convencer e abrandar o coração.... Todo discípulo é chamado a participar publicamente, e dar assim testemunho de que aceita Cristo como seu Salvador pessoal... Todos quantos ali chegam com a fé baseada nEle, serão grandemente abençoados” (Ibid.); (b) “A santa ceia aponta à segunda vinda de Cristo. Foi destinada a conservar viva essa esperança na mente dos discípulos... Nas tribulações, encontravam conforto na esperança da volta de seu Senhor” (Ibid., p. 659); (c) “Receberemos vigor espiritual de cada comunhão. O serviço forma uma viva conexão pela qual o crente é ligado a Cristo, e assim ao Pai” (Ibid., p. 661).

Mãos à obra

5. Que pedido Moisés fez a Hobabe, filho de Jetro? Qual foi a resposta dele? Nm 10:29-32

Aqui vemos a humanidade de Moisés fraquejando diante do desafio de guiar o povo. O mesmo Deus que abrira o Mar Vermelho também poderia abrir o caminho através dos desertos e prover alimento e água.

6. Que evidências temos da humanidade de Jesus? Como se referiam essas evidências às necessidades físicas do Mestre? Mt 26:36-43

Até o Salvador sentia, às vezes, necessidade de simpatia e apoio humanos. Embora amasse todos os discípulos, Ele estava mais próximo especialmente de Pedro, Tiago e João. No Getsêmani, Ele pediu que orassem com Ele. No Monte da Transfiguração, os mesmos três dormiram em vez de orar. Mas o Céu enviou Moisés e Elias para encorajar Cristo a avançar com o plano de Sua morte redentora (Lc 9:28–31).

Roy Maju Hutasoit | Bandung, Indonésia


Quinta, 22 de outubro

Aplicação
Lembrança de sua salvação

A Páscoa devia lembrar aos israelitas a capacidade de Deus para salvá-los e de Sua promessa de dar-lhes uma nova terra. No Novo Testamento, Jesus deu a Seus discípulos outra lembrança da salvação (Mt 26:36-43). Pela descrição desses dois eventos, podemos compreender como enriquecer nossa experiência de comunhão para fortalecer nossa vida espiritual:

Lembre-se de como você aceitou a salvação de Deus (Êx 12:17). Deus instruiu os israelitas a comemorar anualmente a Páscoa, porque Ele os havia tirado do Egito. Jesus nos tira do pecado. O serviço da Comunhão, portanto, é uma ocasião para relembrarmos que Ele é nosso Salvador, e de como Ele nos salva.

Prepare um sacrifício especial (Êx 12:3-6). Os israelitas sacrificaram um cordeiro sem mácula. Que sacrifício especial podemos fazer? Uma oferta de gratidão? Um sacrifício de tempo e esforço para ajudar alguém necessitado ou ajudar com uma atividade da igreja? Use seu sacrifício para refletir em quão maior foi o sacrifício que Jesus fez.

Faça algo especial neste dia (Êx 12:7, 26, 27). Os israelitas deviam colocar sangue nos batentes das portas. Esse era um testemunho público de sua fé e um símbolo do sangue de Cristo como expiação pelo pecado. Você também pode colocar um “sinal” em sua porta. Esse “sinal” pode dar origem a uma oportunidade de testemunhar de sua fé. Também pense num amoroso caráter cristão como sinal da expiação pelo pecado feita por Cristo.

Tenha uma refeição especial (Êx 12:8-11). Participar de uma refeição como a Ceia do Senhor é uma ocasião perfeita para companheirismo e para compartilhar sua gratidão com outros membros da igreja. Ou participe de uma “refeição” “comendo” a Palavra de Deus, quer estudando sozinho, quer com amigos.

Repita as promessas de Deus. O Senhor havia prometido aos israelitas que Ele lhes daria a Terra Prometida (Êx 12:25). Ele promete que nos dará a terra prometida celestial.

Mãos à Bíblia

7. Que características se pode observar na jornada dos israelitas, o povo da aliança, sob a orientação de Deus? Nm 10:11-36

Note a ordem. Três exércitos tribais seguiam a nuvem e a arca. Então, os levitas, com seus carros, levavam as várias partes do santuário portátil. Vinham, em seguida, mais três exércitos tribais. Depois, vinham os coatitas, carregando as mobílias do santuário. Seis exércitos vinham atrás, protegendo de ataques a retaguarda. Tudo era feito com muita ordem. O caminho mais rápido do Egito até Canaã era pela região costeira “pelo caminho da terra dos filisteus”. Mas Deus sabia que Israel não estava preparado para a guerra (Êx 13:17). Consequentemente, quando sinalizou a marcha, a coluna da nuvem levou a nação para o nordeste, pelo deserto de Parã (Nm 10:11, 12).

Danny e Rachel Handoko | Eindhoven, Países Baixos


Sexta, 23 de outubro

Opinião
Confie nEle e seja salvo

Meu filho Patrick, de cinco anos de idade, estava sentado ao meu lado durante a Santa Ceia. Ele perguntou: “Por que não deixam as crianças comerem o pão e beberem o suco?” Expliquei-lhe que ele iria participar quando fosse batizado. Ultimamente, comecei a perceber que a resposta que dei a ele não foi correta.

Três meses depois, na Santa Ceia seguinte, a esposa do pastor preparou pão especial semelhante ao pão feito para a Comunhão. Também proveu outro tipo de suco de frutas para as crianças. Então, elas tiveram um ritual na classe delas para que suas professoras pudessem ensinar a elas sobre o sacrifício de Jesus na cruz por seus pecados. Patrick estava feliz por ser envolvido e por aprender importantes lições de sua primeira Santa Ceia.

“As crianças precisam ser treinadas desde cedo e obter compreensão desta cerimônia”, nosso pastor disse. Duas importantes lições para mim foram que a salvação é para todos e que nossas crianças devem ser ensinadas sobre Jesus desde o princípio da vida.

Todos podem participar da Santa Ceia, não importando qual seja a denominação ou religião cristã à qual pertencem, porque a promessa da salvação de Deus é dada a todos (Jo 3:16, 17; Hb 5:9).

Se no passado o pecado podia ser perdoado trazendo-se o cordeiro para ser sacrificado perante o Senhor, e se agora o pecado é perdoado reivindicando-se o sacrifício de Cristo na cruz, então podemos nos arrepender e ser salvos. “Cristo é a nossa única esperança. ‘Nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.’ ‘Em nenhum outro há salvação’ (At 4:12)” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 73).

Meu filho compreendeu como Deus fez provisão para nós através de Suas maravilhosas promessas de perdão e salvação. Podemos aprender a confiar nessas mesmas promessas maravilhosas que nos são dadas.

Mãos à Bíblia
  1. Reflita em sua própria vida de cristão e anote as maneiras pelas quais a direção de Deus tem sido como a nuvem, o fogo ou a trombeta.
  2. Faça um esquema cronológico dos eventos de Êxodo 14 a Números 14.
  3. Leia Êxodo 12 e aliste todos os detalhes que você conseguir descobrir sobre a comemoração da Páscoa, e todas as maneiras pelas quais Jesus cumpriu esses detalhes.
  4. Comemore a Santa Ceia com sua família ou alguns amigos chegados num local especial (por exemplo, na praia, lavando os pés no oceano; ou na sala de estar de alguém, após momentos de adoração musical).
  5. Planeje uma Festa Ágape para sua próxima Santa Ceia. Esse é geralmente um evento noturno e inclui o lava-pés, uma refeição simples com música para reflexão, a cerimônia da Comunhão e testemunhos.

Osvald Taroreh | Jakarta, Indonésia