Lição 6
3 a 8 de maio

Pecado

Lição dos jovens 622009


“Portanto, assim como um só pecado condenou todos os seres humanos, assim também um só ato de salvação liberta todos e lhes dá vida” (Rm 5:18).

Prévia da semana: Em um mundo terrível assaltado pelo pecado, em Sua misericórdia, Deus nos oferece uma saída em Jesus. Aceite esse dom e viva de acordo com ele.

Leitura adicional: Salmo 51; Caminho a Cristo, “A Ponte Sobre o Abismo”, p. 17-22


Domingo, 3 de maio

Introdução
Pecado: orgulho e preconceito

1. O que as passagens bíblicas a seguir revelam sobre a essência do pecado? Gn 3:1-7; Is 14:12-14; Ap 12:7-9

Por que Deus castigou Adão e Eva? Comer um fruto pode ter parecido algo sem importância, mas estava envolvido um princípio crucial: a descrença na palavra de Deus.

2. Qual será uma das características importantes do povo de Deus no tempo do fim? Ap 14:12. Como entra em jogo a questão da obediência aqui?

Em um tempo em que o mundo está infestado por excessiva ilegalidade e imoralidade, deve haver e haverá um povo que defenda fielmente o padrão divino de santidade, os Dez Mandamentos.

Pecado. Uma palavra tão simples para o maior problema de nosso mundo. Provavelmente, não pensamos sobre isso com frequência, mas podemos traçar no pecado a origem de todas as provas e problemas que enfrentamos. A Bíblia define claramente o pecado como transgressão da lei de Deus (1Jo 3:4), mas o que é que nos faz desejar ir contra a vontade de Deus? O pecado começou no Céu quando o mais condecorado arcanjo, Lúcifer, começou a desenvolver um senso exagerado de orgulho e importância própria. “Subirei até o céu e me sentarei no meu trono. ... Reinarei... Subirei acima das nuvens mais altas e serei como o Deus Altíssimo” (Is 14:13, 14).

O pecado e o orgulho parecem trabalhar lado a lado porque ambos estão enraizados no eu e no egoísmo. O orgulho desenfreado pode criar a ilusão de que somos melhores do que na verdade somos, predispondo-nos a preconceitos injustos. Isso fez Lúcifer julgar que, mesmo sendo um ser criado, merecia o privilégio de se sentar à direita de Deus. O mesmo tipo de orgulho parece estar no âmago de nossa natureza humana e perpetuar nossa inclinação pecaminosa.

O oposto do orgulho é a humildade. Jesus foi um perfeito exemplo desse traço quando veio à Terra. Ele assumiu a condição de servo e habitou entre os pobres, necessitados e rejeitados. Mesmo sendo perfeito, nunca passou por alto nem o “maior” dos pecadores. É incrível pensar que, sendo nós próprios pecadores, todos nós, a certa altura, olhamos para os outros de cima para baixo, em relação àquilo que consideramos ser um pecado maior que o nosso. Leia a advertência bíblica contra isso em Mateus 23:23. Tudo isso tem que ver com o orgulho, a necessidade de satisfazer e exaltar o eu.

O orgulho trouxe o pecado à existência. Impede-nos de alcançar o arrependimento e pedir o perdão que custou a morte de Cristo. O orgulho nos faz pensar que podemos ganhar a salvação por meio de nossos próprios esforços débeis. Ironicamente, a atitude mais humilde que podemos tomar para nos livrar do pecado é simplesmente abandonar nosso orgulho e aceitar o dom do perdão e reconciliação concedidos a nós pelo Cordeiro que foi morto por nossos pecados. Pronto! Problema do pecado resolvido.

Rachelle McKenzie | Loma Linda, EUA


Segunda, 4 de maio

Evidência
Jesus: o ato equilibrador

3. Leia Mateus 5:28. Sobre o que você fantasiou nas últimas 24 horas? Você teria vergonha de expor publicamente esses pensamentos? O que sua resposta diz sobre onde está seu coração? Veja Rm 8:6.

Também existe uma classe de pecados que normalmente é chamada de “pecados de omissão”. Esses se referem à negligência proposital do dever, re­cusa consciente em fazer algo que a pessoa sabe que deve ser feito.

4. Que exemplos encontramos de negligência proposital em fazer algo que devia ser feito? Mt 23:23; 25:45. Que negligências semelhantes existem em sua vida?

5. No capítulo 25 do Evangelho de Mateus, também encontramos a parábola dos talentos (v. 14-28). O que aconteceu ao servo que escondeu seu único talento? Qual é o significado dessa parábola para nossa discussão?

No livro do Apocalipse, o apóstolo João apreende o poder do sacrifício todo-suficiente de Cristo. Ele testemunha em visão a discussão entre os quatro seres viventes e os 24 anciãos, ao repetirem os requisitos que O qualificam a abrir os selos do livro. O livro continha os propósitos e o conselho de Deus. Ele era digno de abrir o livro por duas razões primárias – Seu sofrimento e os efeitos desse sofrimento para a humanidade. Apocalipse 5:9 declara: “Porque foste morto”, denotando Sua dignidade por causa de Sua disposição para dar a vida pelo bem-estar de Sua criação. A segunda razão de Sua dignidade para abrir o livro se encontra no mesmo texto, no qual é declarado: “E com o Teu sangue compraste para Deus”, denotando o delicado ato equilibrador de reunir o pecador ao Salvador. Quando Jesus Se empenhou nesse incrível ato de amor pela humanidade, abriu um caminho de escape da pena do pecado para todos (ver Rm 6:23).

É muitas vezes dito que a melhor forma de propaganda é a palavra falada. Como pecadores salvos pela graça, os cristãos têm a responsabilidade de ser transparentes para com outros pecadores que não conhecem a graça. Como crentes, precisamos transmitir a outros a mensagem de nossa contínua necessidade da incrível graça de Cristo (ver 2Pe 3:9). A Bíblia revela o desagrado de Deus para com o pecado e Seu desejo de que os pecadores cheguem ao arrependimento. Os crentes, bem como os descrentes, sentem os resultados do pecado. Há doença, desastre e devastação por toda parte. Precisamos examinar nosso método de ministrar aos que estão em necessidade das boas-novas (ver Jo 3:16, 17), porque chegou a estação para o arrependimento, e o Viticultor aguarda uma colheita plena.

Stephanie J. Knight | Riverside, EUA


Terça, 5 de maio

Exposição
Pecado: causa e cura

Todos fomos corrompidos pela queda de Adão; todos somos julgados pecadores, mesmo antes de pecarmos. O rito muito difundido do batismo infantil está relacionado com o reconhecimento dessa crença. Porém, não existe apoio bíblico para essa prática, nem para a idéia de que uma criança que morrer sem ter sido batizada estará automaticamente condenada à destruição.

6. Como o apóstolo Paulo descreve as poderosas tendências de comportamento pecaminoso com as quais todos nascemos? Rm 8:7, 8; 7:21-24. Qual foi a experiência da realidade dessas tendências em sua própria vida?

O pecado é tão misterioso quanto o plano da salvação. Nenhum dos dois pode ser satisfatoriamente compreendido deste lado da eternidade. Contudo, os cristãos precisam viver na realidade de sua existência.

Talvez, o egoísmo seja o maior denominador comum para todos nós que partilhamos da natureza caída de Adão e Eva. O egoísmo foi uma das razões pelas quais Lúcifer declarou: “Subirei aos céus; erguerei meu trono acima das estrelas de Deus; ... serei como o Altíssimo” (Is 14:13, 14, NVI). Seu desejo não era imitar o caráter de Deus, de misericórdia, graça, compaixão e justiça, mas reivindicar para si a majestade e honra devidas apenas ao Criador.

Ao traçarmos a história dos heróis e vilões da Bíblia, não é difícil fazer a conexão entre egoísmo e pecado. Eles triunfaram quando agiram abnegadamente, motivados pelos valores do reino de Deus. Contudo, fracassaram quando permitiram que seu discernimento fosse anuviado pelas ambições e motivos egoístas. Isso não devia surpreender-nos. Davi confessou: “Sei que sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe” (Sl 51:5, NVI). E todos sabemos que, desde o momento de seu nascimento, o universo de um bebê gira em torno de suas necessidades, apetites e conforto.

Todos somos consumidos por essa luta contra o pecado, contra o egoísmo. Os Dez Mandamentos nos ajudam a reconhecer como o egoísmo pode se manifestar em nossa vida, e como podemos nos guardar dele.

Limites da guarda da lei (Mt 23:5, 6, 23, 27, 28; Jo 13:1). Na época de Jesus, os líderes religiosos tinham de tal maneira corrompido o conceito de obediência aos Dez Mandamentos que a própria lei se havia tornado um veículo de egoísmo. A condenação que Jesus pronunciou contra os escribas e fariseus em Mateus 23 é uma lista de como eles usavam a lei para lustrar sua própria reputação. Leia os versos 5, 6, 23, 27 e 28. Conforme as palavras de Jesus, a religião autêntica vai muito além das aparências; tem que ver com atos, comportamentos, hábitos.

Note esta passagem em João 13: “Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (verso 1, NVI). O que se segue é a descrição de Jesus lavando os pés dos discípulos. Mas note novamente a última frase do verso 1: quando Jesus desejou demonstrar a plena extensão de Seu amor, não lhes deu um estudo bíblico; não realizou um milagre; não depôs a vida pelos discípulos (isso aconteceria mais tarde). O que fez foi assumir a condição de servo e lhes lavar os pés sujos. Deixou de lado todo vestígio de poder e dignidade e abnegadamente Se humilhou para servir. O ato de lavar os pés dos discípulos foi uma demonstração da plena extensão do amor de Jesus.

A humildade no seu melhor e no seu ponto mais extremo (Mt 25). Um milhão de sermões não poderiam descrever adequadamente o significado do serviço abnegado em nossa luta contra o pecado. Podemos nos enganar ao pensar que a essência de ser um seguidor de Cristo consiste em abandonar os maus hábitos que advêm da natureza pecaminosa. Mas a verdadeira medida de nossa experiência cristã é demonstrada na maneira de servirmos a outros.

A descrição que Jesus faz do juízo final em Mateus 25 ilustra vividamente a recompensa que Ele colocou no ato de servir a outros: “O que vocês fizeram a algum dos Meus menores irmãos, a Mim o fizeram” (verso 40). O serviço que fazemos uns aos outros, especialmente aos que são incapazes de retribuir o favor, é considerado como tendo sido feito ao próprio Cristo.

E, falando de Cristo, o apóstolo Paulo instou com seus irmãos de fé: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus” (Fp 2:5). Ele escreve então como Jesus Se humilhou para Se tornar humano; como Ele Se humilhou ainda mais para Se tornar servo; e como Se humilhou mais ainda: “foi humilde e obedeceu a Deus até a morte – morte de cruz” (verso 8). Leia o resultado da humilhação de Cristo em Filipenses 2:9-11.

Na eternidade adoraremos um Salvador que venceu o pecado rebaixando-Se para servir e morrendo por nossos pecados. Sejamos claros: viver uma vida de serviço abnegado não adquire para nós quaisquer pontos junto a Deus nem ajuda a assegurar nossa salvação. Mas, agora que temos o benefício de Sua morte sacrifical e Sua ressurreição triunfante, somos livres para ter uma vida de serviço abnegado e demonstrar Seu caráter para que todos vejam.

Pense nisto
  1. Pense sobre os seguintes personagens bíblicos e tente identificar como o orgulho ou o egoísmo levam aos pontos baixos de sua experiência espiritual: Jacó, Davi, Pedro e Paulo.
  2. Pense em todas as expressões de amor que Jesus demonstrou ao longo de Seu ministério na Terra. Como pode ser dito que lavar os pés aos discípulos mostrou “a plena extensão” do amor de Jesus? O que isso nos diz sobre nossa responsabilidade para com os que estão ao nosso redor?
  3. Que exemplos de serviço abnegado você pode pensar em fazer em sua comunidade? Mencione pelo menos cinco. Como esses atos serviriam para combater a ameaça e as consequências do pecado?

Steve Chavez | Silver Spring, EUA


Quarta, 6 de maio

Testemunho
"Não peque mais"

Os resultados do pecado são visíveis em toda a natureza. São também visíveis nas guerras, no mal da escravidão, na maneira de explorarmos os re­cursos naturais e em outras formas de exploração. Mas até que ponto devemos assumir a culpa por esse estado coletivo de pecaminosidade? A verdade é que todos exercemos algum tipo de influência. Podemos tomar pequenas decisões que, às vezes, podem aumentar ou diminuir de alguma forma o mal neste mundo. Devemos trabalhar pela paz e justiça, demonstrar compaixão e cooperar com todos os que querem proteger o ambiente.

7. O que acrescentam à nossa compreensão deste assunto passagens como Eclesiastes 9:10, Lucas 16:10 e Filipenses 4:8, 9?

Como cristãos, somos chamados a evitar toda a aparência do mal. Davi desejou a mulher de outro. Ele desviou seu foco do Criador, e pecou. No momento em que nosso foco fica embaçado, já nos encontramos na areia movediça do pecado.

“Para que o ser humano seja purificado, enobrecido e habilitado para as cortes celestiais, há duas lições a ser aprendidas - abnegação e domínio-próprio. Alguns aprendem essas importantes lições com mais facilidade do que outros porque são adestrados pela simples disciplina que o Senhor lhes aplica com brandura e amor. Outros requerem a morosa disciplina do sofrimento, para que o fogo purificador possa livrar-lhes o coração do orgulho e da confiança em si mesmo, da paixão terrena e do egoísmo, a fim de que apareça o verdadeiro ouro do caráter e eles se tornem vitoriosos pela graça de Cristo” (Ellen G. White, Fé e Obras, p. 86).

Um dos pecados de Davi foi a lascívia, que foi crescendo numa louca busca de seu desejo pela esposa de Urias. Quando Bate-Seba ficou grávida de Davi, ele conspirou para que Urias perdesse a vida na batalha. Tentando encobrir seus atos pecaminosos, Davi foi afundando cada vez mais na areia movediça do pecado (2Sm 11).

“Deus não Se desanima conosco por causa de nossos pecados. Podemos cometer erros e ofender Seu Espírito; mas quando nos arrependemos e vamos ter com Ele com o coração contrito, Ele não nos faz voltar. ... Têm-se acariciado sentimentos errados, e tem havido orgulho, presunção, impaciência e murmurações. Tudo isso nos separa de Deus. Os pecados devem ser confessados; tem de haver mais profunda obra de graça no coração. Os que se sentem fracos e desanimados podem tornar-se fortes varões de Deus e fazer nobre trabalho pelo Mestre. Precisam, porém, trabalhar de um ponto de vista elevado; não devem ser influenciados por quaisquer motivos egoístas” (Ibid., p. 35).

Quando Davi percebeu seus atos pecaminosos, a compaixão de Cristo o tirou da areia movediça do pecado. Precisamos procurar perfeita comunhão com nosso Salvador. É desejo de Satanás fazer-nos sentir que nossos pecados são grandes demais aos olhos do Senhor. Mas, aos pés da cruz não há lugar para o orgulho e o julgamento próprio. Cristo está pronto a nos perdoar se a Ele formos com o coração arrependido.

Fabian Rose | Atlanta, EUA


Quinta, 7 de maio

Aplicação
Coração culpado

Não existe solução fácil ou barata para o problema do pecado. Ele não pode ser vencido por determinação e perseverança humana. Ele é maior do que nós. Portanto, a solução deve ser maior que nossas possibilidades e deve ser buscada fora de nós.

8. Qual é o claro testemunho das Escrituras a respeito do único meio ou caminho para a salvação? Jo 10:7; Jo 14:6; At 4:12

9. Por que Jesus é o único que pode salvar a humanidade caída? Fp 2:6-8; Hb 1:1-5; Ap 5:9-12

Meu conceito de pecado foi moldado pela advertência de minha mãe de que Satanás é um ser invejoso que deseja nos impedir de chegar ao Céu. É evidente que nosso inimigo, com maldosa satisfação, deseja ver nossa morte. Nossos pontos fracos se tornam seu alvo. Portanto, torna-se nossa responsabilidade buscar a ajuda do Espírito Santo para construir uma armadura de justiça e verdade em torno de nós.

Em Jeremias 18, é-nos apresentada uma impressionante ilustração do Oleiro refazendo um vaso quebrado. Quando nosso vaso fica danificado, como pode ser restaurado?

Reconheça que não podemos vencer o pecado sozinhos. Precisamos ter uma forte e consistente vida de oração, em que falar com Jesus e confiar nEle se torna nossa segunda natureza. “Devido ao pecado, nossa condição não é natural, e deve ser sobrenatural o poder que nos restaura, do contrário, não tem valor” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 428). A batalha não é nossa. É do Senhor.

Lembre-se de sua fraqueza. Em todas as batalhas, Satanás usa nossas fraquezas para nos impedir de fazer o que sabemos que é certo. Precisamos pedir ao Espírito Santo que nos ajude a cimentar esses buracos, para que possamos resistir a seus dardos inflamados.

Arrependa-se! Essa atitude envolve genuína tristeza pelo pecado e abandono dele. Nenhuma mudança duradoura em nosso pecaminoso estilo de vida será evidente até que vejamos a impureza do pecado e o eliminemos em nosso coração. A oração de Davi no Salmo 32 sugere um espírito compungido e contrito sem qualquer esforço de esconder sua culpa ou escapar-lhe às consequências. “Não suplicava unicamente o perdão, mas também um coração puro. Anelava ... ser reintegrado na harmonia e comunhão com Deus” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 25). Leia Provérbios 28:13.

Restauração. Como as crianças se sentem tímidas após terem sido apanhadas fazendo algo errado, assim também nos sentimos após termos errado contra nosso Pai. Satanás se aproveita desses sentimentos instigando-nos a nos concentrar no que fizemos, em vez de confiar no perdão de Cristo. Mas Deus não Se deleita em infligir punição a Seus filhos; ao contrário, oferece-nos restauração.

Na batalha interior, precisamos escolher quem controlará nossa vontade (Mt 6:24). Quem você escolherá: o inimigo que deseja vê-lo(a) perecer ou o imaculado Cordeiro que morreu para redimi-lo e restaurá-lo?

Kamile Baghaloo-Rose | Atlanta, EUA


Sexta, 8 de maio

Opinião
O dilema do pecado

O pastor Donnie McClurkin é um famoso cantor evangélico. Ele gravou a popular música intitulada “We Fall Down” (Nós Caímos), mas foi criticado pela comunidade religiosa por mostrar o vídeo desta música em canais seculares de televisão como a MTV. Contudo, McClurkin expressou apreciação por saber que uma música dedicada ao avançamento do evangelho encontrou lugar entre as mais cantadas músicas seculares, alcançando assim os que estão necessitados de sua profunda mensagem.

A minha vida toda testemunhei a luta de meu pai com o alcoolismo. Durante anos, tentei mostrar-lhe que ele precisava de ajuda, mas ele nunca admitiu o problema. Creio que o problema de meu pai se estende ao que eu chamo de “Dilema do Pecado”. Os médicos não podem receitar um tratamento a menos que formulem um diagnóstico. O dilema do pecado existe porque não compreendemos a patologia do pecado. Julgamos que o pecado esteja relacionado a um cenário de causa e efeito, e portanto criticamos o pecador quando ele não age de acordo com nossas interpretações pessoais da vontade de Deus. A Bíblia declara que todos pecamos, mas que aqueles que se arrependem são separados dos outros que continuam a persistir no pecado.

Lemos que “é-nos impossível, por nós mesmos, escapar ao abismo do pecado em que estamos mergulhados. Nosso coração é ímpio, e não o podemos transformar. ... É preciso um poder que opere interiormente, uma nova vida que proceda do alto, antes que os homens possam substituir o pecado pela santidade” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 18). Em seu mini-documentário “Das Trevas para a Luz”, o pastor McClurkin revelou sua luta com o homossexualismo e a luta de sua irmã com as drogas. Em minha opinião, isso o qualifica a cantar sobre o fato de que quando caímos, podemos de fato nos levantar novamente. Não nos esqueçamos de que Cristo morreu para que todos nós pudéssemos aceitar Sua graça salvadora e mostrar amor semelhante ao dEle para toda a humanidade. Não nos esqueçamos de que o santo é só um pecador que caiu e se levantou.

Dicas
  1. Compare 2 Timóteo 3:1-5 com o próximo programa ou filme de TV a que você assistir. Pergunte a si mesmo se essa passagem da Bíblia tem alguma relevância em relação ao que você está assistindo.
  2. Mencione áreas em sua vida com as quais você luta em termos de sua experiência cristã. Peça ao Senhor todos os dias que lhe dê forças para vencê-las.
  3. Antes da próxima santa ceia, peça ao Senhor que lhe revele pessoas que você ofendeu ou às quais disse algo que magoasse. Faça questão de pedir-lhes perdão e se ofereça para lhes lavar os pés.
  4. Cante o hino “Graça Excelsa”, no 208 do Hinário Adventista do Sétimo Dia, e escreva outra estrofe baseada em sua experiência com a graça de Deus.
  5. Faça um relatório de suas lutas diárias. Apresente-o ao Senhor diariamente, orando por vitória sobre o pecado, e observe o que Ele irá fazer.
  6. Desenhe um gráfico que mostre quanto tempo você passa fazendo as coisas durante o dia. Analise quanto tempo de seu dia é passado concentrando-se em Cristo.

Ryan Wiggan | Riverside, EUA