| Lição 7 | 9 a 14 de agosto |
Vivendo como filhos de Deus |

“Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não O conheceu” (1Jo 3:1, NVI). |
Prévia da semana: Deus prodigaliza Seu amor sobre nós, chamando-nos a ser Seus filhos e nos oferecendo a vitória sobre o pecado.
Leitura adicional: Romanos 8; 1 João 5:1-3
Domingo, 9 de agosto |
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| Crescendo no coração de Deus |
Qual é o tamanho de sua família? A maioria das famílias tem mãe e pai, e talvez irmãos ou irmãs. Eu tenho só um irmão, mas minha esposa tem sete irmãos e irmãs. Infelizmente, nem todas as famílias têm ambos os pais em casa, e mesmo as que têm os dois, nem sempre o ambiente familiar é positivo. Essa é a realidade do mundo em que vivemos. Desde que o pecado foi introduzido no mundo, Satanás vem tentando romper a instituição divina da família. Cada um de nós já experimentou, num momento ou outro, a imperfeição dos pais humanos, e talvez até já sofremos por causa dela.
Contudo, há um Pai perfeito. Todos nós estamos familiarizados com Seu Filho unigênito, Jesus. Mas ter um Filho só não é suficiente para Ele. Seu amor é tão grande que Ele precisa de outros com quem partilhá-lo. Ele convidou a todos os seres que criou a se tornarem parte de Sua família, a se tornarem Seus filhos. Obviamente, não é possível que sejamos Seus filhos gerados, mas podemos aceitar Sua oferta de nos tornarmos Seus filhos adotados.
Certa vez, foi indagado a uma filha adotiva se ela sabia o que significava ser adotada. Sua resposta foi que “ser adotada significa que cresci no coração de minha mãe, em vez de na barriga dela”. Podemos não ter sido concebidos pelo Espírito Santo, mas todos crescemos no coração de Deus. Quão incrível é isso!” Mesmo que sejamos negligenciados ou não nos sintamos amados por nossos pais terrenos, Deus tem um lugar em Seu coração para cada de um de nós, e para todos nós. Ele nos ama como nenhum pai terreno jamais poderia nos amar!
É claro que ser um filho de Deus envolve algumas obrigações. Precisamos tentar imitar nosso Pai. Não podemos estar em Sua presença física hoje, mas Ele revelou o suficiente sobre Si Mesmo em Seu mundo, em Sua criação e em nossos irmãos e irmãs, de forma que podemos vê-Lo em toda parte ao nosso redor. Aprendendo como nos tornar semelhantes a Ele, podemos refletir Seu caráter a outros, para que todos que nos conhecerem saibam que somos, de fato, filhos dEle.
Nesta semana, vamos estudar o que significa viver como filho de Deus agora, enquanto ansiamos pelo momento em que poderemos estar com nosso Pai celestial em pessoa.
Mãos à Bíblia |
1. Que promessa maravilhosa nos é oferecida? 1Jo 3:1. O que essa promessa inclui? Que esperança podemos ter? Veja também Jo 1:12; 1Jo 2:29; 3:9. 1 João 3:1 aponta para um nascimento espiritual; João 1:12 destaca a fé em Cristo, pela qual nos tornamos filhos de Deus. 1 João 3:1 afirma que os crentes já são filhos de Deus. O Senhor tomou a iniciativa de fazer isso por nós. Pelas últimas contas, há mais de 400 bilhões de galáxias visíveis no Universo, cada uma contendo bilhões de estrelas. Quem sabe quantos planetas existem entre essas estrelas e quantos são habitados com vida inteligente? Como podemos não nos surpreender que o Deus que criou tudo isso nos ama e nos fez Seus filhos? |
Gary Case | Baton Rouge, EUA
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| Decisão de vida ou morte |
Nosso verdadeiro caráter é revelado pelas escolhas que fazemos. Com cada escolha, a escolha seguinte se torna mais fácil.
Escolhendo mal (Gn 3:5; Is 1:2). O amor requer liberdade de escolha, e Deus nos criou com essa liberdade. No Éden, Adão e Eva tinham apenas uma regra, uma única coisa a evitar. Mas Eva desobedeceu a Deus porque achou que estava sendo impedida de alcançar seu pleno potencial. Adão desejou mais a companhia de Eva que a companhia de Deus. Grande parte da rebelião dos cristãos hoje segue uma dessas linhas. Ou achamos que nossas ideias são superiores às de Deus, ou desejamos mais a companhia de outros seres humanos que a de Deus.
Outra oportunidade de escolher sabiamente (Hb 9:26, 28; 1Jo 3:8). Como pecadores, a perfeita justiça de Deus exigia que morrêssemos. O perfeito amor de Deus recusou destruir-nos. A única solução para esse dilema foi a morte de Cristo. Ela assegurou justiça sem exigir nossa perdição eterna. O sacrifício de Cristo destruiu o domínio de Satanás sobre nós e nos deu outra chance de vivermos com Deus para sempre. Em Sua segunda vinda, Cristo salvará Seus filhos sem pecado e destruirá os filhos de Satanás, eliminando para sempre o pecado da criação.
Escolhendo unir-nos à família de Deus (Jo 1:12; 1Jo 3:1). Sem termos escolha, temos sido pecadores desde o nascimento. Isso dificilmente nos torna merecedores de pertencer à família de Deus. Mas se O aceitarmos como nosso Salvador e entregarmos nossa vontade a Ele, temos o direito de ser chamados filhos de Deus.
Escolhendo viver na família de Deus (Sl 51:4; 1Jo 3:4-8, 10). Tornamo-nos muito criativos em manipular a Palavra de Deus para que se ajuste a nossas escolhas em vez de fazermos com que nossas escolhas se ajustem à Palavra de Deus. Em vez de admitir nosso pecado e nos arrependermos como Davi, racionalizamos nossos atos ou negamos que a responsabilidade pelas nossas escolhas seja só nossa.
Na nobre busca da aceitação e tolerância, muitas vezes nos vemos seguindo o mantra popular: “Não se preocupe com questões sem importância.” Mas, no que respeita a nosso destino espiritual, não há “questões sem importância”. As coisas que dizemos a nós mesmos que não têm importância são as próprias coisas que podem desviar-nos de Deus. Ou vivemos de acordo com Seus preceitos e Seu caráter ou estamos sem lei.
“Quando tomou sobre Si a natureza humana, Cristo ligou a Si a humanidade por um vínculo de amor que jamais pode ser partido por qualquer poder, a não ser a escolha do próprio homem. Satanás apresentará constantemente armadilhas, para nos induzir a romper esse laço – escolher separar-nos de Cristo. É aqui que temos necessidade de vigiar, lutar, orar, para que nada nos seduza a escolher outro senhor; pois que estamos sempre na liberdade de o fazer. Mas conservemos os olhos fitos em Jesus, e Ele nos preservará” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 72).
Escolhendo buscar a perfeição (1Jo 3:2, 3, 9). O carvalho do sul pode durar centenas de anos, chegando a ficar com 18 m de altura e 30 m ou mais de largura. Sua madeira é dura e forte. A fragata da marinha americana USS Constitution foi apelidada de “Old Ironsides” (velhos costados de aço) durante a Guerra de 1812 porque as balas de canhão dos britânicos literalmente batiam contra seu casco de sólido carvalho e voltavam. Todas as instruções que essa poderosa árvore precisa para atingir seu pleno potencial estão contidas em sua semente, um caroço que não mede mais de 2,5 cm.
Primeira João 1:10 nos diz que ninguém está livre do pecado. Então, do que João estava falando quando disse que aquele que é “nascido de Deus” não peca? A chave é a “semente” de Deus que cada filho Seu recebe. Enquanto um filho de Deus seguir as instruções contidas na semente, estará crescendo até atingir o perfeito caráter de Deus.
Uma mudinha de carvalho não é muito impressiva, mas a árvore é verdadeiramente notável depois que cresce. Quando somos cristãos recém-convertidos, ainda em luta, também não somos “impressivos”. Mas João nos diz que quando Cristo voltar, finalmente seremos como Deus planejou no Éden – perfeitos em amor, obediência e serviço – resistentes aos “dardos” de Satanás.
“Deus requer de Seus filhos perfeição. Sua lei é um transcrito de Seu caráter, e é o padrão de todo caráter. Essa norma infinita é apresentada a todos, para que não haja má compreensão no tocante à espécie de homens que Deus quer ter para compor Seu reino. A vida de Cristo na Terra foi uma expressão perfeita da lei de Deus, e quando os que professam ser Seus filhos receberem caráter semelhante ao de Cristo, obedecerão aos mandamentos de Deus” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 315).
Escolha hoje (1Jo 3:10). Você sabe de quem é filho? Ainda está tentando decidir? Talvez esteja protelando a decisão até que tenha experimentado algumas coisas que estão em sua “lista de vida” – aquelas que você acha que seriam o máximo, mas receia que não se enquadram no plano de Deus? Bem, o apóstolo João tem uma notícia para você. Você já é parte da família. Sempre foi. João deixa o assunto muito claro – ou você é “filho de Deus” ou é “filho do diabo”. Não há órfãos, não há menores emancipados. Então, em que família você está? A escolha é sua, a cada momento de cada dia.
Mãos à Bíblia |
1 João 3:1 é uma introdução para os pensamentos desenvolvidos no restante da passagem desta semana. Refere-se aos resultados da relação Pai/filho, inclusive as responsabilidades dessa relação. Como consequência de seu relacionamento com Deus, os crentes vivem de maneira pura, não sob o domínio do pecado (v. 3-10). 2. Qual é a diferença entre o desejo de Satanás e de Eva de ser semelhantes a Deus (Gn 3:5; Is 14:14; Ez 28:2) e a promessa de 1 João 3:2, de que seremos semelhantes a Ele? Satanás quis ser semelhante a Deus em poder e pode ter almejado a adoração de todos os seres criados. Porém, parece que ele não estava interessado em ser semelhante a Deus no caráter. Embora os cristãos devam ser semelhantes a Deus, não desejam tomar o lugar dEle. Desejam ser semelhantes a Ele em amor aos outros, em serviço abnegado, em pureza de pensamento e justiça de ação. Respeitam a diferença básica entre o Criador e as criaturas. |
Dallas Estey | Firestone, EUA
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| Permaneça firme |
Em Efésios 4:29 e 30, Paulo desencoraja os cristãos de participarem de conversas que não sejam saudáveis. Mas ele também nos encoraja a falar palavras que edifiquem a outros segundo as suas necessidades. Efésios 5:3-7 é ainda mais categórico sobre como devemos viver de maneira diferente do mundo porque fomos salvos das trevas:
“Qualquer tipo de imoralidade sexual, indecência ou cobiça não pode ser nem mesmo assunto de conversa entre vocês. Não usem palavras indecentes, nem digam coisas tolas ou sujas, pois isso não convém a vocês. Pelo contrário, digam palavras de gratidão a Deus. Fiquem certos disto: jamais receberá uma parte no Reino de Cristo e de Deus qualquer pessoa que seja imoral, indecente ou cobiçosa (pois a cobiça é um tipo de idolatria). Não deixem que ninguém engane vocês com conversas tolas, pois é por causa dessas coisas que o castigo de Deus cairá sobre os que não obedecem a Ele. Portanto, não tenham nada a ver com esse tipo de gente.”
Representar a Deus requer que educada, mas firmemente, tomemos uma posição decisiva para defender a luz que Ele fez brilhar sobre nós, não rudemente, mas de uma forma que apele até para aqueles que talvez não concordem conosco. Contudo, precisamos nos lembrar de que há ocasiões em que podemos ser completamente mal interpretados, ou tratados de maneira maldosa por causa da nossa fé. Cristo experimentou tudo isso, mas sempre permaneceu firme pela verdade como a bússola ao pólo. Mais homens e mulheres fiéis são necessários em nosso mundo hoje do que nunca dantes.
Mãos à Bíblia |
3. De acordo com a Bíblia, qual é a natureza do pecado? Sl 51:4; Is 1:2; Mt 7:23; Rm 6:17, 20. Se puder, leia também Êx 9:27; Sl 36:3; Jr 3:13; 1Jo 1:8; 3:4; 5:17. Na Bíblia, pecado é descrito como erro de alvo, falsidade, violação deliberada do padrão divino de verdade, revolta, maldade, desobediência, transgressão, ilegalidade, iniquidade e injustiça. Em 1 João 3:4, pecado é definido como “transgressão da lei”. Em 1 João 3:11-20, é apresentada a história de Caim, que assassinou seu irmão, exemplo claro de “ilegalidade”. Então, nos versos 22 e 24 do mesmo capítulo, João se refere aos mandamentos e à necessidade de guardá-los. Uma das grandes ironias do mundo cristão de hoje é que muitos dos mesmos pregadores que denunciam o pecado continuam a afirmar que a lei de Deus foi abolida, porque agora estamos sob a graça. Que distorção horrível do que é graça! |
Jared Bosire | Mombasa, Quênia
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| Potapos |
Leia 1 João 3:1 em versões bíblicas diferentes. “Que tipo” de amor é esse? Potapos é a palavra grega traduzida por “que tipo”. Essa expressão idiomática não faz a pergunta só para examinar o tipo de amor retratado aqui, mas também subentende um tipo de assombro. As testemunhas que viram Jesus acalmar o poderoso mar se admiraram: “Que tipo de homem” era aquele? Eles não estavam falando de Sua aparência. Estavam maravilhados de que alguém pudesse comandar o mar! João ficou assombrado com esse amor. Embora seja impossível compreender totalmente esse amor, João insta conosco para que pelo menos olhemos para Ele – que O contemplemos. Há poder em se fazer isso.
Compare 1 João 3:1 com João 1:12. O primeiro verso revela que o “amor” concedido a nós nos torna filhos de Deus: amor + concedido = filhos de Deus. O segundo verso revela que o “poder” que nos é concedido (dado) nos torna filhos de Deus: poder + concedido = filhos de Deus.
Se exagerarmos um pouquinho na simplificação aqui, “amor” e “poder” quase podem se alternar. Em essência, o amor de Deus é poderoso. Contemple-o diariamente e experimente sua transformação num filho de Deus – a transformação de se tornar semelhante a Ele (1Jo 3:2). Isso é poder.
Satanás cria dúvidas, fazendo com que nos demoremos em nossas experiências passadas. Fazer isso permite que essas dúvidas rebaixem nosso conceito do que significa ser filhos de Deus. Isso não é examinar (contemplar) o amor de Deus por você; isso é contemplar o seu amor por Deus. E esse tipo de amor nunca mudou uma única pessoa. É de admirar que percamos a esperança quando contemplamos nossas experiências passadas?
Essa experiência é central no restante de 1 João 3 – ter a esperança em algo melhor do que nossa própria experiência nos ensinou. A palavra chave aqui é esperança. A esperança nos purifica. Ela nos coloca no caminho certo.
Mãos à Bíblia |
4. Qual foi o grande objetivo da primeira vinda de Jesus? 1Jo 1:2; 3:5, 8 Em Sua primeira vinda, Jesus, veio em carne humana. Veio para solucionar o problema do pecado e para destruir as obras do diabo. 5. De acordo com 1 João 3:5, Jesus tira os pecados. Essa declaração parece ser uma alusão a João 1:29. Como Jesus realizou essa tarefa? Hb 9:26, 28; 1Jo 2:2; 4:10; Ap 1:5, 6 1 João 3:5 não diz diretamente como Jesus tira os pecados. Porém, o contexto de 1 João e do Evangelho de João deixam claro que Jesus fez isso morrendo na cruz. Enquanto o livro de Hebreus afirma claramente que Jesus tirou o pecado mediante Seu autossacrifício, o Apocalipse ensina que Jesus nos livrou dos pecados mediante Seu sangue. A primeira parte de 1 João 3:5 aponta indiretamente para a cruz. A segunda parte destaca a absoluta ausência de pecado em Jesus, o que era necessário a fim de que Sua morte na cruz nos salvasse. |
Joe Kim | Baton Rouge, EUA
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| Canais de luz |
O nível de despreparo para a segunda vinda de Jesus é proporcional à quantidade de luz que os cristãos têm. Muitas pessoas ainda estão para ser adotadas na família de Deus porque os que são membros da família de sacerdotes ainda desejam um pedaço do bolo do mundo, esquecendo-se de que são sermões vivos (2Co 3:2, 3). Para sermos considerados boas cartas, precisamos crucificar nossa natureza amante do mundo e permanecer em Cristo. Só então estaremos qualificados para ser membros da família de Deus, com o privilégio de chamá-Lo de “nosso Pai”. Como obtemos e conservamos o privilégio de ser filhos de Deus e de convidar outros para a festa de Deus?
Permaneça em Cristo. Leia João 15:4-6. Estar em Cristo torna-nos filhos de Deus e nos ajuda a viver à altura disso, o que atrai muitos outros para a família de Deus. “Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto.” Estamos constantemente sendo “lidos” (2Co 3:2, 3).
Seja leal aos princípios da família de Deus. Os membros do sacerdócio real são um povo especial porque guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus (Ap 14:12). A lealdade a Ele nos torna parte da realeza, o que pela fé nos capacita a “renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente” (Tt 2:11, 12). A lealdade assegura a realeza.
“A glória da igreja de Deus reside na piedade de seus membros; pois ali está oculto o poder de Cristo. A influência dos sinceros filhos de Deus pode ser estimada como de pouco valor, mas será sentida enquanto durar o tempo, e será justamente revelada no dia da recompensa. A luz de um verdadeiro cristão, brilhando em inabalável piedade, em firme fé, provará ao mundo o poder de um Salvador vivo. Em Seus seguidores Cristo será revelado como uma fonte de água que salta para a vida eterna. Embora pouco conhecidos do mundo, são reconhecidos como povo de propriedade de Deus, Seus vasos escolhidos de salvação, Seus canais pelos quais a luz deve vir ao mundo” (Ellen G. White, Review and Herald, 24 de março de 1891).
Mãos à Bíblia |
6. Como 1 João 3:6, 8, 9 pode ser harmonizado com 1 João 1:6–2:2? Primeira João 3:6 e 9 contém declarações fortes e desconcertantes, afirmando que ninguém que vive em Jesus e nasce de Deus vive pecando. Os cristãos têm tido muita dificuldade com essas declarações e procuram encontrar explicações. Afinal, que cristão verdadeiro não teve que enfrentar a realidade do pecado em sua vida? O que podemos entender em todos os casos é que, certamente, o apóstolo João não se contradiz. No capítulo 1, ele diz que aqueles que afirmam estar sem pecado enganam a si mesmos. No capítulo 2, ele aponta para nosso alvo, que é não pecar, mas acrescenta que, se pecarmos, temos um advogado diante do Pai, Jesus Cristo. Os cristãos se afastam do pecado, mas, se pecarem, o confessam e aceitam o perdão divino. |
Lawrence Kiage | Atlanta, EUA
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| Aprendendo a amar |
Eu estava indo a pé para a universidade local a fim de encontrar um amigo. Andava numa rua movimentada, com muitas lojas e pessoas sem lar mendigando. Vi um deles na esquina. Era um homem alto sentado numa cadeira de rodas. Enquanto ele lutava para desenroscar a mochila das partes metálicas da cadeira, parei para ajudar. Ele me agradeceu e começou a conversar. Estava a caminho de um estacionamento mais à frente, e cogitou se eu tinha tempo para empurrar a cadeira até lá. Desejando ser útil, e imaginando que seria uma tarefa rápida, concordei. Enquanto íamos manobrando por entre as irregularidades, rachaduras e curvas da calçada, trocamos algumas informações sobre nossa vida. A princípio foi interessante, e senti-me feliz por ter tomado tempo para ajudar alguém que precisava.
Esses sentimentos, porém, logo mudaram. Ao nos aproximarmos de nosso destino, ele decidiu que desejava ser levado a um restaurante “logo à frente na rua”. Eu já estava a vários minutos de onde devia encontrar meu amigo, e iria chegar atrasado. O que esse homem queria dizer ao mudar seu destino quando já estávamos tão perto? Certamente, ele estava tirando vantagem de minha disposição de praticar uma boa ação. Aquela coisa de “ajudar seu irmão” já estava ficando fora de controle.
Vagarosamente, porém, enquanto eu continuava a empurrar a cadeira de rodas, percebi que era exatamente isso que Jesus queria dizer quando falou que não havia chamado maior do que amar a Deus e amar ao próximo. Aquele homem, ao seu modo, estava me mostrando o tipo de amor que Jesus deseja de nós – um amor incondicional, que ocorre ativamente durante os bons e os maus momentos. Um amor que anda a segunda milha, às vezes literalmente.
Isso me fez pensar: Realmente amo meu próximo? E você, ama?
Mãos à obra |
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Tanya Henry | Durham, EUA