
“Pergunto, pois: Acaso Deus rejeitou o seu povo? De maneira nenhuma! Eu mesmo sou israelita, descendente de Abraão, da tribo de Benjamim.” (Rm 11:1).
Prévia da semana: No fim, tanto judeus como gentios foram chamados a compartilhar o evangelho ao mundo.
Leitura adicional: Romanos 10 e 11
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O orgulho do filho preferido |
Havia um homem rico vivia numa aldeia remota. Ele tinha vários filhos bem diferentes uns dos outros em caráter. Como era um pai bondoso e paciente, ensinava a todos os filhos como trabalhar e os ajudava a desenvolver bons traços de caráter.
Um de seus filhos, Joe, era especialmente talentoso e se tornou o filho favorito do homem. Um dia, esse rico homem planejou uma viagem de negócios. Ele disse a Joe que o estava escolhendo como o responsável por ajudar seus irmãos para que se saíssem bem enquanto ele estivesse fora.
Infelizmente, porém, Joe não fez o que o pai esperava. Em vez de ajudá-los, começou a fazer coisas que lhe dariam a fama de bonzinho diante do pai quando ele voltasse. Na verdade, quando um dos irmãos fazia algo errado, em vez de ajudá-lo, Joe dizia que ia contar para o pai como ele havia sido mau.
Quando o pai voltou da viagem, todos os filhos lhe deram as boas-vindas. Contudo, quando ele ficou sabendo que Joe não fizera o que ele lhe havia pedido, ficou triste e disse a Joe que agora teria de passar mais tempo com seus irmãos do que com ele.
Nosso Pai celestial ama a todos nós, embora no passado Ele tenha escolhido uma nação em particular para ensinar às outras sobre Seu amor. Contudo, esta nação a quem Deus deu o nome de Israel, ficou tão empolgada em ser a “filha” favorita, que se separou do resto do mundo. Ficou tão orgulhosa de seu status como escolhida, que se esqueceu da razão pela qual Deus a havia escolhido – para comunicar as boas-novas da justiça pela fé.
Quando Jesus veio à Terra, Ele os ajudou e nos ajudou a compreender que “Não há diferença entre judeus e gentios” (Rm 10:12), que todos são pecadores necessitados da graça de Deus dada ao mundo através de Jesus Cristo. Esta graça vem a todos não por nacionalidade, nascimento, ou obras, mas pela fé em Jesus, que morreu como substituto pelos pecadores de todos os lugares. Sim, os papéis podem mudar, mas o plano da salvação nunca muda.
Nesta semana aprenderemos o que significa ser escolhido ou eleito por Cristo, que não faz distinção entre pessoas, especialmente no que diz respeito à salvação. Hoje, Ele também insiste conosco para que levemos o evangelho a todas as nações (Mt 28:19, 20), não apenas a uns poucos escolhidos.
Mãos à Bíblia |
1. Qual é a principal mensagem de Paulo em Romanos 10:1-4? Como corremos, hoje, o perigo de buscar estabelecer “nossa própria justiça”?
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Daniel Saputra – Palembang, Indonésia
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As segundas chances de Deus e as terceiras e quartas e... |
A compaixão de Paulo (Rm 10:1-8). A salvação de Israel – povo escolhido de Deus – era um dos principais objetivos do ministério de Paulo entre os gentios de Roma. No início do capítulo 8, ele expressa seu desejo pela salvação dos líderes judaicos. Eles tinham conhecimento e disciplina legalista, mas estes não os levaram à humildade e completa dependência de Deus.
Evangelismo: mais do que um chamado (Rm 10:14-21). Quando as pessoas aceitam o dom de salvação de Jesus, uma consequência natural é desejar ajudar outros a encontrar também graça e esperança nEle. O verso 14 faz perguntas estimulantes para levar os cristãos a partilhar o evangelho. Num livro devocional sobre Romanos, George R. Knight partilha uma nova perspectiva sobre o verso 14, ao citar o conhecido orador cristão John Stott: “A essência do argumento de Paulo é vista se colocarmos seus seis verbos em ordem oposta: Cristo envia arautos; os arautos pregam; as pessoas ouvem; os ouvintes creem; os crentes invocam; e os que invocam são salvos.”* Ainda hoje, somos inspirados pela verdade dessa mensagem: como as pessoas ao nosso redor ouvirão, se não pregarmos a elas?
O infalível amor de Deus (Rm 11:1-12). A maior parte dos líderes religiosos e seguidores judeus rejeitaram Jesus como o Messias. Contudo, Deus nunca os rejeitou. Paulo enfatizou esse ponto quando escreveu: “Eu mesmo sou israelita, descendente de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o Seu povo, o qual de antemão conheceu” (Rm 11:1, 2). Deus nunca retira Sua mão de misericórdia e graça. Somos nós que cometemos a rejeição.
Deus podia ver que os judeus estavam tentando viver seu papel como Seu povo escolhido. Cumpriam religiosamente seus costumes e práticas cerimoniais. Nunca se pôs em dúvida que eles estavam tentando ser piedosos, porém estavam simplesmente tomando o caminho errado. O caminho certo é visto em João 14:6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim”.
Salvação para os gentios (Rm 11:13-26). Paulo continua sua argumentação descrevendo uma árvore com galhos naturais, galhos quebrados e galhos enxertados. Quando os judeus rejeitaram o divino plano de salvação, sua falta de fé em Jesus fez com que se partissem e caíssem da oliveira de Deus. Sua ausência deixou espaço para que os brotos de plantas bravas dos gentios se tornassem parte da família de Deus ao aceitarem o evangelho. A ilustração da árvore nos lembra que a fé judaica ainda está na raiz do cristianismo.
Embora os israelitas tenham se partido e caído de Deus, Ele não os queimou nem os atirou fora. Ao contrário, “se não continuarem na incredulidade, serão enxertados, pois Deus é capaz de enxertá-los outra vez.” (verso 23).
A misericórdia de Deus para com toda a humanidade (Rm 11:29-36). O capítulo 11 termina com comemoração e adoração pela inesgotável graça de Deus e Seu amor incondicional. Paulo declara que Deus ainda está suplicando aos judeus para que aceitem Sua misericórdia, se humilhem e sejam salvos pela fé.
Podemos ser gratos porque a desobediência nunca é o fim, mas é algo do qual Jesus veio nos livrar. Ele é o único que foi perfeitamente obediente à lei de Deus. Seus caminhos estão muito além de nós. Qualquer coisa que possamos dar a Deus não chega nem perto de pagar o que Ele fez por nós. Os judeus tinham orgulho de sua capacidade de guardar os detalhes das leis. Contudo, não compreendiam quão terrivelmente estavam fracassando em guardá-las. Toda a glória pertence a Deus. Só por Sua graça podemos ser salvos.
* George R. Knight, Walking With Paul Through the Book of Romans
(Hagerstown: Review and Herald, 2002), p. 256.
Mãos à Bíblia |
2. Que ensino comum Romanos 11:1-7 nega clara e inquestionavelmente? Que evidência Paulo dá de que Deus não rejeitou Seu povo?
Paulo aponta para um remanescente, uma eleição da graça, como prova de que Deus não rejeitou Seu povo. A salvação está aberta a todos os que a aceitarem, judeus e gentios igualmente.
3. Paulo está dizendo que Deus cegou propositalmente para a salvação a parte de Israel que rejeitou Jesus? Rm 11:7-10. O que está errado com essa ideia?
Deus cega os olhos das pessoas para impedi-las de ver a luz que os levaria à salvação? Nunca! Essas passagens devem ser entendidas à luz de Romanos 9. Paulo não está falando de salvação individual, pois Deus não rejeita ninguém coletivamente para a salvação. O assunto neste verso, ao contrário, como foi desde o princípio, se refere ao papel que Israel, como nação, teve em Sua obra.
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Debbie Battin Sasser – Friendswood, EUA
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Os resultados da eleição |
“Se cumprirmos as condições que o Senhor determinou, garantiremos nossa eleição para a salvação. A obediência perfeita aos Seus mandamentos é a evidência de que amamos a Deus e de que não estamos endurecidos pelo pecado. Cristo tem uma igreja em todas as épocas. Há na igreja aqueles que não se tornam melhores em nada por estarem unidos a ela. Eles próprios quebram os termos de sua eleição. A obediência aos mandamentos de Deus nos dá direito aos privilégios de Sua igreja” (Ellen G. White, SDA Bible Commentary, v. 6, p. 1079).
Em João 15:4 “estão as mais preciosas joias da verdade para toda pessoa, individualmente, entre nós. Aqui está a eleição da Bíblia, e você pode demonstrar ser o eleito de Cristo ao ser fiel; você pode provar-se o escolhido de Cristo ao permanecer na videira” (Ibid.)
“Deus elege aqueles que têm trabalhado no plano da adição (2Pe 1:5-8). A explicação é dada no primeiro capítulo de Segunda Pedro. Para cada ser humano, Cristo pagou o preço da eleição. Ninguém precisa se perder. Todos foram redimidos. A todos os que recebem a Cristo como Salvador pessoal será dado poder de se tornarem filhos e filhas de Deus. Uma eterna apólice de seguros foi provida para todos.
“Aqueles a quem Deus escolhe, Ele redime. O Salvador pagou o preço da redenção por todo ser humano. Não somos de nós mesmos, porque fomos comprados por preço. Do Redentor, que nos escolheu desde a fundação do mundo, recebemos o seguro que nos dá direito à vida eterna. ... Esta não é uma apólice de seguro cujo valor alguém receberá após sua morte; é uma apólice que assegura para você uma vida que se mede pela vida de Deus: a saber, a vida eterna” (Ibid., v. 7, p. 994).
Mãos à Bíblia |
4. Que grande esperança Paulo disse que existe para os israelitas, tanto para os daquele tempo quanto para os de hoje? Rm 11:11-15
5. Em lugar do enfoque étnico, que outro critério Deus usa para determinar quem Lhe pertence? Rm 11:16-24
Paulo compara o remanescente fiel de Israel a uma oliveira nobre, da qual foram quebrados bruscamente alguns galhos (os descrentes) – uma ilustração que ele usou para provar que “Deus não rejeitou o Seu povo” (v. 2). Raiz e tronco estão ainda lá. Nessa árvore, os crentes gentios foram enxertados. Mas eles estão extraindo sua seiva e vitalidade da raiz e do tronco, que representam o Israel que crê.
6. Mencione alguns privilégios que temos como resultado de sermos membros da igreja de Deus. Estamos agindo de acordo com esses privilégios?
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Leslie J. Scholten – Amsterdã, Holanda
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Lições dos israelitas |
Em Romanos 10:16-21, encontramos Paulo citando as palavras do profeta Isaías para contrastar a diferença entre a rejeição final da justiça pela fé por parte da nação de Israel e a “fé inesperada”* dos gentios. Para que não cometamos o mesmo erro de Israel, é importante sabermos a condição dos israelitas quando Isaías estava servindo como profeta de Deus. Isaías enfatizou a indisposição de Israel para dar ouvidos a Deus. Enfatizou a desobediência e rebeldia da nação.
Infelizmente, esqueceram-se de Deus e deixaram de cumprir Sua santa missão. As bênçãos por eles recebidas não produziram bênçãos para o mundo. Apropriaram-se de todas as suas vantagens para glorificação própria. Excluíram-se do mundo para escapar à tentação” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 14).
“Os israelitas fixaram suas esperanças em grandezas mundanas. Desde o tempo de sua entrada na terra de Canaã, apartaram-se dos mandamentos de Deus e seguiram os caminhos dos gentios. Era em vão que Deus enviava advertências por Seus profetas. Em vão sofriam eles o castigo da opressão gentílica. Toda reforma era seguida de mais profunda apostasia” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 28).
Pelo que aconteceu com os israelitas, podemos aprender que, não importa quanto afirmemos ser eleitos de Deus, se não nutrirmos nossa fé, perderemos nossa posição diante dEle. Os israelitas fracassaram porque consistentemente se desviaram de Deus, procurando a “comida” e a “água” de outros deuses que julgavam mais atrativos.
* The SDA Bible Commentary, v. 6, p. 601.
Mãos à Bíblia |
7. Que grande esperança Paulo tinha a respeito de seu povo? Rm 11:25-27
O teor desses versos mostra que Deus tem interesse na salvação dos judeus. O que Paulo declara vem em resposta à pergunta suscitada no princípio do capítulo: “Terá Deus, porventura, rejeitado o Seu povo?” Sua resposta, evidentemente, é: não! E sua explicação é (1) que a cegueira é só “em parte” e (2) que é só temporária, “até que haja entrado a plenitude dos gentios”. O que significa “a plenitude dos gentios”? Muitos veem essa expressão como uma forma de cumprimento da comissão evangélica, em que todo o mundo ouve o evangelho.
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Osvald Taroreh – Jacarta, Indonésia
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Escolha firme |
Paulo nos mostra que a salvação se baseia na graça de Deus e na justificação pela fé, na crença de que todas as pessoas são escolhidas para receber a salvação, se aceitarem o sacrifício de Cristo por elas. Quando os incrédulos judeus rejeitaram Cristo, perderam seu papel espiritual como nação (Rm 11:17-24). Isso não significa que a salvação para os judeus individualmente estava totalmente encerrada. Diante disso, como é que podemos viver à altura da salvação que Cristo nos deu?
Reconheça que não há salvação fora de Cristo. Paulo nos ensina continuamente que não podemos ter esperança, paz nem salvação a menos que mantenhamos um relacionamento de fé com Deus através de Cristo (Jo 15:5). Não há nada que possamos fazer para conquistar a salvação. Ela pode ser alcançada apenas através da graça de Deus quando aceitamos o sacrifício de Cristo por nós.
Evite o orgulho. Precisamos ser cuidadosos no que diz respeito ao orgulho espiritual (Pv 16:18). “A advertência de Paulo sobre não nos sentirmos superiores aos outros é tão significativa hoje como há dois mil anos. ... Talvez alguns não sejam antissemitas, mas talvez sejam antinegros, antibrancos, anti-hispânicos, antiasiáticos, ou “anti” qualquer pessoa que não tenha as mesmas crenças deles ou não apreciem o mesmo tipo de música que eles. Os “anti” continuam a dividir a igreja de Cristo.
A única solução para os que têm pensamentos de superioridade em relação a si mesmos é encontrar Jesus na cruz.”*
Mantenha um relacionamento com Jesus. Nossa salvação é conservada enquanto temos um relacionamento forte com nosso Salvador. Parte dessa conservação inclui fazer a vontade de Deus. Em Mateus 7:21 Jesus disse: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos céus”. Também precisamos orar, estudar a Palavra de Deus, meditar nela e servir o próximo.
* George R. Knight, Walking With Paul Through the Book of Romans (Hagerstown, Maryland: Review and Herald, 2002), p. 272.
Mãos à Bíblia |
8. Como Paulo mostra o amor de Deus não só pelos judeus, mas por toda a humanidade? Como ele expressa o poder surpreendente e misterioso da graça de Deus? Rm 11:28-36
9. Leia cuidadosamente e em oração o verso 31. Que lição importante aprendemos desse texto sobre nosso testemunho não só aos judeus mas a todos com quem entramos em contato?
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Victor Joe Sinaga – Palembang, Indonésia
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Olhe ao redor |
Separando-se do mundo, os israelitas não percebiam que haviam construído uma barreira entre si mesmos e os gentios, fracassando em declarar a mensagem a outros. Como cristãos, somos muitas vezes pegos em nossas próprias armadilhas. Quando encontramos conforto numa determinada igreja, tendemos a negligenciar o companheirismo saudável com outros cidadãos em nossa vizinhança e cidade. Isso nos impede de partilhar o evangelho com outros.
Deus não rejeita as pessoas com base em costumes ou etnia. Não favorece uma nação sobre outra. Ao contrário, concede salvação a todos (Jo 3:16, 17). Precisamos deixar nossa zona de conforto e partilhar o evangelho, de uma forma ou de outra, com todos aqueles com quem entramos em contato.
O evangelho não pode ser separado das palavras missão e serviço. “Os seguidores de Cristo foram redimidos para serem úteis ao próximo. Nosso Senhor ensina que o verdadeiro objetivo da vida é servir. Vivendo para servir aos outros, o homem é levado
à comunhão com Cristo. A lei de servir torna-se o vínculo que nos liga a Deus e a
nosso semelhante.
Através da missão e do serviço, temos tremendas oportunidades de testemunhar para Deus. Pelo fato de os israelitas, como nação, terem recusado a Deus, Ele abriu as portas para que todos fossem testemunhas Suas. Os cristãos hoje precisam sempre manter seus olhos no plano geral oferecido por Deus: salvação para todo homem, mulher e criança. Quando nos isolamos do mundo, tanto em geral quanto ao nosso redor, Deus vai usar outros para declarar Sua mensagem.
Mãos à obra |
1. Leia João 15:1-17 e pesquise sobre o cultivo de uvas. Compare esse cultivo com a eleição do povo de Deus e seu processo de crescimento espiritual.
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Fritz e Joice Manurung – Jacarta, Indonésia