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Lição 12
12 a 19 de junho

 

Nutrição na Bíblia

 

Lição dos jovens 1222010



“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31, NVI).

 

Prévia da semana: Frutas, cereais, nozes e verduras, preparados de maneira saudável e consumidos em porções moderadas podem fazer muito para evitar as doenças e promover saúde e felicidade.

 


 

Domingo, 13 de junho

Introdução

Parta para a saúde!


Já estamos quase na metade do ano, como vão indo aquelas resoluções tomadas no início do ano novo? Você sabe, aquelas sobre se alimentar melhor (menos comidas não saudáveis, mais frutas e verduras), fazer mais exercício (e menos videogames), e se cuidar?


É impressionante como muitas pessoas tomam essas resoluções no primeiro dia de janeiro – e depois as abandonam, digamos, lá para 3 de janeiro, se não antes. Mas a necessidade de adotar um estilo de vida saudável não é só uma boa ideia – é parte do que Deus deseja que façamos.


Certa vez ouvi alguém dizer: “As crianças não vêm com manual de instruções.” Bem, isso não é verdade. A Bíblia tem muita coisa a dizer sobre a criação de filhos, e também sobre como devemos nos alimentar – tanto quando crianças como depois de adultos. Na verdade, Deus nos ama tanto que nos deu instruções específicas sobre os alimentos que devemos ingerir, começando com o primeiro capítulo da Bíblia, Gênesis 1:29: “Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês” (NVI).
As instruções de Deus sobre alimentação não são só para tornar o relato mais interessante. Aquele que nos criou Se importa conosco, e Se importa tanto que deseja que sejamos saudáveis; e nossa saúde é em grande parte determinada pelo que comemos. É só você perguntar aos atletas de sucesso. Antes de uma competição importante, eles fazem questão de comer os alimentos certos que suprirão a energia necessária. Também se preocupam em não ingerir alimentos que prejudicarão seu desempenho.


A ênfase da Bíblia sobre a nutrição adequada tem todo tipo de implicações, como vemos em 1 Coríntios 10:31. Nas palavras “façam tudo para a glória de Deus” está implícito o fato de que Ele está nos observando. Assim como as criancinhas desejam agradar os pais, Deus Se deleita no fato de Seus filhos procurarem agradá-Lo. Mas será que isso também não sugere que outros estão observando? Jesus disse que quando fazemos o bem, estamos glorificando a Deus (Mt 5:16). E ter um estilo de vida saudável não é parte disso? Nesta semana, aprenderemos essas e outras coisas.

 

Mãos à Bíblia

 

1. De que era composta a alimentação original? Gn 1:26-30. Que lição se pode observar do fato de que tanto a humanidade quanto os animais tinham uma alimentação semelhante?

 

Deus plantou um jardim cheio de frutas e nozes para a nutrição de nossos primeiros pais. Só podemos especular sobre as diferenças entre esse pomar e o que está disponível a nós hoje, e imaginamos que havia ampla variedade de delícias coloridas e saborosas, grande variedade de frutas e nozes na diversificada abundância fornecida por Deus. A pesquisa científica confirma que uma alimentação vegetariana é mais saudável que a dieta com base na carne cheia de gordura saturada.

 


Mark A. Kellner | Colúmbia, EUA

 


 

Segunda, 14 de junho

Evidência

O que sua comida está dizendo?


Levítico 11 dá a perspectiva de Deus sobre a nutrição. Os filhos de Israel deviam andar, falar e comer como Deus desejava que Seu povo santo o fizesse. A dieta egípcia, na qual haviam vivido por quase 400 anos, incluía muitos dos alimentos que eram permitidos aos filhos de Israel. Muitos egiptólogos têm concluído que a classe mais alta se alimentava principalmente de carne, enquanto que a classe mais pobre consumia mais frutas e verduras que cresciam no rico solo ao redor do Nilo.


Números 11:4-34 revela quão seriamente Deus considerava a ligação entre o alimento e a espiritualidade. “Deus deu ao povo aquilo que não era para seu máximo bem, porque persistiram em desejá-lo... foram entregues ao sofrimento das consequências. ... ‘E feriu o Senhor o povo com uma praga mui grande’” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 382).


Se a comida era limpa, por que Deus os feriu com uma praga? Talvez tenha sido porque eles cobiçaram tanto a carne que perderam Deus de vista. Será que uma quantidade demasiada de algo bom pode ser algo mau? Deus certamente parece pensar que sim.


Quando os filhos de Israel finalmente chegaram à Terra Prometida, os historiadores dizem que sua dieta consistia principalmente de frutas e verduras, porque ganhavam a vida com seus rebanhos. Quando eventualmente matavam seus animais, geralmente era para propósitos sacrificais ou ocasiões especiais.


Na Inglaterra, durante a Segunda Guerra Mundial, o rigoroso racionamento de comida significou que as pessoas comeram menos gordura e menos ovos, carne e açúcar. Estudos hoje sugerem que esse tipo de dieta reduz o risco de contrair câncer, doenças do coração e outras doenças degenerativas.* Certamente, sabemos quão disseminado está o câncer na sociedade e mesmo o quanto está aumentando em nossa igreja.


Êxodo 15:26 nos dá um maravilhoso exemplo de como Deus derrama bênçãos sobre Seu povo, tanto naquela época como hoje, quando ele observa Suas leis de saúde. O Criador nos mostrou os alimentos que são para nosso maior bem, porque nos ama. Os benefícios de se comer de acordo com Seu plano nutricional são não só físicos como espirituais. Neste tempo final Ele está nos chamando para sermos Daniéis dos últimos dias. Você responderá ao chamado do Mestre?

 

Mãos à Bíblia

 

2. Que mudança sobreveio à alimentação humana por causa do Dilúvio? Por que aconteceu isso? Como essa mudança reflete uma desarmonia muito maior provocada pelo pecado?

 

Só depois do Dilúvio, com a destruição da vegetação, Deus deu permissão à humanidade para comer a carne dos animais. Que mudança no relacionamento entre o homem e os animais! Hoje, estamos tão acostumados a isso que certamente não percebemos a incrível mudança que deve ter sido.

 

3. Que distinção entre os animais já estava presente desde antes do Dilúvio? Gn 7:1, 2; 8:20. Como esses versos refutam a ideia de que a distinção entre as carnes limpas e imundas começou com a nação judaica?

 

 

Seth Allen | Bracknell, Inglaterra

 



Terça, 15 de junho

Exposição

Alimento para a alma


A dieta original (Gn 1:26-30). A dieta original era totalmente vegetariana. Consistia de cereais, frutas, castanhas e verduras (ver Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 296). Parece ter sido semelhante à que Daniel e seus companheiros adotaram (Dn 1:11-15, 19, 20). Um crescente número de dietistas e cientistas hoje estão comprovando que a dieta vegetariana produz excelente saúde.*


Deus permitiu que os sobreviventes do Dilúvio comessem animais (Gn 9:3, 4). A Bíblia registra a idade de personagens bíblicos seletos anteriores e posteriores ao Dilúvio. Pode-se verificar que a adição de carne teve o efeito de encurtar consideravelmente a média de vida. Antes do Dilúvio, a média de vida, frequentemente, estava acima da marca dos 900 anos, sendo que Matusalém chegou perto dos mil anos, pois viveu 969 (Gn 5:27). Contudo, Lameque viveu apenas 595 anos (Gn 5:32), e Abraão durou até a idade de 175 (Gn 25:7). Na época de Davi, a média de vida já tinha baixado para 70 anos.

 

A conexão vertical (Gn 7:1, 2; 8:20). Deus disse a Noé que levasse na arca sete pares de cada tipo de animal limpo e dois de cada tipo de animal imundo. Logo após o Dilúvio, Noé sacrificou alguns daqueles animais limpos. Esse sacrifício foi aceitável a Deus. Embora isso não seja declarado em Gênesis, Levítico 11 e Deuteronômio 14 confirmam que Deus estava permitindo o uso apenas de animais limpos para alimento. Assim como Deus só aceitava o uso de animais limpos nos sacrifícios oferecidos a Ele, parece que, se o homem fosse adotar o consumo de carne em sua dieta, Deus só aceitaria o uso do melhor – certos animais limpos. Há um indício aqui da ligação entre o que comemos e nossa relação com Deus – talvez uma ligação entre a qualidade de nossa alimentação e a qualidade de nossa adoração. O apóstolo Paulo parece dar evidências disso em Romanos 12:1 e 1 Coríntios 10:31.

 

Alimento para um povo santo (Levítico 11; Deuteronômio 14). Levítico 11 e Deuteronômio 14 alistam as categorias de alimentos animais que são limpos e que são imundos. Dos animais que vivem sobre a terra, os que têm casco dividido e ruminam eram considerados limpos. Das criaturas que existem na água, só as que têm barbatanas e escamas deviam ser usadas como alimento. Deus deu instruções semelhantes quanto a pássaros e insetos alados. Em Levítico 11:43-46, Deus deixa claro que comer ou tocar o imundo (má higiene) é inaceitável para um povo que pertence a um Deus santo.

 

Deuteronômio 14:21 proíbe a um israelita comer qualquer coisa encontrada morta; mas o animal morto podia ser doado ou vendido a um estrangeiro como alimento. O povo de Deus era separado para Deus e era, portanto, santo. Assim, para o israelita, a escolha dos alimentos ingeridos parece fazer parte do ser santo.

 

Comida dos anjos versus as delícias dos egípcios (Êxodo 16). Deus não planejava que os filhos de Israel continuassem a comer alimentos cárneos. Logo após sua fuga do Egito, Ele tentou desacostumá-los dessas comidas dando-lhes o maná, ou a “comida dos anjos”, como é muitas vezes chamado. Contudo, o povo obviamente estava tendo sérios sintomas de abstinência das panelas de carne do Egito. Por fim, Deus lhes permitiu continuar comendo carne.

 

Uma mosca na sopa teológica (Rm 14:17; 1Tm 4:1-5). Alguns dos membros judeus na igreja do Novo Testamento estavam tão apegados aos assuntos legais das leis cerimoniais e outras crenças inventadas que queriam forçar seus pontos de vista sobre os novos crentes. Muitas vezes, o debate revolvia em torno de quais alimentos eram ou não permitidos. Em Romanos 14:15-17, Paulo aconselhou os que eram mais maduros em sua compreensão dos assuntos doutrinários a não julgarem os que eram talvez fracos em seu desenvolvimento, mas a se concentrarem nos “preceitos mais importantes da lei” (Mt 23:23, NVI). Há evidentemente um caso semelhante em 1 Timóteo 4:1-5. Aqui Paulo classifica os que forçam suas crenças acariciadas sobre outros como os que “abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios” (verso 1, NVI).

 

Uma ilustração tirada da comida (At 10:1-28). Alguns comentaristas consideram a visão de Pedro uma prova de que Deus endossa o uso de carnes imundas. Adotar esse ponto de vista, contudo, seria uma interpretação errônea do texto, que é simplesmente uma ilustração para ajudar Pedro a vencer seus preconceitos para com os conversos gentios. Até esse ponto, os gentios eram considerados imundos. Pedro entendeu a lição. Se Deus não faz acepção de pessoas, ele também não devia fazer.

 

Comer, beber e alegrar-se? (Pv 23:19-21). Em Provérbios 23:19-21, Salomão aconselha contra o associar-se com os que têm tendências para a gula e a intemperança no comer e no beber.

 

* T. Colin Campbell and Thomas M. Campbell II, The China Study (Dallas: Benbella Books, Inc., 2006), p. 242.

 

Mãos à Bíblia

 

Hoje, muitos afirmam que, nos tempos do Novo Testamento, a Bíblia removeu a distinção entre coisas limpas e imundas. Mas, é muito difícil imaginar por que o Novo Testamento não haveria de mostrar preocupação com a alimentação, que é tão importante para o viver saudável.

 

4. Paulo escreveu a Timóteo falando sobre a restrição a certos alimentos. O que Paulo disse? Isso significa que agora podemos comer carnes impuras? 1Tm 4:1-5

 

Neste caso particular, Paulo estava lidando com heresias futuras que proibiriam os cristãos de participar de duas coisas que Deus deu à humanidade na criação: alimentos e casamento. Os alimentos envolvidos são todos os alimentos que Deus criou para o consumo humano.

 

5. O que há de errado em usar Atos 10 como prova de que o Novo Testamento acabou com a distinção entre alimentos puros e impuros? Veja At 10:28

 


Ray Allen | Bracknell, Inglaterra

 


 


Quarta, 16 de junho

Testemunho

Pequenas decisões, grandes consequências


“A história de Daniel e seus companheiros foi registrada nas páginas da Palavra Inspirada para benefício da juventude dos séculos futuros. ... Aqueles que, como Daniel, recusarem desonrar-se, colherão os frutos de seus hábitos de temperança. Na posse de maior capacidade física e de aumentado poder de resistência, possuem um depósito bancário do qual sacar em caso de emergência.


“Hábitos físicos corretos promovem a superioridade mental. ... Daniel e seus companheiros desfrutaram os benefícios de instrução e educação corretas logo nos primeiros tempos de vida, mas essas vantagens tão-somente, não teriam feito deles o que foram. Chegou o momento em que deviam agir por si mesmos, quando o futuro deles dependia de sua conduta” (Ellen G. White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 28, 29).


“Os jovens nessa escola de preparo não eram unicamente admitidos ao palácio real, mas também tomavam providências para que comessem da carne e bebessem do vinho que vinha da mesa do rei. ...


“Entre os manjares colocados diante do rei havia carne de porco e de outros animais que haviam sido declarados imundos pela lei de Moisés e que os hebreus tinham sido expressamente proibidos de comer. Nisso Daniel foi provado severamente. Deveria apegar-se aos ensinos de seus pais concernentes às carnes e bebidas e ofender ao rei, e, provavelmente, perder não só sua posição mas a própria vida? ou deveria desatender o mandamento do Senhor e reter o favor do rei...?


“Daniel não hesitou por longo tempo. Decidiu permanecer firme em sua integridade, fosse qual fosse o resultado. ...
“O caráter de Daniel é apresentado ao mundo como admirável exemplo do que a graça de Deus pode fazer de homens caídos por natureza e corrompidos pelo pecado. O registro de sua vida nobre, abnegada, serve de ânimo para a humanidade em geral. Dela podemos reunir força para resistir nobremente à tentação e, firmemente e na graça da mansidão, suster-nos pelo direito sob a mais severa provação” (Ellen G. White, Santificação, p. 19-21).

 

Mãos à Bíblia

 

6. Leia Provérbios 23:19-21. Que importante princípio de saúde se encontra nesses versos? Como podemos aplicar esse princípio a nós mesmos, na área de saúde e temperança?

 

Na alimentação, como em todas as coisas, a temperança é importante. Mesmo a boa alimentação, em demasia, pode ser prejudicial à saúde. Como em tudo, no que se refere à saúde, o equilíbrio é a chave.

 

 

Gina Renee Wahlen | Silver Spring, EUA

 


 

Quinta, 17 de junho

Aplicação

Viver para comer ou comer para viver


Muitos compreendem os princípios de nutrição que Deus nos deu. É na aplicação prática desses princípios que muitos caem presa da tentação. Aqui estão seis maneiras de ajudar você a mudar seus hábitos de alimentação de forma que passem a refletir os princípios de Deus:


Ore, durma e beba água. Obter sono suficiente e beber água suficiente prepara o corpo para resistir a tentações físicas. O tempo passado em oração nos prepara mental e espiritualmente. Leia Filipenses 4:13. Sempre mantenha em mente essas palavras.


Mude os hábitos gradualmente. Se você está mudando de uma dieta carnívora para uma dieta vegetariana, faça a mudança gradualmente. “As mudanças não devem ser feitas tão abruptamente que as pessoas se desviem da reforma de saúde, em vez de a ela serem levadas” (Ellen G. White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 284).


Planeje o que e quando comer, em vez de seguir suas vontades. Faça um programa do que e quando vai comer. Mude esse programa à medida que for aprendendo como seu corpo utiliza a comida. Experimente comer só duas refeições por dia; ou tente comer quatro a cinco refeições menores. Aprenda como o jejum pode beneficiar você física e espiritualmente.


Faça um diário de seus hábitos de alimentação. Note o tamanho de suas porções, com as mudanças que você experimenta em seu corpo e mente, particularmente em seus pensamentos. Também note como sua vida de oração afeta seus hábitos alimentares, e como seus hábitos alimentares afetam sua vida de oração.


Varie a escolha dos alimentos. Experimente comidas novas e diferentes. Há milhões de receitas saudáveis na Internet. Seja corajoso! Experimente algo novo uma ou duas vezes por semana. Quando começar a mudar seus hábitos alimentares, talvez você não ache saborosos alguns alimentos novos. Dê certo tempo para que seus gostos mudem.


Pesquise as diretrizes de Ellen White. Leia seus livros de saúde. Note quão gentilmente Deus nos leva a um relacionamento mais profundo e puro com Ele. Ela escreveu: “Não devemos ser dominados para pôr na boca alimento que produza uma condição mórbida, por mais que dele gostemos. Por quê? Porque somos propriedade de Deus” (Ellen G. White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 328).

 

Mãos à Bíblia

 

7. Leia Romanos 14:17. Como devemos entender essas palavras no contexto da questão da alimentação e saúde? Quais são alguns dos extremos que precisamos evitar?

 

“Nos países onde há muita fruta, cereais e nozes, os alimentos cárneos não constituem alimentação própria para o povo de Deus” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 159). O regime vegetariano não nos torna justos e certamente não nos põe em posição de julgar os que não o seguem. Pode, entretanto, nos tornar mais sadios. E quem não deseja ter boa saúde?

 


De Laine Heinlein-Mayden | Ellicott City, EUA

 



Sexta, 18 de junho

Opinião

Por que a boa nutrição é importante?


Se você fosse fazer essa pergunta do título para qualquer treinador físico ou nutricionista, provavelmente iria obter uma resposta entusiástica que talvez lhe tomasse mais tempo do que você disporia para ouvir. Se você fosse fazer essa pergunta para um cristão, creio que a resposta seria semelhante, mas ligeiramente menos estusiástica. Contudo, os cristãos também deviam ter paixão pelo assunto da boa nutrição.


A frase “Se entra lixo sai lixo” descreve o nível de atuação que seu corpo atinge com base naquilo com que ele é abastecido. Ingerir uma alimentação rica em doces, carboidratos simples, gorduras e refrigerantes vai lhe dar uma máquina funcionando vazia, e incapaz de ter uma atuação como Deus pretendia que tivesse. Contudo, abasteça esse mesmo corpo com proteínas magras, cereais, frutas, castanhas e verduras e veja o que acontece!


Deus não criou nosso corpo para falhar. Criou o tipo certo de combustível para ajudá-lo a funcionar com vitalidade. A nutrição é importante para pessoas que desejam ser saudáveis. E a nutrição devia importar para cristãos que desejam ser saudáveis. Mas talvez nem sempre ajamos dessa forma – e isso é um problema.


Se olharmos para nosso corpo como uma máquina finamente ajustada, o que acontecerá se colocarmos o tipo errado de combustível no tanque? É precisamente por isso que a nutrição adequada é importante para a qualidade de vida pela qual lutamos. “Você tem valor infinito. Deus chama seu corpo de ‘templo’ dEle. Ele deseja o melhor para você.”1


Para ser cristãos eficientes, temos que estar nas melhores condições de funcionamento. Viver a vida abundantemente é nosso chamado, e comer de maneira saudável nos ajuda a cumprir esse chamado. “Fazendo algumas mudanças em sua dieta e estilo de vida, você pode viver num plano mais elevado em harmonia com as leis de seu ser. Com esse começo, não dá para dizer aonde uma vida mais abundante vai levar você!”2


Assim como é importante ter um relacionamento de qualidade com Deus, é importante cuidarmos do corpo que Ele nos deu. Na próxima refeição, tenha isso em mente.

 

1. Tim Crosby, “Why Going Meatless Makes Sense”, How to Go Meatless for Life. Edição especial de Vibrant Life, p. 10.
2. Ibidem.

 

Mãos à obra

 

1. Passe 30 a 60 minutos pensando sobre textos bíblicos relativos à alimentação. Quais tratam do aspecto físico? Quais tratam do aspecto espiritual? Quais abrangem as duas coisas?


2. Prepare uma refeição de três pratos, ou até mesmo de um prato, feita inteiramente de alimentos crus – frutas, verduras, castanhas (se você não for alérgico a elas), etc.


3. Comece a cultivar uma horta.


4. Institua um “Dia da Boa Alimentação” para você ou sua família. Isso poderia significar nada de produtos animais, salgadinhos, etc., e pode durar uma semana, um mês, ou mais (quanto mais melhor!).


5. Comece uma coleção de receitas saudáveis.

 


Wilona Karimabadi | Ellicott City, EUA