Lição 3
9 a 16 de janeiro

Alegria

Lição dos jovens 312010


“Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa” (Jo 15:11).

Prévia da semana: A alegria provém de cumprir a vontade de ­Deus. A obediência nos leva à harmonia com as leis da vida. Gratidão e alegria pela salvação inspiram alegria. A expressão de alegria nas relações sociais e pessoais recomenda nossa fé aos outros e os encoraja, trazendo honra a Deus.


Domingo, 10 de janeiro

Introdução
Fonte de alegria

Todos os dias, dois amigos trabalhavam de manhã ao pôr do sol. A maioria das vezes, cansadíssimos, conseguiam ganhar só o suficiente para conservar um teto acima da cabeça, e pão e ensopado no estômago. Embora a vida fosse um desafio, apreciavam o Sol enquanto ele lançava seus raios sobre os campos. O canto dos pássaros lhes enchia os ouvidos, e cada estação do ano trazia bênçãos singulares.

Certa noite, quando voltavam do trabalho, eles acharam uma sacola de dinheiro embaixo de um arbusto. Após notificarem as autoridades, esperaram dois meses para que o tesouro fosse reclamado, e ainda outro mês só para ter certeza de que não era de ninguém. Como ninguém se apresentou, as autoridades devolveram o tesouro aos dois amigos. Eles louvaram a Deus e deram uma festa para a comunidade. É desnecessário dizer que eles anunciaram que não precisavam mais trabalhar. Como a vida era boa!

À medida que o tempo foi passando, acabou-se a novidade de poder satisfazer todas as necessidades da família. A vida diária voltou a uma rotina diferente da anterior, mas, de qualquer forma, uma rotina. Eles ainda aguardavam cada estação com suas características especiais. Devolviam o dízimo e continuavam a louvar a Deus na igreja. O barulho da contagem de moedas, contudo, lhes absorvia os dias. Lembre-se de que esse não era um trabalho duro. Só que o prazer havia se transformado em rotina.

A felicidade voltou novamente quando eles começaram a dar presentes-surpresa para outros. Foi muito divertido deixar uma sacola de compras na porta da frente da casa de uma viúva, ou fazer o pagamento da prestação da casa para alguém que estava para perdê-la. Mas eles notaram um aumento no número de causas que precisavam de uma “ajuda extra”. Gradualmente, a felicidade foi desaparecendo.

Numa determinada semana, o verso da lição bíblica na igreja era Gálatas 5:22 (NVI): “Mas o fruto do Espírito é...” De repente, a perspectiva deles mudou. A alegria que se baseava no que estava no âmago de seu ser não podia ser ganha nem obtida por seus esforços. A verdadeira alegria era parte da presença do Espírito Santo na vida deles – evidência do amor transformador de Cristo.

Ao estudar a lição desta semana, pergunte a si mesmo como a verdadeira alegria pode transformar sua vida.

Mãos à Bíblia

1. Que motivos temos para nos alegrar? Como podemos aprender a nos alegrar nestas promessas de Deus? Leia Sl 139; Rm 8:28; 1Pe 1:8, 9.

Deus nos deu a salvação, nos adotou e prometeu nos dar uma herança em Jesus Cristo (Ef 1:1-11). Quando Cristo voltar, desfrutaremos Sua presença e o lugar celestial que Ele preparou para nós (Jo 14:2, 3). Até então, é uma alegria saber que Deus prometeu prover todas as nossas necessidades (Fp 4:19). Além disso, temos o privilégio de servir Aquele a quem amamos supremamente. Isso inclui compartilhar as boas-novas com os perdidos e encorajar irmãos de fé a aumentar seu amor e serviço a Ele. Também é uma alegria saber que podemos orar a Deus a qualquer hora (Hb 4:15, 16). Finalmente, podemos nos alegrar por saber que a morte não tem a palavra final (1Co 15:54).

Norma Sahlin | Springboro, EUA


Segunda, 11 de janeiro

Exposição
Nosso Deus gosta de festas

Lucas 15 contém três histórias familiares: a ovelha perdida, a moeda perdida e dois filhos perdidos. Podemos nos identificar com todas as três, porque uma vez ou outra todos nós já nos sentimos perdidos. Nesse capítulo, Jesus descreve as pessoas como perdidas, não como pecadoras. A ênfase está na condição de estar perdido, não nos atos. Ele olha para a pessoa, não para as obras.

Dando uma olhada mais de perto. De que forma cada protagonista é diferente? A ovelha desgarrada se desviou. Em busca de pastos mais verdes, perdeu de vista o rebanho. Talvez tenha escorregado e ficado presa num espinheiro. Quando gritou por ajuda, ficou surpresa em se ver sozinha. À medida que se desvanecia a luz do dia, animais selvagens começaram a perambular por perto.

Na segunda história, a moeda é perdida não por sua própria culpa. Ela não fugiu para um canto e se escondeu debaixo de um cesto ou de algum outro objeto. A pessoa que devia protegê-la tratou-a de maneira descuidada ou perdeu-a acidentalmente. Seja qual for a razão, a pessoa responsável por ela falhou.

A terceira história é sobre dois filhos perdidos – um que deliberadamente desafiou a cultura e a família e buscou sua independência num país distante, e outro que se extraviou na atitude enquanto permanecia em casa.

As três histórias falam sobre separação – do pastor, da pessoa responsável e do pai. Também refletem solidão – do pastor com 99 ovelhas, da pessoa responsável pelas nove moedas, e do pai que ficou esperando e observando enquanto filhos queridos lutavam para resolver relacionamentos.

A ação é um tema chave. Em cada história, os perdidos são procurados. O pastor, a pessoa responsável e o pai procuraram ativamente os perdidos. Eles se importaram com os perdidos e experimentaram um profundo vazio que não poderia ser preenchido até que os perdidos fossem encontrados.

O epílogo. Cada uma das histórias acaba com uma festa. Lucas 15 pinta um quadro de alegria. “Não pensamos facilmente em Deus como alguém alegre, e consequentemente nossa teologia é rígida, dura e formalista. Contudo, a figura que Jesus nos dá nas três histórias é a de um Deus que gosta de festas! É Jesus quem dá as festas para os pecadores e os rejeitados. É Deus quem inicia as festas. Mais espaço é dado no texto para a alegria, para o regozijo e para as festas do que para qualquer dos outros três conceitos [estar perdido, ser procurado e ser encontrado]. Com um amor tão incansável, como poderia ser diferente? E o segundo fruto do Espírito, a alegria, não é resultado do amor?”1

Por que Deus passa tanto tempo comemorando a recuperação do perdido? “São o dono da ovelha, a dona da moeda e o pai em espera que mais sofrem. É Deus quem mais sofre quando estamos perdidos, mas também é Deus quem mais Se regozija quando o perdido é encontrado. ... Deus gosta de festas!”2

Quantas vezes lemos Lucas 15 e deixamos de perceber essa ideia? Eu me aventuraria a dizer que a maioria das palavras escritas sobre Lucas 15 – se não quase todas elas – refletem a perspectiva narcisista dos seres humanos. Bem poucos já pensaram a respeito de como Deus deve Se sentir sobre Seus filhos e filhas que vagueiam no deserto de um país distante, muito longe do Jardim do Éden, e sendo obrigados a consumir o que os porcos se recusam a comer. Deus proporcionou abundância. Nós escolhemos refugo. Como o coração dEle deve doer! Ele anseia tanto nos dar o dom da alegria, e teimosamente insistimos, como uma criança de dois anos, querendo fazer as coisas a nosso modo.

C. S. Lewis (1898-1963) escreveu sobre sua jornada do ateísmo ao cristianismo. Ele se lembra do forte, mas passageiro sentimento de alegria de quando era garoto e seu irmão lhe mostrou a representação de um jardim na tampa de uma lata. Houve outras ocasiões em que ele experimentou o anseio por algo que não conseguia dizer o que era. Olhando para trás, ele se convenceu de que Deus estava usando essas “flechas de alegria [que] haviam sido atiradas em mim desde a infância” para perfurar sua absorção consigo mesmo, para inspirá-lo a olhar para além do imediato a fim de ver a fonte da alegria eterna – Deus.

A conversão dele ocorreu ao longo de um período de anos. Apesar de seus sentimentos misturados, a alegria predominou. “De certa forma, a história central da minha vida não é sobre outra coisa... é a de um desejo não satisfeito. Porém, ele é mais desejável que qualquer outra satisfação. Chamo-o de Alegria, que aqui é um termo técnico e precisa ser agudamente distinguido tanto de Felicidade quanto de Prazer.”3

1. Caleb Rosado, What Is God Like? Renew Your Acquaintance With a Compassionate God (Hagerstown, Maryland: Review and Herald Publishing Association, 1988), p. 46.
2. Ibid., p. 57.
3. C. S. Lewis, Surpreendido Pela Alegria (São Paulo: Ed. Mundo Cristão, 1998), p. 23-25.

Mãos à Bíblia

A fim de entender completamente a alegria do cristão, devemos examinar o estilo de vida cheio de alegria de Cristo. De onde vinha a alegria dEle? Quais eram os princípios pelos quais Ele vivia?

2. Que papel tinha a alegria em três das parábolas mais populares que Jesus contou? Qual é o elemento comum nas três histórias?

a. A ovelha perdida (Lc 15:4-7)
b. A moeda perdida (Lc 15:8-10)
c. O filho pródigo (Lc 15:11-24)

Essas três parábolas nos dão um vislumbre do coração de Deus. É um coração disposto a celebrar. É a pura alegria de Deus, alegria de alcançar os perdidos. Não é de admirar que, apesar de Suas provações e sofrimento, Jesus estava ungido de alegria, pois Ele sabia que por causa do que realizaria muitos seriam salvos.

Monte Sahlin | Springboro, EUA


Terça, 12 de janeiro

Testemunho
A alegria dos redimidos

Uma passagem muitas vezes intitulada de “A alegria dos redimidos”, Isaías 35, começa com as seguintes palavras: “O deserto e a terra ressequida se regozijarão; o ermo exultará e florescerá como a tulipa; irromperá em flores, mostrará grande regozijo e cantará de alegria” (NVI).

Gideão estava malhando trigo num tanque de prensar uvas quando um anjo se aproximou (Jz 6:11). A malhação do trigo geralmente era feita num lugar alto onde a terra era compacta, mas porque os midianitas estavam patrulhando a área, Gideão estava tentando esconder seu trabalho. Veja em Rute 2 um relato das práticas de colheita. Note que os ceifeiros deixavam o trigo que ficava nas extremidades dos campos a fim de que os pobres pudessem respigar o suficiente para se alimentar.

Sendo que a maioria de nossos alimentos é produzida por grandes agroempresas, não temos contato com o que a produção de alimentos envolve. Conhecemos os conceitos gerais, mas a maioria de nós não cultiva sua própria comida nem tem medo de passar fome.

Nos tempos bíblicos, era preciso duro trabalho físico para produzir alimentos – quer pela caça ou pelo trabalho no campo. Toda pessoa passava grande parte do dia cuidando de seu sustento. Os rebanhos eram mudados, de acordo com a estação, ao longo da área entre os montes da Judeia ao norte e o deserto abaixo do Mar Morto, com animais selvagens à espreita e condições climáticas difíceis. A sobrevivência era uma luta diária.

Contudo, nos versos 3 e 4 de Isaías 35, é dito sobre a força ser restaurada às mãos cansadas. Os corações temerosos são tranquilizados: “Sejam fortes, não temam! Seu Deus virá, virá com vingança; com divina retribuição virá para salvá-los” (verso 4, NVI).

No verso 6, lemos sobre razões concretas para alegria: “Águas irromperão no ermo e riachos no deserto” (NVI). No fim do capítulo, as vidas imperfeitas já estão transformadas: “Entrarão em Sião com cânticos de alegria; duradoura alegria coroará sua cabeça” (verso 10, NVI).

Fica claro que a alegria é maior que a experiência de uma pessoa. Ela não pode ser planejada nem imposta, pois é Deus que nos coroa de alegria.

Mãos à Bíblia

3. A que Jesus relacionou a alegria? Jo 15:10, 11. Por que a obediência deve levar à alegria?

O fato é que a obediência à vontade de Deus é libertadora. Lembre-se: foi a desobediência que trouxe guerra ao Céu e pecado e morte a este Planeta. Toda dor e todo sofrimento é resultado do desvio da humanidade em relação à vontade de Deus. Portanto, será a obediência à vontade de Deus, pela fé, que ajudará a restaurar a alegria.

4. Que dizem outros textos bíblicos sobre a obediência com alegria? Sl 19:8; Jr 15:16; Mt 7:21-27

Melissa Sahlin | Mason, EUA


Quarta, 13 de janeiro

Testemunho
Alegria revelada em nossa vida

“É um ramo da Videira verdadeira, e produz ricos cachos de fruto para a glória de Deus. Qual é o caráter do fruto produzido? – O fruto do Espírito é ‘amor’, não ódio; ‘alegria’, não descontentamento e queixumes; ‘paz’, não irritação, ansiedade. É ‘longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio’ (Gl 5:22 e 23”; Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 287).

“A alegria de Cristo, em Sua humilhação e dor, era que Seus discípulos fossem glorificados com Ele. Eles são o fruto de Seu sacrifício. A formação, neles, de Seu próprio caráter e espírito, eis Sua recompensa, e será por toda a eternidade a Sua alegria. Esta alegria eles, os discípulos, partilharão com Ele, ao ser visto em outros corações e outras vidas o fruto de seus labores e sacrifício” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 624).

“O fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Esses dons serão vistos em cada pedra que ajuda a formar o templo de Deus. Nem todas as pedras são da mesma dimensão ou formato, mas cada pedra tem seu lugar no templo” (Ellen G. White, Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 265).

“Trabalhando com coração abnegado, enobrecidos por serem participantes dos sofrimentos de Cristo, partilhando de Sua compaixão, eles contribuem para avolumar a onda de Seu gozo, e trazem honra e louvor a Seu exaltado nome” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 306).

“‘Mas, agora, vou para Ti e digo isto no mundo, para que tenham a Minha alegria completa em si mesmos’(Jo 17:13). É possível ter alegria em obedecer a Cristo? Ele é a única alegria real que qualquer pessoa possa fruir. Você pode ter o que chama de ‘bons momentos’, dar risada e contar piadas; mas sua alegria será apenas uma gratificação tola de uma mente que não é bem equilibrada pelo Espírito de Deus” (Ellen G. White, The Advent Review and Sabbath Herald, 3 de setembro de 1895).

Mãos à Bíblia

Uma convicção muito arraigada sugere que, se uma pessoa está passando por dificuldades é porque deve estar fazendo algo errado ou não tem fé suficiente. Que visão cruel e fria sobre Deus! Jesus disse claramente que, nesta vida, todos teríamos dificuldades, tanto o fiel como o não crente. Por mais que amemos a história de Daniel na cova dos leões, o fato é que a maioria dos cristãos lançados aos leões foi despedaçada pelas feras. É verdade que os três jovens hebreus sobreviveram à fornalha ardente, mas a maioria dos cristãos amarrados à estaca, realmente, foi queimada nela!

5. Que esperanças e que promessa podem nos ajudar em ocasiões dolorosas? Gl 6:9; Tg 1:2-4; 1Pe 1:6

Santhosh S. Jackson | Laurel, EUA


Quinta, 14 de janeiro

Aplicação
Experimentando a alegria

A alegria é um componente dos frutos do Espírito Santo. É evidência de que o Espírito Santo está em nós. Como nos tornamos cheios dela?

Primeira João 1:3, 4 fornece uma boa tese: “Contamos a vocês o que vimos e ouvimos para que vocês estejam unidos conosco, assim como nós estamos unidos com o Pai e com Jesus Cristo, o Seu Filho. Escrevemos isso para que a nossa alegria seja completa.”

Então, como nossa alegria pode ser completa?

Primeiro, reconheça que sem Jesus não temos nada (Jo 6:63). É Ele que dá a você a vida eterna porque pagou a penalidade por nossos pecados. Não importa o que você faça, nunca poderá estar à altura dos requisitos ou satisfazer todos eles. Zero. Nada.

Segundo, peça em nome dEle (Jo 14:14). Deixe para trás o eu. Isso parece ser contra o que é intuitivo, porque nossa cultura está construída sobre a realização pessoal. Mas você não é capaz de realizar essa tarefa sozinho, não importa o quanto tente.

Terceiro, obedeça aos Seus mandamentos (Jo 14:15). Isso significa que você tem que estudar, estudar, estudar. Recapitule diariamente o compêndio conhecido como Bíblia, concentrando-se especialmente na vida de Jesus. Como resultado, Ele pedirá ao Pai que lhe dê o Espírito Santo, o conselheiro que guiará você a toda a verdade (Jo 14:16, 17). A própósito, Jesus nos diz essas coisas para que possamos ser cheios de Sua alegria (Jo 17:13).

Quarto, estude com outros cristãos (Hb 10:25). Vocês têm de se encontrar regularmente para completar esta tarefa: um trabalho em grupo que demonstre amizade com Deus (At 2:1-4, 46; Rm 5:10). É um trabalho árduo. Não deixa tempo para discussõezinhas insignificantes nem para querer se mostrar superior aos outros. Um por todos, e todos por um – é assim que o grupo vai em frente!

Mãos à Bíblia

6. Leia Hebreus 11:24, 25. Que princípios da vida cristã são encontrados nesses versos? Veja também Lc 9:23; At 14:22; Fp 1:29. Como podemos ligar esses versos com a promessa de alegria? Veja Hb 11:16; 1Pe 1:6-8.

Moisés poderia ter decidido ficar no Egito e se tornar faraó. Ele poderia ter racionalizado que isso seria a vontade de Deus para ele. Afinal, havia tantos “bons” motivos para se tomar uma decisão errada!

7. Pense na última vez em que você tomou uma decisão errada, com base em “bons” motivos. Que lições difíceis você aprendeu?

Gianluca Bruno | Mason, EUA


Sexta, 15 de janeiro

Opinião
Nada de alegria para você!

A faculdade e os cursos de pós-graduação são governados por uma estrutura rígida. O conteúdo programático de cada matéria contém os requisitos do curso, os parâmetros para todos os trabalhos, os livros de texto exigidos, detalhes quanto ao sistema de avaliação, etc. Tal estrutura é todo-abrangente, envolvendo cada ato, tanto do professor quanto do aluno. Seu alvo é o aprendizado, que é medido por meio de várias formas de avaliação. Não é de surpreender que os alunos fiquem preocupados quanto a como corresponder às exigências – não só no contexto acadêmico, mas no mundo. Os sentimentos oscilam para cima e para baixo. Se tiram boa nota, ficam felizes. Se estão atrasados para terminar um trabalho, entram em pânico. E assim vai, semestre após semestre.

Um clássico episódio de Jerry Seinfeld (seriado norte-americano) retratou um restaurante popular que vendia sopa para viagem. Quando a fila de espera já estava se estendendo para fora da porta, começaram a notar que nem todos os fregueses conseguiam receber a sopa. Os que estavam se aproximando do balcão viam que o dono mandava algumas pessoas para fora, recusando permitir que eles comprassem a sopa. O “nazista da sopa” (como o dono era conhecido) dizia: “Nada de sopa para você!” e se recusava a servir um freguês por razões aleatórias. Imagine a ansiedade das pessoas!

A vida é cheia de eventos aleatórios, momentos cheios de ansiedade. Eles roubam nossa felicidade, muitas vezes sem avisar. Pense nos ataques a Mumbai, o centro financeiro da Índia; o bombardeio do metrô de Londres; e o 11 de setembro nos Estados Unidos. Pense nos desastres cataclísmicos naturais como furacões, terremotos e tsunamis. Ou sobre o colapso do mercado imobiliário norte-americano que levou à queda quase fatal dos bancos, financeiras e mercados de ações, que por sua vez levaram à implosão do mercado de ações e dos empregos. A desestabilização se espalhou pelo mundo todo, afetando nações grandes e pequenas. Nada de alegria para você!

Mas, então, Deus nos diz em João 15:11 e 16 sobre Sua forma de alegria: “Tenho lhes dito estas palavras para que a Minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa. ... Vocês não Me escolheram, mas Eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça” (NVI).

Essa é realmente uma boa notícia. Diferentemente das mensagens negativas deste mundo, Deus promete partilhar Sua alegria conosco. O Deus Todo-poderoso e onisciente lança uma rede de segurança ao nosso redor. Não importa o que entre em colapso, podemos descansar nAquele que nos entende. A alegria não é aleatória.

Mãos à obra
  1. Faça uma lista de maneiras por meio das quais você pode transmitir sua alegria nesta semana. Escolha uma e coloque-a em prática. Como o fato de colocar em prática sua alegria fez você se sentir?
  2. Peça a alguém que faz algo melhor do que você que partilhe esse talento com você. Mostre para essa pessoa sua apreciação por ela.

Stephanie Sahlin Jackson | Laurel, EUA