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Lição 3
10 a 16 de julho

 


 

“Todos pecaram”

 

Lição dos jovens 332010


“Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm 3:23).

 

Prévia da semana: Tanto cristãos como pagãos devem confiar plenamente no poder de Cristo para salvá-los de sua natureza pecaminosa.


Leitura adicional: Romanos 3

 



Domingo, 11 de julho

Introdução

Autoexame


Quando Adália estava com 14 anos, seu namorado, que tinha 25, a levou para uma vida de prostituição e drogas. Cinco anos depois, ela deixou para trás a cidade em que nascera e se mudou para Bogotá, esperando que ali pudesse achar algo melhor, se sentisse amada e mudasse de vida.


Certa manhã de agosto, Adália estava passando em frente a uma igreja e ouviu belos cânticos que tocaram seu coração. Eram cânticos de esperança – a esperança que ela estava procurando para ajudá-la a mudar e renovar sua vida.


Então, certa noite, quando ia para casa depois do trabalho num bar, ela entrou na igreja onde tinha ouvido a música. Deu o primeiro passo para dentro da igreja, o segundo e o terceiro, mas quando tentou abrir a porta, a mão de alguém segurou seu braço. Então ela ouviu uma voz irada lhe dizendo: “Você não pode entrar nessa igreja com essa aparência! Tem que ter respeito pelas pessoas que estão lá dentro!” Imediatamente, Adália sentiu seu coração se partir num milhão de pedaços. Lágrimas começaram a cair de seus olhos castanhos. Sem olhar, ela desceu correndo novamente os degraus até a calçada, atravessou a rua e foi atropelada por um carro. Morreu tentando conhecer Jesus.


O que fazemos com o amor que recebemos de Deus? Onde está a mão que devemos estender a qualquer um, a despeito de sua aparência e de como ganha a vida? Como tratar a todos sem fazer acepção de pessoas (Tg 2:1-10)? Por que criticamos os outros sem saber o que se passa em seu coração? Pois todos nós pecamos. Todos ficamos aquém do glorioso padrão de Deus (Rm 3:23). Todos somos chamados a ver em cada pessoa um candidato ao Céu. Adália só queria ser amada. Estava procurando uma oportunidade para mudar de vida.


Ao você estudar a lição desta semana, ao considerar as pessoas como Adália, lembre-se de que todos estamos ao pé da cruz, necessitados da graça salvadora de Deus.

 

Mãos à Bíblia

 

1. O que Romanos 1:16 e 17 lhe dizem? Você já experimentou as promessas e a esperança encontradas nesses versos?

 

Várias palavras-chave ocorrem nesta passagem: “evangelho” – essa palavra significa literalmente “boas-novas”, relacionadas ao Messias ou Cristo; “justiça” – qualidade de estar “bem” com Deus; é uma justiça que vem de Deus, uma justiça que o próprio Deus forneceu; “fé”crer, confiar. O significado de fé, quando relacionada com a salvação, se desdobrará conforme progredirmos no estudo de Romanos.

 


Daniel Barragán GonzálezBogotá, Colômbia

 


 

Segunda, 12 de julho

Exposição

“Genes” do pecado


A genética é um dos ramos mais complexos da Ciência. Através de seus genes, os pais dão aos filhos características tanto físicas quanto intelectuais que os ajudam a ser quem são. O pecado também vem de nossos pais, mas não culpe seu pai e sua mãe! Estou falando sobre nossos primeiros pais – Adão e Eva. Deles herdamos os “genes” do pecado e todas as consequências resultantes disso. Contudo, há esperança!

 

FSP = Fórmula do Superpoder (Rm 1:16, 17). Paulo sabia por experiência pessoal que lhe era impossível salvar a si mesmo. Também sabia por experiência pessoal Quem poderia salvá-lo. Ele escreveu em Romanos 1:16, 17: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. Porque, no evangelho, é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: ‘O justo viverá pela fé’”. A fórmula do superpoder é, portanto: Deus + fé + Bíblia.

 

Quem é pecador? (Rm 1:18-32). Em Romanos 1:18-32, vemos quão terrível e abrangente o pecado é. As pessoas sabem o que é certo. Sabem que estão agindo errado e que transgridem os mandamentos de Deus. Talvez comecem com os “pequenos” pecados, mas esses pecados logo levam a pensamentos e comportamentos piores, até que abandonam completamente a Deus e escolhem as “paixões vergonhosas” (verso 26). Infelizmente, elas levam consigo muitas outras pessoas em seu caminho. Precisamos reconhecer e aceitar que somos pecadores, não importa “quão pequeno” seja o pecado que cometemos. Se não reconhecermos isso, não poderemos mudar nossa condição. Então, precisamos reconhecer que nossos pensamentos e comportamento pecaminosos não são o que Deus deseja para nós. Em vez disso, Ele deseja que aceitemos Sua salvação e que peçamos a ajuda de Seu Santo Espírito para mudarmos totalmente nossa vida.

 

Um cisco ou uma viga? (Mt 7:1-5; Rm 2:1-11, 17-23). Romanos 2:1-11, 17-23 explica quão fácil é para nós vermos os pecados que outras pessoas cometem, mas quão difícil é estarmos cientes de nossos próprios pecados! Além disso, esse texto mostra como é fácil para o povo de Deus presumir que, porque são dEle, estão isentos de ser julgados. Entretanto, o pecado sempre é pecado; não interessa onde é cometido ou quem o pratica. Ele não se torna menos pecaminoso quando é cometido pelos que têm privilégios religiosos. O povo de Deus não tem uma licença especial para pecar, como se Deus não fosse mais rigoroso em notar as ofensas daqueles que professam servi-Lo. Ao contrário, a Bíblia ensina claramente os mesmos pecados são considerados ainda mais sérios, quando são cometidos pelo professo povo de Deus (Is 1:11-17; 65:2-5; Mt 21:31, 32).


Sobre Mateus 7:1-5, lemos: “Quão frequentemente os chamados cristãos expressam profunda indignação com a conduta que outros seguiram, ou se presume que tenham seguido, só para que eventos posteriores revelem que eles próprios são culpados dos pecados dos quais acusam outros. ... O cristão que descobre seu irmão em alguma falta deve corrigi-lo ‘com espírito de brandura’, considerando que ele próprio pode ter sido tentado ou pode ter caído naquele mesmo ponto, ou pode vir a fazê-lo no futuro (Gl 6:1).”1

 

Você está dispensado (Rm 3:10-18, 23). Por causa dos “genes” que herdamos de nossos primeiros pais, Adão e Eva, todos somos pecadores. Não temos nenhuma capacidade própria de partilhar da glória de Deus. A única “engenharia genética” que funciona para mudar-nos se encontra em Ezequiel 36:24-30. Sem a graça de Deus e um novo coração cheio do Espírito Santo, nunca seremos capazes de obedecer. Precisamos desistir de tentar ser justos por nós mesmos e aceitar a justiça de Deus dada a nós por Sua graça. Quando Cristo habita em nós, temos um novo coração. Então, e só então, a lei pode se cumprir em nós.


Sim, o pecado é uma doença genética. Contudo, podemos nos alegrar nesse fato: “Ele curará isso: mas não parará aí. Pode ser que isso seja tudo que você pediu; mas se você O convidou a entrar, Ele lhe dará o tratamento completo.”3


Sejam dadas a Deus graças pelo Seu amor pelos pecadores como você e eu!

 

1. SDA Bible Comentary, v. 5, p. 355.
2. C. S. Lewis, Mere Christianity (Nova York, HarperCollins, 2002), p. 160, 161.

 

Mãos à Bíblia

 

2. Por que é tão fácil para nós, como cristãos, acreditar na mensagem de Romanos 3:23? Ao mesmo tempo, o que pode levar algumas pessoas a questionar a veracidade desse texto?

 

Incrivelmente, alguns realmente questionam a ideia da pecaminosidade humana, argumentando que as pessoas são basicamente boas. O problema, porém, está na falta de compreensão do que é a verdadeira bondade. As pessoas podem se comparar a outras pessoas e se sentir bem. Até o mafioso Al Capone era um santo comparado a Adolph Hitler. Porém, quando nos comparamos com Deus e com Sua santidade e justiça, nenhum de nós sai com nada diferente de um senso opressivo de repugnância e aversão.

 

3. Como Paulo descreve os cidadãos de seu tempo? Rm 3:10-18. Mudou alguma coisa hoje? Qual dessas descrições melhor descreve você, ou como seria você, não fosse por ter Cristo em sua vida?

 

 

Heber David Moran ZeledonSão Salvador, El Salvador

 


 

Terça, 13 de julho

Testemunho

Trabalhar duro pode matar?


Há muito debate acerca do papel da fé e das boas obras. Ellen White, contudo, é clara sobre como essas disciplinas estão relacionadas uma à outra e à nossa salvação.


“Uma religião legal nunca poderá conduzir pessoas a Cristo; pois é destituída de amor e de Cristo. Jejuar ou orar quando imbuídos de um espírito de justificação própria, é uma abominação aos olhos de Deus. A solene assembleia para o culto, a rotina das cerimônias religiosas, a humilhação externa, o sacrifício imposto, mostram que o que pratica essas coisas se considera justo, e com títulos ao Céu, mas tudo é engano. Nossas próprias obras jamais poderão comprar a salvação” (O Desejado de Todas as Nações, p. 280).


“Sacerdotes, escribas e principais se haviam fixado numa rotina de cerimônias e tradições. O coração deles estava contraído como os odres de couro a que Ele os comparara. Ao passo que se satisfaziam com uma religião legal, era-lhes impossível tornar-se depositários das vivas verdades do Céu. Julgavam suficiente a própria justiça e não desejavam que um novo elemento fosse introduzido em sua religião. Não aceitavam a boa vontade de Deus para com os homens como qualquer coisa à parte deles próprios. Relacionavam-na com méritos que possuíam por causa de suas boas obras. A fé que opera por amor e purifica a alma não podia encontrar união com a religião dos fariseus, feita de cerimônias e injunções de homens. O esforço de ligar os ensinos de Jesus com a religião estabelecida seria em vão. A verdade vital de Deus, qual vinho em fermentação, estragaria os velhos, apodrecidos odres das tradições farisaicas” (Idem, p. 278, 279).

 

Mãos à Bíblia

 

Na virada do século 20, as pessoas viviam com a ideia de que a humanidade estava melhorando, que a moralidade aumentaria e que a ciência e a tecnologia ajudariam a viver em uma utopia. Tudo isso deveria começar a acontecer quando entrássemos no mundo do século 20. Infelizmente, as coisas não aconteceram assim. O século 20 foi um dos mais violentos e selvagens em toda a história, graças – ironicamente – em grande parte aos avanços da ciência, que tornaram possível que as pessoas se matassem em uma escala que os loucos mais depravados do passado poderiam sonhar. Qual foi o problema?

 

4. Identifique algumas práticas do século 21 que exemplificam a repetição das coisas descritas por Paulo em seu tempo. Rm 1:22-32

 


Melissa BlackmerBurtonsville, EUA

 



Quarta, 14 de julho

Evidência

Claro como o dia

 

Ao se discutir o pecado, é importante compreender a natureza humana. A Carta aos Romanos nos ajuda a fazer isso. Ao contar muitos eventos, a Bíblia claramente nos dá evidências do que consiste a natureza humana. Por exemplo, as cidades de Sodoma e Gomorra estavam cheias de incesto, abuso sexual e embriaguez (Gn 18; 19). Também vemos o lado invejoso da natureza humana pecaminosa na história de José e seus irmãos (Gn 37).


Uma vez mais, a embriaguez e a atividade sexual imprópria, além da ira, desempenham uma parte terrível na morte de João Batista (Mt 14:1-12). A mentira e a ganância puseram um fim abrupto à vida de Ananias e Safira, quando procuraram reter parte do dinheiro que tinham prometido dar para o trabalho da igreja (At 5:1-10). Todos esses exemplos são evidências do pecado, um dos assuntos do livro de Romanos.


E quanto aos nossos dias? O pecado está presente em toda parte hoje. Tudo o que temos a fazer é assistir ao noticiário, ler o jornal ou navegar na internet para constatar que crimes de todos os tipos são cometidos em toda parte o tempo todo. E a Bíblia é clara: todos pecaram – até mesmo eu e você!


Assim como a Bíblia ensina claramente que todos pecaram, mostra também a cura para o pecado. Quando ela menciona que pessoas como Jó, Noé e Isabel eram “irrepreensíveis”, “justos” e “benditos”, não está dizendo que eles eram sem pecado. O que está dizendo é que confiavam plenamente em Deus para a sua salvação, e seus atos mostravam essa fé.

 

Mãos à Bíblia

 

Em Romanos 1, Paulo lidou especificamente com os pecados dos gentios, aqueles que caíram nas práticas mais degradantes. Porém, o apóstolo também analisou seu próprio povo. Apesar de todas as vantagens que receberam (Rm 3:1, 2), os judeus também eram pecadores, condenados pela lei de Deus e carentes da graça salvadora de Cristo. Portanto, no sentido de serem pecadores, judeus e gentios estavam no mesmo barco.

 

5. Contra que perigo Paulo adverte os judeus? Que mensagem devemos todos nós, judeus ou gentios, tirar dessa advertência? Rm 2:1-3, 17-24

 


Roxana Lisset Cruz-JovelSanta Tecla, El Salvador



 

Quinta, 15 de julho

Aplicação

Evitando a direção errada


Era um dia incrível de janeiro em que nossa família decidiu sair para dar uma volta pelo Parque Florestal Nacional da Costa Rica. Estávamos nos dirigindo para a área de piquenique, mas após alguns minutos nos vimos perdidos. Tínhamos nos distraído e passado sem perceber pela placa que dava as instruções. Então, tentamos voltar por onde tínhamos vindo, até que vimos uma pequena placa numa árvore, apontando para o local aonde queríamos ir.


Quantas vezes em nossa vida achamos que estamos indo para o caminho certo, quando na realidade estamos perdidos! Hoje veremos como permanecer na direção certa:


Calibre sua bússola. Às vezes achamos que nossas decisões são boas, quando na verdade não são. Nossa bússola espiritual não está apontando para Jesus. Calibre sua bússola espiritual através do estudo da Bíblia, da meditação na Palavra e da oração.


Use o mapa mais atualizado. Quando estamos num local desconhecido, precisamos de um bom mapa para guiar-nos em meio aos desvios e obras de construção (ou destruição). Nosso mapa espiritual é a Bíblia. Como uma luz em nosso caminho (Sl 119:105), ela é o atlas mais preciso e atualizado que podemos ter para nossa viagem rumo ao Céu.


Peça informações. Deus é o líder de Seu povo – povo que pecou e venceu. Uma vez que Ele é o líder de Sua igreja, é bom que Lhe peçamos conselhos. Às vezes também é bom pedirmos conselhos aos membros da igreja – membros que tenham sólido relacionamento com Deus, que sabem por experiência pessoal o que é a salvação.


Disque o número da emergência. Há uma linha direta para o Céu. Ela se chama oração. A linha nunca está ocupada. Deus está esperando por nós e ansiando perdoar nossos pecados. Leia 1 Tessalonicenses 5:17.

 

Mãos à Bíblia

 

Um menino de cinco anos derrubou a irmãzinha, e os pais o fizeram pedir desculpas. Ele não queria, e com o canto da boca, sem sinceridade e olhos presos ao chão, ele apenas murmurou à força: “Desculpe!” Dificilmente este seria um arrependimento verdadeiro, com certeza.

 

6. Com essa história em mente, leia o seguinte: “Ou será que você despreza as riquezas da Sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?” (Rm 2:4). Que mensagem existe aqui para nós?

 

7. O que acontece aos que resistem ao amor de Deus, se recusam a arrepender-se e permanecem em desobediência? Rm 2:5-10

 


Kevin Alberto Parada-MejíaAlajuela, Costa Rica

 


 

Sexta, 16 de julho

Opinião

ECP positivo


Primeiro ato: o culto começou meia hora atrás, mas você acabou de chegar. Não é a primeira vez que você chega atrasado. Você procura um lugar, e tudo parece igual ao de sempre. No fundo, talvez você ainda esteja se perguntando: “tenho fé suficiente?” Você vê um diácono bastante ocupado e pensa: “Gostaria de ser como ele. Ele parece ser tão consagrado!”


O médico não pode nos dar uma receita se não souber nossa doença. Mas o Grande Médico sabe tudo sobre nossa doença. O diagnóstico é “enfermidade crônica de pecado”. Dê uma segunda olhada em Romanos 3:23. Coloque seu nome no verso:

 

“___________ pecou e está destituído(a) da glória de Deus”. Agora, leia-o novamente, pensando num pecado específico que você cometeu. Não tente escondê-lo. Deus conhece sua natureza. Jesus foi à cruz porque estava pensando em você. Ele preferiu morrer por você a viver sem você.


Solidão, desânimo e pecado são resultado dessas coisas: (1) não aceitarmos que somos pecadores; (2) desprezamos o sacrifício de Jesus; e (3) rejeitarmos Seu perdão. Vamos admitir que falhamos. Não seria maravilhoso se houvesse um texto dizendo: “Pois todos se arrependeram e se chegaram face a face com a glória de Deus”?


Segundo ato: No sábado seguinte, cedo, uma pessoa parece diferente. Coloque seu nome nos espaços: __________ reflete paz, humildade e um desejo de trabalhar. ___________ está cheio(a) de confiança no amor de seu novo melhor Amigo: Jesus.


Examine mais de perto quem é essa pessoa. É você!

 

Mãos à obra

 

1. Faça um desenho abstrato de sua vida antes e depois de ter descoberto e aceito a obra de Deus por você na cruz.
2. Reflita em como o pecado deformou o ideal de Deus nas relações humanas e como o amor de Cristo pode restaurar isso.
3. Dê uma volta a pé por um lugar onde haja vegetação e medite em como o pecado afetou a criação de Deus.
4. Assista a algumas propagandas, observando como elas mexem com desejos egoístas.
5. Peça a Deus que guie você a alguém cuja experiência com Deus se pareça com a sua.
6. Faça uma lista das áreas de sua vida em que você luta com o eu.

 


Fernando Ayala e Jenniffer PazSão Salvador, El Salvador