| Lição 6 | 30 de janeiro a 6 de fevereiro |
Amabilidade |

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade [amabilidade], humildade, mansidão, longanimidade” (Cl 3:12, Almeida Revista e Corrigida). |
Prévia da semana: A amabilidade é essencial para a cultura cristã. Ser grosseiro e rude nos fere e também aos outros. A misericórdia de Deus nos motiva a praticar misericórdia em direção aos outros. A amabilidade de Cristo é nosso modelo.
Leitura adicional: Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 539, 540.
Domingo, 31 de janeiro |
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| Amabilidade: no melhor ou no pior |
Muitas histórias têm sido contadas sobre como atos de benignidade (amabilidade) têm salvado pessoas. Charles Nyaranga experimentou uma dessas histórias em primeira mão. Como estudante no Colégio Spicer, Charles passou um verão colportando nas fazendas da Noruega. Ele diz: “Eu estava indo de porta em porta no Vale Halingdal para apresentar meus livros quando encontrei Amund Granli, o dono de uma banda, que gritou de longe: ‘Eu não creio em Deus. Nai Tak.’ Nai Tak significa ‘não, obrigado’. Estas palavras podem ser um sinal não amigável, especialmente para um vendedor de porta em porta, ou ainda pior, se você tiver pele escura como a minha. Parei no portão, olhei para ele e inocentemente pedi em meu Nosk estropiado: ‘Por favor me conceda um minuto para lhe dizer o que me trouxe do Quênia para a sua porta.’”
Charles declara que muitas pessoas na Noruega não creem em Deus. Portanto, foi sua resposta a essa descrença que fez a diferença. Provérbios 15:1 diz: “A resposta delicada acalma o furor, mas a palavra dura aumenta a raiva.” O sábio continua dizendo no verso 4: “As palavras bondosas nos dão vida nova.” Qualquer palavra ou ato afeta, para melhor ou para pior, a vida daquele que o recebe.
O Sr. Granli mais tarde disse a Charles que o deixou entrar por causa de sua resposta amável. Eles contaram um ao outro suas experiências. O Sr. Granli comprou alguns livros, e ensinou Charles a tocar violão.
É um privilégio dar alegria às pessoas por meio de atos e palavras de amabilidade. A amabilidade liga as famílias com o Divino. Pode até trazer paz. O povo de Deus deve levar a paz pela amabilidade. Paulo diz em Colossenses 3:12 que devemos nos revestir da benignidade (amabilidade), assim como vestimos a roupa quando nos levantamos de manhã. Qualquer pessoa que tenha sido chamada à salvação eterna é chamada à amabilidade. Ao estudar a lição desta semana, pense sobre quais atos de amabilidade Cristo o está chamando a praticar. Mas não fique só pensando. Aja com amabilidade, também.
Mãos à Bíblia |
1. No Sermão do Monte, Jesus ilustra claramente a benignidade de Deus. Leia Mateus 5:43-48 e responda às perguntas a seguir: a. A que elevado padrão Jesus nos chama? b. Que motivo Jesus dá ao nos chamar a esse padrão? c. Note como Cristo usou a palavra perfeitos no verso 48. O que significa o termo perfeito, aqui, e como o uso dessa palavra pode nos ajudar a entender o que significa ser perfeito como é perfeito “nosso Pai celeste”? Com estes versos, Jesus nos chama a ser perfeitos, tão perfeitos quanto Deus. Como assim? Amando os inimigos, orando pelos que nos maltratam, sendo amáveis com os que não são amáveis conosco. Foi assim que Jesus definiu o que é ser “perfeito”. Imagine como seria nossa igreja e nossos lares se morrêssemos para o eu a ponto de vivermos realmente assim! |
Charles Nyaranga | Nairóbi, Quênia
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| Amor em qualquer linguagem |
As pessoas que notam a beleza das rosas mais do que seus espinhos muito provavelmente apreciariam as alturas às quais a amabilidade pode erguer a raça humana. O título da lição de hoje se refere ao comportamento em oposição à linguagem. De acordo com muitos dicionários, a amabilidade é a qualidade de ser amigável, generoso e considerado. Atos amáveis geralmente falam mais alto do que somente palavras amáveis.
Gálatas 5:22 diz que a amabilidade é um fruto do Espírito. Isso significa que só os cristãos podem praticar essa virtude? Uma das respostas pode ser que Deus nos criou à Sua imagem (Gn 1:26) e que, apesar do pecado, ao nos aproximarmos dEle por meio da habitação do Espírito Santo, seremos capazes de ser pessoas mais amáveis, mais gentis.
Por outro lado, pode-se argumentar que Deus pode usar qualquer pessoa ou qualquer coisa para satisfazer as necessidades de Seu povo. As Escrituras nos mostram que Ele usou pessoas que não professavam crer nEle e até animais para cuidar de Seu povo e protegê-lo. Leia 1 Reis 17:1-6 e Josué 2:1-22.
Primeira João 3:17-19 deixa claro que Deus espera que falemos menos e ajamos mais. “Quando amamos de fato e de verdade, recebemos uma certeza da realidade de nossa conversão. Nossos próprios frutos nos informam da genuinidade de nossa profissão assim como a vida de outros testemunha da sinceridade deles (Mt 7:16-20).”1
“Boas palavras nunca tomarão o lugar de bons atos; e nenhuma quantidade de conversa sobre o amor cristão tomará o lugar de um ato amável para um homem em necessidade, envolvendo certo grau de sacrifício próprio, pois nesse ato o princípio da cruz opera novamente.”2
1. The Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 7, p. 656.
2. William Barclay, The Letters of John and Jude, edição revisada (Philadelphia, Penn.: The Westminster Press, 1976), p. 84.
Mãos à Bíblia |
2. Qual foi um dos episódios em que Davi mostrou amabilidade? 2Sm 9:1-13. Por esse ato, como ele revelou o caráter de Deus? A benignidade de Davi revela que ele buscou usar o padrão de Deus para o que desejava fazer para a casa de Saul. Reconheceu que ele, pecador como todos nós, tinha recebido misericórdia e bondade não merecidas das mãos de Deus e desejou refletir essa bondade aos outros. 3. Antes de podermos passar a benignidade de Deus a outros, o que devemos reconhecer primeiro? Veja Lc 7:47. Que princípio importante se encontra nessa declaração? Pense por alguns momentos na benignidade de Deus para com você. Você a merece? É algo que lhe é devido? Seus pensamentos, suas ações, suas palavras são tão abnegadas, tão santas, tão amorosas e aceitáveis que Deus só está fazendo a você como você faz aos outros? O mais provável é que a resposta seja não. |
Caleb Muasya | Nairóbi, Quênia
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| Ponto fraco ou virtude? |
Uma mulher reclamava constantemente para o marido sobre a falta de asseio da vizinha do lado. Através de sua vidraça, ela muitas vezes via roupa suja pendurada na varanda da vizinha toda vez que esta lavava as roupas da família. Numa bela manhã, a mulher perturbada olhou do outro lado e ficou surpresa ao ver a roupa limpa pendurada na varanda. “Ei! Olhe!” Ela falou para o marido. “Eles devem ter aprendido a lavar a roupa adequadamente. Quem será que os ensinou?”
O marido sorriu e sussurrou para a esposa: “Levantei-me cedo hoje de manhã e limpei nossas vidraças.”
Uma nobre característica (Cl 3:12-14). Muitas pessoas no mundo hoje consideram a amabilidade um ponto fraco. Contudo, a Bíblia nos ensina que esse não é o caso. A amabilidade é uma nobre característica. É amor em ação, pois o amor não pode existir por longo tempo sem se expressar. Portanto, estamos certos em concluir que a amabilidade é amor prático.
A palavra grega para “amabilidade” (ou “benignidade”) é chrēstotēs, que é traduzida como “bondade”, “bem” (ver Rm 3:12; Gl 5:22; Ef 2:7). “Essa palavra expressa amor em ação (1Co 13:4). Descreve a consideração gentil, graciosa, amável, tanto em disposição como em ação, para com as necessidades do próximo.”1
Aproximadamente dois anos atrás, no Quênia, enfrentamos o momento mais difícil da história de nosso país. Consistindo de mais de 40 tribos/dialetos distintos, o Quênia sempre havia sido um refúgio pacífico na África. Contudo, no fim de dezembro de 2007, o povo elegeu novos líderes políticos. Os resultados da eleição foram colocados em dúvida, e muitos se voltaram contra seus vizinhos. Durante a primeira parte do ano seguinte, vizinhos mataram vizinhos e desumanamente destruíram as propriedades uns dos outros. O medo e o pânico se espalharam como um tsunami.
Em certa área, um edifício de igreja abrigava dezenas de pessoas em busca de segurança, após muitos outros lugares supostamente seguros terem sido incendiados. Contudo, a igreja também foi incendiada. Certa senhora, que conseguiu sair do edifício em chamas com o filho, foi confrontada por uma turba que assistia ao espetáculo. A mãe e a criança foram atacadas com espadas e jogadas de volta no fogo. Em vez de encontrarem a paz e o amor de Deus que o edifício representava, as pessoas que estavam ali dentro morreram selvagemente.
Em Colossenses 3:12, Paulo escreveu: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade” (Almeida Revista e Corrigida). Aqui o apóstolo enfatiza a necessidade de um ato voluntário pelo qual os cristãos tomam sobre si a semelhança de Cristo e Seu caráter. Ao chamar-nos de “eleitos de Deus”, ele está dizendo que somos súditos do reino dos Céus. Todos os que aceitaram a Cristo, a despeito de distinções nacionais, religiosas, raciais e sociais, são eleitos de Deus. Paulo nos admoesta a revestir-nos de “entranhas de... benignidade”. No grego, a palavra “entranhas” é splagchna, que significa “as partes interiores” ou “a sede das emoções”.2 Nossa vida deve ser centralizada em Cristo. Nosso caráter deve falar dAquele que nos chamou.
A medida do Reino de Deus (2Sm 9:1-13; Jo 13:1-30). Em 2 Samuel 9:1-13, há uma história que nos mostra o que significa ser amável. O rei Saul queria Davi morto. Contudo, após a morte de Saul, e por amor ao filho dele, Jônatas, Davi perguntou se restava alguém da família de Saul a quem ele pudesse mostrar misericórdia. A resposta foi sim – o filho aleijado de Jônatas, Mefibosete. Leia essa tocante história, se já não o fez.
Também devemos nos lembrar da amabilidade de Jesus para com Judas, o discípulo que O traiu. Cristo sabia o que Judas iria fazer. Contudo, ao lavar os pés de Judas, Jesus amavelmente realizou a tarefa que só um escravo estrangeiro era ensinado a fazer. Se esse ato de humildade não pôde convencê-lo do amor de Jesus, nada mais poderia. Talvez ele tivesse visto o comportamento de Jesus naquela noite como sinal de fraqueza – um ato indigno de alguém que afirmava ser seu Rei.
Com frequência, muitas pessoas hoje veem atos amáveis como sinais de fraqueza. Contudo, precisamos nos lembrar de que atos amáveis realizados como resultado de nosso relacionamento com Cristo são registrados nos livros do Céu. Nunca nos empenhemos numa análise custo-benefício para ajudar a decidir se devemos praticar esse ou aquele ato de amabilidade. Ser amável nunca devia ter que ver com o benefício que poderia ser obtido de atos de amabilidade, mas com o benefício que os outros podem tirar deles, a despeito do que possa nos custar.
Como cristãos, devemos nos certificar de que nossas palavras e atos refletem o caráter de nosso Salvador. Aprender dEle diariamente nos ajuda a estar conscientes de Seu caráter e das expectativas que Ele tem em relação a nós. E ser amáveis é uma dessas expectativas. Lembremo-nos sempre de que o amor e a verdade são os fundamentos de Seu reino. A amabilidade sincera é a medida desse fundamento. É o aspecto prático de nossa religião.
1. The SDA Bible Commentary, v. 7, p. 212.
2. Ibid.
Mãos à Bíblia |
Uma das maneiras mais importantes de manifestarmos amabilidade, especialmente em casa, é o modo de falar uns com os outros. A atmosfera do lar é grandemente determinada pelas palavras que pronunciamos. Tantos problemas, tantas ofensas, tantas tensões e até brigas poderiam ser evitados caso fôssemos cuidadosos não só com o que dizemos, mas como dizemos. Com frequência, pode-se dizer algo e não ferir nem ofender, ou pode-se dizer as mesmas palavras para a mesma pessoa e ferir e ofender muito. A chave é a maneira de falar. 4. Que princípios importantes se encontram na Bíblia sobre o que dizemos e como dizemos? Como você usa as palavras quando fala com os outros? O que você pode fazer para ser mais amável na comunicação verbal? Pv 15:1-5; 25:11-15 |
Caroline Mwelu | Nairóbi, Quênia
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| Nos lábios a lei da bondade |
Certa vez, passei por um ônibus que estava com o motor afogado. Os passageiros estavam relutantes em sair e empurrar o veículo para que o motorista pudesse fazê-lo pegar “no tranco”. Então, ele pediu que eu e alguns outros pedestres ajudássemos, o que fizemos alegremente.
Atos de amabilidade devem ser parte de nossa vida diária. Isso só é possível na medida em que o Espírito Santo vive em nós. Quando estivermos cheios de Sua presença, não esperaremos que as pessoas nos peçam ajuda. Em vez disso, mostraremos amabilidade a cada oportunidade que se apresentar, sem que nos solicitem.
Ellen G. White escreveu: “Sua influência alcança o ser humano. ... É seu dever ser cristão no mais alto sentido da palavra – ‘igual a Cristo’. É através das invisíveis linhas que os ligam a outras pessoas com as quais vocês entram em contato que vocês podem, se estiverem em constante comunhão com Deus, deixar impressões que os tornarão um cheiro de vida para a vida. De outro lado, se vocês são egoístas, orgulhosos, mundanos, não importa qual tenha sido a sua experiência, ou quanto sabem, se não tiverem nos lábios a lei da bondade, a doce fragrância do amor que exala do coração, nada poderão fazer do que deve ser feito” (Minha Consagração Hoje [MM 1989], p. 178.
Não devemos ser seletivos sobre as pessoas a quem mostramos amabilidade. Leia o que Jesus tinha a dizer sobre a seletividade em Mateus 5:43-45.
Mãos à Bíblia |
5. Que princípio de vida Jesus mencionou em Lucas 6:38? Como cristãos, devemos ser sempre benignos, mesmo que a benignidade não volte para nós. De fato, ser benignos para aqueles que são indelicados para conosco é a marca de legitimidade dos verdadeiros seguidores de Jesus. Em geral, porém, a maneira de tratarmos os outros afetará a maneira de tratarem a nós mesmos. 6. Que outra recomendação fez Jesus a respeito da amabilidade? Lc 6:35 É sempre fácil ser bom para os que, por sua vez, podem ser bons para conosco. Qualquer pessoa faz isso. O mais difícil, porém, é ser bondoso, especialmente aos que nunca poderão fazer algo por você. Esse é o verdadeiro teste. |
Maganjo Kimani | Nairóbi, Quênia
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| Uma expressão sincera |
Como um fruto do Espírito, a amabilidade deve ser manifesta por todos os cristãos. A amabilidade é vista por meio das palavras e da conduta do cristão; e como todos os outros frutos espirituais, ela não pode existir independentemente.
Durante a violência pós-eleição de 2007-2008 no Quênia, muitas pessoas morreram. As áreas mais atingidas foram as bases do Partido Democrático Laranja (ODM na sigla em inglês). Kibera, uma das bases, experimentou a pior forma de violência. Um dos Estados tinha uma população considerável de Kikuyus. Quando explodiu a violência, tarde da noite, a maioria dos Kikuyus foi pega numa armadilha e não conseguiu escapar dos membros do ODM que haviam ido à caça do sangue deles. A multidão irada invadiu a casa deles para lhes destruir a vida e a propriedade. Muitos Kikuyus foram escondidos por seus vizinhos que eram, eles próprios, inimigos dos Kikuyus. Durante toda a noite, a turba irada foi de porta em porta procurando os Kikuyus. Mas a amabilidade dos vizinhos inimigos os salvou!
Como podemos perdoar as pessoas que desejam nos ferir ou, ainda pior, nos matar?
1. Sem amabilidade é impossível perdoar. Aqueles cujos membros da família foram mortos no Quênia não podem perdoar os que os feriram. A amabilidade é um fruto do Espírito Santo. Portanto, eles precisam da habitação interior do Espírito Santo a fim de ajudá-los a cumprir a ordem de Jesus em Mateus 5:43-48.
2. Com a ajuda do Espírito Santo, falar palavras amáveis sobre aqueles que não gostam de nós pode nos ajudar a perdoá-los. Falar palavras amáveis a pessoas que estão iradas pode ajudá-las a se acalmar. Leia Provérbios 15:1 e 25:11. Todas as vezes que falamos, nossas palavras devem edificar e encorajar a outros.
A promessa para nós é que, se formos amáveis para com aqueles que não são amáveis conosco e para com aqueles que estão em necessidade, Deus nos recompensará. Leia Mateus 10:40-42.
Mãos à Bíblia |
7. De acordo com Colossenses 3:12-14, qual é o verdadeiro sentido de ser seguidor de Cristo? Qual é a relação entre bondade e perfeição? “Se nos humilhássemos perante Deus, e fôssemos bondosos e corteses, compassivos e piedosos, haveria uma centena de conversões à verdade onde agora há apenas uma” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 189). Apenas ter conhecimento não é a mesma coisa que conhecer a verdade como é em Jesus (Jo 14:6), pois a verdade nos liberta (Jo 8:32); isto é, a verdade nos transforma e nos faz mais semelhantes a Cristo. Pode-se, então, perguntar: Temos realmente a verdade se a Verdade, Jesus, não nos tem? |
Viola Ayoo Odipo | Nairóbi, Quênia
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| A lista de itens do amor |
“A amabilidade é o amor andando a milha extra mesmo pelos que não merecem. É outra faceta dinâmica do amor. Não existe amabilidade passiva. Ela é aquela parte do amor que está sempre empenhada em fazer o bem. A amabilidade é amor prático. Deus sempre expressa Sua infalível amabilidade para com Seus filhos. A pessoa amável está sempre pronta a andar a milha extra. Isso acontece porque a amabilidade procede do fruto do Espírito. Pessoas que têm força espiritual são naturalmente amáveis. Não se pode amar sem ser amável; nem se pode ser amável sem amar. Porque a amabilidade é o amor em ação; é também incondicional. O amor exibe amabilidade sob todas as circunstâncias da vida, quer amistosas ou inamistosas. A amabilidade é um termômetro pelo qual o amor é medido.”*
Se formos amáveis, faremos boas coisas para outras pessoas sem pensar em recompensa ou reconhecimento. É difícil ser amáveis para com pessoas que nos fazem coisas ruins, que falam palavras ásperas para nós e sobre nós. Mas quando o Espírito Santo produzir amabilidade em nós, sempre acharemos mais fácil ser amáveis mesmo para com aqueles que nos maltratam. Para o cristão, a amabilidade não tem linha de demarcação. Seremos amáveis para com crentes e não crentes, para com inimigos ou amigos.
Isso me faz lembrar uma história sobre um gerente que não gostava de um de seus trabalhadores porque o funcionário era cristão. O gerente rebaixou esse funcionário, dizendo injustamente que ele não estava qualificado para o emprego e que faltava muitas vezes ao trabalho e não ia a reuniões importantes.
Um dia, a esposa do gerente precisou visitar alguns parentes numa cidade que ela não conhecia. A única pessoa que conhecia bem a cidade era o funcionário do qual o gerente não gostava. Esse funcionário ficou sabendo que a esposa do gerente precisava ir àquela cidade, por isso perguntou ao gerente se podia ajudar de alguma forma. O gerente ficou embaraçado ao pensar que mesmo após tratar injustamente aquele homem, ele ainda assim lhe oferecia ajuda. Humilhado, aceitou a oferta de ajuda do funcionário.
O que foi que fez o funcionário agir amavelmente para com seu gerente? O amor incondicional. Ele sabia que quando seu Salvador viveu na Terra foi amável com todos – mesmo com aqueles que não Lhe mostraram amabilidade.
Mãos à obra |
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Susan Nzyoki | Eldoret, Quênia