| Lição 6 | 31 de julho a 6 de agosto |

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de Quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Rm 5:1, 2).
Prévia da semana: Embora todos sofram as consequências do pecado, podemos escolher um conjunto diferente de consequências, as da paz, esperança e amor que são resultados da justiça de Cristo.
Leitura adicional: Romanos 5; Mensagens Escolhidas, v.1, p. 396-398.
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O Filho da paz |
Don Richardson, antropólogo e missionário americano passou vários anos frustrantes na Nova Guiné, esperando levar a mensagem cristã às tribos daquele país. Seus apelos, contudo, sempre caíam em ouvidos indiferentes. Diante disso, Richardson se cansou e decidiu voltar para casa. Entretanto, duas tribos não queriam que ele fosse embora.
“Pouco antes de Richardson partir, os Sawi e seus inimigos mortais, a tribo Haenam, encenaram uma elaborada cerimônia em frente à casa dele. Foi o último esforço deles para convencê-lo a ficar. A aldeia toda se reuniu para assistir ao evento. Todos estavam em silêncio, exceto a esposa do chefe Sawi. Ela gritava alto enquanto o chefe tomou dos braços dela seu bebê de seis meses de idade, o levantou no ar e o entregou ao chefe inimigo. Um membro da tribo explicou a Richardson que a tribo Haenam daria outro nome ao bebê e o criaria como seu.”* Agora que o filho da tribo Sawi vivia com os Haenam, haveria paz entre as duas tribos, porque as duas tribos amavam a criança e não desejavam que ela fosse morta numa guerra. A paz foi restaurada por meio desse menino. Ele se tornou o “filho da paz”.
Cristo é o Filho da paz entre o Céu e a Terra. Deus deu ao nosso mundo pecaminoso Seu único Filho para transpor o abismo criado pelo pecado. Quando cremos no sacrifício de Jesus por nós, obtemos o perdão para nossos pecados, juntamente com a paz e a vida eterna. É sobre essa fé que aprenderemos mais nesta semana.
*“A Modern Peace Child”, Insight, 2000, p. 1022.
Mãos à Bíblia |
1. Qual é o resultado de termos sido justificados? Rm 5:1-5. Que sentimentos tomam conta daquele que alcança essa condição?
A declaração “justificados” significa literalmente “tendo sido justificados”. O verbo grego representa a ação completa. Fomos declarados ou considerados justos não por qualquer ato da lei, mas por havermos aceitado a Jesus Cristo. A vida perfeita de Jesus aqui na Terra foi creditada a nós. Ao mesmo tempo, aquele castigo que caiu sobre Cristo por nós, em favor de nós, Ele o recebeu para que nós nunca tivéssemos que sofrê-lo. Que notícia mais gloriosa pode haver para o pecador?
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Mary Awuor – Mbita Point, Quênia
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Fé que traz esperança |
Como consequência da violência pós-eleitoral que recentemente abalou meu país, foi recomendado que aqueles que planejaram, financiaram e iniciaram a anarquia fossem levados ao Tribunal Criminal Internacional (TCI) na cidade de Aia, Holanda. Uma vez ali, esperava-se que muitas dessas pessoas recebessem a sentença de morte, porque seus atos levaram à perda de muitas vidas.
A ideia de comparecer perante o TCI deve ter provocado calafrios nas costas dos altos oficiais do governo que perpetraram a violência. Por medo de terminar no corredor da morte, eles expressaram o desejo de ser julgados por um tribunal local, cujos membros talvez lhes dessem uma sentença mais leve.
Quando o pecado entrou na perfeita ordem da criação de Deus, trouxe doença e morte. Não havia nada no mundo que pudesse nos endireitar novamente. “A lei de Deus, quebrantada, exigia a vida do pecador. ... Visto que a lei divina é tão sagrada como o próprio Deus, unicamente um Ser igual a Deus poderia fazer expiação por sua transgressão. Ninguém, a não ser Cristo, poderia redimir da maldição da lei o homem decaído e levá-lo novamente à harmonia com o Céu” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 63).
Agora precisamos ter fé em Cristo de que Ele irá nos curar, tanto física quanto espiritualmente. Só Ele pode nos redimir do pecado e dar-nos paz novamente com nosso Pai celestial. Quando O aceitamos como nosso Salvador pessoal, Cristo Se torna a ponte sobre a qual cruzamos da morte para a vida.
Mãos à Bíblia |
2. Qual era nossa condição quando Cristo nos buscou? O que Romanos 5:6-8 nos diz sobre o caráter de Deus? Por que esses versos são tão cheios de esperança?
3. Romanos 5:9 diz que podemos ser salvos da ira de Deus por meio de Jesus. Como podemos entender o que isso significa?
A ira de Deus se manifesta contra o pecado, assim como nos indignamos diante das injustiças da vida. Podemos dizer que a ira de Deus é como o amor se sente diante da maldade. Onde surge o pecado, aparece também a ira de Deus, que, por fim o destruirá (Rm 2:5, 8; 3:5). No entanto, sabemos que: (1) Deus é paciente e suporta os pecados por muito tempo, para dar uma chance aos pecadores (Rm 9:22; 2Pd 3:9); (2) Ele nos ama e proveu um meio para escaparmos da ira contra o pecado (Rm 5:9; Jo 3:16).
4. Que outras razões nos são dadas para nos alegrar? Rm 5:10, 11
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Samson Orwa – Nairóbi, Quênia
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Problema e solução |
A justificação pela fé (Dt 32:4; Rm 5:6-8). A carta de Paulo aos romanos explora o motivo pelo qual continuamos a existir após o pecado ter entrado no mundo. Adão e Eva poderiam ter morrido no dia em que pecaram. Contudo, por nos amar, Deus elaborou um plano para nos tirar dessa situação.
O perdão para o ser humano somente poderia ser conseguido através de um membro da Divindade. Assim, Cristo deveria se manifestar, “reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens” (2Co 5:19). Em fé e arrependimento, “os caídos filhos de Adão poderiam mais uma vez tornar-se ‘filhos de Deus’” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 64).
“O amor de Deus o Pai foi revelado na morte de Cristo. Este fato vital precisa ser reconhecido, para que haja uma compreensão correta da expiação. ... Cristo não morreu para apaziguar Seu Pai ou para induzi-Lo a nos amar. Foi o amor divino que concebeu o plano da expiação e salvação no princípio, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm trabalhado, juntos, e em perfeita harmonia, para efetuá-lo.”1
Morte e vida contrastadas (Rm 5:12-14). O ambiente original que Deus criou para que nele vivêssemos era perfeito. Ao escrever aos romanos, Paulo discutiu como o pecado mudou essa beleza e ordem perfeitas. Antes do pecado, Adão e Eva desfrutavam comunhão face a face com Deus, mas isso terminou quando Satanás foi bem-sucedido ao tentar o casal. Contudo, o amor de Deus não terminou, Ele escolheu Seu único Filho para que Se tornasse humano, vivesse e morresse na Terra, a fim de que pudéssemos ser libertados da pena de morte. Quando aceitamos esse sacrifício, somos colocados numa nova posição com Deus. Em Romanos 5:12-14, Paulo explica que, através de Adão, a morte reinou mas que, através da morte de Cristo, os seres humanos podem experimentar nova vida pela fé nEle.
Em Romanos 5:12-14, “Paulo enfatiza... que, assim como o pecado e a morte, enquanto um princípio e um poder, procederam de Adão para toda a humanidade, a justiça e a vida, como um princípio e um poder oposto e vencedor, procedem de Cristo para toda a humanidade. Assim como a morte passou a todos os homens que participam do pecado de Adão, a vida é passada a todos os que participam da justiça de Cristo”.2
União maravilhosa (Rm 5:15-21). A vinda de Jesus Cristo para viver e Se identificar com os seres humanos pecadores num mundo pecaminoso é um indicativo do perfeito amor de Deus. Se Cristo não tivesse vindo, não haveria perdão e, assim, não haveria esperança. O abismo entre os pecadores e Deus poderia ter existido para sempre, ou até que o pecado simplesmente destruísse tudo o que estivesse em seu caminho.
Paulo termina Romanos 5 enfatizando “a posição que Cristo ocupa como o mediador na obra da redenção do homem. Através de Sua morte, o crente é justificado e, através da união com Ele daí em diante, o cristão recebe esse poder vitalizador e santificador que transforma sua vida presente e lhe assegura vida eterna no porvir”.3
1. The SDA Bible Commentary, v. 6, p. 527.
2. Ibid., p. 530.
3. Ibid., p. 533.
Mãos à Bíblia |
As pessoas normalmente não querem morrer; e os que desejam a morte só o fazem depois de grande angústia e sofrimento pessoal. A morte é contrária à nossa natureza mais básica. E isso porque, desde o começo, fomos criados para viver para sempre. A morte deveria ser desconhecida para nós.
5. Qual foi o pior resultado do pecado? Rm 5:12. O que isso explica?
Um dos aspectos mais gloriosos do evangelho é que a morte foi tragada pela vida. Jesus passou pelos portais da sepultura e rompeu suas cadeias. Ele diz: Sou Aquele que Vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do Hades [sepultura]” (Ap 1:18). Porque Jesus tem as chaves, o inimigo não mais pode segurar suas vítimas na sepultura.
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Tony Philip Oreso – Nairóbi, Quênia
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O plano da redenção |
“Os anjos não puderam regozijar-se ao desvendar-lhes Cristo o plano da redenção; pois viram que a salvação do homem deveria custar a indizível mágoa de seu amado Comandante. Com pesar e admiração escutaram Suas palavras ao contar-lhes Ele como deveria descer da pureza e paz do Céu, de sua alegria, glória e vida imortal, e estar em contato com a degradação da Terra, para suportar suas tristezas, ignomínia e morte. Ele deveria ficar entre o pecador e a pena do pecado; poucos, todavia, O receberiam como o Filho de Deus. Deixaria Sua elevada posição como a Majestade do Céu, apareceria na Terra e Se humilharia como um homem, e, pela Sua própria experiência, familiarizar-Se-ia com as tristezas e tentações que o homem teria de enfrentar. Tudo isso seria necessário a fim de que Ele pudesse socorrer os que fossem tentados (Hb 2:18). ...
“Cristo assegurou aos anjos que, pela Sua morte, resgataria muitos e destruiria aquele que tinha o poder da morte. Recuperaria o reino que o homem perdera pela transgressão, e os remidos deveriam herdá-lo com Ele e nele habitar para sempre. Pecado e pecadores seriam extintos, para nunca mais perturbarem a paz do Céu ou da Terra. Ele ordenou que o exército angélico estivesse de acordo com o plano que Seu Pai aceitara e se alegrasse de que, por Sua morte, o homem decaído pudesse reconciliar-se com Deus.
“Então alegria, inexprimível alegria, encheu o Céu. A glória e bem-aventurança de um mundo remido sobrepujaram mesmo a angústia e sacrifício do Príncipe da vida” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 64, 65).
Mãos à Bíblia |
6. O que esses textos revelam a realidade do pecado antes de a lei ter sido apresentada no Monte Sinai? Gn 4:7; 18:20; Is 14:12-14; Ez 28:12-19
Devemos lembrar que o pecado não é apenas a transgressão de mandamentos específicos, mas um ataque ao princípio básico do governo de Deus, que é o amor. O caráter e os princípios de Deus já existiam desde a eternidade (Sl 25:6). Os mandamentos foram a maneira didática que Deus usou para nos ensinar a identificar e rejeitar o mal. Portanto, antes do Sinai, eles já existiam não nas mesmas palavras, mas subjetivamente no caráter santo de Deus.
7. Com que propósito Deus nos revela a lei? Rm 5:20, 21
Através dos mandamentos, podemos descobrir qual é nossa real condição espiritual e assim buscar a solução em Cristo.
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Daniel Odhiambo – Nairóbi, Quênia
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Passos para a salvação |
As repercussões do pecado de Adão são mortais, mas pela fé em Cristo podemos ser perdoados para sempre. Nossa salvação e paz com Deus é garantida, contanto que aceitemos o sangue de Cristo que foi derramado no Calvário. “Quando a onda de iniquidade se propagou pelo mundo e a impiedade dos homens determinou sua destruição por meio de um dilúvio de água, a mão que plantara o Éden o retirou da Terra. Mas, na restauração final de todas as coisas, quando houver ‘novo céu e nova Terra’, será restabelecido, mais gloriosamente adornado do que no princípio” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 62).
Todos estamos ansiosos pelo dia da libertação final, mas ainda vivemos neste mundo e precisamos esperar com paciência. A seguir se encontram algumas dicas para ficarmos firmes até o fim:
Aceite a realidade do sofrimento. Desde o primeiro instante em que aconteceu, o pecado trouxe sofrimento, que só tem aumentado. Não podemos negar que existe muito sofrimento ao redor. O Espírito Santo é capaz de nos ajudar a vencer a dor e o sofrimento enquanto esperamos a volta de Jesus.
Persevere. Por mais que possamos experimentar a dor e o sofrimento neste mundo, somos chamados a persistir nas pegadas dos discípulos e do próprio Cristo. A dor e o sofrimento são um teste de nossa fé, e nossa capacidade de perseverar é proporcional à nossa confiança na capacidade de Cristo para salvar.
Cuide do seu caráter. A perseverança nos ajuda a desenvolver um caráter cristão. Esse é um processo vitalício movido pelo Espírito Santo em nosso coração.
Alimente sua esperança. A esperança fortalece nossa fé. Uma vida cheia de esperança é cheia de serviço em prol de outros.
Mãos à Bíblia |
“Conseqüentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens. Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos.” (Rm 5:18, 19).
8. Que contraste nos é apresentado no texto acima? Que esperança nos é oferecida em Cristo?
Cristo Se passou pelo terreno em que Adão caiu, superando cada prova em lugar do ser humano. Jesus é o “segundo Adão”.
9. Como são contrastados os atos de Adão e de Cristo em Romanos 5:15-19?
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Hellen Akinyi – Nandi Hills, Quênia
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O quadro mais amplo |
Ao assistir aos noticiários, ficamos chocados com as coisas terríveis que estão acontecendo. O passar do tempo só faz aumentar a corrupção, bem como a decadência moral e espiritual. Que direção devemos tomar como filhos de Deus? Satanás quer nos fazer seguir nosso próprio caminho, sem a participação de Cristo.
A Bíblia nos assegura que, dependendo do nosso Redentor, podemos vencer o pecado não como Cristo venceu, mas porque Ele venceu. “Não há muitos caminhos para o Céu. Não pode cada um escolher o seu. Cristo diz: ‘Eu sou o caminho e a verdade e a vida. Ninguém vem a Meu Pai, senão por Mim’ (Jo 14:6). Desde que foi pregado o primeiro sermão evangélico, quando no Éden se declarou que a semente da mulher havia de esmagar a cabeça da serpente, Cristo foi exaltado como o caminho, a verdade e a vida. ... Cristo foi o caminho pelo qual se salvaram os patriarcas e profetas. Ele é o caminho único pelo qual podemos ter acesso a Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 663).
Essa certeza deve nos tornar fortes em nossa posição contra o pecado. Às vezes me sinto miserável e sem esperança quando imagino como seria enfrentar a vida sem a misericórdia de Cristo. Todavia, ao pensar nEle como Redentor para o mundo todo, recebo forças, coragem e esperança. Com Cristo ao meu redor, recebo forças para não seguir os enganos de meu coração pecaminoso. É hora de reconhecermos a justificação que nos foi dada por Cristo e de aprendermos que não podemos ser bem-sucedidos em nossa própria justiça. Deixemos Cristo assumir o controle de nossa vida, porque é somente através de Sua intervenção sacrifical na cruz que podemos ser justificados.
“Desde os dias de Adão até os nossos tempos, nosso grande inimigo tem estado a exercer seu poder de oprimir e destruir. ... Todos os que estão ativamente empenhados na causa de Deus, procurando desvendar os enganos do maligno e apresentar a Cristo perante o povo, estarão habilitados a aderir ao testemunho de Paulo, no qual ele fala em servir ao Senhor com toda a humildade de espírito, com muitas lágrimas e tentações” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 510).
Mãos à obra |
1. Observe exemplos da graça de Deus na natureza.
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Enosh Ouma – Nairóbi, Quênia