
“Ele o cobrirá com as Suas penas, e sob as Suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade dEle será o seu escudo protetor” (Sl 91:4).
Prévia da semana: Rispa foi um modelo de fidelidade, perseverança e fé.
Leitura adicional: 2 Samuel 3:6-11; 21:1-14
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Ser ou não famoso |
Alguns anos atrás, me imaginei participando de um desses programas de TV onde os participantes respondem a perguntas. Na minha vez, tive a sorte de escolher meu tema favorito: “exploração espacial”. Imaginei-me de frente para o apresentador do programa, o qual não tinha a mínima ideia de quem ele estava enfrentando. Prossegui para a primeira pergunta com uma atitude de “pode vir que eu estou preparado”. Ele então perguntou: “Quem foi o primeiro homem a ir ao espaço?” “O astronauta russo Yuri Gagarin”, respondi, antes de pedir rapidamente que ele fizesse a segunda pergunta. “Quem foi o primeiro homem a pisar na lua, e qual o nome da missão?” Fácil. O astronauta americano Neil Armstrong e a missão Apolo 11. “Qual era o nome da agência espacial americana e quem a chefiou durante os anos da ‘corrida espacial?”” A agência era a NASA, e foi chefiada pelo famoso cientista de foguetes, Werner von Braun.
“Qual foi o primeiro satélite lançado ao espaço?” Certo, esta definitivamente desafiou meu conhecimento do programa espacial soviético. Metodicamente expliquei que a Rússia foi a primeira a lançar um satélite chamado Sputnik 1 em 4 de outubro de 1957. Quando eu estava para dar os parabéns a mim mesmo, o apresentador rapidamente continuou com: “Quem foi Sergei Korolev”? Passaram-se um segundo, dois, três... mas minha mente estava completamente em branco.
Tóóóóóóóónnnnnnnn! Apitou o cronômetro, enquanto eu perdia a chance de ganhar o prêmio. Por quê? Só por causa de um nome? Alguém de quem eu nunca tinha ouvido falar e a quem não tinha dado importância em meu estudo de história espacial? Obviamente Korolev não era uma das pessoas famosas que eu conhecia em conexão com a exploração espacial. Mais tarde, descobri que Korolev não era famoso por causa do segredo que envolvia o programa espacial russo. O grande cérebro responsável pelo início do sucesso russo só era mencionado como o “Projetista-Chefe”.
Poucos sabiam alguma coisa sobre ele até muitos anos depois de sua morte. Quão terrível deve ter sido para Korolev ver toda a atenção da mídia voltada para seu equivalente nos Estados Unidos – Werner von Braun – enquanto ele jazia em obscuridade. Da mesma forma, na Bíblia, há muitas pessoas que ajudaram a moldar a história bíblica, mas às quais muitos de nós nunca prestamos atenção. Nesta semana estudaremos sobre Rispa – uma mulher comum que passou por circunstâncias extraordinárias. Sua vontade forte, perseverança e coragem, captaram a atenção do rei Davi, e espero que, durante esta semana, também a nossa.
Mãos à Bíblia |
1. No Antigo Testamento, existem muitas referências a concubinas. Que podemos aprender sobre elas? Gn 25:5, 6; Jz 8:30, 31; 2Sm 5:13-16; 1Rs 11:2, 3
2. Que podemos aprender sobre Rispa e sobre suas circunstâncias naquele tempo específico? 2Sm 3:6-11
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Joshua Mochache | Cedar Hill, EUA
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Fidelidade inspira fidelidade |
“Agora escolham a vida” (Dt 30:19). Todas as decisões que tomamos têm consequências que afetam a outros. Todas as decisões fiéis não só trazem bênçãos para os fiéis e seus descendentes, mas também inspiram fidelidade em seus descendentes. Isso é o que Deuteronômio 30:19 revela ao nos exortar a escolher a vida.
A História nos ensina que futuras gerações muitas vezes colhem os frutos cultivados por seus ancestrais. Se um povo tem sido corrupto e imoral, as consequências de seus atos não só os afetam, mas também aos que virão depois deles. Se um povo tem sido firme e fiel, suas futuras gerações também serão abençoadas pela fidelidade. Este é muitas vezes o caso, mesmo no que diz respeito à influência dos pais sobre seus filhos. Falando de divórcio, o Dr. Kenneth Bateman escreve que “as crianças também podem ser muito prejudicadas pelo mau casamento de seus pais; seu rendimento na escola pode ser afetado, bem como sua autoestima, aumento de ira, depressão, autocondenação, conflitos com a autoridade e sua própria capacidade de ter um bom casamento (modelos de papéis e sistemas familiares)”.1 Por outro lado, quando “escolhemos a vida” e tomamos decisões certas, encorajamos aqueles que estão dentro de nossa esfera de influência a serem fiéis também.
Não é de admirar que Jesus tenha vindo a este mundo não apenas para morrer por nossos pecados, mas para viver entre nós a fim de revelar de maneiras práticas o que significa ser fiel. Sem diminuir a importância da morte de Jesus para nossa salvação, notemos que esta parte do plano divino de salvação ocorreu durante um período de três dias. Por outro lado, Jesus investiu 33 anos vivendo entre pessoas comuns para que elas aspirassem à fidelidade. Portanto, nossa fidelidade a Deus não tem apenas a ver conosco. Tem a ver com outras pessoas também, algumas das quais talvez nem conheçamos.
A fidelidade atrai a atenção (2Sm 3:6-11; 21:1-14). Rispa, cujo nome significa “uma brasa ou uma pedra quente”,2 vivia à altura do significado de seu nome de maneira extraordinária. Como resposta às exigências do gibeonitas e também provavelmente por suas próprias razões políticas, Davi lhes entregou sete filhos da casa de Saul para serem mortos como retaliação por Saul ter matado a maioria dos gibeonitas. Entre esses homens estavam dois filhos de Rispa. Esses filhos eram possíveis herdeiros do reinado de Saul, uma vez que seus três irmãos mais velhos haviam sido mortos em combate e o jovem Is-Bosete havia sido assassinado (1 Samuel 14; 2 Samuel 4).3
Que trágico dia deve ter sido aquele para Rispa. Ela poderia ter-se vingado. Em vez disso, ficou vigiando o corpo suspenso de seus filhos (2Sm 21:9), para evitar que fossem devorados por animais e aves de rapina. “Então, Rispa, filha de Aiá, tomou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma penha, desde o princípio da ceifa até que sobre eles caiu água do céu; e não deixou que as aves do céu se aproximassem deles de dia, nem os animais do campo, de noite” (2Sm 21:10). Isso indica “que a devotada vigilância de Rispa foi de longa duração”.4
Quando Davi ouviu falar da devoção de Rispa, foi até a rocha, desceu os corpos e mandou enterrá-los.
A fidelidade é custosa (Mc 13:13). A fidelidade nem sempre traz experiências agradáveis. A verdadeira fidelidade muitas vezes tem um custo. Em Marcos 13:13 Jesus dá um claro relato de como os que estão do lado de Deus serão odiados por todos. Muito embora o contexto deste verso diga respeito aos eventos finais, muitos verdadeiros cristãos já experimentaram esse ódio. As pessoas muitas vezes são rápidas para acusar aqueles que seguem a Cristo, porque sabem em seu coração o que está certo, mas preferem não mudar. Nossa fidelidade, portanto, as deixa desconfortáveis.
Paulo compreendeu isso quando disse: “Para estes somos cheiro de morte; para aqueles fragrância de vida” (2Co 2:16). Portanto, não fiquemos desanimados em nossas tentativas de ser fiéis em meio à indiferença de outras pessoas. Em vez disso, usemos a indiferença delas como uma confirmação de que Deus “realmente” está entre nós! (1Co 14:25).
1. Dr. Kenneth Bateman. Amber University. http://www.alicebaland.com/ALSCResources/REMADivorceFacts.htm (acessado em 4 de junho de 2009).
2. Eastons Bible Dictionary. http://www.bible-history.com/eastons/R/Rizpah (acessado em 8 de junho de 2009).
3. Diana Edelman. Jewish Women: A Comprehensive Encyclopedia
http://jwa.org/encyclopedia/article/rizpah-bible (acessado em 19 de agosto de 2009).
4. The SDA Bible Commentary, v. 2, p. 697.
Mãos à Bíblia |
Como vimos (2Sm 3:7-10), Isbosete, que significa “homem de vergonha”, acusou seu general, Abner, de ter dormido com a concubina de seu pai, Saul. A julgar pela forte reação de Abner, essa foi uma ofensa muito séria.
3. Leia os versos seguintes e explique o que significava dormir com a esposa ou concubina de um homem poderoso nos tempos do Antigo Testamento. 2Sm 16:21, 22; 20:3; 1Rs 2:21, 22
O texto bíblico não esclarece se Abner realmente dormiu com Rispa a fim de tentar usurpar o trono. O fato de que ele mudou tão depressa de lado sugere que esse tenha sido só um boato que circulou na improvisada corte real em Manaém.
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Obed Soire | Okinawa, Japão
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Pano de saco e paixão |
Rispa queria dar uma mensagem, e era esta: “Aqui estão meus filhos, tirados de mim, envergonhados e entregues para corrigir os pecados de seu pai. Mas embora eles estejam mortos, ainda guardo no coração o vínculo que nos unia”. Ela estava determinada a mostrar sua paixão sob o abrigo de pano de saco – não por uma hora ou duas, um dia ou dois, ou uma semana ou duas – mas desde a primavera até o outono. Ela não enviou uma mensagem expressando o clamor de seu coração. Simplesmente viveu sua dedicação do princípio da colheita até que a chuva caiu. Foi assim que sua influência foi sentida. Foi assim que ela conseguiu influenciar o rei Davi. Será que temos essa paixão? “É nosso caráter e experiência que determinam nossa influência sobre o próximo. A fim de convencer os outros acerca do poder da graça de Cristo, devemos ter experimentado o Seu poder em nosso próprio coração e vida. ... Só por uma fé viva em Cristo como Salvador pessoal é que se torna possível fazer sentir nossa influência num mundo incrédulo” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 469).
Embora pudesse ter parecido inútil guardar os corpos de seus filhos, Rispa foi fiel ao que ela achava ser a coisa certa a ser feita, e o mesmo devemos fazer. “Ninguém pode saber qual haja de ser o propósito de Deus em Sua disciplina; mas todos podem estar certos de que a fidelidade nas pequenas coisas é a evidência do preparo para maiores responsabilidades” (Ellen G. White, Educação, p. 61).
A influência de sua paixão levou o rei a agir. Quer ela soubesse ou não, seus atos levaram a um ato maior. Assim, “centenas e milhares são ajudados pela nossa influência por nós despercebida. O verdadeiro seguidor de Cristo fortalece os bons propósitos de todos aqueles com quem entra em contato” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 348).
Mãos à Bíblia |
Houve uma terrível fome em Israel, e Davi consultou ao Senhor. Não sabemos por que meios ele recebeu a resposta de Deus, mas seu conteúdo é muito claro: “Há culpa de sangue sobre Saul e sobre a sua casa” (2Sm 21:1).
4. Leia 2 Samuel 21:1-6. Por que os descendentes de Saul deveriam sofrer pela culpa de seu antepassado? Isso não contradiz Deuteronômio 24:16, Jeremias 31:29, 30 e Ezequiel 18:1-4?
O texto destaca que, embora a salvação dependa de nossas decisões, nossas ações e escolhas afetam muitos ao nosso redor e nunca ocorrem em isolamento. Quando reis fiéis reinavam em Jerusalém, todo o reino era favorecido; por outro lado, reis infiéis derrubavam muitos em Israel.
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Elvis Mogoi | Wilmington, EUA
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Fiéis para sempre |
O livro de 2 Samuel é sobre um homem que estava tentando desesperadamente ser um grande líder, enquanto continuava sendo um homem de Deus. Infelizmente, ele era muitas vezes sabotado por sua humanidade falha. Personagens de apoio como Rispa fornecem paralelos convincentes, embora muitas vezes ignorados, com o personagem principal, Davi, que, apesar de seus pecados, permaneceu um homem segundo o coração de Deus – penitente, apaixonado e determinado. É provável que 2 Samuel tenha sido escrito por Natã, o profeta, e Gade, o vidente (1Cr 29:29). Além dessas, informações de outra fonte chamada “o livro de Jasar” podem ter sido incluídas (2Sm 1:18). Os eventos descritos em 2 Samuel ocorreram em 1004 e 971 a.C. E então, será que podemos aprender algo desses antigos eventos sobre um reino que o próprio Deus disse que iria durar para sempre?
Leia as palavras que Deus falou para o novo rei de Israel: “‘Você sempre terá descendentes, e eu farei com que o seu reino dure para sempre. E a sua descendência real nunca terminará’ ” (2Sm 7:16). Davi morreu, e nenhum rei está reinando agora em Israel. Então o que durou para sempre? A Bíblia muitas vezes se refere a Jesus como o filho de Davi. As promessas são para sempre em Jesus Cristo. Jesus, o filho de Davi, por Sua morte e ressurreição, construiu um reino que durará para sempre. Pela fé podemos ser parte deste reino. Através de relatos como o de Rispa, que mostram pessoas comuns exercendo inabalável dedicação e fé, somos desafiados a devotar nossa vida a Jesus, o fundador do reino.
Através da vida aparentemente sem importância de Rispa, percebemos que nós também devemos viver nossa vida, por mais sem importância que pareça no grande esquema das coisas, com dedicação e força moral. Quando desafiados por circunstâncias desagradáveis, devemos extrair encorajamento de histórias tais como a de Rispa. Precisamos nos lembrar de que devemos perseverar até o fim para podermos viver para sempre no reino de Deus (Mc 13:13). Segundo Samuel nos lembra que Deus sempre cumpre Suas promessas. Nenhum pecado pode mudar isso. Cristo reinará por toda a eternidade – agora, em nosso coração, e por fim num novo Céu e numa nova Terra. Permanecendo fiéis a Ele, estamos escolhendo a vida – agora e para sempre (Dt 30:19).
Mãos à Bíblia |
Davi consultou a Deus, e Ele lhe informou que a falta de chuva se devia à tentativa de genocídio dos gibeonitas, por Saul, quebrando uma aliança feita por Josué, que protegia os gibeonitas. É aqui que encontramos Rispa novamente. Seus dois filhos com o rei Saul estavam entre os selecionados para serem mortos, para que fosse alcançada a “expiação”. Embora seja difícil compreender isso, pelo menos podemos entender como Deus considera sérias Suas alianças. A morte dos descendentes de Saul foi também um juízo divino.
5. Que outros exemplos de coisas que não entendemos completamente encontramos na Bíblia? Apesar de não compreendermos, precisamos confiar na bondade e misericórdia de Deus, ainda assim?
6. O que Rispa fez quando seus filhos foram mortos? O que isso nos diz sobre ela? 2Sm 21:9, 10
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Enock Mochache (auxiliado por Barbra e Josene) | Calhoun, EUA
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Fiel em meio aos obstáculos |
Muitos de nós achamos que porque não somos tão “santos” ou tão “importantes” como outros membros de nossa igreja, não precisamos ser fiéis em todos os momentos e em todas as coisas. Afinal de contas, as pessoas já pensam o pior de nós; então por que devemos lutar para permanecer fiéis quando ninguém acredita em nossa sinceridade? Imagino que deve ter sido assim que Rispa se sentiu quando seus filhos foram entregues aos gibeonitas para ser enforcados. Por que devia ela se importar em vigiar os corpos dos filhos quando ninguém se importaria o suficiente para enterrá-los? Por que Davi deveria se importar com uma concubina de seu inimigo derrotado? Rispa protegeu fielmente os corpos de seus filhos por meses a fio, até que Davi lhes deu um sepultamento adequado. A fidelidade da concubina deu à luz a misericórdia do rei.
Como podemos alcançar a fidelidade que persevera em meio a todos os obstáculos? Como se alcança uma fé que vence uma reputação machada? Creio que tal fé pode ser alcançada se fizermos três coisas:
Parar de achar que o cristão tem vida fácil. Em Marcos 13:13, Jesus disse a Seus discípulos: “Todos odiarão vocês por Minha causa; mas aquele que perseverar até o fim será salvo”. Aqui aprendemos que precisamos permanecer fiéis até o fim, e assim seremos salvos. Se isso fosse fácil, Ele não teria usado a palavra “perseverar”. Portanto, paremos de achar que, porque somos filhos de Deus, nossa vida será um passeio no parque.
Pedir a Deus que nos conserve fiéis. Precisamos ser como o pai fiel de Marcos 9:14-29 que clama a Jesus: “Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!”.
Compreender que temos uma reputação cristã a zelar. Somente quando nos lembramos que, “sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8), Deus nos amou o suficiente para enviar Seu Filho para morrer por nós, podemos compreender que o mais importante é permanecermos fiéis a Ele. Pertencemos a Ele, e por isso não podemos trazer vergonha ao Seu nome e à Sua igreja.
Mãos à Bíblia |
O exemplo de fidelidade de Rispa chamou a atenção de Davi. O fato de ela estar na montanha “perante o Senhor”, perto dos sete corpos, parece ter motivado Davi a considerar isso um ato muito importante: o sepultamento apropriado de Saul, de Jônatas e dos descendentes de Saul.
7. Como Davi foi afetado pelas ações de Rispa? 2Sm 21:11-14
8. De acordo com o texto de hoje, o que causou o fim da fome? 2Sm 21:1-14
A fome não terminou assim que os sete descendentes de Saul foram executados. Deus respondeu ao apelo em favor da terra só depois que Davi proveu um lugar respeitável de descanso para os restos de Saul e seus descendentes. O exemplo de Rispa promoveu reconciliação, resultando em um Israel preparado para começar a curar as feridas da guerra entre as tribos.
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Trufosa Mochache | Cedar Hill, EUA
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Vingança ou reconciliação? |
A história de Rispa parece estranha, e seu papel nela não parece fazer sentido. Era vontade de Deus que seus filhos morressem para pagar pelo pecado do pai? Não parece certo que Rispa devesse ter sofrido a perda deles, sendo que não era deles a culpa pelo que aconteceu com os gibeonitas. O que essa história diz sobre o caráter de Deus? Contudo, enquanto estudava a história dela, encontrei algumas respostas.
Davi não ficou perambulando triste, pensando o que as pessoas iam fazer sem colheitas ou pastos para alimentar suas ovelhas e seu gado. Ele foi a Deus perguntar por que a fome estava acontecendo. Quando não entendemos o que está acontecendo em nossa vida, devemos buscar o conselho de Deus. Mas não devemos parar de buscar Seu conselho como Davi o fez. “Ao ceder aos gibeonitas, Davi não consultou a Jeová sobre o que deveria fazer... embora em geral seu caráter fosse justo e reto, se ele tivesse consultado a Jeová, algum modo mais feliz de ser justo poderia ter sido encontrado.”* Pelo fato de Davi não buscar o conselho de Deus em tudo, acabou reparando a brecha com os gibeonitas de uma forma que não honrou a Deus e a Seu caráter.
Depois de ele ter entregado os descendentes de Saul aos gibeonitas, Rispa poderia ter vingado a morte deles. Em vez disso, cumpriu seu dever de mãe ao proteger os corpos da desonra. Quando Davi ouviu falar de sua bravura, decidiu seguir o exemplo dela, honrando Saul, Jônatas e os enforcados com um sepultamento honroso. Foi quando isso foi feito que a fome terminou.
Não sabemos o que teria acontecido se Davi tivesse consultado a Deus uma segunda vez em vez de consultar apenas os gibeonitas. Mesmo assim, acho que podemos ver que a reconciliação com Deus foi alcançada quando foi mostrada misericórdia, não vingança. Isso não se aplica apenas a Rispa e Davi, mas a cada um de nós. A vingança nunca é a resposta. Se você deseja ser como Cristo, siga o exemplo de Rispa. Busque Sua paz e reconciliação. “No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas” (Rm 12:18). Ao fazê-lo, refletimos o caráter de Deus.
*John Darby’s Synopsis. http://www.ewordtoday.com/comments/2samuel/darby/2samuel21.htm (acessado em 20 de agosto de 2009).
Mãos à obra |
1. Considere a história de 2 Samuel 21:1-14 à luz do segundo mandamento – os pecados do pai são visitados sobre a segunda e terceira gerações.
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Bianca Acosta | Rancho Cucamonga, EUA