
“Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gl 6:14).
Prévia da semana: Paulo encerrou sua carta aos gálatas com um forte apelo pessoal, rejeitando toda submissão exterior a costumes e apegando-se apenas à cruz como sua razão para a vida e o serviço, não importando o custo.
![]() |
|
Um conto de dois cristãos |
Viviam certa vez, num lugar muito distante, dois homens. Um deles era rico, cheio de pompa e orgulho. Ele tinha feito por si mesmo uma lista de realizações tão longa quanto o comprido corredor de sua casa magnífica. Ele adorava compartilhar esses feitos com qualquer pessoa e com todos que o escutassem. Este homem também professava ser cristão. Ele tinha certeza de que estava caminhando direto pela estrada para o Céu. Como podia ter tanta certeza? Bem, ele não hesitaria em informar que foi batizado com oito anos, pagou fielmente seus dízimos nos últimos três anos, deu generosas ofertas para os cofres da igreja, usou terno Armani para ir à igreja todos os sábados, comeu somente comidas orgânicas vegetarianas, e guardou fielmente o sábado com uma longa lista de regras e rituais.
A esse ponto, provavelmente você tenha perdido o interesse nesse homem pretensioso. Então, agora eu lhe falarei a respeito do outro homem. Ele era tão humilde quanto o primeiro era orgulhoso. Era um fazendeiro trabalhador, conhecido por todos como bondoso, generoso e cortês. Em todas as suas realizações e sempre que recebia um elogio, ele rapidamente respondia, “É somente pela graça de Deus.” Como nosso amigo pomposo, esse homem também professava ser cristão. Contudo, se lhe perguntássemos sobre essa atitude dele, sua resposta seria bem simples. Ele abaixaria a cabeça e confessaria: “Sou nada mais que um pecador patético que merece nada a não ser a morte mais cruel” e então com um sorriso ele continuaria: “mas Deus em Sua imensurável graça e misericórdia enviou Seu Filho Jesus para pagar a penalidade pelos meus pecados para que, algum dia, eu pudesse estar com Ele no paraíso, e por isso eu serei eternamente grato a Ele!”
Agora, qual dos homens você supõe que estava vivendo mais precisamente o cristianismo ensinado pelas Escrituras? O homem de vida hipócrita de perfeição
exterior, ou o homem cuja vida refletia a de Paulo, em sua simples obediência aos ensinamentos de Jesus sobre o amor? Mais importante, com qual destes homens você mais se identifica?
Ao estudar a lição desta semana, reflita em sua própria atitude em relação a si mesmo, e, em suas realizações e sua salvação. Lembre-se de que não há nada em você que mereça o inestimável dom que Cristo ofereceu. Possa você vir para a glória somente por Cristo e nEle crucificado.
Mãos à Bíblia |
Era costume de Paulo ditar suas cartas a um secretário (Rm 16:22). Então, depois de terminar, muitas vezes ele tomava a pena e escrevia algumas breves palavras do próprio punho para concluir a carta (1Co 16:21). Em Gálatas 6:11, Paulo declarou que escreveu a carta com letras grandes. Possivelmente, a fim enfatizar sua mensagem, de modo semelhante à nossa maneira de destacar uma palavra ou conceito sublinhando ou escrevendo em letras maiúsculas ou, mais provavelmente por deficiência visual.
|
Kriselle Dawson – Lae, Papua Nova Guiné
![]() |
|
O voto de censura de Paulo |
Deus vai longe para mostrar a corrupção do orgulho. Quando Ninrode tentou construir a cidade em Babel em desacato à soberania de Deus, o Senhor lhe mostrou que ele não poderia conspirar contra Ele e ser bem-sucedido (Gn 11:4, 9). Quando Nabucodonosor se tornou tão presunçoso que adorou a si mesmo, Deus o humilhou e ele se tornou como animal, comendo grama (Dn 4:28-33). Quando o rei de Tiro ostentou em sua suposta autossuficiência, fazendo seu coração “como o coração de Deus”, o Senhor declarou que ele e sua cidade seriam riscados da face da Terra e que Tiro jamais seria reconstruída (Ez 28:6-8; 26:4, 14). O próprio Paulo advertiu a respeito da ostentação ou jactância (Rm 3:27). Então por que ele nos diz que devemos nos orgulhar na cruz?
A palavra grega que Paulo usou para “gloriar-se” em Gálatas 6:14 é kauchaomai, que também pode ser traduzida como “glória”, “alegria” ou “regozijo”.² Em Filipenses 3:3, ele usa a mesma palavra desta maneira: “Pois nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos pelo Espírito de Deus, que nos gloriamos em Cristo Jesus e não temos confiança alguma na carne”.
Certamente, a Bíblia nos ensina a não glorificarmos a nós mesmos. Mas gloriar-se na cruz é exatamente o oposto da autoglorificação. É reconhecer que Cristo é tudo, e todos os nossos melhores esforços têm tanto poder salvador quanto uma esponja suja de louça. É viver no Espírito e deixar para trás nossa pecaminosidade carnal (Cl 2:11). Então, a pergunta real é: Em quem está você se gloriando? Você está se autoglorificando e negando a Cristo como os judaizantes da Galácia? Ou está você glorificando a Cristo e negando a si mesmo?
Quando contemplamos a cruz, vemos Aquele cujo amor O levou a entregar Sua própria vida para que pudéssemos viver para sempre naquele amor. Ao olharmos para a Sua fronte ferida, nos tornamos imediatamente conscientes do fato de que não há nada em nós pelo que valha a pena vangloriar-se. É então que verdadeiramente nos gloriamos na cruz.
1. American Heritage Dictionary of the English Language (Chicago, IL: Houghton Mifflin Harcourt, 2007).
2. James Strong, Strong’s Exhaustive Concordance of the Bible (Peabody, MA: Hendrickson Publishers, Inc., 2007), p. 1640.
Pense
nisto |
A exemplo de Pedro, o homem-flutuante, frequentemente desviamos nosso foco do nosso Salvador. No momento em que o fazemos, começamos a sentir orgulho em nós mesmos. Quando isso ocorre, o que podemos fazer para tornar a focalizar nosso coração em Jesus?
|
Mãos à Bíblia |
1. Leia Gálatas 6:12, 13. O que Paulo disse nesses versos? Que palavras ele usaria para advertir a igreja que você frequenta?
A expressão “ostentar-se” em grego significa literalmente colocar “uma boa face”. Em sentido figurado, refere-se ao papel desempenhado por um ator. Em outras palavras, Paulo estava dizendo que essas pessoas eram como atores buscando a aprovação de uma plateia.
|
Jose Javier Perez – Long Island, New York, EUA
![]() |
|
Cruz central |
A cruz ainda fala (1Co 2:2). Poucos anos atrás, Christianity+Renewal [Cristianismo+Renovação] – uma revista evangélica publicada no Reino Unido – reportou uma campanha de marketing formulada pela Khameleon Advertising [Kamaleão Propaganda], destinada a aumentar a percepção da relevância da igreja. A sugestão deles? Abandonar a cruz. “Não achamos que as pessoas queiram ser pregadas nela e não queríamos imagens tradicionais como pinturas de Jesus numa cruz.”1
O símbolo da cruz tem sido insultado, mas continua a existir boa razão para exibi-lo. “Para todas as associações falsas e equivocadas que podem cercá-la, [a cruz] ainda diz – mesmo sem o conhecimento de quem a exibe – ‘Fui comprado pelo sofrimento e morte de Jesus. Eu pertenço a Deus. A conspiração divina da qual faço parte está sobre a história humana em forma de uma cruz.’”2
Tais sugestões de publicidade como a dada acima estão longe do foco da vida e missão de Paulo: “Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado” (1Co 2:2). A cruz é o centro da grande controvérsia, a história do nosso mundo, o centro do cristianismo, e deveria ser o centro de nossa vida.
O centro da cruz (Gl 6:11-18). Outros escritos também têm tentado descrever a centralidade da cruz. “A cruz é o abismo das maravilhas, o centro dos desejos, a escola das virtudes, a casa da sabedoria, o trono do amor, o teatro das alegrias e o lugar dos sofrimentos; é a raiz da felicidade e o portão do Céu.”3 E há mais este de um escritor adventista: “O tema não é cristãos, ou igrejas, ou concílios, ou crenças. O tema é tão somente, é a cruz, o ponto pivô do qual depende o destino do homem, o lugar onde a realidade divide-se em duas opções eternas.”4 Todas estas descrições lutam para transmitir a proeminência deste evento e sua centralidade para a fé e prática cristãs.
Ao encerrar sua carta aos Gálatas, Paulo novamente buscou de toda maneira impressionar nos crentes primitivos, as riquezas profundas da cruz de Cristo. Suas observações conclusivas começaram com um chamariz. Ele não somente escreveu em letras grandes, mas mostrou que estava escrevendo assim por uma razão (veja Gálatas 6:11). Talvez fossem as letras do primeiro século correspondentes às maiúsculas em uma conversação online hoje, gritando por escrito para chamar a atenção do leitor e convencê-lo de seu argumento. Numa época em que papel, papel vegetal, ou seja lá no que Paulo estivesse escrevendo deve ter custado caro e ele queria garantir que não estivesse desperdiçando material. Ele queria que eles percebessem isso.5
Nos versos 12, 13, Paulo continuou a reconhecer as motivações questionáveis daqueles que haviam sugerido que a cruz não era suficiente para assegurar a salvação. Em seus escritos, Paulo estava sempre alerta para com aqueles que subverteriam a simplicidade e a garantia do evangelho, e a centralidade da cruz. Talvez ele tivesse refletido nos dias em que era fariseu e perseguidor dos seguidores de Jesus, reconhecendo quanto é fácil fazer coisas erradas por aparentes boas razões e quão facilmente podemos ser distraídos do que significa seguir a Deus e fazê-lo com integridade. Assim, ele declarou: “QUANTO A MIM, QUE EU JAMAIS ME GLORIE,
A NÃO SER NA CRUZ DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO” (Gl 6:14). Comparado à vanglória de sua experiência religiosa anterior – e lembrando que sua carta foi escrita talvez somente apenas alguns poucos anos após sua conversão dramática – esta declaração mostra a mudança profunda que ele próprio experimentou: “por meio da qual [cruz] o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo.” (Gl 6:14b). Esta era a mesma transformação que ele buscou para aqueles a quem ele estava escrevendo: “De nada vale ser circuncidado ou não. O que importa é ser uma nova criação” (Gl 6:15).
Focalizarmos a cruz de Cristo deveria nos comover, inspirar, e motivar. Mas acima de tudo, deveria nos transformar! Quando aceitamos a centralidade do sacrifício de Jesus na história do nosso mundo e da nossa vida, tornamos novas pessoas, com visão nova e nova missão. E, é essa a conclusão que Paulo faz em sua carta: “Paz e misericórdia estejam sobre todos os que andam conforme essa regra, e também sobre o Israel de Deus” (Gl 6:16).
1. www.news.scotsman.com/uk.cfm?id=888382003.
2. Dallas Willard, The Divine Conspiracy (New York: HarperCollins, 1998), p. 334.
3. Thomas Traherne, Centuries of Meditation (Cosimo Classics, 2007), p. 39.
4. Clifford Goldstein, God, Godel, and Grace (Hagerstown, Maryland: Review and Herald® Pub. Assn., 2003), p. 60.
5. Deveria ser notado aqui que alguns comentários sugerem que Paulo escreveu em letras maiúsculas porque sua visão estava rejudicada ou porque ele ditou suas cartas a um escriba que não era acostumado a escrever portanto foi o melhor
que pôde fazer.
Pense
nisto |
1. Qual das citações acima, bíblicas ou não, é sua favorita? Por quê?
|
Mãos à Bíblia |
“Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gl 6:14, NVI). Hoje, a cruz de Cristo é um símbolo que desperta sentimentos positivos para a maioria das pessoas. Nos dias de Paulo, porém, a cruz era algo desprezado.
2. Que diferença a cruz de Cristo fez no relacionamento de Paulo com o mundo? Gl 6:14; Rm 6:1-6; 12:1-8; Fp 3:8
A cruz de Cristo nos desafia não apenas a reavaliar nossa maneira de olhar a nós mesmos, mas também a maneira pela qual nos relacionamos com o mundo. A ruptura entre o cristão e o mundo deve ser como se os dois tivessem morrido um para o outro.
|
Nathan Brown – Melbourne, Austrália
![]() |
|
A cruz da vitória |
“Pendurado na cruz, Cristo foi o evangelho. Agora temos a mensagem, ‘Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!’ (Jo 1:29). Não irão os membros da nossa igreja manter os olhos fixos num Salvador crucificado e ressurreto, em quem suas esperanças de vida eterna estão centralizadas? Esta é a nossa mensagem, nosso argumento, nossa doutrina, nossa advertência ao impenitente, nosso encorajamento ao sofredor, esperança para todo crente. Se pudermos despertar tal interesse na mente dos homens que os leve a fixar os olhos em Cristo, podemos dar um passo para o lado, e pedir-lhes que somente continuem fixando os olhos no Cordeiro de Deus. Desse modo, eles recebem sua lição. ‘Se alguém quiser acompanhar-Me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me’ (Mc 8:34).
“Quando o pecador vê Jesus como Ele é, o todo compassivo Salvador, esperança e segurança preencherão seu ser. A pessoa indefesa se submete inteiramente a Jesus, sem nenhuma reserva. Ninguém pode tolerar uma dúvida persistente da visão do Cristo Jesus crucificado. A incredulidade é eliminada. [...]
“A cruz do Calvário transforma, e finalmente vence todo poder terrestre e satânico. Na cruz centraliza-se toda influência, e dela toda influência emana. Ela é o grande centro das atrações; pois nela Cristo deu a vida pela humanidade. O sacrifício foi oferecido com o propósito de restaurar o homem à sua perfeição original. Isso e mais que isso foi oferecido para dar a ele uma transformação completa de caráter, tornando-o mais que um conquistador.
“Todo aquele que, na força de Cristo, vencer o grande inimigo de Deus e do homem, ocupará uma posição nas cortes celestiais acima dos anjos que jamais caíram. Cristo declara, ‘Mas Eu, quando for levantado da Terra, atrairei todos a Mim’ (Jo 12:32). Se a cruz não encontrar uma influência em seu favor, ela criará uma. Através de gerações e gerações, a verdade para este tempo é revelada como verdade presente. Cristo na cruz foi o meio pelo qual a misericórdia e a verdade se encontraram, e a justiça e a paz se beijaram. Esse é o meio que deve mover o mundo.”*
* Ellen G. White Comments, The SDA Bible Commentary, v. 6, 1ª ed., p. 1113.
Mãos à Bíblia |
Tendo enfatizado a centralidade da cruz de Cristo para a vida cristã, Paulo então destacou outro princípio fundamental de sua mensagem do evangelho: a justificação pela fé.
3. O que significa ser uma nova criatura? Você teve essa experiência? Gl 6:15; 2Co 5:17
Este é o ato divino no qual Deus toma uma pessoa espiritualmente morta e sopra nela a vida espiritual: o ato de salvação que Paulo geralmente descreve como justificação pela fé. Porém, tornar-se uma nova criatura não é o que nos justifica. Essa mudança radical é, em vez disso, a manifestação inequívoca da verdadeira experiência da justificação.
|
Leslie Jane Brewer – Washington, D.C., EUA
![]() |
|
Saindo do foco do refletor |
Então, você fez algo notável. Que bom! Dê um passo no refletor e deixe todo mundo ver quão maravilhoso você é. Você tirou a nota máxima num exame? Parabéns! Conte-nos com quanto empenho você estudou. Você fez uma generosa doação para caridade? Muito bem! Deixe-nos lançar elogios aos seus pés, acompanhados de rosas com longos caules. Você estudou sua lição da Escola Sabatina todas as semanas durante todo o ano? Bom trabalho! Impressione-nos com o seu extensivo conhecimento da Bíblia e ideias espirituais.
Estar debaixo dos holofotes é uma boa sensação. Entretanto, tenho más notícias para você. Não é este o lugar que Deus deseja para você. O apóstolo Paulo, que tinha muito mais do que se vangloriar do que eu ou você, declarou estas palavras: “Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6:14). Precisamos focalizar a cruz e não nossos feitos. Mas como fazemos isto?
Dê a Deus a glória em toda situação. Foi Deus quem lhe deu estas habilidades e oportunidades em primeiro lugar. Respostas como “Sou muito grato a Deus por ter me abençoado com talento musical” ou “Entreguei isso a Deus e pedi que Ele abrisse ou fechasse as portas certas”, mostram aos outros onde reside o verdadeiro crédito por seu sucesso; e toda vez que você lembrar alguém que Deus merece a glória por seu sucesso, você estará lembrando a si mesmo também.
Passe tempo no pé da cruz. É fácil sermos arrastados em nossa autoimportância e realizações. Antes que percebamos, perdemos a perspectiva. Contemplar regularmente o sacrifício que Jesus fez em nosso favor e a vida sem pecado que Ele viveu, é a maneira certa de voltarmos para nosso lugar. Saber que Jesus morreu pelos nossos pecados tem um modo próprio de fazer com que nossos feitos pareçam insignificantes.
Então, vá em frente, saia dos holofotes e mostre às pessoas sobre o que vale a pena gloriar-se: Cristo crucificado por você e por mim.
Mãos à Bíblia |
4. Quais eram as “marcas de Jesus” que Paulo trazia em seu corpo? O que ele quis dizer quando escreveu que ninguém devia “perturbá-lo” por causa dessas marcas? Gl 6:14, 17; 2Co 4:10; 11:23-29
“Seus adversários então insistiam em compelir seus conversos gentios a aceitar a marca da circuncisão, como sinal de sua submissão ao judaísmo. Mas Paulo tinha marcas que indicavam de quem ele havia se tornado escravo, e para ele não havia fidelidade a ninguém mais, a não ser a Cristo... As cicatrizes que Paulo havia recebido de seus inimigos, enquanto estava a serviço de seu Mestre, falavam com mais eloquência de sua devoção a Cristo” (Ellen G. White, SDA Bible Commentary, v. 6, p. 989).
|
Karen Collum – Brisbane, Austrália
![]() |
|
Vangloriando-se na cruz |
Muitos cristãos enfatizam como “atuar” em sua vida espiritual. Se você não vai ao culto de oração nem ao de sábado, não devolve o dízimo toda semana, não participa no bazar da igreja, e não quer crescer para ser um pastor, as pessoas começam a duvidar que você tenha uma vida espiritual. Não há problema em estar grandemente envolvido em sua igreja. Contudo, precisamos lembrar que nosso envolvimento não vai nos salvar. Este é o tipo de coisa sobre o qual Paulo preveniu os crentes em sua carta aos gálatas.
Quatro coisas foram o problema de Paulo com as pessoas que trouxeram esse “evangelho diferente”: (1) tentaram forçar os gálatas à circuncisão; (2) eram motivados pelo medo, (3) eles mesmos não guardavam as leis mosaicas; e (4) o alvo deles
era a vanglória.1
Ser cristão não diz respeito somente a seguir uma lista de leis e fazer coisas para “ganhar pontos” com Deus. Não podemos nos vangloriar em coisa alguma que fazemos e dizer que isso nos tornará melhores cristãos que os outros. Boas obras são boas e, isso nos manterá ocupados, tentando encontrar roupas que não sejam um algodão-poliéster (artificiais), mas não farão expiação pelos nossos pecados.
Isaías escreveu que não importa quão bem nos sintamos pelas coisas que fazemos, somos todos impuros e nossos bons atos são como “trapo imundo” (64:6). Jesus é nosso único Salvador e, se permitirmos, o Espírito Santo nos guiará em nossa vida. Paulo escreveu, “Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gl 6:14). Isaac Watts escreveu o hino “When I Survey the Wondrous Cross”
[Ao Comtemplar a Rude Cruz] após meditar neste verso. A cruz revela o amor de Deus para todos e nos dá acesso à Sua graça redentora. Certamente! “Amor tão maravilhoso, tão divino, reclama meu coração, minha vida, meu tudo.”2
1. Scot McKnight, The NIV Application Commentary – Galatians (Grand Rapids: Zondervan Pub. House, 1995), p. 299.
2. The Seventh-day Adventist Hymnal, nº. 154.
Pense
nisto |
|
Se Paulo tivesse escrito para nós, no que ele se focalizaria?
|
Dicas |
1. Registre em seu diário os sentimentos que você tem sobre si mesmo e sua salvação. Ao listar suas realizações, considere se elas oferecem confiança e segurança em relação à sua posição diante de Deus e sua salvação.
|
Adele Nash – Cooranbong, Austrália