Casa Publicadora Brasileira

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Lição 7
5 a 11 de novembro

 



A estrada para a fé

 

Casa Publicadora Brasileira – Lição dos jovens 742011

 



“A Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, a fim de que a promessa,
que é pela fé em Jesus Cristo, fosse dada aos que creem” (Gl 3:22).

 

Prévia da semana: Embora a lei funcione como guardiã e disciplinadora, ela nos conduz a Cristo. Ao Se submeter à vontade do Pai, Cristo cumpriu as exigências da lei. Seguindo Seu exemplo de vida, permitimos que Deus escreva a lei em nosso coração.

 



Domingo, 6 de novembro

cpb – introdução

Ganhando o jogo, fé ou lei?

 

É a final da Copa do Mundo. O apito soa. O jogo começa. No entanto, você nota que algo está errado. O jogador de um dos times para a fim de ler alguma coisa. Ele está lendo as regras! Então você percebe que outro jogador do mesmo time sempre corre para o árbitro para verificar se cada jogada que ele faz está correta. Você também vê o goleiro esticar uma fita métrica para conferir quão longe ele está da rede! Este com certeza vai ser um longo jogo!


Em nossa caminhada cristã, se estivermos sempre conferindo as regras e medindo-nos em relação à lei (os Dez Mandamentos), nunca prosseguiremos. Em vez disso, deveríamos manter nosso foco em Cristo. Paulo abordou isso quando escreveu: “Assim, a Lei foi o nosso tutor [guia] até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé” (Gl 3:24).


Isso significa que descartamos a lei? Não! Os Dez Mandamentos são uma estrutura para o “jogo” da vida. Agora vamos formar um cenário diferente para o jogo da Copa do Mundo. Faltam dois minutos para o jogo terminar e há um empate. Você é um jogador e seu treinador instruiu seu time a fazer um passe que não tem muito sentido. Você nunca fez essa jogada antes e não tem certeza de que vai funcionar. Ainda assim você decide fazê-la. À medida que correm pelo campo, a bola rola em direção aos seus pés. Você levanta os olhos e se depara com o goleiro encarando-o, totalmente preparado para defender.


Você chuta. E faz um gol! Enquanto você é carregado para fora do campo em celebração pela vitória, os seus olhos encontram os do seu treinador sorridente.


Veja, você jogou o jogo e não as regras. As regras ajudam, mas elas não são o jogo propriamente dito. Paulo afirma que “tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor [guia]” (Gl 3:25). A chave é a fé; mas qual é a conexão dela com a lei? Conforme você viajar pelo estudo desta semana, descobrirá a resposta para estas e outras questões. Ao explorar este tópico, que você receba compreensão e seja abençoado pelo que vai descobrir.

 

Mãos à Bíblia

 

“É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus?” (Gl 3:21). Paulo respondeu a essa pergunta com um enfático “não”! Deus não Se opõe a Si mesmo. A lei e as promessas apenas têm diferentes funções no plano da salvação.

 

1. Que conceitos errados os adversários de Paulo tinham sobre o papel da lei? Compare Gl 3:21, Lv 18:5 e Dt 6:24

 

Essas pessoas acreditavam que a lei fosse capaz de lhes dar vida espiritual. A lei regulava a vida dos que participavam da aliança, mas eles concluíram que a lei era a fonte do relacionamento da pessoa com Deus. Na realidade, a lei não pode dar vida espiritual a ninguém. Buscando provar a incapacidade da lei para dar vida, Paulo escreveu em Gálatas 3:22: “A Escritura encerrou tudo sob o pecado.” Devido à extensão do pecado e às limitações da lei, a promessa da vida eterna pode ocorrer apenas por meio da fidelidade de Cristo em nosso favor. Embora a lei não possa nos salvar, que benefícios ela traz?

 

 

Rebecca PoolePerth, Austrália Ocidental

 



Segunda, 7 de novembro

cpb – exposição

Vivo na lei espiritual

 

Decretos, leis e liberdade (Lv 18:5; Rm 8:1-4; Gl 3:21-25). Levítico 18:5 declara que Deus tem um mandato para que Seu povo siga. Predominantemente, esse mandato envolve as fronteiras que Deus gostaria que eles seguissem em relação à sexualidade. Por exemplo, “Ninguém poderá se aproximar de uma parenta próxima para se envolver sexualmente com ela. Eu sou o Senhor” (verso 6). Por que Deus declarou tão claramente as regras que Ele gostaria que Seu povo adotasse? Porque obedecer Suas leis ajuda a viver uma vida melhor. “Obedeçam aos Meus decretos e ordenanças, pois o homem que os praticar viverá” (Lv 18:5).


Isaque reconheceu a obediência em seu pai Abraão e apreciou os benefícios dessa obediência. Deus disse a Isaque: “Tornarei seus descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e lhes darei todas estas terras; e por meio da sua descendência todos os povos da Terra serão abençoados.” Por que isso? “Porque Abraão Me obedeceu e guardou Meus preceitos, Meus mandamentos, Meus decretos e Minhas leis” (Gn 26:4, 5).


Paulo nos diz que “a Lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé” (Gl 3:24). Que incrível mudança! Ter sido achado culpado pela lei e condenado à morte para ser feito livre pela fé em Cristo.


Você pode questionar, então, se realmente precisa obedecer à lei. Paulo diz:


“A Lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom” (Rm 7:12). Além disto, Jesus disse aos discípulos “Se alguém Me ama, obedecerá à Minha palavra. Meu Pai o amará” (Jo 14:23). Não podemos fugir desses textos. A lei de Deus é quem Ele é. A Sua lei descreve Seu caráter; e Ele nos pede que respondamos com amor. Os discípulos tiveram a oportunidade de responder a Jesus face a face, como Pedro na praia quando Jesus lhe perguntou por três vezes: “Pedro, você me ama?” Jesus está nos perguntando a mesma coisa (veja João 21:15-17).


Não pense nem por um segundo, contudo, que o preço pago é insignificante. É-nos dito que o preço é o Filho de Deus, Jesus Cristo. O preço foi, com certeza, o maior que já foi e que será pago. Como pecadores, merecemos morrer a morte eterna. Na realidade, precisamos morrer. Jesus, contudo, tomou nossos pecados sobre Si. E “para parafrasear uma verdade teológica antiga: Jesus veio como somos para que nos tornemos como Ele é.”1


Vantagem judaica? (Rm 3:1, 2, 9-19). Paulo fala a respeito dos judeus terem uma vantagem sobre os outros. Que vantagem é essa? Em Romanos 3:2, ele diz que “aos judeus foram confiadas as palavras de Deus”. Posteriormente ele termina a lista de vantagens com o seguinte: adoção, glória divina, aliança, lei, adoração no templo, promessas a respeito do Messias e Seu reino (Rm 9:4, 5). Por todas estas razões os judeus tinham uma vantagem. Note, contudo, que todas essas vantagens estão relacionadas com a história da salvação e não com a salvação propriamente.2


Ter vivido a história da salvação já é, certamente, uma honra, mas a salvação por si só não vem de tais experiências e honra. Paulo relembra aos seus leitores que judeus e gentios são todos iguais sob o pecado. Ele dá um destaque muito expressivo explicando porque as coisas são assim. Cada pessoa é exclusivamente silenciada por esse esquema e verdadeiramente responsável para com Deus. “Não há nenhum justo, nem um sequer” (Rm 3:10).


Acima de todas as divisões (1Co 9:19, 20). Em 1 Coríntios 9:20 há ênfase na dedicação que Paulo tinha para com seu povo. Lembre-se de que Paulo foi uma vez um ousado judeu legalista que perseguiu novos cristãos. Aqui, contudo, ele declarou sua dedicação para salvar os judeus e todos aqueles que estavam “debaixo da lei”. Alguns exemplos da dedicação de Paulo incluem a ocasião em que ele circuncidou Timóteo porque os judeus locais sabiam que o pai de Timóteo era grego. Isso foi essencial para que eles pudessem construir pontes até o coração daquela comunidade judaica (At 16:3).


Em outra ocasião, Paulo pagou as despesas de quatro homens para que cortassem seus cabelos cortados ao ele se unir a eles em ritos de purificação. “A única maneira pela qual ele poderia conseguir a aprovação judaica... seria mostrar que ele era fiel [à lei].”3


Por último, Paulo, que também foi um apóstolo para os gentios, declara que gostaria de ver os judeus cheios de inveja dos gentios, assim eles também desejariam a salvação que os gentios estavam experimentando (Rm 11:14).

 

1. Douglas J. Moo, Encountering the Book of Romans [Deparando-se com o Livro de Romanos] (Grand Rapids, Mich.: Baker Academic, 2002), p. 133.
2. Ibid., p. 75.
3. The Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 6. 1ª ed., p. 405.

 

Pense nisto

 

1. Qual é a diferença entre a lei e entre Cristo estar supervisionando você?
2. O que nos ensina o método de Paulo de compartilhar o evangelho? Como você pode aplicar os métodos dele na parte do mundo em que você vive?

 


Mãos à Bíblia


2. Paulo disse que os judeus estavam “guardados debaixo da lei”, antes da vinda de Cristo. O que ele quis dizer com a expressão “debaixo da lei”? Compare Gl 3:22, 23 com Rm 6:14, 15; 1Co 9:20; Gl 4:4, 5, 21; 5:18

 

Os adversários na Galácia estavam tentando obter, por meio da obediência à lei, a justiça doadora de vida. Desejando ficar debaixo da lei, os Gálatas estavam realmente rejeitando Cristo (Gl 5:2-4). Pelo fato de que a lei não pode expiar o pecado, a transgressão de suas demandas, em última análise, resulta em condenação. Esta é a condição em que todos os seres humanos se encontram. A lei funciona como um carcereiro, prendendo todos os que a transgridem e trazem sobre si mesmos a sentença de morte.

 

 

Tim SheltonSydney, Austrália

 


 

Terça, 8 de novembro

cpb – testemunho

Confiar e obedecer

 

“‘A lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados’ (Gl 3:24). Nessa passagem, o Espírito Santo, pelo apóstolo, se refere especialmente à lei moral. A lei revela o pecado, levando a sentir nossa necessidade de Cristo e a fugir para Ele em busca de perdão e paz mediante o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.”1


“Adão e Eva ousaram transgredir as ordens do Senhor, e o terrível resultado de seu pecado deveria constituir uma advertência para nós, a fim de não seguirmos seu exemplo de desobediência. [...] Não existe genuína santificação a não ser pela obediência à verdade. Aqueles que amam a Deus de todo o coração, também hão de amar todos os Seus mandamentos. O coração santificado anda em harmonia com os preceitos da lei de Deus.”2


“A lei dos Dez Mandamentos não deve ser considerada tanto do lado proibitivo, como do lado da misericórdia. Suas proibições são a segura garantia de felicidade na obediência. Recebida em Cristo, ela opera em nós a purificação do caráter que nos trará alegria através dos séculos da eternidade. Para os obedientes ela é um muro de proteção. Contemplamos nela a bondade de Deus que, revelando aos homens os imutáveis princípios da justiça, procura resguardá-los dos males que resultam da transgressão.”3


“A vida de Daniel é uma inspirada ilustração do que constitui um caráter santificado. Ela apresenta uma lição para todos, e especialmente para os jovens. Uma estrita submissão às ordens de Deus é benéfica à saúde do corpo e do espírito.”4


“Não basta mesmo que creiamos em Cristo para o perdão dos pecados; devemos pela fé estar recebendo constantemente força e nutrição espiritual dEle, mediante Sua Palavra. [...] Os seguidores de Cristo devem ser participantes de Sua experiência. Devem receber e assimilar a Palavra de Deus de modo que esta se torne a força impulsora da vida e das ações. Pelo poder de Cristo devem ser transformados à Sua semelhança, e refletir os atributos divinos.”5

 

1. Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 234.
2. Ellen G. White, Minha Consagração Hoje, p. 250.
3. Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 235.
4. Ellen G. White, Minha Consagração Hoje, p. 254.
5. Ibid., p. 275.

 

Mãos à Bíblia

 

3. Leia Gálatas 3:19-24 com oração e atenção. O que Paulo disse sobre a lei?


4. Que benefícios a lei (moral e cerimonial) ofereceu aos filhos de Israel? Rm 3:1, 2; Dt 7:12-24; Lv 18:20-30

 

 

Bruce McCourtPerth, Austrália Ocidental

 



Quarta, 9 de novembro

cpb – evidência

O papel dos guardiões gregos

 

Quando Paulo explicou aos cristãos gálatas a função da lei de Deus, usou uma ilustração baseada em algo que eles observavam todos os dias: o papel de um tutor com uma criança ou adolescente na família deles. Os pais gregos e os romanos contratavam tutores para cuidar do desenvolvimento pessoal de seus filhos. Geralmente estes tutores eram servos confiáveis mais velhos do sexo masculino. Se você fosse um menino grego, seu tutor se certificaria de que estivesse vestido apropriadamente e o seu cabelo estivesse bem penteado. Ele o levaria para a escola e carregaria seus pertences, o que incluía seu material de escrever, pergaminhos, e possivelmente sua harpa, se você estivesse assistindo a aulas de música. Ao longo do caminho, ele o instruiria na gramática romana que você deveria ter memorizado para as aulas daquele dia.1


Naturalmente, a presença constante do seu tutor poderia ser um pouco irritante. Um escritor grego chamado Aristides, documentou alguns dos perturbadores lembretes que os tutores usavam para dar aos garotos sob os seus cuidados: “Não é apropriado encher-se muito!” “Não seja barulhento!” “Ande na rua de forma decente!”2 Algumas dessas orientações soam vagamente familiares?


Os guardiões também deveriam guiar moralmente os garotos e protegê-los. Quando um menino alcançava seus anos de adolescência, seu tutor também o protegia de amantes indesejáveis que poderiam tentar seduzi-lo.


O objetivo final dos pais era um jovem preparado, que não precisasse mais ser dirigido por seu tutor. Paulo usou este exemplo para ilustrar como Deus quer que passemos de ser moralmente guardados pela lei para a real maturidade espiritual e liberdade através da fé em Cristo Jesus e vivermos uma vida autocontrolada pelo Seu Espírito.3

 

1. Ben Witherington III, Grace in Galatia: A Commentary on St Paul’s Letter to the Galatians
(Edinburgh, T&T Clark, 1998), p. 264, 265.
2. F. F. Bruce, Commentary on Galatians: New International Greek Testament Commentary
(Exeter: Pasternoster Press, 1982), p. 182, 183.

 

Pense nisto


1. Que perigos encontraremos se nos apegarmos à tutela da lei durante nossa vida?
2. Quando nos tornamos espiritualmente maduros, como podemos viver independentemente e livres quando ainda obedecemos à Lei de Deus?

 

 

Mãos à Bíblia

 

5. Em Gálatas 3:23, Paulo descreveu a lei como uma força de vigilância e proteção. Com o que ele a comparou no verso 24, e o que isso significa?

 

A palavra traduzida como “aio” (tutor) vem do termo grego paidagogos. Na sociedade romana, o paidagogos era um escravo colocado em posição de autoridade sobre os filhos de seu senhor, a partir dos seis ou sete anos, até que atingissem a maturidade.

 


Sven ÖstringPerth, Austrália Ocidental

 



Quinta, 10 de novembro

cpb – aplicação

Tornando-se um motorista licenciado


Ninguém pode simplesmente entrar num carro e sair dirigindo por aí afora sem carteira de motorista. Para ser um bom motorista, existe um preparo e formação que você precisa antes obter. Esses passos ilustram o que é, para nós, crescer em nosso relacionamento com Cristo.


Passo 1: Obtenha uma licença para dirigir: Quando consegui minha licença, eu não queria aprender a dirigir. Levou ainda cinco anos para que eu fizesse uma aula de direção! Fiquei renovando minha licença, dando desculpa após desculpa, até que as autoridades me disseram que eu não poderia mais renová-la. Da mesma forma, conhecer a Deus exige que você desenvolva o desejo de fazê-lo.


Passo 2: Faça as aulas de direção: Seu instrutor ensinará tudo o que você precisa saber sobre dirigir. O mais importante – você precisa conhecer os diferentes sinais e regras, porque isso o manterá seguro. A rodovia cristã também possui sinais e regras – os mandamentos de Deus. Sua lei o guiará com segurança através da vida. Então você não terá um acidente que lhe custará um monte de dinheiro, sua reputação, ou mesmo sua vida (Gl 3:24).


Passo 3: Escolha sua rota sabiamente. Parabéns! Você passou no teste e tem uma licença de motorista. Você conhece as regras da estrada e o que significam todas as placas nas rodovias. Elas o levarão aonde você deseja ir. Obedecê-las, o levarão seguramente ao seu destino.


Da mesma forma, os mandamentos de Deus têm a importante missão de levá-lo a Jesus para que você possa ser justificado e salvo por meio de Seu sacrifício. Quando você tem fé nesse sacrifício, será salvo (Rm 3:21-24; 10:9; Gl 3:24), e o Espírito Santo o ajudará a crescer nEle ao guiá-lo por sua vida.

 

Pense nisto

 

1. Às vezes, quando dirigimos, tornamo-nos distraídos pelos nossos celulares ou pela música que estamos escutando. Tais distrações podem nos levar a ter um acidente. Quais distrações podem nos levar a parar de focalizar Cristo?

 

 

Mãos à Bíblia


6. Leia Romanos 8:1-3. O que significa não mais ser condenados pela lei? Como essa verdade maravilhosa deve afetar nossa maneira de viver?


Como cristãos, estamos em Cristo e desfrutamos o privilégio de viver debaixo da graça (Rm 6:14, 15). Paulo se refere a isso como andar no Espírito (Gl 5:16-18). Não seguimos apenas um conjunto de regras, mas o exemplo de Jesus, que faz por nós o que a lei nunca poderia fazer: Ele escreve a lei em nosso coração (Hb 8:10) e torna possível que o preceito da lei se cumpra em nós (Rm 8:4).

 

 

Ana Lotawa TuraganitabuaBurerua, Tailevu, Fiji

 



Sexta, 11 de novembro

cpb – opinião

A habilidade de seguir um mapa


As leis podem ser vistas de várias formas. Um delinquente juvenil pode enxergar a lei como um punhado de regras arbitrárias designadas especialmente para interferir com a diversão. Um cidadão comum provavelmente veja a lei como algo que não impede maus elementos de sequestrarem crianças ou roubarem um banco. Para a polícia, a lei é algo que os ampara a fim de que assim possam manter a paz. Para criminosos culpados, contudo, a lei é algo que condena.


Se alguém descascar as “camadas” da lei, poderá vê-la como algo inteiramente diferente do que somente: fazer e não fazer e de nãos reforçados por multas, prisão e, talvez, até a morte. As leis refletem a sociedade da qual fazem parte. Elas refletem os valores de qualquer sociedade e como a maioria dos cidadãos dessa sociedade acredita que as pessoas deveriam agir. A maioria das sociedades civilizadas acredita que as pessoas não deveriam mentir, enganar, roubar, matar, nem dormir com os cônjuges dos outros.


A definição de Deus como um ser humano decente é semelhante à nossa. C. S. Lewis teoriza que isso é porque Ele é “Alguém de alguma coisa por detrás da Lei Moral”1, o qual é responsável por qualquer senso inato do certo e do errado que possamos ter. Além disso, a lei de Deus nos mostra como Ele acha que um cristão deveria ser. Podemos comparar Sua lei a um espelho no qual conferimos nossos reflexos. Se seguimos Sua lei, o espelho onde olhamos O refletirá em vez de nos refletir. Consequentemente, outros O verão quando olharem para nós.


Deus não nos abandona para seguirmos Suas leis por nós mesmos, porque Ele sabe que isso seria impossível fazermos. Quando O convidamos para nossa vida, Ele nos ensina que “para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis” (Mt 19:26).


Faríamos bem em clamar por essa promessa!

 

*C. S. Lewis, Mere Christianity (HarperCollins Publishers, 2002), p. 29.

 

Dicas


1. Liste as escolhas de estilo de vida que você faz como cristão adventista. Faça isso de um lado do seu papel. Então, em uma coluna do outro lado, liste o que Cristo tem feito por você. Qual lista é maior? Qual coluna representa o que lhe dá segurança pessoal em sua posição diante de Deus?
2. Escreva sobre sua experiência em ir para Cristo. Inclua seus sentimentos quando você veio primeiramente para Cristo e depôs seus pecados aos Seus pés. Então escreva sobre a maneira conflitante com a qual você tem lidado, tentando obedecer à lei de Deus com sua fé.
3. Compartilhe o que você escreveu no exercício acima com a sua classe da Escola Sabatina ou com um amigo. Ou pergunte ao seu pastor se você pode repartir esse testemunho de fé com a igreja.

 

 

Michelle LuoPerth, Austrália Ocidental