Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora,
que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. Prov. 4:18.
O crescimento é parte de uma vida sábia, mas envolve mudança. E não existe mudança sem dor. Talvez, por isso, muitas pessoas resistam a crescer. Preferem viver dentro do “estabelecido”, e sem perceber caem no terreno do acomodamento e da mediocridade.
Não é próprio de uma pessoa sábia achar que sabe tudo, que não tem mais o que aprender ou que seu ponto de vista sobre um determinado assunto é o único.
“A vereda dos justos”, diz Salomão, “é como a luz.” Nesse verso, o justo é o sábio. Viver com sabedoria é viver com transparência. O sábio nunca vive escondido na penumbra dos seus temores, tentando desesperadamente afirmar sua autoridade sob o manto do “radicalismo”, do “conservadorismo”, da “firmeza”, ou como você queira chamar o temor de mudar de ponto de vista.
A verdade do justo é um permanente avançar “como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”.
É interessante a expressão “mais e mais”. Aqui, Salomão fala de um processo. Nenhum crescimento acontece de um dia para o outro. Nenhuma mudança é radical. A decisão de mudar pode ser imediata, mas o processo leva tempo. É constante, mas leva tempo. É sempre “mais e mais”.
A maioria dos problemas que enfrentamos nas diferentes áreas da vida é a falta de sabedoria que nos impede de crescer, evoluir e entender que, se o mundo está em constante movimento, nenhum ser humano pode permanecer no mesmo lugar para sempre.
As mudanças do crescimento do homem sábio não envolvem princípios. Princípios são eternos. Não matar, não roubar e não mentir são princípios de vida estabelecidos por Deus para a proteção da vida. Mudar esses princípios é cair no caos da existência, nas trevas de valores limitados à esfera humana.
Hoje é um novo dia na jornada desta vida. Em que área você precisa crescer? O que precisa mudar? Pense em quantas dores você poderia evitar se mudasse algumas atitudes. Nunca é tarde para reconhecer que existe um melhor caminho do que aquele que estamos seguindo, porque “a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”.
No dia em que eu clamei, Tu me acudiste
e alentaste a força de minha alma. Sal. 138:3.
O segurança que estava ao meu lado era alto, robusto e com cara de poucos amigos. Movia-se silencioso de um lugar para o outro, sempre discreto e atento.
– Você já aceitou a Jesus? – perguntei-lhe, quando ficamos a sós.
– Sim, senhor – respondeu, inclinando a cabeça, como se estivesse cumprindo um ritual japonês de boas-vindas.
Contou-me a história de sua conversão. Tinha sido membro da polícia por muitos anos. “Caçava bandidos”, foi a expressão que ele usou para descrever a maneira implacável e impiedosa como cumpria sua missão. Falou-me do ódio gratuito que sentia pelas pessoas que andavam na rua com a Bíblia na mão.
“Tinha a impressão de que eram todos hipócritas e falsos, porque entre os marginais encontrávamos muitos que se diziam crentes”, ele disse.
Certo dia, entrou numa fase terrível de depressão. No departamento médico da polícia diagnosticaram estresse. Recebeu licença para cuidar da saúde. “Não havia motivo nenhum, mas de repente passei a ter pesadelos terríveis, a ponto de não poder mais dormir. Passei a ter medo da noite. Logo eu, que nunca tive medo de nada.”
Foram dois anos nos quais literalmente ele desceu às profundezas do inferno. Chorava por qualquer motivo, perdeu o apetite, ficava dias inteiros escondido no quarto sem querer ver ninguém. Agressivo, solitário e, a essa altura, magro, desequilibrado e sem mais vontade de viver.
Foi naquelas circunstâncias que um dia deparou-se com a Bíblia. Sempre teve uma que tirou de um “bandido” porque, segundo ele, “aquele homem não era digno de possuir um livro tão sagrado, levando a vida que levava”.
Nas palavras inspiradas da Bíblia achou muitas promessas maravilhosas. Um dia, ajoelhado, agarrou-se a elas e clamou ao Senhor. E a libertação veio, como bálsamo suave. O sol brilhou de novo e ele começou a ver a beleza da vida nos seus pequenos detalhes.
Hoje é segurança particular. Lê a Bíblia todos os dias. Não quer mais ser policial porque dedica grande parte do seu tempo a falar do amor de Jesus.
Assim são as coisas com Deus. Para Ele, não há caso perdido. Por isso, hoje vale a pena dizer: “No dia em que clamei, Tu me acudiste e alentaste a força de minha alma.”
Adquire a sabedoria, adquire o entendimento e não te esqueças
das palavras da Minha boca, nem delas te apartes. Prov. 4:5.
Quanto tempo você precisa estudar para adquirir um título profissional? Quanto dinheiro você tem que poupar para adquirir um apartamento? Quantos dias Tiger Woods teve que treinar para adquirir o título de melhor jogador de golfe do mundo?
Salomão afirma repetidas vezes que a sabedoria é mais preciosa do que qualquer título profissional, dinheiro ou fama. Se isto é verdade, qual é o preço da sabedoria? Nada. É gratuita para os que buscam os conselhos divinos.
O verso de hoje nos aconselha a adquirir duas coisas: sabedoria e entendimento. A sabedoria nos ensina a administrar a vida com equilíbrio e coerência. O entendimento nos capacita a determinar os métodos para melhor administrar a vida. Ele nos ajuda a identificar o momento certo e as circunstâncias para usar o conselho divino apropriado para aquela circunstância.
O conselho de hoje é: “Não te esqueças” e “nem te apartes”. O esquecimento já provocou muitas tragédias. Esquecer de apagar o fogo ou de desligar o gás, esquecer um compromisso importante ou a chave dentro do carro pode criar muitos problemas. Mas todos eles podem ser resolvidos.
Esquecer-se das palavras de Deus, no entanto, cria problemas de conseqüências eternas. A sabedoria e o entendimento são instrumentos divinos para você não esquecer.
Outro procedimento que pode ter conseqüências trágicas é “afastar-se” ou “desviar-se”, como registram algumas traduções da Bíblia.
O que aconteceria se numa estrada à beira do abismo você se afastasse do caminho? Sabedoria não implica necessariamente ausência de erros. Eles podem inclusive ser proveitosos para a pessoa sábia. A sabedoria não se mede por um ou outro erro, mas pela maneira como você reage diante dos erros. Experiência, para um homem sábio, não é o que lhe acontece, seja bom ou mau, mas o que ele faz com o que lhe acontece. Nunca se queixe daquilo que você permite que lhe aconteça de novo.
Torne hoje um dia de escolhas e decisões sábias. Ande, viaje, compre e venda com sabedoria e entendimento. “Adquire a sabedoria, adquire o entendimento e não te esqueças das palavras da Minha boca, nem delas te apartes.”
De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho?
Observando-o segundo a Tua palavra. Sal. 119:9.
Mohammed Sidique Khan explodiu uma bomba no metrô que atravessava a estação Edgware Road, na Inglaterra, no fatídico 7 de julho de 2005. Eu estava em Saint Louis, Missouri, quando soube do terrível atentado que matou seis pessoas.
Os trabalhos de investigação descobriram que Kahn era professor de crianças com problemas de aprendizagem e tinha uma filhinha de um ano. Seus amigos disseram que, quando criança e adolescente, Khan era doce e bom. Mas passou a se juntar a pessoas radicais e, aos poucos, tornou-se frio, duro e calculista.
A despeito do que uma pessoa crê, menciono esse jovem como um exemplo do que a repetição constante de uma linha de conduta pode fazer. Evidentemente, Khan escolhera o caminho da violência, que não tem justificativa de nenhum ponto de vista.
O salmista menciona hoje “o caminho”. Aparentemente, esse é um caminho sujo, por isso precisa ser limpado. A palavra hebraica que se usa para “guardar” quer dizer literalmente: “limpar”, purificar, consertar.
O caminho, em hebraico orach, se usa geralmente para descrever a rota por onde transitam as charretes quando a terra está úmida e se endurece quando o Sol esquenta. Tudo indica que as charretes que virão depois transitarão na mesma rota.
O salmista fala de alguém que, por repetidas ocasiões, seguiu o caminho do mal e cujo coração ficou endurecido para o bem.
Existe remédio para essa pessoa? Sim! O remédio é a Palavra de Deus. Alguém que descobre os conselhos divinos e começa a praticá-los, com certeza, em pouco tempo vai descobrir que diante dele se abre outra rota que o conduzirá ao terreno do serviço e do bem.
Entesourar a Palavra de Deus no coração levará você a viver um estilo de vida cheio de significado. Ignorá-la, ao contrário, pode ser fatal.
Faça de hoje um dia de decisões acertadas e de vitórias. Não corra atrás de suas próprias idéias. Assessore-se por Aquele que nunca falha. E se você sentir que escolheu a rota errada, não se desespere. Diga junto com o salmista: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a Tua palavra.”
Retém a instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida. Prov. 4:13.
Aquele dia podia ter sido o último de minha vida. Pela graça divina, havia uma árvore que crescia no barranco do rio e segurei-me num galho. Foi uma luta desesperada. Estava cansado, quase sem forças, mas sabia que se soltasse o galho a correnteza me levaria em direção da morte.
Deus usou um grupo de jovens índios para me salvar. Deus sempre está pronto a auxiliar o filho que não tem mais forças. Nunca se esqueça disso.
Ao escrever a meditação de hoje, lembrei-me desse incidente por uma razão. No hebraico, a palavra hachazel significa literalmente “segurar com força”.
O texto afirma que a vida é um constante enfrentar perigos, e que a árvore salvadora é a instrução divina. “Retém a instrução e não a largues”, é o conselho do sábio. Embora você sinta que não tem forças, apesar de achar que não funciona, mesmo quando todo mundo o considerar ingênuo por acreditar num livro tão antigo, retenha a instrução e não a largue, porque disso depende a sua vida.
Não é fácil acreditar nos conselhos bíblicos quando se vive num mundo racionalista como o nosso. As pessoas buscam desesperadamente uma filosofia de vida que apóie a liberdade dos instintos. Mas estes não são confiáveis. Precisam ser direcionados, e o instrumento que Deus tem para isso é chamado de instrução.
A instrução divina não está limitada pelo tempo nem pela cultura. Os princípios da honestidade, fidelidade, verdade, respeito pela vida e outros, são eternos e imutáveis. Mas como respeitar esses princípios num mundo em que honestidade é sinônimo de tolice, e fidelidade é confundida com ingenuidade? Como defender a verdade numa sociedade governada pela mentira e onde tudo é relativo?
Salomão apresenta esses princípios como a árvore salvadora na encosta do rio. Você precisa se agarrar a ela com todas as suas forças, se não quiser ser arrastado pela correnteza de uma vida sem substância.
Atreva-se a ser diferente. Defenda os seus valores. E hoje, antes de iniciar as suas atividades, repita várias vezes o conselho bíblico: “Retém a instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida.”
Quem sai andando e chorando, enquanto semeia,
voltará com júbilo, trazendo os seus feixes. Sal. 126:6.
Semear é um ato de entrega e de fé. Você entrega a semente. Coloca-a no seio da terra, na esperança de que um dia colherá os frutos. No início, não vê nada. Se abrir a terra, observará o grão quase morto, aparentemente apodrecido. Como imaginar que dali pode brotar a vida?
Semear é um ato de entrega porque você renuncia a uma semente boa, seleciona o melhor grão, desprende-se dele, não o guarda para si, investe. Semear é um ato que envolve dor e lágrimas, trabalho e ação. É preciso andar – afirma o salmista – e chorar.
A alegria e o júbilo vêm depois com os frutos. É possível até que você nunca os veja, mas alguém os desfrutará.
O sonho do meu pai era dar a volta ao mundo, viajar, conhecer outros países, pessoas e culturas. Quando eu era pequeno, o vi estudando inglês, porque segundo ele “quem fala inglês, fala todas as línguas do mundo, porque o inglês é universal”.
Meu pai morreu sem nunca ter saído do seu país. Foi-se consumindo como uma vela, lentamente, semeando seus sonhos no coração dos filhos.
Semeou. Plantou. Ensinou os filhos a olhar para o alto e sonhar. Hoje descansa em Cristo. Não sabe mais o que acontece debaixo do sol. Mas, se pudesse ver, com certeza se alegraria observando um dos seus filhos de país em país, de cultura em cultura, no cumprimento de sua missão. Com certeza, “seus feixes” são abundantes.
Não tenha medo de semear. Não se poupe. Gaste-se. Consuma-se. Cumpra sua missão. É possível que ninguém o compreenda. Quem sabe o seu retorno imediato seja apenas canseira, suor e lágrimas. Mas continue semeando.
Olhe para o coração de seus amados e plante esperança e confiança em Deus. Ensine valores e princípios de vida, embora às vezes tenha a impressão de estar nadando contra a corrente.
Haverá ventos contrários. Surgirão tormentas. Você achará terreno duro, espinhoso e pedregoso. Muitas vezes, sentirá que está semeando em vão. Mas continue, porque semear dá sentido à vida, e uma vida sem sentido é uma vida sem alegria. Lembre-se: “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.”
O coração alegre aformoseia o rosto,
mas com a tristeza do coração o espírito se abate. Prov. 15:13.
Uma famosa estrela de televisão latino-americana gastou a extraordinária soma de 120 mil dólares para realizar várias cirurgias, com o fim de rejuvenescer. Implantes, lipoaspiração e cirurgias em várias partes do corpo.
Três anos depois, os noticiários anunciaram a tentativa de suicídio. Drogada, alcoolizada e envelhecida, ninguém que a visse poderia acreditar que havia pouco tempo gastara uma fortuna para “aformosear o rosto”.
Salomão fala hoje da alegria como a melhor receita para a beleza exterior. Um coração alegre, basicamente é um coração agradecido e confiante. A confiança gera o otimismo. As circunstâncias podem ser as mais absurdas. Do ponto de vista humano, pode dar a impressão de que tudo está de cabeça para baixo. A dor, a tristeza e as adversidades podem ter cercado você implacavelmente e, mesmo assim, você confia e é grato porque sabe que a sua vida está nas mãos de Deus.
O ressentimento, a mágoa, o rancor, a inveja são fontes de água envenenada. Quando você permite que elas se acumulem no seu coração, as conseqüências são visíveis e refletem-se no rosto.
Se isso é verdade na vida da pessoa, também é realidade na família, na empresa ou na instituição. Quando as pessoas estão alegres e felizes, quando o líder – seja ele o pai ou o gerente – consegue levar alegria e confiança aos seus liderados, o resultado é visto na imagem da instituição ou da família. O rosto é formoso porque o coração está contente.
Qual é a imagem que a sua família, sua empresa ou sua igreja projeta? É você um líder? Você não acha que talvez seja preciso sair do escritório, deixar de lado a burocracia, para chegar mais perto do ser humano, do filho, da esposa, do trabalhador ou do companheiro?
Se você é um homem de negócios, pense que, quanto mais felizes estiverem seus empregados, melhor atenderão aos clientes. E quanto mais satisfeitos estiverem os clientes, maior será o sucesso do seu negócio.
Revise os seus valores e atitudes hoje, antes de enfrentar mais um dia de trabalho, e lembre-se de que: “O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate.”
Pois o Senhor julga ao Seu povo e Se compadece dos Seus servos. Sal. 135:14.
Eu só quero justiça”, reclamava o homem acusado. “Não existem provas contra mim, exijo justiça.”
Provas, não havia. Quase nunca há. Especialmente quando se pode pagar um bom advogado. Por isso, culpados são declarados inocentes em muitos julgamentos e saem livres da condenação humana – não da divina.
O salmista expressa hoje que é o Senhor quem julga. Diante dEle não há argumento que valha, não existe o “gozo do direito”, nem a liminar da última hora. Ele tudo vê, sabe tudo. Não julga evidências, não precisa de provas. Ele conhece as intenções mais ocultas, julga o coração e seus motivos ocultos.
O extraordinário no verso de hoje não é o fato de que é Deus é o Juiz, mas que Ele “Se compadece” de nós. Ah, se fôssemos apenas julgados... O destino eterno seria a morte. Estaríamos todos condenados. Porquanto “todos pecaram” e porque “não há um justo” sequer. Mas a compaixão de Jesus tornou possível a salvação. A compaixão foi Sua misericórdia levada às últimas conseqüências. Entregou Sua própria vida para ocupar o lugar do homem e sofrer a morte que a criatura rebelde merecia. Jamais teremos palavras para agradecer semelhante oferenda de amor.
O Salmo 135 é um mosaico. O salmista recolheu expressões citadas em outros salmos e outras fontes bíblicas. MacLaren, um erudito, disse que “este salmo é como flores arrumadas num novo buquê, porque o poeta se deleitou muito com a fragrância delas”. Repetir a história de amor escrita com sangue nunca será suficiente.
Este salmo é o resumo do evangelho. Estamos todos perdidos. Deus nos julga, mas antes Ele providencia a solução: Jesus morre por nós. Agora é só aceitar e reconhecer que nada somos, nada temos e que Jesus é a única esperança.
O pecado não precisa ser explicado. Apenas ser reconhecido, confessado e perdoado. Essa é a receita para uma consciência em paz e para uma noite de sono tranqüilo.
Não tema o futuro: “O Senhor julga ao Seu povo e Se compadece dos Seus servos.”