1º de maio Quinta-feira

Moisés e Elias

Então temeu Moisés [...] Fugiu de diante da face de Faraó [...] e veio ao monte de Deus, a Horebe. Êxodo 2:14, 15, 3:1, ARC
Temendo, pois, Elias (a Jezabel), [...] levantou-se, e [...] caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus. 1 Reis 19:3, 8

Dois grandes homens de Deus: Moisés, o escolhido para libertar o povo de Israel da escravidão egípcia; e Elias, chamado para libertar o Israel dos seus dias das garras do paganismo e do culto idolátrico a Baal.

Ambos foram guias espirituais de Israel. Ambos enfrentaram com determinação e energia tempos de apostasia; ambos, em ocasiões dramáticas, intercederam com lágrimas pelo povo escolhido; ambos também tiveram momentos de desânimo, mas mesmo assim, Deus os compreendeu e os amou.

Ambos fugiram para o deserto e se refugiaram por entre as montanhas de Horebe. Deus falou com Moisés do meio de uma "sarça ardente" e, Elias, Deus o encontrou escondido dentro de uma caverna. Então, a ambos o Senhor ordenou que voltassem para o lugar de onde haviam fugido com a missão de ajudar na libertação e reavivamento do Seu povo.

Finalmente, ambos foram levados para o Céu: Moisés, que morreu e que foi ressuscitado, representa os que sairão da sepultura na ressurreição dos justos e, Elias, que séculos mais tarde foi transladado sem passar pela morte, representa os que estarão vivos por ocasião da segunda vinda de Cristo. No Céu, ambos se encontraram e se conheceram... Creio que foi um encontro cheio de emoção!

Chegou a "plenitude dos tempos" e o Filho de Deus estava na Terra para cumprir Sua missão redentiva. Então, o Pai resolveu enviar esses Seus dois servos à Terra para uma missão especial. Os três se encontraram no "monte santo" (2Pd 1:18) da transfiguração. Moisés e Elias vieram da parte de Deus para "conversar com Jesus acerca das cenas de Seu sofrimento, e confortá-Lo com a certeza da simpatia do Céu" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 425).

Como Deus é bom! Moisés não entrou na Canaã terrestre, mas Deus tinha algo melhor para ele, a Canaã celestial. A Elias, que num momento de desânimo pensou que a morte lhe seria preferível, Deus recompensou com a vida eterna sem ter que passar pela morte.

Não importa estarmos mortos ou vivos por ocasião da volta de Jesus. Se formos fiéis, receberemos, pela graça de Deus, o mesmo galardão que Moisés e Elias receberam.

REFLEXÃO: "Porque nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação" (2Co 4:17).


2 de maio Sexta-feira

Vou Derrubar o Gigante

E a boa mão do nosso Deus estava sobre nós e livrou-nos das mãos dos inimigos e dos que nos armavam ciladas pelo caminho. Esdras 8:31

Deus sempre tem um caminho – às vezes fora do usual – para a solução dos nossos dilemas. Em ocasiões de aperto e perplexidade, Deus sempre nos mostra uma saída.

O fato que passarei a narrar aconteceu no final dos anos cinqüenta, bem no início do nosso ministério. Digo nosso porque sempre me considerei parte do ministério do meu esposo.

Depois de termos trabalhado por quase dois anos como obreiros bíblicos dos evangelistas Geraldo G. de Oliveira, em São Carlos, e Luiz de Freitas, em Santo André, fomos enviados para Fernandópolis, extremo oeste do estado de São Paulo, onde meu marido deveria realizar uma série de conferências.

Como não conseguimos uma casa de imediato para morar, o Pastor Elias Valiante, que era o pastor distrital, nos convidou para ficar com sua família até que aparecesse uma casa para alugarmos. O bondoso irmão Zanardi, já falecido, nos ofereceu um armazém desativado para guardarmos, temporariamente, nossa mudança.

Por essa época, a cidade quase não possuía sistema de água encanada e esgoto. As ruas não tinham calçamento nem asfalto, e a luz elétrica era gerada por um motor a diesel a partir das seis horas da tarde, sendo desligada à meia-noite.

Após todos os preparativos, demos início à nossa série de conferências. Acontece que havia em Fernandópolis uma Igreja da Promessa. Com o passar dos dias, alguns de seus membros, como resultado das conferências, começaram a congregar conosco. Diante desse fato, o pastor da referida igreja ficou muito contrariado e, para ajudá-lo a reverter a situação, convidou um dos seus conferencistas de São Paulo e ele veio.

Num dos dias daquela semana meu marido estava visitando uma família promessista que já havia tomado a sua decisão, quando chegaram o pastor local e o conferencista da Promessa. Na conversa semi-amistosa que tiveram não houve nada de anormal. Mas o conferencista, no fim da visita, disse que viera para fazer apenas seis conferências e acrescentou: "Com seis pedrinhas vou derrubar o gigante." O gigante a que ele se referia era a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Amanhã você vai acompanhar o desfecho desta história. – EGS

REFLEXÃO: "Meu Deus virá ao meu encontro com a Sua benignidade, Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos" (Sl 59:10).


3 de maio Sábado

Vai Chover

Vocês sabem que não chove nesta época do ano [...] Vou orar para que o Senhor envie trovões e chuva hoje. 1 Samuel 12:17, BV

Continuando a história de ontem: meu esposo, naquele fim de semana, foi a São Paulo a chamado da Associação, mas retornaria para a conferência de domingo à noite.

Era sábado de manhã quando, na igreja, ficamos sabendo que o conferencista da Igreja da Promessa havia distribuído convites para as pessoas da cidade assistirem a um debate na sua igreja, entre ele e o pastor Wilson Sarli, que de nada sabia.

Domingo de manhã, meu esposo chegou e nós lhe contamos o que estava armado pelos nossos oponentes. Ele pensou um pouco e depois disse: "Vai chover!..." Mas o dia estava lindo, ensolarado, e nessa época do ano não costumava chover na região. Então, todos oramos por isso ou para que Deus transtornasse da maneira que Lhe conviesse aquelas intenções que não eram nossas.

Na parte da tarde, quase no fim do dia, inesperadamente o tempo começou a mudar rápida e bruscamente. O vento começou a soprar forte e nuvens escuras tomaram conta do céu. E quando estava se aproximando a hora do anunciado debate, e já era noite, desabou forte temporal com trovões e relâmpagos riscando o céu... As enxurradas tomaram conta das ruas sem calçamento transformando-as num verdadeiro lamaçal. Para complicar ainda mais aquela situação, a luz que já era precária foi desligada e não voltou mais naquela noite.

Com a cidade completamente às escuras, um dos nossos obreiros, protegido pela escuridão e enfrentando a chuva e a lama, foi verificar mais de perto o que estava acontecendo na Igreja da Promessa. Dentro do templo, à luz de velas, só estavam o convidado e o que o convidou e não mais de quatro pessoas.

Também não realizamos nossa conferência, mas Deus fez com que caísse por terra os maus intentos do conferencista visitante.

Pela graça de Deus, vários ex-promessistas foram batizados passando a pertencer à Igreja Adventista do Sétimo Dia. Com esses acontecimentos, fora de qualquer previsão, Deus, o nosso Sustentador, foi engrandecido e Sua causa saiu vitoriosa. – EGS

REFLEXÃO: "Em Ti, força minha, esperarei; pois Deus é meu alto refúgio" (Sl 59:9).


4 de maio Domingo

O Senhor Está Aqui

Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou no meio deles. Mateus 18:20

Como Salvador, o Senhor Jesus nos convida: "Vinde a Mim [...] e Eu vos aliviarei" (Mt 11:28). É prazeroso obedecer ao Senhor de nossa vida. Certa vez, disse Sua mãe: "Fazei tudo o que Ele vos disser" (Jo 2:5). Por que não guardar "o mandato imaculado, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo"? (1Tm 6:14).

O sinal que demonstra que O aceitamos como Salvador é a transformação da nossa vida. O símbolo da transformação por tê-Lo aceitado como Salvador e Senhor de nossa vida é o batismo nas águas: "Fomos, pois, sepultados com Ele na morte pelo batismo" para que "andemos em novidade de vida" (Rm 6:4).

A demonstração visível de aceitar a Jesus como nosso Líder é quando nos reunimos em torno da mesa, na Ceia do Senhor, diante dos símbolos sagrados do Seu corpo e do sangue derramado, com os quais Ele nos comprou para Si e para nossa redenção.

Na igreja primitiva em formação, encontramos quatro elementos fundamentais da vida coletiva que os crentes viviam em Cristo:

1) A Doutrina dos Apóstolos, que é a igreja aprendendo a vontade de Deus pelo estudo da Palavra e tendo o Espírito Santo convencendo-a da sua genuinidade.

2) A Comunhão, que não era mais do que a convivência, a alegria e o gozo do amor fraternal e do testemunho; e a defesa dos interesses comuns da igreja nascente para que não houvesse desvios da doutrina.

3) O Partir do Pão, símbolo da união fraterna que havia entre as famílias cristãs da igreja primitiva.

4) As Orações, isto é, as preces coletivas, súplicas, ações de graças e intercessão, como preconizadas em Mateus 18:20 e 1 Timóteo 2:1, em que Jesus promete estar no meio daqueles que se reúnem para orar, suplicar, interceder e promover ações de graças "em favor de todos os homens".

Deus está no meio da Sua igreja reunida, através da augusta presença do Espírito Santo. Essa verdade foi como trovoada sobre a pequena igreja primitiva. Foi como fogo, ardendo e purificando. Foi como vendaval que, depois de remover as diferenças inconvenientes aos propósitos de Deus, se transformou em força poderosa, benéfica e dinâmica.

A partir desse momento, a igreja passou a ter a presença do Filho de Deus por meio do Seu Espírito Santo. Nós também podemos contar com essa bênção. São essas as palavras do hino "O Senhor Está Aqui", no 470 do Hinário Adventista.

REFLEXÃO: "Será chamado ‘Emanuel’, Deus está conosco" (Mt 1:21, BV).


5 de maio Segunda-feira

Antecipando as Realidades do Céu

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou, estejais vós também. João 14:1-3

As palavras desses versos trazem uma perspectiva do Céu com todas as suas surpresas e realidades. Não se trata de uma esperança vaga e utópica, mas da certeza incontestável de que em breve estaremos na presença de Jesus, o que será o início de uma existência eterna, fantástica e feliz. Além disso, esses versos nos levam a antecipar o encontro que teremos com nossos queridos, familiares e irmãos de fé, que foram levados ao descanso durante a jornada.

Pense naqueles pais cheios de saudade, antecipando, pela visão da fé, o dia do reencontro com os filhos que sucumbiram a uma atroz enfermidade, que foram vitimados num acidente fatal ou que perderam a vida por mãos violentas, coisas tão próprias destes últimos tempos. Poderão estar juntos novamente. Que maravilhosa esperança! Que maravilhosa antecipação do futuro!

"A promessa de uma reunião celestial nos dá uma vaga idéia de como será o lar eterno. A perspectiva de ver de novo aqueles que amamos nos fornece ‘flashes’ do Céu que guardaremos num álbum de esperança [...] Despedidas, são a lei da Terra; reencontros, a lei do Céu" (Pão Diário, 13 de setembro de 1999).

Podemos antecipar as realidades de tantas coisas maravilhosas que acontecerão e que nos darão muitas alegrias. Quando os remidos estiverem às margens do "mar de vidro" ou caminhando pelas ruas e avenidas da Nova Jerusalém ou assentados sob as ramagens da "árvore da vida", às margens do "rio da vida". Imagine alguém se aproximando de você. Esse alguém chega, bate no seu ombro e pergunta: "Você se lembra de mim?"... Pois é, por causa daqueles conselhos que você me deu..., daquele livro que você me ofereceu..., daquela oração que você fez por mim..., eu, hoje, estou aqui. Você me levou aos pés do Salvador. Obrigado!

Que encontros! Que abraços! Que alegrias! Que felicidade!

Podemos antegozar estas futuras realidades. Elas nos dão ânimo para continuarmos a jornada até Jesus voltar.

REFLEXÃO: "Certamente, venho sem demora. Amém!" (Ap 22:20).


6 de maio Terça-feira

Um Mundo Melhor

Quando Ele vier, vai abrir os olhos dos cegos e destapar os ouvidos dos surdos. Os aleijados pularão e caminharão perfeitamente, e os mudos cantarão. Isaías 35:5, 6, BV

Tudo parece estar pronto. Só não sabemos o tempo exato. O novo Lar passa pelos últimos retoques para nos receber.

Quando eu era presidente da antiga Associação Paulista, o pastor Alcides Campolongo recebeu uma carta de uma menina paraplégica, assídua telespectadora do seu programa Fé Para Hoje.

Num determinado domingo, o pastor Campolongo falou sobre a Nova Terra. Falou das belezas desse novo país e, então, leu a passagem de Isaías 35:5, 6 que diz: "Os aleijados pularão e caminharão perfeitamente [...]" E foi aí que Aninha (nome fictício) escreveu a seguinte carta:

"Prezados senhores do Fé Para Hoje.

"É com muita alegria que lhes escrevo esta carta, assentada em minha cadeira de rodas, para lhes pedir orações em meu favor.

"Tenho quase doze anos e nunca consegui andar... Mas, quando assisti àquele programa em que o Sr. Alcides Campolongo falou de uma nova Terra em que tudo vai ser diferente, meu coração bateu mais forte só em pensar que um dia eu poderei andar.

"Eu quero ir para esse lugar... O que tenho que fazer para poder ir para lá e ser curada?

"Como eu gostaria de andar, meus senhores! Não só andar, mas correr, pular, brincar de roda, andar de bicicleta como fazem as outras crianças de minha idade. Da minha janela eu fico vendo as outras crianças brincarem. Eu tenho inveja delas porque elas são felizes. Eu gostaria de ser igualzinha a elas, ser feliz também. Mas um dia eu vou andar, não vou? Eu vou poder brincar, não vou?

"Eu quero que vocês orem muito por mim. Que vocês orem com muita fé, porque se eu não conseguir andar aqui, lá naquela outra Terra eu vou andar, não vou?

"Sabem, não sou eu quem escreve esta carta, porque as minhas mãos não se mexem. Eu vou falando e a minha prima vai escrevendo.

"Lá naquela outra Terra eu também vou ler e escrever, não vou? Como eu gostaria de estar lá agora! Mas Deus vai me ajudar para que um dia eu chegue lá, não é mesmo?

"Sr. Alcides Campolongo e demais companheiros do Fé Para Hoje, vocês vão estar lá também, não vão? Então, lá eu vou conhecer todos vocês.

"Com muita fé em Jesus! Até lá!... Aninha."

Que a mensagem desta carta sirva de ânimo para a nossa caminhada rumo ao novo Lar.

REFLEXÃO: "O que dá testemunho destas coisas, diz: Certamente, venho sem demora. Amém; vem, Senhor Jesus!" (Ap 22:20).


7 de maio Quarta-feira

Água da Fonte – 5

Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. João 7:38

O cálido sol árabe abrasava impiedosamente o deserto e Agar, a escrava de Sara que estava ali, sozinha, não tinha como matar a sede do filho Ismael, pois seu odre estava vazio. Não é essa a imagem de muitos cristãos hoje? Há muita gente sedenta que gravita ao nosso redor e que pede água. Mas, como matar-lhe a sede se, à semelhança de Agar, o nosso odre está vazio?

Mas Deus não Se esquecera de Agar e de seu filho. Conhecia suas angústias. Então, "abrindo-lhe Deus os olhos, viu ela um poço de água, e, indo a ele, encheu de água o odre, e deu de beber ao rapaz" (Gn 21:19). Nós só podemos dar de beber a alguém quando vamos à fonte e enchemos nosso odre com essa água. A Fonte é Cristo e nós, os distribuidores dessa água.

Quando tivermos saído da sonolência espiritual que nos envolve, compreenderemos, afinal, que a água da Fonte é destinada também àqueles que estão ao nosso redor. Por que não ir à Fonte, encher nossos odres dessa água, e nos apressarmos em levá-la a eles para que sejam salvos, para que de nós fluam "rios de água viva"? Que Deus abra nossos olhos para ver a Fonte! Como adventistas do sétimo dia, não podemos nos eximir de nossa responsabilidade para que outros também sejam alcançados pelo cuidado de Deus, com Suas ricas bênçãos e divina graça.

O pastor Kenneth H. Wood Jr. conta em um de seus livros que "na Flórida, perto de Ocala, Estados Unidos, acontece um fantástico fenômeno aquático, conhecido por Silver Spring (Fonte de Prata). Das profundezas da terra jorram cada dia dois trilhões e duzentos e cinqüenta bilhões de litros de água por umas fissuras existentes na rocha calcárea. Isso ocorre o ano inteiro" – e acrescenta: "a água cristalina é uniforme em seus 22 graus." Esse fenômeno exemplifica muito bem as misericórdias de Deus que se renovam cada dia em nossa vida, porque elas não têm fim.

Se estivermos diariamente ligados à Fonte que é Cristo, seremos semelhantes a fontes inesgotáveis cujas águas, primeiramente, purificam a nós mesmos, fortalecem nosso coração, refrigeram a alma e revigoram o espírito. Assim, de nós fluirão palavras de ânimo e de bondade para refrigerar pessoas enfermas pelo pecado e sedentas de esperança. Isso acontecerá porque a água da Fonte pode alcançar o mundo pelo nosso testemunho.

REFLEXÃO: "Pois o Cordeiro que Se encontra no meio do trono [...] os guiará para as fontes da água da vida" (Ap 7:17).


8 de maio Quinta-feira

Fidelidade e Não Quantidade

Então, haverá um lugar que escolherá o Senhor, vosso Deus [...]; a esse lugar fareis chegar tudo o que vos ordeno: os vossos holocaustos, os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos. Deuteronômio 12:11

A prática de dizimar tem que ver com fidelidade e obediência e não com quantidade. No que se refere à quantidade, Deus já estabeleceu a porcentagem: dez por cento da nossa renda, nem mais nem menos. Entretanto, a maneira de dizimar tem que ver com nossa fidelidade e obediência. Se devolvermos menos de dez por cento, somos considerados por Deus infiéis e desobedientes. Dizimar não é uma opção; é um dever e o lugar certo de entregar o seu e o meu dízimo é aquele escolhido pelo Senhor: a igreja.

Nenhum plano nosso, por mais plausível e justificável que pareça ser, poderá substituir os planos de Deus. Disse Ellen White: "É prática muito desprezível procurarem os homens melhorar o plano divino, [...] Devemos usar fiéis e verdadeiros algarismos no dizimar, e então dizer ao Senhor: Fiz segundo me ordenaste [...] Abençoará Deus os que forem fiéis? – Temos Sua palavra empenhada" (Para Conhecê-Lo [MD 1965], p. 221).

É triste demais ver pessoas querendo fazer chantagem com Deus. Durante quase vinte anos como administrador regional da igreja, presenciei coisas deploráveis. Por exemplo, alguém propôs pôr em dia todo o dízimo do ano anterior se ele fosse indicado delegado à Assembléia da Associação Geral. Outro disse-me que tinha um bom dízimo para dar, mas queria um recibo com data do ano anterior para ainda poder descontar no Imposto de Renda que ele iria declarar (isso era possível naquela época) e que, se nós não concordássemos, ele daria aquele dízimo em outra região do país. É óbvio que não dei o tal recibo, mas ele também não deu o dízimo para lugar nenhum.

Outros, ainda, querem se justificar, dizendo que não devolvem o dízimo porque não têm confiança nos pastores, na liderança da igreja, e que os dízimos estão sendo mal empregados... Mas na verdade, o que está por trás de todas essas evasivas, é a prática contumaz de não dizimar.

Na igreja de nossos dias, quando é tão evidente a infidelidade no dizimar, certamente a mensagem que Deus enviou à Sua igreja anterior à primeira vinda de Cristo, por Malaquias, e cujo pecado era o mesmo, deve ser a mensagem para a igreja que aguarda a Sua segunda vinda. E a mensagem, é:

REFLEXÃO: "Tornai vós para Mim, e Eu tornarei para vós" (Ml 3:7, ARC).


9 de maio Sexta-feira

Provem-Me e Verão – 1

Tragam todos os dízimos aos depósitos do templo [...] Se vocês fizerem isso, abrirei as janelas do Céu e derramarei uma bênção tão grande que não terão lugar onde guardá-la. Experimentem! Dêem-Me uma oportunidade de provar que isso é verdade! Malaquias 3:10, BV

Dizimar é um dos aspectos da vida cristã conhecido entre os adventistas do sétimo dia.

Não podemos nos esquecer de que Jesus ensinou, com ênfase: antes de tudo, precisamos nos preocupar com o reino dos Céus e a salvação. A partir daí, as demais coisas, como o alimento, a roupa, a moradia e outras utilidades mais necessárias para nosso bem-estar, serão acrescentadas. Estas coisas virão como resultado da nossa fidelidade a Deus e confiança em Suas promessas. Veja o cumprimento da promessa de Malaquias 3:10, na experiência abaixo, relatada por Candace Sprave:

"Eu tinha um filho de um ano e oito meses, o marido estava desaparecido e havia uma pequena importância em dinheiro que deveria durar até ao próximo pagamento, dali a seis semanas. Deveria devolver o dízimo nessas circunstâncias? Eu tinha crescido devolvendo o dízimo sempre que estava trabalhando, mas nunca havia estado em situação tão difícil. Foi uma verdadeira luta, porque o inimigo me tentou a não me preocupar com o dízimo desta vez.

"Chegando à minha casa, entrei no quarto e fechei a porta. Contei o dízimo e a oferta e os coloquei no envelope. Depois, caí de joelhos e contei ao Senhor o que Ele já sabia. Não tinha idéia de como me dirigir, mas estava entregando a Ele o dízimo e uma oferta. Em lágrimas, demorei-me ali de joelhos.

"Então, ouvi o telefone tocar. Que notícia maravilhosa! Meu esposo estava vivo! O barco havia sido encontrado em Cuba. As palavras são inadequadas para expressar minha alegria diante da notícia, e minha reverência para com a bondade de Deus.

"Quão rapidamente havia Ele respondido à minha entrega! Na verdade, enquanto eu ainda falava com Ele em oração, Deus estava movendo o governo cubano para revelar o paradeiro daquele barco e sua tripulação. Negligenciaria eu a devolução do dízimo a Ele? Por Sua graça, não o farei, pois já Lhe provei a fidelidade e sei que Suas promessas são seguras.

"Deus honrará a todos quantos forem fiéis, assim como honrou a irmã Candace, pela fidelidade em devolver-Lhe o dízimo e dar a sua oferta."

REFLEXÃO: "Aos que Me honram, honrarei" (1Sm 2:30).


10 de maio Sábado

Provem-Me e Verão – 2

Tragam todos os dízimos [...] Experimentem! Dêem-Me uma oportunidade de provar que isso é verdade! Suas colheitas serão formidáveis porque Eu as protegerei dos bichos e das pragas. [...] Estas são as promessas do Senhor do universo. Malaquias 3:10, 11, BV

Essa promessa de Deus, enunciada em Malaquias 3:10, 11, é absolutamente verdadeira, mas condicional: "Experimentem!" As bênçãos prometidas vêm como resultado de um dízimo fiel, não apenas de uma amostra ou pela metade. A revelação divina é muito clara, ao dizer que elas virão se formos honestos no trato com nosso Deus, devolvendo "todos os dízimos" à tesouraria da Casa do Senhor... "Provem-Me e verão!" Veja, pelo relato a seguir, se isso é verdade ou não.

Lá pelos idos de 1987, quando trabalhei em Santa Catarina, visitei um membro da nossa igreja, em Bom Retiro, região serrana do Estado. Ele se dedicava ao cultivo de maçãs e, como tal, tinha uma lavoura magnífica em sua propriedade.

Nessas regiões onde se cultivam maçãs, o terror dos agricultores são as chuvas de pedra, pois podem comprometer toda a produção.

Ali, na sala de sua casa, esse irmão me contou como Deus protegeu sua plantação naquele ano, impedindo que a chuva de pedras prejudicasse a safra de maçãs. Mas isso não aconteceu por acaso; ele era fiel dizimista.

Quando percebeu o perigo e que nada podia fazer para proteger sua lavoura, apreensivo, ajoelhou-se e orou ao Senhor dizendo que ele sempre fora fiel na devolução dos dízimos e agora esperava pelo cumprimento de Suas promessas.

E o que aconteceu poderá servir para fortalecer sua fé naquilo que Deus diz: muitas plantações de maçãs da região foram atingidas pela chuva de pedras, menos a esse fazendeiro cujas macieiras estavam tão verdes e carregadas de lindos frutos como se nada tivesse acontecido.

Os vizinhos, cujas plantações haviam sido danificadas, foram à sua casa para saber como aconteceu aquele milagre. Então, ele lhes explicava que sempre devolvia o dízimo ao Senhor e, como resultado, Ele cumpriu o que prometeu, protegendo a sua lavoura.

Deus honrou Seu servo pela fidelidade em devolver o dízimo, restituindo-Lhe o que, de fato, Lhe pertencia.

Se reconhecermos Seu senhorio em todos os aspectos de nossa vida, incluindo as posses, Deus protegerá nossa lavoura, nossos negócios, nossa empresa, nossa indústria, nosso dinheiro e nossa casa. Provemos, pois, o Senhor.

REFLEXÃO: "Oh! Provai e vede que o Senhor é bom" (Sl 34:8).