Para a apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. Efésios 5:27
Naquele sábado, eu deveria fazer o sermão de dedicação de uma linda igreja, um verdadeiro santuário de adoração. Momentos antes, um dos líderes daquela igreja segredou-me: “Pastor, agora, com este belo templo, confortável e atraente, vamos ganhar muitas pessoas para Jesus.” E ele estava sendo bastante sincero em suas palavras.
Concordei com ele, mas acrescentei: “Sabe, tudo isso ajuda, sem dúvida... mas não se esqueça de que não são os tijolos, as pedras, a beleza das cores e os vitrais que atraem pessoas a Cristo, e sim o bom testemunho dos seus membros diante da comunidade.
“A igreja não é templo [...] Não é santuário onde os fiéis se reúnem para cultuar a Deus. Igreja é gente, e não lugar. É assembléia de pecadores perdoados; de incrédulos que se tornaram crentes; de pessoas espiritualmente mortas que são espiritualmente ressuscitadas [...] de soberbos que se fazem humildes; de degradados que voltam ao aprisco.
“Igreja é mistura de raças diferentes, distâncias diferentes, línguas diferentes, cores diferentes, nacionalidades diferentes, culturas diferentes, níveis diferentes, temperamentos diferentes. A única não diferença na igreja é a fé em Jesus Cristo”. Quem menospreza a igreja ofende a Cristo que é o Seu esposo (Revista Ultimato, março e abril de 2002, adaptado).
A igreja é a família de Deus na Terra, composta de filhos adotados (Rm 8:15, 16) por Sua escolha. E, como tais, somos “concidadãos dos santos” (Ef 2:19), co-herdeiros com Cristo” (Ef 3:6; Rm 8:17) e co-participantes das promessas” (Ef 3:5). Enfim, somos nada mais e nada menos que membros da família de Deus com todos os privilégios de filhos. Nela, ninguém é corpo estranho, ninguém é estrangeiro, ninguém é de fora.
A igreja é conhecida também como: “igreja do Deus Vivo” (1Tm 3:15), “rebanho de Deus” (1Pe 5:2), “igreja de Deus” (1Co 11:22; 1Tm 3:5), “corpo de Cristo” (1Co 12:27), “igreja dos primogênitos” (Hb 12:23), “universal assembléia” (Hb 12:22).
Em nossos dias, a igreja nada mais é que o povo de Deus reunido em amor, com o pensamento centralizado em Cristo e, sob a liderança do Espírito Santo, envolvido na pregação da volta de Jesus.
REFLEXÃO: Na consumação dos séculos, parafraseando Apocalipse 21:3, “Deus habitará conosco. Nós seremos povo de Deus, e Deus mesmo estará conosco”. Deus estará com a Sua igreja para sempre!
Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! Salmo 133:1
A igreja de Deus é um corpo composto de muitos membros e, individualmente, somos os membros que formam esse corpo, o “corpo de Cristo”, a igreja (1Co 12:27). Isso nos traz à lembrança a descrição figurativa que o apóstolo Paulo faz em Efésios 4:16. Esse conceito de Paulo sugere a união e o ajustamento “de toda junta” e partes formando uma unidade harmônica a fim de que, como no corpo humano, tudo, na igreja, funcione com eficiência e suavemente.
Cada membro tem sua função, todos, porém, contribuem para a unidade de propósitos. Em Efésios 4:16, Paulo sugere que pés, mãos e cabeça são todos órgãos solidários e indispensáveis para o funcionamento harmonioso do corpo humano. O mesmo deve acontecer com a igreja, o corpo de Cristo.
É verdade que o pé pode tropeçar e causar queda e algum dano ao nosso corpo físico. O mesmo pode acontecer quando um membro da igreja se desvia do caminho e tropeça em alguma das normas da Lei de Deus, afundando-se no abismo do pecado, da vergonha e do opróbrio, causando mal-estar a todos os membros do corpo, a igreja.
Disso podemos tirar uma grande lição. Se o pé tropeçou, talvez seja porque os olhos não o alertaram do perigo. Isso mostra que, em certo sentido, todos somos responsáveis pelo bem espiritual de todos. Será que, em alguma ocasião, quem sabe se por mau exemplo, não temos servido de pedra de tropeço para que um de nossos irmãos desanime na fé?
Por outro lado, quando o pé se machuca, o coração parece sentir a dor, os olhos choram e os demais órgãos do corpo se ressentem. Da mesma forma, se todos sofremos pela queda de um irmão é porque, de algum modo, todos nos sentimos solidariamente responsáveis. Sendo assim, todos temos que trabalhar pela unidade orgânica da igreja, por sua integridade e bem-estar, cada qual fazendo o que lhe compete para o bem comum, porque um só não pode prover tudo.
“A unidade da igreja é a prova convincente de que Deus enviou Jesus ao mundo para o salvar” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 263). Aleluia!
REFLEXÃO: “Todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor” (Ef 4:16).
Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja. Mateus 16:18
A palavra igreja é de origem grega e não existe no Antigo Testamento. Esse vocábulo é uma tradução do termo grego eclésia que significa “os chamados de fora”, ou uma reunião de pessoas com fins políticos, sociais ou até mesmo religiosos.
Já que esse termo e suas finalidades eram bem familiares aos Seus discípulos, Jesus aproveitou-o, dando-lhe novo significado quando afirmou: “Edificarei a Minha igreja” (eclésia). Com isso, Ele queria dizer mais ou menos assim: “já que os judeus têm sua assembléia; e os gregos a sua, Eu também vou edificar a Minha assembléia”, isto é, a Minha eclésia (igreja). Mas que esse novo significado era essencialmente espiritual porque daquele momento em diante, para os cristãos, a igreja não seria simplesmente um encontro de pessoas com finalidades seculares, e sim, uma assembléia de pessoas redimidas por Jesus Cristo.
Desse momento em diante, a igreja, com esse novo significado dado por Cristo, passou a ser uma comunidade separada de crentes com o fim de demonstrar amor e lealdade de uns para com os outros e de todos para com Cristo.
A palavra igreja é usada no texto bíblico pelo menos em dois sentidos: em sentido geral, aplica-se ao corpo místico de Cristo, a igreja em todo o mundo; e, em sentido local, à igreja de uma cidade ou região. Já nos primeiros tempos da igreja cristã, eram mencionadas as igrejas locais: a igreja de Roma, a igreja de Corinto, a igreja de Éfeso e outras mais. Mas, também temos referências às igrejas de uma região: as igrejas da Galácia, as igrejas da Ásia, etc.
Deus estabeleceu Sua igreja com ordem, para facilitar a administração local e a evangelização dos povos. Os apóstolos colocaram em prática os critérios divinos, organizando igrejas entre os povos que eram evangelizados na Ásia e Europa.
Deus os abençoou com grandes resultados e crescimento. Eles cumpriram a missão que o Senhor lhes confiou e os frutos se espalharam na forma de milhares de igrejas em todo o mundo, inclusive a igreja local da qual fazemos parte. É a soma de todas as igrejas de todos os lugares e tempos que forma a igreja geral, o corpo de Cristo.
Amemos nossa igreja, pois ela faz parte dos planos de Deus para a salvação da humanidade.
REFLEXÃO: Portanto, “quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2:29).
A Ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações [...] Amém! Efésios 3:21
Ontem falamos rapidamente sobre dois aspectos da igreja, o geral e o local. No sentido geral vemos a igreja como o corpo místico de Cristo sintetizado na própria expressão de Jesus, quando disse “minha igreja” (Mt 16:18). Foi por essa igreja, composta de membros de todos os tempos e lugares, que Ele morreu oferecendo justificação por meio de Seus méritos.
Quando o apóstolo Paulo fala sobre “a igreja do Deus vivo” (1Tm 3:15), está se referindo à igreja no sentido geral; ao escrever, porém, “aos santos que vivem em Éfeso”, está se referindo à igreja local de Éfeso. No seu sentido amplo e abarcante, incluindo aí todos os crentes de todos os lugares e épocas, tanto do Antigo como do Novo Testamento, que aceitaram o Messias Cristo como Salvador.
Quando o Manual da Igreja declara que pertencer à igreja de Deus é um privilégio, refere-se não a uma igreja específica de um determinado lugar em que eu sou membro, mas à igreja no seu aspecto geral, amplo e abarcante – a igreja mística, “o corpo de Cristo” (Ef 4:12). É nesse sentido que devemos entender a declaração de Ellen White, quando disse: “Testifico perante meus irmãos e irmãs que a igreja de Cristo, débil e defeituosa como é, constitui o único objeto sobre a Terra ao qual Ele concede Sua suprema consideração” (Testemunhos Para Ministros, p. 49).
No seu aspecto geral, a igreja está cumprindo a missão do “Ide”, de Mateus 28:18-20. Essa é a magnitude da obra que ela tem diante si nos últimos dias. Grande demais para as nossas limitações! Entretanto, não precisamos temer, pois, Jesus mesmo promete: “E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.” E mais: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo” (At 1:8).
É para cumprir essa ordem divina que a Igreja Adventista do Sétimo Dia, em todos os lugares, tem pastores, evangelistas, professores, colportores, médicos, enfermeiros, editores, profissionais liberais de todas as categorias, funcionários de instituições e leigos, todos unidos em um mutirão de amor para dar conta da maior tarefa da Terra: a pregação do evangelho a todos os habitantes do mundo antes da volta de Jesus.
Não fiquemos à margem do fim da História. Tomemos parte, ao lado de Deus, neste grande evento!
REFLEXÃO: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2:10).
E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações [...] Diariamente perseveravam unânimes no templo. Atos 2:42, 46
Segundo H.H. Hobbs, “a igreja local é a operação visível da igreja geral num dado tempo e num dado espaço”.
Há um inter-relacionamento entre a igreja geral e a local porque uma não pode existir sem a outra. Podemos entender muito bem este estreito relacionamento, quando damos conta de que nascemos de novo na igreja geral, quando passamos a fazer parte do corpo de Cristo, mas nosso batismo é realizado na igreja local. É na igreja local que são efetuados os ritos do batismo e da santa-ceia.
É a igreja local que decide sobre o recebimento e a remoção de membros; é a igreja local que escolhe seus oficiais (At 6:1-7); é a igreja local que constrói seus templos; é a igreja local que tem sua Escola Sabatina, que organiza classes bíblicas, que realiza os cultos e que dá assistência espiritual e social aos seus membros. É a igreja local que recebe os dízimos e as ofertas para a manutenção do ministério, assistência aos pobres e para a evangelização. Entretanto, tudo é feito tendo em vista o crescimento e o aperfeiçoamento da igreja geral, o corpo de Cristo, que deseja “apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém, santa e sem defeito” (Ef 5:27).
É a igreja local que executa todos os ideais da igreja geral, por meio das suas instrumentalidades que são os seus pastores, oficiais e departamentos. A igreja local é o único meio mediante o qual podemos servir ao nosso semelhante. A igreja geral será engrandecida e preparada para a volta de Jesus através da atuação e do testemunho da igreja local, no poder do Espírito Santo.
Quando Jesus voltar e buscar Sua igreja, ela deixará de ser classificada como geral e local e passará a ter uma só classificação. As famílias do Céu e da Terra se unirão, e “então, haverá um rebanho e um Pastor” (Jo 10:16). Pela graça de Deus, podemos nos tornar membros desta família universal. Que assim seja!
REFLEXÃO: “Nossa pátria está nos Céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3:20).
Por esta causa me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no Céu como sobre a Terra. Efésios 3:14, 15
Apesar de a “igreja do Deus vivo” (1Tm 3:15) ser uma só, ela é composta, devido ao pecado, de duas assembléias: a dos santos da Terra, “a qual Ele (Cristo) comprou com o Seu próprio sangue” (At 20:28); e a dos Céus, aquela formada por entes que nunca pecaram.
Bem logo, porém, os membros da Terra se unirão com os membros lá de cima. Então, todos nós que subirmos da Terra receberemos a cidadania celestial, independentemente da classe social, genealogia ou nacionalidade a qual somos classificados na Terra. Formaremos uma só família, uma única assembléia, por toda a eternidade; seremos a universal assembléia dos santos. O Dr. S. J. Schwantes afirmou que o que empolgava o pensamento de Paulo era o tema da união da família, tanto celeste como terrestre.
“A igreja de Deus na Terra é uma com a igreja no Céu”, diz Ellen White. “Os crentes na Terra, e os que não caíram nunca, no Alto, formam uma igreja. Todo ser celestial se interessa nas assembléias dos santos, que na Terra se reúnem para adorar em espírito e verdade, e na beleza da santidade.
“No pátio interior do Céu, eles escutam os testemunhos das testemunhas de Cristo no pátio exterior da Terra, e os louvores e ações de graças que vão da Igreja em baixo são colhidos na antífona celeste, e ressoa o louvor e o regozijo pela corte celeste, por Cristo não haver morrido inutilmente pelos caídos filhos de Adão.
“Em toda reunião dos santos embaixo, estão os anjos de Deus escutando a ação de graças, o louvor, a súplica feita pelo povo de Deus em testemunhos, cânticos e orações. Lembrem-se eles de que seus louvores são suplementados pelos coros da hoste angélica em cima” (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 165).
Temos que nos conscientizar de que o templo em que nos reunimos cada sábado não é nosso lugar definitivo de adoração; o nosso lugar definitivo de adoração está no Céu (Is 66:23). Temos, também, que nos conscientizar de que a casa em que moramos e vivemos não é lugar definitivo de nossa morada; o lugar definitivo de nossa morada está no Céu (Is 65:21, 22). A Terra é simplesmente a escola de Cristo onde estamos nos preparando para a cidadania celestial. Aqui somos peregrinos.
REFLEXÃO: “Deus é sobremodo tremendo na assembléia dos santos, e temível sobre todos os que O rodeiam” (Sl 89:7).
Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória de nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus. Tito 2:13
Temos nas Escrituras alguns testemunhos de grandes homens de Deus sobre a esperança da vida eterna. Vejamos apenas dois. Jó declarou: “Eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim Se levantará sobre a Terra [...] Vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, O verão” (Jó 19:25, 27, ARC).
Paulo, por sua vez, disse: “Combati o bom combate [...] Desde agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia” (2Tm 4:7, 8, ARC).
Quão confortadoras promessas são essas, para estabilizar nossa vida nestes dias turbulentos! Quando lançamos mão dessas promessas de Deus, que nos dão esperança de vida eterna, somos conduzidos a um novo sentido de propósitos e a nossa vida cristã é revestida de novo significado. Com a segunda vinda de Cristo, Deus nos recebe “na esperança da vida eterna” que Ele “prometeu desde os tempos eternos” (Tt 1:2).
Tive o privilégio de conhecer o bondoso irmão Haroldo Lobo, que por alguns anos foi presidente da Sociedade Bíblica do Brasil. Ele escreveu vários livros. Seu último livro, escrito pouco antes de morrer, tem o seguinte título: “Jesus Se Aproxima”. Essa era a sua esperança, e a nossa também!
Vanessa, de onze anos, era membro da igreja de Natal e sua morte foi noticiada pela Revista Adventista. O pastor S. Lira informou-me que Vanessa recitou o Salmo 23 antes de morrer. Quando pressentiu que o fim se aproximava, chamou os irmãozinhos, a mamãe e o papai, para as despedidas.
Depois de se despedir da mãe e dos irmãos, manifestando desejo de encontrá-los no dia da ressurreição, tomou a mão do pai entre as suas e, depois de um comovente apelo, lhe disse: “Papai, eu quero que o senhor aceite Jesus, pois só assim poderei encontrá-lo na Nova Terra.” Instantes depois, cerrou os olhos para abri-los quando Jesus a chamar para a vida eterna. Se alguns dos parentes da Vanessa chegarem a ler esta meditação, tenham a certeza de que ela viverá!
As dolorosas lágrimas da morte serão substituídas pelas alegrias da ressurreição. Os temores de um destino desconhecido desaparecerão perante a esperança de uma feliz vida futura. “Não se turbe”, pois, “o vosso coração.”
Que maneira de viver! Viver com esperança é o viver cristão!
REFLEXÃO: “Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em Ti” (Sl 39:7, ARC).
O Senhor dará instruções especiais aos Seus anjos para te protegerem em qualquer lugar onde fores. Salmo 91:11, BV
A atuação dos anjos bons aqui na Terra garante aos filhos de Deus segurança e proteção. É a maneira como Deus Se serve para animar, alentar e fortalecer os peregrinos na sua caminhada rumo ao Lar.
Os anjos são seres celestiais, majestosos, envoltos em luz, magníficos em poder e autoridade, enviados por Deus à Terra para auxiliar, servir e proteger as pessoas. Dedicam especial atenção às crianças por serem elas mais vulneráveis e indefesas.
Só por esse cuidado tão terno, compassivo e amoroso, dispensado aos seus filhos, livrando-os não poucas vezes de situações adversas e perigosas, sem mesmo o saberem, os pais deveriam ser muito gratos a esses invisíveis seres extraterrestres.
Qualquer pai ou mãe jamais deveria deixar de pedir a Deus que guarde seus filhos, particularmente os pequenos, especialmente num tempo de tantos perigos, de violência contra crianças, seqüestros e desaparecimento de menores indefesos. Mas não se esqueçam de seus filhos já adultos ao saírem para o trabalho, para as universidades, para um passeio ou uma viagem. Eles também precisam de suas orações e proteção. Pais, confiem humildemente no anjo da guarda de seus filhos.
Numa linguagem de mãe amorosa, Ellen White aconselha: “Antes de sair de casa para o trabalho, toda a família deve ser reunida; e o pai, ou a mãe na ausência dele, deve rogar fervorosamente a Deus que os guarde durante o dia [...] Anjos ministradores hão de guardar as crianças assim consagradas a Deus” (Orientação da Criança, p. 519).
Oremos: “Senhor, peço-Te em favor de todas as crianças: das pobres e das ricas, das que têm um lar e das que não o têm, das que vivem nas ruas e das que têm uma casa onde morar, das órfãs e das que têm pais, das famintas e das que têm abundância de alimento, das negras, das brancas, das de todas as raças e origens, das excepcionais que, em muitas coisas dependem de adultos amorosos e compreensivos; enfim, das tantas e tantas outras que necessitam de amor, carinho e educação.” Todas são vulneráveis e presas fáceis da maldade, dos traficantes de drogas, dos mercadores do sexo e dos aproveitadores da sua inocência. Meu Deus, dá ordens aos Teus anjos a respeito delas. Amém!
REFLEXÃO: “O Senhor [...] enviará contigo o Seu anjo e levará a bom termo a tua jornada” (Gn 24:40).
Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono [...] cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares. Apocalipse 5:11
Todo o Céu estava em festa. Havia júbilo no Paraíso. O motivo era que Deus havia acabado de criar as miríades de anjos. Eram seres espirituais encantadores, envoltos numa constante luz, gloriosa e bela. Eles foram dotados da faculdade de pensar e de decidir, como seres pensantes e inteligentes que eram. Foram criados em eras imemoriais, antes mesmo da criação do mundo e do próprio homem.
Podemos imaginar o quanto Deus Se sentiu feliz ao contemplar o Paraíso e o Universo povoados por milhões de novos seres. Sem dúvida, sentiu-Se realizado ao receber a demonstração de amor e gratidão dessas criaturas, por Ele as ter criado para muitos objetivos, mas principalmente para honrar e glorificar ao Criador e cumprir as Suas ordens.
A população angélica é incontável sendo impossível ao homem avaliar o número de anjos existentes. Sendo, entretanto, o Universo de Deus infinito em grandeza e aos Seus anjos, pelas suas atribuições, ordenado supervisionarem todo este vasto domínio do Criador, concluímos que eles podem ser contados aos milhões e bilhões, o que está de acordo com as várias declarações da Bíblia Sagrada.
Ellen White, no livro Atos dos Apóstolos fala, como fazendo parte de uma sociedade angélica, os “querubins, os serafins e os anjos magníficos em poder”, os quais sempre “estão à destra de Deus, sendo ‘todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação’” (Hb 1:14).
Ao descrever a eclosão do conflito cósmico, por ocasião da rebelião de Lúcifer no Céu e sua expulsão, ela fala, ainda, que os anjos leais e fiéis foram colocados “em ordem por companhias, cada divisão com o mais categorizado anjo à sua frente”. Billy Graham concorda com isso, declarando que “não podemos estudar o assunto dos anjos na Bíblia sem conhecer a hierarquia angélica. A evidência revela que eles estão organizados em termos de autoridade e glória”.
A organização angélica estabelecida por Deus encanta qualquer pessoa que dela toma conhecimento. Entre os anjos não há desperdício de tempo, e nenhuma tarefa fica sem ser executada. As ordens divinas, no tocante às necessidades humanas, são executadas à risca e em perfeita harmonia.
REFLEXÃO: “Deus mandará que os Seus anjos cuidem de você, para protegê-lo em todos os momentos da sua vida” (Sl 91:11, NTLH).
Ainda, quanto aos anjos, diz: [...] Não são todos eles espíritos ministradores enviados para serviço, a favor dos que hão de herdar a salvação? Hebreus 1:14
A partir de hoje, vamos conhecer melhor algumas das categorias de anjos, suas atribuições, títulos que lhes foram dados e seus significados, e a diferença entre eles no grande contingente angelical.
Essa grande e absoluta maioria anônima de anjos, aos quais Ellen White chama de “anjos magníficos em poder”, fazem parte das milícias celestiais. São como soldados da linha de frente que executam ordens superiores, tanto de Deus como dos anjos mais categorizados. São os exércitos do Senhor.
De acordo com João, o autor do livro do Apocalipse, o seu número é de “milhões de milhões” (Ap 5:11). São os anjos da guarda e, como tais, podem se apresentar, dependendo da situação, como anjos guerreiros, anjos mensageiros, anjos guias, anjos guardadores, anjos protetores, anjos libertadores, etc.
Os anjos dessa imensa categoria são bastante ativos e estão num constante vaivém entre o Céu e a Terra, obedecendo à voz da palavra de Deus (Sl 103:20, 21). Eles foram criados para servir diante do trono de Deus e para cumprir missões específicas em Seu grandioso Universo.
Além do mais, de acordo com o Espírito de Profecia, “esses anjos de luz criam uma atmosfera celestial, erguendo-nos para o invisível e eterno [...] Repetidas vezes têm anjos falado com homens, do mesmo modo como um homem fala com seu amigo, e os têm levado para lugares livres de perigo” (Atos dos Apóstolos, p. 153).
Em face de tantas evidências, “precisamos conhecer melhor do que conhecemos a missão dos anjos [...] Exércitos invisíveis, de luz e poder, auxiliam os mansos e humildes que crêem nas promessas de Deus e as reclamam. Querubins, serafins e anjos magníficos em poder, estão à destra de Deus, sendo ‘todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação’ [Hb 1:14]” (ibid., p. 154).
Os anjos estão sempre desejosos de fazer tudo por nós, desde que não lhes resistamos. Devemos aceitá-los como nossos amigos e pedir a Deus que eles sempre nos protejam. A atuação dos anjos junto aos filhos de Deus é demonstração do amor divino e, também, a maneira de Deus animar e alentar o peregrino prostrado na sua caminhada rumo ao lar celestial.
REFLEXÃO: “Bendizei ao Senhor, todos os Seus anjos, valorosos em poder, que executais as Suas ordens, e Lhe obedeceis à palavra” (Sl 103:20).