Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. 1 Tessalonicenses 4:16
Na Bíblia Sagrada, a palavra arcanjo nunca vem no plural (arcanjos). Isso nos sugere a idéia de que dessa categoria faz parte apenas um anjo – Miguel. Se assim é, esse Anjo ocupa sozinho essa posição e, sem dúvida, é um Anjo poderosíssimo – o mais poderoso de todos.
Billy Graham afirmou que o “prefixo arch sugere anjo-chefe, principal ou poderoso”. Para ele, Miguel é “o anjo acima de todos os anjos, reconhecido como sendo o primeiro Príncipe do Céu” (Angels, God's Secret Agents, ed. de 1994, p. 55).
A epístola de Judas, no seu capítulo único, verso 9, nos afirma que o Arcanjo Miguel disputou com Satanás o corpo de Moisés que havia sido sepultado pelo Senhor “num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor”; e que ninguém ficou sabendo o lugar da sua sepultura (Dt 34:6). Mas Deus sabia onde Seu servo estava sepultado e, no momento oportuno, enviou o Arcanjo Miguel para devolver-lhe a vida. Moisés foi levado para o Céu como um exemplar de todos os que morrem e ressuscitarão no último dia, ao som da poderosa voz do mesmo Arcanjo que o ressuscitou.
Diante desse fato e de outras evidências bíblicas, comparando passagem com passagem, a Igreja Adventista aceita a conclusão de que Miguel “é o nosso Senhor Jesus Cristo”, pois somente Ele, o Criador do Universo, poderia devolver a vida a Moisés e a todos os filhos de Deus que morrem. Esse estupendo acontecimento tão aguardado por todos nós se dará quando a voz de Cristo, como o poderoso Arcanjo (1Ts 4:16), se fizer ouvir pela redondeza da Terra, chamando os santos que dormem. “Ele olha para a sepultura dos justos e, levantando as mãos para o Céu, brada: ‘Despertai, despertai, despertai, vós os que dormis no pó, e surgi!’” Um simples anjo criado não teria poder para tanto.
O nome Miguel significa “Quem é como Deus?” Esse personagem poderoso envolve em Si todas as características refletidas na vida do Messias, no Novo Testamento. Ele, agora, é o Príncipe do Céu, nosso grande intercessor!
REFLEXÃO: “Nesse tempo Se levantará Miguel, o grande Príncipe, defensor dos filhos do teu povo” (Dn 12:1). Aguardemos por esse dia! Ele está bem perto. Amém!
No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de Suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. Isaías 6:1, 2
Os serafins pertencem a uma das mais exaltadas milícias celestiais. São “seres resplandecentes”, exaltados e nobres.
Ao estar em oração numa das alas do templo, Isaías teve uma visão do templo celestial. Suas portas se abriram e ele viu, no lugar santíssimo, o próprio Deus assentado em Seu alto e sublime trono. Que privilégio! De acordo com o Comentário Bíblico Adventista, a palavra “templo”, nessa ocasião, estava designando “o palácio do Grande Rei do Céu”.
Pela visão de Isaías, descrita no capítulo 6 do seu livro, podemos deduzir que os anjos pertencentes a essa categoria angelical são extraordinariamente belos. Eles são dotados de seis asas: duas são usadas para voar, duas para cobrir o rosto e duas para cobrir os pés. Quando Isaías teve essa visão, os serafins se apresentavam com as faces veladas em adoração, unindo suas vozes em solene invocação, clamando em antífona “uns para os outros: santo, santo, santo, é o Senhor dos exércitos”. Segundo alguns estudiosos, inclusive Billy Graham, a função primordial dos serafins é louvar o nome de Deus em Seu trono celestial e revelar a todo o Seu vasto Universo, incluindo nosso planeta, a glória divina.
Em toda a Bíblia, os serafins são mencionados apenas nesta visão de Isaías relacionada com o seu chamado e sua capacitação para a grande missão que o Senhor lhe confiara.
Como seria se acontecesse conosco o que aconteceu com Isaías, os nossos lábios serem tocados por uma brasa viva do altar de Deus trazida por um serafim? Quem sabe deixaríamos de ter lábios impuros, conversas vulgares seriam abandonadas, palavras torpes deixariam de ser pronunciadas... Em vez de criticar, usaríamos os lábios para abençoar os semelhantes. Muitos dos nossos hinos deixariam de ser apenas expressão da nossa vaidade pessoal e passariam a ser uma expressão do nosso amor e louvor a Deus e, então, as palavras de nossas orações chegariam com toda a certeza ao trono da graça.
REFLEXÃO: “Então, disse eu: Ai de mim! Estou perdido! [...] Então, um dos serafins voou para mim [...] com a brasa [viva] tocou a minha boca e disse: [...] a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado” (Is 6:5-7). Seja essa a minha e a sua experiência. Amém!
O Senhor Deus [...] colocou querubins ao oriente do Jardim do Éden, [...] para guardar o caminho da árvore da vida. Gênesis 3:23, 24
Os querubins não são mencionados no Novo Testamento, a não ser quando no livro aos Hebreus se faz alusão ao antigo santuário e seu mobiliário, com destaque para a arca da aliança que levava “sobre ela os querubins de glória, que, com a sua sombra, cobriam o propiciatório” (Hb 9:5).
Já, no Antigo Testamento, são várias as alusões a essa nobre categoria de anjos a começar com o livro de Gênesis, quando Adão e Eva foram expulsos do Paraíso e Deus “colocou querubins ao oriente do Jardim do Éden, [...] para guardar o caminho da árvore da vida” (Gn 3:24).
O termo querubim, do hebraico kerub e kerubîm; do grego jeróub e jeroubéin, significa “plenitude de conhecimento”. Enquanto os serafins são dotados de seis asas, os querubins têm quatro. Ainda que ambos pertençam a diferentes categorias, eles têm algo em comum, isto é, louvam e glorificam a Deus bem junto ao Seu trono, porém, em posições opostas: o ministério dos serafins é o de louvar e exaltar o nome e o caráter de Deus por sobre o Seu trono. O profeta Isaías declarou que viu “o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono [...] serafins estavam por cima dEle” (Is 6:1, 2). Os querubins, por sua vez, louvam a Deus da mesma forma, só que em posição inversa, sob o Seu trono. E sobre isto, lemos: “Tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o Teu esplendor” (Sl 80:1).
Quanto aos querubins, o profeta Ezequiel os descreve destacando alguns detalhes plenos de significado. Fala que esses anjos têm mãos, pés, costas, pernas e rostos. Naturalmente, o profeta, em sua visão, viu-os na forma antropomórfica. Quanto aos rostos (Ez 1, 10), o rosto do primeiro era de um boi; o do segundo, rosto de homem; o do terceiro, rosto de leão; e do quarto, rosto de águia. Todos os quatro são seres que se destacam em seus respectivos domínios. Amanhã, veremos o lindo significado de cada uma dessas características.
É maravilhoso e até certo ponto incompreensível que Deus coloca esses seres extremamente poderosos e magníficos em sua beleza e esplendor em favor de seres humanos tão ingratos e falhos como nós. Deus tem colocado todo o Céu, a partir do Seu próprio Filho, em nosso favor, como demonstração de Seu grande amor por nós.
REFLEXÃO: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Hb 1:14).
[O Senhor] cavalgava um querubim, e voou; e foi visto sobre as asas do vento. [...] Do resplendor que diante dEle havia, brasas de fogo se acenderam. 2 Samuel 22:11, 13
Apenas como introdução, é interessante notar pela descrição bíblica, que figuras decorativas de querubins foram bordadas nas cortinas e véu do antigo tabernáculo do deserto (Êx 26:1, 31) e, muitos anos mais tarde, o templo de Salomão também foi adornado com essas representações angelicais.
Vamos, agora, ao significado das diversas formas de rosto mencionadas ontem: de boi, de homem, de leão e de águia. Dissemos que todas elas representam seres que se destacam em seus respectivos domínios.
O boi é exaltado entre os animais domésticos por sua mansidão, força, obediência, humildade e por ser um animal dócil e serviçal.
O homem, coroa da criação de Deus, é a mais exaltada entre as criaturas terrestres pela sua inteligência, liderança, semelhança com o Criador e pela faculdade da razão.
O leão é exaltado e temido entre os animais ferozes pelo seu porte nobre, dignidade selvática, sua força e agressividade, e pelo respeito que infunde sobre os demais animais da selva.
A águia é exaltada entre as aves pela sua beleza e perspicácia; pela facilidade que tem de enxergar ao longe, pela tenacidade, rapidez, destreza e sutileza.
Tudo indica que essas são as qualidades intrínsecas a essas criaturas, e que, simbolicamente, os querubins as possuem de uma só vez para o exercício de suas funções e ministério: Proporcionam grandeza na condução da carruagem celestial, cujas rodas estavam cheias de olhos, denotando vigilância constante, pois, apesar de à primeira vista parecerem estar em total confusão, na verdade moviam-se harmoniosamente, porque eram impelidas por seres celestiais poderosos. Acima delas, assentado sobre um trono de safira, estava o Rei Eterno, o Criador do Universo, comandando os destinos das nações.
“Assim como aquela complicação de semelhanças de rodas se achava sob a direção da mão que havia sob as asas dos querubins, o complicado jogo dos acontecimentos humanos acha-se sob a direção divina. Por entre as contendas e tumultos das nações, Aquele que Se assenta acima dos querubins ainda dirige os negócios da Terra” (Ellen G. White, Educação, p. 178).
Segundo o Dr. Edwin R. Thiele, “os anjos desempenham tarefas extremamente complexas e mutuamente interligadas, sob o controle do Céu”.
REFLEXÃO: “Ele está entronizado acima dos querubins; abale-se a Terra” (Sl 99:1).
Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas novas. Lucas 1:19
Em toda a Bíblia Sagrada, somente dois anjos são mencionados pelo nome: Miguel e Gabriel.
Gabriel pode muito bem ser denominado de o anjo das boas notícias, o comunicador de boas novas da parte de Deus. Nas quatro vezes em que ele é mencionado na Bíblia, pelo nome, sua mensagem sempre esteve relacionada com a proclamação de algo novo, estupendo, de esperança, de notável e transcendental importância, e de alcance eterno.
A primeira aparição do anjo Gabriel foi ao profeta Daniel, ainda no reinado do rei Belsazar, e estava relacionada com a profecia das duas mil e trezentas tardes e manhãs (Dn 8:1, 14, 16).
A segunda intervenção de Gabriel, também a Daniel, aconteceu no primeiro ano do reinado de Dario, o rei da Medo-Pérsia (Dn 9:1, 21).
A terceira manifestação do anjo Gabriel, já no Novo Testamento, foi ao sacerdote Zacarias para anunciar-lhe que bem logo ele seria pai de um menino que deveria chamar-se João, que veio a ser João Batista.
E a quarta e última vez que Gabriel se revelou pelo nome, foi para anunciar a Maria e ao mundo a maior demonstração do amor de Deus em favor da humanidade condenada, o nascimento de Jesus (Lc 1:26-33).
É maravilhoso e significativo “que o anjo que ocupa, em honra, o lugar abaixo do Filho de Deus, seja o escolhido para revelar os desígnios de Deus a homens pecadores” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 99).
Tenho plena convicção de que o anjo que removeu a pedra da sepultura de Jesus foi Gabriel, o mais categorizado dos anjos, pois, “os brilhantes raios da glória divina o precediam, iluminando-lhe o caminho. Este mensageiro é o que ocupa a posição da qual caiu Satanás. Fora, ainda, aquele que nas colinas de Belém proclamara o nascimento de Cristo” (ibid., p. 779, 780).
Além do mais, “foi Gabriel, o anjo que ocupa a posição imediata à do Filho de Deus [...] que Cristo enviou a revelar o futuro ao amado João”, quando exilado na Ilha de Patmos, e cujas visões ele relatou no livro do Apocalipse (ibid., p. 234).
Essa é apenas uma parte do que sabemos sobre o ministério do grande anjo Gabriel, sempre trazendo, da parte de Deus, mensagens de esperança, de conforto e de boas-novas de salvação para toda a humanidade.
REFLEXÃO: “Eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu [...] o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2:10, 11).
Nesse tempo, Se levantará Miguel, o grande Príncipe, o defensor dos filhos do teu povo. Daniel 12:1
Miguel, que significa “quem é semelhante a Deus?”, é o mais importante e preeminente anjo das milícias celestiais, sendo considerado o primeiro Príncipe do Céu. “É como Primeiro-Ministro da administração divina do Universo, sendo o ‘administrador angélico’ de Deus para o juízo”, declarou Billy Graham.
Como arcanjo, Miguel ocupa sozinho essa posição, pois na Bíblia Sagrada não se faz alusão a outros anjos nessa categoria.
Ao descrever a Segunda Vinda de Cristo, o apóstolo Paulo sugere que apenas uma voz será ouvida em meio à grande multidão de anjos que tomará parte no grande e deslumbrante séqüito que acompanhará Jesus no Seu retorno à Terra. Essa é “a voz do Arcanjo”, que por entre o alarido das trombetas de Deus, anunciará para a estupefata e silenciosa multidão dos habitantes da Terra as novas de que o Rei está vindo. Também ordenará a todos os que morreram crendo em Cristo, que retornem à vida.
Ao contemplar as sepulturas dos justos, Ele pronunciará palavras de vida com voz retumbante que fará sacudir toda a Terra. Com autoridade, proferirá as célebres palavras: “Despertai, despertai, despertai, vós os que dormis no pó, e surgi!” Que voz poderosa essa! Ora, os anjos não têm poder para doar a vida e nem criar a matéria. Só Deus tem esse poder.
Então, como um grande despertar de quem aguarda a vinda de um novo dia após uma noite de descanso, milhões de santos se levantarão das sepulturas revestidos de glória imortal. Tudo isso acontecerá, após ser ouvida a voz do Arcanjo, “porquanto, o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts 4:16).
Em face de todos esses acontecimentos que mudarão completamente o curso da história do nosso planeta, nos quais está envolvida em destaque a voz do Arcanjo Miguel, a Igreja Adventista aceita como verdade que Miguel é o próprio Cristo, o grande e primeiro Príncipe do Céu, o Príncipe da Paz.
Logo ouviremos a voz do Arcanjo Miguel e nossos queridos ressuscitarão e virão ao nosso encontro e nos abraçaremos e mataremos a saudade por tanto tempo sufocada pela separação. Deus não retarda a Sua promessa. Aguardemos, pois, com confiança. Esse dia chegará!
REFLEXÃO: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1Ts 4:18).
O anjo do Senhor cerca com sua proteção e livra quem ama a Deus. Salmo 34:7, BV
A história, a seguir, foi narrada pela professora Lígia de Oliveira, esposa do saudoso pastor Enoch de Oliveira, em seu livro Na Trilha dos Pioneiros. Tentarei resumi-la.
Tudo aconteceu quando o pastor Leo Halliwell, missionário adventista, navegava com sua lancha médico-missionária pelo Rio Amazonas e seus afluentes, atendendo as pessoas carentes da região.
Estava ele singrando as águas do caudaloso Amazonas, distante de qualquer povoado, quando passou por essa experiência inesperada.
É necessário ressaltar, porém, que, não desconhecendo os muitos perigos que os espreitavam em cada ponto ou curva do rio, o pastor Leo nunca ignorou a proteção divina, reconhecendo que, não poucas vezes, sentiu bem de perto a ajuda sobrenatural dos anjos de Deus.
Sem saber como nem de onde, surgiu, ao lado de sua Lancha Luzeiro, uma canoa com três “pessoas” desconhecidas que pediram ao pastor Halliwell permissão para amarrar a pequena embarcação à lancha, pois estavam muito cansados de tanto rema.
O barquinho foi amarrado à lancha e dois dos seus ocupantes subiram, enquanto um ficou na canoa. Então, os dois que subiram a bordo aproximaram-se do pastor Leo e começaram a conversar sobre coisas triviais da região como clima, animais, peixes, perigos próprios dos rios, etc., “quando repentinamente um deles gritou: Cuidado! E tomando o leme, desviou rapidamente a Luzeiro de sua rota. Assustado, o pastor Leo ficou sabendo que a coloração da água, na direção aonde iam, indicava grandes formações rochosas no fundo do rio. Houvesse seguido a rota, em poucos segundos teriam ido de encontro às rochas e talvez tivessem perdido não apenas a embarcação, mas também a vida”.
Em seguida, sem dar explicações e sem que houvesse alguma casa nas imediações, aqueles dois homens voltaram à canoa, desamarraram-na e começaram a remar. E, como que num toque de mágica, desapareceram misteriosamente. Então, Jack, o filho do pastor Halliwell, gritou para o pai: “Os homens desapareceram!”
Passado o impacto do acontecido, todos foram unânimes em reconhecer que aqueles homens eram anjos enviados por Deus que, na aparência de sertanejos e ribeirinhos da região, ali estiveram para livrar o pastor Halliwell e sua família de uma tragédia fatal.
REFLEXÃO: “Agora, sei, verdadeiramente, que o Senhor enviou o Seu anjo e me livrou” (At 12:11).
Bendizei ao Senhor, todos os Seus anjos, valorosos em poder, que executais as Suas ordens. Salmo 103:20
Senhor,
Graças Te dou pelos milhões de anjos que criaste para nossa proteção e para servirem à cristandade, à igreja e às nações.
Como é admirável esta sociedade angelical composta por incontável e grande multidão de lindos, radiantes e poderosos anjos que enfeitam e alegram o Teu vasto Universo, que freqüentam os lugares mais longínquos do espaço sideral, entre os astros e galáxias mas que, ao Teu mandado, são capazes de se deslocar a uma velocidade incrível, de qualquer ponto dessa imensidão cósmica, e vir até onde um filho Teu necessite de auxílio, aqui neste planeta azul que se chama Terra.
Isso mostra o quanto Tu nos amas, porque foi neste planeta, neste minúsculo ponto do Teu Universo que Jesus Cristo, Teu Filho, morreu para nos dar de novo esperança e certeza de reconciliação e salvação.
Por isso, Santo Deus, mantém-nos sob a guarda destes Teus santos e poderosos anjos. Eles são nossos amigos! Eles são nossos protetores!
Eu Te agradeço, Senhor, porque a luz celestial é a característica dos Teus santos anjos. Enche, ó Deus, meu coração com a divina fé, para crer cada vez mais, e com muita convicção, na existência desses seres angelicais que me acompanham e protegem.
Deus meu, minha boca se abre para expressar toda a minha gratidão por teres criado esses milhões de anjos gloriosos e amáveis e que, mesmo não os vendo, sempre estão perto de mim. Gostaria de, em alguma ocasião, conhecer o meu anjo da guarda, mas mesmo que isso não aconteça, a certeza de que eu não estou só já me conforta.
Senhor, quando eu estiver em perigo, em meio à escuridão da insegurança e da dúvida, que a luz dos Teus anjos ilumine meu caminho; que eles me tomem pelas suas mãos e me protejam sob suas asas.
Que sejamos eternamente gratos porque criaste os anjos e nós também e porque tanto eles como nós somos reconhecidos como Teus filhos!
Aceita, pois, ó Deus, esta minha expressão de gratidão como um hino de louvor por esses espíritos ministradores, protetores e cheios de simpatia e companheirismo que me incentivam a amar-Te! Amém!
REFLEXÃO: "O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra" (Sl 34:7)
Perguntarão a Ele: que feridas são essas em Tuas mãos? E Ele responderá: são feridas com que fui ferido na casa de meus amigos. Zacarias 13:6, NVRV
Hoje em dia, muito cuidado é dispensado com a aparência das mãos, mas na verdade, o papel primordial das mãos não é a sua aparência e sim a sua utilidade.
Deus nos dotou com duas mãos com o propósito de servir, de abençoar e de ajudar as pessoas. Jesus nos deu um bom exemplo a ser seguido quanto ao usar bem as nossas mãos mediante o que Ele fez com as Suas.
Max Lucado assim se expressou: “Ah, as mãos de Jesus. Mãos da encarnação em Seu nascimento. Mãos da liberação quando Ele curava. Mãos de inspiração quando Ele ensinava. Mãos de dedicação quando Ele servia. E mãos de salvação quando Ele morreu.”
Com as mãos manchadas de sangue, Ele assinou nossa absolvição, riscando os meus, os seus, os nossos pecados. Cristo não nos desamparou, porque “a mão dEle continua ainda estendida” (Is 9:12, 17, 21). Ele tem todos os problemas e situações adversas de nossa vida, hoje, nas palmas das mãos de Seu cuidado.
Quero contar-lhes o que aconteceu com as mãos de minha mãe. Quando menina, antes de haver luz elétrica nas fazendas, ao conduzir uma lamparina a querosene da sala para o quarto, esta escapou de suas mãos. O querosene se espalhou por sua roupa e o fogo também. Tentando apagar o fogo com as mãos, elas se queimaram seriamente. Finalmente, o fogo foi controlado, mas o estrago estava feito.
O tratamento foi em casa. Meu avô, várias vezes ao dia, movimentava os dedos dela e isso à custa de muitas dores. Mas esse procedimento surtiu efeito. As mãos dela ficaram com todos os movimentos perfeitos.
Não eram bonitas as mãos de minha mãe. O fogo deixara suas marcas. Mas que mãos abençoadas!... Que prazer tinha minha mãe em ajudar os mais necessitados! Ninguém saía de sua casa sem ser atendido nem de mãos vazias. Durante o primeiro ano de vida, dezenas de crianças recebiam da nossa fazenda leite de graça. Doentes eram cuidados e tratamentos eram feitos naquele sertão de Minas Gerais, pelas suas corajosas e abençoadas mãos! Para minha mãe era um prazer servir e ajudar. E assim foi até o fim de sua vida.
As mãos de Jesus também foram maltratadas e dilaceradas por causa dos nossos pecados. As Suas mãos falam alto do Seu amor. Elas levarão para sempre as marcas da nossa redenção, as marcas do amor. Elas sararam, mas as cicatrizes ficaram. – EGS
REFLEXÃO: “Eis que nas palmas das Minhas mãos te gravei” (Is 49:16).
Pela fé [...] Raabe, a prostituta, não morreu com todos os outros da sua cidade quando eles se recusaram a obedecer a Deus, pois ela deu uma acolhida amigável aos espiões. Hebreus 11:31, BV
Deus aceitou Raabe assim como ela era naquele momento, mas Ele iria transformá-la. Para nossa felicidade, Deus não pede que primeiro nos tornemos santos para depois nos aceitar. Ele nos recebe assim como somos e estamos.
Ali estava Raabe, aquela mulher que não conhecia o Deus de Israel. Ela era pagã. E mentir fazia parte da cultura do seu povo. Mas Deus conhecia seu coração. Havia nela a intuição de que existia algum Deus mais poderoso que o seu. O coração dela era sensível à atuação do Espírito Santo, mesmo não o sabendo. Deus a transformaria e ela seria um instrumento nas Suas mãos para um plano muito especial, pois a linhagem de Jesus passaria por ela.
Então, apareceram os espias. Eles cumpriam uma missão muito perigosa na estratégia para a tomada de Jericó. Após a espionagem, eles foram para a casa de Raabe, que os acolheu. Mas foram descobertos e o rei enviou homens armados em busca daqueles dois estranhos. Percebendo a situação, Raabe os escondeu por entre as canas de linho que estavam secando em cima, no telhado de sua casa. E, ao ser interpelada a respeito dos espias, ela mentiu dizendo-lhes que eles já haviam ido.
Os soldados vasculharam toda a casa e, não encontrando ninguém, saíram em perseguição deles pelas montanhas afora, pois ela lhes dera uma falsa informação, dizendo-lhes que possivelmente não estariam longe e que os alcançariam bem logo. Ela mentiu várias vezes. E, com esse procedimento, salvou a vida dos servos de Deus.
Será que Deus aprovou o procedimento de Raabe ao mentir? Não. Mas aquele não era o momento oportuno para os espias darem a ela um estudo bíblico e repreendê-la por ter mentido. Aquele era um momento de extrema emergência e perigo. Os ensinamentos e orientações de como servir ao Deus de Israel viriam mais tarde, quando as condições permitissem, como veremos na meditação de amanhã.
Tudo indica que Raabe não estava satisfeita com seu deus. Havia nela alguma intuição de que existia um Deus mais poderoso que o seu.
Deus pode transformar vidas, não importa quem seja, desde que se disponha a ouvir a voz da consciência ao toque do Espírito Santo.
REFLEXÃO: “Em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor, vosso Deus é Deus em cima nos Céus e em baixo na Terra” (Js 2:11).