11 de agosto Segunda-feira

Amar Assim Mesmo!

O amor é paciente, é benigno; [...] tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 1 Coríntios 13:4, 7

O pastor foi visitar um membro da sua igreja cujo casamento estava em crise, e conversaram durante uma tarde sobre o assunto. Aquele irmão estava inconformado, pois achava que a culpa não era dele e, de todas as maneiras, queria encontrar a chave que destrancasse o segredo daquela separação. A atitude da esposa, por sua vez, era fria e agressiva.

O pastor ouviu bastante aquele paroquiano e, finalmente, arriscou-se a uma pergunta:

– O que o irmão faria se jamais descobrisse a causa do problema?

– Na verdade, pastor, eu acho que deveria amar minha esposa assim mesmo!

– Pois bem. Não seria essa a chave do segredo que você tanto procura? Não seria o caso de você estar preso ao orgulho arraigado em seu coração, isto é, o de só resolver o problema quando tudo estiver bem ao seu gosto? Não se esqueça: “O amor não procura os seus interesses.”

As duas maiores causas de separação entre casais, dentro das quais se enquadram todos os demais motivos menores e irrelevantes, são a infidelidade e o egoísmo. Mas há remédio para ambos se houver humildade recíproca. Para o primeiro, o perdão. Para o segundo, conversão. Havendo perdão, o amor é renovado. Havendo conversão, Cristo passa a fazer parte do triunvirato da família – Ele, ela e eu. Quando o “eu”, de ambos os lados, for substituído por “nós”, tudo muda para melhor. Não que as lutas deixem de existir, elas continuam, mas com uma diferença – Cristo luta ao nosso lado. E se Cristo é por nós, quem será contra nós?

Felizmente, aquele irmão entendeu a mensagem. Naquela mesma noite conversou com a esposa arredia, e sem pedir explicações para os fatos, agiu como se compreendesse tudo com clareza e a paz voltou àquele lar. Ele disse ao pastor, tempos depois, que havia algo dentro de si que o impedia de relevar alguma falta da esposa, que ele nem bem sabia qual era. Revelou que ele também tinha culpa no que aconteceu. Finalmente, abraçaram-se, perdoaram-se e começaram tudo de novo.

Não nos esqueçamos de que, nessas ocasiões, nossa insistência em querer entender tudo em todos os detalhes, pode neutralizar o processo de solução e cura. O amor nem sempre é condicionado à compreensão ou à análise. O amor é para ser vivido em toda a sua beleza, no dia-a-dia, apesar de tudo.

REFLEXÃO: “O amor não [...] procura os seus interesses, [...] não se ressente do mal, [...] tudo suporta” (1Co 13:5, 7).


12 de agosto Terça-feira

O Milagre do Arroz

Assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra. 1 Reis 17:14

Ouvi do irmão Pedro Ananias de Oliveira esta história de fidelidade no dízimo. O irmão “A” era um lavrador recém-convertido ao evangelho, enquanto a esposa continuava descrente. Para melhor poder atender às necessidades básicas de sua numerosa família, resolveu mudar-se para uma fazenda no município de Ituverava, interior do estado de São Paulo. Aconteceu que os demais colonos e meieiros que conheciam bem a fazenda escolheram as melhores terras, deixando para o irmão “A” as da pior qualidade. Ele ficou preocupado.

Sua família consumia oito sacas de arroz por ano, e ele não via boas perspectivas para o futuro. A esposa sempre o recriminava por ele ter mudado de religião, colocando nessa mudança a culpa de tudo o que de mau estava acontecendo na vida deles.

Chegou o tempo da colheita. Resultado: nove sacas de arroz, mas quatro sacas e meia eram do patrão. Com as restantes, quatro sacas e meia, eles teriam mantimento apenas para os seis primeiros meses.

Agora, outra prova! E o dízimo? Seria justo devolver o dízimo quando o que tinham colhido não era suficiente nem para o sustento dele e da família? E você, o que faria?

A esposa lhe dizia: “Você fica dando o dízimo para esses pastores enquanto nós e nossos filhos vamos morrer de fome.” No entanto, o irmão “A” não pensava assim. Ele amava o Deus que acabara de conhecer e nEle confiava. Ele respondia: “Jesus proverá.” O irmão “A” foi fiel e Deus recompensou a fidelidade dele. Ainda que acossado pela pobreza e o alimento escasso e insuficiente para o ano, ele não vacilou.

Sabem o que aconteceu? Mesmo tirando a porção diária de arroz para as refeições da família, à medida que o tempo ia passando, perceberam que o arroz não se acabava. Comentando o milagre, o irmão “A” dizia que tinha certeza de que, quando a esposa tirava uma medida de arroz, o anjo de Deus colocava outra. Não lhes faltou arroz durante todo aquele ano. Só quando a nova safra de arroz estava para chegar, aquele arroz foi-se acabando.

Foi uma prova de fidelidade! Não são decepcionados os que, em tempos de privação, demonstram confiança nas promessas de Deus. – EGS

REFLEXÃO: “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Sl 37:25).


13 de agosto Quarta-feira

Tem Vida na Palavra

A Palavra de Deus é viva, e eficaz. Hebreus 4:12

A Bíblia é a Palavra de Deus. Sua leitura pode transformar o caráter e o comportamento das pessoas. A casa, que era um inferno porque abrigava uma pessoa alcoólica, tornou-se um Céu depois que ela deixou a bebida. Onde havia gritos e expressões de medo e espanto, passaram a existir sentimentos de carinho, tranqüilidade e paz. Por quê? Porque a Palavra de Deus é eficaz para transformar vidas.

Bem, mas isso só acontece em lares desestruturados e em minha casa todos somos membros da igreja. Pode até ser, mas não nos esqueçamos de que os judeus também diziam: “Somos descendência de Abraão” (Jo 8:33). Ocorre que, ser cristão, como ser “descendência de Abraão”, não significa muita coisa se não produzirmos “frutos dignos de arrependimento [...] (Lc 3:8).

Enquanto em nosso meio continuarem as desavenças familiares e até separações, sexo antes do casamento (com a desculpa, especialmente entre os jovens, de que a abstinência “é coisa do passado”), desconsideração para com a Lei de Deus em todos os seus aspectos, “contendas, invejas, [...] intrigas, orgulho [...]”, e alguns “que outrora pecaram e não se arrependeram da impureza, prostituição e lascívia que cometeram” (2Co 12:20, 21), e outras coisas mais que só “o referir é vergonha” (Ef 5:12). Enquanto essas coisas continuarem a acontecer, o ser cristão ou ser “descendência de Abraão” de nada valerá.

Mas, sabe por que essas coisas acontecem? Por causa da substituição que está havendo da leitura e estudo da Bíblia pelos programas de televisão, especialmente as novelas, onde se aprende a fazer aquilo que o apóstolo Paulo deplora. De nosso tempo, quanto dedicamos para a leitura da Bíblia? E para noticiários e outros programas de televisão, quanto gastamos? Segundo os meus cálculos, sendo bastante magnânimo, tirando uma média semanal, gastamos aproximadamente duas horas por dia. Mas para a devoção pessoal, quanto tempo? Cada um responda por si.

A vida espiritual de muitos está definhando porque o relacionamento com a Palavra, que transmite vida, está sendo substituído por outras coisas menos essenciais. Não chegou o tempo de avaliarmos nossa situação espiritual e nosso relacionamento com Deus em casa?

REFLEXÃO: “Medita estas coisas e nelas sê diligente” (1Tm 4:15).


14 de agosto Quinta-feira

De Um Para o Outro e...

Então, os que temiam ao Senhor falavam uns aos outros; o Senhor atentava e ouvia. Malaquias 3:16

O Espírito Santo, que é Deus na Terra, é o divino Administrador da igreja, desde o Pentecostes. Para cumprir Sua missão, Ele opera plenamente por meio de homens. Ele os prepara, os envia, indica o caminho e mostra onde estão aqueles que devem ser alcançados pelo evangelho.

Quando trabalhei na antiga Missão Brasil Central, conheci um homem por nome José Rita, um missionário admirador da Igreja Adventista, mas que, segundo me consta, nunca se filiou a ela.

Viajando a trabalho pelo Norte de Minas, divisa com o estado de Goiás, José Rita encontrou naquele sertão um cidadão por nome Nelson. Falou-lhe da mensagem adventista e lhe deu uma Bíblia. Nelson passou a estudar a Bíblia e a praticar seus ensinos como entendia. Um membro da Igreja Adventista, que soube do seu interesse, visitou-o e o preparou para o batismo.

Um irmão de Nelson soube do ocorrido e foi visitá-lo na tentativa de fazê-lo retroceder das novas idéias religiosas. Conversaram bastante e logo Felicíssimo, esse era o seu nome, interessou-se pela Bíblia e preparou-se para o batismo com toda a família.

A seguir, Felicíssimo começou a pregar para Heleno, o dono das terras em que vivia, que também aceitou com a família o evangelho.

Heleno, que tinha amigos e “compadres” do outro lado da serra de São Domingos, a transpôs para ensinar a nova doutrina que havia abraçado. O interesse foi muito grande entre aquelas pessoas da Fazenda das Panelas, e um grande número aceitou a fé.

Todos aguardaram o batismo por mais de dois anos. Nesse intervalo, evangelizaram outras pessoas. Finalmente, chegou o grande dia!

Tive o privilégio de ser o primeiro pastor a ser conhecido por esses irmãos. Isso ocorreu em setembro de 1963. Era um lindo sábado, quando os batizei naquele rio de águas claras, num verdadeiro “fim de mundo”. Foi um sábado feliz para eles e para mim. Após o batismo, na tarde daquele dia ensolarado, servi a Ceia do Senhor para umas quarenta pessoas.

Entre o tempo que José Rita deu aquela Bíblia ao Sr. Nelson e a evangelização da Fazenda das Panelas, mais de setenta pessoas se converteram.

Esta é a obra do Espírito Santo: buscar e salvar os perdidos, mesmo nos lugares mais distantes. Ele conta com a nossa cooperação.

REFLEXÃO: “O Senhor conhece os que são Seus” (2Tm 2:19, ARC).


15 de agosto Sexta-feira

À Véspera do Fim do Mundo

Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nelas escritas, pois o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

Algum tempo atrás, li um artigo com o título acima, publicado numa revista secular, em cuja introdução William Martin fazia a seguinte declaração:

“Por toda parte há um crescente interesse por profecias apocalípticas [...] Romances, peças de teatro, filmes e adesivos repetem a todo o momento: ‘Jesus vem aí’. E os livros mais vendidos nos últimos anos não são manuais de técnicas sexuais, e sim os que profetizam o fim do mundo, o Apocalipse.”

Por que estou fazendo alusão a um artigo publicado numa revista secular? Pelo simples fato de que, mais uma vez, pessoas de fora do círculo adventista estão dizendo, sem rodeios, aquilo que deveríamos dizer com muito mais ênfase e empolgação.

Podemos afirmar, com toda convicção, que estamos vivendo num tempo que só pode ser comparado aos momentos mais críticos da história da humanidade. O povo está cansado de sofrer decepções e frustrações.

Quem não se preocupa com a situação socioeconômica do nosso mundo? Desemprego em massa, agitações sociais constantes, degradação moral, corrupção em todos os níveis, criminalidade, delinqüência, crise de autoridade e respeito, tudo isso e muito mais não são motivos de preocupação?

No artigo mencionado, temos ainda esta outra declaração: “Uma vez que a doutrina pré-milenária afirma que antes da segunda vinda de Cristo, haverá um deterioramento geral das condições econômicas, sociais e morais, não é de admirar que muitos protestantes acreditem que o fim dos tempos está próximo.”

O povo quer saber mais sobre o fim do mundo e sobre a vinda de Jesus. Temos todas as condições de explicar como e quando essas coisas acontecerão. Podemos anunciar que o anseio de paz, de felicidade e de imortalidade será amplamente satisfeito quando Cristo aparecer nas nuvens do céu, em glória indescritível. Vamos contar que Ele mudará o futuro da humanidade, de um beco sem saída para um lugar de amor e paz. E muitas pessoas abraçarão essa promessa divina.

Façamos nossa parte, proclamando a bendita esperança. É nosso dever e responsabilidade!

REFLEXÃO: Vivamos, pois, “esperando e apressando a vinda do dia de Deus” (2Pe 3:12).


16 de agosto Sábado

Graças Te Damos

Tomou os sete pães e os peixes, deu graças a Deus por eles, os dividiu em pedaços, e os entregou aos discípulos para apresentarem à multidão. E cada um comeu até fartar-se. Mateus 15:36, 37, BV

Hora da refeição! Como é bom reunir a família ao redor da mesa para juntos usufruir dos bons alimentos que Deus nos proporcionou pela Sua bondade. Essa é, pois, uma ocasião muito apropriada para agradecer, convidando o Mestre para Se assentar à nossa mesa e participar conosco da refeição ali posta. Então, Ele ceará conosco, não somente abençoando nossa mesa, mas dando-nos o alimento espiritual para a saúde da nossa alma.

Nada mostra o grau de maturidade de nossa vida espiritual e do crescimento interior do que a prática da oração, inclusive nas horas das refeições, seja em casa ou em outro lugar. Esse é um gesto nobre e muito próprio de um cristão agradecido.

É Deus quem nos dá todas as coisas necessárias ao nosso sustento. Quantos que se consideram filhos de Deus, assentam-se à mesa três vezes ao dia e tomam as refeições sem dar graças ao Pai celestial!

Um jovem adventista estava num restaurante para almoçar. Antes, porém, de se servir fez uma discreta oração no que foi observado por um senhor que estava sentado a uma mesa próxima. Ao sair, o homem se aproximou daquele jovem e falou da sua apreciação por ele ter feito uma prece a Deus pelo alimento. Que belo exemplo! Conheço esse moço.

Em contrapartida, vi um irmão adventista, oficial de igreja, que entrou num restaurante onde eu me encontrava, serviu-se no balcão, assentou-se à mesa, alimentou-se fartamente, sem esboçar um gesto de agradecimento a Deus. Ele não percebeu minha presença ali. Eu me envergonhei por ele.

Atentem para esta declaração de Ellen White: “Mesmo esta vida terrestre devemos à morte de Cristo. O pão que comemos é o preço de Seu corpo quebrantado. A água que bebemos é comprada com o Seu sangue derramado. Nunca alguém, seja santo ou pecador, toma seu alimento diário, que não seja nutrido pelo corpo e sangue de Cristo. A cruz do Calvário acha-se estampada em cada pão. Reflete-se em toda fonte de água. Tudo isso ensinou Cristo ao indicar os emblemas de Seu grande sacrifício. A luz irradiada daquele serviço de comunhão no cenáculo torna sagradas as provisões de nossa vida diária. A mesa familiar torna-se como a mesa do Senhor e cada refeição um sacramento” (O Desejado de Todas as Nações, p. 660).

REFLEXÃO: “Sempre dêem graças por tudo a nosso Deus e Pai” (Ef 5:20, BV).


17 de agosto Domingo

Não Há Amor Maior!

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16

Recentemente, li a respeito de um incidente que ocorreu durante a Guerra do Vietnã. Os morteiros atingiram um orfanato dirigido por um casal de missionários, numa pequena aldeia vietnamita. O casal e duas crianças morreram e outras ficaram feridas, entre elas, uma menina de oito anos de idade que estava em estado desesperador.

Informado do acontecido, o comando americano enviou, com urgência, um médico e uma enfermeira para socorrer os feridos. Ao chegar, constataram que aquela menina morreria em pouco tempo, se não recebesse uma transfusão de sangue.

Os exames revelaram que o sangue da criança não era compatível com o sangue dos dois americanos, mas que várias crianças eram portadoras do mesmo tipo de sangue. O que fazer? Crianças doarem sangue?! Normalmente, não se faz isso. É incorreto.

Sem alternativa, o médico explicou a situação e perguntou se alguma criança estava disposta a doar seu sangue para salvar a vida daquela menina.
Fez-se silêncio... Então, um menino, tímido e um tanto indeciso, levantou a mão. Sem perder mais tempo, a enfermeira o deitou na maca e, em seguida, o médico introduziu a agulha em sua veia, sem que ele protestasse, e perguntou: – Está doendo? – Ele acenou com a cabeça que não.

De repente, o menino começou a chorar. O choro foi aumentando e se tornou pranto desesperado. Uma intérprete foi chamada para ajudar a desvendar o porquê daquele desespero. Diante da interrogação sobre o motivo daquele choro, com voz inocente, o menino perguntou: – Vai demorar muito para eu morrer? – Ele havia entendido que iriam tirar todo o seu sangue para dar à menina. Mas, mesmo assim, se ofereceu.

Quando lhe perguntaram por que ele resolvera fazer isso, simplesmente respondeu: – É que ela é minha amiguinha!

Eu e você sabemos que Alguém doou o sangue e a vida, não somente pelos amigos, mas também pelos inimigos. Ele assim fez, não porque éramos seus amigos, mas por amor, para nos atrair a Ele.

Seja nossa oração: Senhor, muito obrigado por Teu sacrifício, por Teu sangue e por Tua vida. Eu Te amo! Aceita minha sincera gratidão. Amém! – EGS

REFLEXÃO: “Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8).


18 de agosto Segunda-feira

O Deus dos Perdidos

O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido. Lucas 19:10

As coisas que perdemos sempre nos causam preocupação: Nas parábolas, a mulher pensou mais na dracma perdida, embora fosse uma só, do que nas que ficaram em seu poder (Lc 15:3-6); o pastor deixou as noventa e nove ovelhas no curral e foi pelos lugares mais perigosos e arriscados em busca da extraviada (Lc 15:3-6); o pai, cujo filho deixou o lar, não encontrou alegria pela presença do filho que ficou em casa, pois cada filho é único, e o que ficou não substitui o que estava perdido. Sua preocupação era com o filho perdido e, ansioso, aguardava pelo seu retorno ao lar (Lc 15:11-32).

A lição que Jesus queria ensinar nessas três parábolas é que este sentimento de busca pelo único perdido, está no coração de Deus, pois “Cristo teria morrido por uma só pessoa, a fim de que ela pudesse viver pelos séculos eternos” (Ellen G. White, Beneficência Social, p. 249).

Em todas as épocas, inclusive hoje, o Senhor tem enviado Seus mensageiros na busca dos perdidos. Nem sempre, porém, os mensageiros foram ou são bem recebidos. Em várias ocasiões, seus conselhos e advertências são enfrentados com hostilidade e até com ameaças, assim como aconteceu aos Seus enviados da parábola (Lc 20:9-12).

Uma mulher que passava férias numa das regiões atingidas pelas ondas gigantes que arrasaram áreas costeiras do Sul e do Leste da Ásia, em dezembro de 2004, e que perdeu um dos filhos durante a tragédia, procurou-o por vários dias sem encontrá-lo. Angustiada, ela dizia: “Eu não posso ir sem ele.”
Por certo, ela amava os outros filhos, mas, naquele momento, todas as atenções estavam voltadas para o filho perdido. Era aquele que ela queria. Os outros estavam salvos, aquele estava perdido.

Deus não deseja que ninguém se perca (2Pe 3:9) e, se for necessário, Ele fará tudo para buscar, em tempo aceitável, o último ou o único perdido arrependido que poderá ser você ou eu. Deus é o Deus dos perdidos. Jesus não encerrará o tempo de graça sem que o último arrependido seja alcançado pelo Seu perdão. Ele não quer estar no Lar sem você e eu. Sua oração foi: “Pai, a Minha vontade é que onde Eu estou, estejam também comigo os que Me deste” (Jo 17:24).

REFLEXÃO: “Tenho desejado a Tua salvação, ó Senhor, [...] Desgarrei-me como ovelha perdida; busca o Teu servo” (Sl 119:174, 176, ARC).


19 de agosto Terça-feira

Crer e Obedecer

Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. Atos 16:31

Crer! Que coisa maravilhosa! Crer no evangelho de Jesus Cristo. Crer na Sua morte expiatória. Crer que Ele nasceu, viveu e morreu para tornar possível a salvação do ser humano. Crer que isso é de graça e não nos custa nada. Crer que a salvação é unicamente pela fé em Jesus.

Mas esse crer não deve ser meramente um assentimento, destituído de sentido, ou apenas uma forma de concordar porque não podemos questionar essa verdade. Jesus disse que os demônios também crêem. Eles crêem porque conheceram a Jesus pessoalmente no Céu, antes da entrada do pecado, e também porque acompanharam Sua trajetória da manjedoura ao Calvário, portanto, não podem pôr em dúvida essa realidade. Eles crêem, mas não serão salvos. Da mesma forma, muitas pessoas crêem, mas não serão salvas porque são rebeldes. Querem um evangelho barato, isento de responsabilidade, que não envolva renúncia, mudança de conduta nem transformação do caráter.

Alguns fazem questão de levar o rótulo de cristão, mas continuam a viver a mesma vida que levavam antes de crer, a mesma vida de pecado e de transgressão da Lei de Deus. Para esses, o importante é somente crer. Mas a Palavra de Deus diz que Jesus salvará as pessoas dos seus pecados e não nos seus pecados.

Em um auditório repleto de ouvintes, se perguntarmos quantos crêem em Jesus e querem aceitá-Lo como seu Salvador para serem salvos, é quase certo que todos levantarão as mãos, mas são poucos os que sabem o que significa aceitar a Jesus, não apenas como Salvador mas também como Senhor de sua vida.

Se Ele é nosso Senhor, nós somos Seus servos, e o servo faz a vontade do seu Senhor. Crer em Jesus como Salvador envolve também reconhecê-Lo como Senhor, aceitar e obedecer a todas as normas que Ele nos prescreveu em Sua Palavra. Não uma obediência servil, imposta e obrigatória, mas voluntária, fruto de um amor que brota do coração agradecido pelo que Ele fez e faz por nós. É esse tipo de obediência que traz consigo as alegrias de uma nova vida e de um feliz relacionamento com Deus. Portanto, crer e obedecer são ingredientes da mesma receita. – EGS

REFLEXÃO: “Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à Sua Palavra? Eis que o obedecer é melhor do que sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (1Sm 15:22).


20 de agosto Quarta-feira

Filho e Rei

Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel. Provérbios 1:1, ARC

Na Bíblia Sagrada há lições cujos ensinamentos são oportunos para suprir as necessidades do coração e os anseios da alma, trazendo-nos orientações bem adequadas para nossos problemas cotidianos e para a vida como um todo.

Hoje, quero chamar sua atenção para uma citação do livro de Provérbios: “Salomão, filho de Davi” (homem natural) e “rei de Israel” (homem social). Esses dois aspectos da vida estão nos propósitos de Deus para cada ser humano – aquilo que somos “por nascimento” e aquilo em que nos tornamos “por aquisição”. Por nascimento, adquirimos as características dos nossos progenitores e, por aquisição, aquilo que conseguimos através da vida.

A vida natural projeta nosso desenvolvimento físico e envolvimento com a família; enquanto a vida social engloba as conquistas individuais, que diferenciam de pessoa a pessoa, sendo que alguns indivíduos se tornam mais aptos e/ou mais poderosos que outros, como foi o caso de Salomão.

Infelizmente, conforme as circunstâncias, o homem social é bem diferente do homem natural. Uma pessoa pode parecer muito simpática na igreja, mas, em casa e na sociedade, como é? Na igreja, pode pregar bonitos sermões repletos de bons ensinamentos, mas, no seu relacionamento pessoal, na rua, no trabalho e nos negócios, as coisas podem ser bem diferentes. O livro de Provérbios nos mostra o quanto é danoso ter duas personalidades. Porém, o fato de sermos compostos de “homem natural” e “homem social” não nos impede de manter a mesma identidade de caráter.

Salomão, em uma fase da vida, teve duas personalidades (1Re 11:3, 4); e prejudicou-se tanto que arruinou sua família e seu reino. Também podemos ser tentados a divorciar as duas personalidades: a do “filho de Davi” e a do “rei de Israel” – uma bonita enquanto falamos com Deus; e a outra feia, nos momentos de devaneio.

Só seremos felizes se, com a ajuda do Espírito Santo, vivermos com a mesma personalidade, tanto em casa como fora de casa; tanto em família como entre amigos, colegas e irmãos de fé.

REFLEXÃO: “Salomão, rei de Israel, filho de Davi [...] Escreveu estas palavras para ensinar seu povo a viver com sabedoria [...] viver justa, correta e inteligentemente” (Pv 1:1-3, BV).