21 de novembro Sexta-feira

Estacas da Fé

A Palavra do Senhor lhes será preceito sobre preceito [...] regra sobre regra [...] um pouco aqui, um pouco ali. Isaías 28:13

Cada lição da Escola Sabatina que os adventistas recapitulam em conjunto, todos os sábados, é uma estaca fincada no solo da vida espiritual da igreja que dá sustentação ao edifício da fé.

Estava um grupo de jovens conversando na frente da igreja, num sábado, quando um deles disse: “Vou entrar para assistir a lição que já deve estar começando.” Nisso, outro rapaz falou: “Você ainda é desses que perdem tempo, ouvindo a mesma ‘xaropada’ todos os sábados?”

Coincidência ou não, os judeus disseram mais ou menos a mesma coisa ao profeta Isaías. Em tom de desdém, diziam: “Quem esse Isaías pensa que é? [...] Ele vive repetindo as mesmas coisas, as mesmas regrinhas, dia após dia” (Is 28:10, BV).

Alguns podem até menosprezar o estudo da lição da Escola Sabatina. Mas, isso jamais lhe tirará o mérito de ser um dos instrumentos mais poderosos para a edificação espiritual da igreja. Ele tem como objetivo primordial rememorar, cada semana, as principais doutrinas do evangelho, para que os fundamentos da nossa fé não sejam abalados por “ventos de doutrinas” que surgem constantemente.

Abençoada Lição! Ela nos ajuda a compreender melhor a Bíblia, abre a nossa mente, sistematiza nosso aprendizado, amplia nosso entendimento, é alimento sólido e nutritivo, é instrumento de aprendizado diário e de desenvolvimento espiritual. Além do mais, ela une a família adventista ao redor do mundo, pois, levando em conta os diversos fusos horários existentes, cada sábado, num período de 24 horas, milhões de adventistas estudam a mesma lição.

Num certo sábado do mês de agosto de 1962, estávamos em Atenas, capital da Grécia, e fomos à nossa igreja para a adoração. Chegamos exatamente quando alguém estava conduzindo o estudo da lição em meio a uma animada participação. A lição que eles estavam estudando em grego era a mesma que nós estávamos estudando em português.

A lição da Escola Sabatina é um dos elos que liga entre si os milhões de adventistas ao redor do mundo, numa única e grande família!

REFLEXÃO: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa [...] antes sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e do mesmo parecer” (1Co 1:10).


22 de novembro Sábado

Subir a Escada

[Jacó] sonhou: Eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela. Gênesis 28:12

Durante minha vida, tenho subido muitas escadas. Entre elas, uma se destacou pela singularidade. Ao escalar o monte Sinai, estávamos num grupo de nove pessoas, entre elas, minha esposa. Parte da escalada, fizemos pelos últimos oitocentos largos e sólidos degraus de pedras rústicas que restam dos três mil e oitocentos que fazem parte de um dos dois caminhos que dão acesso ao topo do monte sagrado. Foi penosa a ascensão. Nas derradeiras dezenas de metros, cada passo era um esforço. Finalmente, atingimos o cume do Sinai!

A Bíblia fala de uma escada que Jacó viu em sonho. Ela significou proteção e esperança para alguém que estava se sentindo desamparado e solitário em meio a um deserto aterrador, porque “perto dele estava o Senhor” (Gn 28:13). A visão da escada de Jacó é rica de ensinamentos animadores para aqueles que estão desanimados e inseguros na vida cristã. Ela fala que Deus não desampara aqueles que, à semelhança de Jacó, estão em busca da vitória.

Subir uma escada pode exemplificar a experiência de quem precisa cultivar bons hábitos. Subir a escada de um estilo de vida saudável demanda esforço e força de vontade, mas compensa. O primeiro degrau é o degrau de nossa determinação. Os demais degraus falam de renúncias, que é uma experiência diária. Esse é um processo demorado. Pode durar a vida toda. São muitos os degraus de renúncias.

Nessa escalada, contamos com a ajuda do Espírito Santo. À medida que subimos, muitos degraus vão ficando para trás: são os degraus de nossos maus hábitos. A subida é cansativa. Às vezes vem o desânimo e somos tentados a voltar. Descer é mais fácil. Não exige nenhum esforço e Satanás está ali para nos dar um empurrão para baixo e nos fazer perder o equilíbrio da temperança cristã. Mas o Espírito Santo nos dá a mão e continuamos a escalada. Anjos de Deus estão subindo e descendo por essa escada para nos fortalecer. Com fé renovada e com a ajuda do Espírito Santo, finalmente, chegaremos ao topo da escada e pisaremos o último degrau, o degrau da vitória. Os méritos são todos de Cristo! Ali estará Jesus para nos receber porque temos sido vencedores com Ele.

A escada de Jacó representa Jesus Cristo ligando “o homem em sua fraqueza e desamparo, à fonte do poder infinito” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 184).

REFLEXÃO: “Permitirei que cada um que vencer se sente ao Meu lado no Meu trono” (Ap 3:21, BV).


23 de novembro Domingo

Leve a Cristo Suas Mágoas

As contendas, as palavras ásperas e a antipatia pelos outros não devem ter lugar na vida de vocês. Em vez disso, sejam bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-se mutuamente, tal como Deus os perdoou por vocês pertencerem a Cristo. Efésios 4:31, 32, BV

Fiquei profundamente magoada com certa pessoa que procurou prejudicar-me no trabalho, a ponto de afetar minha saúde física e emocional.

Ao lavar a louça do almoço, num determinado dia, ainda com muita mágoa no coração, de repente, passou pela minha cabeça a pergunta: Essa mágoa vem Deus ou do diabo? Por certo, não vem de Deus. Ali mesmo, como estava, orei pedindo a Ele que tirasse aquele sentimento de dentro de mim. Foi assim que todo aquele ressentimento que me magoava e feria desapareceu como se tivesse escoado pelo ralo da pia. Senti alívio e paz. Deus me ajudou a perdoar!

Há algo, porém, muito difícil de a gente fazer que é perdoar a nós mesmos. Em certo sentido, é mais fácil perdoar os outros. Deus pode nos ter perdoado, mas continuamos carregando o peso de uma consciência atribulada. É o mesmo que pedir a Deus que carregue nossa carga, mas, ao mesmo tempo, queremos dar uma “mãozinha” para ajudá-Lo, segurando numa das pontas.

Ouvi de um evangelista a história de uma senhora que lutava constantemente com um sentimento de culpa. Não mais suportando aquela situação, ela buscou ajuda e conselho do pastor. Contou que havia cometido um grave pecado alguns anos antes e o marido nada sabia. Ela já havia pedido perdão a Deus, mas, assim mesmo, não tinha paz interior.

O pastor, então, lhe disse: “A senhora disse que já confessou seu pecado a Deus e pediu-Lhe perdão, não é verdade?” Ela respondeu que sim e que fazia isso todos os dias. “Ó, minha senhora”, disse-lhe o pastor, “só um Deus amoroso poderia suportar isso! Na primeira vez que a senhora Lhe pediu perdão, Ele já a perdoou. Não só a perdoou, mas esqueceu o seu pecado. Agora, só falta a senhora perdoar a si mesma.”

É Satanás quem nos induz a continuar carregando o peso da culpa, para nos fazer desanimar e desistir. A toda pessoa sobrevém alguma crise no decorrer da vida. Mas, para cada crise, Deus tem uma solução. A tendência humana é afligir-se quando sobrevêm provações. Levemos a Cristo todas as mágoas, decepções e pecados. “Ele as muda todas em prazer!” – EGS

REFLEXÃO: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça!” (1Jo 1:9).


24 de novembro Segunda-feira

Agora é o Tempo

Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará. Daniel 12:4

O capítulo 12 de Daniel nos revela que estamos no limiar da eternidade. Ele aponta para o período da História anterior à segunda vinda de Cristo. Este é o tempo em que as cortinas da história do nosso planeta serão fechadas, e Deus fará o acerto de contas com a humanidade.

Agora é o tempo! O agora de Deus é diferente do agora do homem. O agora de Deus é o agora do amor, da paciência e da longanimidade. Não o agora imediato, do momento, do agora segundo os critérios humanos, mas um agora que significa um período suficiente para que todos tenham a oportunidade de se prepararem para o encontro com o Senhor. A verdade, porém, é que, em algum momento desse espaço de tempo, que é o agora de Deus, Jesus voltará.

Agora é o tempo em que o povo de Deus deveria atender ao chamado para um verdadeiro e genuíno arrependimento e ao abandono de todas as formas de pecado. Se existe ainda algum pecado não confessado, escondido em nosso coração, estamos novamente crucificando o Senhor Jesus na cruz da nossa indiferença e ingratidão. Portanto, agora é o tempo de um sincero arrependimento.

Agora é o tempo de tomar novas decisões por Cristo. Jesus deve ser levado em conta em todas as atividades de nossa vida: nas recreações, nas leituras, nas companhias que escolhemos, nas músicas que ouvimos, nos ambientes que freqüentamos, no namoro, no casamento, nos passeios, nos programas de televisão que assistimos, ao “navegarmos” pela internet, na faculdade, no trabalho; enfim, tudo o que fazemos deve ser feito à luz dessa relação com Cristo.

Agora é o tempo de renovarmos o hábito da leitura e estudo da Bíblia. Agora é o tempo para orações fervorosas e sinceras!

Agora é o tempo de tornar nosso lar um lugar de louvor a Deus, onde possamos oferecer diariamente a Ele a vida, por meio de orações, sinceridade e pureza de coração. Isso está ao seu e ao meu alcance. Agora é o tempo de não perdermos tempo!

REFLEXÃO: “O fim do mundo chegará logo. Portanto, sejam homens de oração, fervorosos e diligentes” (1Pe 4:7, BV).


25 de novembro Terça-feira

Uma Religião Moderada

Eu o conheço bem – você nem é quente nem frio; Eu desejaria que você fosse ou uma coisa ou outra! Porém, já que você é meramente morno, Eu o cuspirei para fora da Minha boca! Apocalipse 3:15, 16, BV

Na região que pertence à Turquia moderna, conheci as ruínas de Laodicéia, quando a visitei em 1975, juntamente com as outras seis igrejas da Ásia Menor, mencionadas no Apocalipse.

Nos dias bíblicos, era uma cidade próspera e rica, “de nada precisando”. Sua riqueza tornou os laodiceanos cristãos acomodados, nem frios nem quentes, mas mornos, talvez numa alusão às águas termais que brotavam e continuam a brotar próximo da cidade bíblica de Hierápolis, hoje Pamukale. Ao visitar aquele local, toquei aquelas águas cálidas e senti na mão a sua mornidão confortável.

Satanás deseja, mais que ninguém, que a nossa igreja seja moderada, amena, com calor espiritual pouco intenso, que se mantenha nos limites do conveniente, indefinida, nem bem isso e nem bem aquilo. Isso é o suficiente para ele alcançar seus objetivos.

C. S. Lewis, escritor inglês, descreve um demônio já idoso dando conselhos e orientações a um demônio novato e pouco experiente na arte de enganar e seduzir uma pessoa. Ao demônio calouro, ele deu o seguinte conselho: “Fale a essa pessoa sobre moderação em todas as coisas, inclusive na sua religião. Diga-lhe para ir com calma. Se você conseguir fazer com que ela considere a religião muito boa até certo ponto, pode ficar tranqüilo quanto ao perigo de salvação dessa pessoa. Uma religião moderada, indefinida e sem compromissos é tão boa para nós como nenhuma religião”

Às vezes, queremos facilitar a vida cristã, amaciar o caminho e desconhecer nossas lutas, provações e deveres como cristãos. Satanás quer nos sugerir um cristianismo mais fácil, moderado e sem responsabilidades; um cristianismo romântico, vazio, social; um cristianismo que mais se acomode ao nosso modo de pensar que ao de Deus.

A religião de Cristo não é uma religião de conveniências. Não nos iludamos: a jornada cristã não é tão fácil assim como muitos a julgam. Não devemos querer torná-la diferente.

O verso para reflexão abaixo nos sugere que a caminhada cristã é como uma roseira: espinhos no seu caule, mas lindas rosas, com agradável perfume, nas pontas de seus galhos.

REFLEXÃO: “Tenho-vos dito isso, para que em Mim tenhais paz [rosas]; no mundo tereis aflições [espinhos], mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo [rosas]” (Jo 16:33).


26 de novembro Quarta-feira

O Inverso das Coisas

Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo. Isaías 5:20

Em outras palavras, o verso acima quer dizer: “Ai” dos que, com segundas intenções, invertem os objetivos corretos das coisas. “Quanto maior é o bem, maior o mal que da sua inversão procede”, conceituou Ruy Barbosa. Sobre isso, assim se expressou o general Carlos M. Matos, conselheiro da Escola Superior de Guerra: “O extraordinário avanço tecnológico traz consigo, quase sempre, um desvio perverso. Todo novo invento, junto de seu aspecto de benefício para a existência humana, traz também um descaminho.”

Um exemplo marcante e triste desses desvios é o que acontece com os recursos da informática. Ela proporciona muitas facilidades, mas também tem seu lado perverso, que é explorado por indivíduos de má índole. Eles ameaçam a segurança das nações, prejudicam empresas, cometem crimes, roubam contas bancárias e maculam a reputação de pessoas de bem.

Através de astutos agentes humanos, Satanás tem procurado deturpar todas as coisas que Deus tem propiciado para facilitar a vida das pessoas e colaborar com a pregação do evangelho eterno a todo o mundo. Apenas alguns exemplos: A energia atômica, que deveria ser exclusivamente para benefício da humanidade, tem sido usada como um dos mais poderosos meios de destruição em massa. O avião, que foi inventado para dar mais rapidez à locomoção do ser humano, está sendo usado como um dos meios mais sofisticados para ceifar vidas humanas. A televisão, que poderia ser uma força poderosa para educar a juventude e as pessoas em geral, tem sido usada como um tremendo veículo contra a moral e os valores da família, estimulando a traição, desonestidade, mentira, corrupção e violência.

Não podemos mudar o real objetivo das coisas, sem correr riscos. Não comer do fruto da “árvore da ciência, do bem e do mal” era vida; o mesmo fruto, porém, usado ao contrário das prescrições divinas, acarretou morte. Mesmo as coisas boas, usadas indevidamente, podem acarretar conseqüências desastrosas.

Sejamos cuidadosos para não inverter o real sentido das coisas estabelecidas por Deus. Podemos com isso prejudicar alguém.

REFLEXÃO: “Quem anda em integridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Pv 10:9).


27 de novembro Quinta-feira

A Mentira

A mentira tem pernas curtas! A testemunha falsa será castigada, e o mentiroso não escapará. Provérbios 19:5, BV

Alguém mentiu! O estrago está feito: pessoas amarguradas, reputações aviltadas e corações feridos! Outros, em contrapartida, ficam felizes e satisfeitos pelo mal que causaram.

A mentira é uma das práticas mais comuns em nossos dias. Nenhum crime de corrupção seria possível se não houvesse mentira. Aliás, o pecado arruinou nosso mundo porque Satanás proferiu uma mentira lá no Jardim do Éden.

Uma senhora, membro de uma igreja, espalhou boatos a respeito de um senhor da mesma igreja. Quando o fato chegou ao conhecimento dele, os comentários já iam longe, bem longe. Então, ele chamou aquela senhora para uma conversa e, finalmente, ela reconheceu o erro. Arrependida, confessou o mal que havia feito e pediu perdão.

A pessoa ofendida lhe pediu uma só coisa a título de reparação: ela devia pegar um travesseiro de penas, subir o morro que havia nas imediações, num dia de bastante vento, rasgar o travesseiro e deixar as penas se espalharem ao vento. O resultado foi o que se podia esperar. O vento levou aquelas penas a uma grande distância, que podiam ser vistas por todos os cantos. – Agora, a senhora tente recolher todas as penas espalhadas e recolocá-las de novo no travesseiro. – A resposta foi o óbvio: – Impossível!

Uma pessoa mente e a mentira vai se alastrando e queimando como fogo a honra alheia. Mesmo que haja confissão e arrependimento, o mal está feito. A louça está trincada; nunca mais será uma louça inteira na cabeça de alguns. “Veracidade e integridade são atributos de Deus [...] Nunca profiram inverdades [...] Mesmo uma leve mentira não deve ser permitida” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje [MD 1989], p. 331).

Qualquer desvio do que é reto e verdadeiro, seja em palavras, ações ou em qualquer situação do cotidiano, pode parecer coisa de pouca importância – “é só uma mentirinha” – no conceito de alguns, mas não no conceito de Deus. Mentira é pecado e pecado é separação de Deus.

“O homem que perseverantemente pratique a verdade, ganhará a confiança de todos. Não só confiarão nele seus irmãos de fé, mas os descrentes serão constrangidos a reconhecê-lo como um homem de honra” (ibid., p. 330).

Pela graça de Deus sejamos pessoas assim, em quem os outros possam confiar!

REFLEXÃO: “O remanescente de Israel não cometerá iniqüidade, nem proferirá mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa” (Sf 3:13, ARA).


28 de novembro Sexta-feira

Integridade

Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal. Jó 1:1

Quer queiramos ou não admitir, a igreja de nossos dias está atravessando uma grave crise de integridade.

Uma das mais simples definições de integridade é a qualidade de ser autêntico, transparente, honesto. É demonstrar o que realmente eu sou nos meus negócios, na minha empresa, na minha congregação religiosa, no meu lar. Mas, não vamos pensar naquele membro da igreja, naquele pastor, naquele empresário, naquele outro.

Façamos um pacto, você e eu: vou pensar só em mim e você vai pensar só em você, e vamos fazer algumas perguntas bem pessoais: Tenho sido íntegro e fiel como foi Jó? Como as pessoas me vêem no meu ambiente de trabalho, nos meus negócios, no relacionamento com meus clientes e fornecedores, na escola, na universidade, na igreja, na comunidade em que vivo?

Ouvi do pastor Ruy Nagel a história de uma senhora cristã que precisava desesperadamente vender um imóvel para poder liquidar uma hipoteca. Quando alguém ia ver o imóvel, ela sempre dizia: “Esta pode ser uma boa compra, mas quem adquirir o imóvel terá que trocar a caldeira por outra nova.” Diante disso, muitos acabavam desistindo.

Então, a filha, aborrecida com essa atitude da mãe, disse-lhe: “A senhora sempre tem que informar aos compradores a respeito da caldeira, mamãe?” “Creio que sim, minha filha. Não conheço nenhuma declaração bíblica que diga que devemos dizer a verdade sempre que pudermos e mentir quando for conveniente.”

Um último interessado, depois de ouvir todas as explicações, disse: “Negócio feito. Sou técnico em caldeiras e eu já sabia do problema. O que poderia me deixar preocupado seria a senhora não me dissesse nada acerca da caldeira, porque, então, eu poderia pôr em dúvida as demais informações. Agora, me sinto seguro para comprar o imóvel.”

O que você acha desse testemunho?

Vamos fazer o seguinte: Logo abaixo, vou parafrasear o verso de hoje e você vai colocar nos espaços em aberto o nome da sua cidade e seu nome, e façamos deste verso uma mensagem direcionada para mim e para você. Que o Senhor Deus nos ajude nessa nossa avaliação pessoal.

REFLEXÃO: Há um homem, ou uma mulher, na cidade de ______, cujo nome é ______. Homem, ou mulher, íntegro(a) e reto(a), temente a Deus e que se desvia do mal.


29 de novembro Sábado

Um Homem de Deus

Você é o Meu servo, [...] você não precisa ter medo porque Eu sou o seu Deus. Isaías 41:9, 10, BV

Deus sempre cuidou dos Seus servos. Os primeiros missionários de nosso país foram homens destemidos, imbatíveis e consagrados. Embrenhavam-se pelos sertões cavalgando, sem o mínimo de conforto, sem saber onde passariam a noite e como se alimentariam, mas Deus nunca os desamparou. Visitavam pessoas nas fazendas e sítios e pregavam a Palavra de Deus. Corações eram tocados e muitos eram convertidos pelo poder do Espírito Santo.

Tive o privilégio de conhecer o saudoso pastor Luiz Braun. Era um homem poderoso na oração! Quando ele orava, até os demônios se retiravam espavoridos, como aconteceu certa vez numa cerimônia batismal ao ar livre.

Em uma de suas muitas viagens pelo interior de Minas Gerais, ele chegou à nossa casa, na fazenda, onde sempre se hospedava. Passou alguns dias conosco, visitando os crentes e animando-os na fé. Como tinha que continuar viagem pela Zona da Mata para visitar outros crentes, batizar e ministrar-lhes a Santa Ceia, pediu ao meu pai um cavalo emprestado. Na ocasião, meu pai não tinha um animal disponível, no entanto, meu tio lhe emprestou uma mula.

Quando meu pai ficou sabendo em que animal o pastor havia viajado, ficou muito preocupado, pois era uma mula brava e de difícil manejo. Então, falou ao meu tio que ele não devia ter emprestado aquele animal.

– Mas foi ele quem a escolheu – respondeu meu tio.

O que mais meu pai podia fazer, senão orar?

Dois longos meses se passaram e um dia, numa bela tarde de verão, surgiu lá, à distância, um vulto conhecido. Era o pastor Braun.

Meu pai, contente, mas surpreso, lhe perguntou: – Pastor Braun, como se comportou a mula? – A resposta foi surpreendente:

– Esse bicho é muito bom, Sr. Garcia! Se eu tivesse dinheiro o compraria para mim – e a seguir começou a falar com a mula e acariciá-la.

Meu pai quase não podia acreditar no que via. Para ele era um milagre! Por certo, um anjo acompanhou o pastor em toda essa viagem, protegendo-o, para que nada acontecesse ao servo de Deus. – EGS

REFLEXÃO: “Sê forte e corajoso; não temas, [...] porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares” (Js 1:9).


30 de novembro Domingo

Além do Convencional

Beba água do córrego e coma o que os corvos lhe trouxerem, pois Eu dei ordens a eles para trazerem alimento a você. 1 Reis 17:4, BV

Elias sofria, juntamente com seu povo, os resultados da falta de chuva e da guerra espiritual que se travava entre as forças do bem e do mal, nos dias do rei Acabe e de sua ímpia esposa, Jezabel. Todas essas calamidades eram conseqüências da apostasia da nação israelita contra Deus.

Deus atendia às orações fervorosas do profeta e o protegia porque ele era fiel ao cumprimento da missão que o Senhor lhe confiara.

Então, surgiu a providência divina de maneira nada convencional, fora de qualquer método usual que alguém pudesse imaginar. Deus ordenou a Elias que se escondesse às margens do ribeiro de Querite, para se proteger em meio às saliências e reentrâncias das montanhas que margeavam aquele regato. Além de beber da sua água e comer o pão e a carne que lhe seriam servidos pelos corvos. Dá para entender?

Deus poderia ter enviado anjos para socorrer Seu servo, mas não o fez, por quê? Não sei. Só sei que Deus tem métodos além do convencional para realizar Seus planos.

Deus é o Senhor de Seus caminhos. Com essas coisas um tanto estranhas para nós, Ele deseja nos ensinar lições que gerem confiança em Sua providência. Bem próximo da segunda vinda de Cristo, haveremos de ver coisas extraordinárias em favor dos que Lhe forem fiéis, pois em meio às perseguições e sofrimentos “o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas” (Is 33:16).

E se, em nossa última jornada rumo à nova “Terra Prometida”, tivermos que enfrentar “Acabes” perseguidores e “Jezabéis” idólatras, com insinuações e ameaças, com fome e sede literal e espiritual, com os recursos se escasseando e com falta do básico para a sobrevivência, ouçamos o que diz nosso Deus: “Beba a água do córrego e coma o que os corvos lhe trouxerem, pois Eu dei ordens a eles para trazerem alimento a você.”

Jesus nos socorrerá em todo o tempo da nossa caminhada terrestre. As sombras da Sua misericórdia e o calor do Seu amor nos protegerão dia e noite, até chegarmos ao lar!

REFLEXÃO: “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos” (Tg 5:17). Assim como protegeu a Elias, da mesma forma Deus nos protegerá.