1º de maio

Suco de Uva Derramado

Fazei isto em memória de Mim. Lucas 22:19.

Com o passar dos anos e pelo fato de que a luta com o pecado nunca nos abandona, o sacrifício que Jesus fez ao derramar Seu sangue e morrer na cruz se tornou muito significativo para mim. Na cerimônia da Santa Ceia, encho-me com um senso de reverência ao participar do pão e do vinho. Os símbolos me fazem lembrar do corpo dilacerado e do sangue derramado de Jesus, oferecidos não só por mim pessoalmente mas em favor de todos os que O aceitam.

Na igreja que freqüento, uma música suave é tocada ao longo de toda a cerimônia. A atmosfera é de quietude, reflexão e reverência, enquanto a história da Última Ceia é trazida perante os membros e os emblemas são passados para que toda a igreja participe deles. Após essa participação, todos se dão as mãos para a oração antes de cantar o hino de encerramento.

Como organista, não sou deixada de fora, pois após o hino alguém é encarregado de ir até o órgão e fazer oração enquanto eu também participo dos emblemas. Numa dessas ocasiões (para constrangimento do ancião que me servia), o pequeno cálice de vinho acidentalmente caiu, fazendo com que seu conteúdo se derramasse na minha roupa. A experiência serviu a um bom propósito, já que refleti sobre a realidade do sangue purificador do pecado que Jesus derramou sobre todo o meu ser, e não apenas aquela pequena quantidade do copinho, usada como símbolo. Nós dois captamos o significado dessa expressiva lição objetiva e, desfeito o embaraço, apreciamos juntos uma bênção maravilhosa.

Tenho freqüentemente pensado naquele tempo distante, quando inocentes cordeiros eram mortos em lugar do pecador. Quão horrível deve ter sido, pois uma morte só não cobria permanentemente o pecado, e cordeiro após cordeiro tinha de pagar o preço. Nunca mais voltariam à vida novamente, ao contrário do que aconteceu com o ressurreto Cordeiro de Deus, o vitorioso Salvador da humanidade.

Podemos regozijar-nos na promessa de João 3:16: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna." Isso me dá uma extraordinária esperança, confiança e a garantia do dom do Calvário, pois quando o pecado significa morte, Jesus dá vida.

Ao participar da Ceia do Senhor, desejo trazê-Lo à memória e algum dia poder dizer "Muito Obrigada" ao meu Salvador, face a face.

Lyn Welk-Sandy


2 de maio

Encontro com uma Serpente

Porque ele Me ama, Eu o resgatarei; Eu o protegerei, pois conhece o Meu nome. Salmo 91:14, NVI.

A Palavra de Deus nos conta que Satanás se disfarçou de serpente e enganou nossos primeiros pais. Deus amaldiçoou a serpente e introduziu a inimizade entre ela e a mulher, entre sua descendência e a dela. A descendência da mulher lhe esmagaria a cabeça, disse Deus, e a serpente Lhe feriria o calcanhar. Essa inimizade tem persistido, uma luta contínua de vida e morte entre o homem, a mulher e a serpente.

Sempre senti medo e pavor de cobras, mas não havia tido a má sorte de encontrar uma até uma bela tarde de sexta-feira. Fui ao banheiro limpar algumas coisas antes de ir ao culto de pôr-do-sol. Eu estava parada na frente da banheira quando um objeto caiu de lugar nenhum sobre a minha cabeça. Instintivamente, abaixei-me e usei a mão para empurrar o objeto para dentro da banheira. Para meu horror, era uma grande cobra verde! Meus gritos atraíram o guarda, que lutou com a cobra que agora tentava sem sucesso sair da escorregadia banheira. Sua cabeça foi mais uma vez esmagada na morte.

Naquela noite, por ocasião do culto de pôr-do-sol na igreja, contei minha história. O testemunho do guarda foi: "Irmã, Deus a ama. Aquela cobra era venenosa." Uma menina acrescentou: "Tia, Deus a ama. Foi assim que meu pai morreu. A cobra se enroscou ao redor do pescoço dele e o sufocou e picou até a morte."

Desde aquele dia, não tenho deixado de agradecer ao meu Deus e Salvador por ter-me livrado de uma morte prematura. Eu não tinha consciência de que uma serpente aguardava para me atacar, mas Jesus conhece todas as armadilhas do inimigo e providenciou um escape de acordo com Sua promessa. Aquele que fez a promessa é fiel.

"Porque ele Me ama, Eu o resgatarei", diz o Senhor. Não podemos livrar a nós mesmos; o inimigo pode ser muita coisa para nós. Muitas vezes as suas tentações são mais do que poderosas, mas Cristo nos oferece o Seu poder de livramento. Devemos depender completamente dEle e entregar-nos a Ele. Cristo nos livra; com Cristo e por Cristo, somos completamente libertos.

Prometi servir a Jesus enquanto viver, pois Lhe devo a minha vida. E você?

Sal Okwubunka


3 de maio

O Consolador Chegou

E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco. João 14:16.

Alguma vez você já passou por uma situação na qual parecia não conseguir ar suficiente para os seus pulmões? Como enfermeira formada, já vi situações como essa. Várias vezes atendi pacientes assim, mantendo desimpedidas as vias respiratórias e freqüentemente lhes administrando oxigênio. Já experimentei eu mesma esse problema respiratório específico – duas vezes. Só depois de passar pela experiência da inegável "fome de ar" é que se pode realmente entender o que se sente.

Assim foi há pouco tempo, quando comecei a apresentar de novo um problema respiratório. Por alguns dias eu parecia estar dando conta dele, mas de alguma forma as noites parecem piorar qualquer problema com o qual convivo durante o dia. Numa noite em particular me senti muito cansada, tentando acabar todas as tarefas cotidianas à mão. Então o Espírito Santo me impressionou a deixar as tarefas e recolher-me ao leito. Preparei-me e me deitei.

Nem dez minutos mais tarde, descobri que estava tendo dificuldade, e a "fome de ar" me levava a levantar com freqüência, deixando-me totalmente exausta. Estava a ponto de chorar quando senti o próprio Jesus curvando-Se sobre mim. Parecia que Ele também estava querendo chorar. Então ouvi o Consolador falando: "Não sou o tipo de Deus que vai embora quando você está doente. Estou com você; você ficará bem. Mas amanhã, vá ver seu médico." Reconfortada, acomodei-me e caí no sono.

Antes de partir deste mundo, Jesus prometeu aos Seus discípulos que não os deixaria sem conforto. Prometeu enviar a terceira Pessoa da Divindade – o Espírito Santo – como Consolador. Sei que a promessa de Jesus, dada há dois mil anos, é igualmente relevante e preciosa aos Seus seguidores hoje. Sei que ela é relevante e preciosa para mim!

À semelhança de Jesus Cristo, devo ser dependente do Pai. Ele me mostrou que tenho o Consolador.

Sou grata a Deus por Seu Filho, que deixou de lado Sua onipresença para vir à Terra por mim. Agradeço-Lhe o exemplo de Seu Filho, que dependia exclusivamente do Pai, e o consolo do Espírito Santo.

Louvo-Te, Pai, por Teu consolo, mesmo quando não me sinto aflita.

Madge S. May


4 de maio

Férias

Na casa de Meu Pai há muitas moradas. ... Vou preparar-vos lugar. João 14:2.

Imediatamente após a assembléia mundial da Igreja em 2005, minha família e eu retornamos a Trinidad, nossa pátria, para um mês de férias. Aqueles que trabalham para a igreja num país que não seja o seu, têm o direito de retornar a cada ano ou dois para as férias. É um período para repousar, recuperar-se, permanecer em contato com a família e velhos amigos, e refletir sobre o chamado que Deus colocou em sua vida e que os afasta de seus lares para uma terra diferente.

Nessa viagem, particularmente, eu tinha muita coisa em que pensar. Estava assumindo maiores responsabilidades no meu trabalho e sentia preocupação quanto à minha capacidade de fazer tudo o que Deus colocava sobre mim. Lembro-me de estar deitada sobre a areia branca da praia de Pigeon Point, Tobago, ouvindo o quebrar de ondas calmas na praia.

Quando penso naquelas férias memoráveis e alegres, vejo um paralelo com o Céu. Jesus foi preparar-nos um lugar no Céu. Essa é a Sua promessa para nós. Esta Terra não é nosso lar, e anelamos um lugar melhor. Nós, cristãos, desejamos estar onde nosso Salvador está, e esse lugar é o Céu.

O Céu vem sendo preparado para os filhos de Deus que trabalham numa terra que não é o seu lar. Deus lhes fez um chamado para ir e contar ao mundo acerca de um Salvador que veio e morreu, para que todos recebam a salvação. Mas muitas vezes nos sentimos como estrangeiros numa terra estranha. Perguntamo-nos se temos a capacidade de fazer tudo o que Deus nos chama a fazer. Trabalhamos arduamente e a jornada é longa, mas ainda temos a esperança de gozar nossas intermináveis férias celestiais.

Será um tempo de repouso e recuperação. Um tempo de estarmos em contato com familiares e velhos amigos. E, sim, um tempo de refletir sobre a bondade de Deus para conosco. Quando penso nesse tempo, sei que com a ajuda de Deus posso trabalhar agora neste território estranho chamado Terra. Sei que posso fazer todas as coisas porque Ele me dá forças. E sei que um dia poderei deitar-me na areia perto do mar de vidro e deleitar-me no gozo do amor de meu Pai.

Heather-Dawn Small


5 de maio

Ele Cuida de Mim

Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal. Mateus 6:34, NVI.

Dirijo seminários com uma equipe de jovens da parte ocidental da Nigéria, onde moramos. Certa vez fomos convidados a ir para Umuahia, no leste, para um seminário de final de semana. Por causa da distância, tivemos de ir de avião de Lagos a Port Harcourt, o aeroporto mais próximo do nosso destino. Estávamos atrasados para chegar ao aeroporto e tínhamos só 20 minutos para comprar a passagem, despachar a bagagem e embarcar. Mas conseguimos, e depois de um vôo de 50 minutos chegamos a Port Harcourt. Retiramos toda a nossa bagagem – com exceção da minha mala, que continha tudo de que eu necessitaria para o fim de semana, incluindo o material do seminário. Fiquei realmente preocupada. Como me arranjaria durante o fim de semana e como apresentaria as palestras?

Entramos em contato com as autoridades do aeroporto de Lagos e solicitamos que nos ajudassem a procurar a mala e enviá-la para Port Harcourt. A sexta-feira e o sábado chegaram e foram embora, e consegui arranjar-me com a roupa do corpo, lavando e passando-a repetidas vezes ao longo do final de semana. Fui a uma loja comprar um conjunto para ter algo diferente para vestir no sábado. Recuperei o material do seminário com outras pessoas e, com o auxílio do Espírito Santo, apresentei minhas palestras.

Partimos para Lagos no domingo sem sequer ter notícias da minha mala. Ah, como eu havia orado – como nunca antes! Toda vez que pensava no conteúdo da mala, eu suspirava e orava. Foi realmente um teste de fé.

Quando voltamos para casa, fiquei sabendo que a mala fora encontrada e despachada para Port Harcourt, mas nos garantiram que ela seria trazida de volta. Tive de sair de Lagos sem minha mala, mas na terça-feira ela chegou com o seu conteúdo intacto.

Deus inegavelmente vigiou minha mala sem etiqueta de identificação. Não há dúvida quanto a isto: qualquer pessoa poderia ter tomado a mala e destruído seu conteúdo, se não ficasse satisfeito com ele. Mas como o Pai que me enviou me ama, Ele guardou a mala em segurança. Louvado seja o Senhor! Ele Se importa conosco e cuida de nós.

Becky Dada


6 de maio

Salvo!

Tirou-me de um poço de perdição, dum tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. Salmo 40:2.

Salvei a vida do menino naquele dia. Mas se eu não tivesse estado lá, outra pessoa o teria salvado. Mesmo assim, foi uma sensação boa.

Era primavera, e meu esposo e eu visitávamos amigos na província canadense de Saskatchewan. Enquanto os homens semeavam os campos, as mulheres levaram a nós e as crianças a um lindo lago escondido entre árvores em algum ponto daquela campina. Era um local tranqüilo. O atracadouro havia acabado de ser erguido de sob a superfície do lago, e Blaine, o filho de três anos de minha amiga, estava parado na outra extremidade, olhando para a água. Sua mãe o advertiu a tomar cuidado.

De repente, seu corpinho afundou na água profunda. Engolimos em seco ao mesmo tempo. Meu esposo não sabia nadar, e as duas mulheres tinham bebês nos braços. Assim, disparei pela areia e fui para o longo ancoradouro. Miraculosamente, Blaine foi à superfície justamente na extremidade do atracadouro e enquanto eu corria na sua direção a sua cabecinha estava acima da água e os braços, estendidos. Orei fervorosamente para que ele permanecesse ali, a fim de que eu não tivesse de mergulhar na água sombria à sua procura.

Quando procurei reduzir a velocidade ao me aproximar da extremidade do dique, descobri por que Blaine havia caído – as pranchas molhadas eram mais escorregadias que uma placa de gelo. Temendo deslizar para dentro da água também e cair em cima da aterrorizada criança, coloquei-me de joelhos e depois me deitei de barriga, estendendo meus longos braços para os lados a fim de agarrar as extremidades do ancoradouro. Quando parei, meu queixo estava na ponta do estrado, e meus olhos diante dos olhos de Blaine. Estendendo a mão, tirei-o da água fria e escura.

Ele tremia incontrolavelmente enquanto voltávamos para a praia e para sua mamãe. Ainda vejo seus bracinhos estendidos, clamando por salvação de sua líquida sepultura. Eu teria feito qualquer coisa humanamente possível para tirá-lo para fora.

Quão mais desesperadamente nosso Pai celestial deseja tirar-nos do poço do pecado! Estão os nossos braços estendidos para Ele?

Dawna Beausoleil


7 de maio

Olhe Antes de Pular

Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-Lo ali! Não acrediteis. Mateus 24:23.

Enquanto crescíamos, meu irmão, minha irmã e eu freqüentemente ouvíamos nossos pais dizerem: "Olhe antes de pular." A frase ainda me vem à mente – tenho visto e ouvido muitas experiências de erro de avaliação.

Tendo trabalhado com crianças, já vi troca de objetos por parte de colegas de turma, como mochilas, lancheiras, bonés e outras coisas. A jaqueta de um dos meus alunos da primeira série foi levada por outro no fim do dia de aulas e a criança só foi perceber que ela não era sua no dia seguinte. Fui cumprimentada por duas mães ansiosas e dois meninos com jaquetas parecidas – a mesma cor, o mesmo modelo, mas tamanhos diferentes. Houve um final feliz e me lembrei da frase favorita dos meus pais: "Olhe antes de pular."

Eu também já fui culpada de erro de avaliação. Um dia saí do shopping e fui para o estacionamento, onde havia deixado meu carro. Enquanto caminhava na direção do carro e apertava o botão do controle remoto, não ouvi o som do clique. Apertei de novo. Nada. Antes de entrar em pânico, comecei a repetir uma das minhas frases preferidas (que meus três netos passaram a conhecer desde que eram bebês): "Senhor, tem misericórdia; dá-me forças." Antes de apertar o botão pela terceira vez, olhei para dentro do carro. Vi pacotes no banco da frente. Eu não havia deixado pacotes. Eu estava tentando destravar um carro que parecia o meu – a mesma cor, o mesmo ano – mas não era meu. O meu carro se encontrava duas vagas de estacionamento adiante. Final feliz.

Esses equívocos, todavia, podem ter (e muitas vezes têm) finais infelizes. Algumas pessoas identificadas equivocadamente têm sido assassinadas, ou encarceradas durante anos, só para ser consideradas inocentes mais tarde. A vida é um processo de aprendizado e já aprendi que não se pode depender exclusivamente da aparência exterior para fins de identificação. Sou grata a Deus por Suas palavras em Mateus 24, e pelo privilégio de ter ligação com Ele, o Bom Pastor, que conhece as Suas ovelhas e sabe até o número de fios de cabelo da minha cabeça. Oro para permanecer em íntima ligação com Cristo, para que quando Ele vier nas nuvens com poder e grande glória não haja troca de identidade. Saberei que é Ele, meu Redentor.

Annie B. Best


8 de maio

Porto da Graça

Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Hebreus 4:16.

Os "chás para bebê" são ocasiões muito alegres! Nós, mulheres, gostamos de comprar e dar aqueles vestidinhos com babados e chapeuzinho combinando, ou os macacõezinhos de marinheiro. Sempre gosto de ser convidada a falar no momento devocional e a orar pela mãe e o bebê.

Um desses chás, entretanto, foi diferente. Não porque o bebê tivesse a cabecinha coberta de lindos cabelos ruivos. Não porque a mamãe gostasse mais dos brinquedos com som de animais do que o próprio bebê. Não, esse chá foi diferente porque a mãe estava combatendo um câncer.

Seria surpresa se ela desse à menininha o nome de Graça? Aos seis meses de gravidez, os médicos diagnosticaram em Joyce o mal de Hodgkin, um câncer do sistema linfático. Os médicos garantiram que o bebê nasceria bem, e no tempo certo, mas você sabe como são as mães – nem sempre é fácil expressar preocupações em oração. A menininha Graça nasceu saudável e feliz. Que graciosa dádiva de Deus!

Versos bíblicos como 2 Tessalonicenses 2:16, que inclui a palavra "graça", têm um duplo significado especial para Joyce: "Deus, nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça."

A Gracinha continua sendo uma dádiva especial de Deus, cheia de esperança. Quando Joyce volta para casa depois de uma sessão de quimioterapia, supera a náusea e a fadiga acalentando seu bebê. Gosta inclusive de dar as mamadas noturnas, mais uma oportunidade de acariciar e aconchegar a si a bebê Graça. São períodos de paz e serenidade, momentos de deleite com o encanto de uma nova vida, um tempo de agradecer as bênçãos de Deus.

No seu chá mencionei como esse fato me lembrava do nome Havre de Grace, uma calma cidade em Maryland, junto à baía Chesapeake. Significa Porto da Graça, ou Porto da Misericórdia. Para Joyce, o seu bebê é o seu porto da graça, seu refúgio, um lugar de paz e alegria em meio às rudes tormentas do tratamento contra o câncer. Graça é o seu lembrete – um lembrete muito tangível – de que Deus é o seu Havre de Grace definitivo, seu Porto da Misericórdia, seu Abrigo em meio às tormentas da vida.

Permita que Deus seja o seu Havre de Grace. Ele diz: "A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza" (2 Coríntios 12:9). "O Meu poder é mais forte quando você está fraco" (NTLH).

Heide Ford


9 de maio

Amigas Para Sempre

Em todo tempo ama o amigo. Provérbios 17:17.

Quando crescíamos no Sul, minha única irmã, quatro anos mais nova, costumava realmente me deixar "à beira de um ataque de nervos". Ela parecia um bebê chorão, que ficava chupando o dedo, e os quatro anos que nos separavam eram como um abismo devido ao qual ela não entendia nada do que eu tentasse explicar. Uma vantagem da qual me lembro, entretanto, era que eu mandava que ela perguntasse à Querida (como afetuosamente chamávamos nossa mãe) se podíamos fazer ou ter isto ou aquilo, quando eu desconfiava que para mim a resposta seria negativa. E funcionava. Ela fazia a pergunta e recebia um "sim" com mais freqüência do que um "não". Afinal de contas, era a caçulinha de um clã de quatro meninos e nós duas, meninas. Para falar a verdade nunca brincávamos juntas, pois ela era "novinha" demais. Eu era mais velha. Ela, tão infantil!

Então alguma coisa aconteceu, de modo quase imperceptível. Ela começou a crescer e aqueles quatro anos não pareciam mais o enorme vácuo que costumava ser. Primeiro, ela era adolescente; depois, de alguma forma, tornou-se adulta. Foi durante aqueles anos entre a adolescência e a idade adulta que acabamos por nos tornar amigas.

Hoje somos adultas maduras, ela em Ohio e eu em Nova York; eu na meia-idade e ela me seguindo de perto. A despeito dos quilômetros que nos separam durante nossa vida adulta, temos continuado a cultivar a amizade que começou, como parece agora, séculos atrás. Sim, ela é uma das minhas melhores amigas. Conversamos por telefone pelo menos quatro vezes por semana e nos visitamos várias vezes por ano. Sempre aguardo com ansiedade as ocasiões em que viajo a Ohio para passar algum tempo sozinha com minha irmã. Na realidade, não fazemos muita coisa além de sentar-nos e conversar acerca de nossos filhos, da bondade de Deus, de nossa falecida mãe, dos nossos irmãos implicantes e, sim, até daqueles anos do nosso crescimento no Sul.

Sou grata a Deus pela amizade da minha irmã. Faz-me pensar no dia em que meu Amigo Jesus e eu nos assentaremos simplesmente para conversar – acerca das minhas lutas aqui embaixo, de quantas vezes Ele me livrou de perigos, de como me concedeu forças para vencer tentações e provas difíceis. Sim, e Ele me fará lembrar do Seu grande amor por mim, amor que Lhe deu a disposição de entregar Sua vida no Calvário. Simplesmente ficaremos sentados conversando e desfrutando a companhia um do outro. Que dia será aquele!

Glória Stella Felder


10 de maio

Deixe que Jesus a Alimente

Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Mateus 11:28, 29.

Ocorreu nas primeiras horas de uma manhã cinzenta, quando os pescadores de homens haviam retornado à sua ocupação anterior como pescadores de peixes. O que mais lhes caberia fazer? Jesus não era mais parte da vida deles. Com os próprios olhos, haviam-nO visto pregado à cruz. Testemunharam aquela cruz sendo fincada no chão no alto de um monte. Ouviram Seus brados agonizantes. Contemplaram-Lhe o corpo flácido, sem vida, sendo erguido das traves de madeira e então ocultado por trás de uma enorme pedra.

Lembranças de milagres, retalhos de conversas, risos espontâneos enquanto andavam pelos campos de trigo pareciam fora de foco em sua mente. Procuravam recordar as refeições que haviam tomado juntos, os conflitos que haviam suportado, os céus estrelados contra os quais tinham visto a silhueta de Jesus a orar enquanto eles se acomodavam para dormir, mas aquilo não lhes trazia conforto. Como ansiavam pela presença de Jesus! Com o coração cheio de desespero, procuravam adaptar-se aos dias sem Jesus.

Haviam passado uma noite inteira pescando, só para acabar com uma rede vazia combinando com seu coração vazio. Foi então que ouviram Jesus a chamá-los. Como resultado de Seu primeiro chamado, suas redes vazias se encheram. Como resultado de Seu segundo chamado, tornaram-se os convidados dEle para o desjejum.

A cena daquele desjejum é um quadro a ser considerado. Jesus Cristo, Aquele que acabara de esmagar o poder do pecado, sentado diante de uma fogueira, preparando uma refeição para aqueles que dEle precisavam. As mãos recentemente cicatrizadas se estenderam para alimentar aqueles que se apresentavam diante dEle de mãos vazias. Alimentou-os com aquilo de que mais necessitavam – Sua presença, garantindo-lhes que nunca estariam sós, e Seu poder, garantindo-lhes que o Salvador que vencera a morte podia também dar um jeito numa rede de pesca vazia.

Se você tem o coração repleto de vazio, tristeza, desânimo, ansiedade ou desesperança, lembre-se de que assim como Jesus supriu as necessidades daqueles pescadores, Ele anela suprir suas necessidades também. Jesus Cristo aí está para servi-la, para ministrar em seu favor, para alimentá-la com a nutrição de que você precisa para satisfazer a fome do estômago e a fome do coração.

Mary Barrett