1º de junho

Escondi a Tua Palavra no meu Coração

Escondi a Tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra Ti. Salmo 119:11, Almeida Revista e Corrigida.

“Se a Bíblia fosse proibida, você teria uma porção suficiente da Palavra escondida no coração para guiá-la em meio a crises futuras?” Essa pergunta feita por uma palestrante numa reunião do ministério da mulher me chamou a atenção. Ela explicou que os cristãos durante a Idade Média amavam a Palavra, memorizando-a, arriscando a vida e enfrentando a morte para não voltar as costas à verdade. Nos tribunais de justiça exigia-se de alguns, sob ameaça de morte, que citassem textos em apoio às suas crenças – sem a Bíblia.

Desejei então memorizar textos bíblicos. Mas como, e quando, encontrar tempo? As palavras da oradora permaneceram comigo: memorizar as Escrituras aumenta o nosso conhecimento de Deus, abre uma passagem para que Deus fale a nós, fortalece-nos contra o pecado, reduz o pensamento negativo, restaura-nos à Sua vontade e nos prepara para o serviço em favor dos outros.

Agora estou “quase persuadida” de que isso deve tornar-se uma prioridade na minha vida. Mas quando a ouvi citar Isaías 55:6 de memória – “Busquem o Senhor enquanto é possível achá-Lo; clamem por Ele enquanto está perto” (NVI) – foi como água para uma alma sedenta. Desejei poder esconder palavras como aquelas no meu coração e citá-las de memória. As quatro passagens das Escrituras fáceis de memorizar que ela distribuiu para nós como ponto de partida se tornaram tesouros para mim.

Como poderia eu fazer com que a memorização acontecesse no meio do meu agitado estilo de vida? O problema foi facilmente resolvido. É meu costume orar durante minha “caminhada pró-saúde” todas as manhãs. Decidi dedicar a metade do meu tempo de oração à memorização. Na manhã seguinte, fiz uma cópia de Isaías 55 antes de sair de casa e a enfiei no bolso. Enquanto caminhava numa nublada manhã de novembro, passei da oração para a memorização. Fui em frente, confiando à memória duas a quatro linhas por dia. No dia seguinte acrescentava mais duas linhas novas e recapitulava o que havia aprendido no dia anterior.

Isso começou há um ano. Memorizei aquelas quatro passagens, incluindo Isaías 55, Salmo 119:9-16, Provérbios 2 e Salmo 27. Aprendi que é mais fácil memorizar um capítulo inteiro do que um verso apenas. Verdadeiramente posso dizer que escondi Sua Palavra no meu coração! Por que não participar comigo desse emocionante desafio?

Nancy Van Pelt


2 de junho

Garotinho de Fé

O fato fundamental da existência é que essa confiança em Deus, essa fé, é o firme fundamento de tudo o que faz com que a vida valha a pena. É o nosso esteio para aquilo que não podemos ver. Hebreus 11:1, versão Message.

Nós (meus pais, irmãs e suas famílias) estávamos num acampamento para trailers em Scarborough, Inglaterra. Era o lugar perfeito para famílias. Algumas áreas estavam repletas de fósseis para serem escavados por qualquer pretenso arqueólogo; havia uma praia com muitas pedrinhas na qual se divertir, e o famoso spa vitoriano da cidade. Havíamos passado momentos agradáveis, mas agora era hora de partir. Parei na claridade do sol antes de entrar no trailer. Ao colocar um casaco na mala, senti um puxão na barra da minha blusa. Meu sobrinho de quatro anos foi insistente: “Você tem que orar agora. Perdi uma coisa. Deus vai nos ajudar a encontrá-la.”

Não me lembro de qual era o objeto perdido, embora me recorde de que era muito pequeno. Também me lembro de que me senti humilde diante do pedido de Louis. Foi enternecedor o fato de ele haver me escolhido para ajudá-lo a orar. Mas agora eu tinha um problema. O que aconteceria com a fé do garotinho se não achássemos o seu tesouro perdido?

Em silêncio, me coloquei a um lado, inclinei a cabeça e falei com meu Salvador: “Escuta, Senhor, aqui está algo para que resolvas. Louis Te colocou à prova. Essa questão fica entre Ti e ele. Que Tua luz brilhe sobre nós. Por favor, ajuda-nos agora.” Fui insistente assim como meu pequeno sobrinho havia sido, embora soubesse que minha fé não era tão forte como a dele.

Foi então como se uma suave mão pressionasse minha cabeça inclinada ainda mais para a frente. Assustada, abri os olhos. O tesouro de Louis estava no chão, exatamente diante de mim. Deus me havia mostrado onde procurar. Chocada com aquela resposta instantânea, pensei na fé daquele pai nos tempos evangélicos. Ele sabia que Jesus resolveria o problema. “Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!” (Marcos 9:24, NVI). Percebi então o que Louis, aos quatro anos de idade, já sabia. Não havia razão para duvidar.

Humilhando-me novamente, louvei a Deus por ter dado evidência de Seu caráter divino. Sei que não posso duvidar de Sua Palavra só porque não entendo os mistérios da providência de Deus. Ele sabe como lidar com meus problemas.

Pai, permite que a luz da Tua verdade brilhe dentro da minha vida diária. Queima as sementes da dúvida que ainda permanecem em mim, por amor de Teu Filho, Jesus.

Winsome Dacres


3 de junho

Grama do Campo

Cuidem uns dos outros, para que nenhum de vocês deixe de alcançar as melhores bênçãos de Deus. Vigiem para que nenhuma amargura crie raiz entre vocês, pois quando ela brota, causa profunda perturbação, prejudicando muitos na sua vida espiritual. Hebreus 12:15, BV.


O maior desgosto dos jardineiros da minha região é a grama do campo. A diferença entre ela e a grama de jardim se vê não só na textura diferente das folhas propriamente ditas, porém mais ainda quando olhamos por baixo da superfície da terra. As raízes da grama do campo são toscas e longas, estendendo-se em todas as direções a partir da planta-mãe. Se um pedacinho que seja da raiz é deixado no chão, tem o potencial de iniciar outra touceira de grama do campo. Essa grama cresce rapidamente e forma seu núcleo de sementes, dando-lhe a capacidade de reproduzir-se por sementes também.

A cada primavera encontro uma quantidade excessiva de grama do campo nos meus canteiros de flores. Embora no ano anterior eu tenha cuidadosamente arrancado as raízes do solo, parece que sempre sobram algumas para brotar e ir em busca da luz.

Podemos permitir que prolifere na nossa vida a grama do campo de hábitos, pensamentos e atos negativos. Permite-se que a boataria se espalhe como raízes da grama do campo. Podemos achar que abafamos alguma história questionável, quando de repente relatos aparecem numa outra área. Olhando por baixo, descobrimos que alguém achou que precisava perpetuar a fofoca. Sentimentos de suspeita e ressentimento encontram lugar em nossa mente, e nos demoramos neles até que cresçam e infectem os que se encontram ao nosso redor. Os mexericos freqüentemente se tornam mentiras; a suspeita faz com que percamos o respeito pelos outros, e o ódio para com outros pode tornar-se ódio contra nós mesmos.

Naturalmente não escolheríamos ter a vida cheia de grama do campo para destruir nossa beleza cristã. Podemos achar que ela só danificará outras pessoas, mas o maior dano é produzido contra nossa própria alma. A grama do campo é maldição nos nossos jardins. Assim também a grama do campo que permitimos brotar em nosso caráter é maldição para o nosso crescimento espiritual. Precisamos trabalhar incansavelmente para arrancar as raízes de nossa grama do campo particular. Graças ao Senhor, Ele está sempre presente para me ajudar a arrancar as raízes do negativismo na minha vida. Preciso apenas convidá-Lo a assumir o controle dos meus pensamentos, palavras e ações, e Ele me auxiliará enquanto luto para remover as raízes da minha grama do campo pessoal.

Evelyn Glass


4 de junho

Qual é a Minha Mentira?

Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo nAquele que é a cabeça, Cristo. Efésios 4:15, NVI.

Finalmente consegui. Comecei a rodada seguinte dos meus estudos. Não foi fácil. Nunca achei que ir além do meu título de bacharel fosse algo que eu devesse fazer. Eu gostava de aprender, mas detestava ser estudante. Como se não bastasse, usar a Internet para aprender era amedrontador.

Na primeira noite da aula de comunicação e ética, tivemos as costumeiras dinâmicas do tipo “vamos conhecer-nos”. Uma das brincadeiras foi: “Qual é a minha mentira?” Cada um deveria contar algo a seu próprio respeito, mas incluir alguma coisa que não era verdade. Então, se adivinhássemos qual era a mentira, seria a nossa vez de contar nossa história.

Fiquei muito intimidada. Primeiro, acerca do que eu poderia mentir? Fui criada para não fazer isso. Segundo, tinha de prestar atenção a cada participante e tentar descobrir qual era a sua mentira. Foi interessante, e na verdade uma forma singular de conhecer-nos uns aos outros. Descobri que a maior parte de meus colegas era de militares veteranos e funcionários do governo, e entendiam tanto de computador quanto eu.

Foi terrível supor o que era verdade e o que não era. Finalmente adivinhei a mentira de alguém, mas foi por puro engano! Eu seria a seguinte, mas simplesmente não conseguia pensar no que dizer. Assim, comecei: “Meu nome é Mary E. Dunkin, e sou parente distante da família Dunkin' Donut.”* Então continuei com o resto da minha história. Para meu espanto, ninguém conseguiu adivinhar o que não era verdade a meu respeito. Deixei perplexa a turma! Ficaram um tanto desapontados ao saber que Dunkin´ Donuts descreve o ato de embeber um donut em algum líquido – e a rede de lanchonetes não teve início com uma família chamada Dunkin! Também ficaram desapontados porque eu não distribuiria rosquinhas de graça.

Quando falamos, estamos “seguindo a verdade em amor”, como somos aconselhados a fazer? Na realidade, não importa se é com palavras, ações ou atitudes – falamos acerca de quem vive em nosso coração. Pregamos sermões incontáveis ao mundo através daquilo que fazemos e dizemos, bem como pela forma de agir.

Cuidemos para que nenhuma mentirinha se intrometa na mensagem que Deus quer que apresentemos ao mundo. Vamos torná-la cem por cento pura com o amor e a verdade de Deus.

Mary E. Dunkin

* N. da Tradução: Dunkin' Donuts é uma franquia de lanchonetes.


5 de junho

A Mulher com o Fluxo de Sangue

Quando ouviu falar de Jesus, chegou por trás dEle, no meio da multidão, e tocou em Seu manto, porque pensava: “Se eu tão-somente tocar em Seu manto, ficarei curada.” Marcos 5:27, 28, NVI.

A mulher com hemorragia – eu a imagino com freqüência, sangrando durante aqueles doze anos que mudaram sua vida. Ela vai de médico em médico, em busca de uma mensagem de cura. Se tivesse família, deve ter pensado: Como será a vida do meu esposo e dos meus filhos sem mim? Se fosse solteira, poderia ter pensado: Senhor, quem cuidará de mim quando eu não mais puder tomar conta da minha vida? Sente-se impelida a pensar em algo motivador: Tenho que encontrar um jeito de parar com esse sangramento, porque a vida do corpo é o sangue. Eu-eu-eu, gagueja ela, estou perdendo a minha vida. Debilitada, viaja para procurar outro doutor. Imagino a expressão aflita no seu rosto quando uma vez mais recebe aquela mensagem de secar a alma: “Não há cura humana para a sua hemorragia, senhora.”

A mulher continua em busca de cura porque se apegou a uma promessa. Tem a intuição de que será curada. Por que outro motivo teria procurado tantos médicos? Então ela ouve acerca de Jesus, e se aventura a sair para as ruas movimentadas naquele dia, uma mulher desesperada, iludida com uma promessa de cura. Ela sente que se tão-só puder sair, se tão-só chegar suficientemente perto do Messias, se tão-só tocar a orla de Seu manto, certamente será curada. E faz exatamente isso. Eu a imagino arrastando-se em meio à multidão. A mulher com o fluxo de sangue se aproxima suficientemente do Médico para Lhe tocar a orla do manto, e é curada.

Uma mulher com hemorragia. Às vezes, também sinto a desesperada necessidade de tocar a orla das vestes de Jesus, num esforço por ser curada de um fluxo que não tem alívio humano. Durante esses momentos, tento identificar-me com a mulher que sofre de hemorragia. Obrigo-me a sair para a rua. Medito nas palavras de Jesus. Repito as palavras de Deus para Ele. Vou à igreja para comungar com os santos de Deus. Encontro fé nessas atividades, um tipo de toque nas vestes de Jesus. Ah, como amo a Jesus por ter tornado acessíveis para mim essas atividades modernas que constituem o toque no Seu manto!

E como a mulher com o fluxo de sangue, sinto Jesus falando comigo: “Filha, a sua fé produziu a cura em você.” Amém, amém!

Ramona L. Hyman


6 de junho

Reflexos do Amor de Deus

Voltou Jesus a ensinar à beira-mar. Marcos 4:1.

“O amor de Jesus é mais vasto que o mar; sustém-me na provação.” As palavras desse antigo hino correram pela minha mente e me saíram dos lábios enquanto eu contemplava o belo e poderoso Oceano Pacífico. Eu caminhava pela última vez ao pôr-do-sol antes da nossa partida. Nossa família estava em férias no Havaí, uma experiência única na vida, repleta de horas felizes, belos crepúsculos, muito tempo para a família, bem como lembranças inesquecíveis.

Experimentamos o que havíamos esperado – que férias no Havaí giram em torno da água. Pelo menos quando você a ama como a nossa família ama, e ela está ao seu redor. Enquanto brincávamos no mar, caminhávamos pela praia e observávamos as poderosas ondas e os belos ocasos, encontrei muitos exemplos que me fizeram pensar no Criador e em Seus ensinos.

Enquanto nadava e boiava, subindo e descendo ao sabor das ondas, concluí que precisamos aprender a simplesmente boiar sobre os problemas da vida – em vez de lutar contra eles – e confiar em Jesus para permanecermos à tona. O avanço e o recuo diário das marés me fez lembrar dos altos e baixos na vida. Quando as ondas apagavam nossas pegadas e castelos de areia, pensei em como Jesus apaga nossos pecados. Quando uma inesperada onda me encharcou durante uma caminhada, refleti sobre como é importante estarmos preparados para as provações da vida. Em minha procura pela concha “perfeita”, lembrei-me de que ninguém é perfeito – nem eu, nem meu esposo, nem minha família. E nunca cheguei a encontrar a concha perfeita, apenas muitas conchas bonitas. Nos crepúsculos, entendi o fim inevitável das experiências e da vida como a conhecemos agora. Durante os freqüentes aguaceiros que cessavam tão rapidamente como haviam começado, pensei em estar preparada para a tristeza e para os banhos purificadores das chuvas de lágrimas. A chuva sempre trazia consigo o arco-íris, e diante de suas cores nítidas eu me lembrava das promessas de Deus para Seus filhos.

Pensando em partir, refleti sobre outro aspecto. Não precisamos estar na praia para que o amor de Jesus nos cubra – podemos estar em qualquer lugar. Mas precisamos colocar-nos na presença de Jesus, onde Seu amor nos alcance. Como? Passando diariamente tempo com Deus em Sua Palavra, obtendo dEle o conhecimento e aprendendo a confiar nEle.

Por favor, Senhor, mostra-me como sentir continuamente o Teu amor inundando a minha vida!

Judy Musgrave Shewmake


7 de junho

Hera Venenosa

Bendize, ó minha alma, ao Senhor e não te esqueças de nem um só de Seus benefícios. Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades. Salmo 103:2, 3.

Hera venenosa. Quase todo o mundo já ouviu essas palavras e sabe, pelo menos em certo grau, o horror que a lustrosa planta verde com folhas agrupadas pode causar quando pessoas de pele sensível se aproximam muito. Contraí a dermatite enquanto tirava ervas daninhas do pequeno bosque atrás da nossa casa. A hera venenosa não respeita os limites do gramado. Trepadeiras crescem espontaneamente em nosso bosque, e caules rastejantes de suas canas se haviam intrometido em nosso quintal. A superfície pegajosa dessas e de outras folhas me roçou, atingindo minhas roupas e a pele.

Eu deveria ter tomado um banho em água quente com espuma imediatamente, em vez de esperar até concluir outras tarefas. Nada parecia aliviar a resultante dermatite pruriginosa até que o médico aplicou uma injeção, e isso após três semanas de sofrimento. De agora em diante, devo tomar cuidado adicional e me proteger tanto quanto possível a fim de evitar essa crise alérgica.

A dermatite se assemelha ao pecado. Reconheço trepadeiras e arbustos venenosos e me mantenho afastada deles. Mas meu desastre foram os seus pequenos rebentos, camuflados por outras ervas e folhagens. Eu não os havia visto até que todas as ervas tivessem sido cortadas e eu já estivera em contato com eles. Como cristãos, encolhemo-nos horrorizados diante da idéia de cometer os pecados mais óbvios, como matar alguém, roubar um banco ou desviar dinheiro. Mas é fácil “encostar-se” ou ver-se enredado em alguns dos pecados mais “respeitáveis” antes de chegar a perceber o que está acontecendo.

Por nossa própria força, não podemos impedir que o pecado cresça e se espalhe em nossa vida, assim como não pude impedir que a erupção se espalhasse na pele. O pecado pode deixar cicatrizes permanentes – assim como a dermatite deixou efeitos duradouros em mim.

Precisamos da ajuda de Cristo, o Grande Médico – das injeções de amor e perdão que Ele nos pode aplicar. Assim como preciso de proteção contra a dermatite de contato, nós cristãos precisamos da proteção da armadura completa de Deus – o estudo regular de Sua Palavra, muita oração e a força que se pode obter pela freqüência regular à igreja.

O auxílio de Deus é a única maneira pela qual chegaremos ao ponto de reconhecer e evitar até os pequeninos brotos do pecado e alcançar a vitória total.

Bonnie Moyers


8 de junho

À Beira da Praia

Saíram de barco... Mas muitas pessoas os viram saindo e, correram adiante pela praia, esperando-os quando chegaram em terra. Marcos 6:32, 33, BV.

Amo o mar porque ele me traz uma sensação calmante à alma, e gosto de olhar as ondas se formando e gradualmente desaparecendo. O maná matinal à beira da praia de Hartenbos foi uma bênção.

Era grande o impulso que eu sentia de orar. Enquanto caminhava na direção da praia, junto com o restante do grupo do ministério da mulher, estava ansiosa para chegar à beira-mar e me reunir com quem quisesse fazer parte do meu grupo. Formamos um círculo, mas permanecemos quietas por um momento. Enquanto olhávamos uma para a outra, uma mulher disse: “Nós sabemos por que estamos aqui”. Assim, nos dividimos em duplas e começamos a orar.

De alguma forma, naquela manhã, senti a presença do Senhor e uma forte sensação de que Ele me falava do Seu jeito especial. Depois de orar, abraçamo-nos, dizendo: “Que Deus a abençoe.” Essas simples palavras fizeram com que eu me sentisse aquecida, de alma e espírito.

Depois de nos apresentarmos brevemente, virei-me e olhei para o mar. Vi um barquinho se afastando da praia com pessoas a bordo, mas havia uma figura em pé, que se destacava. Isso me fez lembrar de Jesus, assim como freqüentemente O vejo em ilustrações de livros religiosos ou rolos de gravuras. Na minha imaginação, essa pessoa se parecia com Jesus, fazendo-me recordar as multidões que observaram o Mestre Se afastando no barco, mas ainda ansiosas por ouvi-Lo falar. Sua partida não as impediu de correr de aldeia em aldeia para encontrá-Lo, e de finalmente chegarem ao Seu destino antes dEle, tão sedentas estavam pela Palavra de Deus.

Também senti que poderia ter corrido para encontrá-Lo do outro lado. Senti no coração o anseio por Jesus, por ver-Lhe o rosto. Aquela cena simples foi exatamente aquilo de que eu precisava. Muito obrigada, Senhor, pelo mar que criaste para me fazer lembrar de quão maravilhoso és.

Voltei para casa com o reavivado desejo de procurar oportunidades de fazer o que posso por Ele. Peço que me prepare para fazer o que Ele gostaria que eu fizesse neste mundo.

Ethel D. Msuseni


9 de junho

Trancada Para Fora!

Você é feliz. ... Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu. Mateus 16:17, 19, NTLH.

Eu estava frustrada e aborrecida! A porta do meu apartamento no porão estava trancada e eu não tinha a chave. A proprietária da casa, aparentemente, havia trocado a fechadura antes de eu me mudar, e não me havia dado a chave. Eu tinha as chaves da caixa de correspondência, do meu quarto e da porta externa da casa. Mas não tinha a chave de que precisava, e não havia percebido isso.

Nunca antes havia ficado trancada para fora sem a possibilidade de entrar – uma chave extra, um membro da família com uma chave ou alguém para me deixar entrar. Tentei algumas outras chaves que tinha. Uma delas entrou na fechadura mas não girava. Forcei, cutuquei e enfiei clipes de papel, lixas de unha e chaves de fenda. Mas o mecanismo da trava não cedia.

Quarenta e cinco minutos mais tarde, em desespero, finalmente chamei um chaveiro. Pouco depois do horário em que prometera chegar, ele apareceu com as ferramentas na mão. Dentro de segundos, ele me deu a má notícia: a fechadura era uma das “boas”, e por mais que eu a forçasse, não conseguiria entrar. Ele teria de perfurar a fechadura para soltar o mecanismo e depois substituir o cilindro com uma tranca nova (outra “boa”) e duas chaves. A proprietária estava fora do país e não consegui pensar em outro jeito de abrir a porta. Não tive escolha a não ser deixar que ele prosseguisse.

O chaveiro começou a trabalhar e em menos de quinze minutos a velha fechadura estava fora, a porta aberta e o novo cilindro instalado. Custo total? Incríveis 293 dólares. E teria custado mais 29 dólares se eu não efetuasse o pagamento à vista. Fiquei extremamente aborrecida! Aquilo não estava no meu orçamento. Mas me senti aliviada por poder voltar ao meu apartamento após o trauma daquela tarde.

Hoje pensei de novo em toda aquela situação da chave. Então entendi quão afortunada sou por não precisar preocupar-me com o pagamento de um preço absurdo para entrar no Céu. Não preciso esperar que Deus apareça com as ferramentas para destrancar a porta. Não é necessário forçar, cutucar e espetar para conseguir a entrada. E certamente não preciso tentar abrir a fechadura com uma gazua. O Proprietário do Céu me deu a chave e tudo o que tenho de fazer é inseri-la, destravar a porta e entrar na vida eterna! Muito obrigada, Senhor!

Iris L. Stovall


10 de junho

Outro Bom Samaritano

Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. Lucas 10:33.

Raquel entrou caminhando lentamente no pátio onde se realizava a barulhenta festa de formatura do ensino médio. Estava vestida de modo atraente, com um conjunto bege e blusa vermelha, com uma peruca grisalha completando o traje. Notei imediatamente as grandes contusões no seu rosto, mas não quis perguntar. Ela sofria de câncer já fazia muitos anos. Quando Robert passou por ela, perguntou-lhe sobre o acidente. Então fiquei sabendo da história.

Ela havia saído com seu cachorro para uma curta caminhada na sua rua. Ao retornar, escorregou e caiu. Ela não sabe exatamente o que aconteceu – talvez tenha tropeçado na correia do cachorro. Foi uma queda feia, e ela estava enfraquecida pelos anos de sua enfermidade. Em meio à dor, olhou para cima e viu um carro subindo a rua. Ouviu o motor sendo acelerado e então o carro sumiu na distância. Ela não conseguia levantar-se e ficou ali, deitada, sentindo dor e com o rosto ensangüentado. Um segundo carro apareceu; parou e o motorista se aproximou e a ergueu, ajudando-a a entrar na casa dela, que ficava perto. Permaneceu ali enquanto ela pedia ajuda, e só saiu quando teve certeza de que ela ficaria bem até que alguém chegasse.

Isso parece um pouco a história do Bom Samaritano, da Bíblia. Jesus contou essa história para ilustrar quem é nosso próximo. O homem jazia ferido e sangrando após o ataque dos assaltantes na estrada para Jerusalém. O sacerdote e o levita, que aos nossos olhos seriam os que ensinariam amor e solidariedade, olharam para o outro lado. Talvez tivessem importantes reuniões de comissão para assistir, ou vestes novas que não queriam sujar. O samaritano, de uma raça desprezada, não procurou ver se o homem era de seu grupo étnico quando parou para socorrê-lo. Colocou-o sobre o seu animal e o levou a uma hospedaria para recuperar-se. Pagou pelos cuidados para com ele e inclusive disse ao dono da estalagem: “Se houver mais despesas, eu o reembolsarei.” O samaritano estava disposto a dar do seu tempo e dinheiro para um estranho que era, na realidade, o seu próximo.

Hoje podemos acelerar nossas máquinas e prosseguir com velocidade – talvez tenhamos coisas importantes a fazer. Podemos achar que alguém se deterá para ajudar os necessitados. Talvez apareça alguém com mais tempo livre do que nós. Como cristãos, precisamos primeiro amar nosso Deus, e depois nosso dever é amar o próximo. Pare, estenda sua mão ajudadora hoje e seja outro bom samaritano.

Dessa Weisz Hardin