1º de julho

Que é Isso que Tens na Mão?

Perguntou-lhe o Senhor: Que é isso que tens na mão? Respondeu-lhe: Uma vara. Êxodo 4:2.

Conhecemos a história de Deus chamando Moisés para tirar os filhos de Israel do Egito. De todas as perguntas que Deus faz a Moisés em Êxodo 3 e 4, creio que a mais significativa se encontra no texto de hoje: “Que é isso que tens na mão?”

Por onde quer que eu viaje, encontro mulheres que me dizem não saber o que fazer para Deus. Pensam em muitas mulheres talentosas a quem Deus usou, mas não encontram nada em si mesmas que Deus possa usar. Algumas dessas mulheres gostariam secretamente de ser como suas irmãs mais “talentosas”. Outras ficam contentes por não terem aparentemente talento nenhum – assim, Deus não pode esperar muito delas.

Minha resposta tem sido contar-lhes a história de Moisés junto à sarça ardente. Quando Deus pediu que Moisés fosse o libertador de Seu povo, Moisés apresentou uma lista de desculpas. Em Êxodo 4:1, fala da possível incredulidade dos anciãos e líderes, quando os abordasse. Mas Moisés está realmente falando da falta de confiança em si mesmo. Quando considerava a sua vida, não via nada que Deus pudesse usar.

Deus nos deu pelo menos um talento (Mateus 25:14-30). Hoje Deus nos faz a mesma pergunta que fez a Moisés: “Que é isso que tens na mão?” Que talento dado por Deus você possui, ao qual atribui pouco ou nenhum valor? Olhe novamente. Deus vê uma mulher de valor e espera que você entregue sua “vara” aos Seus cuidados, para que Ele possa transformá-la – e a você também – em algo grande para Ele.

Deus olhou para a vara de Moisés e nela viu potencial. Viu o que Moisés não via. Deus viu uma vara com o potencial de tornar-se uma serpente, mas só se fosse entregue ao cuidado divino. O que Deus vê quando olha para a sua vida? Não, Ele não vê nossos equívocos, nossas fraquezas, nossa incapacidade. Ele só vê potencial. Vê o que podemos tornar-nos se nos entregamos ao Seu cuidado divino.

Deus chama a cada uma de nós para ministrarmos aos outros, e nos deu tudo de que necessitamos. É só entregá-lo a Ele e observar com reverência e admiração como Ele usa a nossa vida para trazer louvor e glória ao Seu nome.

Heather-Dawn Small


2 de julho

Enraizado e Firmado

Eis que o semeador saiu a semear. ... Outra parte caiu... onde a terra era pouca ... e, porque não tinha raiz, secou-se. Mateus 13:3-6.

O vento era forte e mudava freqüentemente de direção, o que representava má notícia para o milho do nosso quintal. Já havia acontecido alguns anos antes, de modo que sabíamos o que esperar. Quando fomos verificar, vimos que um terço dos pés de milho estava deitado sobre o solo. Alguém dissera que a luz do sol endireitaria os pés, mas isso não aconteceu. Meu esposo pôs mãos à obra para colocá-los em pé, mas as raízes estavam próximas da superfície e assim, a despeito dos seus esforços, uma parte do milho se perdeu.

O inverno, certa noite, trouxe uma pesada e molhada tempestade de neve. Pela manhã, olhei para fora e achei que estava vendo a cerejeira chorona, mas então percebi que ela estava no lugar errado! Não, a cerejeira não se havia movido – era o nosso lindo e alto salgueiro que havia sido arrancado pela combinação de vento, neve e terra molhada. Ao contrário do milho, não havia jeito de tentar salvá-lo. Suas raízes não tinham profundidade suficiente para resistir à tormenta.

Neste verão, alguns dos nossos pés de milho caíram quando sopraram ventos fortes. Pensamos em não plantar milho no ano seguinte, até mencionarmos nossa frustração a um amigo, que nos disse o que fazer. No próximo ano, tentaremos. Cavaremos uma vala com vários centímetros de profundidade, plantaremos o milho e o cobriremos como de costume. À medida que ele for crescendo, encheremos gradualmente a vala, enterrando as raízes ainda mais fundo no solo, o que deve tornar os pés fortes o suficiente para resistir aos mais fortes ventos.

Comecei a examinar nossos livros de jardinagem para ver o que recomendavam, e sabe de uma coisa? Encontrei o mesmo conselho que nosso amigo nos deu! Havia estado ali o tempo todo, mas não o tínhamos lido, o que nos causou horas desperdiçadas de trabalho e a perda de parte de nossa plantação de milho devido às raízes pouco profundas.

Quando penso na lição que aprendemos sobre horticultura, entendo que eu também posso ter raízes pouco profundas se deixo de ler e seguir as instruções do Livro, as quais me dizem como estar segura diante dos ferozes ventos que Satanás sopra sobre o meu caminho. Ao contrário do que ocorreu com o salgueiro e o milho, se estivermos enraizadas e firmadas no solo da verdade, podemos resistir às tormentas da vida e produzir fruto que o Jardineiro Mestre possa reivindicar como Seu.

Mary Jane Graves


3 de julho

A Ave que Veio em Busca de Ajuda

Lembre-se de que Deus não perde você de vista. Observe os pardais e veja quão pouco valor têm, mas mesmo assim nenhum deles morre sem que Deus o perceba. Mateus 10:29, versão Clear Word.

Um dos meus locais preferidos para acampar é uma cidadezinha litorânea, na costa de York Peninsular. Gosto de pescaria, e um dia, enquanto observava as pessoas lançando as linhas, minha atenção se voltou para um cormorão que nadava de modo estranho pela baía. Parecia que estava torto e tinha problema para nadar direito. Por fim se aproximou e pude ver que de alguma forma se havia enredado numa linha de pescar e com certeza estaria condenado.

Observei enquanto ele nadava de maneira desengonçada afastando-se pela baía, mas algo dentro de mim queria libertar a pobre criatura. Eu sabia que essa possibilidade era altamente improvável, já que a água era profunda, as margens rochosas e a ave era silvestre. Comecei a pensar no hino que fala em Deus cuidando das aves, e me vi fazendo uma oração silenciosa para que aquela ave se aproximasse de onde eu pudesse ajudá-la.

Para meu total espanto, ela começou a nadar ao redor da baía e se dirigiu à rampa dos barcos. Meu coração disparou enquanto eu caminhava lentamente para onde ela se acomodara, ao lado da rampa. Então, curvando-me rapidamente, agarrei-o e pude ver que a linha havia puxado uma de suas asas, apertando-a contra o corpo.

Minha amiga, vendo a situação, pegou algumas ferramentas no carro e, juntas, libertamos a ave do seu fardo. De modo estranho, ela não resistiu muito enquanto cortávamos cuidadosamente a linha; mas não perdeu tempo em se afastar, nadando rumo à liberdade outra vez.

Deus cuida de Suas criaturas e certamente respondeu à minha singela oração. Aquela ave cedera à tentação de um anzol e jamais gozaria liberdade novamente se não tivesse sido resgatada.

Nós também somos apanhadas pelos anzóis do pecado e precisamos de resgate. Fico feliz porque Cristo veio para ser meu amoroso e terno Salvador, e você?

Lyn Welk-Sandy


4 de julho

Quatro de Julho

Na minha aflição clamei ao Senhor; gritei por socorro ao meu Deus. Do Seu templo Ele ouviu a Minha voz. Salmo 18:6, NVI.

Gosto de comemorar o Quatro de Julho – o dia da Independência dos Estados Unidos. Gosto da música patriótica, de ouvir as bandas e orquestras executando, corais cantando, sinos badalando e eu mesma tocando e cantando essas músicas.

Por vários anos, tenho sido diretora de música de uma pequena igreja metodista do interior. Para o domingo, dia 4 de julho, escolhi várias músicas apropriadas. O coral vinha ensaiando durante semanas, mas ainda tínhamos trabalho para fazer antes de estarmos prontos. Reunimo-nos bem cedo naquela manhã de domingo para terminar de ensaiar nossa música. Uma das peças, “O Hino da Batalha”, havia sido ensaiada, mas ainda não estava perfeita.

Preocupada porque o hino não estava pronto, fui para o meu carro e chamei Melanie, uma amiga da minha igreja, e lhe pedi que orasse comigo. Expliquei que havíamos ensaiado e tudo saíra bem, a não ser quatro compassos do “Hino da Batalha”. Praticamente toda as vezes em que chegávamos àqueles quatro compassos, não acertávamos o tempo e o som saía terrível. Todos nos sentíamos frustrados e não sabíamos o que fazer.

Depois de orarmos juntas, senti paz no coração. Voltei à igreja e me reuni com o pianista. Ele me disse que durante toda a reunião, pedira a Deus que o ajudasse. De repente, encontrou a solução! Ele tocaria algo diferente, algumas volatas e arpejos, durante aqueles quatro compassos. Disse ele: “Deus colocou essa idéia na minha cabeça.” Sentimo-nos muito agradecidas por essa resposta imediata às nossas orações no meio da aflição pela qual passávamos.

O coral começou a cantar: “Já refulge a glória eterna de Jesus, o Rei dos reis.” A música foi bem interpretada e a mudança no acompanhamento se encaixou perfeitamente. Foi uma dádiva de Deus. Ele providenciou para que o hino declarasse a Sua glória, em vez de desviá-la. Enquanto continuávamos a cantar “Vem marchando, vem marchando! Glória, Glória, Aleluia!” entendi humildemente como Deus Se importava com o nosso coral, e fomos capazes de partilhar a Sua glória sem perturbação.

Muito obrigada, Pai celeste, por ouvires as vozes dos Teus filhos em seu tempo de aflição, e por teres dado uma solução clara que Te glorificou o nome.

Sharon Follett


5 de julho

Milagres Modernos

Se permanecerdes em Mim, e as Minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. João 15:7.

Minha avó sofria de fortes dores de cabeça, de modo que conservava sempre analgésicos sobre a mesinha ao lado da sua cama. As dores começavam pela manhã e duravam o dia inteiro. Infelizmente, minha mãe herdou as mesmas dores de cabeça, e eu também sou afetada pela mesma condição. O problema era hereditário, mas eu não sabia. Tenho tomado remédios a vida toda para aliviar a dor. Fui a muitos médicos, mas tudo em vão. Um deles me disse que só um milagre de Deus me curaria.

Certa ocasião, fomos à Califórnia e visitamos um belo parque. Percebi que uma dor de cabeça estava começando e fiquei preocupada porque não me lembrara de trazer o remédio junto. Comecei a procurar na bolsa, esperando contra a lógica que algum medicamento esquecido estivesse em algum canto. Felizmente, encontrei uma cápsula que eu havia trazido do Brasil. Tomei-a na primeira fonte de água que encontrei e pude aproveitar o restante do passeio na companhia dos amigos.

Por ter tomado remédio tantos anos, senti que meu estômago e meu coração começavam a dar indicações do excesso de cafeína. Concluí que devia parar com os remédios, ou eles acabariam comigo. Mas como?

Um dia, comecei a me sentir pior do que nunca. Parecia que minha cabeça ia explodir; tinha a impressão de que meus braços estavam sendo espetados com agulhas. Desesperada, caí de joelhos no chão e orei. Com fé em Jesus implorei para que, se fosse da Sua vontade, Ele realizasse um milagre em meu favor, ali mesmo. Sabendo que o Senhor havia realizado tantos milagres no passado, comecei a mencioná-los em voz alta à medida que me vinham à mente. Chorei diante de Deus! Para minha surpresa e alegria Ele me ouviu, e minha oração foi atendida. Dois anos passaram e não mais sofro com as terríveis dores de cabeça. Graças a Deus!

Precisamos pedir com fé, confiando, sem duvidar de que seremos atendidas. Devemos entregar-Lhe nosso fardo e descansar em Suas promessas.

Harcília M. Coelho


6 de julho

Mais que uma Resposta Rápida

Não Te escondas de mim quando estou aflito. Ouve-me quando eu Te chamar e responde depressa. Salmo 102:2, NTLH.

O sol brilhava atrás de mim enquanto eu dirigia naquela linda manhã de 6 de julho. Estava a caminho da casa de minha irmã mais velha, que mora sozinha. Ela estava adoentada e eu prometera passar com ela aquele dia. De repente, com um movimento brusco, meu carro foi da esquerda para a direita. Fiquei repetindo: “Senhor, socorre-me!” enquanto procurava endireitá-lo, quando ele deu uma guinada violenta para a direita. “Senhor, salva-me!” gritei aflita. O carro atingiu a grade de proteção, passou por cima dela e o motor parou. Tentei abrir a porta do passageiro, mas ela não se movia. Fui para o assento do motorista, baixei o vidro da janela e saí passando por cima da cerca de segurança. Um homem chegou primeiro. “Por favor, leve-me ao hospital”, supliquei. Em seguida, dois homens se juntaram a ele. Disseram que chamariam uma ambulância.

Logo depois apareceu uma mulher, acenando com a mão. “Deixem que eu cuido dela”, disse para eles. “Venha”, disse ela, conduzindo-me ao seu carro. “Não posso deixar que fique sangrando enquanto espera a ambulância.” Depois de entrarmos, ela dobrou uma toalha limpa sobre minha testa. “Por acaso tenho isto”, disse ela. “Espero que ajude a estancar o sangramento.”

A equipe da emergência assumiu o atendimento, mas meu anjo permaneceu ali. Somente depois que um soldado da força pública estadual chegou foi que ela começou a se afastar. Mais uma vez lhe agradeci profusamente, repetindo que ela era meu anjo enviado pelo Céu e lhe pedi que escrevesse o seu nome num pedaço de papel.

“Julie Johnston”, escreveu ela. Embaixo do nome, anotou o número do seu telefone. “Ligue para mim quando se sentir melhor”, disse ela. Ao telefone, no dia seguinte, Julie perguntou: “Sabia que foi só uma arvorezinha que a impediu de despencar pelo precipício?” Claro que eu não sabia. Mais tarde, telefonei para a agência do caminhão-guincho a fim de perguntar quanto eu devia. O funcionário disse que tiveram de usar dois guinchos para remover meu carro. Foi “perda total – sem conserto”.

Meu coração transbordou de louvor a Deus por Seu livramento e por toda a bondade humana que recebi naquele dia. Escrevi uma carta ao editor do jornal local, aplaudindo as pessoas excepcionalmente atenciosas de nossa região, mencionando o nome de todos os anjos que me haviam dispensado ternos cuidados, concluindo com o verso: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra” (Salmo 34:7).

Consuelo Roda Jackson


7 de julho

Mil Quilômetros, Para Começar

O que Me oferece sacrifício de ações de graças, esse Me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, dar-lhe-ei que veja a salvação de Deus. Salmo 50:23.

Enquanto o ortopedista me examinava os pés antes de fazer os moldes de gesso para minhas novas palmilhas ortopédicas, descrevi e indiquei exatamente onde sentia a dor. “Trabalhei com meu esposo durante muitos anos como aplicadora de revestimentos de parede com chapas de gesso acartonado, e considerando que este corpo tem sido usado como um guindaste humano, acho que está em forma até razoável. Fiz o que fiz sem remorso, para ajudar a ganhar o sustento e dar um lar à minha preciosa família”, expliquei. Tendo ele mesmo trabalhado um pouco com construção, o médico podia entender o que eu dizia.

Então, olhando para os meus sapatos, perguntou se eles tinham quatro ou cinco anos de uso. “Não, eles têm só um ano”, respondi. Apontando para as solas gastas, ele me informou que eu definidamente precisava de um novo calçado. “Parece que seus sapatos já andaram mil quilômetros”, disse ele.

Sorri e contei para aquele atencioso jovem acerca do meu filho com necessidades especiais, Sonny. Ele tem 16 anos, mas sempre exigiu a supervisão que você daria a uma criança de três anos. Durante os últimos tempos, temos caminhado juntos ao longo das estradinhas da nossa comunidade, recolhendo latas e garrafas para reciclagem. Contei ao médico acerca de quanto me orgulho do meu filho. Além disso, pensei, uso meus sapatos para ir à igreja nos fins de semana. Mil quilômetros? Não é de admirar que às vezes eu sinta dor nos pés!

Pessoalmente, acho que Sonny e eu somos extraoficialmente membros ativos da Comissão de Voluntários Para o Embelezamento da Região. Teríamos facilmente percorrido mil quilômetros no ano passado, passando por dentro e por fora de valetas.

Os carros reduzem a marcha ao passar por nós e nossos amigos e vizinhos tomam tempo para sorrir e acenar. Sinceramente aprecio esses gestos de amor e compreensão. Independentemente de onde nos encontremos ou do que estejamos fazendo, as pessoas sempre dão atenção a Sonny e a mim. Oro continuamente para que sejamos usados para a glória de Deus.

Querido Jesus, dá a outros o desejo de estabelecer um saudável e aprazível ambiente doméstico para sua família, um lar onde Teu Espírito habite, um lugar de amor e aceitação incondicional, um lugar onde os corações se encham de ações de graças. Ah, Jesus, foste preparar um lar assim para nós, um lugar que chamamos Céu. Muito obrigada.

Deborah Sanders


8 de julho

Seu Passaporte, Por Favor!

Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos Céus. Mateus 7:21.

Por mais de oito meses, meu esposo Richard e eu trabalhamos, economizamos, planejamos e conversamos exclusivamente acerca do cruzeiro no Caribe que faríamos durante as férias de verão do ano seguinte.

O dia tão longamente aguardado por fim chegou. Depois de nos despedirmos de nossa filha e sua família em Miami, tomamos um táxi até o porto onde o navio estava atracado. Enquanto aguardávamos a nossa vez na fila da imigração, ouvi o funcionário dizendo algo ao passageiro à minha frente que fez com que meu coração parecesse mudar de lugar: “Posso ver o seu passaporte, por favor?” Virei-me para o meu esposo: “Querido, temos um problema.”

Quando compramos a passagem para o cruzeiro, o agente de viagens nos deu um livrinho com a descrição de todos os lugares exóticos que visitaríamos, bem como de todas as exigências necessárias para a viagem. Eu havia lido e relido o livrinho muitas vezes, mas de alguma forma deixei de notar que uma das exigências era um passaporte válido. Nossos passaportes, portanto, estavam em casa. Dois turistas muito desapontados não embarcaram no navio Sensation para o cruzeiro pelo Caribe.

Enquanto observava os passageiros que haviam cumprido os requisitos tomarem seu lugar alegremente no navio, as lágrimas me encheram os olhos. Imaginei outra viagem para a qual vinha me preparando a vida inteira. Orei: Querido Senhor, por favor ajuda-me a ter meu passaporte à mão para a entrada no Teu reino.

Os promotores das viagens pelo Caribe foram compreensivos conosco e tomaram providências para que viajássemos numa data posterior, embora isso nos causasse mais despesas e inconvenientes. Em nossa viagem para o Céu, entretanto, não haverá uma data posterior, nem segunda oportunidade. Devo fazer a vontade de Deus agora a fim de entrar no Céu.

Quando se pronunciar a sentença divina, meu destino eterno estará para sempre selado: “Continue o injusto fazendo injustiça” (Apocalipse 22:11). Queira Deus que sejamos encontrados com o nosso passaporte carimbado como “santo” e “justo”, pronto para entrar naquele reino da glória.

Olga I. Corbin de Lindo


9 de julho

Sem Mais Preocupações

Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós. 1 Pedro 5:7.

Eu tinha 16 anos, energia de sobra e vontade de agradar. Como conselheira em treinamento num acampamento cristão, sentia-me preparada para lidar com qualquer situação que cruzasse meu caminho – ou era isso que eu achava. Fiquei logo frustrada e angustiada com os problemas e desentendimentos entre as meninas de dez anos de idade sob meus cuidados. Comecei a pensar que não estava pronta para lidar com aquilo tudo.

Aproximando-me do fim dos meus recursos, decidi procurar a conselheira encarregada do barracão para pedir ajuda. Despejei todos os problemas que eu vinha tentando esconder dela, desde saudade a sentimentos feridos, e quase de imediato as situações todas foram facilmente resolvidas. “Lori”, disse ela, “é minha função tratar dos problemas – não sua. Se você me comunicar o problema quando ele surge, vou cuidar dele.”

Não me senti totalmente confortada por essas palavras. Em vez disso, comecei a ter dúvidas a meu respeito. Estaria a conselheira me considerando incapaz de cuidar das acampantes? Como esperaria ela que eu simplesmente fosse contar os menores problemas? A despeito da minha desconfiança, decidi seguir as instruções dela e, para minha surpresa, o trabalho que fora tão estressante se tornou despreocupado e agradável. Encontrei alívio ao dizer: “A conselheira tratará disso” ou “Vamos falar a respeito disso com a conselheira”. Admirei-me por não ter ido a ela desde o início. O trabalho era tão mais fácil com alguém para me orientar e para tratar de coisas que eram grandes demais para mim.

Assim acontece em nosso relacionamento com Cristo. Nós, mulheres, lidamos com questões que vão desde a criação de filhos a dinheiro e necessidades e desejos pessoais, e logo descobrimos que não temos todas as respostas. Em vez de falar com Jesus primeiro, exaurimo-nos percorrendo todas as avenidas imagináveis, geralmente criando mais problemas do que resolvendo. Então, quando a tensão de lidar com essas dificuldades nos domina, clamamos pelo auxílio de Deus, às vezes até culpando-O por não nos resgatar antes. Em resposta à nossa aflição, nosso Salvador gentilmente nos diz: “Eu a amo e vou tratar dos seus problemas; só que antes você precisa entregá-los a Mim.” Tendo uma vez nos entregado a Ele, admiramo-nos – como aconteceu comigo há muitos anos – por que esperamos tanto tempo. Quando finalmente cedemos e buscamos a Deus, conhecemos a paz que nos vem por não termos mais preocupações.

Lorian Lenise Bridgeforth


10 de julho

Almoço Milagroso

Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão. Salmo 37:25.

As tão aguardadas férias de julho chegaram. Mal podíamos esperar para mudar nossa rotina de trabalho e de aulas no colégio. Durante as férias faríamos um tipo diferente de trabalho – vender livros religiosos e sobre saúde. A renda com a venda dos livros nos manteria durante o semestre seguinte e nos permitiria pagar o curso de Teologia que meu esposo estava fazendo.

Num domingo fomos convidados a ir a uma cidade vizinha para um delicioso almoço preparado por amigos. Antes de sair, meu esposo decidiu entregar alguns livros que havia vendido. Ele se atrasou ao voltar e perdemos o ônibus. E agora? Precisávamos almoçar.

Tínhamos só um pouco de dinheiro – insuficiente para nossos dois almoços. Mesmo assim, resolvemos ir a um restaurante de comida por quilo. Meu esposo disse que nos deveríamos contentar comendo um pouquinho só, porque tínhamos pouco dinheiro!

Colocamos o alimento no prato e fomos pesá-lo. Quando meu esposo colocou o prato sobre a balança eletrônica, o leitor do peso começou a piscar rapidamente e depois se apagou.

– Você ganhou! Você ganhou! – exclamou a funcionária. – Não leu o anúncio?

– Não – respondeu meu esposo.

A moça explicou que a pessoa que pusesse exatamente 500 gramas no prato teria direito a um quilo de alimento sem pagar!

Naquele dia sentimos a presença de Deus porque uma vez mais tivemos a certeza de que Ele nunca abandona Seus filhos. Ele reservara aquele prêmio para nós num momento em que realmente precisávamos dele. Talvez hoje você não esteja precisando de alimento ou dinheiro. Talvez não seja de vestuário que você precise; mas seja o que for, pode ter certeza de que Jesus sabe e está pronto a dar-lhe o que necessita realmente. É só levar seu pedido a Ele.

Minha oração é que você encontre refúgio em Jesus cada dia, tendo sempre mais certeza de que Ele pode resolver todos os seus problemas.

Walkíria Vespa S. S. Moreira