Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém. Vem, Senhor Jesus! Apocalipse 22:20.
Tudo começou na igrejinha onde cresci cantando solos e duetos com meu irmão mais novo. Num belo dia de junho, feito especialmente para casamentos, troquei nervosamente os votos que só se encerraram quase 46 anos mais tarde.
Tivemos uma vida plena, papai e eu, abençoados com cinco filhos e dezesseis netos. Enfrentamos nossa cota particular de problemas ao longo dos anos, como acontece com a maioria dos casais. Os últimos cinco anos após nossa aposentadoria foram os mais felizes, mas também os mais estressantes. Afastamo-nos das nossas raízes, construímos uma casa de troncos de árvore no bosque e rimos juntos mais do que em qualquer outra época. Até o ano passado. Papai havia combatido um linfoma por quase 18 anos, lutado muito e orado muito, mas o câncer finalmente venceu. Agora vivo com as lembranças e faço parte do clube das viúvas.
No último ano, passamos todas as semanas envolvidos com algum procedimento médico – quimioterapia, radiação, exames de laboratório, consultórios médicos. Passamos por cirurgias, tratamentos em casa e, finalmente, uma cama de hospital em casa. Se alguma vez alguém já combateu numa guerra, fomos nós dois contra o temível inimigo. Mas gradualmente perdemos terreno, e o inimigo o levou dos seus amados familiares quatro dias antes do Natal.
Tínhamos feito longos percursos pelo belo cenário rural; havíamos conversado muito sobre o nosso futuro numa terra melhor, nossa pátria celeste, após a ressurreição. Sua fé parecia crescer diante dos meus olhos, mesmo enquanto seu corpo minguava. Depois de eu ter passado uma longa noite lutando com Deus pela certeza de que papai despertaria realmente na ressurreição, Deus me respondeu à oração por intermédio dele. Ele pediu lápis e papel e pediu que eu escrevesse estas palavras: “Deus é o Grande Médico. Você é minha melhor enfermeira. Assim, deixo minha vida nas mãos dEle.” Uma grande paz me dominou, diante da certeza divina quanto à vida eterna de papai; haveria um fim para a sua dor, para sempre.
Agora não vai demorar; Jesus voltará em breve. De um pequeno cemitério no campo sairá um homem bonito, amoroso, cheio de vitalidade, respondendo ao chamado do Doador da Vida. Retomaremos o restante da nossa existência na eternidade, junto com nossos queridos e o Grande Médico. Vem, Senhor Jesus!
Betty R. Burnett
E Ele... disse: Acalma-te, emudece! ... E fez-se grande bonança. Marcos 4:39.
Ela estava enroscada no único ponto iluminado pelo sol num cercado contendo outros três cachorros – era ainda um filhotinho novo, magrinho, no canil municipal de animais apreendidos. Mas, tão logo falamos com ela, ela se levantou e veio na nossa direção, agitando a cauda. Ficamos instantaneamente encantados. Depois de completar as formalidades (documentos e um pagamento), o bichinho era nosso. Demos-lhe o nome de Sammie. Eu tinha a curiosidade de saber de onde viera aquela mistura de spaniel com cão ovelheiro australiano. Quem teria deixado um animalzinho tão querido na rua, para defender-se por conta própria? Por que não viera ninguém à sua procura?
Sammie sentou-se, obediente, quando lhe pusemos a coleira, obviamente feliz por estar fora do confinamento do cercado. Quando Jesus nos liberta do pecado não é maravilhoso? Fora do confinamento, estamos sob a plena luz solar do Seu amor.
Por 13 anos, agora, Sammie nos tem dado muita alegria. Já ouvi dizer muitas vezes: “Não importa com que estado de espírito você chega à sua casa – bom ou mau – o seu cachorro sempre se agrada em vê-lo.” Semelhantemente, não importa como nos sentimos quando vamos a Deus em oração. Nosso humor não incomoda a Deus; se nos sentimos tristes ou alegres, Deus sempre Se agrada em passar tempo conosco.
Todas as manhãs, bem cedo, saímos para a caminhada com Sammie. Ela conhece a rotina e está sempre à porta da garagem quando a abrimos, fielmente esperando por nós. Penso em Jesus. Ele permanece à porta do nosso coração, aguardando que a abramos e permitamos que Ele entre. Não importa o horário – cedo de manhã ou tarde da noite – Jesus está sempre ali, só esperando.
As tempestades de verão, no lugar onde moramos, acontecem com freqüência, mas felizmente não duram muito. Sammie, como a maioria dos cães, detesta trovoadas e, ao primeiro estrondo, olha para cima, para a escada. Sua “zona de segurança” fica ao lado da nossa cama. E ali ela se enrosca com calma. De modo semelhante, nossa “zona de segurança” nas tormentas da vida é Deus. Quando olhamos para cima, para Ele, podemos ter a certeza de que a tormenta não durará muito. O Salmo 107:29 nos diz: “Fez cessar a tormenta.”
Leonie Donald
Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que O amam. 1 Coríntios 2:9, NVI.
O dia era tão lindo quanto pode ser um dia deste lado do Céu. A luz solar se espalhava em miríades de diamantes ao tocar o oceano agitado pela brisa perto da Ilha Flores, a oeste da Ilha Vancouver.
Estávamos num pequeno barco a motor, ao longo das praias margeadas por árvores e a caminho do Oceano Pacífico. De repente, nosso amigo reduziu a velocidade do barco. “Baleias!” Duas enormes baleias cinzentas, mãe e filhote, surgiram na superfície, soltaram seu esguicho e se viraram, erguendo a cabeça fora da água para olhar para nós com olhos grandes e escuros. Nosso barquinho me pareceu muito vulnerável diante daquelas tremendas criaturas.
– Elas não emborcam os barcos? – perguntei, um pouco nervosa.
– Não, não – garantiu nosso amigo. – As baleias simplesmente nadam ao redor dos barcos, do mesmo jeito como nós caminhamos num quarto sem bater nos móveis!
Não me senti totalmente em paz – com freqüência eu bato nos móveis!
Mas ele tinha razão. Naquele momento, o filhote nadou por baixo da frente do barco. A água era tão clara que podíamos ver crustáceos cirrípedes em seu dorso. Sem mesmo raspar nosso barco, ele deu a volta e veio nadando ao nosso lado, tão perto que poderíamos ter estendido a mão para tocá-lo.
As baleias nadaram ao nosso redor por algum tempo e depois se afastaram. Viramos o barco de volta para o oceano. “Olhem! Orcas!” gritou uma das crianças. Três orcas pretas e brancas nadavam em sincronia pelas ondas batidas de sol, vindo à superfície e mergulhando, enquanto tentávamos adivinhar onde apareceriam a seguir. Atrás das orcas, a ilha se erguia de uma praia arenosa protegida por pinheiros. Uma águia de cabeça branca mergulhou para pegar um peixe. Nosso desejo era de que aquele dia durasse para sempre.
Foi um dia inesquecível. “É como estar no Céu”, disseram nossos filhos. Mas talvez no Céu nademos o dia todo com baleias e orcas, mergulhando e voltando à superfície, sem sentirmos frio ou cansaço. Talvez voemos com a águia, em vez de simplesmente observá-la.
Alguém me disse que por vezes a nossa vida aqui é difícil para que anelemos o Céu, mas não são só as coisas difíceis na vida que me fazem desejar o Céu – os momentos bonitos também.
Karen Holford
Então alguns começaram a cuspir nEle; vendaram-Lhe os olhos e, dando-Lhe murros, diziam: “Profetize!” E os guardas O levaram, dando-Lhe tapas. Marcos 14:65, NVI.
Foi uma experiência da qual nunca me esquecerei. Eu estava junto à traseira do nosso Ford com ambas as mãos cheias, levando objetos da caminhoneta branca para o nosso Windstar vermelho, fazendo preparativos para uma viagem. Por algum motivo não vi o degrau e caí sobre a calçada de asfalto em cima da minha mão e do braço esquerdo. A dor era torturante e imediatamente gritei para o meu esposo, caída no chão, segurando o braço. Como ele estava dentro de casa ouvindo o noticiário da TV, não ouvia meus gritos.
Finalmente consegui me colocar em pé e cheguei à porta, onde ele me encontrou. A princípio, achou que eu estava tendo um ataque cardíaco; depois viu meu braço. Imediatamente me colocou na van e me levou às pressas para o Hospital Parkridge, em Chattanooga, perto de onde moramos. Depois de ver a gravidade do meu ferimento, levaram-me para o Hospital Memorial, onde o Dr. Brian Smith me operou.
O dispositivo de metal que ele usou para segurar os pinos no meu braço era muito pesado, e rapidamente entendi que bênção é que o Senhor nos tenha feito com dois braços. A vida é muito difícil com um braço só. Após várias semanas foi removido o dispositivo de metal e então começou a fisioterapia para me ajudar a recuperar o uso dos meus dedos rígidos.
Uma das terapias envolvia uma luva com presilhas de velcro para esticar meus dedos. Eu devia usá-la durante 20 minutos, três vezes por dia. Doía um pouco durante o tempo em que eu a usava, mas ah, que dor insuportável era quando se liberava a tensão e eu tirava a luva!
Toda vez que usava a luva eu me lembrava da dor e do sofrimento do meu Salvador. Li novamente acerca do tratamento dispensado a Jesus por Pilatos em João 19:1. No livro O Desejado de Todas as Nações, lemos: “Desfalecido de fadiga e coberto de ferimentos, Jesus foi levado, sendo açoitado à vista da multidão” (p. 734).
E isso foi por mim! Que Salvador maravilhoso é Jesus, meu Senhor!
Rubye Sue
Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação. Salmo 68:19.
Nós cuidamos dela. Nós a podamos. Regamos e fertilizamos. Até ameaçamos cortá-la em pedacinhos. Mas nada do que fizemos à nossa cerejeira no quintal a ajudou a produzir frutos. Invejávamos secretamente outras cerejeiras que haviam sido plantadas na mesma época. Nossa cerejeira se recusava a produzir as frutinhas de dar água na boca que tanto esperávamos.
No ano seguinte o protesto se repetiu. Sentimo-nos desesperados e concluímos que aquela árvore não produziria frutos e que talvez devêssemos abatê-la e plantar outra. Mas nós a havíamos plantado e cuidado dela. Eu simplesmente não conseguiria cortá-la. Embora estivéssemos desapontados com a árvore, resolvemos deixá-la. As aves gostavam de empoleirar-se nela e de saltar de galho em galho.
Na primavera, notei flores nas laranjeiras. Mais por curiosidade, fui até à cerejeira – e ali estavam! Ela exibia orgulhosamente um adorno de minúsculas flores cor-de-rosa. Estava produzindo seus primeiros frutos. Quase nos desculpamos por ter ameaçado abatê-la. Naquele verão nos banqueteamos com frutas vermelhas e suculentas, em quantidade maior do que poderíamos consumir. Tão logo as colhíamos, havia mais cerejas a serem colhidas na hora seguinte. Nós as distribuímos entre amigos e convidamos transeuntes a virem para colher quantas quisessem.
Então começamos a reclamar de que tínhamos cerejas demais. Que faríamos com tanta cereja? OK, cerejeira, não damos conta de tantas cerejas que nos estás dando; podes parar agora! Mas a cerejeira continuou a produzir mais e mais. Alguns dias, o chão sob a árvore parecia um tapete vermelho. Tínhamos simplesmente cerejas demais!
Minha experiência com Deus me faz pensar na cerejeira. Suplico a Deus tantas coisas – e até me impaciento com Ele por não me responder aos pedidos de oração de imediato. Mas quando Ele começa a derramar Suas bênçãos, não tenho lugar suficiente para receber tudo o que Ele está disposto a dar. É demais. E isso me faz recordar um provérbio conhecido: “Tenha cuidado com o que você pede a Deus, porque Ele vai dar mesmo.”
Qual é o seu pedido? Você dá conta de recebê-lo? Deus vai concedê-lo a você.
Glória Gregory
Tu és o Deus que realiza milagres; mostras o Teu poder. Salmo 77:14, NVI.
Minha amiga havia acabado de telefonar para dizer que não queria ser portadora de más notícias, mas por acaso eu tinha ouvido a previsão do tempo para o domingo? Tempestades, ventos fortes e, tudo indicava, clima rigoroso. Nada incomum para a primavera em Oklahoma. Porém, meu coração ficou apertado. Minha única filha (entre quatro filhos), Stephanie Jean, se casaria no entardecer de domingo, e seria um casamento ao ar livre. Vínhamos planejando esse maravilhoso evento fazia muitos meses. Stephanie Jean havia escolhido realizar a cerimônia num belo clube de campo junto a um lago rodeado de lindas árvores, um pequeno toque do Céu na Terra.
E agora o mau tempo podia arruinar tudo. O que devíamos fazer? Precisávamos de um “plano B”. Devíamos alugar toldos? A coordenadora do casamento avisou que os ventos fortes provavelmente os derrubariam. Podíamos fazer tudo dentro do clube, onde se realizaria a recepção, mas não seria a mesma coisa.
Eu disse à minha filha: “Devemos orar.” E como oramos! Pedi a todas as minhas amigas, familiares e envolvidos com o casamento (bem como a todos com quem entrei em contato) que, por favor, orassem! A previsão do tempo permaneceu a mesma por cinco dias seguidos. Quando comecei a duvidar, uma voz baixinha dizia: “Ó tu, de pequena fé!”
No meio da noite de sábado as tormentas chegaram com força total. Havia tornados por toda a região, e Stephanie Jean e suas damas de honra se encolheram com travesseiros sobre a cabeça. Mas, para nosso deleite, acordamos na manhã de domingo para ver o dia mais lindo. O tempo estava perfeito – nenhuma nuvem no céu e nada de vento.
Naquele entardecer, sentada entre 250 convidados, observando minha filha e seu maravilhoso marido dizerem o “Sim”, louvei a Deus por ter respondido às minhas orações. A coordenadora do casamento disse que gostaria de ser incluída na minha corrente de oração.
Deus, como és tremendo! Ajuda-me a não duvidar de Ti, porque verdadeiramente Te importas conosco. Serei sempre agradecida porque impediste que fosse necessário usar um plano B.
Joyce Bohannon Carlile
Mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave. 1 Reis 19:11, 12, NVI.
A transmissão de notícias em rede nacional concluiu com a história de um jardim especial que havia sido inaugurado no Jardim Botânico de São Paulo. Talvez a inauguração de um jardim não pareça ser uma história de interesse num noticiário, mas esse determinado jardim havia sido planejado para um grupo muito seleto de indivíduos – pessoas com deficiência visual.
O repórter explicou como as plantas haviam sido cuidadosamente escolhidas, por causa de sua textura e dos aromas que exalavam. Até o caminho através do jardim foi construído especialmente com uma borda de concreto levemente elevada para auxiliar aqueles que não vêem, a fim de que se orientem pelo jardim com maior facilidade.
Mas a parte mais tocante da reportagem foi a alegria e o apreço daqueles que visitavam o jardim. Uma mulher comentou que visitar o jardim foi para ela como se tivesse recuperado a visão. Cada declaração feita por aqueles que apreciaram a beleza daquele projeto estrategicamente planejado parecia bradar uma mensagem ao meu coração, um lembrete acerca das muitas vezes em que considero as coisas como algo natural e automático, de modo especial as maravilhosas cenas da natureza que Deus providenciou para mim.
Considero-me abençoada com a bela natureza que rodeia nossa casa. Há pinheiros majestosos e quase cada tarde observo beija-flores visitando os hibiscos vermelhos e rosados. Nosso quintal tem várias árvores frutíferas que me ajudam a obter um novo vislumbre de quanto nosso Pai celeste deseja comunicar-Se com Seus filhos através da natureza.
No meio daquele jardim recém-inaugurado, uma senhora que havia perdido a visão mencionou como se sentia satisfeita por poder tocar as folhas e cheirar as flores e plantas, concluindo: “Podemos ouvir a brisa mais suave se movendo entre as plantas, algo que aqueles que vêem talvez não consigam perceber.”
Querido Senhor, obrigada por Tuas fantásticas dádivas naturais que nos oferecem um lampejo daquilo que és. Ajuda-me hoje, por favor, a observar mais de perto a natureza que me cerca, para que eu tenha um vislumbre maior das maravilhas do Teu amor.
Beth Vollmer Chagas
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Efésios 2:8.
No dia 26 de maio desenhei a figura do meu passaporte no meu diário de oração. Ao lado, escrevi: “Pedido Urgente.” Minha oração naquela manhã foi: Senhor, preciso renovar meu passaporte com urgência. Seria um desastre se eu perdesse o Congresso das Mulheres em Zimbábue, onde serei a oradora convidada. A propaganda já foi feita. Estão contando comigo. Preciso do meu passaporte antes de 25 de junho.
Nos dias seguintes, a necessidade de um novo passaporte me encheu a mente. Eu acordava suando, imaginando que o passaporte não chegaria em tempo. Mentalmente me repreendia por minha demora em fazer a solicitação. Meu passaporte na realidade não venceria antes de outubro, e assim achei que tinha bastante tempo. Quando reservei a passagem para Zimbábue, descobri que eu teria de ter um passaporte válido por seis meses a fim de conseguir o visto e depois entrar novamente na Índia, onde moramos.
Também me equivoquei ao pensar que podia simplesmente ir ao consulado americano mais próximo, entregar a solicitação e o meu passaporte atual e receber um novo no mesmo dia, como havia acontecido antes. Agora o procedimento era muito mais complicado, por causa do desastre no World Trade Center. A solicitação tinha de ser feita pessoalmente. Então seria enviada aos Estados Unidos e depois voltaria ao consulado. Fomos instruídos a calcular pelo menos seis semanas para essa transação, mas eu mal tinha um mês. Problema meu.
O passaporte chegou no último dia que eu tinha para buscá-lo antes de deixar o país! Foi por um triz, mas Deus é bom. Agora eu podia viajar sossegada porque tinha um passaporte válido.
Tenho outra viagem planejada e esta é muito mais importante do que a que fiz para o belo Zimbábue. Minha viagem especial me levará pelo espaço até meu lar celeste. Contudo, para ser admitida naquela terra, preciso de um passaporte. Já fiz a solicitação. A taxa foi paga no Calvário. A vida e a morte de Jesus são o meu passaporte para a eternidade.
Graças Te dou, precioso Senhor e Salvador, por teres morrido por meus pecados e me oferecido o passaporte para o Céu. Aceito a Tua dádiva. Pela fé tenho o passaporte na mão. Vivo cada dia com a certeza de que a Tua dádiva me permitirá a entrada no Teu reino.
Dorothy Eaton Watts
Não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo. Filipenses 3:13, NVI.
Sentada no saguão do Grande Hotel em Cape May, New Jersey, acenando adeus para o último casal, tive de rir sozinha. Depois de um ano inteiro de planejamento, o retiro para casais havia terminado. Foi um sucesso – Deus nos abençoara além das nossas expectativas. Mais importante, Deus me havia usado, algo que nunca considerei possível. Minha mente relembrou meus muitos fracassos e muitas tarefas incompletas ao longo dos anos. Parecia que eu nunca terminava algo que havia iniciado. Depois de algum tempo, aquilo se tornou rotina. Ninguém esperava mais de mim, e por isso era confortável simplesmente desistir e ceder quando as coisas ficavam complicadas. Mal sabia eu que Deus tinha um plano, um plano para extrair o melhor de mim. A Palavra de Deus diz que o Senhor aperfeiçoará tudo o que me diz respeito (Salmo 138:8).
Minha amiga Laurie me havia pedido que a ajudasse a planejar um retiro para casais. Sempre havíamos desejado organizar um, e eu sempre dissera “não”, mas relutantemente respondi “sim” desta vez. Afinal, eu sempre podia desistir se as coisas ficassem mais difíceis do que aquilo que eu julgava ser capaz de assumir. Mas Deus iria romper esse ciclo em mim. Com o passar dos meses, e a data final se aproximando, aprendi a orar a respeito de tudo, a buscar a vontade de Deus e a confiar a Ele os problemas, dos maiores aos menores. Tínhamos um orçamento muito apertado e não conseguíamos cobrir as demandas dos gastos – o hotel, o orador, tantas despesas. Assim, começamos a orar e a confiar em Deus. E Deus começou a abrir portas.
A data do retiro se aproximava e não tínhamos um só casal inscrito. Nossos planos pareciam impossíveis. Mas eu havia sido fisgada – tinha chegado até aqui confiando em Deus, e não desistiria!
Deus nos abençoou com os casais e o orador, que era um escritor muito conhecido, palestrante sobre temas de casamento e família. Aprendi que posso todas as coisas em Cristo, que me fortalece.
Avis M. Jackson
Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do Seu conhecimento. 2 Coríntios 2:14, NVI.
Sempre gostei de perfume. Aliás, parece que toda vez que vou fazer compras alguma força invisível me leva direto à seção de perfumaria. Gosto de olhar os diferentes formatos de recipientes e me sinto compelida a fazer mais do que apenas olhar.
Olho ao redor; não há muitas pessoas na seção, as balconistas estão ocupadas atendendo outros, e tenho bastante tempo disponível. Por que não? digo a mim mesma. Pode ter aparecido uma fragrância nova desde a última vez em que estive aqui. E assim a diversão começa – um spray de cada perfume. Em pouco tempo tenho marcas perfumadas pelos braços, no dorso das mãos e no pescoço. E se não fosse pelas mulheres que não têm nada melhor para fazer do que ficar olhando para alguém no provador de perfumes, eu provavelmente experimentaria todos os perfumes da prateleira, mas com todo cuidado coloco o frasco de volta na caixa e graciosamente vou para outra seção.
A melhor coisa é que todas as fragrâncias que aspergi no meu corpo vão comigo, mesmo depois de ter deixado a seção de perfumaria. Agora fazem parte de mim, os finíssimos óleos que me cobrem a pele, deixando seu aroma comigo durante horas.
O que há numa fragrância, que nos atrai? Será que fomos criadas assim? Gosto de pensar em Cristo como uma “fragrância”. Talvez um perfume, numa linda embalagem na loja, esperando ser adquirido. Ele não vem num belo frasco de vidro – na verdade, é até bem simples. Nada, pela aparência exterior, parece especialmente atrativo, mas decido provar de qualquer maneira. Depois de prová-lo, nunca mais serei a mesma. O perfume impregna o ar ao meu redor; suas suaves gotículas me tocam a pele e parecem evaporar, deixando uma fragrância celestial.
Mesmo quando coloco o frasco de volta e saio, a fragrância permanece comigo. Outros são atraídos a mim não por causa do que é visível aos olhos, mas por causa do invisível. Nele existe algo que vicia, e me vejo reaplicando diariamente o perfume ao meu corpo todo.
Tem você a “Fragrância de Cristo” na sua penteadeira? Você a usa todos os dias? São os demais atraídos a você por causa da “Fragrância de Cristo”? Por que não começar cada dia espalhando essa fragrância ao seu redor?
Kim DeWitt