11 de julho

Sob Suas Asas

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Salmo 91:1, Almeida Antiga.

Depois de muitos anos, nossa turma decidiu promover um encontro no internato, para que pudéssemos recordar os bons tempos e nos revermos outra vez. Foi emocionante encontrar velhos colegas, dar-lhes um forte abraço e contar uns aos outros como nossa vida tinha mudado. Dentro do grupo havia alguns que praticavam uma religião e outros que não professavam nenhuma fé. Délia pertencia ao último grupo. Ela sempre sorria ao ver nossa “inocência” por crermos em Deus. Mas a vida dela foi muito diferente da nossa. Seu casamento acabara e para ela era muito difícil criar dois filhos sozinha.

Enquanto comíamos juntas e olhávamos para o restante do grupo, ela pediu que eu contasse o que cada um fazia e como era a vida deles. Para Délia, o sucesso da maioria dos seus colegas de classe que estavam “enganados em suas crenças” era revelador. Qual era o segredo que ela não conseguia discernir?

“Donald é médico, Roberto é professor, Susy é esposa do diretor atual do internato...” E assim continuei, mencionando cada um. Eu disse a ela: – Eles colocaram a vida a serviço de Deus, e não se afastam dEle.

– Então você acredita que se eu tivesse seguido a orientação cristã dada no colégio sobre como seguir a Deus, eu também seria tão abençoada como vocês todos?

– Bem – respondi – se os seus motivos fossem corretos, tenho certeza de que aconteceria isso. – Délia permaneceu em silêncio e começou a olhar outras coisas.

– Sinceramente – disse Délia antes de sairmos – acho que você tem razão. Todos vocês sempre viveram de mãos dadas com Deus, e entregaram a vida aos Seus cuidados. Mas não creio que teria acontecido a mesma coisa comigo.

Procurei encorajá-la e dar-lhe provas do cuidado de Deus, pedindo que ela Lhe entregasse a vida. Ela deu um breve sorriso e me agradeceu.

Não tenho recebido notícias de Délia, a não ser por alguns cartões que ela me manda no Natal, dizendo que tudo permanece do mesmo jeito. Mas sei das grandes bênçãos e do cuidado de Deus para com Seus filhos que se refugiam sob Suas asas.

Querido Pai, não permitas que coisa alguma me separe de Ti, e que eu seja sempre agradecida.

Leni Uría de Zamorano


12 de julho

Estêvão

Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no reino dos Céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no reino dos Céus. Mateus 18:3, 4, NVI.

Ele tinha sete anos de idade e voltava para casa após passar algumas semanas com os avós e primos. Depois dos últimos abraços e beijos, colocaram-no com segurança no avião. Agora ele estava sozinho. Ocupava o assento junto à janela e eu o assento do meio. Enquanto o avião taxiava pela pista, ouvi fungos e vi lágrimas, e assim me tornei “mãe” do Estêvão. Era um garotinho loiro, gracioso. Como era filho único, lembrei-me do vôo solitário do nosso filho, com menos idade ainda.

Ofereci a Estêvão um lenço de papel, um travesseiro e meu ombro.

– Por que as lágrimas?

– Porque eu não quero ir, e eu olhei quando puseram a bagagem no avião, mas não vi a minha. Todos os meus brinquedos com exceção destes três estão na mala.

Convenci-o de que sua mala estava mesmo dentro do avião, e que sua mãe ficaria feliz por vê-lo de novo. As lágrimas se secaram. Tornamo-nos amigos. Ele começou a cantar uma melodia que havia aprendido em Maryland: “Antes do princípio, antes do tempo... Deus me ama, Deus te ama.” Ele cantou as três estrofes umas dez vezes, e cada vez que chegava à frase “Deus te ama”, apontava para mim. Ensinei-lhe “Por dentro e fora e alto e baixo, sempre sou feliz”, usando movimento com as mãos.

Ele amava os passarinhos e me mostrou seu livro com gravuras daqueles que ele havia visto. À medida que nos aproximávamos de Denver, mais ansioso ficava Estêvão para ver sua mãe e seu cachorro. Também queria ver seus amigos. Antes do pouso, pedi-lhe que cantasse de novo. Ele cantou – mais três vezes. Pedi-lhe que contasse à sua mãe que o filho dela era inteligente e tinha boas maneiras. Ele respondeu dizendo que contaria a ela a meu respeito. Minhas últimas palavras para Estêvão foram: “Nunca se esqueça dessa música, e, enquanto viver, lembre-se de que Deus realmente ama você.”

Devido ao tempo apertado para o meu vôo de conexão, não conheci a mãe dele. Nunca mais o vi. Até hoje me pergunto o que estará fazendo.

Vem o dia em que nossos queridos nos encontrarão nos ares com Jesus, para nunca mais haver separação. Encontre-me no Céu, onde juntas cantaremos cânticos de louvor. Encontremo-nos ao lado do Salvador. Ore para que todas estejamos lá.

Marie H. Seard


13 de julho

O Cabo da Vassoura

Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto. Tiago 1:17.

“Charlotte, você podia, por favor, limpar o estacionamento? Há um monte de tocos de cigarro nos cantos, e precisam ser removidos”, pediu meu patrão no Correio. Eu os havia visto, mas geralmente o tempo se esvai enquanto cumpro outras tarefas.

Corri para fora com a enorme vassoura e comecei a varrer energicamente – talvez energicamente demais, pois o cabo da vassoura se quebrou pelo meio. Desculpei-me e disse ao meu patrão que compraria um cabo novo. Ele respondeu: “Não se preocupe; conseguiremos outro mais tarde.”

Três ou quatro meses depois, nenhum cabo de vassoura havia sido comprado ainda e toda vez que eu via a vassoura na área de limpeza, sentia-me culpada. Então certo dia, voltando para casa depois de ter limpado a terceira agência dos correios, tive a impressão de ter visto um cabo de vassoura caído na sarjeta. Aquilo é um cabo de vassoura? pensei, enquanto passava. Depois concluí que talvez estivesse pensando demais no cabo da vassoura nos últimos tempos. Falei rapidamente com Deus em minha pressa de pegar os meninos na escola: “Deus, se aquilo é um cabo que se encaixe na vassoura de Gentry, por favor permite que ela fique mais dois dias onde está, até que eu volte a esta cidade para fazer a limpeza de novo.”

Na sexta-feira voltei novamente para limpar o terceiro correio. Ali estava, o mesmo cabo ao lado da estrada. Mais uma vez com pressa, pensei em parar para verificar quando retornasse. Mas tomei uma rota diferente para pegar meus meninos e me esqueci do cabo.

Pensei na breve oração que havia feito a Deus e me senti culpada por não ter tomado tempo para parar. Na terça-feira, seis dias após tê-lo visto, vi o cabo novamente enquanto voltávamos para casa. Comecei a reduzir a velocidade e depois parei diante da entrada de garagem mais próxima.

Contei aos meninos como Deus havia guardado aquele cabo para mim. Tive a oportunidade de pegá-lo antes, mas na minha pressa havia evitado parar. Achei, todavia, que precisava fazer a minha parte – Deus havia feito a Sua parte no trato. Contei aos meus colegas como Deus nos havia dado aquele cabo de vassoura, e eles concordaram comigo! Toda boa dádiva vem lá do alto.

Charlotte Robinson


14 de julho

Oceano Suficiente Para Todo o Mundo!

A quem tiver sede, darei de beber gratuitamente da fonte da água da vida. Apocalipse 21:6, NVI.

Gosto de caminhar na areia da praia, recebendo a revigorante energia da água salgada e dos quentes raios do sol. Observo as atitudes das pessoas e vejo que todas poderiam aproveitar essa fonte natural de relaxamento.

O mar não faz distinção entre pessoas. Não se preocupa com quem você é – pequeno ou grande, feio ou bonito, rico ou pobre, jovem ou velho. Diante de sua imensidão, todos são iguais e receberão seus benefícios à sua própria maneira. Cada um tira vantagem do oceano como deseja. Alguns são corajosos e nadam sem temor, enfrentando as ruidosas ondas. Outros brincam na água rasinha, permitindo que sua imaginação corra livre enquanto constroem castelos na areia. Há também os que são um tanto temerosos, e só observam de longe. Alguns dormem, protegidos por seus coloridos guarda-sóis de praia, ouvindo o doce murmúrio da água à distância. Mas o oceano está lá, esperando que todo o que quiser receba abundantemente daquilo que ele tem a oferecer.

Jesus também conserva os braços sempre abertos, esperando por nós. O que recebemos dEle depende de nós, de nossa disponibilidade.

Através da comunhão diária com Ele, podemos crescer profundamente em nossa vida espiritual. Podemos receber uma chuvarada ou apenas gotas de bênçãos – depende de nós e do tempo que dedicamos ao nosso relacionamento pessoal e diário com Jesus. Se permanecermos quietos, apenas observando os outros, teremos uma espiritualidade superficial.

Uma certeza podemos ter: Ele está sempre esperando por nós, dia e noite, independentemente de quem sejamos. Está pronto a dar-nos bênçãos incontáveis, porque Seu amor é maior que o oceano.

Edit Fonseca


15 de julho

O Vestido Perfeito

E o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. Filipenses 4:19.

O que faria eu? A primeira das minhas quatro filhas se casaria no verão. O ano anterior havia sido um dos mais traumáticos da minha vida. Meu esposo me deixara inesperadamente por causa de outra mulher. Ele me esperou na entrada da garagem, tomou dez minutos para me dizer que estava indo embora e se mudou para a casa da namorada naquela mesma noite. Seguiu-se um divórcio muito amargo. Para piorar as coisas, agora eu estava sendo processada por uma grande quantia de dinheiro, sem esperança de que o seguro cobrisse minha parte da ação. Sem saber onde tudo aquilo iria parar, eu tinha medo de gastar o dinheiro que fosse. Minha filha estava arcando com grande parte dos gastos do seu casamento. Eu precisava de um vestido para o casamento, mas sabia que não podia comprar o típico vestido da mãe da noiva.

Falei a respeito disso com Tami, amiga íntima e minha mentora espiritual. Ela me perguntou quanto eu achava que podia gastar. Respondi que podia gastar cinqüenta dólares, mas sabia que isso não compraria nem parte de um vestido. Tami respondeu: “Você vai achar um vestido por esse preço, porque vamos orar para que você o encontre.”

Ambas oramos a respeito por várias semanas. Agora restava apenas uma semana e meia para o casamento. Eu sabia que não podia adiar essa compra por mais tempo. Assim, minha mãe e eu saímos juntas, depois de Tami e eu termos orado mais uma vez. Minha mãe sugeriu que fôssemos a uma loja no segundo piso do shopping, “só para olhar”. Ela conhecia minha situação – eu não podia crer nem que ela estivesse sugerindo uma coisa assim, mas não tinha energia para argumentar.

Não havia muitos vestidos de tamanho 2, de modo que não levou muito tempo para examinar as opções. Então – lá estava ele. Um lindo vestido! O vestido perfeito para a mãe da noiva! Antes de virar a etiqueta com o preço, fiz uma oração silenciosa. Segurando a respiração, finalmente reuni coragem para olhar. Para meu espanto, aquele vestido, cujo preço original era de US$ 250,00, estava remarcado. Saí da loja com aquele vestido perfeito por cinqüenta dólares, incluído o imposto.

“E será que, antes que clamem, Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei” (Isaías 65:24).

Susan Berridge


16 de julho

Está o meu Nome Escrito lá?

Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas. Provérbios 22:1.

Vários anos atrás, realizei uma Escola Cristã de Férias na minha casa, para as crianças do bairro. Entre as que compareceram estavam os dois filhos da minha vizinha: Davi, de 8 anos, e Bárbara, de 7.

Certa noite, quando Davi e sua irmã chegaram, ele notou uma linda Bíblia de família sobre a mesa. A curiosidade o levou a abrir o livro sagrado e virar as páginas ao acaso. Inesperadamente, viu o nome Davi no livro de Salmos. De repente, exclamou com surpresa para sua irmãzinha: “Baba, Baba! Meu nome está na Bíblia!”

O menino continuou a virar as páginas da Bíblia com muito cuidado, como se estivesse à procura de tesouros. Ora, vejam só! Encontrou tantos Davis que não conseguia conter-se. Com um sorriso no rosto e voz embargada, disse: “Veja, Baba! Baba, olhe só! Meu nome está por toda a Bíblia! Devo ser muito importante, Baba!”

Tanto quanto Davi sabia, a Bíblia havia sido personalizada para ele. Adivinha uma coisa? Eu não lhe contei que ele não era aquele Davi, porque não queria mudar sua forte crença infantil. Provavelmente Davi foi para casa naquela noite sentindo-se muito importante porque seu nome estava na Bíblia.

Mary Ann Kidder, autora de um hino conhecido, deseja que pensemos acerca desta questão vital: “Foi escrito por Ti o meu nome no Céu; sim, no Livro da Vida, foi escrito por Ti.”

Reflita com carinho sobre o texto de Jeremias 29:11, e imagine seu nome aqui: “Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para [coloque seu nome], diz o Senhor, planos de fazer [seu nome] prosperar” (NVI). Tente com outros versos também – porque você está na Bíblia!

Pai celestial, ajuda-nos a fazer a Tua vontade cada dia, para que nossos nomes sejam escritos no livro do Teu reino.

Cecelia Lewis


17 de julho

Satanás Perdeu Outra Batalha!

Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Hebreus 4:16.

Era tempo de reunião campal em Oregon, e aqueles que alguma vez já assistiram a reuniões como essa, entenderão por que estávamos eufóricos para assistir. Meu marido e eu não apenas receberíamos a bênção das reuniões, mas uma senhora que estava assistindo ao nosso grupo de estudos da Bíblia iria a todas as reuniões da noite conosco e planejava passar o dia todo de sábado lá.

O programa de abertura na noite de terça-feira foi simplesmente maravilhoso! Sentimo-nos jubilosos ao sair naquela noite e já estávamos na expectativa da noite seguinte. Mas Satanás tinha outros planos.

Por volta das 3h30 da manhã, meu esposo me acordou e perguntou se eu podia levá-lo à emergência do hospital. Estava sentindo uma dor lancinante desde a meia-noite, mas não quis me despertar achando que ela passaria. Corremos para o hospital onde, após quatro horas, foi diagnosticado que ele tinha uma grande pedra nos rins e que nada havia que pudessem fazer a não ser dar-lhe analgésicos e mandá-lo para casa. O médico sugeriu que eu o levasse a um urologista assim que fosse possível. Felizmente, consegui a consulta para aquele mesmo dia. Ele deu uma receita para quebrar a pedra e disse que ele devia ficar em repouso até que ela saísse.

Nesse meio tempo, eu havia decidido levar nossa amiga para a reunião daquela noite, mesmo que meu esposo não pudesse ir, mas recebemos uma mensagem de que ela estava extremamente enferma, com um problema estomacal. De alguma forma sentimos que Satanás não queria que assistíssemos à reunião daquela noite – ou das noites restantes. Oramos para que Deus os livrasse da dor e da enfermidade a fim de que não perdêssemos mais da festa espiritual que Ele havia preparado para nós.

Naquela noite meu esposo começou a expelir a pedra desmanchada e pela manhã já se sentia ótimo. Nossa amiga nos enviou um e-mail dizendo que se sentia muito melhor e planejava ir conosco naquela noite. Não perdemos mais nenhuma reunião e simplesmente louvamos a Deus por ter respondido tão rapidamente às nossas orações por cura. E nossa amiga assumiu o compromisso de seguir ao Senhor naquele final de semana! Uma vez mais, Satanás foi vencido.

Anna May Radke Waters


18 de julho

O Jornadear de Sara

Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará. Salmo 37:5.

Enquanto era datilógrafa do jornal Los Angeles Times, em 1974, trabalhei com muitas histórias sobre o oleoduto do Alasca e dos planos de estendê-lo até Seattle, Washington. Naquelas histórias, eu via oportunidades para uma pessoa que fosse forte, ambiciosa e criativa, e que também fosse solteira e desimpedida.

Eu ficava animada diante dessas visões e ansiava explorá-las, mas não tinha a liberdade de fazê-lo. Eu era o único arrimo do meu filho, que tinha uma deficiência, e de minha mãe, que tinha saúde frágil.

Deus me viu colocando de lado esses sonhos porque eu não estava inclinada a abandonar meu amor e minhas responsabilidades para com meus familiares. Ele ficou ao meu lado e me guiou na batalha que eu travava em benefício da minha família. Também providenciou para que eu tivesse uma vida rica e gratificante, pessoal e espiritualmente falando. E Ele observou enquanto meus sonhos de aventura no Noroeste murchavam e depois desapareceram – totalmente esquecidos.

Vinte e oito anos se passaram. Minha mãe depôs seus fardos terrenos. Meu filho cresceu e conquistou sua independência. Logo minhas contas a pagar e responsabilidades da juventude eram coisa do passado.

Inexplicavelmente, minha vida foi então lançada no caos por muitos eventos desconcertantes que a mudaram totalmente. De uma hora para outra, aposentei-me mais cedo e fui chamada para ajudar uma amiga no Estado de Washington por seis meses. Quando essa tarefa se completou, estabeleci meu lar numa ilha em Puget Sound.

Agora, mais de trinta anos após ter sonhado com aventuras no Noroeste, encontro-me numa aventura muito definida no Estado de Washington. Não, não é a experiência de excitação e riquezas com a qual sonhei quando jovem. Essa também foi a aventura de Sara na Bíblia. Eu, com idade mais avançada, tenho jornadeado para uma terra diferente daquela em que cresci, na qual devo depender de Deus para tudo. A excitação com a qual lido agora é a alegria de aprender quão pessoal, específico e individual é o trato e o amor de Deus para comigo. Todos os dias revela-se diante de mim algo novo e maravilhoso a respeito dEle.

Deus viu meu anseio por aventuras no Noroeste. Quando finalmente me livrei de responsabilidades auto-impostas, Ele me trouxe para o Estado com o qual eu sonhava tanto tempo atrás. Deu-me uma aventura emocionante e maravilhosa de fé. Ele é digno de confiança.

Darlenejoan McKibbin Rhine


19 de julho

Pintinhos

Esconde-me à sombra das Tuas asas. Salmo 17:8.

Era um verão incomumente tempestuoso e até frio. Chovia bastante. Havia poças por toda parte e assim precisávamos desviar-nos cuidadosamente dos buracos nas ruas da vila. No meio dessa vila ucraniana havia um terreno público com um viçoso gramado e muitas árvores frondosas. Vacas, ovelhas, patos, gansos e galinhas passavam seus dias ali. Até um jumento havia sido amarrado a um poste.

Fiquei fascinada com uma galinha que cobriu seus pintinhos com as asas. Talvez estivesse frio demais para eles, e ela quis conservá-los aquecidos. Você podia ver apenas os pezinhos deles por baixo das asas da galinha. Então um dos pintinhos, mais curioso que os outros, pôs a cabecinha para fora. Ainda protegido pela asa da galinha, ele podia observar o que acontecia no mundo exterior.

Infelizmente, eu não havia levado minha câmara fotográfica, e toda vez que passávamos pelo terreno público eu procurava aquela galinha e seus pintinhos. Mas não houve uma segunda oportunidade para tirar a foto.

Mesmo sem uma fotografia, ainda vejo aquele pintinho, e ele me faz lembrar da maneira como eu ajo com freqüência. Também quero desfrutar a proteção de Deus e deixar que Ele, por assim dizer, me cubra com Suas asas. Mas acho difícil permanecer completamente coberta por Suas asas protetoras – quero poder ver o mundo no qual vivo. Então, ponho a cabeça entre Seu peito e asa, para poder olhar para fora.

Deus protege até mesmo pintinhos como eu. Não é um pai severo que diz: “Se você não confia em Mim completamente, é melhor cuidar da sua vida sozinha”, e me expulsa de Seu cálido aconchego.

Por outro lado, eu me pouparia muitas preocupações se tão-somente relaxasse no calorzinho escuro de Suas asas. Deus não quer que nos preocupemos desnecessariamente. Ele deseja cuidar de nós. Quero aprender a confiar nEle por completo. Não deseja você, junto comigo, confiar em Sua proteção, mesmo que não vejamos para onde nos está conduzindo?

Hannele Ottschofski


20 de julho

Pedrinhas Preciosas

Pois vocês são um povo santo para o Senhor, o seu Deus. O Senhor, o seu Deus, os escolheu... O Senhor não Se afeiçoou a vocês nem os escolheu por serem mais numerosos do que os outros povos, pois vocês eram o menor de todos os povos. Mas foi porque o Senhor os amou. Deuteronônio 7:6-8, NVI.

Nossa família gozava miniférias no campo. Numa certa tarde de sábado, decidi fazer uma caminhada sozinha. Do topo de uma alta montanha, eu queria observar a terra que abraçava o vasto mar. A vista era tão convidativa que não resisti e desci o íngreme declive que me separava do oceano. Quando cheguei à beira da água, toquei a areia quente que, do meu posto de observação na montanha, eu podia ver marcado por pegadas de pessoas desconhecidas que haviam andado ao longo da praia. Atenta à areia fina, descobri conchinhas, moluscos e outros “achados arqueológicos”, que lá de cima não se pareciam com nada além de areia. Todos esses objetos haviam sido modelados pela mão do Criador dos céus e do mar. Não pude deixar de levar essas preciosas peças comigo para enfeitar minha casa.

Lá de cima, do espaço infinito, o que é este mundo aos olhos de um poderoso Deus e Criador? Apenas um minúsculo grão de areia, comparado a todas as galáxias, ao Sol e à Lua que nos rodeiam. No entanto, o Céu se esvaziou do Ser mais precioso que tinha, o amado Filho de Deus, o Único disposto a descer ao abismo que nos separava, porque desejava salvar a você e a mim!

Ele fez tudo isso porque simplesmente não podia deixar de amar-nos até a morte, morte de cruz, para restaurar em nós o valor que fora perdido. Como podemos retribuir esse grande amor? Não há meio de fazer isso, mas podemos sempre dar graças a Deus porque Ele nos amou e nos escolheu para sermos pedrinhas preciosas na coroa de Cristo e no lar que Ele nos foi preparar para toda a eternidade.

“Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte... Agora escolham a vida, para que... vocês amem o Senhor, o seu Deus, ouçam a Sua voz e se apeguem firmemente a Ele. Pois o Senhor é a sua vida e Ele lhes dará muitos anos na terra” (Deuteronômio 30:19, 20, NVI).

Querido Senhor, muito obrigada por Tua maravilhosa criação e por teres descido das alturas para este pequeno mundo a fim de dar Tua vida para salvar-nos.

Irina Jeanete Pires Almada