21 de junho

Cuidado Para com o Outro

Pergunte, porém, aos animais e eles o ensinarão, ou às aves do céu, e elas lhe contarão. Jó 12:7, NVI.

Há duas árvores grandes nos fundos da biblioteca onde trabalhei alguns meses. Não são dotadas nem de belas flores nem de frutos deliciosos. Não há fragrância nas flores, tampouco muito néctar. Assim, não atraem muitos pássaros ou insetos. Os raros visitantes são macacos do mato próximo. Eles pulam de um galho para outro, e se balançam e brincam. É divertido observá-los.

Mas uma das bênçãos dessas árvores é que proporcionam muita sombra nos dias ensolarados e quentes do verão para uma variedade de pássaros. Eles vêm, descansam um pouco e depois partem. Nenhuma ave fica muito tempo. Assim, achei estranho quando um dia vi um par de corvos pretos pousados no galho por um bom tempo. Quanto mais os observava da janela, tanto mais curiosa eu ficava. Um deles procurava fazer o outro feliz, ou pelo menos assim me parecia. Colocava o bico entre as macias penas ao redor do pescoço do outro, produzindo um barulho estranho o tempo todo. Produziam aquele murmúrio e agitavam as asas. Estavam lá quando saí para o almoço e continuavam lá quando retornei. Observei-os com mais interesse, admirada diante da maneira como expressavam seus sentimentos.

No dia seguinte, abri a janela, como sempre, e o que vi foi algo totalmente inesperado: um corvo morto no chão, sob a árvore. Não sei o motivo de sua morte (talvez doença ou ferimento), mas de uma coisa eu tinha certeza: o outro corvo sabia que este estava doente e procurou animá-lo, e fez todo o possível para manter seu companheiro com ânimo e felicidade até o fim.

Quanto mais se espera de nós, seres humanos, supostamente com mais compreensão e bênçãos, que cuidemos uns dos outros! “Assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 13:34) é um dos mandamentos do nosso Senhor. Não somos obrigados a atentar para esse mandamento? Pedi a Deus muitas coisas para poder desfrutar a vida; Deus disse “não”, e tem Suas razões. Pedi-Lhe que me ajudasse a amar os outros assim como Ele me ama. Deus disse: “Ah, finalmente você captou a idéia.”

Margaret Tito


22 de junho

Reencontro

Quanto ao amor fraternal, não precisamos escrever-lhes, pois vocês mesmos já foram ensinados por Deus a se amarem uns os outros. 1 Tessalonicenses 4:9, NVI.

Recentemente participei do encontro da minha turma do ensino médio. Foi ótimo rever pessoas que eu não encontrava fazia anos. Tenho outros amigos com quem estou sempre em contato. Uma das melhores coisas relacionadas com uma amizade antiga são as lembranças que compartilhamos. Algumas de minhas amigas são do tempo da escola primária. Conhecer alguém por um longo tempo significa que você é livre para ser você mesma. Não precisa se preocupar em impressionar alguém que se lembra de que você caiu sentada na aula de ginástica!

Compartilhar lembranças significa que você sempre terá alguém para preencher os espaços quando você conta uma história – exceto quando essa pessoa se lembra das coisas de modo um pouco diferente do seu. Há outras vantagens também. Quando uma amiga minha estava chateada porque não tinha uma foto de seu querido gato, lembrei-me de que certa vez eu havia tirado uma foto dela segurando o gatinho e pude fazer-lhe uma surpresa com uma cópia.

Mais tarde, quando meu cão idoso morreu, foi a mesma amiga que veio com uma história engraçada para me consolar. Lembrou-se da vez em que levara o meu cachorro e a mim num passeio pelas montanhas, para brincar na neve. A certa altura, enquanto percorríamos com o carro aquelas estradas muito sinuosas, pedi-lhe que parasse porque nós ficaríamos enjoados. Ela parou, e tanto meu cachorro quanto eu vomitamos. Ela disse que, quando usei a palavra “nós”, achou que eu estivesse falando como uma enfermeira quando diz: “Está na hora do nosso banho.” Ficou impressionada com o fato de estarmos em tal sintonia, que na realidade tivéssemos sentido náusea ao mesmo tempo.

Amo minha amiga, mas há Alguém que me conhece ainda melhor – Jesus Cristo. Gosto de pensar que ir para o Céu será como conversar com amigos de infância. Jesus Se lembra de coisas que nós, com nossa memória imperfeita, nem nos lembramos acerca de nós mesmas. Podemos relaxar e ser nós mesmas na Sua presença. Tenho velhos amigos que anseio ver no Céu, mas o Amigo que mais desejo encontrar é meu Salvador. Que reunião será aquela!

Gina Lee


23 de junho

Uma Viagem no Tempo

Todos recebemos da Sua plenitude, graça sobre graça. João 1:16, NVI.

Será que foi apenas alguns dias atrás – ou semanas, meses e anos? A experiência se tornou atemporal, como se tivesse acontecido por ocasião do meu nascimento ou da minha morte. Quando me dei conta, vi que de acordo com o calendário se havia passado uma semana só.

Eu enfrentava um desafio estranho. Obstinado, insolente, impaciente, desalentado, pequeno e grande, e, a despeito de tudo, amorável e confiantemente colocado no meu coração – a escrita pessoal de Deus.

Nem sempre havia sido esse o caso. Quantas vezes havia eu lutado com meu Deus! Muitos dias, anos empilhados. Mas naquele dia não foi tão fácil. Desta vez eu não podia adiar as coisas. Meu médico me havia apresentado o fato, enfática e claramente: “Você tem câncer de mama!”
Meu Criador e Mantenedor Se aproximou cada vez mais de mim. Por baixo da minha pele assomava o meu temor. Deus, onde estás? Posso falar contigo? Podes me ouvir? Que devo fazer? Teria eu ficado melancólica?

No primeiro dia depois da notícia, precisei descobrir a minha posição, definir o meu paradeiro.

No segundo dia da longa semana, minha situação ficou mais clara, como uma névoa que começa a se dissipar. Só Deus podia salvar-me; Sua graça determinaria a minha vida.

No terceiro dia, fiquei mais calma. Era como se Deus estendesse o Seu manto sobre mim. A luz e o calor me envolveram.

No quarto dia me senti protegida numa campina de verão, com borboletas dançando ao meu redor, asas de libélulas brilhando à luz do sol, pousadas sobre uma estreita haste de grama.

No dia seguinte, coloquei as mãos nas grandes e poderosas mãos do meu amorável Pai.

No sexto dia, disseram-me que não haviam encontrado metástases no meu corpo. Ainda não sei como acabarão as coisas. Nesse meio tempo, a cirurgia e a radioterapia estão no passado, mas o que me reserva o futuro? Por enquanto, cobrem-me a graça, a bondade e o amor de Deus.
Nunca antes me senti tão segura. Venha o que vier, estou nas mãos de Deus, e Sua graça me concederá vida eterna.

Christel Mey


24 de junho

Anseio

Mas regozijem-se e alegrem-se em Ti todos os que Te buscam. Salmo 40:16, NVI.

Cresci com uma irmã, três anos mais nova, e éramos tão diferentes quanto duas irmãs podem ser. Não nos parecíamos – ela é loira e eu sou morena – tampouco tínhamos algum interesse em comum. Na realidade, nunca fomos muito chegadas. Mesmo depois que nos casamos e criamos nossas famílias, a distância continuava, não só emocional mas fisicamente – meu esposo e eu na África, Carole e sua família no Reino Unido.

O falecimento de papai nos aproximou porque mamãe foi morar com ela, e nos visitávamos com freqüência. Mas foi só depois que mamãe faleceu, em 1996, que realmente começamos a ficar próximas. Carole e seu esposo começaram a tirar férias perto de nós, e passamos bons momentos juntos. Quando visitávamos o Reino Unido, fazíamos a viagem até Gales e passávamos tempo juntos. Conversávamos regularmente por telefone. Com o tempo, passamos a nos conhecer. Chegamos a ficar íntimas. Com nossos pais mortos, temos só uma à outra, e valorizo muito a amizade dela. Sinto-me à vontade quando ela está por perto, e é uma alegria muito grande conversar. Gosto de estar na sua companhia e me vejo, de tempos em tempos, anelando estar com ela. Pena que isso não aconteceu antes!

Alguns dias atrás, conversei com alguém a respeito da minha família e descrevi meu atual relacionamento com minha irmã. Quando contei que realmente sinto o anseio de vê-la, meus olhos se encheram de lágrimas.

Mais tarde, naquele dia, revivi a conversa enquanto tomava banho. Quando cheguei ao ponto sobre o desejo de estar na companhia dela, fui instantaneamente levada a um pensamento diferente. Imaginei Deus ouvindo minha conversa comigo mesma e me interrompendo com esta pergunta: “Você anela estar na Minha companhia, tanto quanto deseja estar na companhia de sua irmã? Seus olhos se enchem de lágrimas diante da simples idéia de estar comigo, de conversar comigo e Me ouvir a voz?” Na verdade, não. O assunto é sério. Preciso perguntar a mim mesma por que sinto a separação de minha irmã de modo mais agudo que a necessidade de estar na companhia de Deus. Talvez eu não O conheça bem o suficiente para saber o que estou perdendo.

Deus me chama para ter com Ele o mesmo e intenso relacionamento que tenho com minha irmã. Há muitos textos na Bíblia garantindo que, se eu O buscar, vou encontrá-Lo. Acho que vou passar algum tempo com Ele agora.

Valerie Fidelia


25 de junho

Ele Deu o Melhor

Senhor, Tu és a minha porção e o meu cálice; és Tu que garantes o meu futuro. Salmo 16:5, NVI.

Como nosso saldo bancário andava um pouco abaixo do normal, achei necessário procurar um emprego temporário no verão. Orei acerca do assunto e o deixei nas competentes mãos de Deus. De minha parte, telefonei para algumas agências de emprego das colunas de classificados; aguardei esperançosa por semanas.

Embora nada aparecesse por algum tempo, não deixei a esperança de lado. Por fim uma agência me chamou para uma entrevista. Após a entrevista, disseram-me que eu seria chamada para me informarem quando começaria a trabalhar. Fui para casa com alegria, louvor e gratidão a Deus.

Ainda encantada com o meu sucesso, fui recebida por minha filha.

– A agência onde você fez a entrevista ligou – disse ela.

– O que eles queriam?

– Disseram que sentiam muito, mas a vaga foi preenchida.

Como podia ser? E a certeza que me haviam dado? Fiquei muito confusa; mas enquanto estava ali sentada, desapontada, uma voz suave me disse: “Ele é o Senhor; que faça o que Lhe parecer melhor” (1 Samuel 3:18, NVI), embora restassem apenas dez semanas para trabalhar. Continuei aguardando com esperança até que Deus me deu um emprego melhor através de um amigo. Esse emprego oferecia condições melhores e mais dinheiro do que eu esperava. Na verdade, Deus é bom!

O Senhor sabe o que é bom para os Seus filhos, e Ele designou bênçãos a cada pessoa, as quais ele dá no momento certo. Precisamos apenas esperar nEle com paciência, como diz Habacuque 2:3: “Ainda que demore, espere-a; porque ela certamente virá e não se atrasará” (NVI).

Algumas de nós não sabemos esperar. Depois de pedir o auxílio de Deus, ainda corremos e fazemos as coisas do nosso jeito. A maioria confunde as coisas e se mete em mais problemas e aprende do jeito difícil antes de tentar ir a Deus com seus desapontamentos. Procuremos aguardar e esperar no Senhor, pois aqueles que esperam no Senhor renovam suas forças.

Por favor, Pai, abençoa-me com a paciência que me ajudará a esperar em Ti, como fizeram pessoas dos tempos antigos – Jó, Noé e Ana. Ajuda-me a entender que preparaste a minha porção e o meu cálice e és Tu quem garantes o meu futuro.

Mabel Kwei


26 de junho

Pardais

Não se vendem dois pardais por uma moedinha? Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês. ... Portanto, não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais! Mateus 10:29, 31, NVI.

Em nosso jardim há uma caixa destinada a ninhos, feita por uma de nossas netas. Está sobre um poste, de modo que podemos vê-la das nossas janelas. No ano passado, os pardais construíram um ninho e criaram uma família nessa caixa. Este ano, vimos que um casal de pardais veio inspecioná-la e começou a construir seu ninho. Um dia, apareceu um casal de estorninhos investindo contra os pardais. Então os pássaros não vieram. Passou-se uma semana sem sinal dos pardais. Tive certeza de que os estorninhos haviam espantado nossos pequenos amigos. Mais uma semana se foi, ainda sem sinal dos pardais. Perguntava-me se os estorninhos haviam matado ou machucado as avezinhas. Orei: Senhor, sei que isto é uma coisa pequena, mas disseste que até os pardais estão sob Teus cuidados. Por favor, permite que os “nossos” pardais voltem com segurança.

Poucos dias depois, para minha alegria, vi um pardal sentado no ninho da caixa, e mais tarde vi seu companheiro voando por perto. Tivemos a certeza de que eram os nossos pardais!

Observamos fascinados enquanto traziam material para o seu ninho. Então concluímos que a fêmea devia estar sentada sobre os ovos. Entendemos que os filhotinhos já haviam saído da casca quando mamãe e papai Pardal se ocupavam, trazendo com freqüência algo no bico para o ninho. Então, como ficamos felizes ao ver – e ouvir – pelo menos dois passarinhos barulhentos na abertura da caixa e notar os pais muito envolvidos trazendo alimento. Em pouco tempo os filhotinhos deixaram o ninho e agora pardais adolescentes se empoleiravam e clamavam por comida nos galhos dos arbustos próximos.

Algumas semanas mais tarde, estava eu junto à janela de novo. “Venha ver!” chamei. “Parece que a mamãe e o papai estão criando outra família!”

Certamente o processo todo se repetiu enquanto criavam outra ninhada. E foi uma alegria observar o processo de alimentar e criar filhotes outra vez.
Agradeci a Deus essa evidência de Seu cuidado, até mesmo com os pardais. E encontrei conforto no fato de que Ele cuidaria de mim, independentemente do que aparecesse no meu caminho.

Ruth Lennox


27 de junho

O Lago

Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado. Salmo 51:2, NVI.

No ano passado fomos transferidos para um novo distrito, ao norte de Atlanta, Geórgia. Compramos uma casa em dois acres e meio de terra arborizada num loteamento de montanha. A casa tem um jardim de inverno e um grande terraço com vista para um lago num ambiente jardinado na entrada do bosque. Estávamos entusiasmados com nossa casa nova. A casa estivera vazia por mais de um ano, e o laguinho artificial não recebera nenhuma atenção.

O lago tem duas seções, uma menor mais acima, com uma queda d´água que acaba na maior, embaixo. Ambos os níveis estavam repletos de tantas folhas apodrecidas e entulhos, que se podiam ver apenas pequenas poças de água por cima. Centenas de rãs faziam do lugar a sua casa. Produziam música todas as noites e desapareciam rapidamente sob as folhas quando nos viam ou quando nosso cachorro se aproximava.

Eu saía ao ar livre com meu cachorro, suspirando ao olhar para o lago, aguardando ansiosamente o dia em que poderíamos limpá-lo e restaurá-lo à sua beleza e função. Conversamos sobre isso durante meses, mas nunca encontrávamos tempo para a limpeza.

Neste verão, três dos nossos filhos vieram com suas famílias para nos visitar. Foi muito divertido estarmos rodeados por familiares, risos e crianças! Eu curtia cada momento.

Certa manhã, dois dos nossos filhos decidiram limpar o lago com pás e ancinhos. Quando meu esposo retornou de um compromisso e viu o progresso, ficou entusiasmado e começou a ajudá-los. Trabalharam o dia todo até que finalmente terminaram a limpeza e fizeram a bomba funcionar de novo. Enchemos o lago com água e nele colocamos plantas aquáticas e peixes.

Muitas vezes, sentada no banco e apreciando o som da água que cai sobre as pedras, lembro-me do poder transformador de Deus. Com que freqüência, devido à nossa rotina e agenda movimentada, deixamos para mais tarde a nossa ida em busca de Deus, para que limpe nosso laguinho espiritual. Sinto-me grata porque Ele é paciente conosco e espera que nos acheguemos para sermos purificados e repletos com o Seu Santo Espírito, formosos outra vez.

Célia Mejia Cruz


28 de junho

Excursão de Carruagem

Vejam! O Senhor vem num fogo, e os seus carros são como um turbilhão! Transformará em fúria a Sua ira e em labaredas de fogo, a Sua repreensão. Isaías 66:15, NVI.

Era de manhã. O dia com o qual havíamos sonhado chegara finalmente. Esta seria minha primeira experiência em viagem aérea, e iríamos para a assembléia mundial da nossa igreja em Toronto, Canadá.

Apresentamo-nos no balcão e aguardamos com respiração suspensa a chamada para o vôo. Finalmente ela soou, e depois das manobras usuais, o avião decolou para o seu vôo de quatro horas. Eu era uma pilha de nervos. Embora ocupasse um assento junto à janela, estava assustada demais para olhar para fora, e assim mantive fechada a cobertura da janela até me haver adaptado a todos os movimentos e sons do avião. Quando recuperei o controle, ergui por fim a cobertura e olhei para fora. Que visão linda, como eu nunca havia imaginado! Aqui estava eu no céu, olhando para baixo, para as nuvens e o espaço. A cena inspirava reverência!

Enquanto via a maravilhosa criação de Deus, refleti sobre o retorno de nosso Salvador Jesus Cristo, Aquele que virá nas nuvens de glória, na Sua carruagem. “Todo olho O verá” (Apocalipse 1:7, NVI), e aqueles que vigiaram e esperaram por Ele serão arrebatados para encontrá-Lo nos ares (1 Tessalonicenses 4:17). E lá, com Deus o Pai, Jesus, Seu Filho, o Espírito Santo e as hostes celestes, ouviremos atentamente a explicação sobre os mistérios da Terra.

O tempo da reserva e do check-in é agora. A chamada para o vôo está sendo feita. “Quanto ao dia e à hora ninguém sabe” (Marcos 13:32; Mateus 24:36, NVI), mas está chegando o momento.

Uma assembléia da igreja é um evento emocionante e inspirador, e fico feliz por ter assistido a uma delas. Mas nenhuma convocação da igreja pode comparar-se àquele encontro no Céu. Estamos aguardando o retorno de Cristo?

Preparemo-nos enquanto esperamos esse vôo, numa carruagem de nuvens através do espaço, rumo às mansões celestes. O próprio Jesus será nosso piloto. A jornada levará uma semana, e louvaremos nosso Redentor e Rei ao longo do caminho, enquanto viajamos para a terra gloriosa. Todos os nossos temores terão terminado e viveremos para sempre!

Senhor, ajuda-nos em nosso preparo para essa viagem nas nuvens, naquela manhã gloriosa.

Bula Rose Haughton Thompson


29 de junho

A Petúnia

O Senhor guiará vocês para sempre... vocês serão como um jardim bem regado. Isaías 58:11, BV.

Eu estava atrasada, como sempre. Minhas filhas Lillian, de sete anos, e Cassandra, de dois, preparavam-se para passar o verão com meus pais na Flórida. Embora fosse uma ocorrência anual, por algum motivo chegou rápido demais e me surpreendeu, e agora eu tinha muita coisa para fazer. Em meio às frenéticas atividades de procurar, lavar, consertar e empacotar, fui avisada de que a validade da minha carteira de motorista de Nova York estava para expirar. Enquanto lia, minha mente anotou o recado de preencher e enviar um cheque. Mas a última frase dizia: “É obrigatório o exame oftalmológico para a renovação”. E agora, o que faria eu? Não poderia simplesmente mandar um cheque, pois já fazia quase dois anos que não fazia um exame de vista. Agora, com o tempo curto, eu ainda precisaria achar tempo. No dia seguinte, minha amiga Margarita e eu, com as meninas a reboque, chegamos ao Departamento de Veículos Motorizados.

Como saímos tarde, já estava quente e úmido, de modo que decidimos caminhar na sombra até a entrada do prédio. Na metade da rampa, eu a vi – uma petúnia imaculadamente branca, florescendo numa pequena rachadura da calçada de cimento. Parei de repente e mostrei às minhas filhas aquela bonita flor. Perguntei: – Lillian, o lugar desta flor é aqui?

Ela respondeu: – Não, mamãe; ela devia estar num jardim.

– Mesmo? Todas as flores crescem nos jardins? – perguntei. Quando ela concordou que nem todas as flores crescem nos jardins, mas provavelmente ficariam melhor num deles, eu disse: – Sabe, você provavelmente tenha razão. Seria melhor que esta flor estivesse num lugar seguro, junto com outras flores. Seria regada quando as outras são regadas e teria um espaço maior onde crescer. Mas você não acha essa flor bonita? Se estivesse num jardim com outras flores, nós não a teríamos visto. Não teria feito com que parássemos para falar sobre ela, especialmente agora que estamos com pressa. Afinal de contas, embora as flores fiquem lindas num jardim, é lá que nós esperamos vê-las. Não esperamos ver uma delas no meio da calçada!

O dia todo pensei naquela flor e sobre como Deus nos planta a cada uma num lugar diferente. Alguns lugares são bem regados, num ponto onde o crescimento é fácil. Em outros locais, a vida pode ser um desafio, e precisamos lutar para existir, quanto mais para desabrochar. Graças a Deus, Ele continua amoravelmente a nos regar e proteger com Sua sombra, enquanto crescemos cada dia mais à Sua semelhança. Oro para que todas sejamos flores bem regadas e fragrantes para Cristo, não importa onde estejamos plantadas!

Tamara Marquez de Smith


30 de junho

A Saia da Cama-Box

Desta forma, tenham como alvo a harmonia na igreja e procurem edificar-se uns aos outros. Romanos 14:19, BV.

Estávamos arrumando a cama, meu esposo e eu. O colchão é grande e pesado, difícil de suspender e inclinar. E hoje estou desempacotando minha última pechincha, um jogo de cama completo. Sou boa para pechinchas. E para arrumar camas? Minha especialidade. É o que faço.

Assim, nesta brilhante manhã de verão, estamos parados a seis passos de distância um do outro. Bem, o que parece é que somos duelistas concorrendo ao prêmio de campeão. Isto é, da minha parte. Ele, por outro lado, nunca deu muita importância à arte de arrumar camas. Até agora.
Do outro lado da cama, ele se dobra pelo meio, com o rosto vermelho e contorcido, e um canto do colchão apoiado no seu joelho. Resmungando protestos. Contra quem, não tenho certeza. Garanto que não são contra mim. Os resmungos e os olhares são sinistros. Nenhuma saia de cama-box que se respeite devia ousar desafiar-lhe as habilidades domésticas. Ele soca, estica e agora força lençóis, cobertas e, sim, a saia, para cima e depois por baixo do colchão. Solta, endireita-se, inspeciona o enchimento e explode.

O meu lado está lisinho e esticado. Disfarço uma risadinha irônica diante de sua inaptidão e seu profano acesso de raiva. Com o tom mais cheio de razões, digo: “Não há necessidade de partir para uma luta de socos com a saia da cama.”

O pequeno episódio paira no ar como uma nuvem de irritantes mosquitos. O meu “Viu só?” espiritual ainda está alguns dias pela frente. Às vezes, Deus deixa que as coisas fiquem cozinhando um pouco até que o molho esteja no ponto certo.

O verão implica cortar a grama ao redor da casa com assiduidade. Assim, cumpro minha exigência semanal pilotando o cortador de grama. Bem, nunca liguei muito para cortar grama. Uma tarefa a ser feita, sem necessidade de grandes talentos, certo? Fazendo a curva na direção do pátio, onde meu esposo por acaso está parado, acho que tenho mais grama do que cortador e lá vou eu, levando caprichosamente por diante um canto do piso de cedro.

O barulho do motor abafa a exclamação dele, mas aposto que não é a doxologia. De repente me parece sábio ir em frente e cortar a grama de um canto mais distante do quintal. A solidão me dá a oportunidade de refletir sobre a maneira como tratei as infrações menores dele, e sobre o que eu mereço. E no restante do dia, com muito mais misericórdia e graça do que eu manifestei para com ele, meu marido não disse uma palavra.

Marilyn Joyce Applegate