Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar. 1 Coríntios 10:13.
Era o décimo sexto aniversário do meu filho Benji. Para comemorá-lo, meus três filhos e eu fizemos um passeio de canoa descendo o rio American – uma aventura calma, que envolvia flutuar, nadar e boiar. Foi tremenda! A certa altura, entretanto, as coisas mudaram. Encontramos algumas corredeiras muito rápidas, e de repente me vi do lado de fora da canoa. Embora a água só me cobrisse os joelhos, eu não conseguia voltar para a canoa. De nada serviu estarem três rapazes na praia, rindo das minhas tentativas desajeitadas. A correnteza afastava a canoa das minhas mãos, levando-a com meus três querubins a bordo.
Eu, com 43 anos de idade, pensei: Sou muito jovem para morrer e, se não morrer, vai doer muito me machucar nessas pedras.
Decidi caminhar até uma parte mais calma do rio e nadar para encontrar minha família. A essa altura, os rapazes que observavam da margem se seguravam para não rolar no chão de tanto rir. Dei um sorrisinho para eles, na esperança de que estivessem apreciando o drama.
Lutando contra a correnteza mais forte para sair, andei com os pés descalços sobre pedras cobertas de musgo. Na metade do caminho até a pequena ilha que separava as águas turbulentas daquelas mais navegáveis, espiei meu filho – meu herói – usando tênis, a caminho para me resgatar. Ele se aproximou, colocou seus tênis nos meus pés e me levou para um local com água mais funda, garantindo que as corredeiras eram profundas o suficiente para permitir que eu praticasse o “bodysurf” sem me pulverizar.
Quando foi que meus filhos começaram a me proteger, em vez de eu protegê-los? perguntei a mim mesma.
Meu coração se dilatou de orgulho do meu filho, meu protetor, e se encolheu diante da constatação de que não eram só os três que estavam ficando mais velhos – eu também estava.
Vi um paralelo tocante na minha experiência daquele dia. Tenho outro Herói, celestial, que também me resgatou de turbulentas correntezas. Ele suportou a dor da cruz e da zombaria dos espectadores. Fez isso por mim. E Ele, assim como Benji, não proferiu um único resmungo.
Patrícia Calahan Muñiz
Na minha aflição clamei ao Senhor; gritei por socorro ao meu Deus. Do Seu templo Ele ouviu a minha voz. Salmo 18:6, NVI.
Uns cinco anos atrás, notei um pequeno nódulo em minha mama esquerda. Consultei diferentes médicos, e todos disseram que não era nada que causasse preocupação. Um ano mais tarde, consultei o Dr. Mosquida, no Hospital Cooper Memorial, em Monróvia, o qual fez uma lumpectomia. Como ele não é oncologista, mandamos o nódulo para um exame de patologia em Gâmbia, e passei a me tratar.
Visitei a Inglaterra seis meses mais tarde, e fui fazer o check-up final. De maneira inacreditável, fui diagnosticada como paciente do estágio 2 do câncer de mama. Embora estivesse surpresa e assustada, não desanimei. Assim, quando o médico me convidou a fazer perguntas, tudo o que eu disse foi: “Ele é o Senhor; que faça o que Lhe parecer melhor” (1 Samuel 3:18, NVI). Então, inclinei a cabeça e orei silenciosamente. Embora houvesse uma longa fila para mastectomia na Inglaterra, disseram-me que eu seria operada dentro de duas semanas. Nosso Deus não é impressionante? Nosso Deus trabalha; nunca falha quando clamamos a Ele. A cirurgia foi bem-sucedida, embora tivesse sido difícil e me levasse para a UTI. Depois de um dia de transfusões de sangue, minha saúde melhorou.
Fiquei preocupada acerca de como pagaria minha conta hospitalar, mas meu nome foi colocado na relação do Serviço Nacional de Saúde, e recebi alta sem ser cobrada – outro milagre! Isso era incrível, porque às vezes outras pessoas recebem uma conta de dez mil libras, ou 19.500 dólares. Como foi possível eu ter saído sem pagar um centavo?
Não sei como Deus faz isso, mas Ele tem recursos além da nossa compreensão humana. Depois de eu receber alta do hospital, Deus tocou muitos irmãos e irmãs de diferentes igrejas para me ajudarem. Alguns chegaram trazendo presentes de todo tipo: alimento, cartões, folhetos, livros e até dinheiro. Alguns se ofereceram para me levar ao hospital para as sessões de quimioterapia e radioterapia.
Embora ainda me encontre sob cuidados médicos, sei que o Senhor me fará superar esta prova, assim como fez em favor da mulher com o fluxo de sangue nos tempos bíblicos. Tudo o que devo fazer é confiar nEle e apegar-me às Suas promessas – Ele nunca falha.
Mabel Kwei
Eis que Deus é a minha salvação; confiarei e não temerei, porque o Senhor Deus é a minha força e o meu cântico; Ele Se tornou a minha salvação. Isaías 12:2.
Meu esposo e eu estávamos planejando sair de férias dentro de poucos dias para Barbados, para visitar minha mãe de 88 anos de idade e outros membros da família. Certa noite, deitada na cama, fiquei imaginando todo tipo de cenários hipotéticos. Achei que passaria por uma grave reação alérgica a perfumes ou álcool no avião, que eu passaria mal e o comissário de bordo teria que me colocar máscara de oxigênio. O medo me petrificou. Enquanto esses pensamentos malucos me ocupavam a mente, eu me virava e desvirava. O sono fugiu. Ah, quanta paz perdemos quando não levamos nossas preocupações a Deus!
Antes do romper do dia, fui ao banheiro e olhei pela janela. Uma Lua grande, brilhantemente iluminada e com uma cruz em primeiro plano, parecia estar ali do outro lado da janela, ao alcance da mão. Foi incrível! Como pode a Lua revelar uma forma semelhante à cruz, emanando dela? Olhei sem acreditar, e tive a impressão de que Deus havia visto meu temor e ansiedade, e estava me reconfortando. “Minha filha, por que você se preocupa tanto? Dei Meu amado Filho único para morrer numa cruz por você, porque a amo. Não sabe que nem um pardal sequer cai ao chão sem que Eu note, e que até os fios de cabelo da sua cabeça estão numerados? Não tenha medo; vou cuidar de você.”
Pensei: Deus, Tu realmente cuidas desta velhinha aqui. Ele me fez lembrar que havia cuidado de mim por mais de 63 anos, enquanto eu viajava a lugares distantes por terra, mar e ar. Por que estaria duvidando de que Ele pudesse fazer isso de novo? Meus temores minguaram, voltei para a cama e dormi profundamente.
Meu cardiologista me havia acautelado para não ficar sentada por mais de duas horas seguidas, por causa de um coágulo no pulmão direito. Mas, no vôo de Miami para Barbados, o assento que me deram não era o do corredor. Perguntei à mulher que sentava ao meu lado se poderíamos trocar de banco. Ela não gostava de sentar na fila do centro ou da janela, mas se dispôs a me dar seu banco. Quando estávamos para decolar, ela viu assentos vagos e se prontificou a mudar de lugar. Isso me deixou com um assento a mais, no qual descansar as pernas.
Tivemos momentos maravilhosos, visitando familiares e amigos, e voltamos para casa com segurança. Deus tem mostrado Seu amor por mim de muitas maneiras. Não tem Ele feito o mesmo por você?
Shirley C. Iheanacho
Orai sem cessar. 1 Tessalonicenses 5:17.
Minha cachorrinha menor nasceu no Dia da Independência dos Estados Unidos. Com 25 quilos, é o filhote “tampinha”. Quando nasceu, ela caiu no chão, ainda na placenta que se havia rompido. Seus fracos latidos me despertaram. Que “parteira canina” me revelei! A mãe dela, Midgie, estava tão esgotada quanto eu. Levou algum tempo até encontrar Indy no chão, atrás da cama. Indy acabou sendo um dos 10 filhotinhos nascidos na madrugada de 4 de julho.
Perto do seu quarto aniversário, Indy sofreu um ataque de epilepsia. A princípio, eu não tinha idéia do que estava acontecendo. Depois de consultar o veterinário, decidimos deixar como estava para ver o que aconteceria. Ela não tinha os ataques com regularidade – a cada 30 ou 60 dias no máximo. Por causa da freqüência irregular, não a medicamos.
Um ano mais tarde, eu lhe disse quão orgulhosa me sentia por ela não ter sofrido uma crise por 90 dias. Dentro de 30 minutos, ela sofreu um ataque, seguido por outro e mais outro. Ao longo dos quatro dias seguintes, ela teve uma crise seguida de outra, com um intervalo de 30 a 60 minutos. O veterinário me deu alguns remédios, mas infelizmente nada parecia deter os terríveis ataques. Uma coisa é um ser humano sofrer uma crise; outra bem diferente é um animal ter uma. Eu estava sozinha, e foi difícil lidar com aquilo completamente sem assistência.
A cada episódio, eu orava: “Por favor, Senhor! Socorre-me! Não agüento mais.” Depois me sentia pesarosa. A pobre Indy estava sofrendo mais do que eu! Meus outros três cães tampouco estavam lidando com a situação. Depois de um episódio realmente ruim, perguntei a Indy se eu deveria fazê-la descansar. Ela se ergueu e mordiscou meu nariz.
Por fim, tão misteriosamente como haviam começado, os ataques cessaram. Ela havia sofrido 45 crises em quatro dias. Levou quase uma semana para que recobrasse a saúde, e não apresentava nenhuma seqüela. Hoje, Indy é saudável, feliz e tão normal quanto possível. Não tem havido efeitos negativos dos ataques, nem ela passou por outro desde então. É realmente um milagre. Eu havia orado 45 vezes. Sou agradecida por ter recebido um “sim” como resposta a uma dessas orações. Sinto-me grata porque Deus cuida dos bichos de estimação, assim como cuida de nós, seres humanos.
Mary E. Dunkin
O Senhor o protegerá de todo o mal. Salmo 121:7, NVI.
Depois de uma visita de quatro dias ao Parque Nacional Etosha, na Namíbia, achamos que seria bom passar parte de nossas férias lá novamente. Nossos filhos estudavam em Portugal, e decidimos que quando voltassem para casa durante o período seguinte de férias, visitaríamos o parque outra vez. E assim fizemos.
Depois de passar vários dias no parque, fomos de carro pelas mesmas estradas por onde havíamos passado anteriormente e visitamos os bebedouros nos quais os animais se reúnem. À margem da estrada, vimos uma elefanta com seu filhote, descansando sob uma árvore. Com as janelas e portas fechadas, paramos a certa distância para filmá-la.
Enquanto olhávamos, notamos um Land Rover da guarda-florestal vindo em nossa direção. Retrocedeu e parou entre moitas, pronto para partir. Achamos que aquilo era estranho. Então, olhando por um dos espelhos retrovisores, vi um enorme elefante atrás de nós, abanando silenciosamente as enormes orelhas, enquanto uma manada se aproximava devagar. Entendi que o veículo que havia parado a certa distância estava pronto para partir e buscar socorro – se fosse necessário. Não sei quanto tempo permanecemos ali, em temeroso silêncio, esperando para ver os desdobramentos, enquanto pedíamos auxílio divino.
Por fim, os elefantes menores, guiados por suas mães, atravessaram vagarosamente a estrada à nossa frente. A mãe elefanta, que havíamos filmado com o filhote, acompanhou a manada. O grande chefe permanecia atrás de nós. Contamos 39 elefantes. Quando todos se haviam distanciado um pouco, o grande elefante entrou no mato ao nosso lado, retornou à estrada abanando as enormes orelhas e trombeteou. Pisoteou o chão, olhou diretamente para nós e depois, com toda a calma, seguiu seu caminho.
Foi aí que o guarda-florestal continuou seu percurso e passou por nós, sorrindo. O perigo havia passado e expressamos nosso agradecimento a Deus. Imaginamos o que teria acontecido se o Senhor não estivesse ali, e se não entendêssemos que o elefante-chefe estava apenas protegendo sua manada.
Já parou para pensar como seria sua vida se você não tivesse a Deus como protetor? Quão grande e maravilhoso é nosso Deus, e que experiências extraordinárias podemos ter com Ele cada dia!
Maria Sales
E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. João 14:3.
A legenda dizia: “Milionário americano parte para ‘fora deste mundo’”. Que sorte para um cidadão, aparentemente comum, poder acompanhar um cosmonauta e um astronauta numa viagem à Estação Espacial Internacional para uma permanência de uma semana – pelo pesado custo de vinte milhões de dólares! O senhor Gregory Olsen é um abastado homem de negócios e pode pagar a passagem. Para uma moça que mora numa ilha, como eu, e vive para voar, uma viagem espacial é cara demais e nunca será como uma viagem aérea. Surfar na internet e comparar preços de passagens on-line é um dos meus passatempos preferidos, porque amo viajar, e gosto de grandes descontos.
Pensei na vida dentro de uma espaçonave – o espaço exíguo, os diferentes aparatos que devem estar corretamente conectados, o macacão espacial, os computadores e outros equipamentos, a comida desidratada e flutuante. Então, em seguida, me lembrei da viagem espacial que acontecerá um dia, se eu for fiel. Voarei para fora da atmosfera da Terra, rumo ao lugar da habitação de Deus, uma jornada de sete dias, sem usar um pesado macacão espacial, computadores ou cientistas monitorando minha ascensão. Não precisarei cruzar os dedos, torcendo para que nada de errado aconteça, porque o próprio Jesus me acompanhará, junto com milhões de outras pessoas, através do espaço. E a viagem será de graça! Isso significa que não terei que me preocupar em investir na Bolsa de Valores e economizar moedas para tornar possível a viagem. Uma viagem que custou ao Sr. Olsen aproximadamente dois milhões de dólares por dia será absolutamente grátis para mim, contanto que eu aceite a Jesus na minha vida. Não importa minha condição socioeconômica. Não consigo nem imaginar a soma da conta correspondente a passar mil anos com o Senhor, se eu tivesse que pagar!
O Sr. Olsen disse que, algum dia, os vôos espaciais serão tão rotineios como hoje é viajar de avião. Concordo plenamente. Mas a viagem que vou fazer será ainda mais espetacular. Imagine estar no lugar onde Deus mora e reina! Nada mais de sofrimento, tristeza ou dor. Minha mansão será construída de maneira personalizada para mim, com todas as comodidades. Nada de hipoteca, de cupins ou de impostos. Não haverá retorno à Terra depois de dez dias. Mil anos no Paraíso! Quero estar preparada para essa viagem espacial. E você?
Andréa A. Bussue
Quando você atravessar as águas, Eu estarei com você; quando você atravessar os rios, eles não o encobrirão. Isaías 43:2, NVI.
Na hora em que saí da cama, a tormenta estava no auge. Ventos fortes sopravam contra as árvores, e a chuva batia contra as janelas. Deus, terás que fazer cessar essa chuva, para que eu possa ir para o trabalho. Mas Ele tinha outra lição preparada para mim. A chuva não cedeu; na verdade, ficou pior justamente quando tive que sair de casa. Como eu havia deixado o guarda-chuva no escritório, usei uma jaqueta velha para cobrir a cabeça e enrolei minha pequena de dois anos de idade em toalhas. Cheguei com segurança à casa de minha mãe e lá deixei minha filha. Agora, tudo que precisava fazer era chegar ao trabalho.
Chovia tanto, que eu mal conseguia ver. Sabendo com que rapidez as ruas ficam inundadas na Cidade do Panamá, tomei outra rota, tentando evitar as ruas do bairro que geralmente sofrem inundação. Tudo parecia bem, até chegar à rua principal. Ali os carros se moviam com extrema lentidão, e depois pararam por completo. Tentei ver o que estava acontecendo, mas era difícil dizer. Espero que não seja um acidente, pensei, nervosa. Quis desviar, como outros motoristas estavam fazendo, mas não conhecia bem as ruas próximas. Parecia que a rua estava tão inundada que alguns carros já apresentavam problemas.
Decidi não entrar em pânico, embora os carros empacados parecessem veículos muito melhores que o meu! Senhor, não conheço nenhuma das técnicas para andar com um carrinho velho no meio da água. Preciso que me faças passar por aqui.
Assisti, de olhos arregalados, enquanto alguns motoristas avançavam bravamente. Em alguns lugares, a água chegava até a metade da porta. Então, chegou a minha vez. Sussurrei outra oração e pisei no acelerador. Senhor, espero mesmo que eu possa tomar literalmente aquele verso em Isaías 43:2!
Enormes ondas se formaram dos dois lados do carro, enquanto eu ultrapassava meia dúzia de “bons” carros que simplesmente haviam parado de andar. Fiz uma breve oração em favor dos que haviam sido impedidos de prosseguir pela tormenta e então entendi que Deus me fizera passar pelo dilúvio. Aleluia! Aleluia! repeti várias vezes, enquanto me dirigia a um local mais elevado.
Não importa o que você for chamada a enfrentar hoje, tenha coragem – Deus a fará passar incólume pelas águas e pelo fogo. Ele está junto de você, e no fim tudo sairá bem.
Dinorah Blackman
O Senhor é o seu protetor [...] De dia o sol não o ferirá, nem a lua, de noite. [...] O Senhor protegerá a sua saída e a sua chegada. Salmo 121:5, 6, 8, NVI.
Um agradável entardecer no início do verão me convidava, enquanto eu amarrava o cadarço dos tênis e colocava a correia na coleira de Sheba, minha Doberman. Ansiosa por uma caminhada, ela abanava a cauda eriçada e saltitava, com os olhos brilhando de expectativa. Eu também desfrutava nossas caminhadas à tardinha.
Árvores e belos jardins nos saudavam enquanto saíamos da nossa calçada. Trotamos por alguns quarteirões e depois passamos a caminhar. A Lua não havia aparecido ainda no céu, e as únicas luzes eram as lâmpadas da rua e as do trânsito de sempre. Senti a brisa e aspirei a fragrância das novas flores de laranjeira.
Então, à distância, atrás de mim, ouvi uma sirene. Uma ambulância, pensei, enquanto me virava para olhar. Mas não era uma ambulância. Um enorme caminhão escuro com trailer, e com os faróis apagados, descia pela rua em alta velocidade. Um carro vinha na minha direção, na pista contrária da estreita rua de duas mãos. O caminhão reduziu um pouco a marcha e depois acelerou, esgueirando-se entre o carro e o meu lado da calçada.
Aconteceu tão rápido! Só pude parar e olhar – não deu tempo de correr. Eu poderia ter esticado o braço e tocado o caminhão, de tão perto que passou. Mas as rodas não subiram na calçada. O caminhão passou correndo, seguido por um carro de polícia com a sirene ligada.
O jornal da manhã seguinte contou a história. Um adolescente havia roubado o caminhão com trailer para cavalos (felizmente não havia cavalos dentro) e feito a polícia persegui-lo por 16 quilômetros, antes de ser parado por uma barra com pontas de metal jogada na frente das rodas. Para evitar a polícia, o motorista havia passado por faróis vermelhos e sinais de Pare, ziguezagueado entre carros e subido em calçadas, fazendo com que as pessoas corressem para sair do seu caminho, dizia o jornal.
Sussurrei uma oração de alívio e gratidão a Deus por ter impedido que o caminhão subisse na calçada enquanto o outro carro passava, e por ter guardado sem ferimentos todos os envolvidos naquela noite. Nunca sabemos exatamente quão perto nos encontramos da eternidade.
Edna Maye Gallington
E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. 1 João 5:4.
Era estreita e íngreme, além de sinuosa. Aquela estrada parecia ter sido escavada na rocha maciça, e nosso ônibus de turismo prosseguia cautelosamente. Então, de repente, fez uma curva fechada à direita, e passamos sob uma placa impressionante: “Parque Vitória”.
O Parque Vitória está situado num platô estreito. Muretas de proteção proporcionam segurança, impedindo que se retroceda inesperadamente para a estrada abaixo! À esquerda, vimos uma variedade de aviões de guerra desgastados pelo tempo. Nosso cicerone explicou as virtudes de cada avião, incluindo quando e onde foram utilizados. Também fez um tocante elogio aos leais pilotos que haviam conquistado gloriosas vitórias para a nação.
A seguir, paramos diante de um memorial de guerra, uma estátua de sete metros e meio, de uma mulher segurando uma criança pela mão. A garotinha agarrava as dobras da saia de camponesa da mulher. Outras crianças brincava aos seus pés. A inscrição declarava: “Ela fez o que pôde. Entregou seus filhos.” Quanto sofrimento acompanha uma guerra!
Então, o cicerone apontou o pico mais alto numa cadeia de montanhas. “Aquele”, disse, “é o Monte Ararate”. Monte Ararate? Eu não esperava ver o Monte Ararate daquele local (Genêsis 8:4)! Dei alguns passos na direção do muro, na extremidade do Parque Vitória, contemplando silenciosamente a montanha coberta de neve, significativa por seu lugar na história judaico-cristã. Miríades de pensamentos e emoções se embaralharam na minha mente.
Noé, mensageiro de Deus para o mundo antediluviano, é descrito como “justo” e “íntegro” (Gênesis 6:9). Sem deixar-se deter pela indiferença, dúvida ou pelo ridículo num mundo caracterizado pela corrupção e violência (v. 11), sua inabalável fé em Deus o estabeleceu como herdeiro da justiça pela fé (Hebreus 11:7). Jesus, falando sobre o nosso tempo, disse que seria como o de Noé (Mateus 24:37-39). Mas João nos anima com a certeza de que haverá uma vitória, pela fé, que vencerá o mundo (1 João 5:4)!
Sim, Parque Vitória, haverá vitórias. Haverá milhões delas, incluindo a minha, não conquistadas por aviões de guerra, mas pela fé que vence o mundo.
Essas vitórias, pela fé, exaltam a Deus, o Soberano do Universo.
Lois E. Johnannes
Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo. Filipenses 3:13, 14.
Aprecio programas de TV que contam a história de experientes mergulhadores que vasculham o fundo do oceano em busca de tesouros. A determinação envolvida nesse processo é óbvia, com base no monótono trabalho exigido para recuperar tesouros e informações. Os restos de eventos trágicos perpetuam continuamente o interesse em vasculhar esses tesouros e reviver o passado. Embora o mundo tente desvendar a história, Deus está envolvido em encobrir boa parte dela.
Miquéias 7:18 e 19 diz: “Quem, ó Deus, é semelhante a Ti, que perdoas a iniqüidade e Te esqueces da transgressão do restante da Tua herança? O Senhor não retém a Sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniqüidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.” Eu me encanto com essa promessa! Ao assistir a esses programas náuticos, vejo quão vasta é a profundeza do mar realmente, e a importância do uso que Deus faz da palavra “mar” nesse verso. O texto me traz duas questões com as quais me debato regularmente.
Primeira, eu me pergunto com que freqüência trago à tona o passado das pessoas diante de meus amigos, parentes e/ou de mim mesma. Talvez eu precise parar de vasculhar o fundo do oceano dos outros, e jogar de volta ao “mar” aquilo que descobri nessa busca.
Segunda, eu me pergunto se realmente acredito que fui perdoada de algo que confessei a Deus. Isso é especialmente verdade quando Satanás traz à lembrança uma iniqüidade em particular, ou o efeito que ela exerceu sobre alguém. É para meu benefício confiar na Palavra de Deus. Repetidas vezes Ele promete nos perdoar os pecados, se confiamos nEle: “Para lhes abrires os olhos e os converterdes das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em Mim (Atos 26:18). Parece tão simples – tudo o que preciso fazer é pedir. Contudo, parece uma tarefa monumental.
Mary M. J. Wagoner Angelin