Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós. 1 Pedro 5:7
“Senhor, se eu for convocada para lecionar a primeira série, desisto no ato!” Essas foram as palavras de uma impetuosa jovem professora ao descobrir que, toda vez que lecionava para a primeira série, suas ilustrações ou aulas práticas eram um desastre completo.
Descobri que minhas habilidades como professora eram aceitáveis da segunda à sétima série, mas na primeira? Bem, essa era outra história. Não importava que subsídios valiosos eu recebesse para minhas aulas, o progresso era pouco.
Meus despreocupados dias de faculdade passaram rapidamente demais, e após a formatura houve grande agitação entre os graduados, enquanto recebiam suas incumbências no magistério. Quando soube que estaria retornando para meu estado natal de Queensland, Austrália, eu disse: Muito obrigada, Senhor, por ouvires minhas orações.
Os novos professores deviam entrar em contato com os diretores de sua futura escola; foi então que arrisquei a pergunta: “Para que série vou lecionar?” Você, a esta altura, já deve ter adivinhado qual foi a resposta!
Ó Senhor, por quê? Sabes como me sinto despreparada para dar aula aos pequeninos. Lembras-Te do que eu disse? Queres que eu desista? Senhor, acreditei realmente que houvesses aberto todas as avenidas para me mostrar que o magistério era onde querias que eu ficasse. Então, por que fui chamada para lecionar na primeira série?
Agora, ao recapitular os seis anos maravilhosos que passei como professora da primeira série, posso dizer: “Muito obrigada, Senhor; realmente sabias o que estavas fazendo. Eu andava muito confiante quanto às minhas habilidades da segunda à sétima série, e por isso não teria sentido a necessidade de depender da Tua constante guia.”
Essa experiência acabou sendo minha “lixa celestial”. Deus estava usando esse período da minha vida para remover algumas arestas. Ele não queria que eu corresse adiante dEle e tentasse fazer tudo com minhas próprias forças. Deus queria que eu Lhe confiasse o meu dia a cada manhã, e buscasse a Sua guia em toda situação difícil. Queria que eu aprendesse a ter paciência e a ser amorosa e amável.
Querido Senhor, graças Te dou por guiares a minha vida. Eu Te amo.
Lynn Howell
Também os salvarei e vocês serão uma bênção. Zacarias 8:13, NVI
Certo dia, recebi para o almoço um grupo de jovens casais da universidade, dez pós-graduados muito lúcidos. Um casal trouxe junto sua filha pequena. As horas passaram e a criança ficou inquieta. Eu lhe dei permissão de explorar minha casa. Perambulando pela casa, a pequena senhorita começou sua investigação, com as tranças enfeitadas com presilhas, tão caprichadas quanto sua atenção a detalhes.
Minutos depois, ela retornou e se jogou nos braços da mãe. “Mamãe, é tão triste!”, disse ela. A voz da pequena de 4 anos de idade era pesarosa. Naquele instante, fez-se silêncio. Todos nós queríamos saber o que acontecera. “Entrei naquele banheiro bonito”, disse ela, apontando para o banheiro de hóspedes. Esperei para saber o que ela quebrara acidentalmente. “E havia lá só uma escova de dentes. Tão solitária. Tão triste!” E, eloquente no seu lamento, começou a chorar.
Nunca antes havia eu pensado na solitária escova de dentes como símbolo da minha condição de solteira. Eu sabia que havia tido o cuidado de fazer com que todos os acessórios daquele banheiro combinassem – a cortina do chuveiro combinava com o suporte do papel higiênico, o mesmo acontecendo com as toalhas, os suportes na parede e os arranjos florais. Mas não foi isso que a criança viu. O que ela notou foi aquilo que considerou um melancólico símbolo da minha solidão.
Logo que meus visitantes saíram, encontrei outras três escovas de dente, ainda envolvidas com celofane, para acrescentar ao suporte. Então, tive um inesperado encontro com meu Salvador.
De alguma forma, com cada escova de dentes, parecia-me ouvir uma discreta pergunta: “O que você tem feito para combinar com uma vida da qual você diz esquivar-se? O que você tem dito para ecoar a aspereza que não tenta abrandar? O que você tem vestido, que poderia simbolizar algo diferente do cristianismo que você tenta projetar?” Agora, toda vez que troco de escova de dentes, procuro a bênção especial que recebi de uma visita. Toda vez procuro aprender um novo texto bíblico que combine com essa bênção.
Muito obrigada, Senhor Deus, pelas preciosas crianças que apontam para aquilo que os adultos não enxergam. Graças Te dou pelo privilégio de ser um símbolo para Ti. Que meus atos combinem com as Tuas palavras.
Glenda-Mae Greene
Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito. Romanos 8:28
Alguns anos atrás, o Senhor e eu discutimos quanto à convicção de que eu devia ficar em casa para cuidar dos filhos. Pedi que a vontade de Deus se fizesse em minha vida e que eu confiasse na direção que Ele planejara para mim. Quando entendi que o plano de Deus era que eu ficasse em casa com meus filhos, decidi mudar o esquema de trabalho, passando de tempo integral para um dia por semana. A mudança de esquema foi planejada para ocorrer naquele verão, mas, antes disso, uma colega e eu tivemos um grande desentendimento. Fiquei tão magoada e zangada que considerei mudar o plano mais cedo, para não suportar mais aquela importunação que estava sofrendo. Orei pedindo orientação e cura. A resposta foi uma forte convicção de continuar, em vez de sair antes. Questionei o Senhor quanto a isso, mas a convicção era muito forte e clara, embora a razão não fosse tão clara naquele momento.
À medida que o tempo passava, o constrangimento e os sentimentos feridos arrefeceram. Minha colega e eu convivíamos bem outra vez. Depois da minha mudança de trabalho foi que percebi como Deus estava atuando em minha vida. A pessoa com a qual tivera o conflito era meu contato mais importante. Era fácil tratar com ela, e me favorecia na maior parte dos pedidos que eu apresentava. Chegou a me defender quando fiquei em desvantagem por não ter uma informação de que precisava no trabalho. As coisas não só melhoraram no nível do emprego, como me senti mais ligada a Deus.
Desde então, tenho tido bastante tempo para refletir, e me sinto feliz por ter obedecido à guia de Deus. Não importa se eu estava certa ou errada no que se referia ao conflito. A principal preocupação era a mágoa que eu estava abrigando no coração. Aquilo que pareceu um longo período de espera foi um tempo importante de que eu, evidentemente, estava precisando para me acalmar. Deus me abençoou, a despeito de mim mesma.
Senhor, obrigada por transformares uma situação ruim em algo bem melhor. Preciso permanecer em comunicação constante contigo, ou me estribarei no meu próprio entendimento e perderei as bênçãos que planejaste para mim. Ajuda-me, Senhor, a entender que a espera pode ser produtiva se for parte do Teu propósito para mim.
Amigas, todas as coisas cooperam para o bem, sim. Aguardemos pacientemente para ver como Deus executa as coisas segundo o Seu propósito. Ainda bem que aguardei.
Mary M. J. Wagoner-Angelin
Senhor, Tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos. Salmo 139:1, 2, NVI
“Quando te vêm tristezas, dores ao coração, olha com fé pra cima, Deus dá consolação! [...] Tens uma dor secreta que ninguém pode ver? Olha com fé pra cima, alívio hás de ter. Não andes cabisbaixo, pra mais te entristecer; olha com fé pra cima, procura a Cristo ver” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, nº 272).
A menina de 9 anos acabara de ler essas palavras quando sua mãe entrou no quarto. Ela exclamou: “Olhe, mamãe! Que palavras lindas neste poema – elas se aplicam a mim.” E leu de novo para que sua mãe ouvisse.
Essa menina, muito doente, e com uma dor física no coração, não sabia que o poema era um hino, belo e inspirador. Ela o ouviu de novo, alguns anos mais tarde, num inernato religioso em São Paulo, quando era adolescente. Foi lá que entregou seu “coração doente” a Jesus.
Que Deus maravilhoso, que me viu naquela caminha de palha, na casa de barro de um sítio! Deus lançou a isca da salvação através das palavras daquele hino, e também me curou. E não somente a mim, mas à minha mãe também. Ambas sofríamos do mesmo problema nas coronárias.
Como Ele nos curou? Mostrando-nos o caminho do viver saudável, que nos deu vida abundante. Mamãe está agora com 90 anos de idade, cheia de alegria e muita fé em nosso Senhor Jesus Cristo.
Não me canso de agradecer a Deus essa grande salvação. O Salmo 139 é um dos meus favoritos. Quando o leio e nele medito, vejo a mim mesma! O verso 13 declara: “Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe” (NVI). E o verso 16 diz: “Os Teus olhos viram o meu embrião” (NVI). Finalmente, o verso 14 resume tudo: “Eu Te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas!” (NVI).
Querida amiga! Abra sua Bíblia e medite nesse belo poema no Salmo 139, e juntas agradeçamos a esse maravilhoso Deus que nos deu tão grande salvação. E no final de cada dia, poderemos dizer: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo Te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno” (v. 23, 24, NVI).
Jaci da Silva Vôos
E Ele lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto. Marcos 6:31
Aquele 5 de setembro foi um dia memorável. Era o início do ano letivo e minha caçula sairia com meus outros filhos, separando-se da mamãe. Levantei-me cedo, preparei os lanches para as três crianças, outro para mim e mais um para Cindy, nosso cão da raça Labrador. Meu esposo sorria afetuosamente, já que sabia do meu segredo.
Eu havia enrolado o cabelo obstinadamente liso de Janna, mas uma noite dormindo com os bóbis não ajudou muito o processo de ondulamento. Mechas lisas de cabelo simplesmente se projetavam aqui e ali. Fiz o que pude, esperando que o vestido novo para a ocasião compensasse aquela ondulação precária. Juntei as sacolas da merenda e toquei as crianças e o cachorro para fora de casa e para dentro do carro. Uma parada rápida na frente da escola, uma despedida lacrimosa, e Cindy e eu fomos para a autoestrada que nos levaria ao nosso dia de liberdade – ou, quem sabe, de consolação.
Uma hora depois, parei o carro no estacionamento quase vazio. Reuni minhas coisas, incluindo o livro Walden, de Thoreau, e chamei Cindy. Começamos o dia percorrendo a trilha de quatro quilômetros e meio ao redor do lago – eu, pisando sobre as primeiras folhas caídas do outono, e Cindy correndo para lá e para cá, farejando. Encontrei um local confortável nas ruínas da cabana de Thoreau e me concentrei no livro da sua vida, olhando a natureza no próprio local. Uns poucos e últimos turistas da temporada passaram por mim, caminhando.
Na hora do almoço, peguei nossos lanches. Cindy gostou tanto do dela quanto eu do meu. Então, demos outra volta, admirando os reflexos na água e as folhas coloridas flutuando serenamente sobre ele. Quando chegou a hora de buscar as crianças na escola, eu havia lido a metade do livro. Chamei Cindy para o meu lado e voltamos ao estacionamento.
Peguei as crianças e saboreei a emoção de Janna com o seu primeiro dia. Parecia haver até um sorriso no focinho de Cindy, enquanto as crianças ouviam a história da nossa aventura. Havia sido bom estar a sós em meio à bela criação de Deus e à alegria do seu silêncio. Venham à parte, descansem, e vejam que isso é bom.
Dessa Weisz Hardin
O Senhor vê os caminhos do homem e examina todos os seus passos. Provérbios 5:21, NVI
Naquele final de semana, meus filhos e eu fizemos uma venda na garagem. Era hora de nos livrarmos de todas as quinquilharias desnecessárias que poderiam tornar-se o tesouro de alguma outra pessoa. Começamos bem cedo, pela manhã, expondo todos os objetos separados na calçada, para que os compradores potenciais os vissem e, quem sabe, os tirassem das nossas mãos. Ainda bem cedo, o dia prometia ser quente e bonito.
Com pouca atividade de venda, decidi levar nossos bichos de estimação para fora, a fim de apreciarem o ar fresco – o gato, o cachorro e dois porquinhos-da-índia, Ernest e Sneakers. Quando levamos os porquinhos para fora, nós os tiramos da gaiola e os colocamos no gramado. Eles normalmente ficam juntinhos um do outro, guincham um pouco e fuçam na grama. Assim, quando o telefone tocou, não me preocupei de deixá-los ali e correr para dentro de casa a fim de atender o telefonema. Mas, quando retornei, Ernest não estava em lugar nenhum. Era pequeno e tinha perninhas curtas. A que distância teria ido em tão pouco tempo?
Então entendi o que ele fizera. Para meu espanto, Ernest havia entrado num cano de escoamento de água do jardim, com três metros de comprimento. Não percebia o perigo; o cano era escuro e aconchegante – um lugar apropriado para descansar um pouco. Não importava que estivesse coberto com lona e pedras – muitas pedras! Tentamos atraí-lo para fora com cenouras e verduras. Ernest nem se mexia. Por fim, precisamos remover as pedras, escavar o cano e colocá-lo na vertical. Levou um tempo e esforço considerável realizar isso. Depois, sacudimos e sacudimos o cano até que Ernest desabasse no chão, coberto de sujeira e barro.
Quantas vezes, na vida, somos atraídos para algo que parece um lugar agradável e aconchegante? Acomodamo-nos e pensamos que tudo está bem, inconscientes quanto ao perigo que nos ronda. E, às vezes, como Ernest, não demora muito para nos metermos em dificuldades. Mas, com frequência, leva algum tempo, esforço e empenho para sair do problema. Por sorte, temos um Pai celeste que estende Sua mão vigilante sobre nós e conserva nossa vida sob Suas vistas. Quando entramos em pânico e percebemos que não temos saída, tudo o que precisamos fazer é invocar Seu nome, e Ele Se fará presente para resgatar-nos. Muito obrigada, Senhor!
Karen Phillips
Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil? Daqui a um ano, neste mesmo tempo, voltarei a ti, e Sara terá um filho. Gênesis 18:14
Eu estava para dar à luz, mas não um bebê humano. Iria entregar meu primeiro projeto de pesquisa, que precisava estar concluído na quarta-feira. Eu não tinha tempo para ficar doente, mas a uma semana e um dia do prazo final de entrega do projeto, meu esposo voltou para casa com o que julgamos ser intoxicação alimentar. No sábado, ele já estava bem o suficiente para ir à igreja, mas nosso filho Charles tinha o vírus no estômago. Assim, fiquei em casa para cuidar dele.
No domingo, comecei a me sentir mal, porém precisava continuar a digitar meu trabalho. Na manhã de segunda-feira, eu contraí o vírus e tudo o que pude fazer foi levar para fora o cesto do lixo e orar. Finalmente, tomei o remédio que meu esposo me ofereceu e a doença se foi, mas me sentia fraca demais para continuar digitando.
Na terça-feira pela manhã, fui trabalhar em alguns projetos relacionados com a sala de aula, que também precisavam estar prontos na quarta-feira. Na manhã seguinte, senti-me bem e terminei uma parte do trabalho, mas comecei a ter graves espasmos musculares nas pernas, dor nas costas e cólica. Quando a dor ficou forte demais, comecei a orar. Quando me sentia melhor, eu me levantava e digitava. Esse ciclo continuou por várias horas, até que fui tomar um analgésico e tirar uma soneca.
Depois do cochilo, eu dispunha de três horas, antes de ir de carro até Detroit para assistir à minha aula das 17 horas, e então defender meu projeto de pesquisa às 18 horas. Moro a cerca de uma hora e meia da Universidade Estadual Wayne, e o trânsito na rodovia I-75 pode ser muito desafiador. Terminei de digitar o trabalho às 15 horas. Meu esposo buscou as crianças na escola e retornou às 15h45, para me levar.
Chegamos a Detroit em tempo recorde. Concluí minha última tarefa de aula e entrei para a classe seguinte. Meu compromisso era às 18 horas, mas a instrutora não tinha ninguém no seu escritório, e pude defender meu projeto e voltar para a família que me aguardava, por volta das 18h12.
Você tem alguns projetos para dar à luz? Tenha fé em Jesus, pois só Ele pode ajudá-la nesse parto!
Querido Jesus, tenho tanta coisa para fazer e às vezes há obstáculos no meu caminho. Que eu tenha, em Ti, a fé, o amor, a alegria, paz e sabedoria de que necessito. Amém.
Quetah Sackie-Osborne
A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. Provérbios 15:1
Algumas pessoas parecem ter jeito para lidar com pessoas difíceis, enquanto outras (inclusive eu) precisam morder a língua para evitar uma briga com os outros. Quando eu era mais jovem, acreditava que devia dizer a verdade, quer minhas palavras machucassem alguém, quer não. Alguém já disse, com acerto: “Polidez é fazer e dizer a coisa mais bondosa, da maneira mais bondosa.” Não seguir esse conselho já me causou muita angústia ao longo dos anos.
Lembro-me de um incidente no primeiro ano em que lecionei na escola paroquial. Uma das mães, esposa de outro professor, ajudava a envernizar algumas cadeiras. Havia manchas de tinta numa cadeira, e o verniz borrava a tinta, resultando num produto final muito desagradável. Quando ela me mostrou o que estava acontecendo, eu disse imediatamente: “Bem, então pare de fazer isso.” Ela ficou muito aborrecida comigo e achou que eu a estava culpando pelo que acontecia na cadeira – afinal de contas, ela estava doando seu tempo para ajudar a aprontar as coisas para a escola. Foi uma coisa pequena, mas causou uma brecha entre nós, que poderia ter sido evitada se eu tivesse escolhido palavras diferentes, estimulando-a a fazer o trabalho de outro jeito para evitar aquilo. O que era necessário – e devia ter sido dito – era limpar a cadeira com aguarrás e/ou removedor de tinta, deixá-la secar e só então envernizar a cadeira. Mas eu não disse isso, e houve sentimentos feridos.
Como presidente do conselho de educação e tesoureira voluntária de uma cooperativa local de alimentos, aprendi a lidar com muitas pessoas e a escolher as palavras antes de falar. Procuro usar palavras neutras. Como cresci sem mãe, isso não foi a coisa mais fácil de aprender. Invejo aqueles que parecem ter o talento ou que aprenderam essa habilidade com o auxílio dos pais. Quer seja lidando com os colegas ou com uma sogra de quase 99 anos de idade que tem uma demência semelhante à de Alzheimer, aprendi que é necessário ter uma solicitude santificada, divina, para com os outros – e isso vem só pela graça do Senhor. Dia a dia, com oração, também se aprende a conquistá-la. Está você aprendendo essa lição como eu? Como o mundo seria melhor se todos nos tratássemos uns aos outros com bondade e polidez!
Muito obrigada, Senhor, por nos ajudares.
Loraine F. Sweetland
Ele lhe trará uma mensagem por meio da qual serão salvos você e todos os da sua casa. Atos 11:14, NVI
A Alemanha tem muitas estradas boas, e viajar por elas devia ser um prazer. Mas, devido ao tráfego pesado e às obras de conservação nos meses do verão, sentimo-nos receosos diante da ideia de dirigir pelo país. A autoestrada fica congestionada com frequência, e dirigir envolve tensão.
Recentemente, visitamos nossa filha no norte da Alemanha. No caminho de volta, chegamos ao entroncamento de Hattenbach, onde precisávamos escolher uma de duas direções – ou Frankfurt ou Munique. Exatamente nesse ponto, havia obras na estrada, e a pista da esquerda foi desviada para o tráfego em sentido contrário. Eu sabia que devia virar à direita, mas, como não havia placas dizendo o contrário, supus que seria possível fazê-lo mesmo na pista mais rápida, à esquerda. Não havia, porém, nenhuma placa nesse sentido. Assim, continuei dirigindo e então percebi que não poderia virar à direita, na direção escolhida. Passei da saída, sem saber o que fazer. Um pouco adiante, li a placa: “Os que desejarem voltar na direção de Munique, por favor usem a próxima saída e façam o retorno.”
Não acreditei! Colocaram a placa para pessoas como eu, que haviam seguido na direção errada. Por que não puseram uma placa antes, para evitar que isso acontecesse? Ou eu não tinha visto a placa? Os pais do meu genro haviam passado pelo mesmo entroncamento dias antes e tinham feito o mesmo desvio. Não havia placas, e ninguém pensou em comentar o fato com ninguém.
Nossa filha veio com a família uma semana depois e, certamente, fizeram o desvio também. Nenhum de nós pensou em avisá-los. Nós perdemos dez minutos, mas eles perderam uma hora. Quando voltaram para a pista certa, havia acontecido um acidente e a estrada estava bloqueada. Se lhes houvéssemos contado sobre o problema no entroncamento, teriam passado pelo local antes do acidente. Minha filha perguntou, mais tarde: “Por que vocês não nos avisaram?” Bem, por que não?
Por que não contamos às pessoas acerca daquilo que acontecerá no futuro? Estamos tão mergulhados em outras coisas – ou somos tão desatenciosos – que não contamos ao mundo as boas-novas de que Jesus quer conduzi-los ao lar, se Lhe permitirem? Permitimos que as pessoas façam desvios, em vez de dizer-lhes qual é o melhor caminho para casa. Conte ao mundo a sua experiência com Deus. É necessário apenas isso.
Hannele Ottschofski
Conheço as tuas obras – eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar – que tens pouca força, entretanto, guardaste a Minha palavra e não negaste o Meu nome. Apocalipse 3:8
Era hora de fazer as malas e partir para o internato. Parece que minha irmã, que nos visitava, tinha discutido meu futuro com o nosso pai. Sim, ele concordou que eu devia ir.
Minha mala nova, azul, presente de formatura da oitava série, enchia-se rapidamente sob o olhar vigilante da minha irmã. Ali estava meu colar favorito, de contas cor-de-rosa, enfiado num canto da mala. “Você não vai precisar desse colar na escola”, disse minha irmã. Não discuti e o deixei fora. Ela havia frequentado o colégio por um ano e certamente conhecia as normas e os regulamentos. Eu devia confiar em seu discernimento.
Enquanto fazíamos aquela viagem de 97 quilômetros, meus pensamentos percorreram toda a gama de emoções entre euforia e ansiedade, tristeza e medo do desconhecido. Essas emoções, conjugadas com minha extrema timidez, fizeram meu corpo estremecer. Lembranças do passado me inundaram a mente, enquanto eu recordava a infância. Minha mãe falecera quando eu tinha 4 anos, e meu irmão e eu fomos viver com parentes, numa fazenda. Minhas irmãs foram com familiares para uma fazenda em outro estado, e eu não tivera muito contato com elas até aquele momento. Papai havia casado outra vez e sua nova esposa nem sempre compreendia meu silêncio e timidez. Mal sabia eu que os almoços da minha madrasta, com costeleta de porco, não fariam mais parte da minha vida, já que a escola não servia carne.
Eu começaria o ensino médio, morando no dormitório com estudantes universitárias. Foi como se o próprio Jesus houvesse aberto a porta para que eu entrasse no mundo completamente novo do cristianismo. A vida no internato abriu uma nova porta, e tudo o que eu tinha para fazer era passar por ela e seguir aonde Jesus me conduzisse. As aulas de Bíblia eram uma experiência maravilhosa. Eu nunca tinha possuído uma Bíblia e nunca antes lera qualquer uma das belas palavras que ela contém. A oração era completamente estranha à minha rotina diária, mas logo se tornou um benefício a mais em minha vida.
Dois meses depois de eu completar 16 anos, meu pai faleceu. Deus sabia que eu precisaria de um lugar de refúgio, e preparou o lugar para mim. O colégio se tornou meu lar e minha família. A porta fora aberta, e o Senhor, com benignidade, me fez passar por ela. Graças a Deus, Ele tem uma porta para cada uma de nós!
Retha McCarty
Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo. Efésios 4:13
“Querido Jesus, eu quero ser como Tu. Não quero gritar. Mas eu grito. Eu grito porque o Mark me faz gritar. Então eu grito. É chato. Amém.” O pequeno John, de 4 anos, se consolava com essa oração quando percebeu sua impotência para parar de gritar. Eu o compreendia, porque “não faço o que prefiro, e sim o que detesto” (Romanos 7:15). Durante nossa visita a Michigan, meu esposo e eu observamos atentamente o crescimento dos nossos netos, Mark (7 anos) e John (4). O pequeno John tinha o hábito de gritar. Toda vez que era deixado aos nossos cuidados, ele se desculpava, dizendo: “Vocês não são membros da família.” Se as coisas não saíam do jeito dele, acabava gritando.
Um dia, porém, depois de um acesso de raiva e gritos, ele se acalmou e nos disse: “Por favor, não contem nada para a mamãe e o papai.” Mas, quando seu pai voltou para casa, John correu para seus braços abertos. Olhando nos olhos do pai, relatou a história da sua gritaria, de A a Z, e depois disse: “Desculpe, papai. Que castigo você vai me dar?” Sim, aquele foi o ponto de partida para abandonar os gritos.
Um dia, enquanto eu costurava, ouvi um ruído surdo e o fechar abrupto da porta da geladeira. Era John. Ele havia tirado uma colherada de ricota para devorar. Eu o repreendi e ele disse, imediatamente: – Peguei a ricota porque estou sempre com fome, e pedi para a mamãe. – Com calma, eu lhe disse: – Por favor, não minta. – Com isso, ele se afastou e foi para o seu quarto. Mas, após um momento, voltou e disse: – Desculpe, vovó. – Seu arrependimento me comoveu. Abracei-o e fiz esta oração: “Querido Pai, muito obrigada por ajudares John a dizer ‘desculpe’. Que eu também aprenda a fazer exatamente isso. Amém.”
Observar o pequeno John me ensinou uma grande lição de crescimento espiritual diário. Um dia, enquanto brincava com ele de construir casas com blocos, John perguntou: “Quando é que Jesus vai terminar de fazer as mansões e nos levar para o Céu?” Precisei perguntar a mim mesma: “Tenho saudade do Céu?”
Querido Pai, ajuda-nos diariamente a crescer até “à medida da estatura da plenitude de Cristo”. Assim, algum dia, moraremos naquelas mansões que foste preparar para nós.
Annie J. Kujur
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Mateus 26:41
Poucos dias atrás, passei bem cedo pelo supermercado a fim de comprar alguns itens para levar para o trabalho. Dentro de minutos terminei e fui escanear os produtos no caixa automático. Notei uma garotinha de uns 8 anos pedindo a um funcionário, que passava por ali, pelo menos oito sacos marrons de compras. O funcionário aquiesceu e lhe deu algumas sacolas, e a menina saiu rapidamente da loja. Ri sozinha, recordando os dias em que era obrigatório que os livros escolares fossem encapados, e eu, bem como muitos outros, usava sacos marrons. Sem dúvida, a menina podia orgulhosamente dizer à professora naquele dia que tinha capa para todos os seus livros.
Terminei de escanear os produtos, dando graças porque nenhum havia dado problema e eu não precisava procurar algum funcionário para me auxiliar. Peguei a sacola e fui para a porta. Uma vez do lado de fora, vi a mesma garota parada diante de um carro estacionado junto à calçada. Um bebê estava inquieto dentro do veículo, enquanto a mãe saía do carro e falava com a menina. – Pegou o que eu pedi? – perguntou a mãe. Seu tom era áspero e autoritário.
– Eu não sei onde estão! – respondeu a garota, acanhada, enquanto colocava os sacos marrons dentro do carro.
– O que você quer dizer com isso, “não sei onde estão”? Estão naquele setor – disse a mãe, apontando para a parte da loja onde estava o produto. – Volte lá. Agora não há ninguém por perto. Simplesmente pegue algumas uvas para ele! E rápido, porque você precisa ir para a escola.
Diante da insistência da mãe, a menina virou-se imediatamente e entrou na loja de novo, desta vez para buscar as uvas para o bebê, que agora chorava incontrolavelmente. Pasma, fui andando na direção do meu carro. Não acreditava que aquela mãe houvesse ordenado à filha que furtasse uvas. Evidentemente, ela não pensou no impacto do seu pedido! Senti-me constrangida e com pena da menina, além de irritada com a mãe por ter incentivado a filha a fazer algo errado.
Senhor, todos os dias temos a escolha de tomar decisões acertadas ou erradas. Que não sejamos induzidas à tentação ou que não levemos outros à tentação. Que nossa vida influencie os outros para o bem, não para o mal. Amém.
Íris L. Kitching
Para onde poderia eu escapar do Teu Espírito? Para onde poderia fugir da Tua presença? Salmo 139:7, NVI
Depois de assistir ao culto na igreja, minha filha de 9 anos de idade, Rebeca, perguntou se podia passar a tarde na casa de sua amiga Mariana. Confesso que o pedido me irritou, porque eu teria que tomar o ônibus e atravessar a cidade para buscá-la. Eu estava muito cansada, mas finalmente concordei com o pedido.
No fim da tarde, saí para buscá-la. Durante o percurso, comecei a pensar em minha vida, que havia caído numa situação desagradável. Muitas lutas e provações me afligiam e me roubavam a paz.
Quando cheguei à casa da amiga dela, mal cumprimentei os pais de Mariana, peguei minha filha pelo braço e imediatamente retornei. Por alguns momentos, caminhamos juntas em silêncio, porque eu estava muito mal-humorada.
Ao meu lado, minha inocente filha sentiu a tensão, por causa da minha expressão facial e minha atitude. Ali estávamos nós, mãe e filha, num silêncio que rompia os laços do amor. Nesse momento, minha filha, como se clamasse por socorro e sem entender a situação, disse: “Mamãe, você podia me dar um abraço?”
Imediatamente desabei e percebi a maneira cruel e injusta como estava agindo para com minha garotinha, e quão distante me encontrava de Deus. Aquele pedido me abriu o coração, e entendi que ela não era a culpada pelos meus problemas. Entendi, por aquelas palavras, seu desejo ardente de mudar a situação. Abraçamo-nos, com o meu coração em pedaços, mas feliz porque Deus usara minha filhinha para ajudar a quebrar a dureza do meu coração.
Muitas vezes, o Senhor pede de nós um abraço, quando enfrentamos lutas diárias e nos esquecemos dEle. Quando vê nossa situação, Ele diz: “Minha filha, você Me dá um abraço?”
Nada é melhor para acalmar nossa aflição e resolver nossos problemas do que cair em Seus braços.
“O Pai celestial observa com ternura cada um dos Seus filhos. Nenhuma lágrima é derramada sem que Deus saiba. Não há sorriso que Ele não perceba. Se acreditássemos plenamente nisso, todas as ansiedades indevidas desapareceriam” (Caminho a Cristo, p. 86).
Hoje, Senhor, peço que me abraces e me guies com Tua amorável mão.
Ângela Maria Vargas Peres
O Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor concede favor e honra; não recusa nenhum bem aos que vivem com integridade. Salmo 84:11, NVI
Pouco depois que minha filha Monique se casou e se mudou para a Califórnia, do outro lado do país, percebi que meu ninho estava vazio e a aposentadoria, mais perto que nunca. Senti tédio. Ofereci-me como voluntária para fazer várias coisas mais na igreja e na comunidade, e ainda sobrava tempo. Meu esposo pastor, Samuel, e eu tínhamos feito a última mudança para morar em nossa casa da aposentadoria, e naturalmente encontramos muitas coisas para fazer. Eu sempre estivera empregada com bons ganhos, mas nem sempre era feliz; as horas, com frequência, eram longas – e às vezes tensas – de modo que, na verdade, eu sonhava em me aposentar.
Pedi ao Senhor que me mostrasse qual seria o melhor trabalho para mim a essa altura; o único trabalho assalariado que eu havia feito foram 42 anos na área da saúde. Assim, ocupei-me com currículos e classificados, e depois entrevistas, mas não ficava satisfeita com o que se oferecia. Imaginei os filhos de Israel, perambulando no deserto, comparando o que tinham agora com o que haviam tido no Egito. Lembrei-me de que Deus sempre me guiara no passado, e sem dúvida não me abandonaria agora. Fiz, portanto, o que Ele me aconselhava a fazer: “Permaneçam firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes dará” (2 Crônicas 20:17, NVI).
Busquei do Senhor o emprego certo, o horário certo e a distância certa de casa. Então comecei de novo a procura de trabalho e enviei currículos. Depois recebi um telefonema de uma possível empregadora, que se interessou muito por mim, mas tinha uma reserva. Ela acabou me encaminhando a um emprego semelhante que podia aproveitar minha experiência, e na mesma hora telefonou e me chamou! Depois de belas entrevistas, tudo o que eu havia solicitado foi concedido – mais algumas coisas. Se você pede orientação de Deus, não há necessidade de preocupar-se; Ele a atenderá no Seu tempo, se for bom para você. Se quiser preocupar-se a respeito, então não ore, já que oração e preocupação não combinam. Ao longo do nosso ministério em diferentes estados e cidades, temos vivido no Senhor, e Ele sempre me concedeu o emprego de que eu precisava na ocasião.
Querido Senhor, ajuda-nos a esperar em Ti, como Teus filhos. Disseste que não nos recusarás bem nenhum. Ajuda-me, Senhor, a permanecer firme em Ti.
Betty G. Perry
O Senhor [vê] o coração. 1 Samuel 16:7
Você já passou pela constrangedora experiência de ir a um evento social e descobrir que não estava vestida de modo apropriado? Durante seu último ano de seminário, meu esposo se tornou pastor assistente da nossa grande igreja. Éramos uma família jovem, mas, como parte da equipe pastoral, fomos incluídos numa reunião de ministros num acampamento. Sem informação acerca das atividades planejadas, Ted vestiu um elegante terno com gravata e eu, um vestido. Quando chegamos, ficamos espantados ao ver todos os demais com roupas para atividades ao ar livre. A reunião seguinte aconteceu numa igreja da cidade. Tendo aprendido com a experiência, Ted foi de camisa esporte, com o colarinho aberto. Você adivinha? Todos os outros homens vestiam terno e gravata! Sobrevivemos, porém, e ele continuou trabalhando na igreja do colégio por mais dois anos, antes de sairmos para pastorear nossas igrejas.
Hoje em dia, vivemos numa sociedade mais informal, onde parece que qualquer coisa serve, até para a igreja. Embora isso chegue a ser lastimável para alguns de nós, devemos lembrar que olhamos a aparência exterior, enquanto o Senhor vê o coração.
Em Mateus 22, Jesus contou acerca de um rei que preparou um banquete especial para festejar o casamento de seu filho. Mandou que seus servos convidassem muitas pessoas, mas todas apresentaram desculpas. Alguns dos servos foram maltratados, e alguns até mortos. Então, o rei enviou outros servos para reunir tanto pessoas boas quanto más, a fim de que houvesse convidados para o casamento.
Obviamente, esses convidados de última hora não teriam a oportunidade de fazer compras ou de procurar no guarda-roupa alguma coisa para vestir; mas isso não foi necessário, já que o anfitrião providenciaria vestes condizentes. Sem dúvida, quando o rei entrou no salão, ficou satisfeito por ver seus convidados – até notar um que não estava vestido com o traje para a cerimônia. O homem não tinha desculpa, e o rei mandou que seus servos o expulsassem.
Nosso Rei tem vestes especiais para os convidados usarem nas bodas de Seu Filho – o manto da justiça de Cristo. Não precisamos fazer compras ou revirar nosso guarda-roupa em busca de algo para vestir, mas devemos usar o traje nupcial, para não sermos expulsos da celebração. Posso não ver se você vestiu esse traje, e você pode não ver se eu o estou usando, mas lembre-se: enquanto olhamos para a aparência exterior, o Senhor olha para o coração, e isso faz toda a diferença.
Mary Jane Graves
Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, Eu não Me esquecerei de você! Isaías 49:15, NVI
Sempre gostei de balanços. Até hoje, não resisto ao encantamento das longas correntes, e da sensação de vertigem que o balanço produz. Quando minhas irmãs e eu éramos crianças, meu pai teve uma ideia maravilhosa – instalar um balanço no quintal. É lógico que todas ficamos eufóricas e “ajudamos” na medida do possível, para que ele terminasse logo.
Finalmente, o balanço estava pronto. O novo assento de madeira e as correntes lustrosas estendiam o convite a todos. Mamãe foi a primeira a testá-lo, divertindo-se enquanto subia mais e mais alto. Então, de súbito – zap! A corrente escapou e mamãe pousou no chão. Corremos para ajudá-la. Suas palavras, ao levantar-se do chão, foram: “Ainda bem que aconteceu comigo, e não com uma das meninas!”
Eu nem tinha 6 anos ainda, mas esse momento marcou minha vida. Mamãe me amava tanto que preferiu ter sofrido em meu lugar! Esse sentimento tocou meu coração infantil com uma doce ternura, dando-me a certeza do amor, que tem estado sempre comigo, e até hoje me traz lágrimas aos olhos. Esse amor imenso dos meus pais me ajudou, sem dúvida, a entender mais completamente o infinito amor de Deus. Sempre, por preceito e exemplo, meus pais ensinaram, às minhas irmãs e a mim, a fazer de Jesus nosso melhor Amigo. Sinto profunda gratidão ao Senhor por me haver dado a oportunidade de crescer num lar cristão.
A Palavra de Deus, através do profeta Isaías, proporciona esperança e conforto a todos. Talvez sua infância não tenha sido feliz; quem sabe suas primeiras experiências a ensinaram a não confiar nem amar, mas a duvidar e temer. Talvez seus pais tenham cometido erros que afetaram sua vida e suas decisões. Mas Deus nos promete que Seu amor é maior que o amor de mãe.
Os pais e as mães, neste mundo, podem falhar, podem esquecer, podem cometer equívocos. Mas nosso Deus amoroso não comete erros; Ele não Se esquece de Suas filhas. Nesta vida, não podemos escolher pai e mãe; porém, hoje você pode escolher fazer de Deus o seu Pai, sua Mãe, seu Amigo, seu Salvador. Saiba sempre, com eternal certeza, que esse Pai não falha, não comete erros e não Se esquece.
Cyntia de Graf
Entra em acordo sem demora com o teu adversário. Mateus 5:25
Eu estava na sala de aula, ensinando, quando de repente minha vizinha apareceu à porta, segurando uma galinha morta. Ardendo de raiva, ela explodiu: “Veja o que seu cachorro fez com minha galinha! Quero outra no lugar.” Fez-se silêncio na sala, enquanto os alunos, com olhos arregalados, olhavam para a professora e para a mulher junto à porta. Conseguindo, de alguma forma, conservar minha compostura, eu disse: “Sinto muito; vou falar com você mais tarde.” Ela então saiu, com a franguinha morta.
Um dos nossos filhotes alsacianos havia matado sua franga, mais provavelmente enquanto brincava, mas ainda assim a franga estava morta. Muito consternada para enfrentar minha adversária, escrevi-lhe um bilhete, expressando meu sentimento e tristeza. Sugeri que ela fosse ao galinheiro da fazenda da escola e escolhesse o que bem quisesse para substituir sua perda, e eu pagaria por ela.
As imagens da franga morta e de sua proprietária me atormentaram dia e noite. Meu esposo estava fora, viajando; caso contrário, teria cuidado do assunto. Preocupava-me com o que dizer, se ela me confrontasse de novo. No dia seguinte, fui à fazenda, contei ao gerente o que acontecera e expliquei que a mulher viria para fazer sua escolha, e que eu pagaria por ela.
Alguns dias depois, a caminho da escola, a vizinha e eu nos cruzamos. Sorri para ela e ela sorriu para mim. Então, trocamos amenidades. Nenhuma de nós mencionou a franguinha. Descobri, mais tarde, que ela nem sequer foi à fazenda para buscar a substituta. Eu sabia que precisava estar calma a fim de concordar com minha adversária. Embora não houvesse presenciado o incidente, concordei com ela no sentido de que meu cachorro havia matado a galinha. Não questionei o fato. Para evitar sentimentos desagradáveis, fiz tudo o que pude para reparar a perda.
Muitas vezes, devido ao egoísmo, travamos discussões e achamos difícil ceder. Isso traz infelicidade aos dois lados. A Bíblia diz que devemos entrar em acordo com nosso adversário, e que devemos fazê-lo sem demora. A expressão “sem demora” não nos dá tempo para hesitar. Não nos dá tempo para argumentar ou questionar. Se obedecermos a esse mandamento bíblico, evitaremos muita angústia, contrariedade e aflição. Esse é o caminho indicado por Deus, e é o caminho mais fácil – e melhor.
Birol Charlotte Christo
No princípio, criou Deus os Céus e a Terra. Gênesis 1:1
A história da criação fascina os cristãos e desafia os descrentes. O próprio conceito de criação está além da compreensão humana. Quando pensamos em criação, automaticamente temos alguma matéria-prima em mente, mas Deus criou a partir do nada.
A própria ideia de um Deus que cria é uma boa notícia para Seus filhos. Se Deus pôde criar árvores, rios, montanhas, animais, aves e peixes – se Deus pôde criar um ser humano do nada, certamente pode criar soluções para todos os nossos desafios na vida.
Muitas vezes, procuramos resolver problemas por conta própria. Passamos noites sem dormir, jogando com os nossos fardos. Passamos dias longos e tristonhos, carregando desafios que não sabemos resolver. Recorremos a pesquisas e inteligência humana. Tudo isso deixa a desejar, porque todas as ideias humanas têm limitações. Corremos em muitas direções, em busca de respostas. Vivemos uma vida estressante; algumas de nós entram em depressão e outras cometem até suicídio. Por quê? Porque os desafios da vida podem ser mesmo esmagadores! Existe uma solução, e apenas uma, para todos os nossos fardos – o Deus da criação.
Hoje, pare e pense em quão poderoso é Deus. Se Deus a criou, bem como a tudo o que há no mundo a partir do nada, não acha que Ele pode criar soluções para os seus desafios? Se Deus criou a mente humana, não acha que é Ele quem pode criar ideias para resolver seus problemas? Se Deus criou seu coração, não pode Ele criar um remédio para consertá-lo, quando estiver partido?
Deus criou, e esse mesmo Deus está parado à porta do seu coração, hoje. Ele deseja criar em você um sorriso novo. Deseja criar em você uma nova maneira de pensar. Deseja criar em você um corpo novo. Deseja criar em você a paz de espírito. Deseja criar em você a felicidade. Deseja criar em você uma alegria genuína. Deseja criar soluções para a sua vida.
Qual é o seu fardo hoje? Qual é o seu desafio de hoje? Quais são as suas perguntas de hoje? Quais são, hoje, as suas necessidades? Você tem um Deus que criou, e o mesmo Deus ainda é capaz de criar. Ele deseja criar em você uma nova pessoa, que esteja em contato com o Seu coração; que dependa da capacidade que Ele tem de criar.
Abra o coração e permita que Deus nele crie soluções.
Earlymay Chibende
E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. João 14:3
Themba tem dois significados na língua xhosa: “confiança” ou “esperança”. Themba também era o nome da escola da nossa igreja local, em Peddie. A palavra se entrelaça bem com minha experiência de esperança.
Começaria em breve o longo período das férias de verão, e eu estava ansiosa para chegar à minha casa. Desta vez, não viajaria sozinha – Inet iria comigo. O percurso não seria o mesmo, tampouco, mas ainda assim me levaria para casa. Fiquei na casa de Inet no dia anterior, e bem cedo, pela manhã, começamos a jornada numa carroça puxada por um burrico, a qual nos levaria até a rodoviária.
Não importava o meio de transporte – eu só queria ir para casa. Animadas, embarcamos na carroça – andar de carroça de manhã bem cedo era divertido! Mas, na metade do caminho entre Peddie e Themba, o burro empacou e se recusou a prosseguir. O condutor fez tudo o que sabia para tentar movê-lo, mas ele não se mexeu. Como o tempo não espera por ninguém, comecei a entrar em pânico. Descemos da carroça e partimos a pé. Após uma longa caminhada pela estrada principal, vimos um carro perto de uma cabana. Oramos e esperamos que estivesse em condições de rodar.
Quando batemos à porta, o proprietário nos atendeu e perguntamos se nos levaria até o ônibus. O problema era que não havia sinal da carroça com a nossa bagagem. Naquele momento, aprendi uma lição de confiança em Deus, porque, de algum modo, a carroça apareceu à distância, com o burrinho trotando tão rapidamente quanto podia. Meu ânimo foi às alturas! Chegaríamos à rodoviária!
Seguimos rumo à cidade, chegando por fim à estação. O ônibus ainda estava lá, com o motor ligado, pronto para partir. Alguém gritou: “Corram, senhoritas, está ficando tarde!” Fiquei aliviada ao saber que o Senhor havia atrasado o ônibus até que chegássemos. Afundei no assento. A única coisa na minha mente era: “Estou indo para casa!” A esperança me conservara em ação.
Sim, vou para o Lar – meu Pai está à espera, para me receber no fim da linha. Você também – com a bem-aventurada esperança – está na expectativa de encontrar-se com seu Pai celeste?
Ethel Doris Msuseni
Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam. 1 Coríntios 2:9
Era sexta-feira de manhã em nossa pequena missão de sustento próprio, e um membro muito importante da equipe não tinha passado por nossa casa na hora costumeira. Havíamos colocado a lata do lixo na extremidade da calçada, e nosso vizinho pusera vários sacos plásticos pretos do outro lado, esperando que ele os recolhesse.
Então, chegou a hora do almoço, e ainda nenhum sinal de Jim e seu caminhão basculante branco. No fim da tarde, telefonei para a casa dele. Sua esposa me informou que ele começara pela outra extremidade do percurso, pretendendo passar pela nossa rua mais tarde. Então, o diretor da escola falou com Jim sobre a necessidade de fazer uma limpeza na frente do sanatório, coisa que Jim, conscienciosamente, realizou. Chegando à sua casa, ele disse: “Ah, esqueci de pegar o lixo lá na frente.”
Bem, nós moramos perto do bosque e temos vários visitantes noturnos que aprenderam a tirar a tampa da lata de lixo e a esparramar seu conteúdo por todo o jardim, em busca de comida. Assim, após levar nossa lata para a segurança da lavanderia, telefonamos para os vizinhos a fim de contar-lhes o que acontecera e recomendar-lhes que fizessem a mesma coisa.
Hoje de manhã, ao ajoelhar-me para agradecer a Deus Suas muitas, muitas bênçãos, adiantei meu pensamento para nossa bendita esperança e aquela gloriosa cidade, onde não haverá lixo.
Anos atrás, tive o privilégio de ser secretária do Pastor M. L. Andreasen, e algumas vezes assisti às aulas em que ele contava aos alunos as diferenças entre nosso mundo pecaminoso e as moradas celestiais. No Céu, dizia ele, nossos ouvidos e olhos serão perfeitos. Veremos toda a extensão daquela farta mesa que Jesus preparou. Então, brincando, ele disse aos alunos que não compensaria ter esse tipo de visão no mundo atual – alguém poderia ver, dobrando a esquina, seu marido abraçando outra mulher!
Com frequência, falamos sobre aquele mundo onde não haverá mais tristeza, doença e morte. Mas, o que dizer de não haver mais lixo? Trânsito? Insetos? Cônjuges infiéis? Não será paradisíaco? Verdadeiramente, será além de tudo o que já penetrou em nosso coração e mente. Mal posso esperar!
Rubye Sue
Amai-vos cordialmente uns aos outros. Romanos 12:10
As nuvens baixas se acumulavam naquele 21 de setembro, quando chegou um e-mail e ajudou a espalhá-las. “Saiba que eu a aprecio desde o momento em que a vi na loja, tantos anos atrás. Sua bondade transparecia no seu rosto, e você não teve medo de mim, e seu grande coração permitiu que uma pessoa totalmente estranha se aproximasse de você. Então, você orou comigo e por mim. Você é verdadeiramente uma grande pessoa, nunca duvide disso. Você é uma das raras pessoas que levam a religião a sério e costumam usá-la diariamente. Sylvia.”
Respondi em seguida: “Sylvia, você iluminou o meu dia!” e perguntei se ela se lembrava do ano em que nos havíamos conhecido.
“Foi 1982 – as gêmeas ainda usavam fraldas, mas caminhavam e se metiam em todo canto! Mais tarde, naquele ano, você me emprestou dinheiro para a escola e isso possibilitou que eu cursasse enfermagem. Aprecio profundamente o fato de ter uma ‘irmã mais velha’ maravilhosa e sincera, com quem posso comunicar-me em todos os níveis, e que tem realmente um coração bondoso e compreensivo. Abraços. Sylvia.”
Verão de 1982. Tappahannock, Virgínia. Entramos quase simultaneamente, enquanto a porta automática do supermercado se abria. Olhando-a com um canto do olho, vi um rosto jovem, ansioso, lacrimejante, preocupado. Sorri brevemente. Ela respondeu, dizendo em voz baixa: “Ore por mim, por favor.” Fomos para um canto vazio e inclinamos a cabeça. Sem investigar detalhes, pedi fervorosamente ao Senhor, que conhecia os problemas dela, que a abençoasse e ajudasse em sua aflição. Foi uma oração breve, que deu início a uma amizade que dura até hoje. Confidenciou-me que sua franquia havia fracassado, e ela tentava recuperar-se outra vez. Então, nos separamos, depois de nos apresentarmos.
Na época com vinte e poucos anos, Sylvia me surpreendeu na semana seguinte, levando suas gêmeas à igreja. Também me expôs sua vida, confidenciando as lutas para manter-se e criar as meninas. Cultivamos a amizade, e Sylvia, desde então, mantém contato por meio de telefonemas, cartas e, recentemente, e-mails ocasionais. Pode-se fazer amizade de maneiras surpreendentes. Você está pronta para responder quando Deus coloca uma no seu caminho?
Consuelo Roda Jackson
Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Colossenses 3:15
Quando eu era adolescente e meu irmão mais novo estava na pré-escola, uma senhora vinha à nossa casa para cuidar do meu irmão após o jardim da infância. Pouco a pouco, envolveu-se em nossa vida familiar. Começou a assumir algumas tarefas em casa, e foi uma grande ajuda para minha mãe. Quando meu irmão cresceu e não precisava mais de uma babá, a “Pérola” de mamãe (era assim que ela a chamava) continuou vindo regularmente, para fazer a limpeza, lavar e passar roupa. Lembro-me claramente de minha mãe ao cumprimentá-la quando ela chegava e depois, na despedida, sempre com palavras de apreço. Às vezes, eu me perguntava se aquilo era realmente necessário. Afinal, ela não estava simplesmente fazendo seu trabalho? Não seria suficiente agradecer de vez em quando? pensava eu.
O exemplo de minha mãe suscitou questões importantes em minha mente: Somos agradecidos o suficiente? Apreciamos o que os outros fazem por nós ou achamos que temos o direito adquirido de receber seu serviço? Recordo de um pastor que contou um incidente ocorrido numa das igrejas que ele pastoreou. Numa manhã de sábado, diante de toda a congregação, ele expressou sua gratidão para com a mulher responsável pelos arranjos florais. A mulher se sentiu muito comovida com o gesto dele, já que nunca fora reconhecida por sua contribuição à igreja nos 20 anos em que executou essa mesma tarefa!
Assim, pensamos esperar 20 anos antes de expressar nosso apreço por alguém? Muitas vezes temos a tendência de ser agradecidos sem expressá-lo: apreciamos uma casa bonita e limpa, o belo arranjo de flores na igreja, uma refeição saborosa, etc., mas frequentemente deixamos de expressar nossa gratidão a Deus e àqueles por intermédio de quem Ele nos concede essas bênçãos. Não deveríamos, porém, incentivar uns aos outros e expressar nosso apreço uns pelos outros?
Em quase cada uma das epístolas, Paulo dava graças pelas pessoas a quem escrevia, bem como por sua fé (Romanos 1:8), a graça de Deus para com elas (1 Coríntios 1:4), seu companheirismo no evangelho (Filipenses 1:3) e o amor e a fé que demonstravam para com os outros (Colossenses 1:3, 4). Que exemplo! Para quem podemos dizer “Muito obrigada” hoje?
Daniela Weichhold
Tu me farás ver os caminhos da vida; na Tua presença há plenitude de alegria, na Tua destra, delícias perpetuamente. Salmo 16:11
Quando penso na palavra “labirinto”, sempre me lembro dos quebra-cabeças de uma revista, nos quais você percorre um caminho até o fim, com um lápis. Eu nunca havia entrado num labirinto de verdade – um deleitoso labirinto de altas plantas, caminhos sinuosos, alamedas sem saída e voltas enganosas. Então, no verão passado, visitei uma plantação de milho com meu neto. Aprendi que um labirinto é como uma piscina. Você não aprende a apreciá-lo sem mergulhar nele. Pés altaneiros de milho me emparedavam. As trilhas pareciam conduzir a todas as direções. Não havia como retroceder; eu tinha que ziguezaguear até a saída a fim de escapar.
Na entrada, fui direto para uma parede de folhagem. Espiando entre elas, vislumbrei o centro do labirinto com seu elevado posto de observação. Tão perto – mas ainda assim tão longe. A menos que a pessoa abra caminho diretamente pelo meio da plantação, chegar ao centro leva tempo. Esse confuso conjunto de caminhos e a pouca visibilidade estavam testando minhas habilidades de um modo como não havia experimentado antes. Esqueci-me do mundo exterior e me perdi com alegria, divertindo-me com meu neto.
Hampton Court, em Londres, é um dos mais famosos labirintos do mundo. E, como qualquer bom labirinto, ele concentra o máximo de trilhas na menor área, a fim de aumentar a confusão. Ao mesmo tempo, um labirinto parece apresentar um profundo significado. Percorrer um labirinto é como a nossa jornada pela vida, cheia de voltas erradas, becos sem saída e um alvo que aparentemente foge de nós.
Ao recapitular minha vida, lembro-me de ocasiões em que me senti como se estivesse perdida num labirinto do qual não conseguia sair. Mas dou graças ao meu Senhor porque Ele não desiste de mim. Quando nos defrontamos com algumas impossibilidades labirínticas, podemos clamar ao Deus operador de maravilhas, o qual nos providenciará uma saída. Quando estou sendo testada, procuro recordar que há muitas promessas na Bíblia. Gerações já comprovaram sua confiabilidade, e posso fazer o mesmo.
Se você está passando por entre muros altos e labirintos sinuosos, nunca hesite em abrir o coração a Deus. Você verá que a oração é a rota mais curta entre o seu coração e o de Deus. Você está no caminho certo!
Vidella McClellan
Mudaste o meu pranto em dança, a minha veste de lamento em veste de alegria, para que o meu coração cante louvores a Ti e não se cale. Senhor, meu Deus, eu Te darei graças para sempre. Salmo 30:11, 12, NVI
Ontem saímos de canoa, possivelmente pela última vez nesta temporada. Eu tinha esperança de ouvir os mergulhões. Talvez visse um pelicano ou uma grande garça azul. Nos dois verões passados, sentia-me muito fraca para remar. Agora, porém, parecia que o câncer se fora. Andei de canoa várias vezes neste verão. Meus braços pareciam ficar mais fortes cada vez, embora meu esposo alegasse que fazia a maior parte do serviço.
Havia apenas as gaivotas e os frangos-d’água comuns sobre o lago. Mas me senti feliz por estar ali de novo. Cada estação traz diferentes cenários, diferentes evidências do amor de Deus. Observei a margem. As folhas começavam a mudar de cor, e havia algumas pinceladas de ouro nos vidoeiros. Os tons de marrom, ferrugem e laranja contrastavam com o verde dos pinheiros e ciprestes. Ocasionalmente aparecia um arbusto vermelho vivo. Até os ramos desnudos colaboravam com o caleidoscópio de cores.
Então, notei algo que nunca tinha visto antes. Eu havia observado os juncos ao longo da margem. Normalmente, era certa a presença de vários melros de cabeça amarela empoleirados nesses juncos. Um dia, vimos um cervo perambulando pela área baixa onde estavam os juncos. Mas hoje não. Os juncos começavam a secar, mudando sua cor verde para um marrom amarelado. Eles balançavam levemente na brisa, e, enquanto eu observava, notei o reflexo das pequenas ondas, brilhando e dançando no meio do juncal em movimento. “Você viu aquilo!?” exclamei. Ninguém poderia ter orquestrado o movimento e a luz, exceto meu Pai celeste. Agradeci-Lhe a beleza que via. Agradeci-Lhe o fato de estar viva.
E você? Tem agradecido e louvado a Deus pela beleza que encontra ao seu redor? Deus nos tem dado tanto! São evidências de Seu amor por nós. Oro para ter hoje uma atitude agradecida, o tempo todo, quer as coisas corram bem, quer não.
Carol Nicks
Mas Jesus disse: “Alguém tocou em Mim; Eu sei que de Mim saiu poder.” Lucas 8:46, NVI
Uma das histórias bíblicas que mais gosto de ler é a da mulher que sofreu com hemorragia durante 12 anos. Então, ao tocar a orla do manto de Jesus, foi completamente curada.
Os milagres de Jesus, enquanto esteve aqui na Terra, deixam-nos estupefatas. Como Ele era atencioso e bondoso com todos! Ele via o anseio de uma pessoa aflita e sentia a dor dos sofredores. Essa história me agrada porque posso aplicá-la à minha vida.
Muitas vezes, o pecado, o estresse ou uma inversão de valores e o mal deixam meu coração espiritualmente enfermo. Fico fraca e desanimada, e nenhuma das soluções terrenas que procuro parece dar resultado. Continuo a me sentir mal, como se uma hemorragia espiritual me tirasse todas as forças.
Então, decido ir a Jesus. Passo pelo meio de uma multidão de problemas que insistem em conservar-me longe do Salvador, e finalmente consigo – fraca como estou – cair de joelhos aos pés do Salvador e tocar espiritualmente a orla do Seu manto. Nesse instante, Cristo percebe que O toquei. Ele me olha com ternura, estende a mão e me ouve. Com fé, entrego-me a Ele, digo-Lhe o que sinto e peço que dEle venham forças para me auxiliar. E Ele, sorrindo, me diz: “Tem bom ânimo, filha. Vá em paz!”
Ao erguer-me do meu encontro com o Senhor, sinto-me curada, aliviada de todos os meus fardos e em condições de sorrir outra vez. Sua mão abençoa, Sua mão alivia as cargas, cura as feridas da alma e me dá a certeza de Sua companhia na senda da vida.
Deus é o criador do Universo. É poderoso, onipotente e onisciente, e sustenta os corpos celestes através do Seu poder. Você e eu, embora tão pequenas, somos tão importantes para Ele quanto o cosmo, que, por Suas leis, segue perfeitamente seu caminho na direção do infinito. Seu amor é tão grande e amplo como o Universo; Ele deu Seu Filho para salvar aqueles pequeninos que Se aproximam dEle com fé. Nenhuma das nossas preocupações, nenhuma lágrima derramada, O deixa indiferente.
Quando vamos a Ele com confiança, Ele nos cura da doença do pecado e nos dá forças para continuar. Podemos sair da Sua presença certas de Sua bênção, porque Ele nos diz: “Tem bom ânimo, filha. Vá em paz!”
Juliane P. de Oliveira Caetano
Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o Céu e a Terra. Salmo 121:1, 2
Todos os dias úteis, quando entro no meu escritório e abro as cortinas, fico admirada diante de uma vista espetacular, que parece dizer: “Bem-vinda a um dia novinho em folha!” Essa poderosa exibição das obras de Deus é majestosa e inspira reverência. As pessoas que visitam meu escritório observam que tenho a melhor vista do campus.
O Sol refulgente, com seu halo dourado, banha a terra com cálidos raios. O céu azul está coberto de nuvens que parecem ondas do mar. À distância, veem-se majestosos e ondulados picos de montanhas, contornando o horizonte. Árvores perenes apresentam-se com imponência. Outras árvores, cobertas com espessa folhagem verde, formam uma barreira protetora contra o mundo exterior. Perto da biblioteca, três bandeiras ondulam suavemente na brisa, um lembrete vivo de meu compromisso com meu Deus, minha igreja e meu país.
Deste vantajoso ponto de observação, noto estudantes seguindo seu caminho para a biblioteca, para as salas de aula, o refeitório e outros locais de interesse. À minha direita está a igreja – lugar de adoração e louvor, lugar quieto onde santos e pecadores vêm para encontrar consolo e renovação para sua alma turbada, lugar onde se formam amizades duradouras que, às vezes, culminam em santo matrimônio. Aninhados entre a igreja e a biblioteca, estão os residenciais que abrigam nossos futuros líderes, preciosas posses de Deus.
É essa a vista do meu escritório. Mais importante, porém: o que a vista da minha vida diz aos meus colegas, aos alunos e a outras pessoas com quem tenho interagido diariamente? Veem eles que sou uma pessoa íntegra, uma cristã amorosa e atenciosa? Se fossem gravadas as minhas conversas do dia, eu ficaria envergonhada ou embaraçada ao ouvi-las? Minhas palavras retratariam os frutos do Espírito, ou seriam palavras de tagarelice e crítica? Minha atitude ajudaria ou atrapalharia alguém no seu crescimento cristão? Minha vida apontaria para Jesus ou chegaria a desapontar essas pessoas? Que solene responsabilidade repousa sobre meus ombros!
Como cristãos, nossa vida é observada constantemente. Senhor, oro para que a minha revele que eu Te amo, e que és o centro da minha alegria.
Shirley C. Iheanacho
Sejam bons administradores dos diferentes dons que receberam de Deus. Que cada um use o seu próprio dom para o bem dos outros! 1 Pedro 4:10, NTLH
Não consigo pensar em nada que seja tão pouco emocionante quanto uma pilha de louça suja na pia e esparramada por todo o balcão. Se digo a mim mesma: Vou siplesmente deixá-la assim e lavá-la amanhã, com certeza será a primeira coisa a me cumprimentar, tão logo eu levante da cama.
Quase todas as pessoas que conheço detestam lavar louça – ou seja, todas com exceção de Charles e Jan, duas pessoas de uma igreja muito pequena em nossa cidade. (Eles tampouco têm máquina de lavar louça.) O pastor vai à igreja deles só duas vezes por mês. Quando ele vai, sempre acontece um almoço muito gostoso de confraternização.
Nas semanas em que o pastor não está, Jan e Charles levam todos da igreja para almoçar em sua casa, após o culto. A casa deles é tão pequena que as mesas ocupam a sala de jantar e boa parte da sala de estar. Muitas vezes, estão lá 20 pessoas ou mais, e Jan e Charles conseguem preparar sempre uma refeição deliciosa para todos. Ali você também não verá pratos ou copos descartáveis. Eles põem a mesa com sua louça boa – branca com bordas douradas. Usam também suas taças com borda dourada. Na verdade, parece mais um banquete.
Não imagino como é que os dois conseguem preparar toda essa hospitalidade, já que ambos trabalham em tempo integral. Se você pergunta a Jan como faz tudo isso, ela dá uma risadinha e diz: “O Senhor ajuda!” E certamente ajuda.
Durante o almoço, saboreamos a boa comida e a oportunidade de conhecer melhor uns aos outros. Quando chega a hora de ir para casa, várias das mulheres se oferecem para ficar e ajudar a lavar a louça. Jan diz: “Não! Charles e eu vamos lavá-la hoje à noite. Gostamos de fazer isso. É o nosso momento de fazer algo especial juntos, enquanto passamos um bom tempo nos comunicando.”
Que atitude extraordinária! Eles transformam em divertimento uma tarefa desagradável. Que Deus abençoe ricamente aqueles dois, por serem tão atenciosos e hospitaleiros.
Senhor, mostra-nos o que fazer para servir-Te, mesmo que estejamos muito cansados e nos sintamos incapazes – ou apenas não gostemos de realizar a tarefa.
Darlene Ytredal Burgeson
Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as Minhas vistas, te darei conselho. Salmo 32:8
A experiência é uma grande mestra, e é justo dizer que a pessoa que nunca andou com os sapatos de outra teria pouca ou nenhuma experiência para contar acerca desses sapatos. O mesmo princípio se aplica à vida em geral. Somos, na verdade, moldados por nossas experiências pessoais. A experiência de cada pessoa é única e diferente.
Certa vez, decidi ser enfermeira freelance por algum tempo. Durante esse tempo, acompanhei um membro da família ao hospital, para um procedimento cirúrgico. Isso era algo novo para nós em nível pessoal, já que ninguém da família havia passado por um procedimento semelhante.
Percebi que, pela primeira vez, não me encontrava na posição de quem ministrava o tratamento, mas de quem o recebia. Havia trocado de lugar, não por escolha, mas por circunstâncias. Não estava dando, mas recebendo as ordens. Essa mudança de função me ensinou humildade, paciência e confiança – precisava depender do conhecimento e experiência de outras enfermeiras. O desempenho de uma pessoa na posição de comando pode facilmente ditar o que obterá dos que recebem as ordens. Essa experiência me trouxe vívidas lembranças de muitos pacientes e seus familiares com quem tive contato durante o desempenho de meus deveres, e da conduta profissional que sempre procurei exibir. Jesus não espera menos de nós, já que temos contas a prestar, primeiramente a Ele e depois aos outros.
Estar na posição de quem recebe pode resultar em grandes recompensas. Essa posição permitiu que a rainha Ester desempenhasse um papel crítico na libertação do seu povo. Providenciou o alimento necessário para Rute e Noemi depois de seu retorno de Moabe, após o falecimento de seus esposos. Capacitou Maria Madalena a ungir os pés de Jesus com finíssimo perfume, a despeito da murmuração de Judas. Elevou José da prisão ao palácio e permitiu que o ventre de Sara se abrisse para dar à luz Isaque, o filho da promessa. Permitiu que Daniel escapasse da boca dos leões. Permitiu que Davi fosse chamado o homem segundo o coração de Deus. Escolheu, a dedo, Rebeca para Isaque. E, finalmente, convida os povos do mundo a receberem o que há de melhor – Jesus, o Salvador do mundo.
Estar na posição de quem recebe pode abrir novos canais de bênçãos, para cujo recebimento nem teremos espaço suficiente.
Althea Y. Boxx
Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo. Provérbios 25:11
A mente das crianças nunca deixa de me espantar. Os pequenos são criativos e intrigantes – e dizem coisas inesperadas nos momentos mais inapropriados, ouvindo e repetindo algo diferente daquilo que foi dito.
Contam-se muitas histórias de crianças que mutilam o Voto de Lealdade. O produto final varia de criança para criança. Algumas dizem “ao público”, quando deveria ser “à república”. Outras dizem “invisível” quando deveria ser “indivisível”. É óbvio que suas declarações são inocentes e baseadas num vocabulário limitado, porém sempre crescente.
Outro dia, minha sobrinha de 4 anos de idade veio passar alguns dias comigo. Naturalmente, cada hora – ou mesmo cada minuto – se enchia de surpresas. É desnecessário dizer que ando e falo cautelosamente na presença dela. Bem, a maior parte do tempo. Tiramos um dia para assar biscoitos, fazer um chá da tarde com histórias e depois, lógico, vestir roupas de festa. Ela usou luvas longas, plumas de avestruz, contas e um glorioso chapéu para coroar a produção.
Uma das últimas palavras acrescentadas ao seu repertório foi “deslumbrante”. “Isso é deslumbrante” e “Você está deslumbrante” foi o que ouvi dela por 10 minutos ininterruptos. Na tentativa de desviar o foco da palavra recém-descoberta e acrescentar mais uma ao seu vocabulário, eu lhe disse: “Você está elegante.”
Ela fez um biquinho com os lábios, cruzou os braços sobre o peito e disse, com voz enérgica: “Eu não sou elefante!”
Opa! Momentos mais tarde, depois das minhas tentativas de esclarecimento, ela disse: “Titia, você é antástica!” Logicamente, pedi que ela repetisse o que havia dito, e outra vez ouvi: “Titia, você é antástica!” Mesmo sem o “f” no início da palavra, sorri e disse: “Muito obrigada. Eu também te acho antástica!” As crianças não são uma graça? De vez em quando, uma letra pode fazer enorme diferença.
Elogie alguém hoje! Não se preocupe demais com as palavras – seja sincera e faça um elogio! E que eu não deixe passar este momento sem dizer-lhe: “Você é antástica!”
Lady Dana Austin
Nenhum deles [passarinhos] cai no chão se o Pai de vocês não deixar que isso aconteça. Portanto, não tenham medo, pois vocês valem mais do que muitos passarinhos. Mateus 10:29, 31, NTLH
É outono aqui em Missouri, e ultimamente tenho notado muitas borboletas monarcas. Deve ser sua época de migração. Hoje de manhã, uma delas parecia seguir-nos enquanto fazíamos a caminhada. Observamos enquanto ela adejava à nossa frente, depois ao nosso lado, depois sobre a estrada. Com tristeza, vimos um caminhão passar e causar o fim dela. Deus Se importa com um pardal que cai – também Se importará com uma borboleta?
Como considero fascinante o processo todo da criação! Pense nisto – Deus não pronunciou simplesmente a palavra; primeiro, idealizou e planejou os intrincados sistemas de cada espécie. Fez a mesma coisa com a monarca. Planejou como a borboleta botaria seus microscópicos ovos na parte de baixo de uma folha de algodãozinho-do-campo. Planejou como a lagarta emerge, come vorazmente e forma uma crisálida com belas pintinhas douradas, semelhantes a uma coroa. Miraculosamente – e de acordo com o plano – emerge então a régia monarca. Foi assim que Deus planejou todo o processo e, sim, Ele Se importa quando uma de Suas criaturas tomba.
O que admiro nas monarcas e em seu processo de transformação é quão belamente se pode traçar um paralelo com a nossa vida como cristãs. Quando a lagarta está pronta para o estágio seguinte, deve parar de alimentar-se e então se fixar a um ramo. Nessa posição, fica perfeitamente imóvel, submetendo-se ao processo previamente ordenado. Do mesmo modo, submetemo-nos a Cristo e também somos transformadas.
No último verão, cavei alguns pés de algodãozinho-do-campo com flores cor de laranja, ao longo de estradinhas rurais, a fim de transplantá-los para o meu jardim de flores silvestres. Mais tarde, notei algumas lagartas comendo a planta. Reconhecendo-as como futuras monarcas, trouxe várias para dentro, junto com muitas folhas, para que as comessem. Não sobreviveram. Havia mais lagartas, e procurei crisálidas, mas não vi nenhuma. Somente mais tarde notei algumas “frutinhas” na planta, que se parecia notavelmente com o algodãozinho-do-campo. A planta era parente dele, e as monarcas o comiam, sim. No próximo ano, observarei mais lagartas e mais monarcas.
Eu Te louvo, Pai, pelos milagres de transformação no ciclo de vida das Tuas borboletas monarcas e pelas mudanças que operas em mim, também.
Becki Knobloch