E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor. Salmo 40:3
Nós, cristãos, às vezes usamos sentenças e frases que são fáceis de dizer, mas difíceis de viver. Sei que preciso perguntar a Deus: Estou mesmo vivendo o que digo e sei o que as palavras realmente significam?
Tenho dito frases como: “Vou orar por você”, “Você é salvo pelo sangue de Jesus”, “Jesus te ama.” Aqui está uma que já ouvi – e até falei: “Confie no Senhor.” “Confiar 100% no Senhor” tem sido difícil de cumprir na prática.
Quando tudo é ensolarado e satisfaz meus interesses, é fácil dizer que confio nEle. Mas, quando a vida não é do jeito que planejei, quando a vida está de ponta cabeça com o cônjuge, filhos, familiares, amigos e igreja, confio mesmo?
Deus prometeu estar 100% à minha disposição. Preciso descansar nEle (outra daquelas frases), mas como posso fazer o que Ele me pede? Às vezes, preciso de figuras e maneiras concretas de ver e cumprir o que Jesus pede que eu faça. Espero que algumas das maneiras que encontrei ajudem você também a tornar autêntica a sua caminhada com Jesus.
1. Encontre um lugar onde possa estar quieta e sozinha, mesmo que seja no banheiro. Apague a luz e ouça. Sei, você pode achar que é esquisito, mas ouça mesmo. O que você ouve? Se estiver no banheiro, pode querer abrir a torneira, já que o som da água é relaxante. O silêncio também é algo maravilhoso.
2. Vá para fora. Gosto de escalar montanhas, sentar-me no topo e ver o extraordinário mundo de Deus. O som do vento e a vista lá de cima aquietarão seu coração, e Ele poderá falar com você.
3. A música cristã tem sido uma bênção para mim. Muitas vezes não havia igreja perto de onde morávamos, de modo que a música era importante para mim. Tenho um pouco de música no sangue, e canto enquanto toco piano. Preste atenção especial à letra dos hinos.
Querido Senhor Jesus, ensina-me, por favor, a confiar em Ti cada dia. Fica comigo e não me deixes. Ajuda-me a crer em Ti e a não ouvir as mentiras de Satanás. Muito obrigada por Tua fidelidade para comigo, 100% todos os dias.
Susen Mattison Molé
Vocês não precisarão lutar nessa batalha. Tomem suas posições, permaneçam firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes dará. 2 Crônicas 20:17, NVI
Certa manhã, durante minhas devoções, li o texto de hoje. Ele me fez retrocecer alguns meses, para uma ocasião em que enfrentei as situações mais difíceis que já tive que suportar na vida – um aborto, a perda do emprego, a morte de uma amiga íntima, tudo dentro de um período de oito meses. Apeguei-me a Habacuque 3:17, 18: “Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação” (NVI). Deliberadamente decidi louvar a Deus a despeito de tudo. Não foi fácil. Então, me perguntei se Deus estava tentando dizer-me algo com o verso de hoje.
Nesse momento, Jay apareceu online. Havíamos sido grandes amigas anos antes; depois, ela se casou e mudou-se para os Estados Unidos. Frequentemente conversávamos pela internet, e ela me contava sobre seus projetos. Também pedia orações por causa da situação que enfrentava em casa. Jay havia passado as últimas semanas na América do Sul, numa viagem missionária, e agora arrumava as malas. Porém, estava apavorada por ter que voltar ao seu esposo, com quem se casara fazia oito anos, e que era emocional e fisicamente agressivo. Qual seria a reação dele quando ela dissesse que iria deixá-lo? Estaria segura? Eu não tinha as respostas.
Então, me lembrei do verso. Digitei-o para ela, animando-a a ser forte e confiar em Deus. Nem podíamos acreditar em quão tremendo é nosso Deus. Ele sabia, naquela manhã, que Jay e eu conversaríamos pela internet. Ele sabia que ela estaria confusa e angustiada, e já havia preparado uma promessa à qual ela poderia apegar-se. A fidelidade de Deus é realmente grande!
Ao nos despedirmos, dei graças a Deus por ter-me usado. Tenho certeza de que Ele teria um milhão de outras maneiras de fazer com que esse verso chegasse até Jay, mas permitiu que eu testemunhasse de Sua bondade. Sussurrei uma oração por ela e por milhares de mulheres ao redor do mundo que sofrem nas mãos daqueles que prometeram amá-las e protegê-las, e orei para que Deus tivesse misericórdia delas, travando suas batalhas também.
Dinorah Blackman
Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas. Provérbios 3:6
Muitos anos passaram desde que aprendi a dirigir, e ainda dirijo com Jesus como o passageiro invisível que me conduz pelo caminho. Ao longo dos anos, minha prioridade de dirigir com prudência não mudou. Lembro-me de ter viajado com meu falecido esposo e ser chamada de palpiteira, porque muitas vezes lhe dava conselhos inoportunos, até que ele me informou que não precisava de co-piloto. Por fim, esse passou a ser meu segundo nome toda vez que andávamos de carro.
Não mais sou chamada dessa forma; porém, ainda sou uma observadora vigilante quando dirijo com meus filhos, netos ou quando sou passageira. Ao dirigir, frequentemente vejo placas ao longo do caminho mostrando aos motoristas que há homens trabalhando, que as faixas estão fechadas ou que há valas e buracos causados pela chuva, neve ou transporte pesado.
Numa linda manhã de primavera, eu dirigia de Baltimore para Washington, ouvindo uma das minhas músicas preferidas pelo rádio. O trânsito fluía velozmente, e vi carros mudando de faixa, mas não sabia por quê. De súbito, vi um grande buraco logo adiante. Não deu tempo de trocar de faixa e pensei no dano que causaria aos meus pneus novos – e talvez outros estragos –, mas esse pensamento foi substituído por outro: Continue reto; é melhor passar por buracos do que mudar de faixa e atingir outro carro, causando ferimento a outra pessoa. Reduzi a velocidade e continuei dirigindo, sem dano nenhum aos pneus novos.
Assim como há buracos nas estradas construídas por seres humanos, pelas quais andamos todos os dias, há solavancos nas estradas da vida que Deus nos dá para percorrer diariamente. Em 1 Pedro 5:8, Deus nos faz lembrar de que Satanás é um leão que ruge, andando ao redor em busca de alguém a quem devorar, causando buracos e valas na estrada da vida.
Querido Jesus, graças Te dou pelo mapa da estrada, a Bíblia, o qual me deste para seguir enquanto viajo pelos caminhos da vida. Que eu viva de modo digno do Teu chamado, pois aguardo o dia em que não haverá necessidade de placas para avisar sobre obras na pista. Apocalipse 21:2 me diz que há uma cidade chamada Céu, onde as ruas são pavimentadas com ouro – sem buracos ou solavancos.
Annie B. Best
Fez cessar a tormenta, e as ondas se acalmaram. Então, se alegraram com a bonança; e, assim, os levou ao desejado porto. Salmo 107:29, 30
Recentemente, meu esposo e eu estivemos em férias, com nosso trailer, num dos nossos parques preferidos junto ao mar. Havia muitos espaços vazios ao nosso redor, permitindo-nos uma vista sem restrições do mar, em todas as direções. Que privilégio!
De modo egoísta, gemi quando um casal estacionou seu trailer ao nosso lado. A consciência prontamente me avisou de que aquela atitude era errada, e no dia seguinte fui conversar com os vizinhos e dar-lhes boas-vindas. Com um tom de alívio, contaram que haviam estacionado junto de nós em busca de abrigo do vento, que havia sacudido sua barraca no local em que haviam estado anteriormente.
Isso me fez pensar nas vezes em que não correspondo quando surge a oportunidade. Fico alarmada ao pensar em como reajo diante de pessoas. Como professo amar meu Salvador, preciso lembrar-me de praticar o que falo, dando atenção aos que passam por necessidades e cuidando deles.
Outros devem ser capazes de ver em minha vida a força e segurança que eles podem não possuir. Quando acho que alguém está sendo inconveniente, preciso lembrar que Jesus tem os braços abertos para mim, toda vez que me aproximo dEle. Ele é meu ajudador e está sempre perto; dessa forma, com certeza posso ofercer o mesmo ao meu irmão ou irmã.
Quando um amigo ou vizinho me conta acerca de uma ansiedade que lhe sobrecarrega o coração, ou minha filha me procura quando seu mundo está caindo, devo ter uma atitude que os ajude a encontrar algum conforto e abrigo em sua tormenta.
Jesus nos diz, em Mateus 25:40: “O que vocês fizeram a algum dos Meus menores irmãos, a Mim o fizeram” (NVI). Esse texto nos mostra gentilmente que servir os outros sem reservas é demonstrar por Jesus o autêntico amor em ação. Ao visitar enfermos, alimentar famintos, vestir os pobres e, sim, abrigar o casal ao lado do nosso trailer, estamos verdadeiramente oferecendo abrigo na hora da tormenta.
Esse é o exemplo de Deus que fica para todos. Quando escolhemos fielmente ajudar os demais, estamos servindo de farol, que guia ao porto mais seguro que existe – Jesus.
Lyn Welk-Sandy
Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas. Provérbios 3:5, 6
Despertei hoje de manhã com a lembrança de uma história do passado em minha mente. Uma voz disse: “Escreva-a.”
Meus filhos, Eric e Randy, tinham 12 e 10 anos de idade, respectivamente. Charles Miller havia trazido três garotos da cidade para nossa casa, no campo. Os meninos quiseram andar pelo mato atrás da casa, um mato que se estende por quase dois quilômetros a leste e um quilômetro ao sul. Eu nunca havia permitido que meus meninos entrassem no mato sem mim, porque temia que se perdessem. Os garotos suplicaram tanto que cedi. Eu havia lido na revista Guide acerca de meninos que entravam no mato e marcavam o caminho nas árvores, e instruí os garotos a marcarem seu percurso nas árvores para que não se perdessem. Também lhes disse que tocaria a buzina do carro dentro de meia hora; quando a ouvissem, deviam voltar para casa. Eu sabia que, quando os meninos começassem a brincar, se esqueceriam de marcar as árvores. Confiantemente, eles marcharam para dentro do mato com entusiasmo e euforia, apesar da minha apreensão.
Levei o carro até perto das árvores. Depois de passada meia hora (ou talvez 25 minutos), buzinei repetidas vezes, até que vi os meninos aparecerem, saindo do mato.
Eric disse: “Obrigado, mamãe.” Ele, então, me contou que os meninos haviam mesmo se perdido. Seguiram o som da buzina e ela os dirigiu a uma referência conhecida, a cerca do vizinho, rodeando os galpões e seus cachorros. Seguiram pela cerca até o fim e depois se guiaram pelo som da buzina do carro, até saírem do mato.
Nós, pais, despachamos nossos filhos adultos para o mato da vida. Muitas vezes, eles saem confiantemente, usando lentes cor-de-rosa, indiferentes aos perigos que o mundo lhes oferece. Não podemos estar com eles; devemos permitir que se distanciem, confiando nas instruções que lhes ensinamos o tempo todo. Contudo, temos um recurso: a “buzina”. Tocamos a buzina da oração intercessória por nossos filhos vez após vez, dia após dia, hora a hora, para que, no caso de se perderem, sejam capazes de encontrar o caminho direto para Jesus. Toquem a buzina, pais!
Ruth Cantrell
E vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. Efésios 4:24
“Qual é o seu nome?” Você já contou quantas vezes lhe fizeram essa pergunta – professores, médicos, enfermeiras, políticos, policiais, pastores e especialmente crianças? Creio que toda pessoa viva, desde a tenra infância até a velhice, foi solicitada a revelar essa importante marca de identificação. Para a maioria, a resposta é muito simples.
Uma preciosa garotinha de 5 anos me disse o nome que sua mãe lhe dera. Então, com uma expressão engraçada, perguntou: “Que nome a sua mãe lhe deu?” Quando respondi, ela quis saber: “Por que ela simplesmente não a chamou de Elizabeth?” E, você sabe, concordei com ela. A vida teria sido muito mais simples para mim. Com frequência, já fui passada por alto ou deixada para depois, porque algumas pessoas se recusam a tentar pronunciar meu nome. Ele não é facilmente encontrado numa chamada de alunos. Na verdade, quando meu nome não apareceu na lista de resultados de um exame público que eu havia feito, todos os que me conheciam ficaram surpresos e desapontados. Meu nome estava na lista, mas era aquele que minha mãe havia reservado para questões oficiais, e não Urceline, o nome usado por minha família, vizinhos, professores e amigos.
Bem mais tarde na vida, eu estava para assumir um compromisso vitalício com um jovem com quem me relacionava fazia vários anos. Durante uma reunião com o pastor que oficiaria a cerimônia matrimonial, ele perguntou que nome eu gostaria que aparecesse na certidão de casamento. Pronunciando cada sílaba tão clara e distintamente quanto pude, respondi com orgulho: “Quilvie Galethia Green.”
Imagine meu choque quando meu futuro marido reagiu, em perfeito dialeto jamaicano (aqui traduzido): “Não conheço ninguém com esse nome!”
Meu nome já foi mal escrito, mal pronunciado e motivo de piada. Tem provocado comentários que vão desde “estranho”, “incomum”, “sem igual”, até “majestoso”. Aprendi a apreciar meu nome e a gostar dele, mas aguardo, de modo especial, o novo nome que Deus dará a cada uma de nós, quando chegarmos ao Céu (Apocalipse 2:17). E você?
Quilvie G. Mills
O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra. Salmo 34:7
Carole e eu tínhamos acabado de chegar ao outro lado do cruzamento quando ouvimos o som guinchado de pneus, seguido do som metálico produzido por um tremendo choque de latarias.
“Mas o que houve?!” exclamei, enquanto me virava. Para meu espanto, vi o emaranhado de metal retorcido de uma batida de carros, onde segundos antes minha amiga e eu havíamos passado. O acidente resultou na morte de uma pessoa e em ferimentos de dois passageiros. Se houvesse ocorrido apenas 10 segundos antes, minha amiga e eu poderíamos ser contadas entre as vítimas do desastre.
Quando nos conscientizamos da tragédia, começamos a soluçar, não só pelas infelizes vítimas da colisão, como pela percepção de que estávamos sãs e salvas. Poderíamos estar sendo transportadas de maca, dentro de uma ambulância, para o pronto-socorro mais próximo.
Quando chegamos ao nosso destino (que incidentalmente era uma reunião de oração na casa de uma irmã da igreja), louvamos a Deus por Sua benignidade e proteção. Acreditamos que se deveu a mais do que uma simples coincidência o fato de estarmos vivas. Intercedemos com fervorosa oração em favor das vítimas do acidente e suas famílias.
Somos chamadas a orar sem cessar e a fazer intercessão pelos santos, pois não sabemos o dia nem a hora de nossos momentos finais na Terra. Ignoramos aquilo que o futuro nos reserva, pois Deus, e somente Deus, é o Senhor do tempo e do espaço. Devemos, pois, estar sempre preparadas. Façamos, na prática, o que é certo. O diabo está em atividade, incitando homens e mulheres à violência, intemperança e toda sorte de depravação. Mas, se somos crentes e seguidoras de Jesus, nossa única segurança está no nome de nosso Deus. Ele é nosso escudo e pavês; tudo o que precisamos fazer é confiar e obedecer. “Torre forte é o nome do Senhor, à qual o justo se acolhe e está seguro” (Provérbios 18:10). Acabávamos de passar por essa experiência!
Ao nos aproximarmos da época do Natal, louvemos a Deus por Sua proteção diária, bem como pela dádiva suprema de Seu Filho, que nos dá esperança para hoje e para cada dia.
Jeannette Belot
Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. 1 João 5:12
Eu me sinto impressionada a contar um vívido sonho que me despertou hoje de manhã. Sempre tive sonhos, geralmente sem significado. Até poucos anos atrás, conseguia me lembrar deles quando acordava. Depois, começaram a sumir assim que eu abria os olhos. Estou ficando velha, pensei, minha memória não é mais como costumava ser. Ultimamente, porém, alguns sonhos têm sido muito claros, deixando uma impressão duradoura. O da noite passada foi um deles. Nesse sonho, Jesus veio para levar Seus filhos fiéis para o lar – e não me levou.
No caso de você ficar intrigada com minha vida pecaminosa, talvez seja oportuna uma breve explicação. Tenho sido uma cristã feliz e praticante há mais de 50 anos, a maioria deles como esposa de pastor. Minha família cresceu na igreja, casou-se na igreja e está criando os filhos na igreja. Minha vida tem sido muito ocupada, conciliando responsabilidades familiares com uma variedade de atividades relacionadas com a igreja. Mas, hoje, estou esquadrinhando seriamente meu coração – Jesus veio e não me levou para o lar.
Seria eu como o fariseu que foi ao templo para orar, e Deus não aceitou sua oração porque ele manifestava justiça própria? Não creio (pelo menos, não conscientemente), embora tenha indagações quanto às profundezas subconscientes do meu ser.
Seria eu como uma das virgens imprudentes de Mateus 25? Pode ser; realmente pode ser. Elas eram membros fiéis da igreja, aguardando a vinda de Jesus. Tinham as lâmpadas (a Palavra de Deus), e o óleo (o Espírito Santo), pois as lâmpadas estavam acesas, brilhando. Então, o que deu errado? Com o passar do tempo, o suprimento de óleo foi diminuindo e, por fim, quando chegou o momento crucial, as lâmpadas estavam apagadas. No momento em que perceberam seus apuros, era tarde demais para consertar a situação. A porta foi fechada e elas ficaram do lado de fora.
De acordo com o nosso verso bíblico, Jesus Se dispõe a viver em nosso coração, pela fé, o poder da vida vitoriosa. Não nos podemos dar ao luxo de manter uma conexão frouxa.
Revel Papaioannou
E quando a encontra, reúne suas amigas e vizinhas e diz: “Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida.” Lucas 15:9, NVI
Você alguma vez pensou no valor de uma moeda? Quando eu era criança, achava realmente que era rica quando me davam cinco centavos para gastar. Passava um longo tempo diante do balcão da confeitaria, resolvendo qual das iguarias de “dez por um centavo” eu realmente desejava, antes de entregar minhas preciosas moedas. Já ultrapassei a minha fase dos “centavos”, mas nunca me esqueci do valor de um centavo. Hoje, frequentemente vejo moedas de um centavo na rua e as recolho. Encontro-as na sarjeta, em poças de lama, no asfalto ou simplesmente jogadas na grama. Encontro todo tipo de moedas de cobre – algumas muito velhas, outras brilhando de novas, entortadas ou achatadas, pintadas e algumas quase irreconhecíveis, de tão gastas. Algumas são prateadas, feitas durante a Segunda Guerra Mundial. Independentemente de sua condição, contêm sempre a inscrição “Em Deus confiamos” na frente, e “Estados Unidos da América” no verso.
Um dia, enquanto contava e guardava os centavos, pensei: Por que as pessoas não se importam com moedas de um centavo? Por que são descartadas com tanta facilidade? Consigo dólares ao juntá-las e trocá-las no banco. Ali, ninguém se preocupa com o estado delas. As moedas são selecionadas, e as imprestáveis vão para a caldeira de fundição, a fim de se transformarem em moedas novas. Uma alegoria surgiu em meu cérebro.
Somos todos como esses centavinhos – abandonados, perdidos e muitas vezes descartados. Deus nos criou e estampou Seu caráter em cada um, para ser usado em Seu serviço. Satanás decidiu macular o plano de Deus abusando de nós, desfigurando-nos, jogando-nos na sarjeta do pecado, como se fôssemos inúteis. Mas Deus nos vê quando somos atropelados nas ruas, esmagados no asfalto da vida ou chutados para a sarjeta. Ele nos vê abandonados, manchados com a tinta das drogas, do álcool ou de outro pecado, a ponto de ficarmos irreconhecíveis. Ele vê nosso valor até quando estamos deformados pelo pecado. Mas não podemos erguer a nós mesmos. Alguns nem mesmo sabem que estão perdidos. Então, Deus nos levanta, limpa, lustra e nos restaura ao Seu plano original, para que brilhemos como novos outra vez.
Frances Osborne Morford
Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2, NVI
Todos os sábados, meu neto mais novo, Clay, senta-se ao meu lado no banco da igreja e arranja algo com o que se ocupar durante um tempo que parece uma eternidade, para uma criança que precisa ficar quieta. Num sábado, não faz muito, ao sentar-se ao meu lado, ele abriu lentamente a mão para revelar aquilo que julguei ser um caminhãozinho verde, do tamanho de uma caixa de fósforos. Eu o peguei, olhei de todos os lados, fiz com que andasse daqui para lá em meu colo e o devolvi ao seu legítimo dono.
E foi aí que me tornei testemunha de uma transformação. Com dedos ágeis, ele rapidamente torceu e virou as pequenas partes do caminhão, produzindo pernas, braços e corpo com aquilo que havia claramente sido um caminhãozinho. Diante dos meus olhos, o caminhão se transformara num homem forte, de atitude confiante, com as mãos nos quadris e o peito estufado. Se eu já não houvesse sido surpreendida por outra das transformações dele, não teria acreditado em meus olhos.
Esses brinquedos novos são muito inteligentes. Na embalagem original, pouco se assemelham àquilo em que são capazes de se transformar, e é esse o desafio! Existe uma analogia aqui. Pense num bebê recém-nascido. Quando levamos nosso primeiro recém-nascido do hospital para casa, pouco sabia eu de todo o cuidado que nossa “trouxinha” exigiria. Mas o que levei para casa nos braços, naquele dia, tinha um potencial muito maior do que eu era capaz de compreender. Enquanto ele estava deitado em sua minúscula cama no hospital, ao lado de outros bebês no berçário, precisei olhar a etiqueta com seu nome para ter certeza de estar olhando para a minha “trouxinha de alegria”. Mas, acredite – ele veio com seu DNA, sorriso, personalidade e temperamento exclusivos. Coloque essas trouxinhas de amor numa variedade de ambientes e observe como se transformam. Infelizmente, nem todos terão o privilégio de se transformar sob a guia do Espírito Santo de Deus. O grande Transformador ama todos os Seus filhos. Ele deseja ver cada um de nós crescer e experimentar as mudanças da vida que nos tornam o que Ele gostaria que fôssemos. Apegue-se ao Seu poder transformador hoje!
Rose Otis
Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu Te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção. Salmo 139:13, 14, NVI
Se você me encontrasse, iria me achar esquisita – tenho casca de ferida na ponta das orelhas e carrego um bule de chá, de ferro fundido, enquanto caminho ao redor do lago. Se pudesse ler meus pensamentos, diria que ando pensando bastante em cotovelos. As cascas de ferida, o bule de chá e meu interesse em cotovelos têm relação entre si.
Quatro semanas atrás, desloquei o cotovelo direito e esmaguei a cabeça do rádio, um osso do antebraço. “Ai, mamãe”, disse meu filho fisioterapeuta, quando lhe contei ao telefone, “isso dói muito, e você é destra. Vai precisar de muita fisioterapia.”
Pensei em cotovelos por 11 dias, enquanto estava engessada, digitando devagar, sapecando as pontas das orelhas enquanto tentava manejar um ferro de ondular o cabelo com a mão esquerda.
Se eu pensasse em cotovelos anteriormente, eu os veria apenas como articulações deselegantes. Quando o gesso foi removido, porém, percebi como são incríveis. Ao não conseguir levar uma colher à boca, percebi que o cotovelo foi feito para dobrar-se. Quando tirava a louça da máquina de lavar e, com dor, colocava os pratos, um a um, no guarda-louças, entendi que o cotovelo foi feito para estender-se. Quando tentava, em vão, usar um abridor de latas, percebi que o cotovelo ajuda a virar o pulso. Dobrar, esticar, girar, lavar o cabelo, apertar o controle para abrir o portão da garagem, virar uma chave – praticamente cada movimento me fazia lembrar de que nosso corpo funciona de maneira maravilhosa.
E o bule de chá? O fisioterapeuta me disse que eu preciso exercitar-me “obsessivamente”. Por isso, ao caminhar, carrego um peso – por enquanto, um bule de chá é o ideal – para ajudar a gravidade a endireitar o braço.
Já consigo fazer muito mais. Sou grata para com os médicos e fisioterapeutas, mas fico pasma diante do fato de que nosso corpo se recupera, as cascas de ferida saem das orelhas, as incisões doloridas se tornam irritações leves e retorna um pouco do movimento. Sim, fomos feitos de modo admirável.
Denise Dick Herr
Invoca-Me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes. Jeremias 33:3
A neve caiu rápida e espessa, cobrindo a terra com beleza. Mas, lastimavelmente, começou a derreter, deixando problemas relacionados com limpeza e estacionamento. O vento frio e cortante congelou o resíduo derretido ao cair da noite. Voltando para casa, orei por uma vaga onde estacionar. Sim! Havia duas mulheres removendo a neve com pás para poderem sair do lugar em que haviam estacionado – e estavam indo embora!
Entorpecida de frio, entrei. Mas o que aconteceria? A roda traseira direita do meu carro estava empoleirada sobre um monte de gelo, enquanto o para-choque direito traseiro quase tocava um outro carro. A neve, congelaria, e meu carro deslizaria e bateria no outro. Que fazer?
Entrando pesadamente em meu apartamento, fui ao quarto e caí sobre os joelhos. “Senhor”, clamei, “que devo fazer? Não tenho ninguém para me ajudar, e preciso chegar ao trabalho na hora certa amanhã de manhã. Como vou conseguir? A neve se congelará hoje à noite. Como poderei remover o bloco de gelo que está embaixo da roda? O gelo estará duro e não sou forte o suficiente para escavar em volta da roda. Além disso, está frio demais!”
Senti o impulso de sair naquele momento e dar um jeito no monte de gelo. Mas eu não tinha pás.
Uma rápida olhada pela porta da frente revelou que outros moradores estavam retirando a neve, usando pás. Muito animada, notei que um homem havia acabado o serviço, e perguntei se podia usar a pá. Passei imediatamente a tentar tirar algumas lascas do gelo sob a roda. Enquanto trabalhava, um homem se ofereceu para me ajudar.
Então, meu benfeitor entrou em meu carro e o tirou do lugar, afastando-o do outro veículo. Para meu espanto, outro homem saiu de casa e se encaminhou para o seu carro, que ocupava o espaço que eu havia limpado completamente um dia antes. Que beleza! Rapidamente coloquei meu carro naquele espaço.
Saí com tempo na manhã seguinte, e com uma tranquila facilidade. Nosso Pai não prometeu “Invoca-Me, e te responderei”?
Audre B. Taylor
Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de assistir às nossas reuniões. Pelo contrário, animemos uns aos outros e ainda mais agora que vocês veem que o dia está chegando. Hebreus 10:25, NTLH
Há duas semanas, uma tremenda tempestade de vento rugiu através do nosso vale. Antes que os ventos chegassem à velocidade máxima, uma rajada de 125 quilômetros por hora acabou com a energia elétrica em toda a cidade, incluindo a estação meteorológica.
Lamentavelmente, muitas de nossas velhas e queridas árvores caíram como palitos em meio à tormenta.
Quando a poeira finalmente baixou, meu vizinho, vereador da cidade, voltou pesaroso e com olhos úmidos, após inspecionar os danos. Por vários dias, equipes trabalharam ininterruptamente, limpando as ruas, consertando os fios de luz e os prédios da confusão que a ventania deixara atrás. Agora, um parque contém tudo o que restou de algumas árvores de estimação da vizinhança, uma pilha de lascas de madeira, da altura de uma casa grande. A fragrância é de pinheiro, abeto e bordo misturados.
A coisa mais impressionante com referência à pilha de lascas de árvore é o vapor que sai do seu topo. Evidentemente, a vida que ainda permanece na madeira gera calor. Embora o terreno ao redor esteja coberto com vários centímetros de neve, a gigantesca pilha de lascas está desnuda, recusando-se a ceder ao frio do inverno.
Que ilustração da igreja, assim como Cristo designou que ela fosse! Todos nós passamos por tormentas. Às vezes balançamos, ou talvez sejamos cobertos por tribulações. A vida nos açoita e dilacera. Contudo, mesmo quando Satanás chega rugindo, com o que tem de pior, a igreja permanece. O mundo pode nos jogar a um lado, numa pilha, mas sobrevivemos porque temos um ao outro. Ao nos congregarmos, animando-nos na fé, uma fragrância maravilhosa exala, não só para cima, na direção do Céu, mas também para os lados, alcançando aqueles que nos rodeiam. O calor é óbvio para o mundo que por ali passa. A vida do Espírito de Deus nos conserva aconchegados e aconchegantes, mesmo durante os dias mais frios.
Uma tormenta se forma no horizonte. Ventos gélidos estão a caminho. Todavia, dentro da igreja de Cristo, devemos encontrar a confortadora segurança de Seu próprio corpo na Terra. Juntos, permanecemos aquecidos.
Laura L. Bradford
Que o próprio Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança pela graça, deem ânimo ao coração de vocês e os fortaleçam para fazerem sempre o bem, tanto em atos como em palavras. 2 Tessalonicenses 2:16, 17, NVI
Enquanto trabalho na pia da cozinha, gosto de olhar os pássaros pela janela. Sempre me admiro diante da variedade dessas criaturinhas emplumadas que pacificamente se misturam em sua frenética busca por alimento ou material de construção para os ninhos. Algumas aves são maiores, como pombos, rolas e melros; e algumas são menores – o beija-flor, as corruíras e os pardais. Com frequência, aparecem cacatuas, maitacas e papagaios; conversam ruidosamente, enquanto se acomodam ao longo dos fios de luz. Temos duas pias velhas de cozinha, que enchemos de água e colocamos do lado de fora, e ali elas podem bebericar e banhar-se, o que as atrai para o nosso quintal. Observá-las traz muita satisfação para meu esposo, Murray, e para mim.
Um dia, notei uma ave estranha chegando. Era parecida com uma gralha, mas não pude identificá-la. Os outros pássaros não gostaram do intruso, e o atacaram até que saísse voando para um território mais seguro.
Alguns dias depois, vi essa mesma ave descer voando para nossa velha e abandonada leiteria, e pousar sobre o telhado. Novamente, vários pássaros a atacaram. Entretanto, mesmo sendo perseguida, ela simplesmente foi pulando sobre a cumeeira, até chegar ao fim. Desta vez, ficou firme e, finalmente, os outros pássaros desistiram. Ela ficou sozinha e vitoriosa. Havia vencido aqueles que a atacavam.
Ultimamente, tenho sido perturbada por algumas pessoas que me atacam o caráter. Há uma diferença de opinião acerca de doutrina. Tenho orado fervorosamente para que Deus me dê alguma orientação e guia sobre a maneira apropriada de lidar com esse problema.
Contei a história da ave e sua atitude para uma mulher na reunião do nosso pequeno grupo. Ela sabia da minha situação e disse que, com a verdade de Deus, devemos sempre ficar firmes. Imediatamente visualizei o pássaro na extremidade da cumeeira, permanecendo firme. Estaria Deus procurando dizer-me algo?
Joan D. L. Jaensch
Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Ezequiel 36:26, NVI
Tínhamos acabado de voltar de um fim de semana maravilhoso na casa de amigos, a 145 quilômetros de distância. Enquanto nos regozijávamos por ter Deus nos levado e trazido com segurança, descobri que havia, acidentalmente, deixado minha bolsa para trás. Infelizmente, precisei voltar para buscá-la; havia documentos muito importantes dentro dela.
No caminho, um carro me cortou inesperadamente, vindo de uma estrada lateral. Dei uma guinada, pisei no freio e consegui evitar um acidente. Tive vontade de buzinar com força ou gritar com o motorista, mas o potencial de permitir que um incidente como esse provocasse uma briga de trânsito me manteve quieta. Foi quase como se Deus me houvesse cochichado, em meio ao nervosismo daquele momento: “Não é com você.” Com espírito de oração, percebi que não era comigo nem com o motorista descuidado. Como sempre, era com Ele e com nossa maneira de refletir Sua glória em tudo o que fazemos.
Fiz a mim mesma uma pergunta simples: O que anda acontecendo com a cortesia e o respeito? Estes não haviam sido praticados na rodovia, momentos antes, e têm muitas vezes estado ausentes da vida diária.
Com frequência, podemos ser tão exigentes, tão egoístas, tão controladores, que nos esquecemos da polidez básica no empenho egocêntrico de ir adiante. Percebo como seria mais bonito usar a quase esquecida expressão “Por favor”, acrescentando-lhe um sincero “Muito obrigada”.
Embora alguns dos nossos pedidos não sejam pesados, sei que nosso tom de voz pode ser tão desagradável a ponto de provocar um sentimento de irritação, em vez de prestatividade. O tom da voz, por si só, pode fazer a diferença. Temos um inimigo ardiloso a enfrentar e vencer. Ele usará a ferramenta mais simples para atacar. Mas podemos vencer em nome do Todo-poderoso.
Precisamos nos esquecer do nosso ego, porque, na verdade, isso tudo não nos diz respeito. Antes, diz respeito ao esforço de humildade que envidamos com o auxílio divino. O maligno procura usar qualquer coisa – um quase-acidente, uma buzina tocada com raiva, um tom impaciente – para nos desviar das coisas importantes.
Geneva Gwendolyn Taylor
Guardamos os Seus mandamentos e fazemos diante dEle o que Lhe é agradável. 1 João 3:22
Como voluntária num lar de idosos, fui solicitada a fazer amizade com uma nova paciente, que não tinha familiares nem amigos em nossa região. Ao entrar no quarto da paciente, encontrei uma mulher idosa, frágil, encolhida sob os cobertores. Seu nome era Genevieve.
Cada semana, ao conversarmos, descobríamos mais assuntos de interesse comum. Pouco a pouco, ela foi ficando mais animada e expansiva. Desabrochava como uma rosa rara.
Devido à sua enfermidade incapacitante, Genevieve usa uma cadeira de rodas, e um dia me permitiu empurrá-la até a sala de trabalhos manuais, para que pudesse participar das reuniões. Em pouco tempo, começou a desenhar e produzir marca-páginas. Interessou-se pelos grupos de discussão e foi escolhida como líder de um desses grupos. Começou a enfeitar o quadro de anúncios no mural, modificando-o regularmente.
Depois de ganhar um cachorro Snoopy de quase um metro de altura, num sorteio realizado no lar, ela o doou imediatamente ao salão social do asilo, para que fosse apreciado por pacientes e visitantes. Foram tiradas muitas fotos de Gen com Snoopy, junto com crianças que admiravam a ambos.
Ela usa terninhos de cores vivas e coloca um lenço colorido em seu penteado de “rabo de cavalo”. É alegre e tem um delicioso senso de humor.
A despeito da artrite nas mãos e da visão limitada, começou a escrever artigos, que enviou para o jornal local. Os artigos foram aceitos e publicados. Ela começou um projeto para convocar pessoas da comunidade como voluntárias uma vez por semana, a fim de ouvirem os problemas e ideias dos pacientes, e funcionou! Ela ora diariamente, pedindo que Deus a capacite para ajudar alguém naquele dia, e Ele a atende. Gen bebe na fonte do conhecimento cada dia, lendo sua apreciada Bíblia e livros religiosos e educativos com letras grandes.
Sua filosofia de vida é: não perca o amor à vida! Por seu exemplo, ela me mostrou que, onde existe abundância de amor, é possível envelhecer com graça e conservar um interesse vivo pelo mundo e pelos outros. Ela tem 88 anos e continua firme. Assim é a Genevieve!
Rosemary Baker
O presente gratuito de Deus é a vida eterna, que temos em união com Cristo Jesus, o nosso Senhor. Romanos 6:23, NTLH
O Natal chegaria logo. Ansiosamente, eu ia verificar a caixa de correspondência todos os dias. Gosto de receber mensagens de amigos e familiares nesta troca anual de votos e notícias. Os cartões e as cartas, em geral, contêm resumos das bênçãos e dos desafios do ano que finda. Esse ritual da correspondência serve de ligação com amigos e familiares distantes.
Um dia, enquanto voltava da caixa de correspondência, examinei um a um os envelopes. Um envelope pequeno me chamou a atenção. Estava endereçado a mim, tudo bem, mas não tinha endereço do remetente e não tinha selo. Uma observação escrita, que julguei ser do correio, dizia: “Postagem devida, 41 centavos.”
Sorri. Na correria do Natal, alguém se havia lembrado de mim, mas se esquecera de colocar o próprio endereço e, mais importante, o selo. Quando abri o envelope e vi quem o enviara, sorri mais ainda. Eu sabia que Jennie havia tido um ano agitado, que incluíra uma viagem missionária, um neto inesperado, horas extras de trabalho e outras coisas mais. A princípio, fui tentada a brincar com ela. Mas, sabendo que Jennie ficaria inconformada, decidi pagar a postagem. Considerando tudo o que Jennie havia passado, era uma honra para mim simplesmente ter sido lembrada.
Ao pensar nessa pequena experiência, minha mente se voltou para o significado e o foco do Natal. Certamente, o nascimento de Jesus é mais significativo que uma festa sazonal. Ele nos manda lembranças o ano todo, na forma de cartas através da Bíblia, de outras pessoas, através das circunstâncias e das impressões do Seu Santo Espírito. Já notou? Nunca precisamos pagar a postagem de nenhuma de Suas mensagens. Ele pagou a tarifa há muito tempo.
O dia 25 de dezembro, tão amplamente comemorado como o nascimento do Cristo bebê, não é o dia exato do Seu nascimento, e mesmo assim cantamos as tradicionais músicas natalinas.
Escrevemos “Paz e Boa Vontade” nos cartões e os enviamos aos amigos. Festejamos Seu nascimento e O adoramos. Neste Natal, expressemos-Lhe gratidão pelo presente da Sua graça salvadora que Ele nos oferece para o ano todo e para a vida eterna, sem tarifa a cobrar!
Beulah Fern Stevens
Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou o Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. 1 João 4:10, 11
Enquanto me ocupava com a decoração natalina, encontrei um bibelô de um burrinho sendo conduzido por José, e levando Maria e o menino Jesus. Ao tirá-lo da caixa, surgiram algumas lembranças.
No ano em que completei 13 anos de idade, minha querida avó faleceu em abril, deixando um grande vazio na família. A maior parte dos feriados e muito do meu tempo livre foram passados na casa da vovó e do vovô Morgan, porque a vovó era o cimento que mantinha unida a nossa família. Agora se aproximava mais um Natal, e para minhas irmãs e para mim a ideia de um Natal sem vovó tornava as coisas muito sombrias. Nosso querido avô, sempre amante das crianças, sabia que de alguma forma teria que continuar com a tradição. Não gostando de ir às compras, ele arranjou um plano para dar algum dinheiro a mamãe e papai, e deixar que eles fizessem as compras. Nós, crianças, fomos consultadas, e nos perguntaram o que gostaríamos de ganhar. A resposta-padrão para esse tipo de pergunta era: “Um cavalo.”
Que surpresa recebemos alguns dias mais tarde! Ao reduzir um pouco a nossa exigência, tornamo-nos os orgulhosos proprietários de um burrinho. Ele tinha vários anos de idade, e veio com o nome de Austin Pepper.
Que diversão! Andávamos nele o tempo todo e éramos motivo de inveja dos meninos da vizinhança. Em pouco tempo, Austin se tornou uma figura marcante. Qualquer pessoa que desse informações na região, diria: “Fica um quilômetro a oeste de onde vive o burrico.” Se você já ouviu um burro zurrando, pode, com gosto, imaginar como era a saudação diária dele. Era o ritual de Austin Pepper ao amanhecer. E, num dia claro, podia ser ouvido a quilômetros de distância. Ele foi um apreciado acréscimo à nossa coleção de animais, e nos deixou muitas lembranças alegres.
Devido à morte da vovó e aos subsequentes presentes maravilhosos do vovô, a família “curtiu” nosso animal de estimação por muitos anos. Devido à vida e à morte de Jesus, o maravilhoso presente da família celestial, poderemos desfrutar a eternidade juntos. Lembremo-nos do motivo das comemorações.
Diana Inman
Sua mãe, porém, guardava todas essas coisas em seu coração. Lucas 2:51, NVI
Quando penso em Jesus, vejo na imaginação uma humilde manjedoura, feita de modo rústico e simples, cheia de palha. Sem cobertores de lã, como os berços costumam ter. É evidente que as manjedouras não se destinam a bebês humanos.
Ouço distintamente a mãe bovina chamando seu bezerrinho, vejo o jumento espantando uma mosca com a cauda, e uma vaca lançando um olhar curioso sobre a manjedoura, espiando o pequenino estranho ali deitado. Então, localizo uma querida e jovem mãe olhando para seu primogênito com ternura, verificando se, apesar de Sua santidade, não Lhe está faltando nada.
Enquanto ela toca os minúsculos dedos, um pensamento repentino surge em minha mente. Acreditaria ela que no futuro Ele curaria tantos enfermos, faria com que tantos coxos andassem novamente e os cegos enxergassem? Imaginaria ela quanta sabedoria sairia de Seus santos lábios, e quantas vidas Ele abençoaria?
Mas outro pensamento me faz tremer. Se alguém contasse a Maria, acreditaria ela que aquelas mesmas mãos delicadas seriam um dia perfuradas por pregos cruéis? E, beijando a inocente testa, acreditaria ela que uma coroa de espinhos seria pressionada sobre Sua cabeça, fazendo o sangue correr pelo corpo?
Beijando o rosto do bebê, acreditaria que num momento de agonia, no futuro, Ele chegaria a bradar: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?”
Enquanto Maria acariciava aqueles pequeninos pés, jamais passaria por sua cabeça que, um dia, o sangue correria daqueles pés a fim de salvar Seus filhos da morte eterna. E, olhando para aqueles olhos inocentes, teria ela pensado alguma vez a quantos pecadores concederia Ele o perdão em Seu curto período de vida?
Quando vejo mentalmente aquelas mãos, sinto Seus braços me abraçando, enquanto Ele diz: “Vem a Mim, filha, e te darei descanso!”
Esse é o Jesus a quem amo. Esse é o Deus a quem adoro, o Senhor que me conduziu em meio a muitas provas e tribulações, o Jesus que virá em breve levar-nos para o lar.
Charlotte de Beer
Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto. Tiago 1:17
Com a chegada desta época do ano, nossos pensamentos se voltam com frequência para os presentes que desejamos adquirir para as pessoas especiais em nossa lista de Natal. Conservamos os olhos bem abertos em cada loja em que entramos, para o caso de localizarmos o presente certo. Dar presentes é um modo de expressar nosso amor. Embora, geralmente, demos presentes apenas em ocasiões especiais, Deus está sempre, o ano todo, nos dando presentes que mostram Seu amor por nós. Ao olhar pela janela, vejo belas folhas coloridas à luz do Sol. Ouço aves cantando e vejo minha neta brincando no quintal. Apenas alguns dos presentes de Deus para mim.
Lembro-me de um presente muito especial, que foi, na verdade, um milagre. A festa natalina anual das mulheres é o ponto alto do ano para as irmãs da nossa igreja. Quando nos reunimos na casa de Melanie, cada uma de nós leva algum quitute especial para a refeição. Depois de comer, reunimo-nos para trocar os presentes.
Como líder das mulheres, sei que geralmente é necessário ter um presente extra, ou dois, para garantir que todas recebam uma lembrança. Assim, naquele ano, eu levei dois presentes a mais. Quando começamos o processo de abrir os presentes, percebi que precisaria deles. Fui rapidamente buscá-los e os coloquei sob a árvore. Quando os dois presentes foram entregues e abertos, vi como cada um era perfeito. O primeiro, um estojo com artigos para o banho e o corpo, foi alegremente recebido por uma garota adolescente.
O segundo era um bibelô de animais da floresta, dizendo: “Sentirei sua falta”. Quando Tânia recebeu esse presente, soube que era especial porque ela se mudaria para outra cidade e deixaria a família da igreja para trás. E sentiu que essa era a nossa mensagem para ela. Certamente Deus colocou aquele presente especial nas mãos dela, naquela noite!
Sentimo-nos humildes ao pensar em como Deus escolhe usar cada uma de nós em Seu serviço. Se permitimos, Ele nos ajuda a tornar a vida mais fácil para os outros, ao longo da estrada da vida. Enquanto vivemos nossa vida agitada, precisamos ter sempre em mente que Deus planeja usar-nos. Devemos estar prontas para providenciar uma das surpresas de Deus.
Sharon Follett
E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo. [...] Enquanto tendes a luz, crede na luz, para que vos torneis filhos da luz. João 12:32, 36
O que mais me encanta na época do Natal são as luzes. Gosto de andar pelo bairro e apreciar a aparência festiva que os vizinhos acrescentam à casa e ao jardim. Todos os anos, em dezembro, penduro um fio de luzes coloridas ao redor do espelho na sala de jantar. Gosto de olhar nossa árvore de Natal com luzes coloridas piscando sobre o ouropel prateado.
Certa manhã, durante minha hora tranquila, pedi que Jesus trouxesse Sua mensagem ao meu coração. Foi isto que Ele me disse: “Quando Eu for levantado, atrairei todos a Mim. Eu sou a Luz do mundo. Sou a lâmpada colocada no castiçal em meio a um mundo escuro. Sondo os corações, e na Minha presença as sombras desaparecem. Os segredos são expelidos. Por levar Eu a Luz aos cantos escuros, a verdade será revelada. Muitos andam nas trevas e alguns desejam a luz. Levante-Me!
“Foi por isso que escolhi vir. A Terra estava muito escura, por não compreender a Deus. Para os pastores e os magos, fui a luz. Quando criança e durante Meu ministério público, fui luz para muitas vidas. Mesmo na cruz, rodeado de trevas, fui a luz. Levante-Me!
“Ilumino a todos os nascidos neste mundo. Quando tenho a permissão de brilhar no coração de mulheres, ilumino a comunidade delas com faróis de luz convidativa. Levante-Me no templo do seu coração! Não se esconda sob um cesto de insegurança ou temor. Levante-Me! Não rasteje para baixo de uma cama de desalento ou dúvida. Coloque-Me em seu coração, e Minha luz encherá sua vida. O sorriso no rosto, as palavras que você fala, seu modo de viver brilharão porque sou levantado como a luz da sua vida. Não é você a luz – sou Eu.
Minha palavra é. Desejo que você entenda que, ao levantar-Me, brilharei por seu intermédio. Ficarei mais e mais brilhante, até que Minha luz resplandeça com glorioso fulgor e a Terra seja iluminada com Minha glória. Levante-Me hoje!”
Neste Natal, lembro-me de que Jesus é minha luz. Não preciso jamais viver em trevas. Minha oração é que eu levante Jesus e, como uma pequena vela acesa no escuro, possa fazer a diferença. É Jesus quem ilumina minha vida com Seu amor. É a isto que o Natal diz respeito – Seu amor, Sua luz.
Bárbara Ann Kay
Os anjos não são, todos eles, espíritos ministradores enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação? Hebreus 1:14, NVI
Quando atendi o telefonema, meu neto me contou, eufórico, que meu esposo e eu seríamos bisavós pela primeira vez. Sua menininha devia nascer em novembro, e ele queria que fôssemos conhecê-la no Natal.
Isso pareceu ótimo, mas eu sabia que exigiria algumas orações para que acontecesse. Pertencemos a uma associação que tem locais de lazer para grupos em períodos específicos, mas não tinham nada disponível para o Natal, e disseram que o melhor que poderiam fazer era colocar-nos na lista de espera. Comuniquei ao nosso filho e neto que sentíamos muito, mas não haveria jeito de podermos ir.
Algum tempo depois, recebi um telefonema de um senhor que se identificou como representante da nossa associação. Estava ligando para informar-nos acerca de novas unidades que o clube havia adquirido, e de seu rápido crescimento. De repente, senti o impulso de perguntar-lhe se algumas dessas se localizavam em Honolulu. “Sim, há várias lá.” Então, lhe contei a história de como havíamos tentado fazer reservas para o Natal e perguntei se agora seria possível. Ele disse que iria verificar, e me telefonaria de novo na manhã seguinte.
Dito e feito, ele telefonou para dizer que havia um apartamento de um dormitório disponível a dois quarteirões da praia de Waikiki. Se eu ligasse para o departamento de reservas imediatamente, conseguiríamos reservá-lo. Assim que desliguei, telefonei para o setor de reservas. A mulher com quem falei disse que, como estávamos na lista de espera, eles nos teriam ligado se houvesse algo disponível. Levou algum tempo, mas finalmente consegui convencê-la a verificar outra vez. Quando ela retornou ao telefone, estava espantada. Um apartamento de um quarto estaria vago, da véspera do Natal até a quinta-feira seguinte.
Temos muitos amigos que também são membros da mesma associação, e nenhum deles recebeu um telefonema acerca das novas propriedades. Creio que Deus providenciou uma forma de irmos conhecer nossa bisnetinha, fazendo com que um anjo nos telefonasse justamente naquela ocasião.
Anna May Radke Waters
Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo. Provérbios 25:11
Você já viu o especial de TV do Charlie Brown, acerca da arvorezinha que ele escolheu usar para o Natal? Você pode ter ficado com pena dele, quando seus amigos fizeram uma gozação impiedosa dele e da sua árvore. Por sorte, os amigos o ajudam, enfim, a reforçar e prender a árvore.
Minha experiência da árvore de Natal de Charlie Brown aconteceu na oitava série. Eu havia prometido que arranjaria uma árvore para a nossa escolinha de duas salas. Morando num apartamento, achei que uma árvore para colocar sobre a mesa seria apropriada. Quando todos viram o que eu trouxe, a maioria zombou: “Você chama isso de árvore?” Um dos alunos da sétima série se ofereceu para levar outra muito maior no dia seguinte.
Desapontada e confusa, eu disse à nossa professora, Sra. Fisch: – Vou levar esta de volta para casa, e nós a usaremos em nossa sala.
– Por favor, não faça isso ainda – aconselhou a professora. – Vamos ver primeiro como será a árvore do Allan.
No dia seguinte, Allan trouxe uma árvore de dois metros de altura. “Que árvore linda!” disseram todos, em coro. Então, viram que a árvore tinha uma parte grande sem ramos. – O que é isso! – gemeram. – Foi a melhor que você conseguiu?
– Desculpem. Eu tentei. Mas as árvores já haviam sido tão escolhidas, que entre as que restaram não havia nenhuma perfeita – desculpou-se Allan.
As ideias variavam entre livrar-se daquela árvore e arranjar outra em algum lugar, ou ainda posicionar a árvore no canto, com a parte feia virada para a parede. Allan ficou ruborizado.
Às vezes, é necessária a sabedoria de Salomão para acalmar uma sala cheia de alunos descontentes. A Sra. Fisch ouviu com paciência, antes de sugerir: – Por que não usamos o que já temos aqui? A árvore da Bonnie se encaixaria certinho no espaço vazio da árvore de Allan, se prendêssemos uma à outra com arame. – Depois de enfeitadas, e com os presentes colocados em baixo, as árvores combinadas numa só ficaram muito bonitas. Todos nós nos alegramos com a solução da professora.
Somos sempre bondosos e compreensivos em nosso trato com os outros? Se não, que Deus nos ajude a nos tornarmos assim.
Bonnie Moyers
Quando tornaram a ver a estrela, encheram-se de júbilo. Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, Sua mãe, e, prostrando-se, O adoraram. Então abriram os seus tesouros e Lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra. Mateus 2:10, 11, NVI
Quando meus meninos eram pequenos, mudamo-nos para uma casa que ficava na frente da residência de dois irmãos que moravam sozinhos. De vez em quando, eu conversava com um deles. Os dois sempre foram muito cordiais e sinceros, mas muito reservados. Num inverno, foi uma surpresa para mim quando um deles me procurou e ofereceu a árvore de Natal artificial deles, de 1,20 m, toda ornamentada, para dar a alguma família que minha igreja considerasse carente. Fiquei satisfeita por me haverem associado a uma igreja que faz doações, e feliz por receber a árvore. Investiguei e descobri uma amiga que trabalhava com famílias carentes. Ela conhecia uma família que julgava ser uma grande candidata à árvore. Dei-lhe a árvore com todos os seus enfeites já pendurados, e ela a entregou à jubilosa família. A mãe e os filhos ficaram muito felizes por ter uma árvore de Natal, como não tinham fazia anos. O marido, porém, não ficou contente quando chegou à casa naquela noite. Disse que a árvore precisaria sair e não podia ficar na casa. Minha amiga a deu para uma segunda família.
A segunda família ficou feliz por receber a árvore, e todos os membros se alegraram por ter uma bela árvore para suas comemorações do Natal.
Dias depois, minha amiga, entusiasmada, contou-me o restante da história da árvore de Natal doada duas vezes. O pai, na primeira família, havia secretamente gostado de ter a árvore em sua casa por alguns dias. E, quando ela se foi, disse à esposa que ele queria arranjar uma árvore de Natal. A família toda saiu e comprou uma árvore pequena e os enfeites.
A segunda família valorizou a árvore original, de modo que essa árvore, doada por duas vezes, levou alegria e bênçãos a ambas as famílias.
Quando contei aos meus vizinhos a história da árvore que tinha sido doada duas vezes, eles ficaram muito satisfeitos porque seu presente alegrou as duas famílias.
O que mais apreciei nessa história da árvore de Natal é que um presente dado com amor é uma bênção. Mesmo que o presente não seja aceito, a semente do amor foi plantada, e Deus pode produzir muitas bênçãos a partir daquele ato.
Marilyn Riley
E ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-O e O deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. Lucas 2:7
Partimos da Ucrânia, voltando para casa. Havíamos cruzado a fronteira polonesa e queríamos encontrar quartos de hotel que nos permitissem chegar facilmente ao aeroporto na manhã seguinte. Paramos num hotel cujo estacionamento estava bem cheio, mas assim mesmo a jovem amiga que dirigia o carro decidiu perguntar se havia quartos. Havia um quarto, mas precisávamos de mais. No hotel seguinte, o estacionamento estava superlotado e havia uma grande festa de casamento sendo realizada. Não havia quartos para nós. Assim, continuamos pela estrada.
O primeiro fim de semana de agosto deve ser uma boa ocasião para casamentos, porque os quatro hotéis seguintes estavam reservados para recepções de casamento. Já era muito tarde, e começamos a ficar ansiosas. Chegamos a mais um hotel com casamento. Sim, eles tinham quartos vagos. Mas a festa era tão ruidosa que percebemos que não conseguiríamos nem tirar um cochilo.
Estávamos desanimadas. Pensei em como seria se quatro pessoas tivessem que passar a noite dentro do carro. Pensamos em José e Maria em Belém, indo de uma hospedaria a outra, pedindo um quarto. Pelo menos, nenhuma do nosso grupo estava grávida! Encontramos, por fim, um hotel tranquilo e caímos na cama. Só pela manhã fomos perceber como os colchões eram ruins. Mas havíamos encontrado uma cama e um teto.
José e Maria também encontraram, por fim, um lugar onde ficar. O curral, certamente, não era confortável, mas eles provavelmente nem conseguiriam dormir. Sendo seu primeiro bebê, Maria já devia estar em trabalho de parto antes de terem encontrado o abrigo para a noite em que nasceu o Salvador do mundo para que nossa redenção fosse possível.
Temos lugar em nossa vida para o Salvador, ou O mandamos embora de nossa porta, como o fizeram os estalajadeiros de Belém? Jesus pede para ser recebido. “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse 3:20). Permita que Ele entre – dê lugar para Ele em sua vida.
Hannele Ottschofski
Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. Filipenses 4:8
Colossenses 4:7-18 é uma leitura muito interessante. Nessa passagem, o apóstolo Paulo enaltece Tíquico, “um irmão amado, ministro fiel e cooperador no serviço do Senhor” (NVI). Esse Tíquico deve ter sido um grande homem, para merecer tais palavras de elogio e recomendação.
Há também Onésimo, “fiel e amado irmão”. Você também encontra Aristarco, “companheiro de prisão”. Naturalmente, surge também Epafras, tão sincero, que é mencionado como “um de vocês”. Outra de suas notáveis características é que ele “está sempre batalhando por vocês em oração”. Que vida! Há também Justo, coobreiro, que é um conforto para Paulo.
Faz-se menção a “Lucas, o médico amado”. É interessante notar que se menciona algo bom acerca de cada um, com exceção de Demas. É como se o apóstolo não tivesse nada a dizer sobre ele, a não ser que “envia saudações”. Isso é tudo!
É isso que me faz lembrar de minha experiência com duas pessoas. Nossos caminhos nunca se cruzaram, mas quando cheguei à estação missionária em Zimbábue para estudar, ouvi muito acerca de Mahohoma e Juwa.
Na língua local, Mahohoma significa alguém barulhento e impulsivo, alguém com um temperamento ríspido. Embora as pessoas falassem sobre ele, nunca ouvi seu nome verdadeiro. Todas as lembranças que as pessoas tinham dele, após muitos anos de trabalho duro, era Mahohoma!
Por outro lado, toda vez que as pessoas falavam em Juwa, o rosto delas se iluminava. Mais tarde, fiquei sabendo que o nome era “Joia”, e não Juwa. Havia carinho na voz, ao relatarem história após história acerca da simplicidade e bondade de Juwa. Um velho pastor, que havia trabalhado com Juwa, observou certa vez: “Se o Céu não for para pessoas como Juwa, então não sei quem vai entrar lá.”
Perguntei a mim mesma: “Muito depois que eu houver partido, que tipo de lembrança as pessoas terão de mim? Semelhante à de Demas, ou dos outros nomes em Colossenses 4? Semelhante à de Mahohoma ou de Juwa?”
Savie Maphosa
Pois Eu sou o Senhor, o seu Deus, que o segura pela mão direita e lhe diz: Não tema; Eu o ajudarei. Isaías 41:13, NVI
O estômago de Eriko deu um nó quando ela se deu conta da verdade. Justamente na igreja, alguém havia furtado sua bolsa com o passaporte e outros documentos importantes. Ali estava ela, na Mongólia, a milhares de quilômetros de casa, com a missão de cantar numa série evangelística. Ela era uma das oito componentes de um grupo vocal.
O conjunto estava ajudando na maior igreja da capital da Mongólia. As reuniões tinham atraído um grande grupo de jovens. E, no fim de cada reunião, era costume que os membros do grupo cumprimentassem as pessoas. Eriko não se sentia bem naquela noite e, na corrida para chegar à porta, deixou sua bolsa sobre uma cadeira. Quando ela apertou a mão da última pessoa, a bolsa havia desaparecido.
Eriko ficou muito ansiosa; todavia, as palavras de sua mãe lhe vieram à mente: “Seja sempre agradecida, aconteça o que acontecer.” Ela conseguiu falar em fé quando suas amigas se condoeram da situação.
Na manhã seguinte, Eriko foi levada à embaixada japonesa, onde foi instruída a fazer um boletim de ocorrência. Foi ignorada na delegacia local porque não falava o idioma da Mongólia. Enquanto se perguntava o que fazer, uma bondosa senhora se aproximou dela e começou a falar japonês. Ajudou Eriko a preencher os formulários exigidos, todos em mongol.
Ela procurou obter ajuda do Sr. Yadomi, recém-converso, mas ele estava ocupado. No dia seguinte, Eriko retirou seu novo passaporte. Como o Sr. Yadomi não estava por ali, ela sentiu o impulso de escrever-lhe um bilhete de agradecimento. Ela se surpreendeu muito quando Yadomi apareceu na igreja, pois não estivera assistindo por causa de problemas com o idioma. Explicou como o cartão de agradecimento de Eriko, com a foto do Hospital Adventista de Tóquio, havia sacudido sua memória e falado à sua consciência para que voltasse a frequentar a igreja. Eriko entendeu por que havia perdido o passaporte.
Eriko Suzuki
Não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais. Mateus 10:31, NVI
Muitos anos atrás, enquanto eu saía do trabalho com uma colega, vi um filhote de ave que caíra do ninho. Um estorninho gorducho, bem alimentado, estava no chão e não podia voar, porque ainda não tinha todas as penas. No trabalho, todos acharam que ele não sobreviveria ao fim da semana, mas decidi pegá-lo e levá-lo para casa. A avezinha estava cheia de energia, piando e fazendo bagunça. Assim, não foi surpresa que não apenas sobrevivesse, como realmente se desenvolvesse sob o cuidado da minha família. Mas o pássaro ainda não voava, e mancava claramente ao andar. Mesmo assim, o passarinho que agora chamávamos de Júnior era cheio de vida e gostava de comer e se banhar.
Nossa gata, Cookie, tinha a grande tentação de agarrar o passarinho e comê-lo. Meu pai resolveu o problema, jogando um chinelo em Cookie. A partir de então, ela soube que o pássaro estava fora dos seus limites, e toda vez que Júnior andava pela grama, Cookie saía correndo, pois não queria outro chinelo em seu caminho. O pássaro tinha um vigilante protetor.
Considerando todas as coisas pelas quais o passarinho passou, pensei nas provas e situações que enfrentamos. Essa ave, de modo inocente, não tinha consciência dos perigos que a rodeavam. Primeiro, encontrava-se fora da proteção do ninho, longe do papai e da mamãe. Sozinha, no piso frio de concreto de um estacionamento, era incapaz de voar. Qualquer um podia tê-la machucado. Depois, foi quase devorada por um gato. Esse passarinho enfrentou todos esses perigos inacreditáveis, mas foi protegido.
Nós também podemos ser tirados de um lugar seguro, e coisas ruins nos podem acontecer. Contudo, assim como a avezinha foi auxiliada, Deus também Se faz presente, ajudando-nos.
A Bíblia diz que Deus sabe quando um pardal cai ao chão. Lucas acrescenta: “Não se vendem cinco pardais por dois asses? Entretanto, nenhum deles está em esquecimento diante de Deus. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais” (Lucas 12:6, 7). Assim, Deus sabe exatamente o que acontece com cada uma de nós. Ele não só cuida dos pardais – Seus olhos estão sobre nós também. Saibamos sempre que Deus está perto de nós e que Ele é nosso socorro na tribulação.
Rosemarie Clardy
E da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos. Apocalipse 8:4
O regime comunista havia caído na Bulgária, seis ou sete anos antes. A inflação era altíssima e havia o terrível desemprego. Eu era recém-casada e ainda cursava a universidade. Meu esposo trabalhava para a igreja e seu salário era quatro vezes menor do que o que ele ganhava no emprego anterior. O futuro era incerto, e para minha natureza melancólica parecia também um pouco desesperançado. Eu perguntava constantemente a Deus: Vou encontrar um emprego decente depois da formatura? Algum dia teremos casa própria?
Teremos um lugar e dinheiro suficiente para criar nosso filho que ainda não nasceu? Como saber as respostas? Era como se eu esperasse uma voz do Céu para dar-me o conhecimento quanto ao futuro. Eu repetia mentalmente meus problemas, vez após vez, mas não havia resposta. Eu queria falar com Deus, assim como Jó falou. Não estava mais procurando respostas, mas a certeza de que Deus me ouvia. Ah, se eu pudesse subir ao Céu, onde Deus estava assentado, silencioso e mudo!
Então, li a majestosa cena descrita no texto de hoje. Não era o caso de eu não ter lido esse texto antes, mas desta vez ele me impressionou profundamente. Lá, sobre o altar de ouro, diante do trono de Deus, estavam as minhas orações, com as orações de todos os santos (verso 3). Prestando atenção especial às orações, o anjo as oferece perante Deus com o aroma do incenso. Senti-me como se realmente houvesse ascendido ao Céu. Faria diferença se eu estivesse lá fisicamente ou se fossem só as minhas palavras e os meus pensamentos? Senti vergonha da minha incredulidade.
A partir daquele momento, toda vez que oro, imagino aquela atmosfera solene. Essa nova percepção foi a cura, tanto para meus temores e desconfianças, como para os pensamentos sombrios e dispersivos durante a oração. Restaurou-se a paz dentro de mim, e minha autoestima de mulher voltou. Deus respondera à minha pergunta de modo miraculoso, através de Sua própria Palavra. Anos mais tarde, Ele operou verdadeiros milagres em minha vida, mostrando que não havia, de fato, nada com que me preocupar.
Pettya Mackova
Disse-lhe o Senhor: Muito bem, servo bom e fiel. Mateus 25:21
Existem aplicações espirituais que podemos extrair de qualquer experiência, se a olharmos com suficiente cuidado. Trabalho num lar de idosos como enfermeira encarregada da avaliação. A avaliação completa inclui verificar a condição da memória dos clientes (o termo que agora usamos para nos referir aos pacientes). Uns 90% dos clientes têm a memória prejudicada, e é muito animador quando um deles reconhece um membro da equipe. Por outro lado, também pode ser pesaroso quando você cuida de pessoas com demência/Alzheimer, cuja memória está completamente zerada. São como criancinhas outra vez. Todas as suas necessidades precisam ser previstas e supridas pela equipe.
Entre nossos clientes havia uma senhora idosa, miúda, com olhos de um azul profundo, e falar suave. Nós a chamávamos de Sra. B. Era muito amigável e agradecida, embora, frequentemente, se tornasse ansiosa quanto a perder totalmente a memória.
Ao passar por ela, várias vezes por dia, eu lhe dava um sorriso. Cada vez, ao me aproximar dela, a Sra. B perguntava meu nome. Eu sempre respondia, mas ela se esquecia rapidamente. Às vezes, lembrava-se de que começava com a letra G, e dizia: “Ga...”, “Ge...”, e eu completava a palavra para ela: “É Glória.” Isso continuou por várias semanas. Então, certo dia, quando me aproximei, ela disse: “Você é a Glória. Consigo reconhecê-la devidamente, mesmo que não a tenha visto por alguns dias.” Fiquei tão eufórica quanto ela. Tudo de que ela precisava era um pouco de estímulo.
A Sra. B tinha catarata nos dois olhos, o que lhe prejudicava a visão. Depois de passar pela cirurgia, ela me viu claramente pela primeira vez, e se regozijou.
Ao pensar nessas experiências com a Sra. B, louvei a Deus, enquanto extraía algumas alusões espirituais. Como é maravilhoso ter um Salvador que me conhece por nome – antes mesmo de eu ter nascido – e nunca se esquecerá dele. Como é maravilhoso saber que, quando Ele remover as nuvens diante dos meus olhos, poderei ver claramente o meu caminho. Os olhos de Deus estão sempre sobre mim. Ele me vê. Se eu permanecer fiel a Ele, sei que Jesus me reconhecerá “devidamente” naquele dia, quando voltar para buscar os que Lhe pertencem.
Glória P. Hutchinson
O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o Seu rosto e te dê paz. Números 6:24-26, NVI
“Luzes! Câmera! Ação!” A gravação prosseguia, enquanto eu, com tom enfático, expressava veementemente meus conceitos sobre a maneira positiva de pensar. Então, fui interrompida pelas palavras frias do diretor: “Corta! O rosto dela está brilhando!” A equipe da maquiagem correu para o set, aplicando pó e secando minha face para livrar-me do brilho. Fiquei sabendo que um rosto brilhante não é um atributo bem aceito quando você está diante das câmeras.
Sentada na igreja, na véspera do Ano-Novo, sentindo-me inspirada pelo sermão do meu pastor preferido, o conceito de um rosto resplandecente assumiu novo e positivo brilho para mim. Em seus comentários de encerramento, o pastor nos desafiou a ter o mesmo anseio que Moisés proclamou aos filhos de Israel, incentivando-nos a manter o rosto de Deus resplandecendo, conforme a descrição do texto de hoje. Levou alguns instantes para que eu assimilasse a profundidade desse desafio. A constatação de que o rosto de Deus sempre esteve sobre mim não era muito confortável. Pior, ele resplandecia sobre mim, iluminando meu ser.
É muito bom receber a atenção exclusiva de Deus quando você precisa de Suas provisões, proteção e assistência. Mas o que dizer daquelas ocasiões em que você prefere não ser vista? Estar repetidamente diante das câmeras me tornou profundamente consciente de quão cuidadosas precisamos ser quando as luzes estão sobre nós. Nessas ocasiões, você deve projetar suas melhores palavras, ações e conduta.
Todavia, com Deus, as luzes nunca param de brilhar. Não há um momento em que são desligadas. Aqui jaz o desafio: posso demonstrar constantemente minha melhor postura? O desafio se intensifica quando me lembro de que nem sequer meus pensamentos estão ocultos para Ele. Não é só o que faço que está exposto diante dEle, porém mais ainda o que sou no íntimo. Fui quase dominada pelo desespero, até que ponderei sobre a porção restante do verso: que “o Senhor volte para ti o Seu rosto e te dê paz.”
Ao enfrentarmos um novo ano e seus desafios, que todas nós digamos, confiantemente: “Luzes, câmera, ação. O show vai começar!”
Patrice Williams-Gordon