Aos olhos dos israelitas a glória do Senhor parecia um fogo consumidor no topo do monte. Êxodo 24:17, NVI
Viajávamos em Israel com um grupo de turistas. Também estavam incluídos no programa uma viagem à Península do Sinai e a subida ao Monte Sinai. Ainda estava escuro quando partimos, após um breve descanso noturno, e pretendíamos voltar para o desjejum. Seria quente demais subir a montanha sob o sol do meio-dia, já que não há árvores nem arbustos para prover sombra.
Alguns levavam lanternas e outros seguiam passo a passo, atrás das luzes. Alguns camelos nos acompanhavam. Poderíamos ter andado neles, para tornar a subida menos extenuante, mas aqueles que o tentaram desceram logo, pois sentiram enjoo devido aos movimentos ondulantes do camelo. Pouco a pouco, o dia começou a despontar. Ainda subíamos os degraus de pedra semelhantes a lajes. Foi um esforço considerável; e, às vezes, tropeçávamos em pedras na escuridão.
Chegamos, por fim, ao topo do monte onde se diz que Moisés recebeu de Deus os Dez Mandamentos escritos sobre tábuas de pedra. Dali vimos um maravilhoso espetáculo. A totalidade do Sinai, com deserto e montanhas, começou a brilhar, refletindo o sol nascente. A paisagem cintilava em tons de vermelho, desde um brilhante vermelho escuro ao laranja e, finalmente, um rosa mais claro. Era como lemos em Êxodo 24: “a glória do Senhor parecia um fogo consumidor no topo do monte”.
Em reverência diante dessa experiência maravilhosa, tiramos a Bíblia de nossas mochilas e lemos as palavras que o Senhor falou a Moisés: “Suba o monte, venha até Mim, e fique aqui; e lhe darei as tábuas de pedra com a lei e os mandamentos que escrevi para a instrução do povo” (Êxodo 24:12, NVI).
Em seguida, tivemos que começar a descer, para fugir do sol ardente que já aquecia as pedras. Naquela memorável manhã, o Senhor me permitiu, uma vez mais, ver Sua glória e amor por nós. Ele deu a Moisés os Seus mandamentos, escritos com Seu próprio dedo. Nesses mandamentos, dados sobre o Monte Sinai, Deus colocou a família, homens e mulheres, sob Sua proteção. A Lei é o registro do respeito e da estima que devemos ter uns pelos outros.
Viajar por lugares bíblicos sempre foi uma fonte de alegria e forças para mim. Faz-me lembrar da grandeza e da onipotência de Deus e de como necessito de Sua orientação a cada dia.
Ingrid Naumann
Então, Jesus [...] disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar a comer? Mas dizia isto para o experimentar; porque Ele bem sabia o que estava para fazer. Respondeu-lhe Filipe: Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço. João 6:5-7
Faço parte da equipe do ministério da hospitalidade em nossa igreja. Toda vez que preparamos uma refeição de confraternização, independentemente do quanto a equipe tenha cozinhado no dia anterior, sempre me parece que a multidão em fila para comer necessitará do dobro da quantidade de comida que temos na cozinha. Em geral, faço rápidos cálculos mentais e penso em ir urgentemente à minha casa para assaltar o freezer. Mas, justamente antes de sairmos para servir, a equipe se reúne na cozinha para uma oração fervorosa. Depois, saímos para servir, com fé.
Ao contemplar a multidão de pessoas famintas que O seguia, Jesus viu uma oportunidade de testar a fé de Filipe. Este, contudo, sem ter consciência de estar sendo posto à prova, começou a fazer cálculos com base no pânico. Qualquer que fosse o cálculo, o salário de seis meses seria um bocado de dinheiro para uma pessoa carregar por aí, só para o caso de precisar comprar alimento. Pior ainda, naquilo que se referia a Filipe, mesmo que ele tivesse todo esse dinheiro, compraria apenas uma pequena porção para cada pessoa ali presente. Nem valia a pena organizar a forma em que as pessoas se assentariam ou recolher o lanche de um garoto. Ou valeria? João 6:6 diz que isso era um teste, porque Jesus já sabia o que ia fazer. Ele queria ensinar a Filipe uma lição sobre fé, não sobre planejar uma refeição com orçamento apertado.
Quando enfrentamos situações que nos parecem esmagadoras, Jesus já sabe o que vai fazer. Igualmente, quando nos preocupamos com o que dar de comer a visitantes extras, Jesus já sabe o que vai fazer. Ele pede que nos afastemos das preocupações diárias que nos podem desmoralizar e espera que reconheçamos que o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo (Romanos 14:17).
Sempre há o suficiente para alimentar nossos convidados nos almoços de confraternização, mas fico preocupada toda vez que vejo um grupo grande. Buscando a paz de Deus e um lugar no Seu reino, cada dia minha oração é: Senhor, ajuda-me a confiar a Ti todos os meus cuidados. Quando exerço fé, sei exatamente o que farás.
Judith Purkiss
Abandonem toda amargura, todo ódio e toda raiva. Nada de gritarias, insultos e maldades! Efésios 4:31, NTLH
Sentia-me exaurida, sem energia, e as pernas se recusavam a andar. Meus pensamentos eram confusos e as lágrimas corriam frias, enquanto eu lutava para focalizar a face pálida de minha mãe, contra o lençol branco da cama do hospital. A cateterização cardíaca, programada para durar breves 45 minutos, havia levado oito horas terríveis. Então, o médico despejou uma torrente de palavras sobre meu pai e sobre mim. Ouvimos atentamente, mas tudo o que pude entender foi: “Coloquei um curativo sobre o coração da sua mãe. Há pouca coisa que possamos fazer.” Sou enfermeira, mas me senti impotente e entendi bem pouco daquilo que o doutor disse.
Mamãe foi transferida para a UTI coronariana e meu pai e eu fomos encaminhados para uma sala de espera em forma de L. Rostos preocupados se alinhavam contra as paredes. As vozes tremiam. Papai sentou-se num silêncio entorpecido ao meu lado, enquanto eu soluçava e tremia.
Na sala lotada de rostos irrequietos, manchados de lágrimas, uma branda voz feminina se fez ouvir em meio ao ruído e uma cálida mão apertou a minha. “Querida, posso orar com você?” Fez-se um silêncio reverente na sala. Não me lembro de uma palavra da oração que ela proferiu, mas não me esquecerei nunca da presença de Deus ali.
Onze anos passaram desde aquele dia, quando um curativo simples sobre o coração de mamãe foi abençoado por uma oração santa, sagrada. Nós tocamos e somos tocadas incontáveis vezes enquanto vivemos nossa história.
As prateleiras das farmácias expõem uma variedade de curativos adesivos para crianças, todos designados a ajudar a curar coraçõezinhos enquanto saram pequenas feridas. Mas corações partidos e feridos também nos mudam. Feridas como a morte e a doença que apunhalam o coração podem ser claramente visíveis, mas os ferimentos infligidos por palavras cruéis e impensadas podem esconder-se lá no fundo. Ainda assim, ferroam e exaurem aos poucos nosso corpo e espírito.
Você pode mudar uma vida para sempre, quem sabe a sua própria. Partilhe um curativo terapêutico e santo de compaixão e perdão que tenha sido abençoado por Deus.
Judy Good Silver
Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo. Lucas 12:7, NVI
Ninguém gostava das sextas-feiras no escritório. As coisas podiam ser deixadas de lado nos outros dias da semana, mas no último dia útil não havia escolha, a não ser lidar com a logística e os embarques. Tudo precisava ser despachado. Numa determinada sexta-feira eu já estava com fome às 9 horas da manhã, e isso era incomum para mim. O tempo voou enquanto eu trabalhava, mas por volta do meio-dia a fome fazia doer meu estômago.
Não era possível fazer um intervalo para o almoço – eu tinha que me esquecer disso. Consolei-me com o pensamento de que teria um bom jantar naquela noite. O trabalho não parava. O telefone tocava o tempo todo. De repente, era meu marido ao telefone. Disse que me buscaria no trabalho uma hora depois do horário costumeiro. Ele precisava ver alguma coisa no hospital. Era urgente.
Fiquei exasperada. A fome quase me matava, e eu precisaria esperar mais uma hora. O telefone estava tocando quando finalmente entramos em casa. Era alguém do hospital perguntando se meu marido podia voltar, porque eles haviam se esquecido de pedir que ele assinasse alguns papéis. Voltar para lá de novo, não! E o jantar? Por alguma razão, acompanhei meu marido, mas fiquei doida com o pessoal incompetente do hospital. A fome doía mesmo àquela altura.
No hospital, uma enfermeira nos contou que o médico que tinha os papéis a ser assinados tinha sido chamado para uma cirurgia de emergência. Pediram que esperássemos. Meu esposo era o responsável pelos negócios de uma senhora idosa que deveria ser operada na manhã seguinte. Decidi passar o tempo de espera junto ao seu leito. Eu a encontrei desalentada, chorando e tremendo. Por duas horas, procurei confortá-la e encorajá-la. Aos poucos, ela se acalmou e colocou a vida nas mãos de Deus. Nesse momento, o médico chegou e meu esposo assinou os papéis.
A caminho de casa, percebi por que, em primeiro lugar, o médico se havia esquecido de mandar assinar os papéis. Era plano de Deus! Jesus, nosso Salvador, tinha visto a necessidade da senhora idosa e me enviou para consolá-la, a fim de que ela pudesse enfrentar a cirurgia com esperança.
Nada acontece – nem um único fio de cabelo cai da nossa cabeça – sem que Deus o registre. Deus sabe de tudo. Ele sabia onde eu era necessária. E eu não mais estava com fome. Louvado seja o Senhor do Céu, que vê e dirige tudo!
Ursula Ziegler
Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Deuteronômio 6:4-7, NVI
Existe algo especial no fato de ser avó. Tenho sido abençoada com cinco graciosas netas e, como acontece com toda vovó, amo passar tempo com elas. Algum tempo atrás, nossa filha e suas três meninas vieram visitar-nos aqui na Inglaterra. Enquanto estavam aqui, procurei algo num dos meus guarda-louças e encontrei dois velhos bibelôs de porcelana que estavam ali simplesmente juntando pó. Perguntei às duas meninas mais velhas se elas os queriam para o seu quarto, e elas ficaram encantadas em recebê-los.
Minha neta de 4 anos, que estava brincando no chão, olhou para cima, para o que estava acontecendo, mas continuou a brincar. Passaram alguns minutos. Então ela se levantou e parou na minha frente. Levantando as duas mãozinhas gorduchas em minha direção, ela disse: “Aqui não tem nada que você me deu.”
Desde aquele dia, tenho pensado com frequência em suas palavras: “Aqui não tem nada que você me deu.” Tenho enchido suas mãozinhas apenas com presentes materiais, coisas que se quebrarão, sairão de moda, desbotarão ou perderão o valor com o passar do tempo? Ou também lhe dei presentes do coração, presentes de valor eterno?
Quanto mais idosa fico, mais percebo como é importante dar a essas pequeninas não só presentes colocados em suas mãos, mas dar-lhes a dádiva do meu tempo. Quero passar mais tempo ouvindo suas preocupações, mais tempo falando sobre coisas de valor eterno, mais tempo orando com elas, contando-lhes do amor de Jesus por elas e dando-lhes a oportunidade de expressar seu amor por Jesus. Subestimamos grandemente o precioso dom do tempo. Deus me mostrou, em Deuteronômio 6:4-9, um modelo de como passar tempo com minhas netas: devo falar acerca de Deus e do que Ele tem feito por nós, em todos os momentos e de todas as maneiras que puder. Como exemplo, chega a dizer: “Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões” (verso 9). Oro para que me lembre desse modelo da próxima vez que passar tempo com minhas netas. Quero dar-lhes não só presentes materiais, mas também a dádiva do meu tempo.
Anne-May Wollan
Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou. Gênesis 1:27
Muitas vezes já me perguntei acerca desse Deus que me criou à Sua imagem. Quem é Ele? Acho que essa é uma pergunta que muitas de nós já nos fizemos em diferentes ocasiões da vida. Um dia, não faz muito, decidi pesquisar a Bíblia para descobrir exatamente quem Deus realmente é. Descobri que a melhor maneira de responder a essa pergunta é observar o caráter de Deus através dos nomes que as pessoas Lhe dão, por causa de algo que Ele fez por elas ou por causa de como O viram agir em determinada situação. Com base em minhas leituras, vou partilhar com você um nome diferente de Deus, que me dá forças e alegria.
Já passei por provações, e certa vez me veio à mente a pergunta: Onde está Deus? Ele me vê? Sabe Ele que estou sofrendo? Então, em Gênesis 16, encontrei o nome que Hagar, a escrava egípcia, deu a Deus. Hagar tinha fugido de sua senhora, Sara, que a estava tratando com aspereza. Você conhece a história: a desobediência por parte de Abraão e Sara originou uma situação que não devia ter existido. Mas Deus não abandonou Hagar em sua aflição e dor. Ele a encontrou perto de uma fonte no deserto e lhe fez uma promessa quanto ao futuro da criança que ela gerava. Regozijando-se porque o Deus de Abraão viera até ela e lhe fizera uma promessa, ela O chamou de El Roi – “O Deus que me vê”.
Impressionante! Hagar não fazia parte dos escolhidos de Deus. Ela era pagã. Contudo, Ele viu sua angústia e a visitou, dando-lhe conforto e esperança. Ele a viu. Deus me vê, na minha aflição? Ah, vê, sim! Ele me vê e me ama e promete que não me abandonará jamais (Hebreus 13:5), pois me criou à Sua imagem.
Um antigo hino diz: “Se Deus protege as aves, cuidará de mim também.” Hoje, louvo a Deus por Seu vigilante cuidado. Não importa qual seja a minha situação, Ele me vê. Ele é meu El Roi. E Ele vê você também. Em tempos de desânimo e aflição, você não está só. Existe Alguém que a observa. Lembre-se: “O Senhor olha dos Céus; vê todos os filhos dos homens; do lugar de Sua morada, observa todos os moradores da Terra, Ele, que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras. [...] Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que O temem [... para livrar-lhes a alma da morte” (Salmo 33:13-19).
Heather-Dawn Small
É grande o meu prazer no Senhor! Regozija-se a minha alma em meu Deus! Pois ele me vestiu com as vestes da salvação e sobre mim pôs o manto da justiça. Isaías 61:10, NVI
Certa noite, estávamos sentados na sala de espera de um hospital na Mongólia, enquanto uma amiga visitava um paciente. Os hospitais na Mongólia permitem apenas um visitante por vez, e são muito rígidos quanto a isso. Os mongóis fazem o seu melhor para conservar hospitais e clínicas limpos, já que são inspecionados de tempos em tempos pelo departamento de saúde. Meu esposo e eu observávamos as pessoas entrando e saindo, quando, de repente, ouvimos gritos de gelar o sangue, vindos do andar de cima. O pessoal do hospital começou a correr para todo lado. A polícia chegou pouco tempo depois, e ficamos um tanto temerosos. Mais tarde, nossa amiga nos contou que um homem que tinha ido ver um parente se recusou a usar o jaleco do hospital sobre sua roupa. Há uma regra na Mongólia segundo a qual a pessoa que visita um paciente deve usar um jaleco oferecido pelo hospital. O homem estava embriagado e insistia que sua roupa era mais limpa e melhor que o avental, e se recusava terminantemente a vesti-lo. Quando a enfermeira o segurou pelo braço para impedi-lo de entrar no quarto, ele a agrediu. Ela gritou pedindo socorro. A polícia entrou em cena, agarrou o bêbado, o algemou e o trancou num dos quartos vazios. O ofensor foi deixado no quarto, trancado, a noite toda.
Esse incidente me fez lembrar da parábola de Jesus, sobre o homem que se recusou a usar o traje de casamento que o noivo providenciara para os convidados. O homem sem a veste foi amarrado e jogado nas trevas exteriores.
Como é importante que todos observemos as regras. Aqueles que as guardam não se metem em problemas. E como é ainda mais importante que nós, seguidores de Cristo, aceitemos o manto de justiça oferecido por nosso Senhor Jesus Cristo! Aqueles que não estão cobertos pelo manto não entrarão no Céu e não terão parte na recepção das bodas. Assim como o bêbado, muitos de nós achamos que nossa justiça é boa o suficiente, mas Isaías 64:6 diz que “todas as nossas justiças [são] como trapo da imundícia”.
“Desviemos o olhar de nós mesmos para a perfeição de Cristo. Não nos é possível confeccionar uma justiça que seja nossa mesma. Cristo tem nas mãos as puras vestes da justiça, e nos cobrirá com elas” (Para Conhecê-Lo, p. 241).
Birol Charlotte Christo
Livra-me dos meus inimigos, Senhor, pois em Ti eu me abrigo. Salmo 143:9, NVI
O ponto alto de uma recente viagem à Holanda foi a visita ao lar da família Ten Boom, em Haarlem. Essa casa se tornou um refúgio, um “esconderijo” literal para fugitivos e pessoas procuradas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Ao protegê-los, a família incorria em perigo real. Sua resistência não violenta contra o opressor nazista foi um ato de fé. Essa fé os levou a esconder judeus, estudantes que se recusavam a cooperar com o inimigo e membros da resistência holandesa do movimento subterrâneo. Seu lar se tornou o centro da atividade clandestina, com uma rede de contatos.
Na sala, ouvimos a tocante história dessa família de fé e saímos para um tour pela casa. Especialmente interessante era o quarto de Corrie Ten Boom, pois ele continha o “refúgio secreto”. Os fugitivos removiam uma caixa da prateleira de baixo de um guarda-louça, erguiam uma porta grande o suficiente para que se passasse engatinhando por ela e se escondiam por trás de uma parede falsa. Enquanto eu examinava essa pequena abertura, vi que jamais conseguiria passar por ali, com meus problemas na coluna. Os que se refugiavam na casa praticaram até conseguirem, todos, ocultar-se em 70 segundos.
No dia 28 de fevereiro de 1944, a família foi traída e a Gestapo invadiu a casa. Seis membros da família foram presos, mais outros 30 amigos presentes, que desconheciam a traição. Mas a Gestapo não descobriu os quatro judeus e dois membros da resistência, seguros no seu “refúgio secreto”.
A Gestapo permaneceu na casa por alguns dias, convencida de que ali havia judeus, na esperança de matá-los de fome.
Embora o pai de Corrie tenha morrido na prisão e a irmã dela, Betsie, em Ravensbrück, um famoso campo de concentração para mulheres localizado na Alemanha, onde estavam internadas, Corrie sobreviveu. Depois da guerra, ela viajou pelo mundo por 30 anos, testemunhando do poder do amor e do perdão de Deus. Animava a todos com quem se encontrava, com a mensagem de que Jesus Cristo é vitorioso sobre tudo, até sobre a violenta e desesperançada desgraça de um campo de concentração.
Senhor, que eu seja uma fiel testemunha Tua em tudo o que eu fizer hoje. Todos necessitamos do tipo de fé revelado por essa família, que se opôs ao inimigo em face da morte.
Nancy L. Van Pelt
Perdoa-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todos os que nos devem. Lucas 11:4, NVI
O homem que disse que se casaria com minha irmã deixou-a, em vez disso, com um coração partido, um bebê e um belo vestido de noiva que ela não usou. Seu ato causou à minha irmã uma dor inexprimível, e à minha família e a mim grande tristeza e mágoa. A menção do nome dele – e até a sua lembrança – nos fazia recordar seu comportamento vil e a indizível aflição imposta sobre todos os envolvidos. Até uns dois anos após o seu desaparecimento, seu nome raramente era mencionado. Perdoar é difícil.
Falando casualmente, certa vez, minha irmã deu a entender que ele desejava voltar e casar-se com ela. Meu primeiro pensamento gritou: De jeito nenhum! Mas, enquanto ouvia as palavras dela, e conhecendo-a tão bem, detectei uma brandura indicativa de que ela já o havia perdoado. Então, orei para que o Senhor endireitasse meu coração.
Poucos meses depois, minha irmã me telefonou para perguntar se eu o perdoaria, e lhes daria a oportunidade de ser uma família. Obviamente, ela não precisava da minha permissão, mas o pensamento de fazer algo do qual eu não compartilhasse não caía bem para ela. Rapidamente respondi: “É lógico que vou apoiá-la.”
Por trás do meu entusiasmo para servir-lhe de arrimo, havia um transplante de coração operado pelo Espírito do Deus vivo. Enquanto eu resmungava contra aquele homem, o Espírito me fazia lembrar que todos pecamos, e que nenhum pecado, por mais ofensivo que seja, é maior ou menor que outro. Todos necessitamos de um Salvador – um homem chamado Jesus – que está à direita do Pai e constantemente defende nosso caso. Somos perdoados, não por causa daquilo que fazemos, mas por causa do que Jesus fez na cruz e continua fazendo em nosso favor.
“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9). Aquilo que Jesus faz por mim, purificando-me e perdoando meus muitos pecados, me impele a perdoar os outros, quer tenham magoado a mim, à minha preciosa irmã ou a qualquer outra pessoa.
Querido Pai, ajuda-me a perdoar assim como nos tens perdoado espontaneamente.
Rose Thomas
Estou convencido de que Aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus. Filipenses 1:6, NVI
Quando morávamos no sul da Califórnia, eu tinha o trabalho especial de viajar seis dias por semana a três hospitais da região para distribuir questionários e reunir dados para um estudo da universidade sobre os efeitos do álcool sobre o feto, durante a gravidez. Ao longo dos quase três anos durante os quais fiz isso, conheci muitas pessoas maravilhosas.
Meu esposo aceitou um convite para lecionar em Ohio. E, antes de nos mudarmos, desejei dar um sinal do meu apreço às muitas pessoas que haviam possibilitado meu trabalho e tocado minha vida.
Eu havia descoberto, fazia pouco, a alegria de escrever. Com o auxílio de amigos, publiquei, eu mesma, um volume de poesias e prosa intitulado First Draft [Rascunho] e o distribuí como lembrança e despedida. Um dos que o receberam, um capelão veterano, convidou-me para ir ao seu escritório. Depois de me agradecer o livro, ele inclinou-se para trás e disse: “Quando eu era um jovem pastor, desejei tornar-me um pregador renomado. Sentia-me bem quando as pessoas me apertavam a mão e diziam: ‘Bom sermão o seu, hoje!’ Achei que poderia melhorar meus sermões perguntando: ‘O que você mais se lembra do sermão?’ Sabe de uma coisa? Nem uma pessoa sequer se lembrava de uma única frase. O que me diziam tinha pouco ou nada que ver com o que eu havia pregado.
“Isso me deixou terrivelmente deprimido. Pensei em abandonar o ministério – até me lembrar da jumenta de Balaão [Números 22]. Deus havia instruído Balaão, mas, em sua cobiça por dinheiro e poder, ele deixou Deus de fora. Então, Deus fez a jumenta falar.”
Ele riu. “Isso me ensinou a não me levar demasiadamente a sério. Percebi que, se Deus pôde usar uma jumenta, Ele poderia usar-me também, da maneira que escolhesse. Se as pessoas ouvem algo diferente daquilo que eu digo, é Deus falando às suas necessidades, não eu. Decidi fazer simplesmente o meu melhor e deixar o restante com Deus.”
Que bela maneira de me dizer que eu não havia escrito um best-seller, todavia, ainda assim, poderia ser uma bênção! Mas também é uma lição de valor inestimável para mim, em todos os aspectos da vida. Devo fazer o meu melhor por Seu poder e graça, e deixar o resto com Deus.
Lois Rittenhouse Pecce
O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; Ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Deuteronômio 31:8, NVI
O paciente era um jovem repórter de um influente jornal, e fazia hemodiálise como resultado de uma doença crônica nos rins. Subsequentemente, contraíra hepatite. De acordo com o protocolo seguido na unidade de hemodiálise na época, as pessoas com hepatite não eram aceitas no programa, já que a natureza do procedimento poderia pôr outros pacientes em risco. Eu trabalhava de perto com a equipe de hemodiálise, e estava claro que o paciente em questão devia ser removido do programa.
A despeito das claras diretrizes, foi decidido realizar uma reunião especial com a equipe de hemodiálise, o diretor médico do hospital e eu. Nessa reunião, o protocolo foi relido, discutido e rediscutido. Todos os presentes apresentaram sua opinião. Não entendi por que havia todo aquele debate, já que todos estávamos bem a par das diretrizes. Fui tentada a dizer: “Vamos encerrar essa história! O paciente deve ser removido da hemodiálise.” Mas me contive. A reunião terminou sem que uma decisão ou voto fossem tomados.
Pensei bastante sobre o assunto e não conseguia ver sentido nele. Sou uma pessoa de personalidade forte, ideias claras e conhecimento em minhas áreas de atuação, sempre pronta a expressar pontos de vista e apresentar recomendações. Mas, naquela ocasião, embora participando, eu me omiti de fazer uma recomendação definida – e isso é estranho no meu caso. Então acendeu a luzinha. Todos estavam esperando que eu pronunciasse a sentença de morte!
Minha carreira teria provavelmente chegado a um fim gritante. A manchete do jornal que cintilava na tela da minha mente era: “Médica coloca os procedimentos acima da vida do paciente.”
Eu me encontrava numa cova de leões e, como a mais jovem do grupo, estava sendo empurrada para, involuntariamente, dar o passo que os mais velhos e sábios em política médica estavam habilidosamente evitando. Sim, todos concordavam, tacitamente, que o paciente não devia continuar na hemodiálise, mas quem tomaria a decisão? Meu Deus me livrou. Ele interveio e me salvou da boca dos leões, quando eu era inocente demais, inclusive para começar a compreender as questões em jogo. Como é poderoso o Deus a quem servimos!
Marion V. Clarke Martin
A fidelidade de Deus é grande; o Seu amor cuidadoso é sempre novo, a cada dia que passa. Lamentações 3:23, BV
Devo admitir que não é com grande frequência que estou acordada para saudar o nascer de um novo dia. Quando estou, porém, é uma alegria maravilhosa observar o sol expulsando a escuridão e inundando a Terra com o dom divino da luz e da cor.
Quando meu esposo e eu saímos para acampar, deliciamo-nos com os lugares mais quietos, onde podemos apreciar o melhor da natureza. Junto ao rio, um coro de vários pássaros nos desperta bem cedo. O martim-pescador ri, as agássias gorjeiam, as cacatuas guincham e o canto melodioso dos picanços é um dos meus preferidos. De modo semelhante, junto ao mar, as gaivotas e andorinhas-do-mar grasnam e os pelicanos soltam seus grunhidos. Não importa onde se encontrem, quando rompe o dia cada ave canta sua feliz canção, sem queixumes.
Com que rapidez se dissolvem as trevas, à medida que o mundo se ilumina com o sol nascente! A paisagem pode parecer sombria e mudada quando as nuvens a cobrem, e isso faz muita diferença quando procuramos tirar fotos. Pouco tempo atrás, isso se tornou muito importante ao visitarmos a região central da Austrália.
Meu pai, ativo aos 88 anos, foi conosco nessa viagem. Uma das grandes atrações dessa parte da Austrália é a rocha Ayers (Uluru), e ele estava ansioso por vê-la em toda a sua glória durante o nascer do sol. Essa rocha pode mudar progressivamente de cinza para púrpura, marrom, laranja e vermelho brilhante. Todo dia, centenas de turistas se enfileiram na estrada durante a aurora e o ocaso, para capturar as cores que os raios solares trazem a esse rochedo. Não fomos desapontados, e tiramos muitas fotos. Entretanto, a luz solar não durou. Vieram nuvens e Uluru assumiu uma cor muito comum.
A maioria das formações rochosas no sertão australiano revela cores fortes quando o Sol brilha. Visitamos um local chamado Vale do Arco-Íris, e só posso comparar sua cor ao vermelho e amarelo das brasas numa fogueira de acampamento.
Enquanto a luz de Jesus nos toca a vida com o brilho do Seu amor, que nós reflitamos a Ele e Sua beleza. Jesus nos deu vida e salvação. Sem o Sol da justiça, nossa vida também se haveria desvanecido, assim como a cor das rochas sem a luz solar.
Lyn Welk-Sandy
Antes de clamarem, Eu responderei. Isaías 65:24, NVI
É difícil encontrar bons jardineiros, e eu estava ficando um pouco desconsolada, já que nossa área verde – fundos, frente e laterais – precisava de uma atenção especial. Era necessário alguém para arrancar as ervas daninhas, desbastar arbustos e a árvore da cavalinha, cortar o gramado, remover o capim alto que crescia entre as plantas, juntar as folhas com o ancinho e podar algumas árvores frutíferas. Com um recente ferimento no pé, meu esposo estava impossibilitado de cuidar dos afazeres do jardim. Depois de pensar um pouco, encontrei um cartão que havia recebido de um jardineiro, cerca de um ano antes. Telefonei e marquei um horário a fim de que ele viesse e me apresentasse o orçamento. Depois de explicar todas as coisas que precisavam ser feitas, concordamos com o preço; então, ele e um auxiliar puseram mãos ao trabalho.
Depois de encher nossa lata de lixo e vários sacos plásticos com folhas e ramos, eles declararam que haviam concluído o serviço. Mas, quando inspecionei o trabalho, descobri que muita grama entre os arbustos não fora cortada, as ervas daninhas haviam sido colhidas, mas não arrancadas pela raiz, e os ramos que eu queria ver cortados ainda permaneciam em seus lugares. Para aumentar meu desapontamento e frustração, a cabeça de um dos irrigadores da grama estava quebrada e o cabo da TV, que ficava pendurado num dos arbustos no quintal, estava partido. Eles negaram ter cortado o cabo com alguma ferramenta, mas substituíram a cabeça quebrada do irrigador. Depois de muita discussão, preenchi um cheque descontando um pequeno valor para pagar o conserto do cabo.
No dia seguinte, fui ao quintal para ver o cabo. Para minha surpresa, ele havia sido emendado de modo profissional – e a TV estava funcionando de novo. Imediatamente inspecionei os dois portões e a porta da garagem. Tudo estava trancado com segurança. Ninguém poderia ter entrado no quintal para consertar aquele cabo. Foi um mistério para meu marido também. Teria um anjo feito o conserto? Qualquer coisa é possível para o Senhor. Fiquei assombrada e perplexa, e dei graças por Ele não ter estado ocupado demais para realizar um milagre.
Contei essa história para alguns amigos. Uns foram céticos, mas sei que não pedi nada a Deus e Ele agiu antes que eu pedisse. Que coisas acontecem com você, querida leitora? De que modo tem o Senhor suprido suas necessidades, antes mesmo que Lhe peça algo?
Aileen L. Young
Tu me cercas, por trás e pela frente, e pões a Tua mão sobre mim. Salmo 139:5, NVI
A voz de minha amiga Nadine estava tão cheia de emoção que ela mal podia contar sua experiência de alguns dias antes. Ela havia lido o Salmo 139 naquela manhã, durante o momento devocional, sem ter ideia de como o verso 5 se tornaria vivo para ela naquele dia.
Ao sair para o centro da cidade, eram vários os compromissos que ela precisava cumprir. Primeiro, deixou as cartas numa caixa do correio na calçada e depois foi ao banco. Nadine e o esposo estavam construindo a casa dos seus sonhos, e ela estava com um envelope bancário para depositar, com o valor dos materiais. Mas, quando chegou ao banco, não encontrou o envelope. Seu coração quase parou. E agora? Voltando pelo mesmo caminho, olhou em torno da caixa do correio, chegando a pedir que o funcionário abrisse a caixa para ver se ela, acidentalmente, teria posto o envelope com a correspondência, mas ele não estava ali. Quando ela relatou a perda à polícia, não lhe deram muita esperança.
Embora se afligisse com o passo seguinte, Nadine contou o acontecido ao seu esposo. A primeira pergunta dele foi: “Você orou a esse respeito?” Naturalmente, ela lhe garantiu que estivera orando o tempo todo. E falara da sua confiança em Deus a todos com quem havia conversado.
Enquanto Beverly se dirigia a pé para o trabalho naquela manhã, encontrou um envelope bancário na rua, perto da caixa do correio. Ao abri-lo, viu uma boa quantia de dinheiro. Seu primeiro pensamento foi como aquilo a ajudaria a pagar algumas contas nos dias seguintes. Mas seu pensamento seguinte foi que o dinheiro não era dela e a única coisa a fazer era procurar o proprietário. Com a ajuda do seu chefe, Beverly localizou o dono do envelope.
Embora Nadine não estivesse procurando publicidade para si mesma, achou que Beverly deveria ser recompensada por sua honestidade. Também queria que as pessoas soubessem como Deus lhe respondera às orações. Dois dias depois, no dia 14 de fevereiro, o jornal da cidade deu à história a primeira página, e a emissora de rádio transmitiu o incidente.
Graças. Deus e Pai, por teres posto a Tua mão sobre a vida de Nadine.
Betty J. Adams
Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. Mateus 5:4, NVI
Gosto de viajar, e, como geralmente viajo sozinha, isso me dá a oportunidade de conhecer pessoas muito interessantes. Mas, numa viagem específica, decidi que não me envolveria em conversas com nenhum outro passageiro. Queria simplesmente relaxar e dormir.
Depois de passar por longas filas nos balcões do check-in e da rotina nos procedimentos de segurança, finalmente entrei no avião e me acomodei, relaxando exatamente como planejara. Ao meu lado, sentou-se uma senhora de meia-idade. Ela parecia um pouco aflita e estava vestida de preto. Discretamente, olhei para ela e achei que não seria difícil seguir meu plano de descansar e não falar com ninguém no avião.
Depois de quatro horas de voo, o avião estava pronto para pousar. Fiquei contente porque o voo acabara e eu veria minha família em breve. Enquanto o avião taxiava na pista, olhei para minha companheira de assento outra vez e decidi perguntar-lhe por que estava fazendo aquela viagem.
Com a voz trêmula e muita tristeza no rosto, ela me contou que sua irmã e a família de seis pessoas haviam sofrido um acidente no dia anterior, e todos os seis morreram. Ela estava indo para o funeral. Eu me senti pavorosamente culpada! Quão egoísta fui! Quantas palavras confortadoras poderia eu ter dito a ela em quatro horas? Como pude perder a oportunidade de falar-lhe sobre nosso amoroso Deus e Seu amor pelos sofredores? Tentei dizer algumas palavras confortadoras, mas não fui bem-sucedida. Imediatamente elevei uma prece a Deus, pedindo ajuda para aquela pessoa desesperada que estava sofrendo. Também orei pedindo perdão – eu havia falhado.
Somos os instrumentos de Deus para alcançar e ajudar os outros de toda maneira possível. Ele coloca as pessoas em nosso caminho com um propósito. Permitamos que o Senhor faça a Sua obra por nosso intermédio. Talvez todas devamos pensar em Colossenses 3:12, que diz: “Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência” (NVI).
Querido Deus, quero ser Teu instrumento. Por favor, usa-me para ser uma bênção aos outros – e ajuda-me a estar pronta e disposta.
Hannelore Gomez
Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.
Isaías 40:31
Outro dia, passei pela dolorosa experiência de uma hora e quarenta e cinco minutos de espera. Meu esposo e eu estávamos entre centenas de passageiros de cinco aeronaves que haviam pousado em rápida sucessão. Um dilúvio de passageiros formou longas e sinuosas filas no setor de imigração.
Ocupei-me observando as pessoas. Uma procissão de passageiros em cadeiras de rodas também aguardava durante esse tempo. Um bebê protestou em voz tão alta que a mamãe apressadamente o tirou do carrinho e começou a dançar com ele no seu restrito espaço. Um menininho se entretinha brincando de esconde-esconde com sua contrariada mamãe. Alguns queixosos completavam o quadro.
Que fiz eu? Sonhei com maneiras inovadoras de tornar mais tolerável a espera. Imaginei que um vendedor de pipoca, um tocador de marimba ou uma tela grande de TV com comédias seriam opções agradáveis naquele saguão de espera estressante. Até desejei que um funcionário invisível nos içasse do nosso lugar número 325 na fila e nos pousasse bem na frente do oficial da imigração.
A espera nos entedia, torna-nos cativos e nos priva de controle. Contudo, a espera nem sempre é ruim. O texto de hoje enumera alguns benefícios da espera: força renovada, voo sobranceiro como o da águia, corrida sem cansaço, caminhada sem fadiga. A espera não precisa significar uma inatividade inútil. Ainda podemos continuar nossa jornada e cumprir o propósito de Deus para nós enquanto esperamos. “Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor” (Salmo 27:14).
Talvez você, também, esteja numa sala de espera. Ore: “Faze-me, Senhor, conhecer os Teus caminhos, ensina-me as Tuas veredas. Guia-me na Tua verdade e ensina-me, pois Tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia” (Salmo 25:4, 5).
Adivinha uma coisa? Um funcionário realmente nos içou para fora da fila e nos dirigiu ao oficial da imigração. É assim que Deus trabalha. Ele chega no Seu tempo certo e nos tira da fila ou da sala de espera. Nosso desafio é aguardar com paciência, ter bom ânimo e buscar Sua presença enquanto continuamos a esperar.
Gloria Lindsey Trotman
O Senhor vela pelos simples; achava-me prostrado, e Ele me salvou. Salmo 116:6
Minha filha lecionava numa escola cristã na Flórida e, para o seu recesso de primavera, havia planejado férias maravilhosas para a família. Voei para Orlando, e minha outra filha, seu esposo e meus dois netos viajaram para a Flórida na casa motorizada dos familiares. Viajamos até Key West, no sul, acampando ao longo do trajeto, desfrutando emocionantes aventuras em cada novo lugar. Os dois garotos contraíram um resfriado, mas se livraram da infecção alguns dias depois.
Ao chegarem ao fim as minhas férias, não me sentia bem, mas achei que havia simplesmente apanhado um resfriado por estar perto da acomodação dos garotos no trailer. Tentei ignorar a situação, mas ela continuou a piorar.
O amigo da minha filha (que mais tarde se tornou seu esposo) é médico e disse a ela que achava que eu estava com pneumonia. Mesmo assim, enquanto não me senti muito fraca, recusei-me inclusive a considerar que estivesse bastante doente. Não queria ser um fardo para minha ocupada filha e desejava retornar para casa, pois minha passagem de volta estava para expirar.
Finalmente, consenti em permitir que minha filha e seu amigo procurassem uma clínica que estivesse aberta naquela noite, mas foi inútil. Assim, levaram-me para a emergência do Hospital da Flórida. Foram feitos vários exames, e na realidade eu estava com pneumonia em ambos os pulmões. Um pneumologista e um cardiologista cuidaram do meu caso, já que descobriram uma fibrilação atrial, que é uma batida irregular do coração.
Fiquei internada na UTI do hospital por alguns dias, até que vagasse um quarto em outro andar. Quando um capelão foi orar comigo, a realidade apareceu. Eu estava doente e necessitando de orações pedindo a cura. Muitos amigos, familiares e membros da igreja ofereceram essa força.
Minha filha se encarregou de fazer todos os telefonemas necessários para meu empregador, a igreja e a empresa aérea, a fim de remarcar minha viagem de volta. Fiquei confinada ao hospital por nove dias, e o cardiologista, sem tato, me disse: “A senhora poderia ter morrido.” Orei ao Senhor com o coração agradecido, porque Ele me livrou da porta da morte quando adiei a procura de tratamento. Pai, perdoa-nos por deixarmos para Te procurar no último minuto. Aqui estamos hoje.
Retha McCarty
Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Tiago 2:15, 16
Esse é um texto muito conhecido que, em geral, passa pela tangente. Ouço pessoas dizendo a outras em situações semelhantes à do texto: “Vou orar por você.” Mas, muitas vezes em Sua Palavra, Jesus diz que devemos cuidar dos menos afortunados.
No momento presente, minha família tem a oportunidade feliz/infeliz de aplicar esses versos à nossa vida, já que somos os necessitados. O contrato de trabalho do meu esposo chegou ao fim, e ele ainda está no processo de procurar outro. Estou preocupada, porque temos um garotinho que ainda usa fraldas e uma filha em escola particular. Sem mencionar as contas que precisam ser pagas e outras necessidades básicas a suprir. Tenho ficado preocupada, frustrada e quem sabe até um pouco deprimida. Quando me sinto assim, oro. Minhas orações estressadas são geralmente simples. Senhor, Tu sabes! Realmente, não preciso dizer muito, porque Ele sabe, sim. Ele sabe que preciso de leite, carro para trabalhar, utensílios e outras coisas. Chamo este período da minha experiência cristã de minha “experiência de Jó”. Pergunto a mim mesma o que mais pode dar errado. Não preciso esperar muito para descobrir. A Receita Federal nos cobra impostos de renda devidos há dois anos!
Deus tem permitido que pessoas de quem eu menos esperava demonstrassem bondade para conosco. Em várias ocasiões, uma colega de trabalho trouxe caixas de leite. Outra amiga pagou o mecânico pelo conserto do meu carro. Outra pagou contas. Ainda outra me contou onde conseguir assistência relacionada com as contas de água e luz. Ainda consegui encontrar todos os documentos necessários para o imposto de renda!
Agora digo a você: “Você sabe!” Você sabe que Deus é um Deus de palavra (Números 23:19). Seus filhos não precisam mendigar o pão (Salmo 37:25). Deus nunca deixa de sustentar Sua família (Mateus 7:11). Quero dizer “Muito obrigada” a todos aqueles que vivem sua fé na prática. Convido você a confiar em Deus junto comigo, ao enfrentarmos os desafios que Ele nos permite passar. Essas provas podem ajudar a tornar-nos exemplos vivos de fé.
Trudy Duncan
Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele. Isaías 30:21
Os artistas da culinária experimentam, com justiça, uma agradável sensação de sucesso quando os alimentos que eles produzem crescem – pães, bolos e bolinhos. Mas, em nenhum deles, a ação se compara ao que testemunhei certa vez, brotando de uma caçarola sobre o meu fogão.
Uma parente estava me visitando. Ela é excelente cozinheira, e eu tinha certeza de que produziria uma refeição requintada a partir dos mais simples ingredientes, e lhe entreguei a cozinha. Precisando de um pouco de óleo para o prato que iria preparar, ela pegou o que parecia ser o recipiente apropriado e despejou uma quantidade generosa de seu conteúdo numa caçarola. Enquanto ela mexia, o ingrediente começou a espumar e crepitar. Ela estava a ponto de me chamar quando entrei na cozinha.
A cozinheira estava perplexa. Sua expressão revelava frustração e surpresa. Ela não conseguia entender a extrema efervescência da substância espumante, borbulhante e dourada que subia da panela. Nunca antes ela havia visto qualquer tipo de óleo reagir tão vigorosamente sob qualquer circunstância.
Descobrimos que, em vez de óleo de cozinha, o líquido na caçarola era detergente para a máquina de lavar louça. Infelizmente, o frasco havia sido colocado na prateleira junto com molho de soja, azeite de oliva e outros líquidos.
Não havia nada de errado com o detergente para louça. Em seu devido lugar, dosado e usado apropriadamente, ele cumpre muito bem sua função. Meu erro, ao deixar de colocá-lo onde deveria estar, causou muita ansiedade e perplexidade. Entrei na cozinha num momento crucial, justamente quando minha irmã necessitava da minha ajuda. Meu sincero pedido de desculpas e a provisão do líquido apropriado – azeite de oliva – resolveram o assunto.
Quão significativa é a verdade de que, quanto mais nos relacionamos com qualquer pessoa ou grupo, e quanto mais nos comunicamos, mais nos parecemos com eles e começamos a nos identificar uns com os outros.
Às vezes, as escolhas que fazemos, de modo inocente ou não, produzem trágicas circunstâncias e resultam em consequências amargas para nós e para outros. Mas Deus está disposto a vir em nosso resgate. Ele diz: “Este é o caminho, andai por ele.”
Quilvie G. Mills
Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 2 Coríntios 5:17
Uma foto tirada no meu primeiro aniversário me mostra sentada sobre uma mesa, rodeada por vasos cheios de rosas. Meu primeiro ursinho, Tobby, está sentado ao meu lado.
Esse ursinho era feito da pele amarelo-claro de cordeiro e tinha lindos olhos parecidos com botões. Ele virava a cabeça. Tobby me acompanha ao longo da vida toda, mas nem sempre o tratei com bondade. Lembro-me de uma briga com meu amado irmão mais velho, ocasião em que bati nele com o ursinho. Bati com tanta força que a cabeça de Tobby ficou nas minhas mãos, enquanto o corpo voou. Levei Tobby para minha mãe, que costurou a cabeça no lugar. Agora ele tem a cabeça rígida. Também descobri a tesourinha para unhas dos meus pais e cortei todo o pelo de um braço. Ninguém me havia contado que o pelo não cresceria de novo.
Então, um dia, meu pai me trouxe um urso grande. Fiquei apaixonada por esse novo urso. O pobre Tobby era antiquado demais, comparado com ele.
Não me lembro de quando passei o novo urso adiante, mas ainda conservo o Tobby. Ele ficou muitos anos numa caixa, no porão, mas eu o recuperei, lavei e escovei, e agora vejo que ele não tem uma aparência tão ruim, afinal.
Aprendi três coisas com meu ursinho. Primeira: assim como Tobby, Deus nem sempre teve a prioridade na minha vida. Ele também quase foi expulso do meu coração. Preciso decidir todos os dias: Quero viver este dia com Deus? Quero amá-Lo de todo o coração? Está Ele tão perto de mim, a ponto de eu poder confiar nEle, aqui e agora? Deus deseja estar perto de nós. É minha decisão colocá-Lo em algum canto da minha vida ou viver cada dia com Ele.
Segunda: Mesmo como um pobre ursinho de pelúcia, com um braço depilado e a cabeça rígida, Deus me ama e não desiste de mim. Nunca me jogou no lixo, embora às vezes, provavelmente, eu o tenha merecido.
Por fim, em nossa vida diária, nós encontramos muitos Tobbys que foram maltratados, que têm cicatrizes na alma. Com frequência, sofreram maus-tratos e foram colocados em algum canto por aí. Mas são importantes para Deus. Amar a Deus significa amar todas as pessoas que são importantes para Ele.
Jesus deseja mudar-nos para que nos tornemos mais semelhantes a Ele. Deixaremos que Ele nos transforme?
Hannele Ottschofski
Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. 1 Tessalonicenses 4:16, 17
Noite após noite, o pastor Holley proferiu palavras de fé, esperança, coragem e sobre a certeza do amor de Deus. Anotei muitas das preciosas frases – promessas como “as guerras e o pecado cessarão”, “seremos curados”, “seremos arrebatados para encontrá-Lo no ar”, e “resgatados do pecado”. Algumas das frases pareciam vir aos meus ouvidos como rimas, fazendo voltas e voltas em minha cabeça, até eu ter a certeza de que ali, em algum lugar, havia um poema esperando para ser composto.
Uma proximidade maravilhosa cresceu entre aqueles que foram às reuniões todas as noites, e sentíamos um prazer especial em ver pessoas que não pertenciam à nossa igreja assistindo também.
Mais ou menos na metade da série de reuniões, fomos surpreendidos ao saber que Rachel, uma simpática senhora, talvez na faixa dos 70 anos, havia sofrido um derrame e, possivelmente, um infarto também. Muitas orações foram feitas por seu restabelecimento e bem-estar. Por algum tempo, pareceu que ela melhorava um pouco, mas dentro de algumas semanas ela faleceu. Todos nós nos entristecemos com a perda de uma amiga, mas nos alegramos com a esperança da ressurreição. Reuni os pensamentos que o pastor Holley havia apresentado sobre a vinda de Jesus e a ressurreição, e acabei escrevendo um poema que intitulei “Sobre as asas do júbilo”.
Dei uma das primeiras cópias ao enlutado marido de Rachel, Frank, que ficou muito agradecido pela lembrança. Enviei outra cópia ao pastor Holley.
Durante os anos passados, muitas vezes enviei ou levei uma cópia do poema a famílias que tinham perdido algum ente querido. Num tempo de perda, é difícil pensar em júbilo, mas nós podemos ter alegria e esperança mediante Jesus Cristo.
Que regozijo será reunir-nos com Rachel e todos os outros a quem, temporariamente, dissemos adeus. Aguardo com ansiedade esse dia emocionante! Quando todos tivermos sido resgatados do pecado e, ao som das trombetas, Jesus dirá: “Entrem!” E nós entraremos – sobre as asas do júbilo!
Lillian Musgrave
Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará. Salmo 37:4, 5
Todas as tardes, meu esposo leva da escola para casa nossos dois netos – Alex, com 6 anos, e Austin, com 9. Em vez de ir direto para casa, os dois meninos gostam de parar na casa da vovó e do vovô para brincar com o primo, Riley. Numa tarde, Alex perguntou: – Vovô, a gente pode, por favor, ir brincar na sua casa, antes que o senhor nos leve para a nossa? – Meu esposo respondeu: – Vamos passar pela frente da sua casa, e se o seu pai tiver chegado cedo, vocês terão que entrar logo.
Então, do assento traseiro, Alex anunciou, em voz alta: – Eu vou orar. – Antes que o vovô pudesse responder, Alex inclinou a cabeça, cruzou as mãos e disse: “Querido Jesus, ajuda-nos a ir agora direto para a casa do vovô para brincar. Amém.” Mas, alguns minutos mais tarde, viram o carro do pai na entrada da garagem. Ele havia, realmente, chegado mais cedo.
– Deus não respondeu à minha oração! – disse Alex, indignado. Meu esposo sorriu e disse: – Bem, talvez seu pai esteja orando também. Quem sabe ele orou para que vocês fossem logo para casa, a fim de que ele pudesse vê-los.
Intrigado, com a testa enrugada, Austin perguntou: – Vovô, como é que funciona essa coisa de oração? O primeiro que pede a Deus é que é atendido?
Muitos de nós, assim como Alex, queremos que Deus atenda nossos desejos imediatos – e quando o desejo não é concedido, nós também reclamamos: “Deus não respondeu à minha oração!” Muitos de nós, como Austin, ficamos intrigados com a maneira pela qual Deus responde às orações de duas pessoas que apresentam desejos diametralmente opostos. Aquele que faz seu pedido primeiro recebe o que pediu?
Não. Antes, aqueles que se agradam do Senhor cada dia obtêm o desejo do seu coração. Ao nos deleitarmos nEle e aprendermos a ser submissos à Sua vontade, ocorre uma impressionante transformação – nossos desejos começam a mudar. Ao chegarmos mais perto dEle, Ele é capaz de moldar-nos à Sua semelhança. Nossas orações não mais conterão elementos de manipulação, egoísmo, barganha, murmuração ou queixa, mas refletirão os desejos de Deus para a nossa vida. A vontade de Deus e os nossos desejos se fundem e experimentamos a emoção de ter cada oração atendida.
Ellie Green
Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. João 14:27
Eu estava acordada certa noite, mas procurando voltar a dormir. Para tentar relaxar, decidi cantar mentalmente hinos que eu sabia que falavam de paz. O primeiro que me veio à mente foi: “Se paz, a mais doce, me deres gozar”. Isso me pareceu repousante, mas a frase seguinte dizia: “se dor, a mais forte, sofrer”. Comecei a recapitular algumas das dores que haviam atacado minha alma ultimamente, e isso não ajudou em nada.
O hino seguinte do qual me lembrei foi: “Paz, paz, doce paz”. Mas, então, o coro pede que essa paz cubra meu espírito para sempre, como “as ondas do amor”, e a palavra “ondas” acionou uma linha de pensamento acerca das ondas do mar que causaram inundações terríveis em lugares como Nova Orleans, e não me senti confortada com essa ideia.
“Perfeita paz” foi o hino seguinte que me veio à lembrança. Mas ele começa assim: “Perfeita paz num mundo escuro e vil” e continua dizendo “Jesus lavou-me dos pecados mil”, que é um pensamento verdadeiro mas perturbador – somente pela morte de Cristo no Calvário podemos obter a paz. Desisti de tentar dormir cantando esses hinos mentalmente.
Alguns dias mais tarde, estávamos estudando o livro de Filipenses em nosso pequeno grupo de estudo da Bíblia. Lemos, no capítulo 4, verso 7, que “a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. Olhei a palavra “paz” na concordância no fim da minha Bíblia e encontrei o verso de hoje. “Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” Essa última frase era justamente a certeza de que eu precisava. Não precisamos ter medo de nada, porque Deus nos dará, por Sua graça, a paz. Se não temos paz neste mundo, certamente a teremos no mundo por vir. No mesmo capítulo do evangelho de João, versos 2 e 3, lemos a razão pela qual não nos devemos preocupar: “Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar”, Jesus diz, concluindo com a promessa: “E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também.” Certamente, essa é a grande esperança dos cristãos, e com esse pensamento posso dormir em paz.
Sim, Deus é bom e Sua Palavra é suficiente para nós, em todas as crises.
Ruth Lennox
Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia! Salmo 32:1, 2, NVI
O caminhão do lixo passa um vez por semana. Juntamos o lixo no latão, depois o empurramos para a rua na frente do portão de casa. O caminhão chega e esvazia o latão com um forte barulho. Os refugos são levados para o depósito de lixo e nosso latão fica vazio outra vez. Juntamos o lixo de mais uma semana, e o mesmo processo começa de novo.
Enquanto observava o caminhão do lixo, descobri uma dimensão espiritual no descarte de refugos, comparando-o com o perdão dos nossos pecados. Juntamos nosso “lixo”, o colocamos na rua, na frente do portão, e pedimos que Deus nos perdoe. Deus o recolhe e o joga nas profundezas do mar (ver Miqueias 7:19). Para nós, isso quer dizer que nossos pecados se foram, e que podemos nos esquecer deles!
Se não aceitamos o oferecimento de Deus de “descartar o lixo”, o latão começa a cheirar mal e o lixo se torna tóxico. O significado espiritual? Se a alma está cheia de bolor, adoecemos e, às vezes, infectamos os outros com o nosso lixo “venenoso”.
Devemos considerar os efeitos dos pecados que não confessamos. Para Deus, nenhum pecado é grande demais para ser perdoado. Ele nos oferece perdão completo. Mediante o sacrifício de Jesus na cruz, Deus descarta o lixo do pecado e Satanás não nos pode mais acusar. No depósito de lixo, o refugo é queimado. De modo semelhante, todo o lixo deste mundo será queimado no fim (ver 2 Pedro 3:10).
Deus criará uma nova Terra sem pecado, muito embora nem consigamos imaginar uma vida assim. Seríamos os maiores tolos se não aceitássemos esse oferecimento – e é de graça. Não nos custa nada! Pagamos uma taxa mensal pelo descarte do lixo terrestre. Mas Jesus pagou o perdão de nossos pecados com Sua vida, na cruz do Calvário.
Nossa gratidão e regozijo durarão a eternidade toda! Sim, “Tu és bondoso e perdoador, Senhor, rico em graça para com todos os que Te invocam” (Salmo 86:5, NVI). Deus nos perdoa se confessarmos os nossos pecados. Essa é uma promessa.
Ingrid Berker
25 de fevereiro sábado
Antes que clamem, Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei. Isaías 65:24
Chegou a hora em que precisei de lentes multifocais para os meus óculos. Mas a velhice não vem sozinha. Meu outro problema era que as finanças estavam mais do que apertadas. Mesmo assim, fui em frente – pela fé – e encomendei os óculos. Eu tinha dez dias para arranjar o dinheiro e pagar o restante da conta.
Voltando da ótica para casa, peguei minha correspondência, e ali estava uma carta do nosso dentista. Eu vinha fazendo os pagamentos do nosso tratamento dentário pouco a pouco, desde que nos havíamos mudado. Abri o envelope e não pude acreditar no que vi. Uma pessoa, anônima, havia terminado de pagar nossa conta do dentista. O dentista estava devolvendo 115 dólares, e nos desejava boa sorte.
Eu derramava lágrimas quando contei à minha pequena família o que acabara de ler. Mostrei-lhes o cheque, e na minha outra mão eles viram a conta, mostrando o que eu ainda devia pelos óculos – que eu havia encomendado pela fé. Você adivinhou: 115 dólares! Era a quantia exata de dinheiro que eu devia.
Ali estava um milagre que só Deus podia ter realizado. Tantos pormenores haviam ocorrido para que tudo ocorresse naquele dia. Primeiro, o dentista havia decidido enviar-nos esse cheque, e então mandou que alguém o preenchesse e o enviasse. Ele até se desculpou por ter-se esquecido de mandá-lo antes. Mas Deus está no controle – até do Correio canadense – pois fez com que a carta com o cheque chegasse três dias depois de ter sido enviada. Eu a recebi minutos após ter dado um passo pela fé. Se tivesse chegado antes ou depois, nunca teria causado o impacto que causou. Deus é tremendo e gosta de surpreender Seus filhinhos.
Foi uma prova viva de que Deus Se achava em ação, e um gentil lembrete, na nossa situação, de que Ele estava cuidando de cada necessidade. Isso faz mais de nove anos, agora. Outro dia, eu estava limpando alguns dos meus arquivos e ali encontrei a fotocópia da minha conta e do cheque. Quando a mostrei ao meu esposo, as lágrimas vieram novamente, ao reviver o milagre do cuidado de Deus. Meu esposo disse: “Há uma história esperando para ser escrita.” Então, aqui está. Oro para que ela anime você a confiar no Senhor, pois Ele é poderoso, e é seguro confiar nEle.
Gay Mentes
O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra. Salmo 34:7
Eu me sentia muito eufórica por ir visitar minha terra, depois de estar quase dois anos e meio trabalhando como missionária na Coreia. Havia planejado bem a viagem – era o que eu pensava.
Decidi passar com minha filha a noite anterior à partida. Ela morava perto do aeroporto e meu voo sairia bem cedo, o que dificultaria que eu fosse da minha casa para o aeroporto. Antes de ir para a cama, verifiquei uma vez mais o passaporte, os cheques de viagem e outros documentos. Não houve jeito de encontrar os cheques de viagem! Então me lembrei de ter limpado minha bolsa e jogado no lixo algumas coisas antes de sair do meu apartamento. Liguei para uma vizinha, que gentilmente examinou o lixo, sem sucesso. Quando minha filha se despediu de mim, disse: “Mamãe, espero que essa tenha sido a pior coisa na sua viagem.”
Meu filho não pôde me receber no aeroporto porque tinha um exame final para prestar, mas fez arranjos para que alguém me buscasse. Ao nos dirigirmos para nosso destino, admirei a paisagem e perguntei se havia serpentes venenosas nas Filipinas. A resposta veio rápida: “Não, não há cobras venenosas.” Na casa de hóspedes, tomei um banho de chuveiro e tirei uma soneca, deixando a porta aberta e a porta de tela fechada.
Na manhã seguinte, tive o impulso de levantar-me, mudar a mala de lugar e tirar as coisas de dentro. Assim, orei, levantei-me e mudei a mala de lugar. Quando olhei para baixo, vi uma cobra enroscada no lugar onde havia estado a mala. Gritei, gritei, mas a cobra não se moveu. Corri para a porta e pedi ajuda, mas não veio ninguém. Assim, fui à garagem, encontrei uma vassoura de cabo curto e tentei varrer a cobra para fora. Ela acordou e escapou para baixo da cama. Agora eu estava realmente assustada. Mais uma vez, corri para a porta e gritei por socorro. Dessa vez, um homem que cortava a grama veio correndo. Ele encontrou e matou a cobra. Perguntei-lhe que tipo de ofídio era, e ele disse: “Uma mortífera naja”. Deus é tão bom! Eu podia ter sido picada num momento qualquer, especialmente quando me levantei para usar o banheiro durante a noite, sem acender a luz. Tudo o que Deus deseja é usar-nos para a Sua glória. Permita que Ele a use hoje e todos os dias. Ele também a salvou para que você O servisse?
Bessie Haynes
Meu senhor, juro pela sua vida que sou aquela mulher que o senhor viu aqui de pé, orando. 1 Samuel 1:26, NTLH
Uma senhora, rodeada por seus filhos e filhas, era o alvo de uma festa oferecida pelo marido, o pai das crianças, Elcana. Todavia, seu olhar pétreo por sobre a mesa, para a triste mulher sentada sozinha e sem filhos, dizia que nem todos estavam felizes. Será que o marido ignorava o velado e maligno gesto? Em linguagem moderna, será que ele não “captou”?
Primeiras esposas, segundas esposas, cônjuges que assumem amantes, corações partidos, crianças mimadas, ciúme e ódio – Ana suportava todo o impacto. Nenhum bebê lhe confortava o coração solitário. Ano após ano, ela aguentava sua rival.
Ana havia prometido a si mesma que não choraria naquele ano. Mas, quando Penina a provocou novamente, as lágrimas vieram, sem aviso. Ela fugiu. Seu esposo a seguiu. “Por que você não come? Por que está pesarosa? Não significo mais para você do que dez filhos?”
Isso não ajudou.
Ana encontrou um cantinho no templo onde poderia soluçar. Somente os lábios se moviam, enquanto ela orava. Chorou muito. O sacerdote Eli, atento a problemas durante os dias festivos em Siló, aproximou-se e disse a ela que retornasse quando estivesse sóbria. Poderíamos dizer que ele estava sendo insensível?
A pobre Ana enxugou os olhos e contou sua história. Com preocupação paternal, Eli compreendeu aquela tristeza. “Vá em paz”, disse ele, “e que o Deus de Israel conceda aquilo que você pede.”
Ana deu à luz um filho. Ah, que alegria! Deu-lhe o nome de Samuel. Mas você consegue imaginar a força necessária naquele dia em que ela disse ao seu garotinho: “Este é o sacerdote Eli, de quem lhe falei. Você vai morar com ele agora” (ver versos 24-28)?
O júbilo de Ana, e o alívio por ter cumprido sua promessa assim como Deus cumprira a dEle, derramou-se em louvor profético. Ela nos aponta todos os futuros finais felizes, terrestres e eternos. Ana, uma mulher obscura, numa situação impossível, tornou-se a mãe de um dos maiores profetas na história de Israel. Leia e pondere a história de Ana em 1 Samuel 1 – 2:11. Derrame os anseios do seu coração perante Deus. Ele não deixará de compreender. Aconchegada em Seus braços, você encontrará conforto e respostas.
Marilyn Joyce Applegate
O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará. 1 Tessalonicenses 5:23, 24
Era o meio da tarde quando meu esposo se lembrou de que estava encarregado do sistema de som na igreja naquela semana, e que teríamos um pregador convidado. O orador também faria um programa à tarde, e assim devíamos ficar para o almoço comunitário. De repente, precisei fazer comida suficiente para partilhar.
Com dois compromissos programados para aquela tarde, corri tentando deixar tudo pronto. Rapidamente preparei a mistura de um bolo. Mas quando procurei a costumeira forma retangular, não a encontrei. Pressionada pelo tempo, rapidamente decidi usar duas formas redondas e depois corri para meu primeiro compromisso. Retornei, encontrando os dois bolos esfriando sobre o balcão. Fiquei aliviada. Agora, só precisava colocar a cobertura neles e seguir para meu compromisso seguinte. Fui buscar o prato redondo sobre o qual colocar o bolo e não o encontrei. Tudo o que achei foi o prato retangular. Que fazer?
Com o tempo se esgotando, peguei uma faca e cortei um dos bolos em quatro partes, posicionei o bolo inteiro no centro do prato retangular e ajeitei as partes ao redor dele. Deu certo. Apressada, apliquei uma fina camada de cobertura e disparei porta afora para meu último compromisso.
No fundo da mente, eu me perguntava: Como vou decorar esse bolo, para que fique apropriado para um almoço comunitário? Verificando o tempo, eu sabia que teria que ser algo muito rápido, e comecei a discutir as ideias com o Senhor. Enfeites, cobertura colorida e coisas assim pareciam muito infantis e consumiriam tempo. Assim, pensei em escrever algo sobre o bolo – mas o quê? Então o Senhor trouxe as palavras à minha mente e me mostrou como fazer com que coubessem sobre o bolo estranhamente acomodado. No canto superior esquerdo, com creme rosa, escrevi: “Não importa”. No canto superior direito, escrevi “em quantos”. No canto inferior esquerdo, “pedaços” e no canto inferior direito escrevi “você esteja...” Então, no bolo central, escrevi em verde: “Deus o torna inteiro”.
Há muitas coisas na vida que nos podem abater, retalhar ou despedaçar, mas a resposta para todas é a mesma: em Deus estamos inteiras. Abra seu coração e sua vida perante Ele hoje. Permita que Ele a restaure!
Juli Blood
Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que Ele prometeu. Hebreus 10:36, NVI
A Bíblia diz que há amigo mais chegado que um irmão, e eu acredito nisso. Tenho uma amiga muito especial, que considero uma verdadeira irmã. Acho que nossa amizade começou quando ainda éramos adolescentes. Sempre tivemos muita afinidade e participamos da vida uma da outra. Ela foi madrinha do meu casamento, e até hoje meus filhos a chamam de tia. Penso que eles até acreditam que ela seja mesmo tia deles, pois faz parte da nossa família, apesar da atual distância.
Depois de convivermos por mais de 20 anos, ela atendeu o chamado de Deus e foi para outro país. Muitas pessoas questionaram, pois ela teve que deixar a família, os amigos, um emprego seguro e todos os seus animais de estimação, que eram sua grande paixão. Mas a certeza de estar fazendo a vontade de Deus a manteve firme em sua decisão.
Hoje, ao escrever este texto, faz pouco mais de um ano que ela sofreu um acidente muito grave nas ruas de Nova York. Um motorista irresponsável a atropelou, deixando-a cheia de fraturas e cicatrizes. Graças a Deus, sua vida foi poupada e a recuperação tem sido fantástica. Em vez de se sentir desanimada ou questionar por que Deus teria permitido algo tão dramático, minha amiga tem sido uma testemunha eficiente do amor e do cuidado dEle. Médicos, enfermeiras, fisioterapeutas, pacientes têm tido a oportunidade de ver em prática o verdadeiro cristianismo através do exemplo dela.
Faz alguns anos, ela recebeu uma promessa maravilhosa de Deus. E isso a tem ajudado a manter o foco no que é realmente importante: a certeza de que Deus sempre cumpre o que promete e faz o que é melhor por Seus filhos.
Aprecio muito uma de suas frases, que tem sido repetida durante esse tempo de espera: “Sei que posso fazer minhas escolhas e ter algo bom. Mas prefiro que Deus escolha para mim e me dê o melhor.”
Tenho certeza de que está perto o tempo em que minha amiga vai desfrutar completamente aquilo que Deus lhe prometeu. E, quando o que era apenas um sonho se tornar realidade, ela vai ter o melhor, porque foi Deus quem escolheu!
Neila D. Oliveira