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Maio/2012

 

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1º de maio terça

 

As mães de Israel

 

Muitas mulheres são exemplares, mas você a todas supera. Provérbios 31:29, NVI

 

Com minha mãe, aprendi a dar e receber amor. Com seu carinhoso abraço, ela me ensinou que Deus é amor.


Com minha mãe, aprendi as histórias dos grandes heróis da Bíblia que ainda influenciam minha vida. Ela foi minha primeira professora. Mamãe me ensinou a amar a Bíblia, a participar das atividades da igreja, a orar e a cantar louvores a Deus. Tudo isso tem ajudado a fazer da minha vida uma bênção. Quando eu ainda era menininha, ia com ela às visitas missionárias. Isso me ensinou que Deus espera que ofereçamos solidariedade e amor.


O exemplo de minha mãe faz com que eu me lembre das mães em Israel – mulheres que exerceram forte influência para o bem do povo de Deus. A fé da minha mãe me faz pensar em Joquebede, cujo amor salvou o filho Moisés das mãos de Faraó, preparando-o para ser o libertador do seu povo. Também me faz lembrar de Ana, que todos os anos ia ao templo para levar uma túnica a Samuel, o filho que ela ofereceu a Deus com o coração agradecido. O exemplo de minha mãe me faz lembrar de Dorcas, a protetora dos pobres. Também me faz recordar de Eunice, a mãe de Timóteo, a qual lhe ensinou as Sagradas Escrituras quando ele era pequeno. Os filhos dessas mulheres se tornaram poderosos instrumentos nas mãos de Deus. Foram uma bênção para o mundo.


Minha mãe é uma das modernas mães em Israel. Ela representa as mães que oram a Deus pedindo sabedoria para educar os filhos no caminho do bem. Apesar das numerosas batalhas, sei que venci muitas provações na vida porque minha mãe orou por mim. As orações de uma mãe cristã podem ter grande resultado. Deus Se agrada em responder-lhes.


Precisamos de mais mães como estas: mulheres que temam a Deus e se dediquem ao serviço do Mestre. A influência de mães assim não pode jamais ser medida em termos humanos. Somente o Céu e a eternidade revelarão seu valor real. A Bíblia afirma: “A mulher que teme ao Senhor, essa será louvada” (Provérbios 31:30).


Minha mãe me ensinou a amar todas as mães. E hoje ofereço este reconhecimento não só à minha mãe, mas a todas as mães em Israel. Oro a Deus em seu favor, para que continuem sendo sempre fiéis na obra do Senhor.


Valquíria Teixeira dos Santos


2 de maio quarta

 

As aves

 

Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Mateus 6:26

 

Ainda está escuro no meu quarto quando acordo. Minha gata, Sasha, está estendida em todo o seu comprimento sobre mim. Depois de algum tempo, ela fica muito pesada, e acordo por causa do seu peso ou de um pesadelo com blocos de cimento ou alguma outra coisa pesada em cima de mim. Com gentileza, empurro-a para um lado.


Sinto a brisa gentil no rosto, pela janela aberta e ouço o primeiro pipilo de um pássaro que também acorda ao alvorecer. É um deleite simplesmente descansar e ouvir enquanto, um por um, outros chilreios vão se somando ao dele. Os pássaros também estão a despertar, e agora se ouve um coro de gorjeios.


Há duas teorias sobre o que significam esses trinados. Por muitos anos, acreditei que as aves gorjeavam ou cantavam porque eram felizes. Eram felizes por causa do companheirismo, do alimento e da sua casa nas árvores. Apenas recentemente li sobre a segunda teoria, segundo a qual esse é o momento dos comandos, das ordens e dos planos para o grupo.


Gosto das duas ideias. Primeiro, não é maravilhoso ser feliz e poder cantar por causa disso? Vamos pensar a esse respeito no nosso caso. Não, eu não canto bem, mas posso ser feliz e demonstrá-lo com sorrisos e animação. Sou feliz quando há cerejas no mercado ou quando alguém elogia um programa que apresentei na igreja, ou coisas assim. Sou feliz por causa da minha casa – meu lar. Moro nela há longo tempo. Ela fala de mim e da vida de minha família: as fotografias, os trabalhos artísticos dos meus filhos, as lembranças das nossas viagens e até as confortáveis cadeiras gastas. Receber os filhos que voltam para casa a fim de nos visitar é uma das nossas maiores alegrias.


Mas também imaginei, enquanto ouvia os pássaros, que eles estavam planejando o seu dia. Talvez até expressem opiniões quanto a quem quer fazer o quê. E, depois de algum tempo, o coro de gorjeios vai perdendo volume, à medida que as aves saem voando para começar o dia.


O que é o cântico das aves? Bem, gostaríamos de entender do que se trata. Mas disto nós sabemos: o Senhor vê até a queda de um pardal. Pense em quanto mais Ele cuida de você. Bom, nós também precisamos fazer planos e partir para o trabalho do dia. Com a bênção do Senhor, vamos cantar também.


Dessa Weisz Hardin


3 de maio quinta

 

Cuida da minha amiga

 

Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como
teve compaixão de ti. Marcos 5:19

 

O telefone está tocando. É um som familiar que programei para as ligações de Celeste. Corro, entusiasmada, para atender, e digo “Alô”.

Nenhuma resposta. Meu coração dispara. Sei que a resposta deve ser que o exame deu positivo. Alguns momentos depois, sua resposta lacrimosa o confirma. Ela tem câncer de mama. Como pode um momento mudar a vida de uma pessoa? Enquanto ainda aguarda no consultório médico, ela me dá os detalhes, os fatos que acaba de saber. Estou chocada.


Desliguei o telefone e me sentei ali, assimilando a informação. Ela estivera fazendo exames de um nódulo que encontrara na mama. Toda vez que mandava examiná-lo, ela me ligava para dar o resultado, sem imaginar que acabaria dessa maneira.


Lembro-me de quando me mudei para o Tennessee. Eu sabia que era ali que eu devia estar, pois a guia de Deus fora clara. Mas foi triste o momento de deixar meus amigos, especialmente Shellie. Somos praticamente parentes.


Quando me mudei para Tennessee, orei pedindo uma companheira do coração, uma alma gêmea, sem sonhar que o Senhor responderia a uma oração tão simples como essa. Não pensei nisso até conhecer Celeste. Era parecida com Shellie, mas em muitas maneiras, diferente. Ela tem sido uma grande amiga, confidente e apoiadora. Foi por isso que a notícia representou um golpe. Ela é como irmã para mim, e me dói o fato de que ela tenha que enfrentar essa batalha.


Ela e eu nos divertimos muito juntas. Ela me apoia em toda atividade que eu decidir empreender, seja qual for, mesmo que ela não participe diretamente. Então, aqui estou na extremidade da linha telefônica, sentindo-me incompetente como amiga para enfrentar a tarefa. Ela se sairia melhor deste lado.


Senhor, Tu sabes que eu amo Celeste, mas sei que a amas ainda mais. Por favor, sê com ela e conforta-a, e, se for da Tua vontade, cura-a. Por favor, guia meus atos e ajuda-me a ser a amiga que ela tem sido para mim. Muito obrigada pelos muitos, muitos amigos que me deste. Não permitas que eu aja de modo indiferente com nenhum deles. Amém!


Mary M. J. Wagoner-Angelin

 

4 de maio sexta

 

Paz para os apressados

 

O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre. Isaías 32:17

 

Sexta-feira foi um daqueles dias. Gosto de forno e fogão, e as pessoas dizem que sou boa nos dois. Planejei fazer um pouco dos meus bolinhos de abóbora com farofa de maçã. Como o meu forno do porão assa melhor que o da cozinha, desci a escada para acendê-lo e depois subi de volta para fazer a mistura da massa do bolo. Dentro de poucos minutos, um aroma celestial subiu a escada – fazendo-me lembrar de que eu me esquecera de tirar a granola que havia sido preparada antes. Corri de novo para baixo e tirei a granola do forno. Felizmente ela não queimara até virar carvãozinho, como numa outra ocasião em que pratiquei o mesmo truque.


Deixei a granola esfriando e voltei para bater a massa. Depois de colocar os bolinhos no forno, comecei a trabalhar em outra receita. Ai, não! Eu me esquecera de colocar a farofa sobre os bolinhos! Disparando escada abaixo, raciocinei que as formas não tinham ficado tempo suficiente dentro do forno para aquecerem. Abri o porta do forno e peguei as formas com as mãos desprotegidas. Que insensatez! Ao recolher instantaneamente as mãos das formas quentes, uma delas emborcou e esvaziou seu conteúdo sobre a porta do forno, o interior do forno e em todos os cantinhos dele. Que bagunça! Desliguei o forno para deixá-lo esfriar um pouco, a fim de poder passar os 20 minutos seguintes limpando tudo.


Depois de despejar novamente a massa dos bolinhos, e me lembrando desta vez de acrescentar a farofa, coloquei-nos no forno para assar. Trinta minutos mais tarde, quando o relógio deu o sinal, desci a escada só para encontrar os bolinhos crus. Eu me havia esquecido de ligar o forno depois de limpá-lo!


Comecei a achar que alguém tentava dizer-me que eu não devia fazer bolinhos naquele dia. Então, toda aquela situação ridícula ficou engraçada, e meu esposo e eu demos boas risadas. Os bolinhos, por fim, ficaram bons.


Talvez eu deva desacelerar e organizar minha vida num ritmo menos estressante. Talvez possamos encontrar humor e paz nas piores situações. Deus é bom. Mantendo nEle meu foco e permitindo que Ele realize Seus planos para minha vida, Ele e eu, juntos, podemos ser vencedores. E, através da Sua guia, poderei experimentar a serena paz que Ele tem para mim.


Barbara Horst Reinholtz


5 de maio sábado

 

Ninho de pintassilgo

 

Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida. [...] Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Mateus 6:25, 26

 

Já que as aves não se preocupam consigo mesmas, talvez não nos devamos preocupar com elas também. Mas no último Dia das Mães eu me preocupei. Eu tinha flores para plantar e, quando fui para o quintal, uma ave saiu voando rapidamente de algum lugar. Mas plantei cravos, petúnias e alisso na primeira floreira.


A outra floreira estava cheia de amores-perfeitos que renasceram das plantas do ano anterior. Eu acabava de parar para admirá-los quando vi um ninho com três ovos. Dali foi que o passarinho tinha voado! E foi então que fiquei ansiosa. Receei que pudesse ter espantado a mamãe passarinho para sempre, ou talvez os ovinhos tivessem esfriado enquanto ela se ausentara do ninho durante todo o tempo em que fiquei plantando. Saí rapidamente. Espiando pela janela da cozinha, vi um pintassilgo chegar e pousar sobre a borda da floreira, olhar ao redor e desaparecer entre os amores-perfeitos.


Nesse instante, concluí que ela não havia escolhido um bom local, pois nossos gatos costumam andar pelo quintal. Achei que, quando chovesse, a mamãe passarinho fosse ficar molhada demais ou o ninho se enchesse de água, e assim meu marido estendeu um toldo sobre a floreira para desviar a chuva do ninho. Agora nos sentíamos melhor. Mais tarde, quando espiei para fora, vi três filhotinhos de pássaro. Pela janela, observei mamãe e papai ocupados, trazendo-lhes alimento. Mas ainda me preocupava achando que os gatos encontrariam os filhotes, até percebermos que os bebês não davam um pio. Os gatos andavam de um lado para o outro, sem saber do segredo.


Num domingo ensolarado, três semanas depois de ter visto os ovos pela primeira vez, procurei arrancar algumas ervas daninhas um pouco mais longe, porém a mamãe e o papai passarinho ficavam me repreendendo. Essa foi a única vez em que tive a curiosidade de saber se as aves se preocupam. Os filhotes estavam bem maiores e já enchiam demais o ninho. Na manhã seguinte, bem cedo, todos haviam ido embora. Tinham idade suficiente para voar.


Para onde teriam ido? Essa passou a ser a minha preocupação, mas decidi que chegara o momento de eu confiar em Deus, assim como a mamãe e o papai passarinho haviam feito o tempo todo.


Lana Fletcher


6 de maio domingo

 

A mãe que ora

 

Levantam-se seus filhos e lhe chamam ditosa; seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas
sobrepujas. Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada. Provérbios 31:28-30

 

Cedo de manhã coloquei a bagagem no porta-malas do carro e, com uma oração, parti para a viagem de três horas até o aeroporto. Sentia-me cansada, mas tinha um ótimo livro em áudio e isso me manteria acordada durante o percurso.


Depois de duas horas de viagem, vi um belíssimo cervo. O problema era que ele estava exatamente diante do meu carro! Tentei parar. Toquei a buzina – tudo inútil. Por infelicidade, aquela maciça criatura morreu instantaneamente. Fiquei assustada, mas grata por ainda estar viva. Meu carro anunciava os danos, enquanto várias luzes se acendiam no painel e uma fumaça saía por baixo do capô.


Dentro de minutos, as luzes da polícia rodoviária da Pensilvânia surgiram atrás de mim. Um bondoso policial me distraiu enquanto tomava minhas informações. Pouco depois, o motorista do caminhão-guincho me informou que meu carro havia sofrido perda total.


Eu me encontrava a duas horas de casa e a uma hora do aeroporto. Eram 3h15 da manhã – eu devia dizer da noite – e não sabia onde estava nem quem estaria acordado àquela hora para me auxiliar. Esperei até às 6 horas e então telefonei para minha mãe. Não lhe contei sobre o acidente, mas casualmente lhe perguntei se ela acabava de acordar. Como é seu hábito, ela contou que havia levantado no meio da noite para orar por mim. Novamente perguntei quanto ao horário em que ela teria levantado. Foi a hora do meu acidente! Quando lhe contei que, naquele momento, o carro havia sofrido perda total, tive certeza daquilo que já sabia: foram as orações da minha mãe que me preservaram a vida.


Sou muito abençoada por ser filha dessa mulher incrível que vive ajoelhada. Eu me levanto e lhe chamo ditosa. Sim, Jesus ainda ouve as orações das mães.


À medida que o Espírito sugere, ore por aqueles a quem você ama. Creio que estamos vivendo nos últimos dias deste mundo desmantelado, e nossas orações são necessárias agora, mais do que em qualquer outro tempo. É importante que as mães orem, mas é ainda mais vital que todas as mulheres, independentemente da idade, passem tempo em oração. Pense no quanto isso faz diferença!


Sharon Michael


7 de maio segunda

 

Olhar para cima

 

Quando essas coisas começarem a acontecer, fiquem firmes e de cabeça erguida, pois logo vocês serão salvos. Lucas 21:28, NTLH

 

É começo de maio e não posso evitar algumas lembranças. Há três anos, eu me encontrava num hospital para politraumatizados, após um acidente de carro quase fatal. Não podia me virar de um lado para outro por causa dos numerosos tubos ligados ao meu corpo. Tudo o que podia fazer era olhar para cima – para além do esterilizado teto branco, para o Pai celestial misericordioso, atencioso e amoroso a quem podia entregar implicitamente meu futuro. Isso me deu uma paz incrível.


Não podia ler, mas ouvia música durante boa parte do dia. Os fones de ouvido me traziam cânticos arrebatadores daquele Céu e daquela Pátria que, por fim, serão meus, seja o que for que meu futuro imediato me trouxer.


Ao refletir sobre o cuidado amoroso de Deus em me preservar a vida, não pude deixar de ter curiosidade sobre o futuro. Teria eu a oportunidade de observar as aves em minha caminhada diária de três quilômetros? Conseguiria continuar tocando piano para várias igrejas e organizações comunitárias? Teria condições de viajar, especialmente para visitar minha família distante? Seria curada ou ficaria com limitações físicas?


Eu sabia que, inicialmente, Deus havia poupado minha vida de modo miraculoso, mas nunca teria sonhado em quão maravilhosamente Ele me curaria. Quando meus netos atravessaram o país para visitar-me, três meses mais tarde, pudemos caminhar devagarinho pela trilha de um quilômetro e meio, e voltar.


Nos quatro meses durante os quais meu pescoço fraturado ficou imobilizado com uma coleira, meu esposo contava a boa notícia de que minha condição melhorava definidamente (porque eu não podia olhar para baixo). Eu só podia olhar para cima e ver um futuro brilhante. Quando a coleira foi removida, o médico se espantou ao ver que minha variedade de movimentos estava normal. Nem sequer precisei de fisioterapia!


Haverá lutas para todas nós antes que Jesus venha, mas elas nos darão oportunidades preciosas de olhar para cima e sentir a presença do nosso Pai. Nesse meio-tempo, durante qualquer período de provação, podemos olhar para cima, manter erguida a cabeça e saber que algum dia, em breve, estaremos livres deste planeta amaldiçoado pelo pecado. Não importa o que este dia lhe trouxer, não se esqueça de olhar para cima!


Donna Lee Sharp


8 de maio terça

 

O intérprete

 

Estarei com eles nas horas de aflição. Eu os livrarei e farei com que sejam respeitados. Salmo 91:15, NTLH

 

Minha filha e eu tivemos o privilégio de participar de uma viagem missionária às Filipinas, onde passamos algum tempo numa vila montanhosa, remota e primitiva. As pessoas falavam tagalog, um idioma local. Nós nos comunicávamos principalmente através de intérpretes.


Para chegar ao nosso destino, viajamos até onde o jipe pôde nos levar, e de lá foram duas horas de caminhada pela montanha até a vila. A caminhada era por trilhas estreitas e íngremes. Atravessamos várias pontes de bambu e passamos por rios, desviando-nos ocasionalmente para o mato a fim de permitir que os aldeões locais passassem montados em cavalos ou caribus, às vezes chamados de búfalos da água. Foi uma experiência maravilhosa.


Após alguns dias morando em nossa cabana de bambu e adaptando-nos a uma vida primitiva de montanha, chegou o momento de minha filha e eu retornarmos à cidade principal, ao pé das montanhas. Um casal local foi solicitado a nos acompanhar até a “estrada”, onde seríamos recebidas pelo pastor e seu amigo, que nos levariam à cidade de moto. Os dois falavam só tagalog, e minha filha e eu, inglês, sabendo apenas algumas palavras no idioma deles. Quando chegamos ao fim da trilha, não vimos ninguém conhecido para nos receber. Dois indivíduos de aparência rústica, andando de moto, gesticularam para que os acompanhássemos. Minha filha e eu nos olhamos e, pela primeira vez durante a viagem, nos sentimos apreensivas.


Era grande o desafio de tentar comunicar-nos, quando minha filha disse: “Precisamos orar agora mesmo!” Seguramos as mãos uma da outra e inclinamos a cabeça, enquanto eu entregava ao Pai celestial nosso dilema e preocupação. Quando abrimos os olhos, um rapaz estava em pé, à nossa frente, muito corado e ofegante. Seu inglês era bastante limitado, mas conseguiu nos dizer que o pastor se atrasara. O capitão da vila nos convidou gentilmente para entrar e nos serviu alimento enquanto aguardávamos.


Essa experiência me fez lembrar da natureza onipresente do nosso amorável Pai, que conhece nossas necessidades e nunca falha em preparar uma via de escape, se simplesmente clamarmos a Ele.


Beverly D. Hazzard

 

9 de maio quarta

 

Agora ela tem 8 anos

 

Em Ti, Senhor, me refugio. Salmo 71:1. Pois Tu és a minha esperança, Senhor Deus. Salmo 71:5


Seis horas da manhã. Horário de Londres. O voo de Washington para Londres havia ficado para trás. Encontrava-me agora em outra longa fila para os procedimentos de segurança, esperando passar pelo detector de metal enquanto minha mala passava pelo raio X. Passei. Minha mala não.


Um guarda perguntou se podia examinar a mala. Longo tempo depois, fui liberada pela segurança. Duas horas mais tarde, embarquei no voo para Nairóbi. Apenas nove horas e meia de viagem. Li. Almocei. Assisti a um filme numa tela de quatro polegadas. Dormi. Acordei e li mais um pouco. Trocando meu assento do corredor por outro junto à janela, contemplei as areias alaranjadas do deserto do Saara. Escureceu. Estávamos chegando.


Em Nairóbi, entrei noutra fila. Uma longa e suarenta hora depois, meu passaporte foi carimbado e recebi o visto. Trinta minutos mais... onde estavam minhas malas? Finalmente – o último posto de controle. Para fazer essa longa viagem, você precisa realmente querer ir ao Quênia, e eu queria mesmo.


Apenas quatro meses antes, minha filha e sua família haviam passado três semanas nos Estados Unidos. Fui com eles a uma reunião campal e tirei mais tempo de férias para passar com nossos netos. Um dia, Larissa parou de esculpir um minúsculo dinossauro saindo da casca do ovo de massinha e, olhando para cima, perguntou: – Você vai à minha festa de aniversário de 8 anos?


Que pergunta! Eu gostaria muitíssimo de ir – não fossem os 13.000 quilômetros de distância.


Agora, meu genro está entrando na garagem. E agora vejo minha filha e neta pela janela da sala. Viro a maçaneta e empurro a porta para abri-la. Larissa começou a rir, dando pulos e correndo pela sala. Eu a agarrei para um grande abraço. Os braços dela me apertaram o pescoço; as pernas rodearam minha cintura.


Dois meses antes, a mãe dela me havia mandado um e-mail: “Ela acha que você virá. Ela pediu, e por isso acha que você vem.” Minha singela resposta: “Vou mesmo. Ela me pediu.”


Não gosto de lições espirituais rebuscadas, mas me arrisco a criar uma aqui. Há muitas razões boas para anelarmos ir para o Céu. Uma é muito importante para mim: Deus pediu que fôssemos. E valerá a pena passar por inconveniências muito maiores do que as que enfrentei nessa viagem.


Penny Estes Wheeler


10 de maio quinta

 

Tempestade à vista

 

Cobrir-te-á com as Suas penas, e, sob Suas asas, estarás seguro. Salmo 91:4

 

O dia 10 de maio de 2008 foi ensolarado e quente, um típico dia de primavera em Atlanta, Geórgia. Os programas do sábado tinham sido bons e, no fim do dia, meu esposo e eu voltamos para casa exaustos e prontos para dormir. Eu estava entusiasmada, aguardando a chegada de Ellie, minha amiga havia mais de 30 anos. Ela chegaria da Califórnia para uma visita na segunda-feira. Eu tinha programado minha ausência no trabalho, e nós relaxaríamos e nos divertiríamos.


No sábado à noite, estava tudo calmo quando nos recolhemos. Mal sabíamos, porém, que um furacão não previsto vinha em nossa direção, o pior em mais de 50 anos. Meu esposo me acordou por volta das duas da madrugada. Ele tinha acordado com o som de chuva pesada e vento, que dava a impressão de ser “um trem de carga”, como ele o descreveu. Não ouvi o vento e, por ter-me acostumado com os aguaceiros da Geórgia, virei-me e voltei a dormir. Nós dois dormimos. Tudo estava calmo quando acordamos na manhã de domingo. Mas, ao olharmos pela janela, vimos, apavorados, fragmentos de telhados, vidro quebrado, enormes vigas de madeira e todo tipo de entulho espalhados por toda a vizinhança. Vestindo-nos rapidamente, examinamos nossa casa por dentro e por fora, à procura de danos. Logo notamos que não havia energia elétrica. Saímos para unir-nos aos vizinhos que recolhiam escombros.


Por sorte, havia danos mínimos em nossa casa, em comparação com árvores arrancadas pela raiz, cercas derrubadas e grandes estragos em outras casas do bairro. Várias haviam sido demolidas. Veículos da emergência chegavam e helicópteros sobrevoavam a área. Logo percebemos que havia danos extensos. A polícia instalou uma sede móvel, no esforço de manter afastados os espectadores. Olhando ao redor, podíamos apenas balançar a cabeça e agradecer a Deus – não só por ter protegido nossa casa, mas por haver-nos poupado a vida, pois não houve registro de vítimas fatais.


Quanto à Ellie, telefonamos para ela naquela noite para contar o ocorrido, e ela decidiu manter o plano de chegar na segunda-feira. A despeito da devastação da tempestade, a visita foi muito agradável. Meu esposo e eu continuamos louvando a Deus por Sua bondade e proteção.


Gloria Stella Felder


11 de maio sexta

 

Lembranças vívidas

 

Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes. Mateus 25:40

 

Era uma região muito antiga da cidade. Lembro-me daquele dia, há tanto tempo, quando eu era uma criança de uns cinco anos de idade. Meus pais me levaram àquela parte da cidade porque ali morava o pai da minha mãe. Ao entrarmos no prédio desbotado, vi vários homens deitados sobre catres, com o que parecia longos tubos de uns 30 cm nas mãos. Eu nunca antes havia visto algo parecido. Olhando mais de perto, vi que os homens sopravam numa extremidade do tubo e a água dentro do tubo borbulhava. Mais tarde, fiquei sabendo que aquilo era um narguilé, um aparato para fumar, no qual a fumaça é aspirada através de um recipiente de água, e resfriada antes de alcançar a boca. Essa era uma forma de relaxamento para o vovô, que sempre se sentiu sozinho depois que vovó foi para a China e ele nunca mais ouviu falar dela, depois que a China foi invadida pelo Japão.


Como não havia cadeiras, meus pais e eu simplesmente ficamos por ali enquanto eles conversavam com o vovô, que só falava chinês. Logo fiquei cansada de estar em pé e minha mãe me deu uma laranja, dizendo que eu podia ir para a calçada do lado de fora e comer a fruta. Não havia ninguém por perto enquanto eu descascava a laranja, e como não vi latas de lixo, simplesmente joguei as cascas na calçada. Porém, saindo não sei de onde, apareceu uma criança de rua, suja e desalinhada, com roupas que certamente precisavam ser lavadas. Para meu espanto, essa pessoa – que parecia uma menina – pegou rapidamente as cascas da laranja e começou a devorá-las. Fiquei olhando, atônita, pois nunca tinha visto alguém comer cascas de laranja, e sabia que tinham gosto amargo. A menina comeu tudo e, quando terminou, sumiu rapidamente.


A caminho de casa, contei à minha mãe o que tinha visto e ela disse: “Sim, existem pessoas tão pobres que comem qualquer coisa.”


A mídia, hoje, apresenta cenas trágicas de crianças morrendo de fome, com o estômago distendido e até moscas andando pelo rosto delas. Fico feliz pela oportunidade de dar dos meus recursos para ajudar não só os famintos, mas os enfermos e solitários como meu velho avô. Jesus nos disse, em Sua Palavra, que aquilo que fazemos para ajudar os outros é como se fosse feito para Ele.


Aileen L. Young


12 de maio sábado

 

Mais testes

 

Tudo posso nAquele que me fortalece. Filipenses 4:13“

 

Nunca desista, nunca desista, nunca, nunca, nunca.” Essas são as palavras do famoso discurso proferido por Sir Winston Churchill. Eram também minha fórmula, enquanto eu lutava para conseguir um título de pós-graduação.


“Mamãe, não entendo por que você se esforça tanto para obter um título a fim de ser escritora. Tudo de que a senhora realmente precisa para escrever é uma imaginação criativa”, disse meu filho adolescente.


“Bem, se eu estudar e conseguir um título, posso merecer mais credibilidade da parte dos editores, como escritora que estudou o assunto.” Essa foi minha declaração defensiva para apoiar meu empenho.


Aos 50 anos de idade, obtive o grau de bacharel em Jornalismo e o título abriu uma porta para uma nova carreira. Mudei o rumo da carreira, de assistente administrativa para funcionária do serviço na área da família. O reembolso das mensalidades da universidade foi um benefício adicional do emprego.


Inscrevi-me para a pós-graduação, fui aceita e comecei o mestrado em inglês. Contudo, depois de concluir o curso, havia mais um obstáculo. Eu precisava prestar um exame abrangente e ser aprovada.


No dia do exame, perdi a resposta a uma das perguntas sobre dissertação, devido a um disquete defeituoso, e tive um ataque de ansiedade quanto à minha capacidade de completar o restante da prova no tempo designado para ela.


Várias semanas mais tarde, recebi o resultado e soube que havia fracassado no exame. Fiquei arrasada! Tive uma segunda oportunidade de fazer a prova. Reestudei o material e me senti confiante de que me sairia muito melhor do que antes. Apesar da minha impressão de que dessa vez seria mais fácil, falhei de novo. Foi necessária uma permissão especial do meu conselheiro acadêmico para poder prestar mais uma vez o exame. A permissão foi negada. Então, protocolei um recurso, escrevendo uma carta ao reitor da universidade solicitando permissão para, mais uma vez, fazer o exame. Foi dada a permissão.


Orei bastante e fiz o exame de novo. Fui aprovada! Eu havia seguido a fórmula de Churchill: “Nunca desista”. Semanas mais tarde, marchei orgulhosamente até a plataforma e recebi meu título de pós-graduação. Foi minha fé que me sustentou; eu sabia que Deus me dera a paciência e a sabedoria para prevalecer. Jamais desista. Jamais!


Fartema M. Fagin


13 de maio domingo

 

Dia das Mães

 

Aconselhe também as mulheres mais idosas a viverem como devem viver as mulheres dedicadas a Deus. [...] Que elas ensinem o que é bom, para que as mulheres mais jovens aprendam. Tito 2:3, 4, NTLH

 

–Vou comprar cartões para o Dia das Mães – comentei em voz alta, enquanto me preparava para almoçar.


– Quanto tempo você leva para escolher um cartão? – perguntou meu colega, rindo. – Você lê tão devagar!


Também ri, enquanto juntava minhas coisas para sair.

 

– Mas preciso de um pouco mais de cartões – uns 35 ou 40 – disse eu, brincando.


Ele ficou de boca aberta. – O quê? Você foi criada por uma vila inteira?


Pensei nesse comentário enquanto esperava que o elevador chegasse. O Dia das Mães é comemorado em muitas nações ao redor do mundo. Algumas têm uma data específica, como na Grécia, dia 2 de fevereiro; Azerbaijão e Romênia, 8 de março; El Salvador, 10 de maio; Panamá, 8 de dezembro. Outros países designam o segundo domingo de maio, como Austrália, Belize, Brasil, Nova Zelândia, Estados Unidos, Zimbábue, para nomear alguns. Em sentido amplo, é observado como o momento de prestar tributo a quem desempenhou o papel de “mãe” na vida de alguém, quem quer que tenha sido. A cada ano, olho para trás e me lembro com respeito e apreço das muitas mulheres que o Senhor permitiu cruzassem meu caminho quando mais precisei delas. Suas palavras foram de sabedoria, ou me fizeram ver uma situação com mais clareza, ou sua mente calma e equilibrada me fez enxergar lá adiante, ou se expressaram com objetividade. Outras, simplesmente, externaram remorsos, esperando que eu atentasse para seus conselhos e evitasse passar pela mesma dor que elas sofreram.


Teria eu entendido sempre, e sido reconhecida? Não; mas, como sempre, o Senhor sabia exatamente de que eu estava precisando e quando estava precisando, e tomava as providências no momento – por intermédio de um “vaso” disposto a ser usado por Ele. Algumas dessas mulheres apenas passaram pela minha vida, enquanto outras se tornaram personagens permanentes, ocupando uma parte do meu coração. Mas, no caso de cada uma, sinto-me grata, além de honrada por tê-las encontrado e conhecido.


Senhor, muito obrigada por haveres providenciado Mães em Sião. Elas são a Tua voz quando não podemos ouvir, e Teus braços para sacudir-nos, se necessário, e sempre para nos abraçar e encaminhar.


Maxine Williams Allen


14 de maio segunda

 

Lembre-se!

 

Recordarei os feitos do Senhor; recordarei os Teus antigos milagres. Salmo 77:11, NVI

 

A Bíblia nos admoesta a recapitular a história, a recordar o trato de Deus e ensinar aos nossos filhos as lições que daí extraímos. Conhecemos melhor a Deus quando vemos Sua atuação ao longo de um período de tempo, e nos baseamos na sabedoria do passado, evitando as arapucas.


Estou escrevendo da Universidade Sahmyook, na Coreia do Sul, onde meu esposo veio lecionar por um semestre – 50 anos depois de termos vindo para cá como missionários. Naquela época, esta era uma instituição com 150 alunos, no curso de dois anos de treinamento pastoral. Antes de partirmos, tornara-se um curso superior de quatro anos. Agora, é uma universidade que oferece programa de doutorado, com aproximadamente 6.000 alunos e muitos departamentos. Poucos países mudaram tanto. Os estudantes de hoje têm pouca ideia de como seus pais viveram, de como as famílias foram separadas pela Guerra da Coreia. O colégio era tão pobre que, duas vezes, o diretor procurou as duas outras famílias de missionários e pediu um empréstimo, para que o refeitório pudesse comprar arroz para o almoço daquele dia. Agora, a universidade é próspera.


Naquela época, os missionários eram praticamente os únicos que possuíam carros. Dávamos carona a quem quer que estivesse esperando o ônibus, ao sairmos para atender a algum compromisso, passando por arrozais, pela estrada de terra de uma pista só, a caminho de Seul. Hoje existe uma rodovia de seis pistas. As dez linhas de ônibus de Sahmyook fazem a ligação rápida com estações próximas do metrô, e o espaço para o estacionamento dos carros de alunos e professores já ficou apertado.


O crescimento no campus exigiu muitos prédios grandes e novos. A liderança é coreana, sendo que os estrangeiros lecionam principalmente inglês. Com a exigência de aceitar alguns alunos não cristãos, a universidade tem um capelão para cada 20 estudantes. A cada ano, muitos são batizados.


A igreja coreana envia missionários para o Japão, a China, Taiwan, Mongólia e outros lugares mais.


“Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado” (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 443).


Madeline Steele Johnston


15 de maio terça

 

Encontro inesperado

 

Porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo. 2 Coríntios 2:15, NVI

 

Nosso encontro foi totalmente casual, naquela maravilhosa tarde. A brisa soprava com leveza. Eu a vi pela primeira vez enquanto admirava os galhos da árvore de acerola, cobertos com frutinhas vermelhas lustrosas. Mesmo antes de vê-la, porém, eu tinha consciência de sua presença. Mas agora ela estava diante de mim – impossível ignorá-la. Na verdade, eu não a queria por perto, porque nunca gostei desse tipo. Não era por sua aparência – claro que não! Ela era até elegante e vivaz. Mas era por causa de uma peculiaridade, uma característica que pertencia especificamente a ela: seu modo de saudar quem estivesse por perto. A impressão que tenho é de que ela reage como se todos fossem inimigos e, portanto, tenta afugentá-los. Isso não me agrada. Certamente não! É impossível pensar que alguém possa ser cativado por uma criatura desse tipo. Contudo, devo admitir que, ao vê-la entre frutas, um novo sentimento floresceu em minha mente.


Ah, me esqueci de apresentá-la a você! Essa criaturinha verde da qual estou falando é uma... uma... perdão, não sei seu nome verdadeiro, isto é, o nome científico. O nome pelo qual é comumente conhecida é maria-fedida. É isso! É por causa do forte cheiro que emite quando algo entra em contato com ela que lhe tenho aversão.


Não me pergunte por que lhe deram o nome de “maria”, pois certamente a espécie inclui machos. Sinceramente, não sei se naquele dia encontrei uma pequena Maria ou, quem sabe, um pequeno Mário. Isso, porém, não importa. A parte mais interessante é que descobri nessa criaturinha pelo menos três lições valiosas. Primeira, somos todos diferentes e devemos aprender a respeitar um ao outro, apesar das nossas diferenças. Deus nos fez desse modo. Segunda, em vez de fixar-nos na aparência, devemos prestar atenção especial às nossas palavras, aos gestos e à maneira pela qual nos relacionamos com os outros. Que nosso lema seja sempre ser o perfume de Cristo.


Finalmente, que estejamos alerta para repelir rapidamente o inimigo – o pior de todos, Satanás. A maria-fedida reage por instinto. Nós, porém, temos a capacidade de pensar e escolher.


Edileuza de Souza Meira


16 de maio quarta

 

Tua vontade

 

Pai nosso, que estás nos Céus! Santificado seja o Teu nome. Venha o Teu reino; seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu. Mateus 6:9, 10, NVI

 

Eu estava ativamente envolvida em cuidar de pessoas que procuravam asilo em nosso país. Numa sexta-feira à tarde, recebi um telefonema desesperado. O Sr. E, refugiado da África, tinha sido afastado da família, algemado. A polícia o estava levando ao aeroporto, de onde seria deportado para seu país natal.


Acompanhada por uma amiga do grupo de refugiados, fui imediatamente ver a família. A esposa grávida estava desesperada, em choque. Suas duas menininhas choravam e não entendiam por que a polícia tinha levado o pai embora. Tudo acontecera tão rapidamente que ele só conseguiu levar um pouco de dinheiro e a Bíblia.


Muitos amigos africanos se haviam reunido na salinha daquela família. Também receavam a deportação. A atmosfera era deprimente. Minha amiga e eu estávamos envergonhadas pelo tratamento que nossas autoridades davam às pessoas que buscam asilo em nosso país.
Do aeroporto, o Sr. E teve a permissão de telefonar para a família. Depois de falar com a chorosa esposa, ele pediu para falar comigo. Que poderia eu dizer? Eu disse: “Sr. E, tudo o que podemos fazer agora é orar.” Serviria isso de consolo? Então o telefonema foi cortado.


Não me restavam mais palavras, e sugeri que fizéssemos juntos a Oração do Senhor. Nunca me esquecerei dessa oração na salinha cheia de pessoas em busca de asilo. Alguns oraram em seu idioma africano, outros em francês, e minha amiga e eu em alemão. É difícil descrever a situação.


Na manhã seguinte, nada ouvimos sobre o Sr. E, mas no domingo recebemos a incrível informação de que poderíamos buscá-lo no aeroporto. O que acontecera? Quando o avião pousou em Kinshasa, um dos policiais congoleses disse ao Sr. E: “Quando você entrar no país, cortaremos fora a sua cabeça!” Um dos oficiais alemães entendia francês e, percebendo o grande perigo que o Sr. E corria, disse-lhe: “Nós o levaremos de volta à sua família.”


O júbilo em nossa comunidade foi grande! Desde então, a Oração do Senhor tem sido uma oração especial. Como você a valoriza? Ela é dirigida ao Deus do poder.


Edith Haberzeth-Grau


17 de maio quinta

 

Vitória em Cristo

 

Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Coríntios 15:57, NVI

 

Quando me mudei para uma casa nova, encontrei algumas ervas daninhas. Nunca antes eu havia lidado com a erva-capitão e o trevo silvestre. Ambas eram persistentes e se revelaram um grande desafio para mim.


A menos que você remova todo o sistema radicular, essas duas ervas daninhas continuam crescendo. Vez após vez, procurei livrar-me delas. Cavei, trabalhei, e cavei um pouco mais. Sempre que eu não via mais sinais visíveis de sua presença, achava que finalmente vencera a batalha, só para vê-las aparecendo de novo. Por fim, soube de um produto destinado a matar as ervas daninhas sem danificar as flores. Depois de lutar diligentemente para remover as ervas, com raiz e tudo, usei o produto. Funcionou muito bem.


Os maus hábitos são como ervas daninhas no jardim do caráter. Suas fortes raízes vão fundo, tornando difícil eliminá-las. Em primeiro lugar, tomamos conhecimento de sua existência. Então, vem o desejo de nos livrarmos deles. Depois disso, devemos envidar um verdadeiro esforço para removê-los da nossa vida. Não é fácil essa tarefa. Dizem que levamos 21 dias para formar um hábito – alguns especialistas dizem 40. Se demora todo esse tempo para formar um hábito, provavelmente leve pelo menos esse mesmo tempo para livrar-nos dele. Com frequência, ficamos desanimadas e desistimos.


À semelhança do meu esforço com relação às ervas daninhas, devemos permitir que outro agente entre na história. Mediante o Espírito Santo, Deus está sempre disposto a nos dar a vitória. Precisamos apenas ir a Ele, reconhecendo nossa impotência e a necessidade de Sua graça, para podermos vencer. Ele pode transformar todo fracasso em vitória, quando Lhe permitimos mudar nosso coração e nossa mente para que se tornem semelhantes aos de Cristo Jesus. É a única solução garantida.


Mesmo então, a vitória pode não ser instantânea, mas não nos devemos desesperar. Muitos versos na Bíblia nos exortam a resistir até o fim para sermos salvos. Esse princípio também se aplica para nos livrar de todos os nossos hábitos indesejáveis e mundanos. Com a entrega completa, seremos vitoriosos!


Você não se sente feliz por servir a um Deus suficientemente poderoso para nos dar a vitória sobre cada hábito nocivo, quando colocamos nossa mão na dEle?


Marian M. Hart


18 de maio sexta

 

Atoleiro oculto

 

Clame a Mim no dia da angústia; Eu o livrarei, e você Me honrará. Salmo 50:15, NVI

 

Estávamos num acampamento de férias no Parque Estadual Richard B. Russell, ao norte da Geórgia, quando decidimos fazer uma caminhada por uma trilha no meio do bosque. Andamos alguns quilômetros e, por fim, saímos junto a um lago. Tomamos a trilha que serpenteava à esquerda e acompanhava o lago. Continuamos caminhando até chegar a uma pequena praia, e descansamos por algum tempo.


Quando olhamos o relógio, nos surpreendemos porque a tarde havia passado tão rapidamente, e começamos a voltar ao acampamento. Decidimos tomar o que nos pareceu um atalho ao longo da margem do rio, para podermos estar de volta antes de escurecer. Meu neto Luke ia na frente. Tudo foi bem, até que ele chegou a um lugar coberto com capim alto. De repente, nós o ouvimos gritar. Ele havia caído num atoleiro e estava afundado até a cintura, num lodo espesso. Meu esposo correu à minha frente para ajudar Luke, mas, quando tentou tirá-lo de lá, caiu também. Quando os alcancei e percebi o que acontecera, estendi o braço na direção deles, mas o solo era macio demais, e retrocedi.


Meu esposo conseguiu agarrar uma raiz de árvore. Mandou que Luke se agarrasse ao seu cinto e ficasse firme. Enquanto tentavam sair, viram que o lodo espesso não queria soltá-los. Foi uma luta e tanto, mas, por fim, ficaram livres. Estavam cobertos de barro, da cabeça aos pés, e decidimos voltar para o lago, onde a terra era firme, a fim de que pudessem se lavar. Quando chegamos de volta ao acampamento, estava escurecendo, mas foi grande a nossa alegria por estarmos em “casa”.


A vida é cheia de atoleiros escondidos, armadilhas de Satanás para nos apanhar. Algumas são físicas e algumas são espirituais. Pode ser uma situação em que alguém esteja espalhando mentiras a nosso respeito. Em todas essas situações, é difícil livrar-nos por nós mesmos, e é difícil saber o que fazer. É importante permanecer alerta, especialmente nesta época em que estamos tão perto da vinda de Jesus. Quando nos vemos num atoleiro, seja espiritual, seja físico, podemos sempre clamar ao Senhor por socorro. Ele nos ajudará a encontrar uma solução ou saída. Se nosso atoleiro escondido é causado por pessoas, lembremo-nos de orar por elas e por sua salvação, bem como pelo nosso livramento.


Célia Mejia Cruz

 

19 de maio sábado

 

Na hora e no lugar certos

 

Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem. Gênesis 50:20, NVI

 

Eram quase dez horas naquela noite de sexta-feira, e eu estava muito cansada enquanto percorria os 9,5 quilômetros de uma estrada escura e sinuosa, voltando do ensaio do coral para casa. Embora essa estrada não tivesse postes de luz ou acostamento, frequentemente eu tomava esse atalho. Sempre agradecia a Deus a proteção, enquanto Ele conduzia meu fiel carro ao longo dessa rua perigosa, com mão dupla. Por vários dias, meu carro de 10 anos andava fazendo uns ruídos estranhos e eu havia planejado levá-lo ao mecânico, mas não o fizera. Cheguei à minha casa com segurança, e imediatamente fui dormir, já que precisava levantar cedo na manhã seguinte para ir à igreja.


O sábado amanheceu claro e ensolarado. Enquanto dirigia, pensei na parte que iria desempenhar durante o culto na penitenciária, mais tarde, naquele dia. Na metade do percurso daquela mesma estrada de voltas e curvas, olhei pelo espelho retrovisor e vi um policial me seguindo. Embora não estivesse correndo, ainda fiquei ansiosa. Pensei que teria que dirigir vários quilômetros mais, com ele atrás de mim, porque a faixa amarela dupla indicava ultrapassagem proibida na extensão daquela via. Quase imediatamente após pensar em meu desconforto por ter um policial dirigindo atrás de mim, meu carro parou, morreu. Não se movia. Quando o tráfego começou a se avolumar, o policial saiu do carro dele e veio até o meu lado para perguntar qual era o problema. Quando lhe disse que o carro nem arrancava nem dava marcha a ré, ele começou a orientar o trânsito ao meu redor.


Acontece que, naquela manhã, um grupo de operários da construção estava preparando a área onde seriam construídas algumas casas. O policial mandou que os homens empurrassem meu carro até um lugar seguro.


Enquanto eu acenava e agradecia ao policial e aos outros homens, fiz uma oração de agradecimento pela misericórdia de Deus. Nem imagino o que teria acontecido naquela estrada escura, na noite anterior, enquanto eu dirigia sozinha. Durante as numerosas vezes em que andei por aquela estrada, nunca antes havia sido seguida por um policial, nem houvera um lugar que servisse de acostamento. Embora eu esperasse algo negativo quando o carro parou, Deus sabia do que eu estava precisando e mandou o auxílio no momento certo!


Charlene M. Wright

 

20 de maio domingo

 

Mensageiro do evangelho

 

Ainda que eu [...] saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor,
nada serei. 1 Coríntios 13:2, NVI

 

Cerca de uns dez anos atrás, um cão chamado Ragdai foi com seu dono a um lago em Paijauri, a parte mais a noroeste da Rússia. Quando Ragdai notou alguma coisa incomum do outro lado do lago, foi lá olhar. Assim, o nobre cão encontrou um grupo de pesquisadores da natureza, dirigido por meu esposo, Heikki, e ficou ali com eles. O dono do cachorro teve que ir até lá para buscá-lo. Foi assim que os pesquisadores conheceram o artista Anatol Shevnin.


O projeto de pesquisa estava planejado para durar sete anos, e os pesquisadores visitavam o artista a cada verão. Esse foi o início de uma amizade duradoura.


“Não importa quando você vem, ou com quem, ou mesmo que venha sozinho, você é sempre bem-vindo. Nossa cabana é sua, e nós o ajudaremos”, disse Anatol a Heikki. Meu esposo e seu assistente sonhavam com um período de férias com as esposas naquela região isolada. Quando o projeto terminou, Anatol e sua esposa Raisa ficaram tristes porque sentiriam falta das visitas anuais. Isso deu a Heikki e seu assistente a oportunidade de contar acerca do seu sonho de férias. Dois anos depois, o sonho se realizou.


Nesse meio-tempo, nossos maridos haviam organizado uma exposição de arte com a obra de Anatol numa igreja de nossa cidade, na Finlândia. Nessa igreja, Anatol encontrou um exemplar russo de Caminho a Cristo e perguntou se poderia levá-lo. Em nossas férias, levamos uma Bíblia em russo e O Grande Conflito para dar a Anatol e sua esposa.


Partimos para uma caminhada cheia de aventura por florestas, pântanos, lagos e rios. No fim da extenuante caminhada, finalmente chegamos ao campo em que Raisa nos recebeu com um caloroso abraço e uma refeição. Depois, ela nos mostrou nossas camas confortáveis. Queríamos, sem falta, ver o lugar em que o cão Ragdai havia encontrado os pesquisadores. Ragdai tinha morrido, mas fora o mensageiro de Deus. Ele ajudou seu dono Anatol a conhecer o Senhor como Salvador pessoal. Ali, à margem do lago, Anatol erigiu uma enorme cruz de madeira, com a inscrição: “Jesus Cristo, Rei dos judeus; Fiel Senhor”, como memorial da salvação. Se Deus pode usar um cachorro para levar a mensagem do Seu amor, muito mais usará a nós, se permitirmos que o faça.


Aila Rehumäki Kauhanen

 

21 de maio segunda

 

A estrada da vida

 

Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte. Provérbios 14:12, NVI

 

Nosso dia começou cedo, porque tínhamos uma viagem de 14 horas pela frente. Estávamos voltando para casa após visitar nosso filho e sua família.


A viagem de retorno, porém, seria diferente porque levaríamos mais dois passageiros, além de um cachorro. Nosso filho e sua menina de 8 anos viajariam conosco. Meagan estava particularmente eufórica, porque dentro de pouco tempo veria sua priminha de três anos, Jasmine. Elas não se viam com frequência; por isso, seria divertido para as duas. Meagan se entretinha no carro, com brincadeiras de adivinhar com seu pai, quebra-cabeças com labirintos num livro ou simplesmente afagando seus brinquedos de pelúcia. Ocasionalmente, ela perguntava: “Estamos quase chegando?” Uma de nossas paradas foi perto de um riacho da montanha. Fazia bem poder esticar as pernas. Mas em seguida era hora de partir novamente.


Depois de mais algumas horas, Meagan perguntou de novo se estávamos chegando. Respondi que faltavam só mais três horas.


Agora era o pai dela quem dirigia. Já estava escuro, mas nos sentíamos relativamente seguros viajando numa rodovia de quatro pistas. Tínhamos, porém, consciência do perigo de cervos e outros animais silvestres na estrada. De repente, nosso filho viu luzes vindo em nossa direção, na mesma pista. Verificando rapidamente, ele conseguiu passar para a pista da direita, no instante em que um caminhão puxando um trailer passou por nós em velocidade máxima. Perguntamo-nos: O que está pensando esse motorista? Não percebeu que não é uma rodovia de mão dupla? Imediatamente, meu esposo ligou para o 911 e fizemos um retorno na rotatória seguinte. Sendo médico, nosso filho queria estar no local, e disponível, para auxiliar em caso de algum acidente. Então notamos, pelos faróis traseiros do caminhão, que ele havia parado. Teria percebido que estava na direção errada?


Mais um vez, fizemos o retorno e continuamos na direção certa. Estremeci, ao pensar em quão tragicamente poderia ter terminado nossa viagem. Na verdade, Deus ouvira a oração no início daquele dia, e enviara Seus anjos para nos proteger.


Na estrada da vida, nós – ou outras pessoas – podemos estar na direção errada, espiritualmente. Devemos pedir que Deus envie Seu auxílio para lá também, a fim de que nem nós nem elas sofram um acidente fatal.


Vera Wiebe


22 de maio terça

 

A viagem do milagre

 

Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas. Provérbios 3:5, 6, NVI

 

Recentemente, precisei fazer uma viagem para um reunião de anciãos da igreja. O problema era que a reunião seria em Ottawa, e eu não conhecia o percurso, já que é meu esposo quem geralmente dirige em nossas viagens. Mas fui em frente pela rodovia. O trânsito estava leve e os quilômetros se sucediam, enquanto eu cantava com meus CDs. Não tive problema ao me aproximar da cidade; mas, de repente, fiquei com medo de me perder.


Eu havia orado pedindo orientação antes de sair; assim, quando tive o impulso de tomar a Saída 417, fiz isso e me dirigi para a cidade. A guia de Deus estava correta. A rodovia se tornou uma rua. Agora, tudo o que eu precisava fazer era entrar na esquina certa, e a viagem seria um sucesso.


Meu esposo dissera que eu devia tomar a Rua Greenbank. Fiz isso, mas em seguida percebi que ele se enganara. Parei junto ao meio-fio e levei minha situação ao Senhor. Ao virar na Carling, comecei a procurar um posto de combustível. Esperava que o frentista pudesse me orientar. Então, vi um posto. Com espírito de oração, entrei na lojinha.


– Poderia me informar onde fica a Rua Benjamin? – perguntei.


– Não; nunca ouvi falar – disse o funcionário.


Eu estava me virando para sair, quando ouvi uma voz suave: “Vá até o próximo semáforo; não este, o próximo. Vire à direita, continue dirigindo e verá o nome da rua à sua direita”, disse um cavalheiro de mais idade.


Segui as orientações com esperança no coração. Mas, ao entrar na área residencial, comecei a me preocupar. Será que ele estaria certo?

Lembrei-me de que havia orado pedindo ajuda, e agora surgia a dúvida. Ajuda-me na minha falta de fé, pedi ao Senhor. Então, de repente, diante de mim, estava a Rua Benjamin. Agora, era uma simples questão de entrar no estacionamento da igreja. Cheguei em tempo para a reunião.


Como me alegrei! Deus me havia dirigido apesar da minha dúvida. Com demasiada frequência, ficamos impacientes e nos esquecemos de que Deus tem o futuro todo planejado. Precisamos apenas estar atentas à Sua voz.


Patrícia Cove


23 de maio quarta

 

Cuidando da mamãe

 

Antes de clamarem, Eu responderei; ainda não estarão falando, e Eu os ouvirei. Isaías 65:24, NVI

 

Em nossa vida, acontecem coisas através das quais podemos ver a guia de Deus, mas em alguns dias podemos vê-la melhor do que em outros.


Vários anos após o falecimento do meu pai, mamãe perdeu a visão central devido à degeneração macular. Darlene, uma amiga dela, havia acabado de perder o esposo. Ao saber da perda de visão de mamãe, Darlene decidiu ir morar com ela, para fazer-lhe companhia. Esse arranjo ajudou a ambas. Darlene não queria morar sozinha, e mamãe não podia mais continuar com seus passatempos de ler e fazer acolchoados, de modo que Darlene lia para ela, e as duas gostavam da companhia uma da outra. Esse foi o primeiro milagre para ambas.


Oito meses mais tarde, uma amiga minha, Krystal, que enfrentava o divórcio, passou pelo meu escritório para contar que desejava voltar para a área metropolitana e fazer um curso para se tornar massoterapeuta. Mas não contava com recursos para fazê-lo. Depois de discutir um pouco a questão, achei que talvez Krystal pudesse mudar-se para o apartamento do andar de baixo da casa de mamãe, e cuidar tanto dela quanto de Darlene, cuja saúde se deteriorava. Mas, primeiro, eu precisava falar com mamãe e meus irmãos sobre isso. Krystal e eu tínhamos orado juntas, e ela estava para sair quando o telefone tocou. Pedi que ela esperasse, pois era um dos meus irmãos. Ele estava na casa de mamãe, e Darlene havia acabado de anunciar que se mudaria para uma instituição que cuida de idosos. “O que vamos fazer com a mamãe?” perguntou ele. “Ela não pode morar sozinha.” Contei-lhe que alguém estava no meu escritório e precisava de um lugar para morar. Ela poderia morar no apartamento da parte de baixo da casa de mamãe, de graça, e ganhar um salário em troca dos cuidados que prestaria à nossa mãe!


Esses foram o segundo e o terceiro milagres! Alguém para cuidar de mamãe, na casa dela, e um lugar onde Krystal pudesse morar e estudar.


O quarto milagre foi que Darlene saiu no mesmo dia em que Krystal se mudou para lá – e nenhuma sabia da agenda da outra.


Todos esses milagres relacionados com minha mãe aconteceram antes que orássemos a respeito! Deus conhecia a necessidade e apresentou a resposta a três mulheres maravilhosas, que puseram toda a sua confiança e fé no Deus poderoso a quem servimos. Que Deus tremendo!


Ginger Bell


24 de maio quinta

 

Que tipo de brilho?

 

Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus. Mateus 5:16

 

Pertenci, certa vez, a um grupo de escritores conhecido como The Ink [A Tinta]. Éramos doze pessoas de variadas ocupações na vida: repórter de jornal, professora, pregador, radioamador, enfermeira, esposa de agricultor, proprietária de lojinha de presentes, estudante universitário, etc. Também tínhamos personalidades diversas, com estilos múltiplos de escrita e seleção de temas. Considerei essa diversidade um processo educativo ao estabelecer meu estilo de redigir – sempre na área da não ficção. Embora não me relacionasse com todos os temas sobre os quais os membros do clube escreviam, muitas vezes achei aplicáveis aos meus escritos as críticas construtivas que faziam após cada leitura oral.


Uma senhora do grupo escrevia histórias e poemas “caseiros”, que eu apreciava. Percebi seu amor pelo marido idoso num poema intitulado “Meu Herói”. Ela escreveu sobre sua gratidão para com a bela criação de Deus. Era uma pessoa com senso de humor.


Ela e eu, frequentemente, fazíamos a edição dos textos uma para a outra, e desenvolvemos uma ligação mais próxima do que com os outros membros. Por fim, deixei o grupo devido à distância e à falta de tempo. Posteriormente, soube que minha amiga havia publicado um livro, Caro ao Coração. Parecia ser um bom livro, e fiz a encomenda. Quando ela recebeu o pedido da minha encomenda, ligou para mim. Depois de algumas conversas informais, ela passou ao propósito do telefonema. – Edith, não acho que você queira comprar meu livro – disse ela.


– Por que não? – perguntei, com surpresa.


Sua resposta foi: – Não é o tipo de livro que você leria.


Achei interessante o fato de ela ter observado minhas convicções morais e não ter desejado pôr em risco nossa amizade, ao permitir que eu lesse o seu romance. Aparentemente, ela havia sido seletiva quanto ao material que partilhara comigo em reuniões anteriores.

Agradeci-lhe por ter respeitado meus valores.


Essa experiência me provocou um pensamento solene. As pessoas estão sempre observando e avaliando quem encontram. São as minhas palavras e atos um retrato verdadeiro das minhas crenças e do meu caráter?


Edith Fitch


25 de maio sexta

 

Piedade – ou censura?

 

Teve piedade dele. Lucas 10:33, NVI

 

Numa tarde de sábado, meu esposo e eu percorremos 220 quilômetros de carro para ouvir um coral. Porém, a igreja, local da apresentação, estava deserta: o concerto havia sido cancelado. Antes de sair da cidade, decidimos telefonar para ter certeza de que não tínhamos errado o horário. (Isso foi antes de quase todos terem um telefone celular.) Aproximamo-nos de um cruzamento, e havia um posto de gasolina em cada esquina, cada um com uma cabine telefônica. No mais próximo, não havia lista telefônica. Do outro lado da rua, tampouco. Fomos ao terceiro posto – sucesso!


Quando estávamos para sair, observamos uma jovem senhora se aproximando dos telefones. Foi a um telefone para fazer a ligação, depois desligou, frustrada, e deu nele um bom chute. Tentou o segundo aparelho e mais uma vez bateu com a mão no telefone. Então, com os ombros curvados e dedos sangrando, encaminhou-se para o seu carro. Tudo o que vi foi uma mulher tendo um ataque de zanga infantil. Meu esposo, porém, deu atenção a um impulso interior e encostou nosso carro ao lado do dela. – Podemos ajudá-la? – perguntou ele, bondosamente.


Em lágrimas, ela desabafou: – Meu carro quebrou, não conheço ninguém aqui e quando tentei ligar para meu esposo, o cartão do telefone não funcionou!


– Deixe-me tentar – disse Vic, e voltamos para os telefones.


Vic encheu a mão com moedas, discou o número para a aflita mulher e lhe entregou o telefone quando o esposo dela atendeu. Vic também conseguiu fazer com que o carro dela rodasse de modo intermitente, o suficiente para que ela nos seguisse até onde seu esposo ficara de encontrá-la.


– Vocês são a resposta às minhas orações! – disse ela, enquanto saíamos.


– Certamente, Deus tem algumas maneiras sinuosas de colocar as pessoas no lugar em que vai precisar delas – brinquei com meu marido.


Embora essa experiência tenha falado a mim sobre as providências de Deus, também acusou meu coração. Tudo o que eu havia visto fora uma mulher tendo um chilique infantil. Eu teria facilmente dado de ombros e ido embora. Mas Vic viu algo além do comportamento dela. Sentiu o seu pânico e desespero e se dispôs a ajudá-la, compassivamente. Por seu exemplo, o bom samaritano com quem me casei me fez lembrar de olhar para além do óbvio e não endurecer o coração. Piedade – e não censura. Quem sabe, uma boa lição para todas nós!


Dolores Klinsky Walker


26 de maio sábado

 

A vergonha da cruz

 

E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Gálatas 6:9

 

Quando leio na Bíblia sobre a importância de testemunhar e de partilhar o evangelho com outros, desejo muito repartir a verdade da Palavra de Deus com meus vizinhos. Tenho levado folhetinhos e panfletos para a biblioteca comunitária na sede do nosso clube. Fiz uma caixa para essa literatura gratuita e a rotulei como tal. Oro por meus vizinhos e peço que Deus os ajude a ver e a levar essa literatura grátis. De tempos em tempos, olho para ver se alguém tirou alguma coisa da caixa, mas ela tem sempre a mesma quantidade de literatura. Parece que ninguém está levando o material.


A maior parte dos livros encontrados na biblioteca do clube é de romances baratos e livros de mistério, que estão constantemente sendo lidos e devolvidos por muitas dessas pessoas aposentadas. Ao procurar partilhar minha fé cristã com eles, oro para que leiam a verdade do evangelho na caixa de literatura grátis e nas prateleiras de revistas que coloco ali. Como diz o verso de hoje, não devo ficar cansada de fazer o bem, pois no devido tempo virá a ceifa. Semeio a semente e Deus colhe a seara, certo? Posso nunca saber os resultados do meu labor até o dia do juízo, é o lembrete que me faço.


Ellen White escreveu: “Desde o tempo em que o Filho de Deus enfrentou os arrogantes preconceitos e a descrença da humanidade, não tem havido mudança na atitude do mundo para com a religião de Jesus. Os servos de Cristo deverão encontrar o mesmo espírito de oposição e afronta” (Review and Herald, 7/2/1888). É por isso que não posso desanimar.


Em 1913, George Bennard escreveu, no hino que todos cantamos: “Eu aqui, com Jesus, a vergonha da cruz quero sempre levar e sofrer.” É um apelo para que, com mais coragem, eu apresente o impressionante amor de Deus aos meus vizinhos.


Então percebo que, além da literatura cristã, a maneira mais importante de mostrar bondade e amor é viver o evangelho. O que mais importa é o que eles veem na minha vida – que Jesus é a coisa mais importante para mim.


Querido Senhor, por favor, dá-me o espírito de fé que não desfalece em fazer o bem. Que eu dê meu testemunho com amor cristão. Por favor, ajuda-me a conservar a esperança focalizada no momento da colheita, que virá no devido tempo.


Bessie Siemens Lobsien


27 de maio domingo

 

Por que você me ama?

 

De longe Se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno Eu te amei; por isso, com benignidade te atraí. Jeremias 31:3

 

É uma noite incrível. A brisa é fresca, as estrelas resplandecem e a Lua está tão grande quanto um balão de ar quente. O Universo parece imenso. Minha mente se ocupa com os pensamentos em Deus. Alguma vez você já se perguntou por que o Senhor nos amou a ponto de dar a vida por nós? Como pode ser que o Rei do Universo Se importe com as coisinhas da nossa vida?


Por que Ele me ama? Sou pecadora – não valho muito aos meus olhos. Não sou famosa e não tenho um monte de títulos. Mas meu Senhor me ama tanto, assim mesmo! Não sei nem começar a falar-lhe sobre a quantidade desse amor. Ele cuida de mim. Ele me concede os desejos do meu coração e toma conta da minha vida, mesmo quando penso que sei o que estou fazendo.


Pergunto a mim mesma e pergunto a Ele: Senhor, que posso fazer por Ti? Como posso contar ao mundo o quanto amas a todos? Como mostrar-lhes o Teu amor ou o que tens feito e ainda fazes por mim?


Bem, posso começar dizendo: “Ele é tudo para mim.” Contarei a todos quanto O amo e porque O sirvo: é porque Ele me ama incondicionalmente. Você me ouviu? Ele me ama – nos ama – incondicionalmente. Quero bradar essa verdade de cima dos telhados, para que todos me ouçam. Ele está aqui ao meu lado quando preciso dEle, de dia ou de noite. E preciso do meu Jesus todos os dias da minha vida. Ah, como Ele me ama! O Céu é o lugar onde anseio estar, dando-Lhe meu louvor, mostrando-Lhe todo o meu amor, porque Ele cuida de tudo na minha vida. Ele é meu herói!


Respiro mais facilmente quando mantenho os olhos em Jesus, testificando do Seu amor, guardando Seus mandamentos e testemunhos, mostrando-Lhe que creio nEle, e mostrando aos outros o quanto Ele os ama. Ele espera que cada um de nós deseje verdadeiramente aquilo que Ele deseja para a nossa vida: tempo com cada um de nós, no Céu. Imagine: eu e meu Jesus, por toda a eternidade! Você não faria esse mesmo plano hoje?


Lembre-se: não importa o que você tenha feito, não importa o quanto você ache que tenha pecado, Deus aí está para juntar os pedaços da sua vida e perdoar-lhe os pecados. Tudo o que você precisa fazer é pedir. Não faça com que Ele espere mais tempo!


Tammy Barnes-Taylor


28 de maio segunda

 

Ninho vazio

 

Jabez orou ao Deus de Israel: “Ah, abençoa-me e aumenta as minhas terras! Que a Tua mão esteja comigo, guardando-me de males e
livrando-me de dores.” E Deus atendeu ao seu pedido. 1 Crônicas 4:10, NVI

 

Cresci com oito irmãos e irmãs. Meus tios e tias também tinham muitos filhos, de modo que eu estava acostumada com bastante interação social, e desenvolvi o gosto por ter sempre a casa cheia de gente. Deus me concedeu o privilégio de criar três filhos – duas meninas e um menino –, bem como o prazer de participar do desenvolvimento e da educação de uma filha adotiva. Eu me envolvi completamente com essas quatro crianças por quase três décadas. Quando estavam na idade do ensino médio, foram para o internato, e mais tarde três deles moraram em casa durante seus estudos universitários. Foi um período difícil – não posso negar –, mas foi extremamente gratificante poder vê-los desenvolvendo-se no âmbito profissional, tomando decisões que moldam a vida e, pouco a pouco, tornando-se adultos independentes.


Ontem, o último partiu! Fui de quarto vazio em quarto vazio, com lágrimas enchendo os olhos, verificando cada detalhe que fora deixado para trás: livros, fotos, CDs, bonecas, bichos de pelúcia, frascos de perfume, coleções de selos, moedas, medalhas. Deus nos deu o prazer de ver nossos quatro filhos casados, e agora estão espalhados pelo mundo.


Muito obrigada, Senhor, porque me deste o prazer da companhia deles. Os dias foram inesquecíveis, cheios de luzes acesas o tempo todo, música alta, ensaios de grupos musicais, jovens e amigos entrando e saindo a qualquer hora! E tudo passou tão rapidamente!
Olho o lado positivo dessa nova realidade e, sem muito esforço, posso encontrá-lo. Agora tenho mais tempo para o pai dos meus filhos, meu companheiro. Porém, mais do que isso, agora posso cuidar dos “negócios de meu Pai” com mais dedicação. Agora estou mais próxima da minha família da igreja. Peço que meu Pai me prepare para o Seu trabalho, que me fortaleça, me dê amor e humildade para com meus irmãos e irmãs, a fim de poder aprender com eles, assim como aprendi com meus filhos.


Minha oração é a oração de Jabez: que Deus amplie meu horizonte familiar e que, em breve, eu faça parte da família celeste, para a qual jamais haverá separação.


Nair Costa Lessa


29 de maio terça

 

Deus é bom

 

Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor para todo o sempre. Salmo 23:6

 

Quando falamos com o Senhor e reconhecemos Suas bênçãos de bondade e amor, há muito pelo qual sermos agradecidas.


Minha amiga, que conheci num retiro de mulheres, ensinou-me muito, por seu exemplo de singela confiança em Deus. Quando viajei com ela de carro, notei como falava em voz alta com Jesus, pedindo segurança e orientação. Ela negociava problemas do trânsito com paciência e calma, e não pude deixar de sentir a presença de Jesus conosco. Eu nem devia ter-me admirado diante disso, porque a Bíblia nos diz: “Aproximem-se de Deus, e Ele Se aproximará de vocês!” (Tiago 4:8, NVI). É possível que, às vezes, nos esqueçamos dessas coisas, e é bom ter uma amiga – ou ser a amiga – que anima outra na caminhada diária com Jesus.


Há ocasiões incontáveis em que a bondade de Deus nos cerca, mesmo nas lutas da vida. Alguns anos atrás, nosso filho mais novo foi deixado pela esposa. Ele ficou com dois meninos, de 7 e 8 anos, para criar sozinho. Ter a responsabilidade exclusiva pelo cuidado deles significou alguns períodos difíceis. A natureza do seu emprego envolvia viagens regulares fora do estado, para gerenciar os negócios de uma grande empresa. Nessas ocasiões, meu esposo e eu íamos cuidar dos meninos em Adelaide, umas duas horas de onde moramos. Como todos os pais fazem, anelávamos a felicidade e estabilidade da nossa família, e por isso a situação se tornou motivo de oração.


Não sei como Deus atua ao responder às nossas petições, mas podemos descansar sabendo que Ele ouve, Se interessa e faz o que é melhor pelas nossas necessidades específicas. Num acampamento do Ministério da Mulher, senti-me impressionada a colocar o nome do nosso filho num diário de oração: “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tiago 5:16). O Senhor achou por bem responder mandando uma admirável mulher para nosso filho, e, no devido tempo, casaram-se. Louvamos a Deus por essa bondade, pois os dois meninos tiveram, então, a oportunidade de crescer num ambiente familiar cristão.


Olhando para trás, para as evidências da guia de Deus na minha vida e na de minha família, creio firmemente que é só pela prática da presença de Cristo na vida que podemos resistir. Que eu testemunhe disso aos outros, assim como minha amiga revelou por seu exemplo para mim – Deus é bom!


Joan D. L. Jaensch


30 de maio quarta

 

Sacrifício vivo

 

Por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao Seu serviço e agradável a Ele. [...] Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Romanos 12:1, 2, NTLH

 

Participávamos de um cruzeiro marítimo, do Alasca para Vancouver. O tempo estava horrível – frio, úmido e nevoento. Atividades ao ar livre eram impossíveis. Dentro do navio? Minha mente dizia, com clareza, que cassinos e shows não eram para mim. Mas o salão de jantar era uma história diferente. Com garçons uniformizados oferecendo, até com insistência, deleitáveis petiscos, comer era convidativo para mim. As sobremesas eram especialmente tentadoras. Sim, eu sabia que uma sobrecarga de açúcar seria prejudicial; sabia, na verdade, que já havia comido mais do que o suficiente, antes mesmo da sobremesa.


Em meio a essa situação, li Romanos 12 e refleti sobre o assunto. Estaria Paulo me dizendo que Deus Se referia ao meu corpo, mas não necessariamente à minha mente? Não sou uma só, feita de corpo, mente e espírito? Eu matutava, mas a ordem é categórica: Por ter Deus feito tanto por mim, preciso sacrificar meu corpo e seus desejos. De fato, o sacrifício do meu corpo é a maneira “lógica” (como está no grego) de adorá-Lo.


Então, no verso 2, encontrei a parte da mente! Deus me transforma “por meio de uma completa mudança” da minha maneira de pensar. Não devo me conformar com os argumentos deste mundo. Devo permitir que meus pensamentos, minha mente, sejam transformados. A oração está na voz passiva: não é algo que eu faço, mas algo que Deus faz.


A última parte do verso 2 completa o quadro, mostrando o resultado de permitir que Deus me transforme a mente para que eu me disponha a sacrificar meu corpo: “Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a Ele.”


As sobremesas eram lindas, de dar água na boca. Mas dizer “não” a elas – meu sacrifício para Deus – se tornou possível porque Ele me deu uma nova maneira de pensar, um novo modo de entender Sua vontade para mim. Ele quer que eu tenha controle sobre meu apetite, bem como uma perfeita saúde da mente e do corpo.


Nancy Jean Vyhmeister


31 de maio quinta

 

Da água para o vinho

 

Se vocês [...] sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos Céus, dará coisas boas aos que Lhe pedirem! Mateus 7:11, NVI

 

Estávamos no alojamento de estudante da minha filha. Seu namorado, Tim, viera para o almoço. Para nós, não foi surpresa quando ele disse: “A gente está pensando em casar no próximo verão.”


Comemoramos com uma garrafa de refrigerante, mas, ao sairmos com o carro, eu me perguntei como conseguiríamos financiar um casamento. Tanto Beth como Tim precisariam reembolsar grandes empréstimos estudantis, e nós trabalhávamos para uma organização da igreja. Nunca tínhamos dinheiro sobrando no fim do mês, e mesmo um simples casamento britânico custaria em torno de 30 mil dólares.


Bernie e eu dirigíamos programas de fim de semana para casais, intitulados “Transformando Água em Vinho”. Enquanto preparava a publicidade para o retiro seguinte, pensei no primeiro milagre de Jesus, num casamento, abençoando o casal com um presente totalmente generoso e completamente desnecessário, só para tornar a ocasião especialíssima. Então, sentei à mesa da cozinha com um copo de água e li de novo toda a história, no segundo capítulo de João. Deus e Pai, disse eu, estás lembrado do milagre do vinho? Bom, receberíamos muito bem um outro como esse, agora. Beth e Tim querem que seu casamento seja uma celebração do amor que tens partilhado com eles. Querem que seu matrimônio mantenha o foco sobre o Teu desejo para a vida deles. Financeiramente, tudo o que temos é um pouco de água. Mas nós cremos que podes tomar essa água, a quantia quase inexistente de dinheiro, multiplicá-la, abençoá-la e transformá-la num belo casamento. Creio que podes fazer isso por nós, por Beth e Tim.


Costurei o vestido de Beth, o tio de Tim preparou um bolo incrível, amigos fizeram buquês e providenciaram a música. O irmão caçula de Beth passou o verão fazendo enfeites para as mesas.


Deus operou milagres com nossas frágeis finanças. Durante um ano inteiro, houve dinheiro sobrando no fim de cada mês. Tínhamos o necessário para pagar a elegante celebração, como também tudo mais de que precisávamos. Nossas aguadas finanças foram transformadas no vinho saboroso daquele memorável casamento.


Karen Holford