Então, disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé. Lucas 17:5
“Bem, menina, vou lhe dizer uma coisa: Se você tem fé e crê que o Senhor é todo-poderoso, peça-Lhe, em nome de Jesus, que restaure a visão de Pete. Não desista”, disse-me a tia Annie. “Peça-Lhe cada dia!” Eu a levei a sério e fiz disso uma parte da minha oração diária.
Há dez anos, Pete e eu estávamos sentados no consultório da oftalmologista, enquanto ela examinava os olhos dele. Tanto a médica quanto um residente que trabalhava com ela faziam perguntas enquanto examinavam os olhos dele. Após vários exames, a médica disse que Pete devia fazer um ERG (eletrorretinograma), porque ela acreditava que ele estivesse com uma doença ocular chamada retinite pigmentosa. Pete, então, fez o exame e oramos até que o resultado ficasse pronto. O exame foi positivo para RP, uma doença hereditária que acaba causando cegueira. Todavia, a médica disse que havia a chance de ele provavelmente não perder completamente a visão.
Temos sido abençoados ao longo dos anos. Pete está oficialmente cego, mas ainda cozinha, limpa, lava roupas, cultiva seu jardim e cuida dos cabritos, cachorros e gatos! Gosta de ouvir as pessoas lendo a Bíblia para ele. Continuo orando por Pete, e dou graças a Deus ao vê-Lo agindo de acordo com o Seu tempo. Pete e eu nos mudamos para a parte sul dos Estados Unidos. Um ano atrás, meu irmão disse que queria sair da cidade grande quando se aposentasse – e saiu. Ficamos chocados e ao mesmo tempo encantados! Ele disse que a principal razão para mudar-se para onde moramos seria poder ajudar sua irmã e seu cunhado. Que bênção! Foi tremendo observar Deus em ação, mas isso foi apenas o começo.
Eu usava óculos desde os 3 anos de idade. Algum tempo atrás, meu oftalmologista mencionou que eu tinha catarata e que ela precisava ser removida logo. Bem, o “logo” chegou um ano depois. Passei pela cirurgia no olho direito e, duas semanas depois, no olho esquerdo. Sabe de uma coisa? Hoje consigo ver perfeitamente com o olho esquerdo, sem os óculos! Só uso óculos para ler. Acho que recebi uma visão extra para compensar a perda de visão de Pete. Posso verdadeiramente ser seu par adicional de olhos.
Nunca sabemos o que o Senhor tem reservado para nós. Continuo orando por uma renovação do nosso relacionamento e pela visão de Pete, tanto física quanto espiritual.
Elaine J. Johnson
Aquele que quer aprender gosta que lhe digam quando está errado. Provérbios 12:1, NTLH
Há três coisas que aprendi com relação a acidentes. Eles nunca são planejados (ou não se chamariam acidentes), chegam no pior momento e geralmente surpreendem os envolvidos.
Minha surpresa chegou na sexta-feira antes do feriado de três dias. Enquanto eu dirigia para minha casa, o carro atrás de mim parou de repente – quando bateu na traseira do meu. Após o devido atendimento médico e, mais tarde, fisioterapia, recebi permissão para voltar às minhas atividades normais. O médico, porém, ressaltou a importância de continuar o programa de exercícios que a fisioterapeuta me havia dado. A prática de exercícios não é nova para mim, mas o programa da terapeuta parecia monótono.
Em casa, antes de começar os exercícios, achei que ganharia tempo colocando uma carga de roupas na máquina de lavar. Fiz isso. Dois minutos depois do início da sequência de exercícios, lembrei-me de que o lixo precisava ser levado para fora. Sendo que o recolhimento do lixo seria dali a dois dias, a “urgência” do ato era imediata. Esvaziei todas as cestas de lixo da casa e da garagem dentro do grande contêiner que a empresa coletora oferece.
A boa intenção de reiniciar os exercícios foi interrompida quando o telefone tocou. Uma amiga tinha uma pergunta e precisava de algumas informações. Depois de discutir a situação e terminar a conversa, era quase hora do almoço. Achei melhor me nutrir um pouco antes de retomar a rotina de exercícios. Concluindo que não seria sensato exercitar-me com o estômago cheio, terminei de comer e adiei os treinos para um pouco mais tarde. Você, provavelmente, já adivinhou o que não aconteceu naquele dia.
Deus, generosamente, nos deu o poder de escolha e a dádiva do tempo. Embora a procrastinação seja tentadora quando a tarefa é desagradável, precisaremos, no fim, tomar uma decisão. Seja o que for que escolhamos fazer, envolverá tempo. Nossa escolha, frequentemente, dependerá daquilo que queremos mais. E algumas escolhas são mais difíceis de fazer que outras.
Contudo, ao fazermos nosso melhor para agradar ao Senhor, Ele nos proverá – quando pedirmos – aquilo que for necessário para completar a tarefa em mãos. Mesmo que sejam coisas tão simples quanto manter um programa de exercícios.
Márcia Mollenkopf
Ele lhes disse: “Por isso, todo mestre da lei instruído quanto ao Reino dos Céus é como o dono de uma casa que tira do seu tesouro
coisas novas e coisas velhas.” Mateus 13:52, NVI
Eu amo o colorido que as flores trazem para um cômodo. Embora nunca tivesse muita habilidade e tempo para cultivar jardins, após meu casamento prometi a mim mesma que jamais faltariam flores no meu lar. Optei pela solução mais fácil: plantas floridas em vasos, adquiridas numa floricultura ou num supermercado, e prontas para a exposição. Eu as arranjava em lindos vasos, de modo que, ao serem colocados na cozinha, promovessem uma atmosfera de alegria e esperança de dias melhores. Minha grande dificuldade era fazer com que durassem mais de duas ou três semanas. Depois disso, quase podia vê-las morrendo diante dos meus olhos. Isso me deixava triste. Eu regava as plantas, colocava-as em lugares bem ventilados, onde pudessem tomar sol, removia folhas e caules secos, trocava a terra, mas nada parecia resolver o problema. Assim, comprava novas flores e começava uma nova jornada floral – outra vez.
Então, meu esposo e eu nos mudamos para um agradável apartamento novo. Ele não estava totalmente satisfeito, porque estava acostumado a uma casa enorme. Para melhorar a atmosfera e deixar-nos em contato maior com a natureza, comprei flores para colocar na varanda, um agradável local para se ler e estudar. Na primeira semana, tudo estava bem. As flores eram lindas. Mas, ao transcorrer a segunda semana, notei que o belo vaso de plantas começava a secar. Era tempo de cortar as flores e as hastes secas. Com a tesoura na mão, fiz uma pausa por um momento e pensei: Por que não viver com o velho e o novo; as flores que estão murchando e as flores que começam a desabrochar?
Creio que esse plano veio de Deus. Senti-me plenamente satisfeita em viver com essa dualidade. Aprendi a esperar que o tempo divino se cumprisse, sem a necessidade de descartar minhas flores – ou outras coisas da minha vida que considerasse velhas, só esperando que algo novo chegasse. Essa lição é especialmente importante com as coisas que Deus deseja que eu aprenda. Ao pensar em minha vitória com aquelas flores e nas coisas que são mais importantes para mim hoje, percebo que, acima de tudo, preciso ouvir a voz de Deus.
Muito obrigada, Senhor, porque Tuas velhas lições são para agora, e porque não menosprezas um coração em conflito.
Andréa de Almeida Santos
O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus. Filipenses 4:19, 20, NVI
Quando voltei do trabalho para casa e abri a porta da frente, fui recebida por um bafo de calor sufocante. Mais uma vez, o condicionador de ar não estava funcionando. Durante os últimos anos, eu havia evitado adquirir um novo condicionador de ar, acrescentando gás de refrigeração ao aparelho. Mas, desta vez, meu costumeiro telefonema para a assistência técnica terminou com as temidas palavras: “Senhora, parece que o seu compressor está gasto, e neste ano não vai resolver acrescentar apenas o gás.”
No caso de você não conhecer o Missouri durante o verão, permita-me dar-lhe um breve relatório do clima neste estado do Meio-Oeste.
Em Missouri, particularmente em St. Louis, a segunda semana de julho é o início de um inferno úmido e asfixiante que vai até o fim de setembro.
Quando me lembrei do preço que me haviam dado no ano anterior para um aparelho novo, resignei-me a deixá-lo para lá e comecei a planejar uma estratégia para refrescar a casa. Raciocinei que o ar quente e o ar frio não podem ocupar o mesmo espaço, sem que uma das massas seja expelida, e assim abri todas as janelas e portas e liguei os ventiladores de teto. Eu tinha certeza de que meu plano criaria um expediente paliativo – no qual duas massas diferentes de ar se encontrariam, provocando uma turbulência, e o ar quente de dentro seria empurrado para fora da casa, permitindo que o ar fresco da noite entrasse. Passei a noite toda numa poça de suor, esperando que o ar fresco entrasse. Nunca entrou.
Depois de três noites suando, sem alívio, liguei para meu irmão a fim de pedir seu conselho e, se necessário, um empréstimo. “Cheryol, acabei de comprar um aparelho novo para uma das casas que estou reformando, e na semana passada recebi meu certificado de aquecimento e refrigeração. Você pode ser minha terceira cliente; vendo o aparelho para você pelo preço que paguei. Bom, ele tem um arranhãozinho, mas funciona bem. Se você me pagar o que paguei por ele, você terá um novo condicionador de ar.”
Fiquei boquiaberta! Deus me deu um aparelho novo e grande de ar-condicionado por menos de mil dólares! Na noite seguinte, deitada na cama, refletindo sobre o modo pelo qual Deus havia posto todos os pormenores no lugar, de maneira a suprir minha necessidade segundo o Seu padrão, não o meu, chorei, e Lhe agradeci mais uma vez por ter cuidado da Sua menininha.
Cheryol Mitchell
Eu sou o bom pastor. João 10:11, NVI
Meu cachorro, Ricco, e eu estávamos para dar uma longa e boa caminhada. Fazíamos um roteiro circular ao longo de cercas-vivas e campos luxuriantes. Um melro gorjeava seu cântico vespertino e o Sol enviava seus últimos raios cálidos. Após uns 20 minutos, a trilha descia para um vale, e margeando a trilha havia um campo rodeado por uma cerca elétrica que protegia um rebanho de ovelhas. Eu havia passado muitas vezes por aquelas ovelhas, mas dessa vez vi que uma delas estava deitada de costas, com as quatro patas estendidas para o céu. Não se movia. Eu sabia que uma ovelha deitada de costas não consegue se pôr em pé sozinha. O animal corria grande perigo e precisava de auxílio. Eu lhe disse em voz suave: “Tente levantar-se.” Ela mexeu as pernas, mas não conseguiu endireitar-se.
Rapidamente, levei Ricco de volta para casa e tentei telefonar para o proprietário do rebanho. Quando não consegui fazer a ligação, voltei às ovelhas. O que devo fazer? Há quanto tempo essa impotente criatura estaria de costas? Eu não sabia. Orei: “Senhor, a quem posso pedir ajuda?” Nada é impossível para Deus. Então, vi um carro vermelho, embaixo, no vale, e notei que o proprietário do terreno ao lado estava em sua cabana.
Precisei chamá-lo várias vezes, antes que me ouvisse.
– Qual é o problema? – perguntou ele.
– Uma ovelha está deitada de costas. Por favor, me ajude – disse eu.
Em primeiro lugar, tivemos que desligar a eletricidade, e fiquei guardando a entrada para impedir que as outras ovelhas assustadas fugissem. Esse vizinho era um homem forte, e pegou a ovelha pelas pernas, virou-a com um movimento rápido e a ovelha ficou em pé. Era uma ovelhinha gorda, redonda. Ficamos contentes porque ela ainda conseguia andar. Uma semana depois, o proprietário me contou que aquela ovelha havia tido gêmeos. Apesar do incidente, a mamãe e os bebês estavam com boa saúde.
Pensando nessa experiência, lembrei-me das parábolas que Jesus contou sobre pastores e ovelhas. Jesus quer ser nosso bom Pastor. Assim como aquela ovelha, também corremos perigo. Em João 10, Jesus nos alerta para o fato de que Satanás anda atrás de nós dia e noite. Se um pastor cuida bem das suas ovelhas, muito mais Jesus cuidará de nós. Isso me dá conforto e esperança.
Angelika Schöpf
Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no Senhor, a misericórdia o assistirá. Salmo 32:10
As crianças são uma bênção, e podemos aprender muitas lições com elas. Há muitos anos, tive a oportunidade de lecionar ciências para crianças do ensino fundamental. Ainda me lembro dos seus rostos, cada vez que fazíamos uma experiência. Para elas, as maravilhas da ciência eram como mágica. Embora, provavelmente, não captassem todos os princípios que eu procurava transmitir, elas entendiam claramente alguns, e isso era inspirador para mim.
Mas então, um dia, todos aprendemos uma lição. Um dos meus alunos, um garotinho, sempre se metia em algum problema. Suas travessuras pareciam vir à tona nos momentos mais inoportunos, como no dia em que estávamos no pátio e as crianças fizeram fila para brincar de pular corda. Meu amiguinho traquinas resolveu furar a fila e pular na frente dos colegas. Naturalmente, as crianças não admitiram aquilo e reagiram rapidamente, com raiva e gritos. Como professora delas, entrei em ação.
– Você sabe que isso não é certo! – disse eu ao meu aluno malcomportado.
Com a cabeça baixa e mal conseguindo olhar na minha direção, ele murmurou: – Professora, eu sei que fui mau. A senhora vai me castigar?
Antes que eu pudesse responder, uma das crianças se manifestou. – Você sempre se mete em encrenca. Se não parar com isso, vai ser um homem mau.
– Eu não quero ser um homem mau – chorou meu aluno travesso. – Desculpem. Por favor, me perdoem!
Que lição! Viver uma vida ímpia traz consequências. Vemos isso todos os dias na TV e nos jornais. As pessoas cometem crimes e são punidas. Que ninguém se engane: a Bíblia é muito clara ao dizer que o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23). Mas, quando buscamos o perdão de Deus, e confiamos que Ele nos ajudará a mudar nosso rumo, Sua misericórdia intervém e nos cobre com amor e graça.
Por um momento, imagine que você está sentindo frio, muito, muito frio. Então, alguém lhe oferece um cobertor quentinho e aconchegante. A sensação não é boa? O amor de Deus é assim. Quando confiamos nEle, Ele coloca Seu cobertor de amor e misericórdia ao nosso redor.
Yvonne Curry Smallwood
Tu, Senhor, és o meu escudo, és a minha glória e o que exaltas a minha cabeça. Salmo 3:3
Nuvens escuras corriam pelo céu e colidiam umas com as outras, esvaziando baldes de água, de uma forma típica na região durante o verão. Eu dirigia pela rodovia de uma cidade desconhecida. Meus olhos se grudavam às luzes traseiras do carro à minha frente, enquanto eu tentava manter uma distância segura para evitar uma colisão, caso precisasse aplicar os freios de repente. Minha mente estava tão turbulenta quanto o céu.
Eu voltava para casa, saindo do hospital onde meu esposo ficara, lutando com as complicações de um AVC. Minha irmã tinha morrido na noite anterior, em nossa ilha natal, e eu acabara de receber a notícia de que minha nora estava em outro hospital da região, sofrendo o aborto de sua primeira gravidez. Sentia-me desesperada. As lágrimas que corriam pelo meu rosto rivalizavam com o aguaceiro no para-brisa. Então cheguei a um semáforo e precisei parar. Quando ergui os olhos para ver o sinal, enxerguei: uma nuvem escura e feroz, mas a luz do sol havia formado uma borda brilhante por trás dela. Pensei: Por trás de cada nuvem escura há um forro prateado.
Erguendo um pouco mais os olhos, vi uma fita do vermelho mais vivo entre as nuvens escuras e a borda iluminada. Então percebi que a parte superior do para-brisa do carro tinha um matiz azul. Quando olhei para as nuvens pela parte incolor, vi as nuvens escuras e as luzes brilhantes. Mas, quando meus olhos foram atraídos para cima, olhando pela faixa em tom azul, os raios de luz revelaram o vermelho. Muitos pensamentos cruzaram minha mente. O sangue de Jesus! Tudo o que é visto através do sangue vai ficar bem! Comecei a louvar a Deus e a dirigir pela rodovia gritando a plenos pulmões: “Aleluia! Louvado seja Deus. Tudo vai ficar bem!”
Em várias tardes chuvosas diferentes naquela cidade, procurei por aquele matiz vermelho, mas nunca mais o vi. Deus, verdadeiramente, sabe quando revelar Sua glória para exaltar a cabeça pendida dos Seus filhos desesperados. “Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Aquele que põe em marcha cada estrela do Seu exército celestial, e a todas chama pelo nome. Tão grande é o Seu poder e tão imensa a Sua força, que nenhuma delas deixa de comparecer!” (Isaías 40:26, NVI). Que tremendo Deus Ele é!
Candace Sprauve
Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas. Provérbios 3:5, 6
Eu estava casada fazia menos de cinco anos quando fiquei sozinha, como mãe de duas crianças: uma de três anos e meio e outra de dois anos.
Senhor, vou fazer o quê? Eu orava, jejuava, lia a Bíblia diariamente e meditava. Fala ao meu coração, Senhor Jesus. Não sei o que fazer! Essas eram, frequentemente, as minhas lamentações diante de Deus. Por favor, conserta meu casamento. Não posso fazer isso sozinha.
Minhas orações foram respondidas do jeito de Deus. Precisei fazer várias adaptações em minha vida. A primeira foi aprender a viver com um salário apenas e continuar sendo fiel, devolvendo a Deus o que era dEle. Então chegou o dia em que eu sabia que precisava dirigir. Não poderia mais continuar dependendo de alguém para me levar para lá e para cá. Precisava fazer todo esforço para ser independente – porém dependente do meu Salvador. Ir a reuniões de pais e mestres, Clube dos Desbravadores, ensaios do coral, jogos de basquete, aulas particulares, tudo se tornou uma rotina semanal com a qual demorei um pouco para me acostumar. Entrei num mundo totalmente novo.
Olhando para os anos que transcorreram, sou grata a Deus todos os dias por Sua resposta ao meu pedido. Ele tem sido, verdadeiramente, o Provedor para mim e minhas queridas filhas. As lutas foram enormes, mas aprendi a viver ajoelhada e a não permitir que as circunstâncias da vida me abatam. Aprendi a fazer limonada com os limões azedos lançados contra mim. Essa situação me levou para mais perto do Criador. Realmente servimos a um Deus tremendo! É Ele quem conhece nosso princípio e fim. É Ele quem pode descansar no barco, enquanto ruge a tempestade. Ele nos leva gentilmente em meio ao redemoinho das circunstâncias da vida.
Hoje, minhas filhas são profissionais na carreira que escolheram e continuam segurando as mãos do nosso Deus, que é imutável. Quando o Senhor responder “não” ao seu pedido, confie nEle de todo o coração. Ele tem planos maiores para você.
Meu lema tem sido tranquilizar-me e permitir que Deus atue. Entregue-Lhe o controle pleno da sua vida. Você se surpreenderá com aquilo que Ele pode fazer em seu favor.
Naomi J. Penn
Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem.
Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai,
Jesus Cristo, o Justo. 1 João 2:1, NVI
Num sábado, respondi a um apelo por voluntários interessados num programa de visitação, como parte dos preparativos para uma série evangelística. No domingo de manhã, reunimo-nos na igreja, onde oramos antes de sair em duplas. Depois, passamos as duas horas seguintes indo de casa em casa. Conhecemos pessoas e as convidamos para as reuniões, oramos com algumas e procuramos suprir suas necessidades. Depois disso, encontramo-nos de novo na igreja para relatar os contatos que havíamos feito.
Tomei um táxi para voltar para casa. Perto de um importante cruzamento, o veículo engasgou algumas vezes e depois parou. O que acontecera? O motorista olhou sob o capô. Tentou várias vezes ligar o motor. Tentou, inclusive, empurrar o carro para ver se “pegava”, mas nem assim ele andou. Finalmente, precisou chamar um mecânico e eu fui com outro veículo para casa.
De lá para cá, tenho refletido sobre o incidente e ponderado os problemas que encontramos ao viajar pela rodovia rumo à glória. Nem problemas de motor, pneu furado ou falta de gasolina devem deter-nos. Passe para o suave acostamento do braço protetor de Deus, onde você ficará fora do perigo. Então, ligue para o número do Serviço de Resgate Divino. Você se surpreenderá diante da rápida resposta de Cristo, o mecânico-chefe. Ele enviará o Espírito Santo e uma legião de mecânicos para ajudá-la. Você saberá quantas outras pessoas sofreram defeitos semelhantes e como seus motores foram regulados e as baterias recarregadas por Suas promessas.
Pneus furados? Sua alma pode ter sido sufocada por todas as formas de amargura, ira, ódio, malícia, atrito e materialismo. Não se preocupe. Você pode vencer, entregando a Jesus mente, corpo e alma. Ele é seu Advogado. Ele lhe perdoará os pecados e você experimentará uma rica e plena renovação espiritual, por causa de Sua maravilhosa graça.
A gasolina está acabando? Corra ao divino posto de combustível. Ele tem um abastecimento ilimitado do Espírito Santo. Encherá seu tanque com porção dobrada do Consolador.
E o crédito? Não fique ansiosa. Lembre-se: Jesus já pagou tudo, faz tempo, no Calvário. O sangue jamais perderá seu poder.
Bula Rose Haughton Thompson
Portanto, Eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida,
quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto
ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida,
e o corpo mais importante que a roupa? Mateus 6:25, NVI
Fui grandemente abençoada por ter nascido numa família cristã, com pais amorosos que se preocuparam em investir nos três filhos. As prioridades deles a nosso respeito não incluíam roupas extravagantes nem alimento requintado. Em vez disso, eles nos ensinaram fé em Deus, promoveram boa formação do caráter e nos proporcionaram educação formal.
Lembro-me de minha mãe orando a Deus em voz alta em favor dos filhos. No culto diário, ela nos ensinava princípios cristãos. Minha lembrança infantil mais feliz é a de todos nós, sentados sobre a grande cama dos nossos pais, cantando, recitando versos bíblicos de memória e ouvindo mamãe contar histórias de Jesus. Quando tive minha própria família, segui o exemplo dela. Anos mais tarde, fiquei muito satisfeita quando minha filha me contou que suas melhores lembranças da infância eram a hora do culto diário e os joguinhos de que participávamos sobre o tapete da sala.
Quando éramos adolescentes, mamãe usava uma ilustração particular para ensinar-nos a “abrir os olhos”, como costumava dizer. Para enganar os jovens de Deus, dizia ela, o inimigo cobre os pecados com um manto atraente, lustroso. Ele diz aos adolescentes que eles podem experimentar uma vez só, para ver como se sentem. Ele sugere que, afinal de contas, ninguém vai ver, ou mesmo saber a respeito. Quando os jovens se permitem ser iludidos por essa sedução e encantamento, o inimigo puxa e afasta o manto. Ele dá risada ao ver o amargo desapontamento que eles têm consigo mesmos, e sua grande aflição por terem caído na armadilha. Pior ainda, eles começam a pensar que Deus não lhes perdoará nem os aceitará de volta.
Para evitar cair na abominável cilada do inimigo, devemos fixar os olhos em Jesus. Devemos constantemente pedir-Lhe que feche as janelas do nosso coração para o mal e as abra amplamente na direção do Céu.
As sábias palavras e orações da minha mãe proporcionaram sólida orientação para minha vida. Dou graças a Deus por ter dado aos meus pais a sabedoria de reconhecer as verdadeiras prioridades na vida e de agir com base nelas. Minha oração é que Deus nos conserve sempre fiéis à Sua Palavra.
Vasti S. Viana
Quantas vezes Eu quis abraçar todo o seu povo, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram! Mateus 23:37, NTLH
Minha gatinha não gostou de ficar confinada na lavanderia, enquanto eu arrumava o carro e trancava a casa, como preparativo para nosso longo percurso. Tive pena dela, mas não podia permitir que sua prioridade fosse perseguir borboletas, em lugar de obedecer ao meu chamado. Kelly gostou menos ainda quando a coloquei na gaiola de transportar gatos, sobre o assento dianteiro do meu carro. Enquanto viajávamos, ela guinchava, uivava, arranhava e reclamava. Minhas tentativas de pacificá-la foram infrutíferas. Ela persistia com todo tipo de objeções. Liguei a música, sem resultado. Umas três horas e meia mais tarde, eu estava pronta para uma folga, do volante e das reclamações.
Quando tirei Kelly da gaiola, prendi a correia nas tiras de couro que ela usava ao redor do peito. No momento em que abri a porta do carro, ela saltou para fora, ansiosa. Nesse momento, um carro entrou no estacionamento. Kelly ficou apavorada e tentou correr para baixo do meu carro. Felizmente, segurei firmemente a correia. Falei com ela em tom tranquilizador, mas seu medo era maior que meu cuidado. Ela se retorcia e remexia quando a peguei e levei a um canteiro gramado. Sentei-me e a afaguei, mas ela continuava puxando a correia, tentando fugir para uma área que considerava mais segura. Senti-me um pouco ofendida pelo fato de ela não ter-se acalmado com meu carinho e presença.
Quando a coloquei de volta dentro da gaiola, ela ficou contente com a segurança que aquela restrição proporcionava. Nem acreditei que ela não tivesse miado uma única vez até chegarmos ao nosso destino.
Nesse episódio, reconheci as semelhanças com nossa caminhada espiritual. Podemos ficar ressentidas com as restrições postas sobre nós, até que sejam adequadamente explicadas e as alternativas consideradas. Somos dignas de confiança quanto a obedecer ao chamado do Pai celeste, quando estamos preocupadas com outras coisas? Podemos ficar indiferentes quanto à tranquilidade que Ele nos oferece, e confiar em nosso próprio discernimento quanto ao que temer, em vez de nos aconchegarmos à Sua carinhosa proteção. Eu me pergunto se Deus Se ofende quando não confiamos no Seu cuidado por nós. Nosso Pai celestial também passou por inconveniências quando Se identificou com nossos apuros, e nos proporcionou a salvação.
Bridgid Kilgour
O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. Ele não permitirá que você tropece; o seu protetor se manterá alerta. Salmo 121:2, 3, NVI
Viajando de trem na Alemanha, do norte da Bavária para Baden-Württemberg, somente uma senhora idosa e eu ocupávamos o vagão até que dois rapazes entraram em Nuremberg. Eles eram rudes e grosseiros, ruidosos e barulhentos, batendo nas janelas e nos assentos ao ritmo da música que ouviam.
A princípio, fiquei com medo deles. Recentemente, a mídia havia relatado que um cavalheiro idoso tinha sido tratado com brutalidade por ter chamado a atenção de alguns jovens. Orei silenciosamente: Querido Deus, não permita que esses rapazes nos agridam. Algum tempo depois, não aguentei mais seu comportamento incômodo e lhes disse: “Tenho a impressão de que vocês estão entediados. Venham sentar aqui ao meu lado. Eu também estou.” Para minha surpresa, eles aceitaram o convite.
Em pouco tempo, estávamos no meio de uma interessante conversa. Então eles perguntaram: “E a senhora, quem é?”
Contei-lhes que sou mãe de três filhos, e que sou cristã. “Creio no Deus vivo, que fez o céu e a terra.” Então lhes contei sobre o amor de Deus, Seu cuidado pelas pessoas, e que Ele vê e ouve tudo. Foi uma grande surpresa que me houvessem escutado com atenção. O tempo passou muito rapidamente e tivemos que encerrar a conversa quando chegamos ao destino dos rapazes. Os dois se levantaram e disseram: “Com licença, precisamos desembarcar do trem aqui. Até logo!”
Refleti sobre meu encontro com esses garotos, com 14 e 19 anos de idade, e louvei a Deus: Pai, é extraordinária a Tua capacidade de controlar os rebeldes a qualquer momento. Senti a diferença neles. Esses adolescentes entraram no vagão como animais selvagens e dEle saíram como cordeirinhos.
Por que estou contando esta experiência? Eu gostaria de animá-las a confiar em Deus, caso se encontrem numa situação semelhante. Deus pode mudar as pessoas, até mesmo instantaneamente. Sabemos disso porque Ele diz: “Eu sou o Deus todo-poderoso” (Gênesis 17:1, NVI). Podemos ter a certeza de que Aquele que nos protege não dorme nem cochila.
Josefine Wimmer
O semeador saiu a semear. [...] Outra caiu em terra boa, deu boa colheita. Mateus 13:3, 8, NVI
“Cachorro, não!” gritou TJ, de 4 anos, enquanto se escondia atrás da Sra. H.
Minha cadela Elke e eu assistíamos a uma sessão de terapia com animais numa escola da favela para crianças com múltiplos desafios. Muitas delas brincavam com os cães. Mas não TJ. Ele estava com medo.
“Alguém tem um cão mais quieto para o TJ?” Ouvindo a pergunta da Sra. H, levei Elke e a coloquei numa posição em que ficasse de costas para a criança trêmula. Lentamente, a professora acariciou o pelo preto e de extremidades prateadas de Elke. “A Elke é tão macia! Veja só como fica sentada quietinha”, convidou ela.
“Cachorro, não!” TJ sussurrou, mas a Sra. H e eu notamos a mão rechonchuda se estendendo, na tentativa de sentir o pelo de Elke.
“Agora vou para dentro”, TJ suspirou, depois de uns 15 segundos. Sim. Simplesmente tocar em Elke havia exigido um bocado de energia.
Duas semanas mais tarde, Elke e eu fizemos outra visita. E apenas segundos após a nossa chegada, TJ estava parado perto de nós. “Oi, Elke!”, disse ele, com um indício de sorriso. Então, por 15 minutos, ele e eu ficamos sentados quietos, afagando Elke desde as orelhas até a cauda. A Sra. H fazia anotações a certa distância. Então, sem uma palavra, TJ se pôs em pé e entrou na escola.
Na terceira sessão, na escola, fiquei curiosa para saber o que TJ faria. Não demorei muito para descobrir. TJ correu na direção de Elke, ajoelhou-se ao lado dela e enterrou o rosto no seu pelo.
“TJ, como é a Elke?” perguntou a Sra. H. Esperávamos que ele dissesse coisas como “macia” ou “fofinha”. Mas ele respondeu: “Elke é feliz!”
Esperamos que, com orientação continuada, TJ descubra como transferir o que aprendeu sobre enfrentar seu medo de cães para outros medos que, indubitavelmente, enfrentará na selva de concreto que é a sua vida. E esperamos que, algum dia, enfrentar o medo faça com que ele saia daquela selva.
Quando comecei a participar da terapia com animais, foi porque eu gostava de estar com crianças e cachorros. Mas não demorou para entender que ali estava um legítimo campo missionário. Fiquei muito feliz ao descobrir que o semeador foi uma cadela feliz chamada Elke, e o terreno fértil foi o coração de um menino assustado, chamado TJ.
Lyndelle Brower Chiomenti
Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida?
Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo
e depois se dissipa. Tiago 4:14, NVI
Elas flutuam pelo ar como nuvens redondas e transparentes – pequenas, enormes e medianas. Às vezes, parecem gêmeas ou trigêmeas. Com frequência, refletem os iridescentes raios do sol. Bolhas de sabão. Ficamos encantadas com elas na infância, e, como adultos, participamos da alegria do verão, soprando bolhas com nossos filhos e netos. Que delícia é observar os pequeninos tentando pegá-las com as mãozinhas!
Soprar bolhas é quase tão divertido quanto estourá-las, vendo as esferas perfeitas desaparecerem na atmosfera, sumindo como se nunca houvessem existido, como vapor. E mesmo que não as estouremos, elas se autodestroem dentro de alguns segundos.
De acordo com o apóstolo Tiago, é assim que Deus considera nosso tempo de vida, nossos 70 anos, mais ou menos (ver Salmo 90:10). Deus os vê como bolhas que estão aqui por alguns fugazes momentos, “como neblina que aparece por instante e logo se dissipa”. Nossas belas casas com jardim, nossas roupas e sapatos de grife, nossa carreira, nossas discussões e mal-entendidos, nossas ambições – tudo, à luz da eternidade, não passa de bolhas!
Contudo, damos muita ênfase a acumular para o aqui e o agora. Trabalhamos dia e noite para embelezar nossas bolhinhas, aumentando-as, tornando-as mais magnificentes que as bolhas dos nossos vizinhos. Instalamos dispendiosos sistemas de segurança para proteger nossas bolhas dos ladrões e pagamos serviços de limpeza para conservá-las brilhando, imaculadas. Depois, enchemos as bolhas com numerosas esferas caras e vaporosas. Lá flutuam elas à vista de Deus como neblina que aparece por um breve período de tempo e se dissipa.
Que dizer da eternidade? Que preparativos fazemos para as mansões que Jesus está preparando para nós? Será que nos damos conta de que teremos outro lar, o eterno, quando formos levadas para o Céu? Como seria triste, naquele dia, se tentássemos continuar apegadas às nossas lindas bolhas. Elas estourarão, desaparecerão, e então perderemos a eternidade!
Que nossa oração seja: Senhor, “ensina-nos a contar os nossos dias” (Salmo 90:12), como Deus os vê – neblina – para que tomemos decisões sábias sobre o aqui e agora, bem como sobre o que está por vir.
Annette Walwyn Michael
O mais importante é que vocês vivam de acordo com o evangelho de Cristo. Filipenses 1:27
Andy era o tipo de garoto que bate a porta na sua cara, empurra a bicicleta, chuta o cachorro, esmurra o irmãozinho – tudo em 10 segundos. Era grande para a sua idade. Minhas meninas tinham medo dele.
Alugamos um apartamento em Michigan, no ano em que meu esposo concluiu um curso de pós-graduação, e Andy era um problema. Ele, sua mãe e irmãos moravam no apartamento abaixo do nosso. Sua mãe, sem um companheiro, lutava para manter seus meninos sob controle, e tenho certeza de que fazia o seu melhor. A maioria das pessoas faz. Mas, uma tarde, eu a ouvi chamando seu menino que estava no quintal, com uma linguagem que faria um marinheiro ruborizar-se. Tive, naquele instante, uma ideia do que tornava Andy o garoto que ele era. E passei a olhá-lo de modo diferente depois daquilo.
Então, certa tarde, a mãe de Andy telefonou-me para dizer que tinha os produtos que eu havia encomendado. Eu lhe disse que desceria em seguida. Nossos apartamentos eram divididos da mesma forma. Depois de efetuar o pagamento e conversar por alguns minutos, espiei para dentro da cozinha. Ali estava Andy, com um grande garfo de dois dentes na mão, observando alguma coisa com borbulhas, fritando. “Sua mãe, com certeza, tem sorte por você ajudá-la na cozinha”, disse eu para ele. “Eu sempre gosto quando minhas meninas me ajudam.”
Um sorriso tomou conta do rosto dele. Então, espetando o garfo no óleo, ergueu um naco bem grande de carne. “Aqui”, disse ele, “prove um pouco.”
Eu era vegetariana fazia 25 anos, mas não quis ferir seus sentimentos. “Puxa! Isso parece estar bom!”, disse eu. “Você conseguiu deixá-lo bonito e dourado.” E era verdade. Ele havia feito um bom serviço. Pegando-o do garfo, coloquei-o cuidadosamente na boca, me despedi e corri para o andar de cima. Então, tirei a carne quente da boca e isso foi o fim da história. Bem, quase.
Andy estava na entrada do apartamento quando saí, na manhã seguinte. Deu-me um largo sorriso e segurou a porta aberta para mim. Agradeci, e seu sorriso ficou ainda maior. Depois disso, você já adivinhou. Andy e eu ficamos amigos.
O que fez a diferença? Você sabe, naturalmente. Foi porque o ajudei a se sentir bem consigo mesmo. Isso é algo de que todas precisamos, não é mesmo?
Penny Estes Wheeler
Abismo chama abismo ao rugir das Tuas cachoeiras; todas as Tuas ondas e vagalhões se abateram sobre mim. Salmo 42:7, NVI
A caminho de nossa cidadezinha, vimos uma tempestade no horizonte, à nossa frente. Os relâmpagos saltavam de nuvens escuras e a chuva se despejava do céu cinzento. Íamos em direção a um estreito vale, que nos levaria para casa, quando tivemos que tomar um desvio. Levou tempo até podermos voltar ao vale, onde pegamos uma chuva torrencial. Faltando apenas 12 quilômetros, um carro de polícia passou velozmente por nós e a seguir bloqueou a estrada, logo adiante.
Ao tomarmos outra estrada em direção ascendente, passamos por uma brigada de bombeiros que bombeavam água para fora dos porões de casas na encosta do monte. Chegando à estrada principal, descobrimos que estava fechada e, assim, tivemos que fazer mais um desvio para o outro lado da cidade. Ali as estradas já estavam inundadas e o pacífico regato ao lado da estrada se tornara um rio com rápida correnteza. Muitos carros estavam com o motor afogado. Felizmente, pouco a pouco, pudemos continuar. Ficamos felizes por chegar à nossa casa sobre o monte, após duas horas de desvios.
Na manhã seguinte, vi a destruição causada pela água nas partes mais baixas da cidade. O riacho havia inundado grandes áreas, e tudo estava coberto com barro e entulho. As pontes estavam danificadas e bloqueadas por galhos e madeira. A inundação danificara as casas perto do rio, e carros haviam sido levados e empilhados. As lojas foram fechadas.
Foi somente quando vi o noticiário na TV que entendi a extensão da destruição. Três pessoas tinham se afogado; duas delas dentro do carro. Então entendi que nós, também, podíamos ter sido envolvidos. Se tivéssemos passado pelo estreito vale, também teríamos sido apanhados pela inundação. Quem sabe o que teria acontecido! Não havíamos ficado contentes com o primeiro desvio, mas, possivelmente, tenha sido o que nos livrou de danos.
Com frequência, não sabemos por que nos acontecem certas coisas desagradáveis. A vida é como um bordado, do qual vemos apenas o avesso, com todos os nós e arremates em desalinho. Como vemos apenas um lado da peça, frequentemente perdemos o significado de coisas que não sabemos explicar. Mas, um dia, será possível contemplar o lindo bordado da nossa vida e perceber que o propósito dos nós e arremates no avesso foi para o bem.
Hannele Ottschofski
O meu Deus mandou o Seu Anjo, e este fechou a boca dos leões para que não me ferissem. Daniel 6:22, NTLH
Problema com o carro, de novo! Meu carro havia falhado 16 vezes durante o último ano, e estava funcionando com barra de suspensão, fita isolante e oração.
Por volta das 21 horas, meus filhos e eu voltávamos para casa após um programa da igreja, quando o carro parou de novo. Estávamos numa estrada escura, acidentada, com bem pouco trânsito e havia poucas casas na região. Lembrei-me de ter passado por uma barraca de frutas e verduras uns metros atrás, e deixei o carro retroceder até estarmos na frente da barraca. Embora as luzes estivessem acesas, estava tudo fechado. Atrás da barraca, víamos as luzes de uma casa no meio das árvores. Minha única opção era ir até lá e telefonar pedindo auxílio.
Depois de orar pedindo proteção, David, de 9 anos, ficou no carro, enquanto Laura, de 7 anos, e Jeff, de 6, tentaram ajudar a encontrar uma trilha até a casa, no meio das árvores, no escuro. Não tínhamos sequer uma lanterna. Mais ou menos na metade do caminho até a casa, um cachorro grande passou bem na nossa frente. Laura, que ama animais, adiantou-se para fazer-lhe agrados. O cachorro estava um pouco fora do alcance e passou por nós. Agiu como se não nos tivesse visto nem ouvido a conversar.
Por fim, encontramos uma escada para a varanda no segundo piso.
O homem e a mulher que abriram a porta exigiram que explicássemos como havíamos chegado até ali. Naquele momento, o cachorro subiu a escada pelo outro lado e começou a latir furiosamente contra nós. Apressadamente, puseram o cachorro para dentro da casa e fecharam a porta. O homem nos disse que aquele cachorro nunca tinha permitido que alguém entrasse em seu quintal, e havia mordido pessoas que se atreveram a entrar, incluindo a maioria das pessoas que trabalhavam na barraca de frutas e verduras. Eles não entendiam como eu, com duas crianças, consegui percorrer todo o caminho até sua porta, sem termos sido atacadas pelo cão.
Sei que o mesmo Deus que enviou anjos para fechar a boca dos leões em favor de Daniel também fechou a boca do cachorro naquela noite. Que testemunho da proteção de Deus, não só para aquele homem e sua esposa, mas para meus filhos!
Naomi N. Coleman
O pecado entrou no mundo por meio de um só homem, e o seu pecado trouxe consigo a morte. Como resultado, a morte se espalhou por toda a raça humana porque todos pecaram. Romanos 5:12, NTLH
Baratas! “Como você vai dissecar uma barata?” perguntou meu marido Monroe. Tínhamos acabado de nos mudar para o Colégio Missionário Bugema, em Uganda. Ele seria o professor de biologia, e a tarefa do dia seguinte para a classe seria dissecar baratas. Como e onde consegui-las?
“Sem problema, professor. Nós o ajudaremos a encontrar algumas”, adiantou-se um dos meninos. “Venha conosco à cozinha de manhã cedo e encontraremos um monte.” Dito e feito! Na manhã seguinte vários meninos estavam lá para ajudar Monroe. Acenderam a luz da cozinha enquanto levantaram uma enorme panela do chão. Centenas de baratas de cinco centímetros se espalharam por toda parte. De uma pancada só, os garotos encheram uma panela e saíram vitoriosamente da cozinha.
Essa foi nossa primeira experiência com as imundas criaturas – mas não a última! Cobrimos as prateleiras da cozinha e do armário com jornais, para mantê-las limpas. À noite, ouvíamos o ruído e sabíamos que as horríveis criaturas estavam fazendo a festa com os jornais limpos. Era uma batalha constante, tentando livrar-nos delas. Pelo menos, eram grandes o suficiente para que as encontrássemos.
No Egito, ao limpar a cozinha de um apartamento para o qual nos mudaríamos, subi para limpar a parte superior de um armário sujo e engordurado. Para meu horror, minha mão e braço se cobriram com minúsculas criaturas rastejantes. Gritei e pulei da cadeira para sacudi-las fora. Essas eram o oposto das grandes que combatemos em Uganda, mas não havia dúvida quanto à sua identidade. Eu as detestava tanto quanto às grandes, voadoras, de Uganda. Tivemos que aprender a conviver com elas, mas nunca aprendi a apreciá-las.
As baratas me fazem pensar no pecado. Tanto os pecados grandes como os pequenos existem por toda parte. Não podemos escapar deles. Alguns são mais fáceis de reconhecer, mas todos são sorrateiros e imundos. Odeiam a luz e procuram escapar para a escuridão, e levam consigo uma doença letal chamada morte. Precisamos permanecer alerta, a fim de podermos eliminá-las da nossa vida.
Frances Osborne Morford
E respondeu-Lhe: Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as Minhas ovelhas.” João 21:17
Durante o processo de restaurar Pedro à Sua graça, o Senhor perguntou três vezes se ele O amava. Cada vez, Pedro disse que sim, e a cada resposta Jesus lhe deu uma ordem: Apascenta os Meus cordeiros, pastoreia as Minhas ovelhas e apascenta as Minhas ovelhas. Mas o que, exatamente, significa isso nesta era de vida supersônica? Será algo tão simples que nos asfixie de amor por um Deus tão compassivo?
O Clube de Desbravadores Ômega planejava participar do Campori Hispânico pela primeira vez. O diretor do clube tinha apenas mais um dia para os preparativos, e me ofereci para levar alguns emblemas do uniforme Classe A para a casa dele naquela tarde. Sua esposa me recebeu. Depois que eu lhe mostrei como e onde colocar os emblemas e distintivos, ela me contou a história de uma das meninas do clube.
A mãe da menina, que não era membro da igreja, estava num hospital público e não tinha dinheiro para comprar os sapatos pretos de amarrar que o uniforme requeria. Sem eles, a filha não poderia assistir ao campori, mas a mãe ainda se ofereceu para providenciar comida para o evento.
Quando a esposa do diretor me contou que a menina queria tão desesperadamente ir ao campori a ponto de cortar os próprios sapatos para tentar inserir os cordões de amarrar, o Espírito Santo tocou meu coração. Senti a compaixão de Jesus a me ordenar: “Dê tudo o que você tem. Apascente Minhas ovelhas!” Comecei a orar silenciosamente, porque eu tinha apenas 10 dólares na minha bolsa e isso não seria suficiente para comprar o par de sapatos. Ao abrir a bolsa, orei novamente: Senhor, que haja uma nota de 20 dólares na minha carteira, em vez de uma de 10. Com lágrimas de gratidão, a esposa do diretor aceitou os 20 dólares da minha mão e, juntas, fizemos uma oração de agradecimento.
Mais tarde, naquela noite, vi a menina calçando seus sapatos novos. Enquanto voltava para casa, meu coração se encheu de reverência para com um Deus tão compassivo. Ele tomou meus 10 dólares e os transformou em 20. Não pude deixar de chorar diante do privilégio que Deus colocara diante de mim. Ele espera que demonstremos Seu amor nas mais ternas maneiras.
Evelyn Gertrude Greenwade Boltwood
Enches o meu copo até derramar. Salmo 23:5, NTLH
Minha vida está cheia de pequenas bênçãos que, com muita frequência, passo por alto. Como no dia em que precisávamos encontrar um parquímetro onde estacionar, para que meu esposo me acompanhasse até a sala de aula, e encontramos um com 27 minutos ainda no medidor! Um lugar perto do colégio e com tempo sobrando para que não precisássemos pagar o estacionamento. Que bênção! Sem mencionar a bênção dos recursos para ter o carro próprio, pagar o seguro e a gasolina. Ou a bênção do meu esposo poder me levar para a aula, já que temos um carro só. Depois, agradeço a Deus por podermos pagar meu retorno às aulas e por eu ter sido aceita. Quando começamos a pensar nisso, as bênçãos estão todas ao nosso redor! Pensar em uma delas geralmente leva a outra e mais outra.
Naquele dia eu estava agitada e nervosa, sem pensar nas bênçãos grandes e pequenas que Deus me dispensa o tempo todo. Mas encontrar um local de estacionamento, ainda com dinheiro no parquímetro, fez com que eu subitamente me conscientizasse do amor e cuidado de Deus por mim. Entendi quão importante sou para Deus. Sim, você pode argumentar que encontrar um lugar foi coincidência ou que simplesmente tivemos sorte naquele dia. Mas eu o vejo como uma bênção que fez meu cálice transbordar. Naturalmente, meu marido podia ter-me deixado em qualquer outro lugar. Era um dia bonito; sou jovem, saudável e forte. Eu podia ter atravessado o campus até minha sala. Contudo, por Deus me amar, Ele sabia que, podendo passar um pouquinho mais de tempo andando e conversando com meu marido, eu teria um dia mais alegre. Meu cálice realmente transborda de bênçãos, e meu coração transborda de gratidão pelo fato de meu Deus ser tão cuidadoso, compreensivo e impressionante!
Incentivo-a a ficar atenta às bênçãos de Deus hoje. Você pode se surpreender com o que descobrirá, logo que começar a procurar as abundantes bênçãos de Deus em sua vida. Talvez, hoje seja um dos dias em que você se sinta pressionada a encontrar algo que não seja uma bênção. Por outro lado, talvez o dia se encha de pequenas provações e atritos suficientes para deixá-la maluca. Talvez, hoje, você se depare com uma tragédia que a abale até o âmago. Não importa como será seu dia nem como você se sentirá, Deus a ama profundamente e derrama Seu amor por você em bênçãos de todos os tamanhos. Que seu cálice transborde de bênçãos hoje!
Julie Bocock-Bliss
Ele o cobrirá com as Suas penas, e sob as Suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade dEle será o seu escudo protetor. Salmo 91:4, NVI
Era outra manhã de terça-feira. Eu tinha uma aula às 8h, e minha filha estava se movendo muito devagar. Fiz apressadamente as tarefas matutinas e gentilmente pressionei minha pequena a correr. Saímos rapidamente de casa às 7h55, despidas – despidas porque não tivemos nosso costumeiro culto familiar naquela manhã; não estávamos cobertas com a Palavra. Meu sobrinho de um ano de idade, que morava na casa ao lado, esticou os bracinhos para que eu o levasse junto, como faço costumeiramente, mas me recusei porque teria que parar para encaixar sua cadeirinha dentro do meu veículo. O tempo voava. Eu precisava andar.
Minha filha e eu descemos a rua. A 200 metros, chegamos ao primeiro cruzamento de nosso curto trajeto. Quando deixei a rua secundária e entrei na preferencial, ouvi de repente um estrondo. Meu carro fora atingido e jogado da pista do lado esquerdo para a faixa de trânsito que vinha em sentido contrário. Foi um rodopio!
Meu carro parou a não mais de 60 centímetros da borda de um barranco. Outros motoristas buzinaram; os passageiros de outros veículos ficaram olhando. Mas alguns poucos bondosos espectadores correram até o local. Examinamos o prejuízo: um farol quebrado, um para-choque amassado, água correndo do radiador – mas nenhum arranhão na minha filha ou em mim. Misericordiosamente, Deus nos cobrira naquela manhã.
Antes que eu começasse a me sentir nervosa, Ele me inspirou a recordar o texto: “Com amor eterno Eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jeremias 31:3). Sair de casa despida, não coberta com a Palavra, não é algo visível ao olho humano. Mesmo assim, naquela manhã Deus me cobriu com Sua graça, Seu eterno manto de amor e misericórdia. Ele me proporcionou muitas palavras de conforto.
No texto de hoje, Deus promete que nos cobrirá com Suas penas e, sob Suas asas, podemos ter confiança. Deuteronômio 33:12 diz: “O amado do Senhor habitará seguro com Ele; todo o dia o Senhor o protegerá.” Não mais descoberto.
Querida amiga, toda vez que for tentada a sair de casa ou do escritório despida, faça uma pausa e convide seu Pai celeste a cobri-la. Ele a cobrirá “com as Suas penas, e, sob Suas asas”, você estará segura.
Debbie Clarke-Grant
Antes que clamem, Eu responderei. Isaías 65:24
Era o verão de 1995, e meu esposo, Emil, seu irmão Pete, a esposa de Pete, Ruthe, e eu estávamos em Bratislava, capital da Eslováquia.
A moça que também havia sido nossa intérprete em 1993 passara dois dias viajando conosco. Mas não poderia estar conosco no dia em que iríamos de trem a leste de Bratislava para visitar nossos parentes. Ela nos instruiu quanto à maneira de ir do hotel para a estação ferroviária e nos aconselhou a comprar a passagem na primeira classe, garantindo-nos que a viagem seria muito mais agradável.
O táxi nos deixou na estação ferroviária no domingo de manhã. Nossos maridos decidiram ficar com a bagagem, escolhendo a minha cunhada e a mim para adquirirmos os bilhetes. Fomos primeiro a um guichê que indicava tradutor disponível. Ele nos encaminhou a uma funcionária da venda de bilhetes do outro lado da estação.
Estávamos saindo do guichê das passagens quando um jovem universitário que havíamos encontrado na igreja nos avistou e veio perguntar se estávamos saindo para a viagem de trem. Quando lhe mostramos nossos bilhetes, ele nos informou que não nos haviam vendido passagens de primeira classe. Ele levou os bilhetes de volta à funcionária. Após alguns minutos de discussão com ela, finalmente ela trocou nossos bilhetes por outros, na primeira classe.
Esse rapaz nos contou que tinha planos para fazer duas coisas naquela manhã: ir à biblioteca da universidade e à estação de trem. Disse que se sentiu impressionado a ir primeiro à estação. O Senhor o dirigira para que nos localizasse naquela grande e movimentada estação, a fim de podermos fazer uma viagem de trem mais confortável.
O Senhor Se deleita em fazer coisas especiais em favor dos Seus filhos, até mesmo providenciar viagens de trem mais confortáveis. Ele não só Se deleita em fazer coisas especiais para nós, como também responde às orações que nem pensamos em fazer. Tínhamos pedido as bênçãos de Deus para aquele dia, e Ele respondeu quando ainda nem sabíamos o que pedir.
Tomamos tempo, no fim de cada dia, para olhar para trás e agradecer as coisas especiais que o Senhor faz por nós todos os dias? Se não, por que não começar hoje?
Patricia Mulraney Kovalski
Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. 1 Coríntios 12:5, NVI
Ir à praia é uma das minhas atividades favoritas. Além de aproveitar o sol, a areia e as ondas, eu me divirto ao observar as pessoas e ver os guarda-sóis que enchem a praia. Embora os guarda-sóis sejam estruturalmente muito parecidos, eles variam grandemente em tamanho, cor e padrão. Muitos exibem estampas que integram vários tons de vermelho, laranja, azul, amarelo ou verde. Muito raramente, vejo dois iguais.
À semelhança dos guarda-sóis de praia, nós, seres humanos, temos todos a mesma estrutura: em geral, dois braços, duas pernas, uma cabeça e um tronco. Fora isso, há muita variedade. A cor da pele, dos olhos e do cabelo; o formato do nariz e das orelhas; nosso peso, altura e modelagem do corpo diferem consideravelmente. Emoções, talentos, habilidades e capacidades também são diferentes. Não há DNA nem impressões digitais que sejam idênticos em duas pessoas. Deus fez cada um de nós como um ser único, especial. Ele sabe até o número de fios de cabelo na nossa cabeça (ver Mateus 10:30) e gravou-nos nas palmas das Suas mãos (ver Isaías 49:16).
Se o guarda-sol não for aberto, não se pode apreciar plenamente sua beleza. Seu serviço é dar sombra sob o sol quente. Nosso Pai celestial nos criou para prestar serviço. Se recebermos o Espírito Santo em nossa vida, e se usarmos os atributos e a singularidade que Ele nos dá para servir aos outros, Sua beleza será vista por nosso intermédio.
O serviço aos outros é uma boa forma de ajudar a combater a depressão, a solidão e o tédio. Quando somos guiadas por sólidos princípios, não podemos dar de nós mesmas sem colher benefícios. Na maioria dos casos, quando ajo intencional ou espontaneamente para servir aos outros, minhas experiências têm sido tremendamente compensadoras. O resultado são bênçãos que nunca esperei. Às vezes, nem tenho consciência de que aquilo que eu disse ou fiz tivesse causado impacto, até saber sobre a questão através de terceiros. Que alegria e privilégio é estar a serviço dAquele que nos criou! Naturalmente isso pode ter seu preço, já que muitas vezes vem acompanhado por desafios e sofrimento. Mas essas podem ser ferramentas para desenvolver ainda mais nosso caráter, moldando-o e esculpindo-o para refletir mais claramente o caráter de Jesus. Que preço baixo a pagar para ser mais semelhante a Ele!
Marian M. Hart
Onde está, ó morte, o teu aguilhão? 1 Coríntios 15:55
Certa tarde, enquanto caminhava com meu cachorro, observei que havia muita amora-preta silvestre, não longe de onde moro. Voltando para casa, logo encontrei um recipiente apropriado para colocá-las e depois passei uma agradável meia hora colhendo todas as que pude alcançar.
Que lembranças essa experiência me trouxe! Como eu gostava de colher amoras-pretas quando criança! Nos últimos meses do verão, nossa mãe entrava na cozinha com o avental cheio de amoras-pretas. Então, equipadas com latinhas, minhas duas irmãs mais velhas e eu saíamos.
Com o calor do sol do verão, aquilo que havia sido uma frutinha dura, vermelha, se transformava numa grande amora, suculenta e deliciosa. Mamãe fazia as mais saborosas tortas.
A fazenda em que morávamos tinha algumas áreas onde as plantas de amora-preta se desenvolviam especialmente bem. Um lugar onde elas cresciam fartamente era bem em frente a um grupo de árvores que formavam um ótimo abrigo do vento. Sempre tínhamos certeza de encontrar amoras maduras ali.
Minhas duas irmãs mais velhas tinham braços mais longos do que os meus, e conseguiam colher as frutas em posição mais alta e mais distante. Mas eu me abaixava e procurava sob as folhas, e geralmente localizava baguinhos que haviam sido passados por alto. Um para mim, outro para a latinha. Com muita frequência, quando voltávamos para casa, havia aquela mancha fofoqueira, roxa, ao redor da minha boca!
Estávamos enchendo rapidamente nossas latinhas num domingo de manhã, na nossa árvore preferida, quando perturbei um vespeiro. Os insetos asquerosos, com seus ferrões, voaram em cima de mim. Derrubei a lata e corri, despejando minhas preciosas amoras pelo chão. Devido ao calor do verão, eu estava usando uma blusa bem solta, e os marimbondos me ferroaram na barriga. Chorei o caminho todo para casa. Minha mãe, imediatamente, me aplicou uma loção calmante, e minhas lágrimas e a dor pararam logo.
Neste mundo de pecado, a morte de um ente querido sempre nos aplica uma ferroada dolorida. Mas, graças a Jesus e Seu sacrifício na cruz, podemos aguardar aquele dia, quando a morte não mais existirá. Não haverá ferroadas, nem dor, nem morte.
Leonie Donald
Alegro-me grandemente no Senhor, porque finalmente vocês renovaram o seu interesse por mim. De fato, vocês já se interessavam, mas não tinham oportunidade para demonstrá-lo. Filipenses 4:10, NVI
Você alguma vez já se sentiu estressada, com prazos fatais para cumprir, fazendo várias coisas ao mesmo tempo no emprego, em casa e na igreja; planejando férias e cuidando de enfermos? Bem, isso é exatamente o que constitui a maior parte do meu dia típico. Eu acabava de voltar do trabalho, entrei na garagem, peguei minhas coisas no carro e me apressei para fechar a porta quando, de repente, pensei: Vou trancar as chaves dentro do carro! Para evitar isso, apressadamente estendi a mão para interceptar a porta. A porta do carro bateu no meu polegar. Ui! Rapidamente, tirei o dedo e o coloquei na boca, para proporcionar um pouco de alívio. Meu corpo todo se sentiu entorpecido.
Entrei em casa e coloquei o polegar sob água corrente fria, até me sentir melhor. A essa altura, a unha estava azul-arroxeada e preto-avermelhada, pelo acúmulo de sangue coagulado. A unha ficou desse jeito por vários meses – até começar a separar-se da carne e da parte de baixo do lado esquerdo do polegar. Além do desconforto, da sensibilidade e da feiura, o problema envolvia uma unha meio solta que se prendia em tudo.
Eu não conseguia pentear direito o cabelo, calçar as meias, fazer tarefas domésticas nem escrever. Enquanto eu trabalhava, partículas de pó se alojavam entre a unha velha e a nova. Decidi cobrir a unha com um curativo adesivo para diminuir o desconforto e a aparência feia, bem como aumentar a higiene do dedo. Foi inútil. O constante contato com a água e a unha nova querendo empurrar a velha impossibilitaram manter a cobertura mesmo por uma hora.
O polegar direito é muito importante para fazer muitas coisas; por fim, deixei o polegar livre, e, gradualmente, a unha velha morreu e caiu. Uma unha nova, vibrante, sadia e rosada a substituiu. Não vi a unha nova crescer, mas ela cresceu. Da mesma forma, o Espírito Santo continua trabalhando em nós, aperfeiçoando-nos, renovando-nos. Assim como a unha velha e incômoda deu lugar à unha nova, é possível libertar-nos daquele pequeno pecado que nos assedia e nos separa do corpo de Cristo. Você também pode se manter plenamente conectada, se lançar sobre Ele todos os seus cuidados.
Pauline A. Dwyer-Kerr
Ponha a sua vida nas mãos do Senhor, confie nEle, e Ele o ajudará. Salmo 37:5, NTLH
Hoje foi um daqueles dias enroscados e de pernas para o ar. Minha querida vizinha Sally precisou de uma carona para voltar para casa, após sua internação no hospital. Mariana estava sozinha – a filha e a cunhada haviam ido embora após o funeral do seu marido – e ela queria que eu a ajudasse a tomar algumas decisões na área financeira. Meu esposo enfrentava um problema com o computador dele. A correção do trabalho do meu aluno levou muito mais tempo do que eu imaginara; praticamente reescrevi um capítulo. Convidei Deborah para assistir ao programa Discoveries ’08 conosco naquela noite, só para descobrir que precisávamos ir a outro lugar.
Em meio a tudo, ouvi mentalmente a serena melodia “Descansa no Senhor”, de Mendelssohn, dei um pulo e encontrei a música. A melodia é repousante, mas eu estava interessada na letra: “Ah, descansa no Senhor, espera pacientemente por Ele, e Ele satisfará os desejos do teu coração... Entrega-Lhe teu caminho, confia nEle... e não te indignes por causa dos malfeitores. Ah, descansa no Senhor.”
Quando notei que essas palavras, em língua alemã, vinham do Salmo 37, fiquei curiosa para saber o quanto se aproximariam da versão inglesa King James. Peguei minha velha Bíblia na prateleira e procurei o Salmo 37. Ali encontrei o verso 5, o texto de hoje: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará.” O verso estava sublinhado e tinha uma anotação à sua margem: “26-7-58”!
Não foi difícil recordar o que acontecera no dia 26 de julho de 1958. Nesse dia, Werner e eu nos havíamos despedido, após nos termos encontrado e conhecido por apenas dez dias, durante uma assembleia mundial da igreja. Ele estava de partida para uma viagem de estudos no Oriente Médio, a caminho de seu compromisso como professor no Chile. Eu precisava voltar para o magistério na Califórnia. Obviamente, sentíamo-nos atraídos um pelo outro, mas o futuro era um ponto de interrogação. Seria o romance algo sensato – ou mesmo possível?
Naquele dia, entreguei meu futuro ao Senhor, sem saber o que aconteceria. Para encurtar uma longa história, Werner e eu nos casamos no ano seguinte – e isso foi há mais de meio século! Foi bom, num dia enroscado, recordar que posso descansar no Senhor, entregar-me a Ele inteiramente e saber que tudo ficará bem.
Nancy Jean Vyhmeister
Vigiem e orem para que não caiam em tentação. Marcos 14:38, NVI
Estávamos numa viagem de quatro dias de acampamento nas montanhas do norte da Geórgia, com nosso neto, Luke. Ele estava com sua vara de pescar nova, caixa de apetrechos e diversos anzóis e iscas.
Era um dia bonito, com 27 ºC, céu claro e brisa suave. Nossa barraca ficava de frente para o lago, subindo a colina a partir do atracadouro da pescaria. Meu marido decidiu tirar uma soneca após o desjejum, enquanto Luke e eu iríamos pescar. Pegamos o filtro solar, cadeira dobrável, um livro para ler, garrafas de água, óculos escuros e descemos a trilha. Podíamos ver peixes saltando, à distância, e nos acomodamos no atracadouro sob o qual víamos peixes nadando.
No dia anterior, Luke e vovô tinham ido ao mesmo lugar e pegaram um peixe de 10 centímetros. Este dia seria diferente. Os peixes simplesmente não mordiam a isca. Eles nadavam ao redor das iscas e iam embora.
Satanás usa iscas para nos iludir. Geralmente pensamos em iscas materiais, como programas questionáveis de TV ou filmes que trazem Satanás diretamente para dentro da nossa sala; mas ele tem outras iscas que às vezes mordemos. Existem iscas como alguém falando de você pelas costas. Ou seu esposo, filhos ou colegas de trabalho procurando provocá-la para discutir. Ou talvez sua melhor amiga se voltando contra você. Todas essas situações machucam e nos colocam na defensiva.
Lembra-se de ter lido que Jesus era falsamente acusado de algumas coisas, e muitas vezes os fariseus tentavam apanhá-Lo em armadilhas, torcendo Suas palavras para ver se Ele entrava na discussão? Jesus continuava a ser objetivo e controlado, porque passava tempo – às vezes a noite toda – em oração, e Se entregava à vontade do Pai. Nós também podemos vencer os ataques de Satanás se passarmos tempo com Jesus todos os dias – para mim, de manhã é melhor – e vivermos a vida sendo submissas à Sua vontade. Ele nos ajudará a sempre vigiar e orar, permanecendo atentas aos engodos de Satanás. Como diz a paráfrase do texto de hoje, na versão The Message: “Permaneçam alerta, em oração, para não entrarem na zona de perigo sem terem sequer consciência disso. Não sejam ingênuos.”
Célia Mejia Cruz
Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.
Romanos 8:1, Almeida antiga
Realmente! É verdadeiramente real! Penso nisso, deitada ao lado do meu gato, deixando que as lágrimas deslizem livremente pelo rosto. Acaricio seu pelo macio e ele se enrosca, apertadinho como uma bola. Ouço dizer com frequência que o Senhor perdoa meus pecados na hora, no segundo em que peço perdão. Já ouvi, mas nunca o senti. Então, por que isso me tocava o coração de maneira diferente?
Ao contrário de ouvir dizer, ou de crescer ouvindo alguém dizer isso tão frequentemente a ponto de amortecer o cérebro e não significar nada, o amor e o compassivo perdão de Deus eram novos para mim. E emocionantes. Eu acabava de descobrir o verso de hoje. Era algo com o qual me deleitar e me deliciar. Algo que me dava vida e esperança.
A tragédia de alguns dos meus atos passados, a dor e a tristeza que ainda me traziam, sentir que não vivia à altura dos meus próprios ideais – depois de tudo isso, esse verso me traz esperança. Deus não me condena.
Com muita frequência, tive medo de que alguém do meu passado viesse me assombrar e constranger. Contudo, agora sei que o Senhor não me julga pelo que fiz. Ninguém mais, não importa quem seja nem de onde venha, tem o direito de me condenar. Posso permanecer firme, na força do Senhor. Permanecer em Sua misericórdia e amor, reabastecendo com o Seu poder meu espírito abatido.
Sento-me e enxugo as lágrimas de remorso. Não tenho mais necessidade delas. Tenho esperança. Com os recém-descobertos sentimentos de alegria e paz, inclino-me e beijo o focinho rosado do gato. O lindo Pai celestial me perdoou! Não há necessidade de remoer meus erros, pois o Senhor não Se detém neles. Ele Se inclina para mim com braços fortes e confortadores; Ele me ergue e Se apraz em me conceder Seu Espírito de restauração.
Agora que sei disso, posso dizer com confiança a todas as minhas irmãs em Cristo: “Ele anseia libertá-las de seu armário de esqueletos. Por que não permitir que Ele faça exatamente isso? Levem a sério Sua promessa: Não há condenação para aquelas que estão em Cristo Jesus. A lousa de vocês foi apagada. Não tentem pegar o giz e reescrever o que foi apagado pelo próprio Cristo Jesus.”
Melissa Irene Koeffler
Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé. Gálatas 6:10
Nosso gato Kitty é um verdadeiro oportunista. Temos duas casinhas para alimentar pássaros no quintal e Kitty é muito observador. Já tentou muitas vezes e de maneiras diferentes pegar um deles. A primeira foi a típica tática de agachar-se, sorrateiramente, na posição de tocaia, mas ele fez isso às claras. Talvez achasse que estava escondido na grama alta. A tentativa seguinte foi na varanda da frente, de onde se vê o quintal. Mais uma vez, foi a posição de tocaia, mas tão logo deu o salto para fora da varanda, as aves sumiram no ar. A seguir, ele se ocultou embaixo dos nossos carros. Esse era realmente um bom lugar, porque, afinal, ele estava escondido. Felizmente, os carros ficam longe das casinhas de pássaros. Assim que Kitty disparou em sua direção, as aves decolaram. O que o vi fazer em seguida foi literalmente sentar-se sob as casinhas e comer algumas das sementes. Mas as aves sabem a diferença entre amigo e inimigo.
Num determinado ano, pusemos um laguinho inflável no quintal. Parada ao lado do carro, vi uma pomba sob uma das casinhas. De repente, a ave foi caminhando para trás do laguinho. Kitty, que estava aos meus pés, viu sua chance e disparou como um foguete. Fiquei tensa, mas felizmente a ave voou antes que Kitty chegasse lá. Que oportunista é Kitty!
Certa época tivemos um peixinho dourado, e Kitty, mais uma vez, se interessou por ele. Ele sabia que o aquário estava no balcão da cozinha, mas, devido a sua altura, não podia subir lá para atacar o Flash. Um dia, havia uma cadeira muito perto da pia e, adivinhe! Ele não perdeu tempo para pular na cadeira e depois no balcão. Felizmente eu o vi e o coloquei para baixo. Mais uma vez, ele viu a oportunidade e não perdeu tempo.
Observar Kitty e sua maneira de enxergar imediatamente as oportunidades me fez pensar se faço a mesma coisa, não para minha vantagem pessoal, mas como serva do Senhor. Vejo as oportunidades para servir que me aparecem no caminho? Tento diferentes métodos para estender a mão e ministrar? Creio que a única maneira de realmente ver as oportunidades é pedir que o Senhor me use para ser uma bênção aos outros. Em outras palavras, permitir que o Senhor saiba que estou disponível. Quando esteve na Terra, Cristo sempre viu Suas oportunidades de ajudar os outros. Que também vejamos as nossas e sejamos guiadas por Jesus diariamente!
Rosemarie Clardy
Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem. Hebreus 11:1
Espero que a experiência pessoal que vou contar fortaleça a fé dos jovens – e também dos mais velhos – em sua caminhada com Cristo.
Eu tinha decidido continuar estudando na universidade da igreja em Cosendai, Camarões. Estudei numa universidade pública por três anos, mas não pude continuar lá porque enfrentava dificuldades devido às minhas convicções religiosas.
Comecei a vender sucos naturais a fim de ter dinheiro para resolver meus problemas financeiros e pagar a escola. Uma semana antes do início das aulas, eu tinha exatamente 30.000 francos camaroneses no bolso – apenas 5% do estipêndio escolar. Mas fui em frente pela fé. Disse a mim mesma que Deus proveria. Usei 20.000 francos desse total para minha matrícula e continuei orando.
Eu tinha uma amiga, a Emilienne. Que o Senhor a abençoe, pois ela tornou mais forte minha experiência de fé. Assim como no meu caso, os pais dela não tinham dinheiro para seus estudos universitários. Então a convidei para ir comigo, e eu a ajudaria para podermos estudar juntas. Eu disse isso porque confiava em Deus.
Pedi ajuda para minha igreja e amigos. Fizeram o que puderam, o suficiente para que eu pudesse providenciar a matrícula dela também. Poucos dias antes do início das aulas, Emilienne me perguntou onde ficaríamos em Nanga-Eboko, a cidade universitária, e quanto dinheiro eu tinha para ela. Simplesmente lhe respondi que Deus proveria. Mas Emilienne gostava de ver, antes de crer; disse que seria um risco ir para lá sem dinheiro. Para tranquilizá-la – embora não tivesse nada de dinheiro naquele momento – eu disse que pagaria 100.000 francos em seu nome. Então, antes de nos mudarmos para Nanga-Eboko, recebi 100.000 francos de alguém – exatamente o dinheiro que eu havia prometido à Emilienne.
Queridas irmãs, lamentei minha falta de fé naquele dia, pois poderia ter pedido mais e o Senhor o teria concedido. Um dia antes da viagem, recebi 45.000 francos de uma pessoa desconhecida. Deus ainda não tinha parado de me abençoar. Alguém me ajudou a pedir e receber um bolsa de estudos do Ministério da Mulher. Minha fé tem crescido. Que você, também, saiba que a fé é “a convicção de fatos que se não veem”. Ah, que Deus amorável e maravilhoso temos!
Mekoudjou Myriam Djia
Vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. Efésios 6:13, NVI
A maioria das crianças se envolve em algum tipo de esportes ou atividade física. Embora os esportes e jogos sejam excelente forma de as crianças (e os adultos) se manterem saudáveis, aptos e aprenderem valiosas lições de vida, podem também causar ferimentos graves e, em raras ocasiões, até a morte.
Nosso filho, Spencer, gosta de jogar hóquei, e todos sabemos como pode ser violento esse esporte. Meu esposo se lembra de um momento particularmente ansioso, no qual Spencer caiu vítima de um maldoso golpe na cabeça. Spencer estava deslizando velozmente pelo lado direito, olhando para seu colega do centro, na direção da rede. Ele fez o passe e pá! Levou uma cotovelada direto na cabeça e caiu como os muros de Jericó. Spencer ficou caído no gelo por alguns segundos, mas conseguiu se levantar, obviamente zonzo, e se arrastar para o banco. Graças ao capacete e o protetor da boca, ele escapou de um dano mais grave.
Nossa filha, Mikaela, anda a cavalo há mais de três anos. Embora, pela graça de Deus, ela não tenha sofrido danos graves, nenhum cavaleiro pode subestimar como um animal de 600 quilos pode reagir diante de barulhos fortes ou movimentos rápidos. Por essas razões, Mikaela precisa usar um capacete e também botas reforçadas para proteger os pés, para a eventualidade de ser pisoteada pelos cascos.
Pais com filhos envolvidos em atividade física sabem como é quando os filhos se machucam. Usa-se o equipamento por um motivo: proteção.
Deus nos proporciona a maior proteção que existe: Sua Palavra. A Bíblia contém preciosas verdades que nos guiarão, ensinarão e protegerão contra tudo o que a vida tem para arremessar contra nós. É um grande conforto saber que, com o Senhor ao nosso lado, temos quem cuide de nós, não importa quão violento se torne o jogo da vida. Nós, como cristãos, devemos trabalhar como uma equipe para espalhar Seu amor e Suas promessas aos outros, a fim de que eles, também, sejam protegidos por Sua poderosa armadura.
Hoje e todos os dias, revista-se com a armadura de Deus. Conheça e reivindique Suas muitas promessas, usando-as como equipamento de proteção.
Janice Gibbs